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sábado, 29 de junho de 2019
CPLP/Embaixadora de Moçambique: “Apoiamos que a China e os EUA resolvam seus problemas através do diálogo”
segunda-feira, 8 de junho de 2015
50 PAÍSES COSTURAM TRATADO AINDA MAIS ANTIDEMOCRÁTICO E NEOLIBERAL QUE O TTIP
O sigiloso tratado de libre comércio TTIP, entre os Estados Unidos e a União Europeia parecia imbatível, uma espécie de Cavalo de Troia das multinacionais, mas a verdade é que serve apenas de cortina de fumaça para ocultar a verdadeira aliança neoliberal planetária: o Trade in Services Agreement (TiSA), um acordo ainda mais antidemocrático de intercâmbio de serviços entre cinquenta países, incluindo a Espanha, que não só está sendo negociado sob o mais absoluto segredo senão que deverá continuar escondido da opinião pública durante mais cinco anos, quando já
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Capital de Moçambique recebe em Agosto encontro de empresários da China e de países de língua portuguesa
quarta-feira, 16 de abril de 2014
GUERRA E MORTE DO DÓLAR AMERICANO?
A outra pressão provém das loucas ameaças do regime de Obama, de sanções contra a Rússia. Outros países já não estão dispostos a tolerar o abuso de Washington quanto ao padrão dólar mundial. Washington utiliza os pagamentos internacionais com base no dólar para prejudicar as economias de países que resistem à hegemonia política de Washington.
Isto significa uma grande quebra na procura de dólares americanos e uma queda correspondente no valor cambial do dólar.
Conforme John Williams ( shadowstats.com ) deixou claro, a economia dos EUA não recuperou dos maus tempos de 2008 e tem continuado a enfraquecer. A grande maioria da população americana há anos que está a ser fortemente pressionada
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Moçambique/Tráfego no porto de Maputo quadruplicou em 9 anos
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A L/Cepal estima que las exportaciones en América Latina crecerían 27% en 2011
Quito, 30 agosto 2011 (Andes) - El valor de las exportaciones de bienes de América Latina y el Caribe crecerían 27% en 2011, reveló el informe de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), presentado en Santiago de Chile.
La expansión sería producto de un crecimiento del 9% en el volumen de exportación y de un 18% en los precios de los productos exportados por la región. Mientras tanto, el valor de las importaciones incrementaría un 23%.
En su estudio Panorama de la inserción internacional de América Latina y el Caribe 2010-2011, el organismo asegura que el intercambio Sur-Sur, encabezado por China y el resto de Asia, es en estos momentos el principal motor del crecimiento del comercio mundial, porque el volumen de las exportaciones de los países en desarrollo creció 17% en 2010 comparado con el 13% de los países industrializados.
Cepal destaca que el comercio internacional contribuyó a la recuperación de las economías, luego de la crisis económica y financiera de 2008-2009. Pero también advierte que la situación actual de los países desarrollados en especial EE.UU. y Europa está empezando a afectar a las naciones emergentes.
Ante esto Alicia Bárcena, secretaria ejecutiva de la Cepal, manifestó al presentar el informe que existe incertidumbre en el mundo por la deuda de varios países europeos y la situación fiscal de Estados Unidos.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Brasil e China/Banco do Brasil efectua primeira operação de Adiantamento de Contrato de Câmbio na moeda chinesa
Brasília, Brasil, 26 Ago (macauhub) -O Banco do Brasil (BB) fez sua primeira operação de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) na moeda chinesa, o yuan escreve hoje a o jornal Valor Econômico.
O empréstimo foi concedido à Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), especialista em produtos à base de nióbio que está entre os maiores exportadores para a China.
Segundo Allan Toledo, vice-presidente do banco, trata-se da primeira experiência, mas a tendência é de crescimento desse tipo de transacções, dada a corrente de comércio para a China, com mais de 2 mil empresas exportadoras.
“A procura é muito alta e o ACC na moeda chinesa elimina a necessidade de “hedge” tanto para o exportador quanto para o importador, reduzindo o custo final”, diz Toledo.
Em geral, o ACC é fechado em dólares, pois a liquidez é maior e a moeda americana é a referência do comércio exterior. Há também opções para recursos em euro e iene, mas hoje mais de 80% é fechado em dólar, diz o executivo do BB.
As linhas em yuan são oferecidas ao BB em parceria com mais de 10 bancos locais, como o Banco Industrial & Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) e o Banco da China (BOC), dois dos maiores bancos do mundo.
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terça-feira, 31 de março de 2009
Brasil/Lula quer defesa do papel do Estado em cúpula do G20
Lula fez estas declarações em seu discurso durante a sessão inaugural da 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que reúne hoje em Doha representantes dos 12 países sul-americanos e 22 árabes.
Em seu discurso, como coordenador regional da Aspa, Lula fez uma intensa defesa da regulação e da transparência do mercado financeiro como pilares de um novo sistema.
Nessa linha, Lula defendeu concluir o mais rápido possível a Rodada do Desenvolvimento de Doha, que regulará o comércio internacional, e uma profunda reforma dos órgãos internacionais.
Brasil, Argentina e Arábia Saudita serão os países incluídos na Aspa que serão representados na reunião em Londres.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que discursou antes de Lula, como presidente da União de Nações Sul-americanas (Unasul), também se referiu à necessidade que, de Doha, saia uma "mensagem muito potente" para o G20.
"É a hora para uma resposta internacional coordenada da crise econômica e financeira. Da reunião do G20, esperamos uma rápida coordenação das políticas fiscais indispensáveis para conter o colapso da demanda mundial", acrescentou.
Para Bachelet, "o diálogo entre América do Sul e os países árabes pode e deve ter um papel muito importante, já que nos dirigimos à geração de um novo contrato social global".
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Ministro defende reforço das capacidades dos quadros angolanos
Luanda, 1 agosto 2008 – O ministro do Comércio, Joaquim Icuma Muafumba, considerou hoje (sexta-feira), em Luanda, ser fundamental a formação contínua de quadros angolanos, pois, desta forma, estarão dotados de capacidades que lhes permitirá uma maior integração no sistema económico mundial.
O ministro do Comércio falava na cerimónia de encerramento do seminário sobre "Gestão Moderna dos Portos" – Projecto Trainfortrade/Angola, iniciado há três semanas.
De acordo com Joaquim Muafumba, o sucesso deste projecto em Angola permitirá a sua extensão e implantação noutros países africanos de expressão portuguesa.
O projecto de formação (Trainfortrade/Angola), avaliado em três milhões de euros, será implementado em quatros anos e é co-financiado pelo Governo de Angola e União Europeia.
Este é o primeiro seminário inserido no programa de formação do Trainfortrade/Angola, cuja implementação iniciou no decurso deste ano.
A acção formativa, com a duração de três semanas, teve por objectivo reforçar as capacidades humanas e institucionais angolanas em domínios específicos, como preços e concorrências, turismo, energia, águas, ambiente e gestão portuária.
Durante o encontro, foram analisados temas relativos à gestão técnica e informatização dos portos, tarifas e custos portuários, política de recursos humanos e formação e o papel dos portos no comércio internacional.
Participaram no seminário quadros superiores e gestores da comunidade portuária de Angola, Cabo Verde e da Guiné-Bissau. (AngolaPress)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Brasil/Lula quer aumentar comércio com Vietnã para US$ 1 bilhão em 2010
Hanói, 10 julho 2008 (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs hoje no Fórum Empresarial Brasil-Vietnã, realizado em Hanói o objetivo de aumentar o comércio bilateral para US$ 1 bilhão em 2010.
"Os números não fazem justiça ao potencial de investimento e troca dos dois países", afirmou Lula, que defendeu a diversificação do tipo de intercâmbios, porque "o comércio está limitado a produtos de baixo valor agregado".
A balança comercial seguiu um aumento constante nos últimos anos, e passou de US$ 113,8 milhões em 2005, para US$ 204 milhões em 2006, e US$ 323 milhões em 2007.
Lula apontou alguns "indícios positivos" do caminho a seguir, como as relações entre Petrobras e Petrovietnam para a prospecção de jazidas de petróleo, e as possibilidades existentes para as empresas brasileiras em setores como a construção e a cooperação agrícola.
O presidente também destacou os biocombustíveis, com a assinatura de um memorando de entendimento na produção de etanol em fevereiro passado.
Lula disse que este "é um momento propício para aprofundar as relações", com o empurrão da economia vietnamita e o crescimento experimentado pelo Brasil.
Na inauguração do fórum, o presidente disse que Brasil e Vietnã devem "trabalhar unidos" para liberalizar o comércio internacional, o que seria importante para obter maiores benefícios para os países em desenvolvimento.
Lula disse ainda que o Vietnã é um "aliado" contra o "risco" de a crise financeira nos países ricos "gerar medidas protecionistas".
Durante seu pronunciamento, o presidente anunciou também a assinatura de um memorando de colaboração entre os bancos centrais do Brasil e do Vietnã.
Antes de sua participação no fórum empresarial, Lula se reuniu com seu colega vietnamita, Nguyen Minh Triet, e depois presidiu a assinatura de quatro acordos de cooperação.
Um memorando de entendimento estimulará a cooperação na luta contra a pobreza e a fome, outro será destinado à ciência e tecnologia e um terceiro tem como foco os esportes.
O último acordo facilitará a criação de uma comissão mista governamental para velar pelos interesses comuns em relação ao aumento da competitividade econômica e ao fortalecimento das políticas internas de inclusão social.
"Esta visita contribuirá para impulsionar os laços entre as duas nações. Nossos países estão distantes geograficamente, mas compartilham uma estreita irmandade", disse o presidente do Vietnã.
Lula deixará o Vietnã hoje à noite com destino ao Timor-Leste, a penúltima escala de seu giro pela Ásia, que terminará com uma visita à Indonésia.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Comércio entre a China e países de língua portuguesa aumentou 80,3 por cento até Abril de 2008
Macau, China, 17 junho 2008 (Lusa) - As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa aumentaram 80,3 por cento nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao período homólogo de 2007, indicam dados oficiais a que a Lusa teve hoje acesso.
De acordo com os dados, entre Janeiro e Abril de 2008, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa totalizaram 21,14 mil milhões de dólares (cerca de 13,6 mil milhões de euros).
No mesmo período de 2007, as trocas comerciais contabilizaram apenas 11,7 mil milhões de dólares (7,55 mil milhões de euros).
A China e os países de língua portuguesa definiram em 2006 como meta para 2009 trocas comerciais globais de 50 mil milhões de dólares, número que já em 2008 será ultrapassado, tendo em consideração não só os valores atingidos em 2007 como os aumentos registados nos primeiros quatro meses de 2008.
O Brasil continua a ser o principal parceiro lusófono do continente chinês, com as trocas comerciais bilaterais a subirem 64,7 por cento nos primeiros quatro meses deste ano e as vendas brasileiras a subirem 56,2 por cento para 6,93 mil milhões de dólares (4,47 mil milhões de euros) e as importações a aumentarem 77,6 por cento para 5,13 mil milhões de dólares (3,31 mil milhões de euros).
Angola mantém a segunda posição entre os principais parceiros lusófonos da China com trocas comerciais globais de 8,23 mil milhões de dólares com as exportações angolanas a crescerem 128,6 por cento para 7,48 mil milhões de dólares (4,82 mil milhões de euros) e as importações 138 por cento para 742,5 milhões de dólares (479 milhões de euros).
Já Portugal, o terceiro parceiro comercial da China entre os lusófonos, viu as trocas comerciais bilaterais caírem 0,2 por cento para 698,2 milhões de dólares com as vendas portuguesas a caírem 37,9 por cento para 94,2 milhões de dólares (60,8 milhões de euros) e as compras a aumentarem 10,9 por cento para 604 milhões de dólares (390 milhões de euros).
No global, as importações chinesas do espaço lusófono aumentaram 84 por cento para um total de 14,55 mil milhões de dólares (9,4 mil milhões de euros) e as exportações para os países de língua portuguesa registaram um crescimento de 72,5 por cento para 6,59 mil milhões de dólares (4,25 mil milhões de euros).
O comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa cresceu 35 por cento em 2007 para 46,35 mil milhões de dólares (29,93 mil milhões de euros).
O comércio entre a China e os países de língua portuguesa mantém uma forte tendência de crescimento, iniciada em Outubro de 2003 com o estabelecimento do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que tem na Região Administrativa Especial de Macau uma base de apoio de contactos e promoção.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Cabo Verde/Empresários chineses em maioria no IV Encontro para Cooperação Económica e Comercial que se realiza na Praia
Praia, Cabo Verde, 26 maio 2008 - Mais de 300 empresários e representantes de instituições de promoção dos países de língua portuguesa e da China analisam oportunidades de negócio de 28 a 30 de Maio na Praia, no IV Encontro para a Cooperação Económica e Comercial.
De acordo com os responsáveis pela organização do encontro da Praia, a maior delegação é a chinesa, seguindo-se a do Brasil, sendo que a maior parte dos empresários presentes são da área comercial.
O encontro entre chineses e países de língua portuguesa (Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa) é, possivelmente, o maior encontro do género já realizado em Cabo Verde e tem confirmada a presença de todos os países de língua portuguesa, além da China e de Macau.
O encontro empresarial, que já decorreu em Luanda, em Lisboa e em Maputo, surgiu de um protocolo celebrado em Macau em Outubro de 2003, assinado pelos organismos de promoção dos vários países.
O encontro da Praia tem como tema “Cabo Verde como Plataforma para Trading e Serviços” e nos três dias os empresários e representantes de instituições de promoção e investimento irão, além de ter encontros de trabalho, visitar diferentes infra-estruturas económicas cabo-verdianas.
Estarão em Cabo Verde, entre outros, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a APEX (Agência Brasileira de Promoções e Exportações), a Câmara de Comércio e Indústria de Angola e o IPEX (Instituto de Promoção e Exportações) de Moçambique.
Presentes também o CCPIT (Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China) e IPIM (Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau), além do secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa. (macauhub)
domingo, 11 de maio de 2008
Portugal e Paraguai firmam acordo de cooperação econômica
Lisboa, 10 maio 2008 (Lusa) - Portugal e Paraguai se comprometeram neste sábado a incrementar e promover as relações comerciais e de investimento entre os dois países numa declaração conjunta assinada em Assunção.
O memorando de entendimento foi assinado pelos ministros das Relações Exteriores do Paraguai, Ruben Ramírez Lezcano, e de Portugal, Luís Amado, que se encontra em viagem pela América Latina até 17 de maio.
Com o objetivo de fomentar a cooperação econômica e o desenvolvimento de ambos os países, os dois governos pretendem "incrementar e promover a cooperação na área do comércio e investimento mediante a implementação equilibrada de ações que garantam resultados satisfatórios", refere o documento.
Para isso, Portugal e Paraguai firmaram "a elaboração programas que visam o incremento e a implementação das trocas comerciais em ambos os sentidos" e "a realização de projetos conjuntos que promovam a atração de investimentos recíprocos".
Será estabelecido um grupo de trabalho sobre Comércio e Investimentos que será presidido por altos funcionários dos dois países, a serem nomeados pelos chanceleres português e paraguaio.
A previsão é que grupo deverá se reunir pelo menos uma vez por ano, alternadamente em cada um dos países.
A declaração destaca ainda a intenção de promover o entendimento entre os setores públicos e privados de ambos os países "para a eliminação dos obstáculos que eventualmente se levantem ao comércio", bem como "fomentar práticas de transparência no comércio internacional".
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Cahora-Bassa, Sonangol, Geocapital e Eximbank marcaram o ano de negócios lusófono africano
Qualificada por Moçambique como "uma segunda independência", a data de entrega formal de Cahora-Bassa (26 de Novembro) dá ao país africano não só o controlo sobre a segunda maior empresa do país, mas também uma acrescida importância estratégica - a maior hidroeléctrica da África Austral, região carente em termos energéticos, onde países como o Zimbabué e mesmo a África do Sul dependem das importações de Moçambique.
Com um potencial hidroeléctrico claramente inexplorado, Moçambique pode vir a ganhar via exportações de electricidade uma influência a nível regional semelhante à que Angola hoje tem via exportações de petróleo.
Andrew Etzinger, administrador da eléctrica pública sul-africana Eskom - que novamente em 2007 voltou a deparar-se com sérios problemas de abastecimento - afirmava ao jornal Business Report pouco depois da entrega de Cahora Bassa que estão em curso negociações com Moçambique para quatro novos projectos com uma capacidade conjunta de 4650 megawatts, duas vezes superior à da hidroeléctrica do rio Zambeze.
Entre os projectos a serem negociados está a construção da central norte de Cahora Bassa e a barragem de Mpanda Nkuwa, com uma capacidade de 850 megawatts e 1.300 megawatts, respectivamente.
Mas, indicou o mesmo responsável, a Eskom está também interessada em contribuir para a concretização de dois projectos de prazo mais curto: a construção de uma termoeléctrica a gás em Temane, província de Inhambane (1.000 megawatts), e uma a carvão em Moatize, Tete (1.500 megawatts).A intenção sul-africana, referia o mesmo responsável, não é investir directamente nestes quatro projectos potenciais, mas sim negociar acordos de compra de electricidade a longo prazo.
Actualmente, Cahora Bassa tem uma capacidade de 2.075 megawatts, dos quais 1.500 são vendidos à Eskom, 200 à zimbabueana ZESA e o resto consumido internamente.
Portugal reduziu de 82 por cento para 15 por cento a sua participação na sociedade que explora o empreendimento, e o governo já manifestou a disponibilidade de vender cinco por cento da participação actual a um comprador a indicar pela parte moçambicana.
Quanto ao futuro próximo deste empreendimento, coloca-se o cenário de uma redução da participação moçambicana, por via da entrada de um investidor financeiro ou estratégico, mas dado que Cahora Bassa é hoje uma empresa rentável, com clientes assegurados e de modo geral cumpridores com as suas obrigações contratuais, o governo de Moçambique não deverá ter pressa em diminuir os seus dividendos.
Também em Moçambique aterrou finalmente, já no final do ano e depois de uma "tentativa de aterragem" abortada, a Geocapital de Stanley Ho e Ferro Ribeiro, sociedade que a Macauhub identifica como uma das protagonistas de um intenso ano de negócios no espaço de negócios lusófono.
O empresário entra no mercado bem acompanhado: segundo noticiou em Lisboa a Agência Lusa, nada menos do que centena e meia de investidores, quase todos pessoas individuais e empresas moçambicanas, compõem a Moçambique Capitais, que será accionista maioritário do Moza Banco com 51 por cento, cabendo os restantes 49 por cento à Geocapital.
Sinal da forte aposta em Moçambique, Ho coloca na presidência do Moza Banco o antigo governador do Banco de Moçambique, Prakash Ratilal, um "peso pesado" do sector.
Virado para o investimento e serviços a empresas e gestão de património, o Moza Banco abre o seu primeiro balcão em 2008, num mercado onde o BIM, do grupo português Millennium Bcp, se mantém como o principal banco comercial, à frente do BCI-Fomento.
Stanley Ho assegura assim a presença da Geocapital num mercado com um crescimento pujante, em que no ano passado os lucros dos nove bancos comerciais moçambicanos aumentaram duas vezes e meia, segundo o mais recente relatório da Associação Moçambicana de Bancos em associaçao com a consultora KPMG.
Numa primeira tentativa de abordagem ao mercado, a Geocapital tinha estado perto da compra do Banco de Desenvolvimento e Comércio (BDC), relatando então a imprensa moçambicana que Almeida Santos, na condição de advogado da Geocapital, teria inclusivamente contactado o presidente moçambicano, Armando Guebuza, no sentido de obter uma aprovação célere à operação, então dependente do Banco de Moçambique.
Depois da ruptura das negociações e afastamento da Geocapital, os portugueses do Montepio Geral passaram os sul-africanos do First National para a frente no negócio.
Mas no ano que agora termina a Geocapital abriu outra frente no sector financeiro - a Guiné Bissau, com a compra de 60 por cento do capital do Banco da África Ocidental (BAO), onde Ho e Ferro Ribeiro terão entre os seus associados o empresário guineense Carlos Domingues Gomes.
Apesar da pequena dimensão do mercado bancário guineense, o BAO apresenta a mais-valia de estar autorizado a abrir sucursais nos países-membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) – Benim, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.
Noutra frente, Stanley Ho vendeu em Agosto mais de 70 por cento do Banco Seng Heng ao Banco Comercial e Industrial da China, o maior banco chinês em termos de activos.
"Vendi o Seng Heng porque o Banco Comercial e Industrial da China está muito interessado em ter uma presença no mercado português e o acordo inclui o nosso escritório em Portugal que será usado como uma plataforma para negociar em Portugal e nos países africanos e no Brasil", revelou Stanley Ho à Agência Lusa, salientando que "negócio é negócio" e a oferta da instituição chinesa foi muito boa.
Em Angola, parece mais incerta a aproximação da Geocapital, que chegou a dar como certo o lançamento do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), onde tinha como parceiros influentes personalidades angolanas, como José Pedro de Morais, actual Ministro das Finanças, e Kundi Paihama.
Segundo a newsletter Africa Monitor, a paralisação do projecto deveu-se à recusa da atribuição de uma licença de exploração de jogo no novo hotel de cinco estrelas "Rosa Linda", empreendimento cuja primeira pedra foi lançada em Junho.
Por Angola, como seria de esperar e em particular pelos sectores financeiro e petrolífero, passaram alguns dos mais importantes acontecimentos do ano de negócios no espaço lusófono.
No primeiro, o principal banco privado - Fomento Angola, do grupo português BPI - sofreu um forte abalo nas suas relações com as autoridades angolanas, que os analistas atribuem à demora em aceder às solicitações para que seja aberto o seu capital a investidores angolanos, mas que teve como origem a recusa em participar numa operação de financiamento do Estado no valor de 3,5 mil milhões de dólares, a maior no país até hoje liderada pela banca angolana.
O embate com as autoridades, que segundo a imprensa económica levou ao cancelamento de contas de empresas e entidades públicas, surge numa altura em que a Sonangol conclui um acordo com o maior banco português - Millennium Bcp - que dá à petrolífera estatal angolana praticamente metade do capital social do novo Millennium Angola e em que as autoridades - incluindo o próprio governador do Banco Nacional de Angola - falam abertamente da necessidade de criar "o grande banco angolano".
No sentido inverso, a Sonangol, que já tem peso preponderante na maior petrolífera portuguesa, a Galp Energia, torna-se por via do referido acordo com o Millennium Bcp num dos mais influentes accionistas do banco português, graças a um investimento que deverá superar 500 milhões de euros.Sinal da crescente apetência de investidores angolanos com excesso de liquidez por activos no exterior é também a recente abertura em Portugal do banco angolano BIC, do empresário português Américo Amorim e Isabel dos Santos, filha do chefe de Estado angolano.
No ano passado, ainda a salientar a assinatura do novo acordo financeiro entre o governo angolano e o Eximbank da China, no valor de 2 mil milhões de dólares, que será aplicado, segundo salientou o ministro das Finanças angolano, em "projectos de grande envergadura" como a conclusão do edifício do Palácio de Justiça, o campus da Universidade Agostinho Neto, infra-estruturas de telecomunicações e construção de barcos de pesca.
Segundo dados avançados pelo Ministério das Finanças angolano, o apoio financeiro chinês comprometido para reconstrução do país aproxima-se de sete mil milhões de dólares e destina-se, entre outros projectos, à nova cidade de Luanda e ao aeroporto internacional da capital, de acordo com o governo angolano.
Além das duas linhas de crédito - no valor de dois mil milhões de dólares cada - Angola dispõe da primeira no âmbito do Fundo Internacional da China (CIF, na sigla em inglês), que atinge um valor de 2,9 mil milhões de dólares, mas que tem um montante total previsto de 9,8 mil milhões de dólares, de acordo com dados recentemente veiculados pelo Banco Mundial, com base em estatísticas do governo angolano.
Atento ao investimento chinês está também Cabo Verde, cuja economia vive actualmente um dos períodos mais favoráveis da jovem história do arquipélago lusófono.
Depois de ter assegurado já no final do ano a entrada para a Organização Mundial de Comércio (OMC) e a esperada parceria estratégica com a União Europeia, entra oficialmente no próximo ano para o grupo de países de desenvolvimento médio.
Recebido recentemente pelo chefe do Executivo de Macau, Edmund Ho, o ministro da Economia cabo-verdiano lançava o desafio à China para ver no arquipélago uma "base comercial e económica" para os mercados europeu e americano, projecto em relação ao qual se aguardam desenvolvimentos no próximo ano. (macauhub)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Moçambique/Maputo inicia processo de desarmamento aduaneiro regional
Uma série de outras mercadorias não alimentares conheceu uma redução das suas tarifas para 3 por cento, a partir de 1 de Dezembro, devendo passar para zero por cento a partir de 1 de Janeiro próximo.
Falando sexta-feira em Maputo, Rosário Fernandes, presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, disse que o desarmamento tarifário "não deve ser visto como uma ameaça mascomo um desafio às política fiscal e aduaneira e como uma porta aberta para a competitividade económica e capitalização das vantagens comparativas".
No decurso de uma conferência de Imprensa destinada a prestar informações sobre as taxas a vigorar no quadro do desarmamento pautal, Rosário Fernandes disse ainda que as mercadorias abrangidas pela redução aduaneira correspondem a 85 por cento do total da pauta aduaneira.
"Estamos a falar em direitos aduaneiros, não se confunda com outras categorias de imposto do comércio externo, como por exemplo impostos de consumos específicos, IVA de importação e outros, que vão manter as taxas em vigor. Estamos aqui a falar de direitos aduaneiros, que é uma das categorias de impostos do conjunto dos encargos nesse contacto com o exterior", disse.
Rosário Fernandes acrescentou que tendo em vista a salvaguarda da produção moçambicana alguns produtos hortícolas não entram de imediato no desarmamento aduaneiro. (macauhub)
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Moçambique/Constituída Câmara de Comércio da China em Maputo
domingo, 25 de novembro de 2007
Exportaciones uruguayas pueden registrar nivel récord
El director ejecutivo de esa entidad estatal, Carlos Viera, precisó que de esa cifra, cuatro mil 500 millones serían por concepto de venta de bienes y los restantes por servicios.
En 2006, las ventas uruguayas al exterior ascendieron a cinco mil 500 millones en ambos capítulos.
Según un estudio del Instituto, la carne sigue siendo el rubro que más ingresos deja al país, pero con la acotación de que el año pasado las ventas de carne bovina congelada disminuyeron 12,9 por ciento, mientras las de fresca y refrigerada cayeron 15,8.
Viera alertó sobre los riesgos de que junto a las exportaciones también están aumentando considerablemente las importaciones.
"Si las importaciones son de materia prima para producir o bienes de capital para invertir en el Uruguay, son buenas para el país, pero si se trata de bienes de consumo, serán un problema", advirtió.
El estudio indica que en los últimos 12 meses las importaciones uruguayas superaron los cinco mil millones de dólares, mientras las exportaciones alcanzaron los cuatro mil 300 millones, lo cual denota una preocupante balanza comercial desfavorable.
http://www.prensalatina.com.mx/Article.asp?ID={45E4DA41-8060-4873-B4C8-626568E7C643}&language=ES
sábado, 17 de novembro de 2007
Cabo Verde/Adesão à OMC deverá ter lugar em Dezembro, anuncia governo
Praia, Cabo Verde, 16 novembro 2007 - Cabo Verde deverá entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Dezembro, disse quinta-feira na Praia o secretário de Estado da Economia, Crescimento e Competitividade, Jorge Borges.
A questão foi quinta-feira debatida no Conselho de Ministros, tendo jorge Borges afirmado no final da reunião que a maior parte das negociações multilaterais e bilaterais estão concluídas, pelo que o processo de adesão estará fechado até final deste mês e que "Cabo Verde pode ser aceite na reunião da OMC em Dezembro".
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano, decorreram cinco reuniões negociais, registando-se tais progressos este ano que "tudo leva a crer que a adesão se concretiza" até final de 2007, disse Jorge Borges.
Além das negociações multilaterais, Cabo Verde já estabeleceu acordos bilaterais com a União Europeia, com o Brasil, com os Estados Unidos e com o Japão, estando para breve um acordo com o Canadá.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a União Europeia de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada para a OMC.
O acordo permite que Cabo Verde comercialize os seus produtos no mercado europeu, com tarifas competitivas, comprometendo-se a aplicar tarifas abaixo dos 40 por cento para os produtos agrícolas e próximas de 30 por cento para produtos não-agrícolas. (macauhub)
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Brasil/Mercado potencial para exportações portuguesas é de 5,5 mil milhões de euros - Estudo
Viana do Castelo (Portugal) 14 novembro 2007 - O Brasil tem um mercado potencial de oito mil milhões de dólares para as exportações portuguesas, revela um estudo inédito terça-feira divulgado em Viana do Castelo, norte de Portugal.
O estudo "O Potencial de Exportação de Produtos Portugueses para o Brasil" foi apresentado durante um encontro empresarial, primeira etapa de uma missão comercial brasileira que visita Portugal esta semana.
O estudo identificou 120 produtos portugueses, divididos em 19 grupos, com grande competitividade no mercado internacional e que podem ser exportados também para o Brasil.
Actualmente, esses produtos correspondem a 13,7 por cento do total das exportações portuguesas (4,6 mil milhões de dólares) e a 11 por cento das importações brasileiras (7,6 mil milhões de dólares).
Actualmente, as exportações portuguesas para o Brasil estão concentradas em 18 produtos, que representaram 83,3 por cento do montante exportado, no período analisado, com destaque para o azeite, responsável por 24 por cento do total.
As exportações brasileiras para Portugal, por seu turno, estão concentradas em 20 produtos, com destaque para o petróleo em rama, que ascendeu a 296,2 milhões de dólares, cerca de 30 por cento do total.
A divulgação do estudo será seguida por encontros de negócios com representantes das câmaras portuguesas de comércio no Brasil e pelo Conselho Empresarial dos Vales do Lima e Minho (Ceval).
A missão empresarial brasileira, que visitará igualmente Porto e Lisboa, é formada por 80 representantes de diversos sectores da economia dos Estados da Baía, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Realizado pela Fundação de Comércio Exterior (Funcex) do Brasil, o estudo foi patrocinado pelo Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil e pela Agência de Investimento e Comércio Exterior de Portugal (AICEP). (macauhub)
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Macau/Associações de supervisores bancários em discussão
Macau (China) 8 novembro 2007 - As autoridades monetárias dos países e territórios de língua oficial portuguesa retomaram quarta-feira em Macau o estudo da criação de uma associação de supervisores bancários, disse Félix Pontes, da Autoridade Monetária de Macau.
"Foi uma das matérias abordadas na reunião das autoridades monetárias da China e dos países de língua portuguesa e vai continuar a ser trabalhada", disse o mesmo responsável à agência noticiosa portuguesa Lusa, salientando que o projecto é semelhante ao existente para a área dos seguros e que visa essencialmente "a cooperação multilateral nas diversas áreas de intervenção" dos supervisores bancários.
Félix Pontes afirmou também que à margem da reunião, que terminou quarta-feira depois de dois dias de trabalhos, a Autoridade Monetária de Macau manteve contactos bilaterais com diversos países, nomeadamente Angola e Moçambique, estando a ultimar acordos de cooperação técnica com o Banco Nacional de Angola e com o Banco de Moçambique, autoridades de supervisão com quem tem desenvolvido contactos de aproximação nos últimos meses e que motivaram também uma visita àqueles países na primeira quinzena de Julho.
Sobre a reunião de Macau, Félix Pontes salientou a "experiência muito positiva" de ter colocado em contacto directo as autoridades monetárias e os bancos da China e dos Países de Língua Portuguesa para discutir formas de reforço de cooperação na área financeira numa altura em que as relações económicas e comerciais entre a China e a lusofonia crescem de forma "sustentada e substancial".
Por outro lado, continuou, a proposta apresentada pelo Banco de Exportação e Importação da China (Eximbank) de se tornar líder em sindicatos bancários a constituir no futuro para grandes investimentos nos países de língua portuguesa "tem muitas virtualidades e merece continuar a ser estudada".
"É uma proposta que não é limitativa e pode haver acordos com outras instituições, incluindo da própria China”, explicou o mesmo responsável.
"O esquema proposto é que se possam criar consórcios bancários para financiar projectos relevantes nos países que careçam e que entrem também nesse consórcio bancos de Macau e dos países de língua portuguesa, dependendo do mérito de cada projecto e das condições de investimento", disse Félix Pontes, explicando que a não-exclusividade da organização dos sindicatos bancários abre as portas a outras entidades como o Banco de Desenvolvimento da China. (macauhub)