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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mercosul, Brasil/Nassif: Bolsonaro abre economia para organizações clandestinas


24 de julho de 2019, 10:30 h, Brasil 247 https://www.brasil247.com/midia/nassif-bolsonaro-abre-economia-para-organizacoes-clandestinas

"Sua última decisão, de proibir que as Juntas Comerciais comuniquem suspeitas de crimes na constituição de empresas, somado ao apoio às restrições do COAF, visam justamente abrir espaço para a ocupação da economia pelas organizações clandestinas, algumas nitidamente criminosas", escreve Luis Nassif no Jornal GGN em referência a Jair Bolsonaro

247 - "Uma das peças centrais do governo Bolsonaro é o desmonte de qualquer forma de proteção social e de regulação capitalista da economia", escreve o jornalista Luis Nassif no Jornal GGN. "Sua última decisão, de proibir que as Juntas Comerciais comuniquem suspeitas de crimes na constituição de empresas, somado ao apoio às restrições do COAF, visam justamente abrir espaço para a ocupação da economia pelas organizações clandestinas, algumas nitidamente criminosas", continua.

De acordo com o jornalista, "assim como em outros movimentos fascistas, Bolsonaro não admite o contraditório ou qualquer forma de organização, seja social seja de corporações públicas". "É o que explica o fim dos conselhos, os ataques às organizações sociais, o fato de

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Moçambique/ONU considera desarmamento da Renamo como maior desafio para o alcance da paz em Moçambique

12 agosto 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

As Nações Unidas defendem que o desarmamento da Renamo é o maior desafio para o alcance da paz efectiva em Moçambique.

Em entrevista à Radio ONU, a analisa sénior da Divisão de África para Assuntos Políticos na Organização, condena a existência de um partido político que ao mesmo tempo detém armas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais de 80 organizações pedem que Brasil rompa relações com Israel

28 julho 2014, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


São Paulo -- Um manifesto com mais de 80 assinaturas de organizações da sociedade civil e de ativistas políticos pede ao governo brasileiro medidas mais enérgicas em relação a Israel como forma de sanção pelos ataques à Faixa de Gaza. O documento, protocolado no escritório da Presidência da República em São Paulo no dia 25, é encabeçado pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e pede o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel. As entidades cobram também o fim do Acordo de Livre Comércio do Mercosul com o país e de contratos com empresas israelenses.

No texto, as entidades lembram que os ataques iniciados por Israel no início deste mês já

O FIM DE ISRAEL/THE END OF ISRAEL

28 julho 2014, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

21/7/2014, Gilad Atzmon 

No discurso que fez à nação o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu reconheceu ontem que a guerra contra Gaza é uma batalha pela existência do Estado Judeu. Netanyahu está certo. E Israel não pode vencer essa batalha; não pode sequer definir que vitória poderia advir dessa batalha.

Claro que a batalha não se trava pela posse dos tuneis ou pela operação subterrânea da resistência: os tuneis são armas da resistência, não são a resistência. Os militantes do Hamás e de Gaza atraíram Israel para uma zona de batalha na qual Israel jamais vencerá; e o Hamas impôs as condições, escolheu o campo e escreveu os termos que exige para concluir esse ciclo de violência. 

Por dez dias, Netanyahu fez tudo que pôde para evitar a operação por terra, pelo exército de Israel. Ele sabia que Israel não conhece resposta militar à resistência palestina. Netanyahu sabia que uma derrota em solo erradicaria o pouco que resta do poder de contenção que

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NEW STOP THE WALL REPORT: BRAZIL’S MILITARY RELATIONS WITH ISRAEL


Mar 30, 2011-- On the occasion of the 3rd global Boycott, Divestment and Sanctions (BDS) Action Day on March 30 (Palestinian Land Day), we release Stop the Wall’s disconcerting and potentially explosive report on growing and strategic military relations between Brazil and Israel. (Portuguese version) [DOWNLOAD]

http://stopthewall.org/enginefileuploads/content/rela__es_militares_entre_brasil_e_israel.pdf

NEW STOP THE WALL REPORT: BRAZIL’S MILITARY RELATIONS WITH ISRAEL

Stop the Wall http://www.stopthewall.org/

Mar 30, 2011-- On the occasion of the 3rd global Boycott, Divestment and Sanctions (BDS) Action Day on March 30 (Palestinian Land Day), we release Stop the Wall’s disconcerting and potentially explosive report on growing and strategic military relations between Brazil and Israel. [DOWNLOAD]

http://stopthewall.org/enginefileuploads/content/brazilian_military_ties_with_israel.pdf


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ONGS PALESTINAS CRITICAM COOPERAÇÃO MILITAR BRASIL-ISRAEL

30 de março de 2011 -- A ONG palestina Stop the Wall e a campanha civil internacional Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) pediram nesta quarta-feira ao Brasil que suspenda a ampla cooperação militar de suas empresas com o Estado judaico. Segundo um estudo divulgado por essas organizações, o Brasil é o quinto maior importador de armas israelenses, com intercâmbio comercial entre ambos em matéria de defesa que chega a US$ 1 bilhão, e "viola as obrigações legais e os interesses políticos do Brasil".

"O Brasil tem a obrigação de não reconhecer nem apoiar as violações do direito internacional", diz o relatório. O texto destaca que a estreita colaboração com Israel "viola as obrigações internacionais" do Brasil porque beneficia empresas armamentistas que "colaboram na ocupação ilegal dos territórios palestinos e fornecem armas que são usadas em assassinatos".

As ONGs denunciam a assinatura de um acordo de cooperação em matéria de segurança entre os dois países em novembro de 2010 e o estabelecimento de um escritório das Forças Armadas do Brasil em Tel Aviv em 2003, bem como a mediação de autoridades brasileiras em contatos entre empresas israelenses e Exércitos de outros países latino-americanos. Entre as empresas israelenses que têm negócios no ramo armamentista com Brasília, as ONGs mencionam Elbit Systems, Israelense Aircraft Industries e Israeli Military Industries.

Sem a exportação de armas, que representa 70% do negócio da indústria armamentista israelense, "Israel não seria capaz de manter a ocupação ou realizar guerras como a do Líbano em 2006 e de Gaza em 2008/9, ambas duramente condenadas pelo Brasil", diz o documento. As ONG também entendem que a colaboração com a indústria militar israelense "contradiz o apoio do Governo brasileiro à criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967".

Por esses motivos, o comitê nacional do BDS nos territórios palestinos pede ao Governo de Brasília para "não ratificar e cancelar o acordo de cooperação (militar) com Israel, fechar o escritório das Forças Armadas brasileiras em Israel e modificar as regulações de fornecimento do Exército para excluir dos contratos às empresas que violam a legislação internacional". Elas também pedem que as empresas que violam a legislação internacional sejam proibidas de se estabelecerem no país e que essas companhias "sejam excluídas dos contratos para a organização da Copa do Mundo e das Olimpíadas". (EFE)

MARCADORES

Brasil, palestina, Israel, armas

sexta-feira, 4 de março de 2011

Brasil/Itamaraty divulga nota à imprensa sobre conflito nos países árabes

4 março 2011/Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br

O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta sexta-feira (4/3), nota à imprensa sobre posicionamento do governo brasileiro diante do conflito nos países árabes. O documento diz que “o governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana”.

A nota informa ainda que o ministro Antonio Patriota, durante visita a Pequim, tratou do tema nas conversas com o ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. Informa ainda que o assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o assessor de Segurança Nacional da Índia, embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro amanhã, em Nova Delhi. “Além disso, o ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU”, diz.

Leia o artigo completo:

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

Nota à Imprensa nº 88

4 de março de 2011

Situação nos países árabes

No momento em que o mundo árabe passa por período de profundas mudanças, é importante reafirmar a parceria existente entre América do Sul e países árabes, conforme consignado na Declaração de Brasília por ocasião da Primeira Cúpula América do Sul- Países Árabes, em 2005.

Nessa ocasião, com base nos laços humanos e culturais, bem como nas aspirações que as unem, as duas regiões afirmaram que, para promover a paz, a segurança e a estabilidade mundiais, a cooperação bi-regional deve ser norteada pelo compromisso com o multilateralismo, o respeito ao Direito Internacional e a observância dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário; com o desarmamento e a não-proliferação de armas nucleares e de outras armas de destruição em massa.

O Governo e o povo brasileiros se solidarizam com as eloquentes manifestações das sociedades no mundo árabe em favor da realização de suas justas aspirações e anseios por maior participação nas decisões políticas, em ambiente democrático, com perspectivas de crescimento econômico e inclusão social, capaz de gerar oportunidades de emprego, liberdade de expressão e dignidade humana. Manifestam, ainda, a expectativa de que as transformações em curso ocorram em ambiente pacífico, sem arbitrariedade ou uso da força.

A suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em resolução co-patrocinada pelo Brasil e adotada por consenso, com apoio dos países árabes e africanos, foi decisão sem precedentes, que afirma a expectativa de pleno respeito dos direitos humanos dos manifestantes líbios.

Conforme ressaltou a Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Ministra Maria do Rosário, na abertura da 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) – Segmento de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, em fevereiro último, “eventuais ondas migratórias devem ser tratadas com humanidade, com respeito aos direitos humanos, com compreensão pela diversidade e sem xenofobia.”

Onde surjam situações de emergência humanitária, faz-se necessário assegurar acesso tempestivo e irrestrito aos prestadores de assistência humanitária. Igualmente, devem ser respeitados os direitos dos jornalistas, inclusive estrangeiros, de reportar e de circular livremente, sem constrangimentos ou intimidações.

Os recentes eventos nos países árabes oferecem oportunidade para se levar adiante iniciativas que possam contribuir para a paz e a segurança mundiais, a exemplo da proposta de estabelecimento de zonas livres de armas nucleares, especialmente em regiões com focos de tensão, como o Oriente Médio, como consta do documento final da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de maio de 2010.

O Brasil considera que o debate sobre proposta de estabelecimento de zona de proibição de voos no espaço aéreo líbio, ou acerca de qualquer iniciativa militar naquele país, só terá legitimidade no marco estrito do respeito à Carta da ONU, no âmbito do Conselho de Segurança.

O Brasil privilegiará a diplomacia, o diálogo e a negociação no encaminhamento de situações de tensão, em que haja risco de conflagração ou quadro de violência.
O Brasil tem mantido consultas permanentes sobre a situação no Norte da África e no Oriente Médio com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU e com o Secretário Geral das Nações Unidas.

Durante a visita do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, a Pequim, em 3 e 4 de março, o tema foi suscitado nas conversas com o Ministro de Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi. O assunto deverá ser tratado, igualmente, em reunião com o Assessor de Segurança Nacional da Índia, Embaixador Shiv Shankar Menon, em encontro no sábado, 5 de março, em Nova Delhi. Além disso, o Ministro Patriota tenciona coordenar-se com seus homólogos da Índia e da África do Sul, em reunião Ministerial do IBAS, a realizar-se na capital indiana, em 8 de março, em momento em que os três países têm assento no Conselho de Segurança da ONU.


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Conselho Mundial da Paz (CMP) apela à ONU contra intervenção estrangeira na Líbia

4 março 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br

O Conselho Mundial da Paz (CMP), presidido pela brasileira Socorro Gomes, divulga nesta sexta-feira (4) nota em que se solidariza com o povo líbio e defende a sua autodeterminação, repudiando qualquer tipo de intervenção estrangeira no país.

“Os povos não podem aceitar a intervenção, a destruição de soberanias pelas potências imperialistas, capitaneadas pelos Estados Unidos. O povo líbio deve resolver de forma soberana seus rumos”, argumenta Socorro, que é também presidente do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz).

Para a presidente do CMP, os países que propõem intervenção na Líbia, sob o argumento de estruturar a democracia do país, pretendem saquear os recursos naturais – sobretudo energéticos – de países do Oriente Médio. “Os Estados Unidos e a Inglaterra querem, com essa máquina estúpida de guerra que é a Otan, controlar a região para saquear o petróleo, abocanhar o gás e dominar a política no Oriente Médio. Quando os Estados Unidos dizem que querem redesenhar o Oriente Médio, a ferro e fogo, o interesse é abrir caminho para assaltar os recursos naturais”. A nota tem o objetivo de ser um apelo público à ONU para que não permita intervenção estrangeira no país.

Enfática, Socorro rechaça intervenção na Líbia e manifesta solidariedade ao seu povo: “repudiamos qualquer intervenção ao mesmo tempo em que somos completamente solidários ao povo líbio para construir o caminho da paz de forma soberana”, completa Socorro.

Leia a íntegra da nota do CMP:

"Declaração do Conselho Mundial da Paz ante a situação na Líbia e os planos de intervenção militar estrangeira.

O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa sua profunda indignação com os recentes acontecimentos ocorridos na Líbia. Desta maneira, condena o assassinato de centenas de civis inocentes que protestavam desarmados contra as forças armadas do governo líbio, assim como expressamos a nossa categórica rejeição a toda intervenção militar por parte dos Estados Unidos, a Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), a União Europeia, sob qualquer pretexto.

Destacamos o direito do povo líbio de expressar a sua raiva, agonia, e as suas demandas por mudanças nos campos sociais, econômicos e pelo seu direito soberano para determinar a política de desenvolvimento do seu próprio país.

Os imperialistas ao serviço das grandes companhias multinacionais e do capital internacional estão a procurar a oportunidade do descontentamento para ter um maior e amplo controle sobre o petróleo, o gás e outros recursos naturais da Líbia, expandindo assim a sua esfera de influência.

Denunciamos a presença militar de barcos de guerra de vários países membros da Otan nas águas internacionais próximas à Líbia, o que serve de preâmbulo para um possível ataque, ao mesmo tempo que demandamos a sua saída imediata da área.

Independentemente de qualquer opinião que tenhamos sobre a atuação do regime líbio e as suas atuações e prioridades na sua política exterior, particularmente nos últimos anos, é direito inalienável do povo líbio determinar e aplicar as decisões sobre as mudanças que considere necessárias sem nenhuma presença militar estrangeira ou política de imposição.

O Conselho Mundial da Paz expressa de coração o seu total apoio solidário com o povo líbio ao mesmo tempo que demanda a cessação do derramamento de sangue.

Expressamos o nosso desacordo com as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que somente afetarão o povo líbio, e reiteramos que nenhuma agressão militar estrangeira será aceita em nenhuma condição

Secretariado do Conselho Mundial da Paz.
Atenas, 3 de Março 2011"

Da redação, Luana Bonone

Leia também
Cebrapaz se opõe a intervenção imperialista na Líbia

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Brasil/ARTIGOS SOBRE COMBATE AO NARCOTRÁFICO NO RIO DE JANEIRO

1- A ARTE DA GUERRA NO RIO DE JANEIRO

2- QUE GILMAR MENDES NÃO SOLTE OS BANDIDOS DO RIO

3- COMBATER O BRAÇO FINANCEIRO E INSTITUCIONAL DO CRIME

4- VIOLÊNCIA DO CRIME ORGANIZADO



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1- A ARTE DA GUERRA NO RIO DE JANEIRO

2 dezembro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Luciano Rezende *

Sun Tzu disse: “Na guerra, o objetivo principal é a vitória. Se esta tardar, embotam-se as armas e deprime-se o moral”. Décadas da presença do crime organizado em vastas regiões da cidade do Rio de Janeiro, com a cumplicidade de setores da própria polícia, fizeram com que a reputação desta corporação e dos poderes constituídos do Estado fosse maculada perante o povo. Resgatar a confiança e a credibilidade das instituições de segurança pública é tarefa das mais importantes.

Sun Tzu disse: “Ataca onde quer que o inimigo esteja despreparado; irrompe quando ele não te esperar”. Como se diz: “Quando o trovão ribomba, não há tempo de tapar os ouvidos”. A complexidade do tráfico faz necessário que além das ações mais enérgicas e de enfrentamento ostensivo se invista no trabalho de inteligência. Sitiar as movimentações financeiras é uma forma de manter o inimigo sob pressão e esgotá-lo.

Sun Tzu disse: “A natureza do terreno é o fator fundamental para o exército consolidar sua vitória”. “(...) Em terreno íngreme, devo tomar posições nas elevações ensolaradas e aguardar o inimigo”. Com as instalações das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) nos topos dos morros, deslocando os traficantes de suas antigas bases estratégicas, contribuirá sobremaneira para uma efetiva ocupação destas comunidades que, por sua topografia irregular, necessita contar com visão privilegiada para dificultar o retorno do inimigo. “Quando um gato se posta diante de um buraco de ratos, dez mil ratos não saem; quando o tigre vigia o vau, dez mil carneiros não atravessam o rio”.

Sun Tzu disse: “Um exército sem agentes secretos é exatamente como um homem sem olhos e sem ouvidos”. Nesse quesito, parece que os traficantes sempre dispuseram de informações privilegiadas partindo de dentro da própria polícia. Em contrapartida, percebe-se que agora a própria população, ao readquirir o moral de combatentes auxiliares desta guerra, passa a ser informante contra o tráfico, apoiando a polícia através de importantes denúncias telefônicas.

Sun Tzu disse: “Quando as tropas estão em situação favorável, o covarde é bravo; quando não, o bravo é covarde. Na arte da guerra não existem regras fixas. Estas dependem unicamente das circunstâncias”. Esperemos que a firmeza do discurso oficial no atual momento seja mantida com o decorrer do tempo e que as políticas sociais de fato “subam o morro” e sejam implantadas com a coragem necessária para superar de vez as práticas assistencialistas do inimigo.

Sun Tzu disse: “Não permitas que seus inimigos se aliem. Examina o conteúdo dessas alianças e provoca sua ruptura. Se o inimigo tem alianças, o problema é grave e a posição dele, muito forte; se não as tem, o problema é menor e a posição dele, muito fraca”. O crime organizado no Rio conseguiu tecer vasta rede de colaboradores. Tem representação no Parlamento e está infiltrado em várias repartições com anuência de vários agentes do poder público. Romper esse consórcio é tarefa a ser perseguida.

Sun Tzu disse muito mais em “A Arte da Guerra”. Documento milenar que a despeito de seu contexto histórico guarda enorme atualidade. Mas Sun Tzu não viveu o capitalismo. Não desconfiava de poder existir um modo de produção capaz de disseminar uma cultura de guerra e violência de fazer inveja aos antigos senhores de guerra.

A cultura da violência vem do berço no capitalismo que sobrevive do espírito de uma bestial competição, em todos os sentidos. A própria insegurança da população é um ótimo negócio a ser comercializado pela indústria da segurança, inclusive por milícias. Banalizou-se a violência como em poucos momentos da história da civilização. Hoje uma criança pede à mãe para comprar um “caveirão” do Bope de brinquedo, assistindo um ingênuo Pica-pau vermelho e azul meter uma paulada na cabeça de um índio. Todos riem.

Relembrando Brecht: “Muitos acusam o rio de violento, mas poucos são os que condenam as margens que o reprimem”. Em meio a mais uma cobertura midiática sensacionalista, é fundamental que, ao reafirmarmos a validade das operações policiais, também sejamos capazes de fazer uma leitura histórica e científica da violência no Rio, no Brasil e no mundo. Não ser ingênuo a ponto de pensar que o tráfico vai ser vencido apenas com políticas sociais, mas também não imaginar que somente a ação policialesca será suficiente para se alcançar o apaziguamento. O rio (e o Rio) está (ão) cada vez mais estreito (s).

A verdadeira paz só será atingida com outro sistema social, o que exigirá um outro tipo de guerra, mais prolongada, de longo fôlego. Sun Tzu disse: “A invencibilidade depende de nós. A vulnerabilidade do rival depende dele”. O capitalismo é débil por natureza, perecerá mais cedo ou mais tarde, a depender de nossa estratégia.
* Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e doutorando em Genética. Professor do Instituto Federal do Amazonas (IFAM).


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2- QUE GILMAR MENDES NÃO SOLTE OS BANDIDOS DO RIO

2 dezembro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Messias Pontes *

O Brasil inteiro assistiu, atônito, nos últimos dias, às ações das forças militares e policiais no Rio de Janeiro contra o crime organizado. Toda a sociedade apoiou o combate sem trégua aos bandidos e aplaudiu por não atingir pessoas inocentes nos morros da Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Muita droga – maconha, cocaína e crack – e muita arma pesada e farta munição foram apreendidas, causando enorme prejuízo financeiro aos traficantes, calculado em mais de R$ 100 milhões.

A sociedade brasileira aplaudiu também a prisão de vários “chefões” do tráfico, mas espera que os que conseguiram furar o cerco sejam presos no curto prazo. Espera também que haja uma averiguação rigoroso para apurar denúncias de que maus policiais facilitaram a fuga de alguns bandidos tanto no morro da Vila Cruzeiro como no Complexo do alemão. Há denúncias também de excesso por parte de policiais e até mesmo de roubo, conforme declarou um morador da Vila Cruzeiro que um soldado lhe roubou R$ 31 mil, dinheiro recebido da rescisão de contrato de trabalho.

Mas o que os brasileiros de bem esperam mesmo é que o ministro Gilmar Mendes – ou Gilmar Dantas, conforme o jornalista Ricardo Noblat – não venha a decretar a liberdade dos bandidos presos durante a operação policial-militar. A preocupação é procedente, pois este ministro, que infelizmente chegou à presidência da mais alta Corte de Justiça do País, tem sido benevolente, para não dizer um pai, com bandidos de colarinho branco.

Para surpresa geral, Gilmar Mendes soltou o banqueiro-bandido italiano Alberto Salvatore Cacciola, dono do banco Marka, que deu um rombo de mais de R$ 1,5 bilhão. Em liberdade, Cacciola fugiu para o seu país, e só foi preso pela Interpol quando resolveu passear no Principado de Mônaco, e depois extraditado para cá. Ele foi condenado a 13 anos de prisão por gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público.

Gilmar Mendes, para não perder a fama, concedeu celeremente dois habeas corpus ao também banqueiro-bandido Daniel Dantas, indiciado por vários crimes, entre eles gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Além de proteger o banqueiro-bandido, Gilmar Mendes perseguiu implacavelmente o delegado federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha que apurou a roubalheira do dono do banco Opportunity ; também perseguiu o delegado federal Paulo Lacerda, então diretor da ABIN, e o juiz Federal Fausto di Sanctis que decretou as prisões de DD.

A posição e as decisões do ministro Gilmar Mendes foram tão esdrúxulas que um movimento nacional ganhou corpo para o seu impeachment, o que acabou não acontecendo porque a maioria dos senadores é muito conservadora e medrosa, para não dizer covarde. Dezenas de entidades nacionais se manifestaram pelo impeachment desse ministro que foi indicado pelo Coisa Ruim (FHC) para o Supremo Tribunal Federal apesar das advertências feitas pelo grande jurista Dalmo de Abreu Dallari.

Setores progressistas da igreja católica têm denunciado as ações antidemocráticas de Gilmar Mendes, notadamente na criminalização dos movimentos sociais, em especial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Comprometido com os interesses do baronato da mídia, esse ministro tornou sem efeito a obrigatoriedade do diploma de curso superior em Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista.

Agora, para indignação geral, o ministro Gilmar Mendes põe em liberdade o médico-monstro Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, em primeira instância, por crimes sexuais contra 60 pacientes. O relato das vítimas desse monstro, que é milionário, chocou a todos, menos ao ministro do STF que não gosta de ver bandido de colarinho branco na cadeia.

A consciência democrática brasileira não aceita, por hipótese alguma, que o ministro Gilmar Mendes tenha a petulância de ordenar a soltura dos traficantes de drogas e armas do Rio de Janeiro, presos nos últimos dias nas comunidades de Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.

* Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB.


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3- COMBATER O BRAÇO FINANCEIRO E INSTITUCIONAL DO CRIME

29 novembro 2010/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

A provocação irracional e inaceitável iniciada pelo crime organizado com a onda de violência desencadeada no dia 21, teve um desdobramento inesperado não só para os bandidos mas também para toda população.

Pela primeira vez houve uma ação coordenada das polícias fluminenses, das Forças Armadas e de forças policiais da União para não só reprimir a ação criminosa, como também, numa verdadeira operação de guerra, desalojá-los dos espaços que controlavam e que transformaram em bases de operação para distribuir drogas ilegais, esconder seus arsenais, encontrar repouso e atendimento médico quando necessário depois de conflitos com a polícia ou adversários de outras facções criminosas. Eles construíram, em favelas e outras comunidades pobres do Rio de Janeiro verdadeiros para-estados, à margem da lei e das instituições.

A operação coordenada desta semana indica que é possível combater o tráfico e o crime organizado a ele associado. Ela teve um êxito inicial e o mérito cabe ao governo do Rio de Janeiro e do governo federal.

Há notícias de que o descontentamento dos criminosos que degenerou naqueles ataques decorreria da implementação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), primeiro passo para a ocupação dos territórios antes entregues aos bandidos. Através das UPPs, o Estado retomou sua presença nas comunidades, seja através da prestação de segurança, como de outras políticas públicas, em benefício da população.

O apoio da população à ação bélica contra os bandidos (que pode ser medido pelo alto número de ligações anônimas feitas para o disque-denúncia, e que permitiu a localização e a prisão de inúmeros traficantes) revela o sucesso alcançado pelas UPPs, cuja mera existência passa a ser um sinal de reocupação pública de espaços dominados por facções. Para a deputada federal eleita Jandira Feghali (PCdoB-RJ), “antigamente a população tinha mais medo da policia do que dos traficantes e milícias, mas desta vez a população não apenas apoiou como colaborou”. E este apoio continuará sendo decisivo nesta etapa em que, ocupado o território, começa a varredura casa a casa para uma verdadeira “limpeza” do terreno e consolidação da “conquista”.

Vai durar? Esta é outra pergunta que está em muitas mentes. Setores conservadores se assanham com a presença das Forças Armadas nas ruas, mesmo que não tenham se envolvido no combate direto mas participado do apoio logístico e material e do controle do território tomado aos bandidos. Há, aqui, um eco de velhos sonhos antidemocráticos de “botar o Exército na rua” para ações policiais que não fazem parte de sua missão constitucional, que é a de defender a soberania e a integridade nacional.

A participação das Forças Armadas na operação ocorrida no Rio de Janeiro foi inestimável e merece elogios justamente pelo sentimento de respeito à lei demonstrado pelos militares, definindo claramente o papel e a função que tiveram na operação, manifestando a disposição de ir para o sacrifício e contribuir para consolidar a vitória obtida e subordinar-se ao comando civil da operação.

Foi essa participação que permitiu a vitória. E é possível imaginar que permitiu por várias razões que incluem o uso de veículos blindados, helicópteros, barcos, soldados e oficiais que se tornaram exímios em ações desse tipo. Mas há outra razão que precisa ser lembrada: a mera presença de oficiais das Forças Armadas nesta ação deve ter contribuído para encorajar os policiais honrados, que constituem a maioria, e intimidar a “banda podre” da polícia carioca, que a opinião quase unânime dos especialistas aponta como um dos principais fatores de existência e reforço do crime organizado com o qual mantém relações cúmplices de proteção e envolvimento em negócios altamente rentáveis como o tráfico de drogas e também de armas pesadas que asseguram o poderio bélico da criminalidade.

Vários especialistas opinam que a permanência do sucesso de uma operação dessa envergadura será consequência não do envolvimento das Forças Armadas no combate ao crime, mas de uma profunda reforma da polícia que elimine a “banda podre” formada por poderosos focos de corrupção e envolvimento com o crime. O antropólogo Luiz Eduardo Soares, que foi (em 1999/2000) coordenador de segurança, justiça e cidadania do Estado do Rio, usa palavras fortes para descrever a situação atual e justificar a necessidade de uma reforma profunda da polícia. Há uma “degradação institucional em curso”, diz ele.

Uma outra ponta do tráfico que precisa ser combatida com vigor semelhante ao demonstrado nesta semana no Rio de Janeiro é aquilo que se poderia chamar de “braço financeiro e institucional” do tráfico. Os financiadores do tráfico, de drogas e de armas, aqueles que se encarregam da lavagem do dinheiro, certamente não moram nas favelas nem nos morros, diz a deputada Jandira Feghali. Certamente eles sofrerão enormes prejuízos em consequência da operação militar desta semana. Mas é preciso ir além – identificá-los e submetê-los aos rigores da lei da mesma forma como se faz com os gerentes do tráfico e com a chefia intermediária, aquela que está nas favelas e nos presídios.


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4- VIOLÊNCIA DO CRIME ORGANIZADO

26 novembro 2010/Zillah Branco Escreve http://zillahbrancoescreve.blogspot.com/

Não há dúvida de que os dois mandatos do governo Lula plantaram na sociedade brasileira as sementes democráticas que agora, com Dilma, deverão ser defendidas e orientadas para a construção de instituições públicas livres do domínio oligárquico exercido pela velha elite mandante. Todos os que participaram dessa construção de uma dinâmica que implanta os princípios democráticos em cada expressão do Estado de Direito sabem que o caminho de transformação, com base nas alianças entre todas as forças sociais e políticas nacionais, é longo e exige tenacidade em cada passo.

Foram diferentes iniciativas, alterando a legislação e as normas administrativas, buscando a participação dos cidadãos para definir o caminho do país, analisando criticamente o funcionamento dos órgãos de serviço público, fortalecendo um sistema democrático de atendimento ao povo, combatendo preconceitos e abusos de poder que desvirtuam o papel do Estado, denunciando os obstáculos criados por uma oposição criminosa ao desenvolvimento social e estabelecendo os limites éticos da ação política e administrativa na gestão do patrimônio nacional. Foi aberto o caminho para que instituições verdadeiramente democráticas passem a definir o Estado e que a impunidade deixasse de entravar a justiça no país.

Vemos, neste episódio de guerra do narcotráfico contra as forças policiais do Rio de Janeiro, o quanto a sociedade evoluiu no tratamento dos problemas sociais afetados pela ação do crime organizado. A Segurança Pública do Rio de Janeiro, que há perto de trinta anos combate as ações criminosas que têm suas bases nas favelas onde vivem centenas de milhares de famílias de trabalhadores, foi agora organizada com fundamentos técnicos militares e conhecimento científico para entender o comportamento dos cidadãos envolvidos – de bandidos e de moradores inocentes – conduzindo com maestria um enfrentamento decisivo com um mínimo de vítimas pessoais.

O processo gradual que minou e desesperou os chefes do narcotráfico.tornou-se possível como reflexo do novo caminho aberto com a meta democrática. As forças militares e policiais de todo o país ofereceram a sua ajuda que foi sendo aceita na medida das necessidades para um confronto final e rápido. Não houve competição entre poderes, houve solidariedade nacional. Os tanques da Marinha, os aviões blindados da Aeronáutica, o apoio de militares para garantir a ordem liberando as polícias estaduais para darem seqüência ao plano de pacificação que vem sendo implantado em todas as favelas há longos meses através da fixação de UPP (unidades policiais de pacificação). Os especialistas em segurança pública, os analistas científicos e os militantes dos movimentos sociais concordam em que a polícia evoluiu de uma fase de vigilância, como poder externo, para a de ajuda integrada com os moradores. Só assim conseguiram quebrar a força de proteção popular exercida pelos criminosos e criar condições para que o Estado assumisse as suas funções e conquistasse a confiança da população.

Foram dados exemplos de profunda significação na chefia da Segurança Pública em contacto permanente com a população através dos telefones de apoio. Os erros denunciados, de ligação de elementos da Polícia com o crime organizado, de prática de violência contra civis inocentes, de abusos de poder – que desde a vigência da ditadura em 1964 se tornara habitual e assustador – foram banidos e a impunidade deixou de vigorar nas ações policiais e militares. Resta agora que o sistema judicial e carcerário nacional entre no mesmo caminho de saneamento tanto de leis inadequadas como de comportamento irresponsável que limita a luta da sociedade contra o crime organizado. No Rio de Janeiro, nesta semana, foram alcançados êxitos admiráveis de aliança democrática dos órgãos de segurança pública e a população que passou a participar solidariamente com confiança no Estado, e a adesão da mídia integrada aos objetivos de luta do comando unificado contra o crime organizado.

Todos os que elegeram Lula em 2002 e que o acompanharam dentro ou fora do aparelho governamental, sabem que o processo segue o seu curso, agora com Dilma, na consolidação das primeiras conquistas democráticas (são muitas, a começar do combate à fome e pela integração social da maior parte da população brasileira com benefícios institucionais e no desenvolvimento nacional com independência) e que a fase de consolidação das conquistas abrirá novos caminhos para aprofundar as mudanças. Todos sabem que novas formas de oposição vão surgir, dos que encontram apoio em forças criminosas antidemocráticas criadas para gerar o caos nas sociedades que se levantam. A história da humanidade apresenta este quadro em várias épocas e diferentes regiões do planeta. Surgem razões pessoais, questões transitórias, ambições de grupos políticos, que se unem para destruir o que o povo constrói.

Assim é a violência que se desencadeou recentemente no Rio de Janeiro para intimidar os defensores de uma estratégia pacificadora das numerosas favelas onde se escondem as redes do crime organizado. Assim foi a campanha de difamação que se multiplicou através da internet e dos meios de comunicação social que apoiavam a fraca oposição à eleição de Dilma. Assim agiram os colonialistas britânicos no Oriente Médio dividindo os territórios árabes, os colonizadores europeus da África e da Ásia semeando a discórdia entre povos vizinhos, e o imperialismo norte-americano que sucedeu ao colonialismo globalmente. Com características de atos isolados, de rebeldia de grupos que perdem seus antigos privilégios, são confundidos com situações de insatisfação populares e as suas causas atribuídas à incapacidade ou erros dos governantes. A responsabilidade da mídia nesses momentos é decisiva para evitar que a violência de poucos seja utilizada por interesses privados contra as mudanças democráticas.

As dificuldades que se avizinham são atenuadas pelos vigorosos passos dados no sentido da solidariedade real da população e de meios de comunicação social com o Estado na medida em que se reestrutura com os recursos do conhecimento científico das questões sociais e das metas democráticas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bolivia propuso a países latinoamericanos y del Caribe rechazar bases militares EEUU en la región

Agencia Boliviana de Información (ABI)

Por Adalid Cabrera Lemuz

Santa Cruz de la Sierra, Bolivia 24 noviembre 2010 (ABI) - Bolivia propuso a los países de América Latina y del Caribe la aprobación de medidas que rechacen la instalación de bases militares de Estados Unidos en la región por ser negativas para la paz en el continente, informó el miércoles el ministro de Defensa Nacional, Rubén Saavedra.

La propuesta fue presentada ante la IX Conferencia de Ministros de Defensa de América que se inició el lunes en esta ciudad boliviana, ubicada a 900 kilómetros al sudeste de La Paz.

En una conferencia de prensa el miércoles, Saavedra dijo que existe el convencimiento en Bolivia de que «Las bases militares de Estados Unidos en Latinoamérica y el Caribe comprometen la paz en la región».

La posición de Bolivia se enmarca en la política sustentada por el Gobierno en defensa de la soberanía de los pueblos y la no injerencia de otras naciones en la política interna, entre ellas las potencias mundiales.

En la ceremonia inaugural de la IX Conferencia de Ministros de Defensa de las Américas, el presidente de Bolivia, Evo Morales, denunció las permanentes acciones de injerencia de Estados Unidos en la política regional.

Dijo que, en el caso boliviano y en el pasado reciente, el año 2002 el entonces embajador de Estados Unidos en La Paz, Manuel Rocha, llegó a instar a la población a no apoyar la elección del líder de los productores de hojas de coca y candidato del Movimiento al Socialismo (MAS) como presidente de Bolivia.

Agregó que en septiembre de 2008, otro de los embajadores de Estados Unidos en Bolivia, Philip Goldberg, apoyó una conspiración de los partidos de derecha y cívicos opositores para desestabilizar al Gobierno con el fin de precipitar la caída del presidente Morales.

El Mandatario lamentó en forma reiterada ?la injerencia de los gobiernos de Estados Unidos en la política boliviana, al punto de definir durante las dictaduras y las administraciones neoliberales las designaciones de jefes militares, policiales e inclusive de Ministros?.

Morales ha manifestado en diversos foros internacionales que la instalación de bases militares de Estados Unidos en Colombia y en Honduras tenía como objetivo contar con grupos militares en apronte ante las contingencias regionales ?antes que luchar contra el narcotráfico y el terrorismo?.

Agregó que en la zona de El Chapare, en el trópico de Cochabamba, los agentes de la Oficina anti Drogas de Estados Unidos andaban armados y tenían bajo sus órdenes a las fuerzas policiales y militares y se daban a tarea de perseguir con sus helicópteros a los productores de coca que reclamaban por sus reivindicaciones.

«Era prácticamente como una base militar y policial de Estados Unidos en Bolivia, junto a gestiones de algunas agrupaciones para que los agentes anti droga del norte cuenten con inmunidad para desarrollar sus actividades», enfatizó.

El ministro de Defensa de Ecuador, Javier Ponce Ceballos, expresó la preocupación de su país por la instalación de bases militares de Estados Unidos en su vecino Colombia.

Dijo que en la población de Manta, Ecuador, funcionaba una base militar de Estados Unidos en el pasado, por lo que su país opina con conocimiento sobre sus implicancias.

A su vez, el ministro de Defensa de Colombia, Rodrigo Rivera, subrayó que el acuerdo suscrito por su gobierno con Estados Unidos para las bases militares se da en el marco de las decisiones soberanas de cada nación, lo que muestra el debate que existe sobre el tema entre los Ministros en la Conferencia Internacional de Santa Cruz de la Sierra.

El ministro de Defensa de Bolivia anotó que otro de los planteamientos de Bolivia ante la IX Conferencia de Ministros de Defensa de las Américas es la adopción de acuerdos de rechazo a movimientos de complot y desestabilización de las democracias en la región.

El presidente de Bolivia recordó en forma reiterada los atentados contra la democracia sufridos desde 2002 por Venezuela, Bolivia, Honduras y Ecuador que ?contaban con el respaldo de Estados Unidos?.

«Estamos 3-1, porque Venezuela, Bolivia y Ecuador derrotaron esos movimientos conspirativos, pero no así Honduras, tras el derrocamiento del presidente hondureño Manuel Zelaya», anotó.
El Ministro de Defensa enfatizó que un tercer asunto fuerte de los planteamientos bolivianos ante la IX Conferencia de Ministros de Defensa es el levantamiento del secreto bancario con el fin de afectar las partes vulnerables de las organizaciones del crimen organizado, entre ellas las del narcotráfico.

Saavedra recordó que los ejes temáticos de la agenda que debaten los ministros americanos de defensa fueron aprobados en julio de este año en el encuentro de Viceministros de Defensa que se celebró en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra bajo iniciativa de Bolivia y en el marco del consenso.

Esos ejes temáticos son la búsqueda de acuerdos para consolidar la paz y la seguridad y acrecentar la confianza mutua, adoptar mecanismos para transparentar los gastos en transferencias militares en la región y convenios de cooperación para enfrentar los desastres naturales, además de promover la participación de las Fuerzas Armadas en el desarrollo.

El encuentro de Ministros de Defensa de las Américas se inició el lunes en medio de estrictas medidas de seguridad y será clausurada el jueves por el vicepresidente Alvaro García Linera.

La X Conferencia de Ministros de Defensa de las Américas se desarrollará en Uruguay el año 2012.


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Bolivia/Incremento del gasto militar sólo se justifica para seguridad interna y lucha contra narcotráfico

Agencia Boliviana de Información (ABI)

Por Adalid Cabrera Lemuz

Santa Cruz de la Sierra, Bolivia 23 noviembre 2010 (ABI)- Lo único que justifica un aumento del gasto militar en la región es para fortalecer la seguridad interna y el combate al narcotráfico y otros crímenes trasnacionales, manifestó el martes el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Insulza participa desde el lunes en calidad de observador internacional en la IX Conferencia de Ministros de Defensa de las Américas en la que se encuentran delegaciones al más alto nivel de 30 naciones del continente.

En una conferencia de prensa, subrayó que si bien el gasto militar es bajo en la región porque no existen conflictos de magnitud y no se justifican, es necesario «Transparentarlos mediante la suscripción de una nueva Convención ante la OEA o elaborar otra».

De acuerdo con las estimaciones realizadas por expertos, el país sudamericano que mayores gastos realiza en la transferencia de armas es Brasil con 27.540 millones de dólares, seguido por Colombia con 6.746 millones, cifra que es destinada al Plan Colombia y a la guerra con las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), y Chile con 5.395 millones.

Insulza reiteró que «Hay una Convención interamericana en la OEA, por la que los países se comprometen a entregar informaciones sobre transferencias militares, al igual que en la Organización de las Naciones Unidas (ONU) que deben ser perfeccionadas».

Puntualizó que la propuesta es elaborar una Convención Interamericana para el Gasto Militar o complementar la existente, lo que consideró posible y comprometió el trabajo de esta organización para encaminarla.

El propósito es que cada año las naciones americanas hagan conocer sus reportes de gastos militares con transparencia.

El secretario general de la OEA expresó su satisfacción porque el gobierno de Estados Unidos haya manifestado en la Conferencia de Ministros de Defensa su disposición de ratificar en el Congreso de ese país la Convención sobre las transferencias y gastos en armas.

Enfatizó que para comparar la cantidad de armamento que tienen unos países con relación a otros, es necesario contar con los reportes y ejercitar acciones de confianza mutua entre las naciones.

Precisamente las delegaciones gubernamentales de Defensa de 30 naciones buscan en Santa Cruz de la Sierra dar mayor relevancia a acuerdos de cooperación y de reafirmación de la confianza para enfrentar diversos problemas, antes que recurrir a la compra de armamento.

«Es importante considerar que si bien hubo compras de gasto militar, el registro no es significativo y puede bajar más aún si se mantiene la paz», dijo.

Reiteró que el aumento de los presupuestos para la compra de armas por parte de los países americanos solamente puede justificarse si se enfrenta a delitos que afectan la seguridad interna, como son el narcotráfico y el crimen organizado.

«Mientras el narcotráfico siga siendo un buen negocio y peligroso va a seguir comprando armas y financiando otros hechos criminales, además de fortalecer sus ejércitos», agregó.

Hizo patente su convencimiento de que «Atacar el aspecto financiero del narcotráfico a través del lavado de los recursos ilícitos generado por este delito es un tema central.

«El levantamiento del secreto bancario es un golpe formidable para eliminar al narcotráfico y sus tentáculos de drogas y de crímenes o, por lo menos, reducirlo al máximo hasta destruirlo», aseveró, aunque aclaró que todo dependerá de las legislaciones nacionales y sus respectivas estrategias de seguridad.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Chile/Revelan existencia de cuentas secretas de Pinochet en Reino Unido

25 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac) sobre una gran cantidad de dinero guardada en bancos británicos a nombre del ex dicatador chileno se da a conocer luego de dos años y medio de su muerte, causando revuelo entre seguidores y opositores a la dictadura de Pinochet.

Gran conmoción causó en Chile la denuncia hecha por un diario británico sobre las cuentas secretas que tuvo el fallecido dictador Augusto Pinochet en Reino Unido. Se afirma que su fortuna llegó casi a los mil 500 millones de dólares.

La publicación del diario The Independent cita un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac), del departamento de la Policía de Investigaciones de Chile (PDI), y se da a conocer luego de dos años y medio de la muerte del dictador, en diciembre de 2006.

Según el reporte del cuerpo policial, las autoridades financieras británicas guardaron los datos sobre las cuentas del fallecido militar, aun cuando por ley estaban obligadas a detallar su situación en el momento que el juez español Baltasar Garzón lo solicitó al pedir su extradición en 1998, mientras estaba detenido en Londres.

La información publicada señala que el dinero de la familia Pinochet fue repartido en territorios británicos de ultramar, circunscripciones controladas y bajo soberanía del Reino Unido ubicados fuera de ésta, como Gibraltar, las islas Caimán y las islas Vírgenes, Bahamas o Hong Kong. En estos paraísos fiscales, la fortuna se mantuvo y creció hasta un monto que en Chile llamó mucho la atención.

El juez Manuel Antonio Valderrama, encargado de investigar los casos sobre las cuentas secretas del banco estadounidense Rigs, manifestó estar sorprendido por las altas sumas de dinero reportadas por el diario británico.

El magistrado señaló que un grupo de expertos de la Universidad de Chile, en calidad de peritos adjuntos, debería entregar en octubre próximo los resultados de su investigación, "a fin de determinar la fortuna del señor Pinochet", señaló.

Por lo pronto, la postura del juez es la única certeza ante esta información, ya que desde la jefatura de Asuntos Públicos de la PDI dijeron a la prensa que por el momento no habrá un pronunciamiento oficial sobre el documento que citan en Inglaterra.

A raíz de esta publicación, diversas han sido las reacciones en contra y a favor de esta denuncia, desde personalidades cercanas a la familia Pinochet, quienes se oponen a la vinculación de la fortuna del ex dictador con casos de droga y tráfico de armas, tal como lo plantea la publicación del periódico, hasta los opositores del ex gobernante quienes señalan que, de ser cierta esta información, se comprobarían las teorías de que el militar no sólo violó los derechos humanos sino también se enriqueció con el golpe de Estado que derrocó al difunto Salvador Allende.

La información entregada por Estados Unidos permitió establecer que el fallecido militar llegó a contar con 128 cuentas bancarias a su nombre, el de su familia o el de identidades ficticias como Daniel López o J. Ugarte, por un total de 27 millones de dólares.

Actualmente se habla de un total de mil 500 millones de dólares, y el juez Valderrama tiene como prioridad aclarar cuál es el monto de la fortuna de la familia Pinochet Hiriart, mientras las nuevas cuentas y empresas ficticias reportadas en el Reino Unido podrían dar mayores impulsos a la investigación.

Augusto Pinochet asumió en 1973 el cargo de Comandante en Jefe del Ejército de Chile y, el 11 de septiembre de ese mismo año, dirigió un golpe de Estado que derrocó al gobierno de Salvador Allende. Desde ese momento, Pinochet asumió el gobierno del país suramericano, primero bajo el cargo de Presidente de la Junta Militar de Gobierno, que ocupó hasta 1981, al que se sumó el título de Jefe Supremo de la Nación el 27 de junio de 1974, que le confería el poder Ejecutivo.

El 16 de diciembre del mismo año, asumió el cargo de Presidente de la República, que sería ratificado al promulgarse la Constitución de 1980. Su gobierno terminaría tras la derrota en el Plebiscito Nacional de 1988, para ser sustituido por Patricio Aylwin en 1990. Pinochet se mantuvo como Comandante en Jefe del Ejército hasta el 10 de marzo de 1998, y al día siguiente asumió el cargo de senador vitalicio que ejercería efectivamente por un par de meses.

La dictadura de Pinochet ha sido ampliamente criticada tanto en el país como en el resto del mundo por las graves y diversas violaciones a los derechos humanos cometidas en el período denominado como Régimen Militar, por lo que Pinochet debió enfrentar juicios hasta la fecha de su muerte. Sus simpatizantes lo califican como un héroe que salvó al país del hipotético régimen comunista que, según ellos, hubiera instaurado Salvador Allende, así como de una eventual guerra civil.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fidel Castro revela contradicciones entre la ética y la política de Obama



El líder de la Revolución cubana publicó este miércoles una nueva Reflexión (Foto: Archivo)

En una nueva reflexión publicada este miércoles, el líder de la Revolución cubana resaltó cómo la prensa internacional ''rasga las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica'' sobre el nuevo presidente estadounidense. Asimismo realizó una serie de preguntas a Obama que indicó ''debería responder entre las muchas que pueden formularse''.

5 febrero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El líder de la Revolución cubana, Fidel Castro, aseguró este miércoles que hay "contradicciones" entre la ética y la política del nuevo presidente de Estados Unidos, Barack Obama, en un artículo divulgado por la prensa de la Isla.
En el nuevo artículo, intitulado "las contradicciones entre la política de Obama y la ética", resalta en primer lugar que "hay quienes se rasgan las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica sobre el importante personaje, aunque se haga con decencia y respeto".
"Cualquier crítica mía es calificada sin excepción de arremetida, acusación y otros sustantivos similares", expresó el líder, con relación a cómo la prensa internacional recoge sus palabras.
Fidel Castro señala en su segunda columna de "Reflexiones" sobre Obama que es preciso hacer "algunas preguntas que el nuevo presidente de Estados Unidos debería responder, entre las muchas que pueden formularse".
A continuación TeleSUR transmite de forma íntegra el artículo intitulado "Las contradicciones entre la política de Obama y la ética".
Las contradicciones entre la política de Obama y la ética
Señalé hace varios días algunas ideas de Obama, que indican su papel dentro de un sistema que es la negación de todo principio justo.
Hay quienes se rasgan las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica sobre el importante personaje, aunque se haga con decencia y respeto. Esto va acompañado siempre de sutiles y no sutiles dardos de quienes poseen los medios para divulgarlos y los transforman en componentes del terror mediático que imponen a los pueblos para sostener lo insostenible.
Cualquier crítica mía es calificada sin excepción de arremetida, acusación y otros sustantivos similares, que reflejan desconsideración y descortesía con la persona a la que van dirigidas.
Es preciso en ésta ocasión hacer algunas preguntas que el nuevo presidente de Estados Unidos debería responder, entre las muchas que pueden formularse.
Por ejemplo, las siguientes:
¿Renuncia o no a la prerrogativa como Presidente de Estados Unidos, de los que con muy pocas excepciones ejercieron por el mismo cargo, como un derecho per sé, la facultad de ordenar el asesinato de un adversario político extranjero que suele ser siempre el de un país subdesarrollado?
¿Acaso alguno de sus variados colaboradores le han informado alguna vez de las tenebrosas acciones que los presidentes, desde Eisenhower y los que lo sustituyeron, llevaron a cabo los años 1960, 61, 62, 63, 64, 65, 66 y 67 contra Cuba, incluida la invasión mercenaria de Girón, campañas de terror, introducción de abundantes armas y explosivos en nuestro territorio y otras acciones parecidas?
No pretendo culpar al Presidente actual de Estados Unidos Barack Obama, por hechos que sus antecesores presidenciales llevaron a cabo cuando él no había nacido o era solo un niño de 6 años nacido en Hawai, de padre kenyano, musulmán y negro y madre norteamericana, blanca y cristiana. Eso, por el contrario, constituye en la sociedad de Estados Unidos, un mérito excepcional, que soy el primero en reconocerle.
¿Conoce el Presidente Obama que nuestro país, durante décadas completas fue víctima de la introducción de virus y bacterias portadoras de enfermedades y plagas que afectaban personas, animales y plantas, algunas de las cuales, como el Dengue Hemorrágico, se convirtieron posteriormente en azotes que costaron la vida a miles de niños en América Latina y también plagas que afectan la economía de los pueblos del Caribe y el resto del continente, como daños colaterales que no han podido ser eliminados?
¿Conocía que en estas acciones de terror y daño económico participaron varios países políticamente subordinados, de América Latina, hoy abochornados con el daño que hicieron?
¿Por qué se impone a nuestro pueblo, único caso en el mundo, una desorganizante Ley de Ajuste Cubano que engendra el tráfico humano y hechos que han costado la vida de personas, fundamentalmente mujeres y niños?
¿Era justo aplicar a nuestro pueblo un bloqueo económico que ha durado casi 50 años?
¿Era correcta la arbitrariedad de exigir al mundo el carácter extraterritorial de ese bloqueo económico que solo puede generar hambre y escasez a cualquier pueblo?
Estados Unidos no puede satisfacer sus necesidades vitales sin la extracción de enormes recursos minerales de gran número de países que se ven limitados a la exportación de los mismos en muchos casos sin procesos intermedios de refinación, actividad que en general, si conviene a los intereses del imperio, son comercializados por grandes empresas transnacionales de capitales yankis.
¿Renunciará ese país a tales privilegios?
¿Es acaso compatible tal medida con el sistema capitalista desarrollado?
Cuando el señor Obama promete invertir considerables sumas para autoabastecerse de petróleo, a pesar de constituir hoy su país el mayor mercado del mundo, ¿qué harán aquellos cuyos ingresos fundamentales provienen de la exportación de esa energía, muchos de ellos sin otra fuente importante de ingresos?
Cuando la competencia y la lucha por los mercados y fuentes de empleos vuelva a desatarse después de cada crisis entre los que mejor y más eficientemente monopolicen las tecnologías con sofisticados medios de producción, ¿qué posibilidades quedan a los países no desarrollados que sueñan con industrializarse?
Por eficientes que sean los nuevos vehículos que la industria automotriz alcance, ¿serán acaso esos procedimientos los que la ecología demanda para proteger a la Humanidad del deterioro creciente del clima?
¿Podrá la filosofía ciega del mercado sustituir lo que solo la racionalidad podría promover?
Obama promete imprimir cantidades enormes de dinero en la búsqueda de tecnologías que multipliquen la producción energética, sin la cual las sociedades modernas se paralizan.
Entre las fuentes de energías que promete desarrollar aceleradamente incluye las plantas nucleares que cuentan ya con un número elevado de oponentes, por los grandes riesgos de accidentes con efectos desastrosos para la vida, la atmósfera y la alimentación humana. Es absolutamente imposible garantizar que algunos de tales accidentes no tenga lugar.
Sin necesidad alguna de esos desastres accidentales la industria moderna ha contaminado con sus emanaciones tóxicas a todos los mares del planeta.
¿Es correcto prometer la conciliación de tan contradictorios y antagónicos intereses sin transgredir la ética?
Para complacer a los sindicatos que lo apoyaron en la campaña, la Cámara de Representantes de Estados Unidos, dominada por los demócratas, lanzó la consigna "compre productos estadounidenses", extremadamente proteccionista, que echa por tierra un principio fundamental de la Organización Mundial de Comercio, ya que todas las naciones del mundo, grandes o pequeñas, basan sus sueños de desarrollo en el intercambio de bienes y servicios, para lo cual, sin embargo solo las más grandes y de rica naturaleza tienen el privilegio de sobrevivir.
Los republicanos en Estados Unidos, golpeados por el descrédito al que los condujo el disparatado gobierno de Bush, ni cortos ni perezosos le han salido al paso a las complacencias de Obama con sus aliados sindicales. Así se despilfarra el crédito que los votantes otorgaron al nuevo Presidente de Estados Unidos.
Como viejo político y luchador, no cometo ningún pecado al exponer modestamente estas ideas.
Podrían formularse todos los días preguntas sin fáciles respuestas a medida que se publican cientos de noticias procedentes de las esferas políticas, científicas y tecnológicas que llegan a cualquier país.

Fidel Castro Ruz

04 de febrero de 2009

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/42097-NN/fidel-castro-revela-contradicciones-entre-la-etica-y-la-politica-de-obama/

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Reflexiones del compañero Fidel

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Timor-Leste/Governo Gusmão quer liberalização do uso de armas por civis

FRETILIN – Comunicado de Imprensa - 25 Junho 2008

A FRETILIN opõe-se à lei de armas do governo de Gusmão, suspeita e liberal

A FRETILIN, o maior partido político de Timor-Leste, opôs-se vigorosamente a tentativas do governo de facto da AMP do Sr. Gusmão para que o parlamento aprovasse uma lei que dava unicamente ao Comandante da Polícia o poder discricionário de autorizar civis a obter e possuir armas de fogo, disse hoje em Díli o líder parlamentar da FRETILIN, Aniceto Guterres.

Guterres presidiu também à histórica Comissão de Timor-Leste da Verdade, Acompanhamento e Reconciliação e sentou-se como membro da Comissão da Verdade e Amizade estabelecida para investigar e descobrir a verdade por detrás das atrocidades dos militares Indonésios em Timor-Leste em 1999. "A história de armas de fogo nas mãos de civis tem contribuído para todos os episódios sangrentos na história atormentada do nosso país. Não tenho nenhuma dúvida que todos os cidadãos rejeitam qualquer noção de autorizar civis a possuírem armas de fogo," disse ele.

O esboço da proposta de lei que está correntemente a ser debatida no parlamento nacional tem tido oposição de membros de partidos da própria coligação do Sr. Gusmão, incluindo o Presidente do PSD, Mário Carrascalão, que ontem votou contra a entrada geral da lei. O KOTA, o PD e outros partidos também criticaram a iniciativa com base no facto de o povo de Timor-Leste já ter sido traumatizado por armas de fogo e não estar preparado para uma lei que autoriza civis a possuírem armas de fogo.

"Esta proposta de lei, tal como a maioria das propostas de leis que o governo facto tem vindo a propor, não foi posta à consulta e comentário popular. Não tem havido qualquer escrutínio pelo povo.

Será que eles não confiam no povo e na nossa sociedade civil de Timor-Leste? Esta proposta de lei não teria chegado até onde chegou se tivesse sido sujeita a uma consulta pública . Desde que começou ontem o debate a FRETILIN tem recebido expressões de preocupação de muitas pessoas da população e da sociedade civil em relação às propostas que permitem que os civis sejam armados. Nós vamos lutar para promover o desejo das pessoas em prevenir que armas caiam nas mãos de civis," disse Guterres.

A FRETILIN está também preocupado por não haver qualquer fiscalização ou mecanismos de recurso sobre o poder discricionário e único do Comandante da Polícia de autorizar ou declinar licenças. A Polícia Nacional de Timor-Leste foi identificada como sendo uma instituição do Estado altamente politizada e fraca pela Comissão de Inquérito de 2006 da ONU.

A Comissão de Inquérito focou também o impacto da ruptura do seu comando na crise violenta subsequente que envolveu a nação.

"O que também nos preocupa, dados os mecanismos de fiscalização e de recurso inadequados, é que estas autorizações legais possam ser usadas politicamente e inadequadamente – isto é que permitam civis com uma inclinação política a ter acesso a armas de fogo e a negar o acesso a outros por causa das suas filiações políticas. Isto torna esta proposta de lei demasiado perigosa e muito, muito suspeita," concluiu Guterres.

Contactos: José Teixeira +670 728 7080, Nilva Guimarães +670 734 0389 - Tradução de MARGARIDA