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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Abya Yala, Patria Grande, Unasul: Saída democrática só com volta de Dilma ou novas eleições



12 julho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


 

Em entrevista concedida nesta terça-feira (12), o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, disse que o Brasil precisa urgentemente de uma saída democrática e apontou apenas dois caminhos: a volta da presidente eleita Dilma Rousseff ao poder ou a convocação de eleições antecipadas. Ou seja: para os vizinhos latino-americanos, a continuidade do interino Michel Temer significa a negação da democracia no Brasil. Leia abaixo matéria da Agência Brasil:

O secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse nesta terça (12), em evento no Rio de Janeiro, que o Brasil precisa retomar a continuidade democrática e a governabilidade para sair da crise política. Samper participou da sétima edição do Café Unasul, espaço alternativo em que se reúne com jovens universitários e professores para debater temas como educação, direitos humanos, meio ambiente, trabalho e segurança.

Crítico do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, o colombiano disse que a Unasul condenou o impeachment pela “forma como estava ocorrendo o processo de destituição” e disse que a entidade continua reconhecendo a petista como presidenta

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Argentina/CRISTINA VENCE MAIS UMA VEZ O GOLPE E A MÍDIA

10 agosto 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

FC Leite Filho, Café na Política

Vejamos como a presidenta Cristina Kirchner ganhou as primárias e impôs a vitória de seu candidato, Daniel Scioli, sobre o candidato da mídia.

Vejamos como a presidenta Cristina Kirchner ganhou as primárias de ontem, impondo a vitória de seu candidato Daniel Scioli, já no primeiro turno, e derrotando com 13% de vantagem o candidato da mídia, Maurício Macri. Primeiro, ela enfrentou o golpe midiático com a realização de um grande governo e uma determinação pessoal, que incluiu o uso dos instrumentos de poder para, ao mesmo tempo, impor um modelo de desenvolvimento autônomo e conter o adversário poderoso e ensandecido.

Lembremos que, ao longo de seus dois mandatos de oito anos (2007-2015), irrompeu o mais implacável processo de desestabilização, que não se resumiu a manchetes de jornais, mas enfiou-se numa treslocada irrupção de desastres provocados de trens, saques a lojas e supermercados, greves gerais e setoriais sucessivas, incluindo de policiais, a paralização do campo com a iminência de desabastecimento e um ataque permanente à economia por parte dos chamados fundos abutres, este a partir do exterior.

Cristina estava convencida de que sofria não só um ataque interno, mas sobretudo externo, em razão da nova geopolítica que visava eliminar, inclusive com a guerra civil, os governos progressistas surgidos com Hugo Chávez, na Venezuela, Lula da Silva, no Brasil e ela própria, com seu marido e antecessor, o falecido presidente Néstor Kirchner, na Argentina. Por isso, foi em cima da cabeça da conspiração: o Clarín, jornal que lidera um mastodôntico conglomerado de TVs, rádios, jornais e internet, cortando-lhe as asas com uma lei de regulação da mídia e

terça-feira, 9 de junho de 2015

Argentina/Mensagem para os EUA: Cristina Kirchner se encontrou com Snowden

5 junho 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Até agora, Snowden havia mantido contatos com personalidades da sociedade civil e alguns emissários de governos europeus, mas nunca com um chefe de Estado.

Dario Pignoti

Contato em Moscou. “A presidenta Cristina Fernández de Kirchner se reuniu reservadamente com Edward Snowden. Estamos falando de um fato de repercussão mundial, porque é a primeira chefa de Estado que se encontra com o homem que revelou o esquema de espionagem da agência NSA” declarou o investigador Santiago O´Donnell, em Buenos Aires.

“Acabo de me comunicar com uma fonte muito próxima de Snowden, que me confirmou que a conversa aconteceu em Moscou durante a viagem em que Cristina foi recebida pelo presidente Vladimir Putin”, disse O´Donnell a Carta Maior, na noite de quinta-feira (4/6).

A notícia da reunião, realizada em solo russo, causou impacto nos meios de comunicação e na coletividade diplomática radicada em Buenos Aires, onde

quarta-feira, 1 de abril de 2015

América Latina deve reavaliar sua relação com EUA, diz Samper

31 março 2015, Vermelho (Brasil)

O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, propôs uma reavaliação das relações entre a América Latina e os Estados Unidos na próxima Cúpula das Américas, prevista para abril, no Panamá.


Um dos pontos levantados por Samper, que foi presidente colombiano entre os anos de 1994 e 1998, se refere às bases militares estadunidenses na região. Ele cobrou a retirada destas instalações. Em sua opinião, é uma medida que corresponde ainda aos tempos da Guerra Fria.

Ele insistiu que as relações devem

quarta-feira, 18 de março de 2015

VENEZUELA: OBAMA SOLTA O REAGAN QUE VIVE NELE

12 março 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Como inventar uma “Extraordinária Ameaça à Segurança Nacional”

11/3/2015, Mark Weisbrot*, Counterpunch

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

2ª-feira (9/3/2015), a Casa Branca deu mais um passo rumo ao teatro do absurdo, ao declarar “emergência nacional com respeito à inusual e extraordinária ameaça à segurança nacional e à política exterior dos EUA que se manifesta na situação na Venezuela” – como o presidente Obama escreveu em carta que enviou ao presidente do Congresso, John Boehner.

Falta ver se alguém, do valente corpo de jornalistas que cobre a Casa Branca, terá coragem de perguntar o quê, afinal, diabos, o chefe do executivo da nação mais poderosa do universo pensou que estivesse dizendo na tal carta. O quê?! Estará a Venezuela financiando iminente ataque de terroristas contra o território dos EUA? Planeja invadir território norte-americano? Está construindo bomba atômica?

A quem essa gente pensa que engana? Alguns alegaram que o linguajar tinha de ser esse, porque é o que a lei dos EUA exige, para impor a mais recente rodada de sanções contra a Venezuela. Mas não melhora coisa alguma alegar, como se fosse defesa, que

terça-feira, 31 de março de 2009

Brasil/Lula quer defesa do papel do Estado em cúpula do G20

Doha, 31 março 2009 (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que os países árabes e sul-americanos devem levar uma mensagem "forte e clara" à cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) da quinta-feira, em Londres: a defesa do papel do Estado frente à crise global.
Lula fez estas declarações em seu discurso durante a sessão inaugural da 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que reúne hoje em Doha representantes dos 12 países sul-americanos e 22 árabes.
Em seu discurso, como coordenador regional da Aspa, Lula fez uma intensa defesa da regulação e da transparência do mercado financeiro como pilares de um novo sistema.
Nessa linha, Lula defendeu concluir o mais rápido possível a Rodada do Desenvolvimento de Doha, que regulará o comércio internacional, e uma profunda reforma dos órgãos internacionais.
Brasil, Argentina e Arábia Saudita serão os países incluídos na Aspa que serão representados na reunião em Londres.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que discursou antes de Lula, como presidente da União de Nações Sul-americanas (Unasul), também se referiu à necessidade que, de Doha, saia uma "mensagem muito potente" para o G20.
"É a hora para uma resposta internacional coordenada da crise econômica e financeira. Da reunião do G20, esperamos uma rápida coordenação das políticas fiscais indispensáveis para conter o colapso da demanda mundial", acrescentou.
Para Bachelet, "o diálogo entre América do Sul e os países árabes pode e deve ter um papel muito importante, já que nos dirigimos à geração de um novo contrato social global".

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Venezuela/Caracas participará em cimeira da América do Sul e dos Países Árabes no Qatar

Caracas, 20 janeiro 2009 (Lusa) -- A Venezuela vai participar na II Cimeira da América do Sul e dos Países Árabes (ASPA), que se realizará a 31 de Março no Qatar revelou o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Nicolás Maduro.
Segundo aquele responsável, a participação da Venezuela é como como membro da União de Nações Sul-americanas (UNASUR), que "participará pela primeira vez, como instância representativa, constituída por um bloco de países latino-americanos que sugerirá a integração do Sul (América do Sul) com os países árabes".
Num comunicado o Ministério de Relações Exteriores explica que o convite foi feito na segunda-feira pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Mohammed Al Rumaihi, e de uma delegação enviada pelo Emir do Qatar, Xeque Hamad bin Jalifa Al Zani, no âmbito de um périplo pela América Latina.
"Conversámos sobre a crise financeira e as respostas que há que dar pelo Sul (América Latina). Também vimos o panorama da situação no mundo. Eles agradeceram a conduta do Presidente Hugo Chávez, em relação ao tema palestiniano e a solidariedade que a Venezuela manifestou ao povo da Faixa de Gaza", diz o comunicado.
"Nunca antes todos os governos representantes destes países e da América do Sul se encontraram para tratarem de temas do nosso desenvolvimento conjunto e nós valorizamos altamente esta iniciativa porque acreditamos que faz parte das distintas instâncias que começaram a nascer desde há alguns anos", explica.
O documento acentua ainda que a Venezuela tem trabalhado pela pluralidade "só para que haja equilíbrio e respeito sem hegemonismo e sem império (norte-americano). Deve haver um mundo em que em todos os pólos nos encontremos e desenvolvamos relações de cooperação e solidariedade".
"Estaremos muito activos nas propostas que o Presidente Chávez tem feito", prossegue o comunicado, "da necessidade de constituir novas instituições para actuar no mundo financeiro e assim aproveitar esta crise para constituir uma nova articulação económica dos países do Sul, um Fundo de Investimento entre as nossas nações e outros mecanismos para o desenvolvimento tecnológico-industrial."
O vice-ministro do Qatar explicou durante o encontro com o ministro de Relações Exteriores da Venezuela falaram de temas relacionados com a cooperação política e que "um dia antes da cimeira, a 30 de Março, se reunirão 34 presidentes, entre chefes de Estado árabes e latino-americanos, para manter encontros bilaterais".