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sábado, 29 de junho de 2019

CPLP/Embaixadora de Moçambique: “Apoiamos que a China e os EUA resolvam seus problemas através do diálogo”


27.06.2019 09h37, Diário do Povo Online http://portuguese.people.com.cn  (China) http://portuguese.people.com.cn/n3/2019/0627/c309809-9591992.html

Em resposta à atual fricção econômica e comercial entre a China e os EUA, a embaixadora de Moçambique na China, Maria Gustava, expressou recentemente o apoio pela proposta chinesa de resolver os problemas entre a China e os EUA pela via do diálogo.

No dia 18 de junho, o presidente Xi Jinping reforçou durante uma conversa telefônica com o seu homólogo estadunidense que a questão econômica e comercial entre os dois lados deve ser resolvida pela via do diálogo. A chave é ter em consideração os interesses legítimos das duas partes. Maria Gustava referiu: “apoiamos a China e os EUA na resolução dos problemas pela via do diálogo igualitário e que atinjam resultados positivos com base no respeito, igualdade e benefício mútuo”.

“Espero que a porta para as negociações sino-americanas nunca seja encerrada”, disse Gustava. “Esta não só é a posição de Moçambique, mas a voz comum da grande maioria dos países

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Venezuela/Gobierno venezolano anuncia inicio de diálogo con la oposición

24 octubre 2016, TeleSur http://www.telesurtv.net (Venezuela)




El enviado del Vaticano a Venezuela, Emil  Paul, informó que la fecha fijada para el diálogo es el 30 de octubre en la isla de Margarita.

El alcalde Metropolitano de Caracas, Jorge Rodríguez, anunció este lunes el inicio de una mesa de diálogo entre el Gobierno venezolano y la oposición.

“Después de varias reuniones y propuestas exploratorias se cristaliza esta mesa de diálogo. Agradecemos la incorporación del papa Francisco a través de un enviado especial a Caracas”, manifestó Rodríguez.

Agradeció a los ex presidentes Leonel Fernández, Martin Torrijos y José Luis Rodríguez Zapatero, así como al secretario general de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), Ernesto Samper, por

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Venezuela/Papa Francisco acepta participar en diálogo entre Gobierno de Venezuela y oposición

14 septiembre 2016, TeleSur.net http://www.telesurtv.net (Venezuela)

El sumo pontífice formará parte de la comisión facilitadora para el diálogo entre Gobierno y oposición cuando se formalice la invitación a la Santa Sede.




El papa Francisco aceptó contribuir como facilitador del diálogo entre el Gobierno de Venezuela y la oposición cuando se realice la invitación de las partes a la Santa Sede y se tome la decisión de “iniciar formalmente”.

Así lo hizo saber el secretario de Estado del Sumo Pontífice, Pietro Parolin, por medio de una carta

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Moçambique/ONU considera desarmamento da Renamo como maior desafio para o alcance da paz em Moçambique

12 agosto 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

As Nações Unidas defendem que o desarmamento da Renamo é o maior desafio para o alcance da paz efectiva em Moçambique.

Em entrevista à Radio ONU, a analisa sénior da Divisão de África para Assuntos Políticos na Organização, condena a existência de um partido político que ao mesmo tempo detém armas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Moçambique/Malgaxes buscam soluções em Maputo

Os líderes políticos malgaxes estão desde ontem reunidos em Maputo, para negociar a solução da crise despoletada pela destituição do presidente democraticamente eleito Marc Ravolamana, num encontro que decorre sob mediação internacional coordenada pelo antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, designado pela SADC em Junho para aproximar as partes desavindas daquele país insular do Índico, em nome da região.

6 agosto 2009/Notícias

A equipa de mediação internacional inclui representantes da União Africana (UA), Nações Unidas e da Organização Internacional da Francofonia (OIF) que tem a missão de ajudar os malgaxes a ultrapassar as suas divergências em negociações que deverão terminar no fim-de-semana.
A SADC decidiu que o diálogo intermalgaxe, cuja primeira tentativa teve lugar em Addis-Abeba, Etiópia, deveria ter lugar no espaço da SADC, tendo Moçambique colhido consenso dos líderes políticos malgaxes que escolheram Maputo para servir de palco do diálogo para a reconciliação.
Sob o lema “Viva o diálogo para a paz e reconciliação em Madagáscar”, a sessão de Maputo é a primeira que junta, pela primeira vez, todos os quatro líderes políticos malgaxes relevantes para a saída da crise, nomeadamente o presidente da Alta Autoridade de Transição, Andry Rajoelina, o presidente deposto Marc Ravalomanana, e os antigos chefes de Estado Didier Ratsiraka e Albert Zafy.
A sessão negocial iniciou ao princípio da noite, com um apelo do antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, para que os líderes malgaxes coloquem os interesses do povo acima dos individuais.
Joaquim Chissano, reconhecido pela sua capacidade negocial, contou aos malgaxes os duros momentos por que Moçambique passou, exortando-os para se inspirarem dessa experiência para a solução do seu problema.
O antigo estadista moçambicano disse que depois de muitas coisas que aconteceram parecia impossível os moçambicanos voltarem a falar uns com os outros, mas que a razão indicou que o único meio eficaz de acabar com o sofrimento do povo era o diálogo paciente que exige a superação do ódio e do espírito de vingança.
Falando momentos antes do início das negociações à porta fechada, Didier Ratsiraka disse esperar avanços em Maputo e que os malgaxes aproveitarão a experiência da reconciliação em Moçambique.
Também Marc Ravalomanana disse esperar que ele e os seus compatriotas encontrem soluções para a crise, cujas negociações decorrem até sábado.
Marc Ravalomanana, abandonado pelo exército e diante da pior crise que conheceu desde a ascensão ao poder em 2002, demitiu-se em 17 de Março e entregou os seus poderes a uma comissão militar. Esta transferiu de imediato o poder para Andry Rajoelina, então presidente da Câmara Municipal de Antananarivo.
A destituição de Ravalomanana foi considerada pela SADC como um golpe de Estado e a organização regional exigiu a reposição da ordem constitucional, tendo o país sido suspenso da comunidade e da União Africana.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Moçambique/Computador “Dzowo” atrai Uganda e Swazilândia

Os computadores de marca nacional “Dzowo”, estão a interessar instituições públicas e privadas do Reino das Suazilândia. A revelação foi feita ontem ao “Notícias”, pelo Ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Venâncio Massingue, que avançou estarem já em curso negociações visando concretizar o negócio.

31 julho 2009/Notícias

O governante explicou que a intenção foi manifestada semana passada no Uganda, ä margem dos trabalhos do Diálogo de Parceria Inteligente, que decorreu na semana em curso em Munyuyo, no Uganda, sob o lema “Rumo a Um Universo mais Inteligente- A maneira de parcerias inteligentes na realização da transformação socioeconómica, através da integração regional”.
Revelou também que o Uganda também manifestou interesse em ser o revendedor do computador montado no nosso país.
“No encontro do Diálogo de Parceria Inteligente que decorre em Munyonyo, no Uganda, Moçambique foi ovacionado pelo lançamento do “Dzowo”, um computador de marca nacional e que se espera singre no mercado interno e externo”, informou Venâncio Massingue.
Inaugurada em Junho do ano corrente, a fábrica de montagem de computadores “Dzowo”, vai no primeiro ano de funcionamento montar 48 unidades por dia, o correspodente a 960 aparelhos por mês e 11.520 unidades ano.
No segundo ano de produção e deverá subir para 80 unidades diárias , 1600 por mês e 19.200 por ano.
Os computadores já estão a ser comercializados no mercado interno a um preço mais baixo comparativamente aos produtos similares e de outras marcas importadas ao país.
Um computador portátil , por exemplo, é comercializado a um preço de 17.190 meticais, enquanto que o de mesa custará 16.845 meticais a unidade, preço que incluiu o Imposto sovbre o Valor acrescentado (IVA).
O parceiro do Ministério da Ciência e Tecnologia nesta iniciativa, a SAHARA é especializada no ramo do fabrico e montagem de computadores e está sediada em Joanesburgo, na Africa do Sul, com escritórios e centros de investigação e desenvolvimento em diferentes países africanos como o Botswana, Quénia, Namíbia e ainda Inglaterra, China, Dubai e India.
O Ministro Venâncio Massingue, considerou que a montagem destes aparelhos em território nacional é o marco de uma nova era da história do país, que deixa de ser um mero consumidor das tecnologias de ponta, passando também a produtor, numa altura em que a competitividade com o mundo desenvolvido é um facto.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Religião/HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS’ DIZ O CARDEAL

Dom Pedro Casaldáliga *

(Adital) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina http://www.adital.com.br

O cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões Colóquios noturnos em Jerusalém, declara: "Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimo, especialmente, àqueles que se sentem pequenos ou pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos". Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus.
Ele e milhões de pessoas na Igreja sonhamos com a "outra Igreja possível", ao serviço do "outro Mundo possível". E o cardeal Martini é uma boa testemunha e um bom guia nesse caminho alternativo; o tem demonstrado.
Tanto na Igreja (na Igreja de Jesus que são várias Igrejas) como na Sociedade (que são vários povos, várias culturas, vários processos históricos) hoje mais do que nunca devemos radicalizar na procura da justiça e da paz, da dignidade humana e da igualdade na alteridade, do verdadeiro progresso dentro da ecologia profunda. E, como diz Bobbio, "é preciso instalar a liberdade no coração mesmo da igualdade"; hoje com uma visão e uma ação estritamente mundiais. É a outra globalização, a que reivindicam nossos pensadores, nossos militantes, nossos mártires, nossos famintos...
A grande crise econômica atual é uma crise global de Humanidade que não se resolverá com nenhum tipo de capitalismo, porque não é possível um capitalismo humano; o capitalismo continua a ser homicida, ecocida, suicida. Não há modo de servir simultaneamente ao deus dos bancos e ao Deus da Vida, conjugar a prepotência e a usura com a convivência fraterna. A questão axial é: Trata-se de salvar o Sistema ou se trata de salvar à Humanidade? A grandes crises, grandes oportunidades. No idioma chinês a palavra crise se desdobra em dois sentidos: crise como perigo, crise como oportunidade.
Na campanha eleitoral dos EUA se arvorou repetidamente «o sonho de Luther King», querendo atualizar esse sonho; e, por ocasião dos 50 anos da convocatória do Vaticano II, tem-se recordado, com saudade, o Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre. No dia 16 de novembro de 1965, poucos dias antes da clausura do Concílio, 40 Padres Conciliares celebraram a Eucaristia nas catacumbas romanas de Domitila, e firmaram o Pacto das Catacumbas. Dom Hélder Câmara, cujo centenário de nascimento estamos celebrando neste ano, era um dos principais animadores do grupo profético. O Pacto em seus 13 pontos insiste na pobreza evangélica da Igreja, sem títulos honoríficos, sem privilégios e sem ostentações mundanas; insiste na colegialidade e na corresponsabilidade da Igreja como Povo de Deus e na abertura ao mundo e na acolhida fraterna.
Hoje, nós, na convulsa conjuntura atual, professamos a vigência de muitos sonhos, sociais, políticos, eclesiais, aos quais de jeito nenhum modo podemos renunciar. Seguimos rechaçando o capitalismo neoliberal, o neoimperialismo do dinheiro e das armas, uma economia de mercado e de consumismo que sepulta na pobreza e na fome a uma grande maioria da Humanidade. E seguiremos rechaçando toda discriminação por motivos de gênero, de cultura, de raça. Exigimos a transformação substancial dos organismos mundiais (a ONU, o FMI, o Banco Mundial, a OMC...). Comprometemo-nos a vivermos uma «ecologia profunda e integral», propiciando uma política agrária-agrícola alternativa à política depredadora do latifúndio, da monocultura, do agrotóxico. Participaremos nas transformações sociais, políticas e econômicas, para uma democracia de "alta intensidade".
Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em quem acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. "Meu Deus, me deixa ver a Deus?". Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo interreligioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta. Exigiremos, corrigindo séculos de descriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz. Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura, samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade. Seguiremos fazendo que se viva na prática eclesial a advertência de Jesus: "Não será assim entre vocês» (Mt 21,26). Seja a autoridade serviço. O Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado. A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de denúncia, de consolação. A política vivida por todos os cristãos e cristãs será aquela «expressão mais alta do amor fraterno" (Pio XI).
Nós nos negamos a renunciar a estes sonhos mesmo quando possam parecer quimera. "Ainda cantamos, ainda sonhamos". Nós nos atemos à palavra de Jesus: "Fogo vim trazer à Terra; e que mais posso querer senão que arda" (Lc 12,49). Com humildade e coragem, no seguimento de Jesus, tentaremos viver estes sonhos no dia a dia de nossas vidas. Seguirá havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas, seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades Eclesiais de Base, os processos de reconciliação entre o Shalom e o Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e sempre, "eu me atenho ao dito: a Esperança".
Cada um e cada uma a quem possa chegar esta circular fraterna, em comunhão de fé religiosa ou de paixão humana, receba um abraço do tamanho destes sonhos. Os velhos ainda temos visões, diz a Bíblia (Jl 3,1). Li nestes dias esta definição: «A velhice é uma espécie de pós-guerra"; não precisamente de claudicação. O Parkinson é apenas um percalço do caminho e seguimos Reino adentro.

Pedro Casaldáliga

Circular 2009

* Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=37421