O G20 foi lançado “com uma ideia geral sobre o que eles queriam ser mas com uma visão escondida sobre o que queriam fazer e uma evidente falta de consenso sobre como lá chegar. (…) Quando foi posto à prova, a espuma da retórica de cooperação esfumou-se e o que resta é um edifício muito menos impressionante.” Não é um revolucionário nem sequer um crítico do sistema capitalista que o diz, as afirmações são de Alan Beattie, editor de comércio mundial do Finantial Times…
27 outubro 2010/ODiário.info http://www.odiario.info
Alan Beattie*
Se existe um cliché repetido no mar de banalidades que jorra sobre a tremenda importância do G20, é de que o agrupamento proporciona aos grandes mercados emergentes o seu há muito aguardado assento na mesa.
É por isso um pouco perturbador que a Índia, um dos mais importantes desses governos, dissesse que esta conversa de mesa é marcada mais pela discórdia estéril do que por um debate construtivo. É ainda mais perturbador que o Brasil se prepare para deixar vazio o seu lugar.
Altos funcionários do governo de Manmohan Singh disseram esta semana ao Financial Times que o G20 se encontra em “sérias dificuldades”, sem acordo sobre o diagnóstico. Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil, o homem que teve a coragem de chamar uma guerra cambial uma guerra das moedas, decidiu mesmo não participar na reunião desta semana dos ministros e governadores dos bancos centrais na Coréia do Sul. E na quarta-feira, Ali Babacan, o vice-primeiro ministro da Turquia, acrescentou as suas próprias preocupações de que as posições adoptadas pelo agrupamento estavam a afundar-se para o menor denominador comum.
Brasília insiste que o Sr. Mantegna irá acompanhar o seu patrão, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente, na cimeira dos chefes de governo em meados de Novembro. Mas mostrar tão pouca fé durante a fase de planeamento não inspira confiança no acontecimento principal.
Se o G20 está realmente a perder credibilidade perante o Brasil e a Índia, então está em sérios apuros. Como disse um funcionário do Departamento do Tesouro dos EUA: “As autoridades brasileiras e indianas são aquelas … que mais têm a ganhar com o G20, e têm sido os seus maiores defensores”.
A dimensão da Índia, e o seu desejo de ser um contrapeso à China no mundo em desenvolvimento torna este agrupamento um veículo natural para Nova Delhi prosseguir a sua política. O Brasil, tendo saltado de uma espíral de morte de falência soberana há menos de uma década, tem combinado uma política macroeconómica ortodoxa com a diminuição da pobreza para se tornar um dos mais emergentes mercados emergentes. Um aspirante a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, um negociador duro e determinado nas negociações sobre o comércio mundial e as alterações climáticas, o Brasil é um parceiro essencial na maioria das conversações globais sérias. Se um forum não consegue convencer o Brasil que é credível, então vai ter muitas dificuldades em convencer quem quer que seja.
Cada vez mais, a história do G20 começa a parecer-se com a Ronda de Doha sobre as negociações de comércio e devem existir poucas comparações mais insultuosas. Ambos foram lançados no rescaldo das crises de deslocação. A Agenda de Desenvolvimento de Doha, para citar o seu título completo, começou no rescaldo dos ataques de 11 de Setembro de 2001. O G20 começou como um agrupamento de ministros das finanças após a crise financeira asiática de 19979-1998 e tornou-se um assunto de chefes de governo após o colapso de 2008 da Lehman Brothers. Ambos eram supostos enfrentar as necessidades dos mercados emergentes na economia mundial e tinham o Brasil e a Índia como participantes do núcleo central das negociações.
Mas ambos criaram expectativas exageradas sobre o seu impacto potencial. Aqueles que, como Gordon Brown, o ex-primeiro ministro britânico, fizeram carreira exagerando o potencial de Doha para impulsionar o crescimento e diminuir a pobreza, limitaram-se a adaptar essa retórica para o G20, sugerindo que se anunciava uma nova era de cooperação internacional. Mas o que os países fizeram, reduziram a credibilidade do que eles disseram. Declarações repetidas de todos os lados de que Doha estava à beira de um acordo foram desmentidas pela procura ao mesmo tempo de acordos de comércio bilaterais, principalmente pelos EUA e a União Europeia. Do mesmo modo, o recente recurso a acções unilaterais por uma série de mercados emergentes – Brasil, Tailândia, Indonésia – para suster a valorização da moeda, demonstra uma falta de confiança que o processo multilateral pode induzir a China a aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio.
O problema de Doha e do G20 é que eles foram lançados com uma ideia geral sobre o que eles queriam ser mas com uma visão escondida sobre o que queriam fazer e uma evidente falta de consenso sobre como lá chegar. Nenhum conseguiu colmatar as grandes diferenças de opinião, quer sobre como o comércio pode ajudar a diminuir a pobreza ou a importância da flexibilidade da taxa de câmbio para reduzir os desequilíbrios globais. Quando foi posto à prova, a espuma da retórica de cooperação esfumou-se e o que resta é um edifício muito menos impressionante.
* Alan Beattie, é editor de comércio mundial do Finantial Times
Este texto foi publicado em 20 de Outubro de 2010 no Finantial Times on-line: www.ft.com/cms/s/0/6b2facfc-dc6c-11df-a0b9-00144feabdc0.html
Tradução de Aquino Noronha
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Brasil/O ACORDO DE TEERÃ E AS TENSÕES DE UM MUNDO EM TRANSIÇÃO
21 maio 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br
Ronaldo Carmona *
A ousada jogada diplomática turco-brasileira pela paz e pelo respeito aos pilares básicos do TNP atingiu o núcleo da política externa norte-americana, cuja essência, a despeito do governo de turno, permanece sendo prolongar sua hegemonia no mundo. Por isso mesmo, o Acordo de Teera foi seguido de reação de força que fez cair por terra qualquer aparência idealista da política externa de Obama.
A despeito de matizes e nuances, essencialmente, a reação das potências nuclearmente armadas explicitou a determinação destes países de concentrar neles mesmo o domínio do ciclo completo da energia nuclear, e, no limite, de congelar o stuatus quo da atual ordem internacional.
A Declaração de Teerã deu um xeque-mate na diplomacia norte-americana, ao conseguir acordar com os iranianos exatamente os termos propostos pelo P5+1 em outubro passado, e pela carta de Obama à Lula, enviada há três semanas atrás.
O xeque-mate forçou a explicitação, pelos EUA, de que o tema iraniano está longe de restringir-se ao tema nuclear. Trata-se rigorosamente de tema de natureza geopolítica e geoestratégica.
Há muitas razões para crer que os velhos preceitos de Mackinder – apresentados há mais de um século – acerca do domínio do heartland, seguem atuais na política externa do imperialismo norte-americano. A ofensiva anti-Iraque, que remonta a 1991, a ação no Afeganistão, a proteção de pai para filho para com Israel e suas 200 ogivas nucleares não-declaradas e a ofensiva contra o Irã – eixo do mal na era Bush – demonstra a centralidade, na estratégia estadunidense, da presença no Oriente Médio e na Ásia Central – a propósito, “porta dos fundos” da China e da Rússia.
Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, tendo em vista o que estava em jogo, não brincaram em serviço, mostrando nitidamente que questões estratégicas para o Império são políticas de Estado, não de governo.
Diante da bruta ofensiva, o governo brasileiro demonstrou seu enorme desconforto com a atitude de Obama de buscar neutralizar as iniciativas brasileiras. Consta que pouco antes da chegada de Lula a Moscou, primeira escala de sua viagem, Obama passou hora e meia ao telefone com Medvedev – fato que se repetiu em ligação de Obama ao Emir do Catar, também pouco antes de Lula chegar a Doha. Seguiu-se, já na terça-feira, a apresentação do rascunho de resolução apertando as sanções contra o Irã e na reação nada amistosa da Sra. Clinton em depoimento no Senado daquele país.
O movimento turco-brasileiro visou, antes de tudo, seu próprio interesse nacional.
No caso dos turcos, essencialmente a busca de estabilidade em seu entorno geopolítico no Oriente Médio.
No caso do Brasil, a clara percepção de que o clube nuclear buscará impedir, custe o que custar, não apenas a posse de artefatos nucleares, mas também o domínio da tecnologia para produção de tecnologia nuclear com fins pacíficos, visando dominar uma fonte de energia do futuro, como já escrevemos aqui. Afinal, não é exagero dizer que, depois dos cinco países nucleares, o programa nuclear brasileiro é um dos mais, se não o mais desenvolvido. As pressões norte-americanas na década de ’70 e mais recentemente, as intrusivas tentativas de inspeções dirigidas a violar segredo industrial das instalações de Rezende (RJ) mostram a ameaça que segue pairando no ar.
Ignorando solenemente o artigo 4º do TNP – que permite desenvolvimento, por qualquer país, de tecnologia nuclear para fins pacíficos –, a reação ao Acordo de Teerã enfatizou declaração de autoridade iraniana que o país continuaria a buscar dominar o enriquecimento à 20%. Uma aberração, prontamente “comprada” pelo aparato propagandistico dos oligopólios de mídia internacional, que ignora um pressuposto que permitiu a assinatura do TNP em 1968. Alguns no estilo bushiano: matéria da Newsweek acusa diretamente o Brasil de praticar "Rogue Diplomacy" (Diplomacia Bandida).
A questão de fundo, quanto ao tema nuclear, é a seguinte: podem os cinco países nuclearmente armados, por critérios estratégicos e de disputa de mercado, definir quem pode e quem não pode dominar tecnologia nuclear para uso pacífico? Isso mina as bases do TNP, desequilibrando-o ainda mais e tornando-o lesivo ao interesse nacional e dos países em desenvolvimento.
Do ponto de vista geopolítico, renova-se e intensifica-se a tensão entre as grandes potências do CS, EUA à frente, agindo no sentido de congelar e renovar a ordem internacional caduca advinda da segunda guerra em contraste com a emergência do mundo multipolar e a conseqüente exigência de reforma do sistema de governança global.
Ensinamentos ao Brasil
Cabe valorizar a postura brasileira nesta redefinição de ordem que vive o mundo. A costura do Acordo de Teerã coroa diversas iniciativas de política externa, que sob o governo Lula, busca melhor refletir, como já dissemos neste espaço, a geografia e a demografia brasileira.
A questão iraniana, a palestina, a relação com a África, dentre outras, mostram o enorme soft power brasileiro. Nação miscigenada, acolhedora e com enormes potencialidades, leva adiante posições decididamente a favor da desconcentração do poder mundial. Por isso, a postura brasileira gera simpatia e admiração no mundo. Mas, ao mesmo tempo, o episódio de Teerã também mostra que, na medida em que aumenta a presença, os interesses e a influência de nosso país no mundo, também aumentam reações ao protagonismo brasileiro.
A vocação brasileira é a paz, para assim, gerar condições exógenas mais favoráveis a consecução do desenvolvimento, grande e primeira aspiração de nosso povo. Mas não nos iludamos: com o crescente protagonismo brasileiro, crescem e se renovam as ameaças. Isso exige, como nunca, fortalecer nossa capacidade de defender nossas independência política e, no limite, nossa própria soberania.
A ordem internacional de transição que vivemos possui, por definição, contornos incertos. O episodio de Teerã e outros tantos recentes, mostram que as potências centrais, mesmo que decadentes no plano histórico, não cederão poder facilmente. Aliás, note-se que mudanças na ordem internacional, em geral, só ocorrem quando se movem placas tectônicas no cenário geopolítico mundial. Amante da paz e do desenvolvimento, o Brasil precisa atualizar seu pensamento geopolítico e geoestratégico em função do novo cenário que se apresenta, mais instável, mais ameaçador à nossa soberania e integridade nacional.
A velha ordem não assistirá “de camarote” a ascensão da jovem e arejada potência, que ao buscar deslocar a confrontação para a cooperação, questiona de forma aguda políticas imperialistas convencionais, convertendo-se assim, num pólo de resistência, de essência anti-imperialista e anti-hegemônica, tendo em vista inclusive seu próprio interesse nacional.
De La Paz, Bolivia
* Membro da Comissão de Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
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I -- URANIO DE GRADO DE ARMAS DE EE.UU. SE DESVIÓ A ISRAEL
II -- Sarkozy pretende sembrar centrales nucleares en África y el mundo Árabe
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I -- URANIO DE GRADO DE ARMAS DE EE.UU. SE DESVIÓ A ISRAEL
20 mayo 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net/noticias
Por: Grant Smith
“¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión” investiga el período entre 1957 y 1967 cuando la Corporación de Materiales y Equipamiento Nucleares (NUMEC) recibió más de 22 toneladas de uranio-235 -el material esencial utilizado para fabricar armas nucleares. El informe revela por qué la Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 en la ONU -como la GAO- no es realmente capaz de cuestionar a los verdaderos impulsores de la proliferación nuclear en Oriente Próximo.
La Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 tuvo lugar en la sede de la ONU en Nueva York. Un documento de trabajo requiere un Oriente Próximo libre de armas nucleares. Prescribe que los Estados miembros del TPN ''revelen en sus informes nacionales referentes a la aplicación de la resolución sobre Oriente Próximo toda la información de que dispongan sobre la naturaleza y alcance de las instalaciones y actividades nucleares israelíes, incluyendo información que tenga que ver con transferencias nucleares previas a Israel''. El 6 de mayo de 2010, la Oficina Gubernamental de Contraloría de EE.UU. (GAO, por sus siglas en inglés) publicó el informe de 1978, antes secreto, ''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' [.pdf.] Llena importantes lagunas históricas sobre el desvío de uranio de grado de armas desde EE.UU. a Israel.
Los presidentes de EE.UU. han autorizado desde hace tiempo la ''ambigüedad estratégica'' -una política de no confirmar ni desmentir que Israel incluso posea armas nucleares- Este pretexto ha permitido que EE.UU. entregue la parte más grande de su presupuesto de ayuda al extranjero a Israel, a pesar de claras prohibiciones legales impuestas por las enmiendas.
Glenn y Symington a la Ley de Ayuda al Extranjero. Países miembros de la ONU han sospechado desde hace tiempo que EE.UU. hace caso omiso o apoya activamente la transferencia a Israel de know-how, uranio de grado de armas, y tecnología de doble uso. La investigación y correspondencia de 62 páginas de la GAO confirma que EE.UU. se niega a sentar las bases de investigaciones verosímiles que permitirían asegurar el procesamiento de sus autores.
''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' investiga el período entre 1957 y 1967 cuando la Corporación de Materiales y Equipamiento Nucleares (NUMEC) recibió más de 22 toneladas de uranio-235 –el material esencial utilizado para fabricar armas nucleares. El fundador y presidente de NUMEC Zalman M. Shapiro era jefe de una sección local de la Organización Sionista de EE.UU. (ZOA) y agente de ventas para el Ministerio de Defensa de Israel en EE.UU. A principios de los años sesenta, la Comisión de Energía Atómica (AEC) comenzó a documentar deslices sospechosos en la seguridad en la planta de NUMEC en Apollo, Pensilvania. En 1965 una auditoría de la AEC ya no pudo explicar más de 90 kilos de uranio altamente enriquecido. Cálculos posteriores aumentaron a unos 272 kilos.
El Congreso encargó a la GAO que investigara cuatro afirmaciones sobre lo que había pasado con el uranio. La primera era que ''el material fue desviado ilegalmente a Israel por la administración de la NUMEC para su uso en armas nucleares.'' Fue el resultado de tempranas investigaciones de la AEC y del FBI sobre las actividades de Zalman Shapiro. La segunda teoría: ''el material fue desviado a Israel por la administración de NUMEC con la ayuda de la Agencia Central de Inteligencia (CIA)'' provino del silencio de la CIA y por su falta manifiesta de interés por todo el asunto. Las teorías finales exploradas por la GAO fueron más generales: que ''el material fue desviado a Israel con la aprobación del gobierno de EE.UU.'' o ''que ha habido un encubrimiento del incidente de NUMEC por parte del gobierno de EE.UU.''.
La GAO solicitó toda la información disponible desarrollada por la CIA, el FBI, el Departamento de Energía y la AEC, pero se le ''denegaron continuamente los informes y documentación necesaria... por parte de la CIA y el FBI''. La GAO intentó colmar las brechas o las negativas directas a cooperar mediante entrevistas directas de agentes especiales del FBI. La GAO también trató de publicar el informe, a fin de responder a la creciente preocupación pública. Al representante John Dingell (Demócrata de Michigan), presidente del Subcomité de la Cámara sobre Energía y Electricidad, quien solicitó la investigación, se le dijo seis meses antes de su publicación que sólo las áreas más sensibles del informe serían clasificadas. La CIA y el FBI insistieron en que todo el informe fuera clasificado al nivel ''secreto'' pasando por alto las objeciones de Dingell, quien dijo: ''Creo que es hora de que se informe al público sobre los hechos que rodean el... affaire y el posible desvío de uranio de grado de armas a Israel''.
El informe de la GAO arremete contra la realización intermitente de las investigaciones de NUMEC por el FBI: ''El FBI, que tenía la responsabilidad y autoridad para investigar el presunto incidente, no se concentró en el problema de un posible desvío nuclear hasta mayo de 1976, casi 11 años después. Inicialmente, el FBI rehusó a la solicitud del DOE [Departamento de Energía] de realizar una investigación de la posibilidad de un desvío aunque, bajo la Ley de Energía Atómica, se requería que realizara tales investigaciones''.
La investigación inicial del FBI durante los años sesenta se concentró rápidamente en la administración de NUMEC, pero las recomendaciones para la acción del FBI fueron bloqueadas. Según la GAO: ''El FBI se preocupó tanto por los riesgos de seguridad planteados por el presidente de NUMEC, que consultó al DOE si tenía la intención de terminar su aprobación de seguridad o detener el flujo de materiales a NUMEC. Conforme a la relación del FBI con la GAO, el FBI recomendó que se eliminara la licencia de operación de NUMEC''. Cuando la solicitud del FBI se ignoró, abandonó toda la investigación entre 1969 y 1976.
Fue necesaria una orden directa del presidente Gerald Ford en 1976 para que el FBI y el Departamento de Justicia ''encararan el aspecto del desvío''. La nueva investigación condujo rápidamente a cambios de rumbo de las posiciones oficiales del gobierno de EE.UU. respecto a NUMEC. Según el informe de la GAO, ''hasta el verano de 1977, el único punto de vista gubernamental publicado sobre el incidente de NUMEC fue que no había evidencia que indicara que había ocurrido un desvío de material nuclear''. En febrero de 1978, la Comisión Reguladora Nuclear (NRC) anunció que había ''reconsiderado'' su posición anterior de que no había ''ninguna prueba'' que confirmara el desvío.
Pero la brecha de 11 años ''obviamente obstaculizó'' la iniciativa. La GAO reveló que las salvaguardas de materiales nucleares del DOE, que antes de 1967 rastreaba el valor monetario más que la masa precisa de uranio, tenían serios defectos. NUMEC afirmó que antecedentes clave que cubrían un período de pérdidas de uranio pesado fueron destruidos durante una ''disputa laboral'' en 1964. NUMEC pagó en 1966 una multa de 1,1 millones de dólares por la falta de 93 kilos de uranio, lo que cerró el caso del DOE. NUMEC también contrató a uno de los principales investigadores in situ del DOE para reforzar la apariencia de un serio control y responsabilización por los materiales. La GAO descubrió que incluso en 1978 el FBI no había tomado contacto con individuos clave en el asunto. Un agente responsable del FBI dijo a la GAO que éste no investigó la fuente de fondos para pagar la multa del DOE a NUMEC ya que anticipó ''dificultades legales''. Por lo tanto la GAO investigó el tema, haciendo sus propios llamados telefónicos al Banco Mellon.
El informe de la GAO critica enérgicamente a la CIA: ''De entrevistas con un ex funcionario de la CIA y con antiguos y actuales funcionarios y personal del DOE y del FBI concluimos que la CIA no cooperó plenamente con el DOE o el FBI en el intento de resolver el asunto de NUMEC''. El informe no es concluyente sobre lo que sucedió exactamente en NUMEC, pero no sobre las agencias involucradas en la investigación hasta 1978. ''Creemos que un esfuerzo oportuno y concertado por parte de esas tres agencias habría ayudado considerablemente y posiblemente resuelto las preguntas sobre el desvío de NUMEC, si hubieran deseado hacerlo.''
El paso del tiempo ha eliminado cualquier duda restante de que NUMEC desvió uranio a Israel. Se reveló posteriormente que Rafael Eitan, quien visitó a NUMEC en 1968, era el máximo espía israelí que apuntaba a objetivos nucleares de defensa nacional y económicos de EE.UU., cuando su agente (el analista de la Armada de EE.UU. Jonathan Pollard) fue arrestado por espionaje para Israel en 1985. Según Anthony Cordesman, ''no existe un motivo concebible para que Eitan haya ido [a la planta Apollo] sino a por el material nuclear''. El jefe de estación de la CIA en Tel Aviv, John Hadden, calificó a NUMEC de ''una operación israelí desde el comienzo'', una conclusión apoyada por su financiamiento de puesta en marcha y sus vínculos iniciales con los servicios de inteligencia israelíes. También es evidente ahora la razón por la cual los gobiernos de Lyndon Johnson y Richard Nixon no investigaron convincentemente a NUMEC como un problema de desvío.
Las presiones diplomáticas directas de John F. Kennedy por inspecciones estadounidenses del reactor Dimona de Israel aumentaron durante 1962-1963. Durante una reunión del 27 de diciembre de 1963, con la ministra de Exteriores de Israel Golda Meir, Kennedy expresó la esperanza de que la relación fuera un ''camino bidireccional''. Meir tranquilizó al presidente Kennedy en el sentido de que ''no habría ninguna dificultad entre nosotros con respecto al reactor nuclear israelí''. Kennedy dio un ultimátum final a Israel el 5 de julio de 1963, insistiendo en que Dimona se sometiera a inspecciones seriales ''de acuerdo con estándares internacionales'' a fin de verificar su ''propósito pacífico''. Simultáneamente, el Departamento de Justicia de Kennedy libraba una intensa batalla tras puertas cerradas para registrar y regular el lobby elitista de Israel en EE.UU., el Consejo Sionista Estadounidense, que traía fondos del exterior para cabildear. El asesinato de Kennedy en noviembre traumatizó a la nación y llevó a la revocación total y permanente de ambas iniciativas.
Según Avner Cohen, en 1958 el primer ministro israelí David ben Gurion había organizado con Abraham Feinberg, un ''importante recolector de fondos demócrata'', que se financiara en secreto un programa de armas nucleares entre ''benefactores'' en EE.UU. Abraham Feinberg, quien respaldó la exitosa campaña electoral de giras relámpago de Harry S. Truman, fue sucinto al describir su papel personal en el sistema político de EE.UU.: ''Mi camino al poder fue la cooperación en términos de lo que ellos necesitaban -dinero para la campaña-''. Feinberg abrió puertas en el Congreso para futuros dirigentes del lobby de Israel, incluido el fundador de AIPAC Isaiah L. Kenen. Según Seymour Hersh: ''No cabe duda de que Feinberg gozaba del mayor acceso e influencia presidencial con Lyndon Johnson en sus 20 años como recolector de fondos y lobista judío. Documentos en la Biblioteca Johnson muestran que incluso los miembros más importantes del Consejo Nacional de Seguridad comprendían que había que satisfacer cualquier tema presentado por Feinberg''. Su poder y su papel en el financiamiento de las perspectivas electorales de Lyndon B. Johnson invalidaron temporalmente un escrutinio del programa de armas nucleares de Israel -en EE.UU. y en el extranjero- en un momento crítico.
El 14 de octubre de 1964, menos de tres semanas antes de las elecciones presidenciales de 1964, el máximo asistente administrativo de Johnson, Walter Jenkins, fue arrestado en un retrete público acusado de un encuentro sexual ilícito. Por lo menos 250.000 dólares que Abraham Feinberg recolectó para Johnson se encontraban en la caja de seguridad en la oficina de Jenkins. Johnson llamó por teléfono a sus asistentes de confianza, Bill Moyers y Myer Feldman, con órdenes de sacar el dinero, lo que hicieron con ayuda de un pesado maletín. Posteriormente Israel volvió a rellenar las arcas de Feinberg (como lo había hecho con Zalman Shapiro mediante comisiones por ventas) con favores multimillonarios, como la propiedad de la franquicia nacional de Coca-Cola.
En 1968, mientras Israel incrementaba perceptiblemente las actividades en la instalación de armas nucleares de Dimona, el secretario de defensa Clark Clifford hizo un último llamado urgente a Johnson: ''Señor presidente, no quiero vivir en un mundo en el que los israelíes tengan armas nucleares''. El presidente Johnson fue abrupto antes de colgar a Clifford: ''No me moleste más con eso''. Para cuando la primera ministra israelí Golda Meir presionó al presidente Nixon para que redefiniera la política de no proliferación de EE.UU. como ''ambigüedad'' hacia las armas nucleares israelíes, el arsenal y la cantidad de armas desplegadas por Israel aumentaban continuamente.
El informe revela por qué la Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 en la ONU -como la GAO- no es realmente capaz de cuestionar a los verdaderos impulsores de la proliferación nuclear en Oriente Próximo. ''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' es un informe tan singular y noble en su propósito que probablemente nunca habrá otro parecido. Aunque deja sin explorar la continua presencia, influencia y efecto de los lobistas de Israel que trabajan en el centro de los gobiernos de EE.UU., la GAO suministra a los estadounidenses preocupados una instantánea de un momento antes de que su Congreso, políticos ambiciosos, y administración de medio nivel de agencias gubernamentales, todos ''recibieran el memorando''.
En 2010 ese memorando no escrito dice algo como: Los crímenes cometidos en nombre de Israel -por audaces que sean- nunca serán adecuadamente investigados, para no hablar de enjuiciados… así que no pierdan su tiempo.
Grant F. Smith es autor del nuevo libro Spy Trade: How Israel's Lobby Undermines America's Economy. Es colaborador frecuente de Radio France Internationale y del Foro Interamericano de Voice of America. Smith también ha aparecido en BBC News, CNN, y C-SPAN. Actualmente es director del Institute for Research: Middle Eastern Policy en Washington, D.C.
Este artículo fue publicado por primera vez en: www.antiwar.com
Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens
Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=106064
Fuente original: http://www.informationclearinghouse.info/article25457.htm
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II -- Sarkozy pretende sembrar centrales nucleares en África y el mundo Árabe
Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) http://www.abn.info.ve
Madrid, 21 mayo 2010 (ABN) - El presidente de Francia, Nicolás Sarkozy pretende sembrar en África y el Magreb centrales nucleares, además firmará contratos en Argelia, Chad, Libia, Camerún, República Centroafricana y Garbón, para así garantizar las necesidades internas de Francia, reseñó un artículo del periódico El Imparcial.
Bajo el título “Sarkozy está dispuesto a sembrar África y el Magreb de centrales nucleares”, el periodista español Pedro Canales señala que la prensa especializada gala reveló la existencia de un acuerdo franco-argelino, que tiene como objetivo emprender una nueva ruta del transporte de mineral uranífero proveniente de Níger y con dirección a Europa.
El artículo menciona que el consorcio francés Areva, especialista en la extracción y trasporte de uranio, alcanzó un acuerdo con el régimen de Abdelaziz Bouteflika para abrir una nueva ruta.
El nuevo proyecto consiste en abrir una ruta terrestre por el sur de Argelia y acceder directamente al Mediterráneo, pues anteriormente este proceso se realizaba vía marítima.
“Níger es el tercer productor mundial de uranio, tras Canadá y Australia, y aún posee reservas suficientes para alimentar la energía nuclear europea por varios decenios”, añade Canales.
La nueva ruta que tendrá el uranio se iniciará en las llanuras del norte de Níger y concluirá en el puerto de Argel o algún otro de la costa argelina, desde donde el mineral embarcará hacia Francia.
“Para completarla hay que terminar la carretera”, sería un total de “400 kilómetros, la mitad en territorio argelino desde Tam a Ain Guezzam, la otra mitad en Niger hasta Arlit”, agregó el periodista.
Sin embargo, Canales destaca que el proyecto propuesto por Areva va más allá, pues prevé construir un acuerdo de prospección y trasporte de la región chadiana de Tibesti. No obstante, añade que existen varias empresas de China, Australia, Corea y de Canadá que consiguieron concesiones tanto de explotación como de exploración de uranio en Níger.
El artículo resalta que Níger sigue siendo para Francia una “piedra angular de su estrategia”, pues a pesar de que a mediados de febrero París condenó el golpe de estado militar en Níger que destituyó al presidente, Mamadu Tandja, las promesas del Consejo Supremo de Restauración de la Democracia que tomó el poder en Niamev, de realizar elecciones libres, obligó a París a “intensificar discretamente relaciones con los militares nigerinos”.
Además de garantizar las necesidades de Francia, el mandatario francés pretende firmar acuerdos en Argelia, Tchad, Libia, Camerún, Centroafrica, Gabón y otras tantas excolonias donde abunda el mineral codiciado, afirma Canales.
La nota finaliza señalando que en la Conferencia internacional de París se mencionó la construcción de 480 centrales nucleares en todo el mundo, en los próximos años, y añade al mismo tiempo que Sarkozy “no dudará en utilizar todo lo que esté en su mano, incluido la cooperación antiterrorista como actualmente en relación con Eta, para 'convencer' al gobierno de Zapatero de atarse al tren nuclear francés”.
Ronaldo Carmona *
A ousada jogada diplomática turco-brasileira pela paz e pelo respeito aos pilares básicos do TNP atingiu o núcleo da política externa norte-americana, cuja essência, a despeito do governo de turno, permanece sendo prolongar sua hegemonia no mundo. Por isso mesmo, o Acordo de Teera foi seguido de reação de força que fez cair por terra qualquer aparência idealista da política externa de Obama.
A despeito de matizes e nuances, essencialmente, a reação das potências nuclearmente armadas explicitou a determinação destes países de concentrar neles mesmo o domínio do ciclo completo da energia nuclear, e, no limite, de congelar o stuatus quo da atual ordem internacional.
A Declaração de Teerã deu um xeque-mate na diplomacia norte-americana, ao conseguir acordar com os iranianos exatamente os termos propostos pelo P5+1 em outubro passado, e pela carta de Obama à Lula, enviada há três semanas atrás.
O xeque-mate forçou a explicitação, pelos EUA, de que o tema iraniano está longe de restringir-se ao tema nuclear. Trata-se rigorosamente de tema de natureza geopolítica e geoestratégica.
Há muitas razões para crer que os velhos preceitos de Mackinder – apresentados há mais de um século – acerca do domínio do heartland, seguem atuais na política externa do imperialismo norte-americano. A ofensiva anti-Iraque, que remonta a 1991, a ação no Afeganistão, a proteção de pai para filho para com Israel e suas 200 ogivas nucleares não-declaradas e a ofensiva contra o Irã – eixo do mal na era Bush – demonstra a centralidade, na estratégia estadunidense, da presença no Oriente Médio e na Ásia Central – a propósito, “porta dos fundos” da China e da Rússia.
Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, tendo em vista o que estava em jogo, não brincaram em serviço, mostrando nitidamente que questões estratégicas para o Império são políticas de Estado, não de governo.
Diante da bruta ofensiva, o governo brasileiro demonstrou seu enorme desconforto com a atitude de Obama de buscar neutralizar as iniciativas brasileiras. Consta que pouco antes da chegada de Lula a Moscou, primeira escala de sua viagem, Obama passou hora e meia ao telefone com Medvedev – fato que se repetiu em ligação de Obama ao Emir do Catar, também pouco antes de Lula chegar a Doha. Seguiu-se, já na terça-feira, a apresentação do rascunho de resolução apertando as sanções contra o Irã e na reação nada amistosa da Sra. Clinton em depoimento no Senado daquele país.
O movimento turco-brasileiro visou, antes de tudo, seu próprio interesse nacional.
No caso dos turcos, essencialmente a busca de estabilidade em seu entorno geopolítico no Oriente Médio.
No caso do Brasil, a clara percepção de que o clube nuclear buscará impedir, custe o que custar, não apenas a posse de artefatos nucleares, mas também o domínio da tecnologia para produção de tecnologia nuclear com fins pacíficos, visando dominar uma fonte de energia do futuro, como já escrevemos aqui. Afinal, não é exagero dizer que, depois dos cinco países nucleares, o programa nuclear brasileiro é um dos mais, se não o mais desenvolvido. As pressões norte-americanas na década de ’70 e mais recentemente, as intrusivas tentativas de inspeções dirigidas a violar segredo industrial das instalações de Rezende (RJ) mostram a ameaça que segue pairando no ar.
Ignorando solenemente o artigo 4º do TNP – que permite desenvolvimento, por qualquer país, de tecnologia nuclear para fins pacíficos –, a reação ao Acordo de Teerã enfatizou declaração de autoridade iraniana que o país continuaria a buscar dominar o enriquecimento à 20%. Uma aberração, prontamente “comprada” pelo aparato propagandistico dos oligopólios de mídia internacional, que ignora um pressuposto que permitiu a assinatura do TNP em 1968. Alguns no estilo bushiano: matéria da Newsweek acusa diretamente o Brasil de praticar "Rogue Diplomacy" (Diplomacia Bandida).
A questão de fundo, quanto ao tema nuclear, é a seguinte: podem os cinco países nuclearmente armados, por critérios estratégicos e de disputa de mercado, definir quem pode e quem não pode dominar tecnologia nuclear para uso pacífico? Isso mina as bases do TNP, desequilibrando-o ainda mais e tornando-o lesivo ao interesse nacional e dos países em desenvolvimento.
Do ponto de vista geopolítico, renova-se e intensifica-se a tensão entre as grandes potências do CS, EUA à frente, agindo no sentido de congelar e renovar a ordem internacional caduca advinda da segunda guerra em contraste com a emergência do mundo multipolar e a conseqüente exigência de reforma do sistema de governança global.
Ensinamentos ao Brasil
Cabe valorizar a postura brasileira nesta redefinição de ordem que vive o mundo. A costura do Acordo de Teerã coroa diversas iniciativas de política externa, que sob o governo Lula, busca melhor refletir, como já dissemos neste espaço, a geografia e a demografia brasileira.
A questão iraniana, a palestina, a relação com a África, dentre outras, mostram o enorme soft power brasileiro. Nação miscigenada, acolhedora e com enormes potencialidades, leva adiante posições decididamente a favor da desconcentração do poder mundial. Por isso, a postura brasileira gera simpatia e admiração no mundo. Mas, ao mesmo tempo, o episódio de Teerã também mostra que, na medida em que aumenta a presença, os interesses e a influência de nosso país no mundo, também aumentam reações ao protagonismo brasileiro.
A vocação brasileira é a paz, para assim, gerar condições exógenas mais favoráveis a consecução do desenvolvimento, grande e primeira aspiração de nosso povo. Mas não nos iludamos: com o crescente protagonismo brasileiro, crescem e se renovam as ameaças. Isso exige, como nunca, fortalecer nossa capacidade de defender nossas independência política e, no limite, nossa própria soberania.
A ordem internacional de transição que vivemos possui, por definição, contornos incertos. O episodio de Teerã e outros tantos recentes, mostram que as potências centrais, mesmo que decadentes no plano histórico, não cederão poder facilmente. Aliás, note-se que mudanças na ordem internacional, em geral, só ocorrem quando se movem placas tectônicas no cenário geopolítico mundial. Amante da paz e do desenvolvimento, o Brasil precisa atualizar seu pensamento geopolítico e geoestratégico em função do novo cenário que se apresenta, mais instável, mais ameaçador à nossa soberania e integridade nacional.
A velha ordem não assistirá “de camarote” a ascensão da jovem e arejada potência, que ao buscar deslocar a confrontação para a cooperação, questiona de forma aguda políticas imperialistas convencionais, convertendo-se assim, num pólo de resistência, de essência anti-imperialista e anti-hegemônica, tendo em vista inclusive seu próprio interesse nacional.
De La Paz, Bolivia
* Membro da Comissão de Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
----------------- LER TAMBEM
I -- URANIO DE GRADO DE ARMAS DE EE.UU. SE DESVIÓ A ISRAEL
II -- Sarkozy pretende sembrar centrales nucleares en África y el mundo Árabe
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I -- URANIO DE GRADO DE ARMAS DE EE.UU. SE DESVIÓ A ISRAEL
20 mayo 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net/noticias
Por: Grant Smith
“¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión” investiga el período entre 1957 y 1967 cuando la Corporación de Materiales y Equipamiento Nucleares (NUMEC) recibió más de 22 toneladas de uranio-235 -el material esencial utilizado para fabricar armas nucleares. El informe revela por qué la Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 en la ONU -como la GAO- no es realmente capaz de cuestionar a los verdaderos impulsores de la proliferación nuclear en Oriente Próximo.
La Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 tuvo lugar en la sede de la ONU en Nueva York. Un documento de trabajo requiere un Oriente Próximo libre de armas nucleares. Prescribe que los Estados miembros del TPN ''revelen en sus informes nacionales referentes a la aplicación de la resolución sobre Oriente Próximo toda la información de que dispongan sobre la naturaleza y alcance de las instalaciones y actividades nucleares israelíes, incluyendo información que tenga que ver con transferencias nucleares previas a Israel''. El 6 de mayo de 2010, la Oficina Gubernamental de Contraloría de EE.UU. (GAO, por sus siglas en inglés) publicó el informe de 1978, antes secreto, ''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' [.pdf.] Llena importantes lagunas históricas sobre el desvío de uranio de grado de armas desde EE.UU. a Israel.
Los presidentes de EE.UU. han autorizado desde hace tiempo la ''ambigüedad estratégica'' -una política de no confirmar ni desmentir que Israel incluso posea armas nucleares- Este pretexto ha permitido que EE.UU. entregue la parte más grande de su presupuesto de ayuda al extranjero a Israel, a pesar de claras prohibiciones legales impuestas por las enmiendas.
Glenn y Symington a la Ley de Ayuda al Extranjero. Países miembros de la ONU han sospechado desde hace tiempo que EE.UU. hace caso omiso o apoya activamente la transferencia a Israel de know-how, uranio de grado de armas, y tecnología de doble uso. La investigación y correspondencia de 62 páginas de la GAO confirma que EE.UU. se niega a sentar las bases de investigaciones verosímiles que permitirían asegurar el procesamiento de sus autores.
''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' investiga el período entre 1957 y 1967 cuando la Corporación de Materiales y Equipamiento Nucleares (NUMEC) recibió más de 22 toneladas de uranio-235 –el material esencial utilizado para fabricar armas nucleares. El fundador y presidente de NUMEC Zalman M. Shapiro era jefe de una sección local de la Organización Sionista de EE.UU. (ZOA) y agente de ventas para el Ministerio de Defensa de Israel en EE.UU. A principios de los años sesenta, la Comisión de Energía Atómica (AEC) comenzó a documentar deslices sospechosos en la seguridad en la planta de NUMEC en Apollo, Pensilvania. En 1965 una auditoría de la AEC ya no pudo explicar más de 90 kilos de uranio altamente enriquecido. Cálculos posteriores aumentaron a unos 272 kilos.
El Congreso encargó a la GAO que investigara cuatro afirmaciones sobre lo que había pasado con el uranio. La primera era que ''el material fue desviado ilegalmente a Israel por la administración de la NUMEC para su uso en armas nucleares.'' Fue el resultado de tempranas investigaciones de la AEC y del FBI sobre las actividades de Zalman Shapiro. La segunda teoría: ''el material fue desviado a Israel por la administración de NUMEC con la ayuda de la Agencia Central de Inteligencia (CIA)'' provino del silencio de la CIA y por su falta manifiesta de interés por todo el asunto. Las teorías finales exploradas por la GAO fueron más generales: que ''el material fue desviado a Israel con la aprobación del gobierno de EE.UU.'' o ''que ha habido un encubrimiento del incidente de NUMEC por parte del gobierno de EE.UU.''.
La GAO solicitó toda la información disponible desarrollada por la CIA, el FBI, el Departamento de Energía y la AEC, pero se le ''denegaron continuamente los informes y documentación necesaria... por parte de la CIA y el FBI''. La GAO intentó colmar las brechas o las negativas directas a cooperar mediante entrevistas directas de agentes especiales del FBI. La GAO también trató de publicar el informe, a fin de responder a la creciente preocupación pública. Al representante John Dingell (Demócrata de Michigan), presidente del Subcomité de la Cámara sobre Energía y Electricidad, quien solicitó la investigación, se le dijo seis meses antes de su publicación que sólo las áreas más sensibles del informe serían clasificadas. La CIA y el FBI insistieron en que todo el informe fuera clasificado al nivel ''secreto'' pasando por alto las objeciones de Dingell, quien dijo: ''Creo que es hora de que se informe al público sobre los hechos que rodean el... affaire y el posible desvío de uranio de grado de armas a Israel''.
El informe de la GAO arremete contra la realización intermitente de las investigaciones de NUMEC por el FBI: ''El FBI, que tenía la responsabilidad y autoridad para investigar el presunto incidente, no se concentró en el problema de un posible desvío nuclear hasta mayo de 1976, casi 11 años después. Inicialmente, el FBI rehusó a la solicitud del DOE [Departamento de Energía] de realizar una investigación de la posibilidad de un desvío aunque, bajo la Ley de Energía Atómica, se requería que realizara tales investigaciones''.
La investigación inicial del FBI durante los años sesenta se concentró rápidamente en la administración de NUMEC, pero las recomendaciones para la acción del FBI fueron bloqueadas. Según la GAO: ''El FBI se preocupó tanto por los riesgos de seguridad planteados por el presidente de NUMEC, que consultó al DOE si tenía la intención de terminar su aprobación de seguridad o detener el flujo de materiales a NUMEC. Conforme a la relación del FBI con la GAO, el FBI recomendó que se eliminara la licencia de operación de NUMEC''. Cuando la solicitud del FBI se ignoró, abandonó toda la investigación entre 1969 y 1976.
Fue necesaria una orden directa del presidente Gerald Ford en 1976 para que el FBI y el Departamento de Justicia ''encararan el aspecto del desvío''. La nueva investigación condujo rápidamente a cambios de rumbo de las posiciones oficiales del gobierno de EE.UU. respecto a NUMEC. Según el informe de la GAO, ''hasta el verano de 1977, el único punto de vista gubernamental publicado sobre el incidente de NUMEC fue que no había evidencia que indicara que había ocurrido un desvío de material nuclear''. En febrero de 1978, la Comisión Reguladora Nuclear (NRC) anunció que había ''reconsiderado'' su posición anterior de que no había ''ninguna prueba'' que confirmara el desvío.
Pero la brecha de 11 años ''obviamente obstaculizó'' la iniciativa. La GAO reveló que las salvaguardas de materiales nucleares del DOE, que antes de 1967 rastreaba el valor monetario más que la masa precisa de uranio, tenían serios defectos. NUMEC afirmó que antecedentes clave que cubrían un período de pérdidas de uranio pesado fueron destruidos durante una ''disputa laboral'' en 1964. NUMEC pagó en 1966 una multa de 1,1 millones de dólares por la falta de 93 kilos de uranio, lo que cerró el caso del DOE. NUMEC también contrató a uno de los principales investigadores in situ del DOE para reforzar la apariencia de un serio control y responsabilización por los materiales. La GAO descubrió que incluso en 1978 el FBI no había tomado contacto con individuos clave en el asunto. Un agente responsable del FBI dijo a la GAO que éste no investigó la fuente de fondos para pagar la multa del DOE a NUMEC ya que anticipó ''dificultades legales''. Por lo tanto la GAO investigó el tema, haciendo sus propios llamados telefónicos al Banco Mellon.
El informe de la GAO critica enérgicamente a la CIA: ''De entrevistas con un ex funcionario de la CIA y con antiguos y actuales funcionarios y personal del DOE y del FBI concluimos que la CIA no cooperó plenamente con el DOE o el FBI en el intento de resolver el asunto de NUMEC''. El informe no es concluyente sobre lo que sucedió exactamente en NUMEC, pero no sobre las agencias involucradas en la investigación hasta 1978. ''Creemos que un esfuerzo oportuno y concertado por parte de esas tres agencias habría ayudado considerablemente y posiblemente resuelto las preguntas sobre el desvío de NUMEC, si hubieran deseado hacerlo.''
El paso del tiempo ha eliminado cualquier duda restante de que NUMEC desvió uranio a Israel. Se reveló posteriormente que Rafael Eitan, quien visitó a NUMEC en 1968, era el máximo espía israelí que apuntaba a objetivos nucleares de defensa nacional y económicos de EE.UU., cuando su agente (el analista de la Armada de EE.UU. Jonathan Pollard) fue arrestado por espionaje para Israel en 1985. Según Anthony Cordesman, ''no existe un motivo concebible para que Eitan haya ido [a la planta Apollo] sino a por el material nuclear''. El jefe de estación de la CIA en Tel Aviv, John Hadden, calificó a NUMEC de ''una operación israelí desde el comienzo'', una conclusión apoyada por su financiamiento de puesta en marcha y sus vínculos iniciales con los servicios de inteligencia israelíes. También es evidente ahora la razón por la cual los gobiernos de Lyndon Johnson y Richard Nixon no investigaron convincentemente a NUMEC como un problema de desvío.
Las presiones diplomáticas directas de John F. Kennedy por inspecciones estadounidenses del reactor Dimona de Israel aumentaron durante 1962-1963. Durante una reunión del 27 de diciembre de 1963, con la ministra de Exteriores de Israel Golda Meir, Kennedy expresó la esperanza de que la relación fuera un ''camino bidireccional''. Meir tranquilizó al presidente Kennedy en el sentido de que ''no habría ninguna dificultad entre nosotros con respecto al reactor nuclear israelí''. Kennedy dio un ultimátum final a Israel el 5 de julio de 1963, insistiendo en que Dimona se sometiera a inspecciones seriales ''de acuerdo con estándares internacionales'' a fin de verificar su ''propósito pacífico''. Simultáneamente, el Departamento de Justicia de Kennedy libraba una intensa batalla tras puertas cerradas para registrar y regular el lobby elitista de Israel en EE.UU., el Consejo Sionista Estadounidense, que traía fondos del exterior para cabildear. El asesinato de Kennedy en noviembre traumatizó a la nación y llevó a la revocación total y permanente de ambas iniciativas.
Según Avner Cohen, en 1958 el primer ministro israelí David ben Gurion había organizado con Abraham Feinberg, un ''importante recolector de fondos demócrata'', que se financiara en secreto un programa de armas nucleares entre ''benefactores'' en EE.UU. Abraham Feinberg, quien respaldó la exitosa campaña electoral de giras relámpago de Harry S. Truman, fue sucinto al describir su papel personal en el sistema político de EE.UU.: ''Mi camino al poder fue la cooperación en términos de lo que ellos necesitaban -dinero para la campaña-''. Feinberg abrió puertas en el Congreso para futuros dirigentes del lobby de Israel, incluido el fundador de AIPAC Isaiah L. Kenen. Según Seymour Hersh: ''No cabe duda de que Feinberg gozaba del mayor acceso e influencia presidencial con Lyndon Johnson en sus 20 años como recolector de fondos y lobista judío. Documentos en la Biblioteca Johnson muestran que incluso los miembros más importantes del Consejo Nacional de Seguridad comprendían que había que satisfacer cualquier tema presentado por Feinberg''. Su poder y su papel en el financiamiento de las perspectivas electorales de Lyndon B. Johnson invalidaron temporalmente un escrutinio del programa de armas nucleares de Israel -en EE.UU. y en el extranjero- en un momento crítico.
El 14 de octubre de 1964, menos de tres semanas antes de las elecciones presidenciales de 1964, el máximo asistente administrativo de Johnson, Walter Jenkins, fue arrestado en un retrete público acusado de un encuentro sexual ilícito. Por lo menos 250.000 dólares que Abraham Feinberg recolectó para Johnson se encontraban en la caja de seguridad en la oficina de Jenkins. Johnson llamó por teléfono a sus asistentes de confianza, Bill Moyers y Myer Feldman, con órdenes de sacar el dinero, lo que hicieron con ayuda de un pesado maletín. Posteriormente Israel volvió a rellenar las arcas de Feinberg (como lo había hecho con Zalman Shapiro mediante comisiones por ventas) con favores multimillonarios, como la propiedad de la franquicia nacional de Coca-Cola.
En 1968, mientras Israel incrementaba perceptiblemente las actividades en la instalación de armas nucleares de Dimona, el secretario de defensa Clark Clifford hizo un último llamado urgente a Johnson: ''Señor presidente, no quiero vivir en un mundo en el que los israelíes tengan armas nucleares''. El presidente Johnson fue abrupto antes de colgar a Clifford: ''No me moleste más con eso''. Para cuando la primera ministra israelí Golda Meir presionó al presidente Nixon para que redefiniera la política de no proliferación de EE.UU. como ''ambigüedad'' hacia las armas nucleares israelíes, el arsenal y la cantidad de armas desplegadas por Israel aumentaban continuamente.
El informe revela por qué la Conferencia de Revisión del Tratado de No Proliferación (TPN) de Armas Nucleares de 2010 en la ONU -como la GAO- no es realmente capaz de cuestionar a los verdaderos impulsores de la proliferación nuclear en Oriente Próximo. ''¿Desvío nuclear en EE.UU.? 13 años de contradicción y confusión'' es un informe tan singular y noble en su propósito que probablemente nunca habrá otro parecido. Aunque deja sin explorar la continua presencia, influencia y efecto de los lobistas de Israel que trabajan en el centro de los gobiernos de EE.UU., la GAO suministra a los estadounidenses preocupados una instantánea de un momento antes de que su Congreso, políticos ambiciosos, y administración de medio nivel de agencias gubernamentales, todos ''recibieran el memorando''.
En 2010 ese memorando no escrito dice algo como: Los crímenes cometidos en nombre de Israel -por audaces que sean- nunca serán adecuadamente investigados, para no hablar de enjuiciados… así que no pierdan su tiempo.
Grant F. Smith es autor del nuevo libro Spy Trade: How Israel's Lobby Undermines America's Economy. Es colaborador frecuente de Radio France Internationale y del Foro Interamericano de Voice of America. Smith también ha aparecido en BBC News, CNN, y C-SPAN. Actualmente es director del Institute for Research: Middle Eastern Policy en Washington, D.C.
Este artículo fue publicado por primera vez en: www.antiwar.com
Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens
Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=106064
Fuente original: http://www.informationclearinghouse.info/article25457.htm
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II -- Sarkozy pretende sembrar centrales nucleares en África y el mundo Árabe
Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) http://www.abn.info.ve
Madrid, 21 mayo 2010 (ABN) - El presidente de Francia, Nicolás Sarkozy pretende sembrar en África y el Magreb centrales nucleares, además firmará contratos en Argelia, Chad, Libia, Camerún, República Centroafricana y Garbón, para así garantizar las necesidades internas de Francia, reseñó un artículo del periódico El Imparcial.
Bajo el título “Sarkozy está dispuesto a sembrar África y el Magreb de centrales nucleares”, el periodista español Pedro Canales señala que la prensa especializada gala reveló la existencia de un acuerdo franco-argelino, que tiene como objetivo emprender una nueva ruta del transporte de mineral uranífero proveniente de Níger y con dirección a Europa.
El artículo menciona que el consorcio francés Areva, especialista en la extracción y trasporte de uranio, alcanzó un acuerdo con el régimen de Abdelaziz Bouteflika para abrir una nueva ruta.
El nuevo proyecto consiste en abrir una ruta terrestre por el sur de Argelia y acceder directamente al Mediterráneo, pues anteriormente este proceso se realizaba vía marítima.
“Níger es el tercer productor mundial de uranio, tras Canadá y Australia, y aún posee reservas suficientes para alimentar la energía nuclear europea por varios decenios”, añade Canales.
La nueva ruta que tendrá el uranio se iniciará en las llanuras del norte de Níger y concluirá en el puerto de Argel o algún otro de la costa argelina, desde donde el mineral embarcará hacia Francia.
“Para completarla hay que terminar la carretera”, sería un total de “400 kilómetros, la mitad en territorio argelino desde Tam a Ain Guezzam, la otra mitad en Niger hasta Arlit”, agregó el periodista.
Sin embargo, Canales destaca que el proyecto propuesto por Areva va más allá, pues prevé construir un acuerdo de prospección y trasporte de la región chadiana de Tibesti. No obstante, añade que existen varias empresas de China, Australia, Corea y de Canadá que consiguieron concesiones tanto de explotación como de exploración de uranio en Níger.
El artículo resalta que Níger sigue siendo para Francia una “piedra angular de su estrategia”, pues a pesar de que a mediados de febrero París condenó el golpe de estado militar en Níger que destituyó al presidente, Mamadu Tandja, las promesas del Consejo Supremo de Restauración de la Democracia que tomó el poder en Niamev, de realizar elecciones libres, obligó a París a “intensificar discretamente relaciones con los militares nigerinos”.
Además de garantizar las necesidades de Francia, el mandatario francés pretende firmar acuerdos en Argelia, Tchad, Libia, Camerún, Centroafrica, Gabón y otras tantas excolonias donde abunda el mineral codiciado, afirma Canales.
La nota finaliza señalando que en la Conferencia internacional de París se mencionó la construcción de 480 centrales nucleares en todo el mundo, en los próximos años, y añade al mismo tiempo que Sarkozy “no dudará en utilizar todo lo que esté en su mano, incluido la cooperación antiterrorista como actualmente en relación con Eta, para 'convencer' al gobierno de Zapatero de atarse al tren nuclear francés”.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Brasil/O BRIC E O DESAFIO DE CONSTRUIR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL
15 de Abril de 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br
Reunidos em Brasília nesta quinta-feira (15), os dirigentes dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) se defrontam com o desafio de debater, propor e começar a construir uma nova ordem econômica e política mundial num cenário ainda marcado pela mais grave crise do capitalismo desde o pós-guerra, o declínio dos EUA e a mudança da correlação de forças da geopolítica internacional, com a emergência de novos protagonistas de peso.
Por Umberto Martins
BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O´Neill, do banco Goldman Sachs, que reuniu os quatro países por características comuns como a dimensão territorial, a demografia e o potencial de crescimento. O´Neill estimou, na época, que até o final de 2050 o grupo vai se transformar na principal força da economia mundial.
Interesses convergentes
Inicialmente, o conceito não teve grande repercussão, mas o caminho percorrido pela história desde então parece justificar as previsões de O´Neill, enquanto a necessidade de fortalecer os laços econômicos e políticos entre os países do BRIC levou à formação de um bloco político informal, que realiza agora no Brasil a sua segunda reunião.
Brasil, Rússia, Índia e China detêm 26% do território, 42% da população e 14,5% do PIB mundial. Nos últimos cinco anos, contribuíram com mais de 50% da expansão do PIB mundial, de acordo com estatísticas exibidas por acadêmicos no seminário realizado em Brasília 4ª feira (14) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA).
Os laços econômicos e políticos no interior do BRIC também foram fortalecidos. Um sinal disto, entre outros, é o fato da China ter se transformado, em 2009, na principal parceira comercial do Brasil, desbancando os EUA. As dessemelhanças e assimetrias, assim como a proeminência chinesa, também são notáveis, embora aparentemente não constituam um obstáculo intransponível à unidade política.
Proeminência chinesa
De acordo com informações do pesquisador Zhang Yuyan, da Academia de Ciências chinesa, apresentados no seminário do IPEA, a China, sozinha, responde por 7,1% do PIB mundial e se os países do BRIC realizam 14,5% das exportações mundiais, nada menos que 9,1% são responsabilidade daquela nação asiática, que lidera o ranking das vendas internacionais e vem também ocupando fatia crescente do comércio com Brasil, Rússia e Índia.
Todavia, os interesses comuns são consideráveis e cresceram no rastro da crise mundial. O BRIC sofreu menos os impactos da recessão americana e se recuperou mais rapidamente, puxando a economia internacional para o leito do desenvolvimento. Isto fortaleceu politicamente o “bloco”.
Conforme afirmou o diretor do Instituto de Estudos da Ásia e Pacífico, Li Xiangyang, durante o seminário, enquanto as potências europeias, o Japão e os EUA continuam atolados na crise, com pálidos sinais de recuperação e lidando com assombrosos déficits fiscais, os problemas dos países do BRIC decorrem do crescimento, que alguns consideram excessivo, pressões inflacionárias e fluxo de capitais estrangeiros especulativos.
Ordem mundial caducou
A crise evidenciou o esgotamento da ordem capitalista mundial, herdada do pós-guerra e ancorada na supremacia do dólar, e acentuou a necessidade de uma nova ordem, em harmonia com o desenvolvimento desigual, especialmente da China, e a mudança consequente da correlação de forças no plano econômico.
O que está em foco, de acordo com o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, é “saber se algumas nações continuarão a se achar superiores e, portanto, com mais direito ou não”. Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ponderou que a intenção não é formar uma “aristocracia dos emergentes”, mas dar voz e poder aos mais pobres.
“Essa perspectiva”, observa o presidente do IPEA, Marcio Polchmann, “nos coloca numa posição estratégica para fazer proposições que estejam em sintonia com os desafios mundiais. São problemas comuns, como é o caso do meio ambiente, a mudança do perfil de consumo nos países, a questão monetária e a governança global".
Questão nuclear
“Estamos num processo de rearticulação do sistema político e econômico internacional e, nesse processo ou as regras continuarão a privilegiar alguns países ou teremos uma situação de acordo com a dimensão das nossas sociedades”, salientou Pinheiro Guimarães. Entre os problemas candentes destaca-se os da chamada questão nuclear.
“Precisamos saber quem controlará o processo nuclear”, disse o ministro de Assuntos Estratégicos. “No fundo há uma disputa tecnológica e científica entre países”. A tentativa das potências ocidentais de impedir o desenvolvimento da tecnologia nuclear no Irã, Coreia do Norte e outros países reflete isto.
O Brasil adotou uma posição firme a este respeito, apesar da pressão dos EUA, rejeitando sanções contra o país persa e pregando o diálogo e, a julgar pelo ministro Celso Amorim, a posição do Brasil se aproxima da que é defendida hoje pela China, apesar da mídia americana ter divulgado a falsa versão de que os dirigentes chineses estão afinados com a tática do imperialismo americano, de impor novas sanções aos iranianos.
Substituição do dólar
Outro dilema avaliado pelo BRIC é de um novo Sistema Monetário Internacional (SMI), que passa pela substituição do padrão dólar como moeda internacional. Isto não vai ser resolvido a curto prazo, mas iniciativas embrionárias neste sentido como a diversificação das reservas (ainda atreladas ao dólar) e experiências de trocas comerciais com moedas locais na América Latina e na Ásia.
“O atual sistema monetário internacional é desfavorável aos países em desenvolvimento”, comentou Li Yang, que também defendeu mudanças no FMI e, segundo o jornal Valor (15-4), foi apoiado por Marcio Polchmann, que preconizou uma aliança entre os países do BRIC para “um novo padrão de consumo e produção”. O Brasil e a Rússia também estão defendendo transações comerciais entre os países do grupo com base nas moedas próprias, descartando o dólar.
Ao lado da reunião do BRIC, Brasília também foi palco de uma outra importante reunião, a 4ª Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do IBAS (grupo composto por Índia, Brasil e África do Sul), cujo documento final (Declaração de Brasília) defende uma reforma urgente da ONU e a conclusão da Rodada Doha no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
As duas reuniões (do BRIC e do IBAS) apontam a mesma necessidade de uma reformulação urgente e ampla da ordem econômica e política internacional, que ficou ainda mais caduca após o estouro da crise mundial do capitalismo nos EUA.
Leia também:
"Ibas quer concluir Doha e reformar Conselho de Segurança"
Reunidos em Brasília nesta quinta-feira (15), os dirigentes dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) se defrontam com o desafio de debater, propor e começar a construir uma nova ordem econômica e política mundial num cenário ainda marcado pela mais grave crise do capitalismo desde o pós-guerra, o declínio dos EUA e a mudança da correlação de forças da geopolítica internacional, com a emergência de novos protagonistas de peso.
Por Umberto Martins
BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O´Neill, do banco Goldman Sachs, que reuniu os quatro países por características comuns como a dimensão territorial, a demografia e o potencial de crescimento. O´Neill estimou, na época, que até o final de 2050 o grupo vai se transformar na principal força da economia mundial.
Interesses convergentes
Inicialmente, o conceito não teve grande repercussão, mas o caminho percorrido pela história desde então parece justificar as previsões de O´Neill, enquanto a necessidade de fortalecer os laços econômicos e políticos entre os países do BRIC levou à formação de um bloco político informal, que realiza agora no Brasil a sua segunda reunião.
Brasil, Rússia, Índia e China detêm 26% do território, 42% da população e 14,5% do PIB mundial. Nos últimos cinco anos, contribuíram com mais de 50% da expansão do PIB mundial, de acordo com estatísticas exibidas por acadêmicos no seminário realizado em Brasília 4ª feira (14) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA).
Os laços econômicos e políticos no interior do BRIC também foram fortalecidos. Um sinal disto, entre outros, é o fato da China ter se transformado, em 2009, na principal parceira comercial do Brasil, desbancando os EUA. As dessemelhanças e assimetrias, assim como a proeminência chinesa, também são notáveis, embora aparentemente não constituam um obstáculo intransponível à unidade política.
Proeminência chinesa
De acordo com informações do pesquisador Zhang Yuyan, da Academia de Ciências chinesa, apresentados no seminário do IPEA, a China, sozinha, responde por 7,1% do PIB mundial e se os países do BRIC realizam 14,5% das exportações mundiais, nada menos que 9,1% são responsabilidade daquela nação asiática, que lidera o ranking das vendas internacionais e vem também ocupando fatia crescente do comércio com Brasil, Rússia e Índia.
Todavia, os interesses comuns são consideráveis e cresceram no rastro da crise mundial. O BRIC sofreu menos os impactos da recessão americana e se recuperou mais rapidamente, puxando a economia internacional para o leito do desenvolvimento. Isto fortaleceu politicamente o “bloco”.
Conforme afirmou o diretor do Instituto de Estudos da Ásia e Pacífico, Li Xiangyang, durante o seminário, enquanto as potências europeias, o Japão e os EUA continuam atolados na crise, com pálidos sinais de recuperação e lidando com assombrosos déficits fiscais, os problemas dos países do BRIC decorrem do crescimento, que alguns consideram excessivo, pressões inflacionárias e fluxo de capitais estrangeiros especulativos.
Ordem mundial caducou
A crise evidenciou o esgotamento da ordem capitalista mundial, herdada do pós-guerra e ancorada na supremacia do dólar, e acentuou a necessidade de uma nova ordem, em harmonia com o desenvolvimento desigual, especialmente da China, e a mudança consequente da correlação de forças no plano econômico.
O que está em foco, de acordo com o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, é “saber se algumas nações continuarão a se achar superiores e, portanto, com mais direito ou não”. Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ponderou que a intenção não é formar uma “aristocracia dos emergentes”, mas dar voz e poder aos mais pobres.
“Essa perspectiva”, observa o presidente do IPEA, Marcio Polchmann, “nos coloca numa posição estratégica para fazer proposições que estejam em sintonia com os desafios mundiais. São problemas comuns, como é o caso do meio ambiente, a mudança do perfil de consumo nos países, a questão monetária e a governança global".
Questão nuclear
“Estamos num processo de rearticulação do sistema político e econômico internacional e, nesse processo ou as regras continuarão a privilegiar alguns países ou teremos uma situação de acordo com a dimensão das nossas sociedades”, salientou Pinheiro Guimarães. Entre os problemas candentes destaca-se os da chamada questão nuclear.
“Precisamos saber quem controlará o processo nuclear”, disse o ministro de Assuntos Estratégicos. “No fundo há uma disputa tecnológica e científica entre países”. A tentativa das potências ocidentais de impedir o desenvolvimento da tecnologia nuclear no Irã, Coreia do Norte e outros países reflete isto.
O Brasil adotou uma posição firme a este respeito, apesar da pressão dos EUA, rejeitando sanções contra o país persa e pregando o diálogo e, a julgar pelo ministro Celso Amorim, a posição do Brasil se aproxima da que é defendida hoje pela China, apesar da mídia americana ter divulgado a falsa versão de que os dirigentes chineses estão afinados com a tática do imperialismo americano, de impor novas sanções aos iranianos.
Substituição do dólar
Outro dilema avaliado pelo BRIC é de um novo Sistema Monetário Internacional (SMI), que passa pela substituição do padrão dólar como moeda internacional. Isto não vai ser resolvido a curto prazo, mas iniciativas embrionárias neste sentido como a diversificação das reservas (ainda atreladas ao dólar) e experiências de trocas comerciais com moedas locais na América Latina e na Ásia.
“O atual sistema monetário internacional é desfavorável aos países em desenvolvimento”, comentou Li Yang, que também defendeu mudanças no FMI e, segundo o jornal Valor (15-4), foi apoiado por Marcio Polchmann, que preconizou uma aliança entre os países do BRIC para “um novo padrão de consumo e produção”. O Brasil e a Rússia também estão defendendo transações comerciais entre os países do grupo com base nas moedas próprias, descartando o dólar.
Ao lado da reunião do BRIC, Brasília também foi palco de uma outra importante reunião, a 4ª Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do IBAS (grupo composto por Índia, Brasil e África do Sul), cujo documento final (Declaração de Brasília) defende uma reforma urgente da ONU e a conclusão da Rodada Doha no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
As duas reuniões (do BRIC e do IBAS) apontam a mesma necessidade de uma reformulação urgente e ampla da ordem econômica e política internacional, que ficou ainda mais caduca após o estouro da crise mundial do capitalismo nos EUA.
Leia também:
"Ibas quer concluir Doha e reformar Conselho de Segurança"
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
América Latina y el Caribe/CUMBRE DE LA UNIDAD PROMOVERÁ NUEVA ARQUITECTURA FINANCIERA PARA BLINDARSE ANTE CRISIS INTERNACIONALES
Apoyan la creación de instituciones o fondos financieros que favorezcan la integración
Quito, 24 febrero 2010/ANDES/GC – Entre los 88 puntos que contempla la Declaración de Cancún, aprobada por los 32 Jefes de Estado de América Latina y el Caribe, en México; se incluyen 15 acuerdos relacionados al ámbito económico y que apuntan a blindar a la región de las secuelas de la crisis financiera internacional.
“Reconocemos el grave y continuo impacto de la crisis en algunos países de la región….”, señala el documento y propone “promover una mayor cooperación en materia de políticas financieras y regulatorias”.
Para ello, los países de la región propusieron impulsar la construcción de una nueva arquitectura financiera internacional “que garantice la democratización y la transparencia de la gestión financiera internacional”.
Esta nueva arquitectura deberá contener un sistema multilateral y voluntario de pagos (incluyendo mecanismos de pagos en monedas nacionales), promover el fortalecimiento o desarrollo de mecanismos regionales para la estabilización de la balanza de pagos, la creación de instituciones o fondos financieros para apoyar proyectos de desarrollo e integración de la región, y una cooperación entre los bancos nacionales y regionales de fomento.
Para ello, se convocará a una reunión sobre el Convenio de Pagos y Créditos Recíprocos (CCR) de la Asociación Latinoamericana de Integración (Aladi). En este encuentro deberán asistir también representantes de otros sistemas de pagos y créditos recíprocos con miras a intercambiar información sobre ese sistema.
En la Declaratoria, los mandatarios asistentes resaltaron la firma del convenio constitutivo del Banco del Sur como uno de los pilares del proceso de integración regional.
En cuanto a la promoción comercial, la Cumbre de la Unidad, acordó “continuar promoviendo iniciativas de integración de alcance regional y subregional, multilateral y bilateral, y abiertas al comercio internacional con la convicción de que permitirán la conformación de un espacio económico común latinoamericano y caribeño”.
Para ello, los ministros de Comercio Exterior deberán elaborar y consensuar “las medidas necesarias para preservar y profundizar los niveles de comercio y de acceso a mercados en la región, toda vez que constituye una herramienta importante para compensar la caída de la demanda registrada en el resto del mundo”.
Asimismo, exhortaron a implementar medidas que favorezca el acceso al mercado para las exportaciones de los países en desarrollo, “en particular las economías más pequeñas y los países en desarrollo sin litoral marítimo”.
Piden también que se trabaje con “urgencia” en la conclusión de las negociaciones de la Ronda de Doha de la Organización Mundial de Comercio (OMC).
El documento aprobado este martes en Cancún destaca la importancia de la cooperación Sur-Sur en todos los ámbitos, inspirada en el espíritu de solidaridad. Pero, aclara que esta no debe sustituir o reemplazar las fuentes tradicionales de cooperación al desarrollo.
Recomienda también impulsar las iniciativas de cooperación Sur-Sur y Norte-Sur para la promoción del desarrollo sostenible y continuaremos fomentando la cooperación triangular dentro del sistema multilateral.
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Cumbre de la Unidad aprueba creación de Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños
Quito, 24 febrero 2010/ANDES/GC – Entre los 88 puntos que contempla la Declaración de Cancún, aprobada por los 32 Jefes de Estado de América Latina y el Caribe, en México; se incluyen 15 acuerdos relacionados al ámbito económico y que apuntan a blindar a la región de las secuelas de la crisis financiera internacional.
“Reconocemos el grave y continuo impacto de la crisis en algunos países de la región….”, señala el documento y propone “promover una mayor cooperación en materia de políticas financieras y regulatorias”.
Para ello, los países de la región propusieron impulsar la construcción de una nueva arquitectura financiera internacional “que garantice la democratización y la transparencia de la gestión financiera internacional”.
Esta nueva arquitectura deberá contener un sistema multilateral y voluntario de pagos (incluyendo mecanismos de pagos en monedas nacionales), promover el fortalecimiento o desarrollo de mecanismos regionales para la estabilización de la balanza de pagos, la creación de instituciones o fondos financieros para apoyar proyectos de desarrollo e integración de la región, y una cooperación entre los bancos nacionales y regionales de fomento.
Para ello, se convocará a una reunión sobre el Convenio de Pagos y Créditos Recíprocos (CCR) de la Asociación Latinoamericana de Integración (Aladi). En este encuentro deberán asistir también representantes de otros sistemas de pagos y créditos recíprocos con miras a intercambiar información sobre ese sistema.
En la Declaratoria, los mandatarios asistentes resaltaron la firma del convenio constitutivo del Banco del Sur como uno de los pilares del proceso de integración regional.
En cuanto a la promoción comercial, la Cumbre de la Unidad, acordó “continuar promoviendo iniciativas de integración de alcance regional y subregional, multilateral y bilateral, y abiertas al comercio internacional con la convicción de que permitirán la conformación de un espacio económico común latinoamericano y caribeño”.
Para ello, los ministros de Comercio Exterior deberán elaborar y consensuar “las medidas necesarias para preservar y profundizar los niveles de comercio y de acceso a mercados en la región, toda vez que constituye una herramienta importante para compensar la caída de la demanda registrada en el resto del mundo”.
Asimismo, exhortaron a implementar medidas que favorezca el acceso al mercado para las exportaciones de los países en desarrollo, “en particular las economías más pequeñas y los países en desarrollo sin litoral marítimo”.
Piden también que se trabaje con “urgencia” en la conclusión de las negociaciones de la Ronda de Doha de la Organización Mundial de Comercio (OMC).
El documento aprobado este martes en Cancún destaca la importancia de la cooperación Sur-Sur en todos los ámbitos, inspirada en el espíritu de solidaridad. Pero, aclara que esta no debe sustituir o reemplazar las fuentes tradicionales de cooperación al desarrollo.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
MUNDO: EN MEMORIA DE LEE, ¡LA LUCHA CONTINÚA!
11 septiembre 2009/Prensa Indígena (Mexico) http://www.prensaindigena.org.mx
Minga Informativa de Movimientos Sociales, 10 de septiembre.- La Vía Campesina. Hoy celebramos el 10 de septiembre, día internacional de las luchas campesinas contra la OMC. Cada año, con ocasión de esta fecha, rememoramos el 10 de septiembre del 2003 y nuestra movilización contra la OMC en Cancún.
Para las campesinas y campesinos del mundo, la lucha contra la OMC es una lucha por la vida. En efecto, entre más avanza la aplanadora de la liberalización, mayor es el número de campesinos que desaparecen. En el 2003, los campesinos coreanos hacían parte de aquellas personas a las que las políticas neoliberales golpeaban más duramente. Bajo la presión de la fuerte competencia de las importaciones a bajos precios, muchos productores se vieron en la imposibilidad de vender sus propias cosechas.
El señor Lee Kyung Hae, hacía parte de estos campesinos a quienes el comercio internacional niega el derecho de vivir dignamente de su oficio. En Cancún, Lee escaló la reja enfrente de la OMC, con un cartel sobre el cual estaba escrito : «La OMC mata a los campesinos» Algunos instantes después, vimos sangre que brotaba de su pecho. Lee se había sacrificado para recordar a los grandes que deciden sobre el planeta sus correspondientes responsabilidades frente a la desaparición de las economías campesinas en el mundo.
»Seis años más tarde, a pesar de su muerte, nada ha cambiado.- En el 2009, los campesinos coreanos viven con pavor la apertura programada del mercado de arroz y el desplome del mercado de este cereal. Este año, con la ocasión de la celebración del 10 de septiembre, y en memoria de Lee, el campesinado coreano se movilizará masivamente tras el eslogan: «No a la OMC, preservemos el precio del arroz»
Preservar un precio remunerador es extremadamente difícil, puesto que cada vez más, las multinacionales controlan el conjunto de la cadena alimentaria, de la producción hasta la comercialización. Poseedoras de las reservas mundiales, especulan sobre los precios de los productos agrícolas. Los precios se disparan en su beneficio, en detrimento de los consumidores más pobres, nuevas victimas de las políticas neoliberales de la OMC que favorecen dichas multinacionales.
Los campesinos se suicidan y las personas mueren de hambre puesto que no pueden comprar más los alimentos. ¡¡Las consecuencias del libre comercio predicado por la OMC y por los acuerdos bilaterales son completamente intolerables!! A esto se suman los impactos ecológicos de la liberalización.
Entre más sean mercantilizadas, liberalizadas y comercializadas la naturaleza, la agricultura y la alimentación, en los cuatro puntos cardinales del planeta, mayor serán las emisiones de gas con efecto invernadero. Una institución como la OMC así como los acuerdos bilaterales de libre comercio son los verdaderos peligros para la humanidad y para el planeta mismo.
Este año, para La Vía Campesina, la conmemoración de la memoria de Lee ha comenzado desde el 3 de septiembre con el encuentro organizado frente a la iniciativa del gobierno de India que pretende relanzar el ciclo de Doha. Más de 50 000 manifestantes se dieron cita en las calles de Nueva Delhi. Reforzados con esta movilización, mantendremos este espíritu de lucha en los meses por venir.
Hacemos un llamado a todas las personas que nos apoyan para que nos juntemos y organicemos acciones que denuncien la brutalidad del control de la economía llevada a cabo por las multinacionales. Habrá un buen número de ocasiones que se nos presentan en los siguientes meses para exigir por parte de nuestros dirigentes compromisos más concretos a favor de la soberanía alimentaria.
El próximo 16 de octubre, La Vía Campesina tomará parte y organizará acciones contra la multinacional Monsanto que continúa acaparando las tierras y las semillas que son patrimonio de la humanidad (para más información ver: http://www.combat-monsanto.co.uk/).
En México, cuna de miles de variedades de maíz, y donde después de marzo del 2008, una ley autoriza el cultivo de maíz transgénico, se sucederán acciones en todo el país y se organizará un foro internacional. No dude en comunicarnos con anterioridad cualquier proyecto de acción contra Monsanto a: viacampesina [at] viacampesina.org de manera que podamos hacer eco de sus iniciativas.
Del 16 al 18 de noviembre, La Vía Campesina estará presente con una gran delegación en la Cumbre Mundial de la FAO sobre la Seguridad Alimentaria en Roma. Esta cumbre de jefes de estado se revela de una importancia crucial puesto que adoptará muy probablemente las reglas de funcionamiento de la nueva gobernancia mundial frente a las cuestiones relativas a la agricultura y a la alimentación.
Antes de la Cumbre, del 13 al 17 de noviembre, el Comité Internacional de Planificación por la Soberanía Alimentaria (CIP), bajo la responsabilidad de un Comité de Pilotaje, organizará un Foro Paralelo para las Organizaciones de la Sociedad Civil. Este Foro contará con espacios específicos para las mujeres, los jóvenes y los pueblos autóctonos, con el fin de debatir las diferentes estrategias relativas a la soberanía alimentaria.
Este foro culminará un día antes del fin de la Cumbre a fin que las soluciones propuestas por la sociedad civil para salir de la crisis sean presentadas ante los jefes de estado. (Para mayor información sobre el foro paralelo: foodsovforum2009 [at] gmail.com)
Del 30 de noviembre al 2 de diciembre, se llevará a cabo en Ginebra, la Séptima Conferencia Ministerial de la OMC. La Vía Campesina contó con una presencia fuerte y determinada en Seattle, Cancún y Hong Kong. Este año estaremos también presentes en Ginebra. Ciertamente, dada la debilidad actual de la OMC, y la renovación al seno de varias delegaciones, habrá pocas opciones de que la 7ª Conferencia produzca avances determinantes.
Esta conferencia ha sido entre otras, presentada oficialmente como un encuentro de evaluación general del sistema comercial multilateral y no como una sesión de negociación. Pero, al tiempo que se habla de esto, el G20, India y el director de la OMC multiplican todas las iniciativas posibles de encuentros para tratar de lograr exitosamente en el 2010 un ciclo de Doha ahora agonizante.
A lo largo de los meses por venir y hasta la conferencia de finales de noviembre, las organizaciones campesinas de La Vía Campesina van a mantener la presión sobre sus gobiernos. En India, por ejemplo, luego de la reunión de Nueva Delhi y de las declaraciones del ministro indio, el trabajo de movilización contra la OMC y los acuerdos bilaterales de libre comercio prosigue a lo largo y ancho del país.
En Estados Unidos de igual forma, las organizaciones de La Vía Campesina América del Norte, preparan acciones contra la reunión del G20, prevista en Pittsburgh, del 23 al 25 de septiembre próximos.
Del 7 al 18 de diciembre tendrá lugar en Copenhague la Convención Marco de la Naciones Unidas sobre Cambio Climático (COP 15). Con el objetivo de vincular Ginebra a Copenhague, la red Climate Justice Action, bajo el apoyo a su vez de numerosas redes, organiza una caravana en la que participará La Vía Campesina. Por el momento se prevé dos rutas con etapas en Francia, Bélgica y Alemania.
Pueden apoyar esta iniciativa participando en la recepción de las diferentes etapas (más información en havaria [at] gmx.de o elviejo [at] greenmail.ch). En Copenhague, La Vía Campesina participará con todos los otros movimientos sociales en la gran marcha programada para el 12 de diciembre. Organizaremos acciones campesinas el 13 de diciembre y participaremos también en la jornada especial de acciones sobre la agricultura, prevista para el 15 de diciembre.
Por otra parte, hemos ya reservado algunos talleres sobre soberanía alimentaria y coorganizaremos un foro con la Marcha Mundial de las Mujeres, Amigos de la Tierra y la Global Forest Coalition. Los y las jóvenes de Reclaim the fields estará igualmente presentes y activos a lo largo de toda la reunión de la COP 15 (más información en: www.reclaimthefields.org)
Cualquiera que sea la ocasión, únete a nuestras movilizaciones. Comunícanos tus acciones y envíanos fotos y videos a: viacampesina [at] viacampesina.org. Todas y todos juntos, globalicemos la lucha, globalicemos la esperanza!
Minga Informativa de Movimientos Sociales. http://movimientos.org/•
Minga Informativa de Movimientos Sociales, 10 de septiembre.- La Vía Campesina. Hoy celebramos el 10 de septiembre, día internacional de las luchas campesinas contra la OMC. Cada año, con ocasión de esta fecha, rememoramos el 10 de septiembre del 2003 y nuestra movilización contra la OMC en Cancún.
Para las campesinas y campesinos del mundo, la lucha contra la OMC es una lucha por la vida. En efecto, entre más avanza la aplanadora de la liberalización, mayor es el número de campesinos que desaparecen. En el 2003, los campesinos coreanos hacían parte de aquellas personas a las que las políticas neoliberales golpeaban más duramente. Bajo la presión de la fuerte competencia de las importaciones a bajos precios, muchos productores se vieron en la imposibilidad de vender sus propias cosechas.
El señor Lee Kyung Hae, hacía parte de estos campesinos a quienes el comercio internacional niega el derecho de vivir dignamente de su oficio. En Cancún, Lee escaló la reja enfrente de la OMC, con un cartel sobre el cual estaba escrito : «La OMC mata a los campesinos» Algunos instantes después, vimos sangre que brotaba de su pecho. Lee se había sacrificado para recordar a los grandes que deciden sobre el planeta sus correspondientes responsabilidades frente a la desaparición de las economías campesinas en el mundo.
»Seis años más tarde, a pesar de su muerte, nada ha cambiado.- En el 2009, los campesinos coreanos viven con pavor la apertura programada del mercado de arroz y el desplome del mercado de este cereal. Este año, con la ocasión de la celebración del 10 de septiembre, y en memoria de Lee, el campesinado coreano se movilizará masivamente tras el eslogan: «No a la OMC, preservemos el precio del arroz»
Preservar un precio remunerador es extremadamente difícil, puesto que cada vez más, las multinacionales controlan el conjunto de la cadena alimentaria, de la producción hasta la comercialización. Poseedoras de las reservas mundiales, especulan sobre los precios de los productos agrícolas. Los precios se disparan en su beneficio, en detrimento de los consumidores más pobres, nuevas victimas de las políticas neoliberales de la OMC que favorecen dichas multinacionales.
Los campesinos se suicidan y las personas mueren de hambre puesto que no pueden comprar más los alimentos. ¡¡Las consecuencias del libre comercio predicado por la OMC y por los acuerdos bilaterales son completamente intolerables!! A esto se suman los impactos ecológicos de la liberalización.
Entre más sean mercantilizadas, liberalizadas y comercializadas la naturaleza, la agricultura y la alimentación, en los cuatro puntos cardinales del planeta, mayor serán las emisiones de gas con efecto invernadero. Una institución como la OMC así como los acuerdos bilaterales de libre comercio son los verdaderos peligros para la humanidad y para el planeta mismo.
Este año, para La Vía Campesina, la conmemoración de la memoria de Lee ha comenzado desde el 3 de septiembre con el encuentro organizado frente a la iniciativa del gobierno de India que pretende relanzar el ciclo de Doha. Más de 50 000 manifestantes se dieron cita en las calles de Nueva Delhi. Reforzados con esta movilización, mantendremos este espíritu de lucha en los meses por venir.
Hacemos un llamado a todas las personas que nos apoyan para que nos juntemos y organicemos acciones que denuncien la brutalidad del control de la economía llevada a cabo por las multinacionales. Habrá un buen número de ocasiones que se nos presentan en los siguientes meses para exigir por parte de nuestros dirigentes compromisos más concretos a favor de la soberanía alimentaria.
El próximo 16 de octubre, La Vía Campesina tomará parte y organizará acciones contra la multinacional Monsanto que continúa acaparando las tierras y las semillas que son patrimonio de la humanidad (para más información ver: http://www.combat-monsanto.co.uk/).
En México, cuna de miles de variedades de maíz, y donde después de marzo del 2008, una ley autoriza el cultivo de maíz transgénico, se sucederán acciones en todo el país y se organizará un foro internacional. No dude en comunicarnos con anterioridad cualquier proyecto de acción contra Monsanto a: viacampesina [at] viacampesina.org de manera que podamos hacer eco de sus iniciativas.
Del 16 al 18 de noviembre, La Vía Campesina estará presente con una gran delegación en la Cumbre Mundial de la FAO sobre la Seguridad Alimentaria en Roma. Esta cumbre de jefes de estado se revela de una importancia crucial puesto que adoptará muy probablemente las reglas de funcionamiento de la nueva gobernancia mundial frente a las cuestiones relativas a la agricultura y a la alimentación.
Antes de la Cumbre, del 13 al 17 de noviembre, el Comité Internacional de Planificación por la Soberanía Alimentaria (CIP), bajo la responsabilidad de un Comité de Pilotaje, organizará un Foro Paralelo para las Organizaciones de la Sociedad Civil. Este Foro contará con espacios específicos para las mujeres, los jóvenes y los pueblos autóctonos, con el fin de debatir las diferentes estrategias relativas a la soberanía alimentaria.
Este foro culminará un día antes del fin de la Cumbre a fin que las soluciones propuestas por la sociedad civil para salir de la crisis sean presentadas ante los jefes de estado. (Para mayor información sobre el foro paralelo: foodsovforum2009 [at] gmail.com)
Del 30 de noviembre al 2 de diciembre, se llevará a cabo en Ginebra, la Séptima Conferencia Ministerial de la OMC. La Vía Campesina contó con una presencia fuerte y determinada en Seattle, Cancún y Hong Kong. Este año estaremos también presentes en Ginebra. Ciertamente, dada la debilidad actual de la OMC, y la renovación al seno de varias delegaciones, habrá pocas opciones de que la 7ª Conferencia produzca avances determinantes.
Esta conferencia ha sido entre otras, presentada oficialmente como un encuentro de evaluación general del sistema comercial multilateral y no como una sesión de negociación. Pero, al tiempo que se habla de esto, el G20, India y el director de la OMC multiplican todas las iniciativas posibles de encuentros para tratar de lograr exitosamente en el 2010 un ciclo de Doha ahora agonizante.
A lo largo de los meses por venir y hasta la conferencia de finales de noviembre, las organizaciones campesinas de La Vía Campesina van a mantener la presión sobre sus gobiernos. En India, por ejemplo, luego de la reunión de Nueva Delhi y de las declaraciones del ministro indio, el trabajo de movilización contra la OMC y los acuerdos bilaterales de libre comercio prosigue a lo largo y ancho del país.
En Estados Unidos de igual forma, las organizaciones de La Vía Campesina América del Norte, preparan acciones contra la reunión del G20, prevista en Pittsburgh, del 23 al 25 de septiembre próximos.
Del 7 al 18 de diciembre tendrá lugar en Copenhague la Convención Marco de la Naciones Unidas sobre Cambio Climático (COP 15). Con el objetivo de vincular Ginebra a Copenhague, la red Climate Justice Action, bajo el apoyo a su vez de numerosas redes, organiza una caravana en la que participará La Vía Campesina. Por el momento se prevé dos rutas con etapas en Francia, Bélgica y Alemania.
Pueden apoyar esta iniciativa participando en la recepción de las diferentes etapas (más información en havaria [at] gmx.de o elviejo [at] greenmail.ch). En Copenhague, La Vía Campesina participará con todos los otros movimientos sociales en la gran marcha programada para el 12 de diciembre. Organizaremos acciones campesinas el 13 de diciembre y participaremos también en la jornada especial de acciones sobre la agricultura, prevista para el 15 de diciembre.
Por otra parte, hemos ya reservado algunos talleres sobre soberanía alimentaria y coorganizaremos un foro con la Marcha Mundial de las Mujeres, Amigos de la Tierra y la Global Forest Coalition. Los y las jóvenes de Reclaim the fields estará igualmente presentes y activos a lo largo de toda la reunión de la COP 15 (más información en: www.reclaimthefields.org)
Cualquiera que sea la ocasión, únete a nuestras movilizaciones. Comunícanos tus acciones y envíanos fotos y videos a: viacampesina [at] viacampesina.org. Todas y todos juntos, globalicemos la lucha, globalicemos la esperanza!
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Nace Banco Nacional Iraní Venezolano como parte de la nueva arquitectura financiera
Agencia Bolivariana de Noticias http://www.abn.info.ve
Caracas, 1 abril 2009 (ABN) - El presidente de la República, Hugo Chávez Frías, afirmó que dentro de la nueva dinámica mundial en el tema de la integración y como parte de esa estrategia de conformar una nueva arquitectura financiera, este jueves nacerá el Banco Nacional Iraní Venezolano, lo que constituye para el Jefe de Estado un paso muy importante.
Así lo señaló el Jefe de Estado venezolano, este miércoles, en declaraciones dadas desde Doha, Qatar, como parte de su gira internacional.
“Hemos acordado iniciarnos con 100 millones de dólares de cada lado; este jueves inauguraremos la sede; ya estamos nombrando un vicepresidente del banco y luego vendrán las operaciones de apalancamiento, porque por medio de ese banco, siempre puedes conseguir otros recursos para inversión y hacer convenios con otros bancos de Oriente Medio”, explicó el Presidente.
Refirió que sostuvo conversaciones con el presidente de Siria, Bashar Al-Asad, sobre el tema del banco y le manifestó que está de acuerdo con explorar con bancos de Siria, de Qatar, y de Asia también.
Chávez Frías destacó que producto de la II Cumbre del Sur-Países Árabes (ASPA), efectuada en Doha, han emanado resoluciones importantes y aprobadas con todos los gobiernos, que van conformando un piso para construir un edificio nuevo, que es la unión del Sur con el Sur, los caminos del Sur.
“América del Sur y Venezuela ocupando un papel importante en el proceso unitario de nuestra América. Es el Oriente Medio, todas las luchas del mundo árabe, pasando por África, y ahora vamos por la misma ruta, es el camino del Sur, vamos a Teherán, luego a Pekín y a Japón, es la nueva dinámica mundial, eso es lo más importante de lo que este martes se conversó y se acordó”, sostuvo.
Asimismo, indicó que están proponiendo temas estratégicos de cooperación y citó el caso de Telesur, que firmó un nuevo convenio de cooperación con la agencia de noticias Al Jazeera, así como mencionó los acuerdos energéticos del Sur que siguen avanzando, al igual que el Banco del Sur, por lo que ya siete países suramericanos han acordado formar parte de éste último.
“Estas son propuestas que no son originales mías, sino las asumí desde que estuve preso, en Yare, producto de la lectura y de la adquisición de información por diversas vías”, dijo.
Citó un libro editado por la Comisión del Sur, denominado El desafío del Sur, al cual tuvo acceso durante su periodo de reclusión “y que desaparecieron, porque su edición coincidió con la caída de la Unión Soviética y se congelaron las luchas en África, Asia, Oriente Medio, América Latina y el Caribe; se congeló el mundo, pero hoy estamos en un horno y hay un parto mundial”.
De esas idea surgen muchas de las propuestas de Chávez Frías, como un Banco del Sur, una televisora del Sur, una universidad del Sur, radios del Sur y centros de investigación para la ciencia y la tecnología para los países del Sur.
http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=175882&lee=16
Lea también:
Banco binacional Venezuela-Irán financiará proyectos productivos
Chávez propone agenda estratégica para enfrentar crisis económica mundial
Presidente Chávez propuso creación del Banco de la Opep
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Así lo señaló el Jefe de Estado venezolano, este miércoles, en declaraciones dadas desde Doha, Qatar, como parte de su gira internacional.
“Hemos acordado iniciarnos con 100 millones de dólares de cada lado; este jueves inauguraremos la sede; ya estamos nombrando un vicepresidente del banco y luego vendrán las operaciones de apalancamiento, porque por medio de ese banco, siempre puedes conseguir otros recursos para inversión y hacer convenios con otros bancos de Oriente Medio”, explicó el Presidente.
Refirió que sostuvo conversaciones con el presidente de Siria, Bashar Al-Asad, sobre el tema del banco y le manifestó que está de acuerdo con explorar con bancos de Siria, de Qatar, y de Asia también.
Chávez Frías destacó que producto de la II Cumbre del Sur-Países Árabes (ASPA), efectuada en Doha, han emanado resoluciones importantes y aprobadas con todos los gobiernos, que van conformando un piso para construir un edificio nuevo, que es la unión del Sur con el Sur, los caminos del Sur.
“América del Sur y Venezuela ocupando un papel importante en el proceso unitario de nuestra América. Es el Oriente Medio, todas las luchas del mundo árabe, pasando por África, y ahora vamos por la misma ruta, es el camino del Sur, vamos a Teherán, luego a Pekín y a Japón, es la nueva dinámica mundial, eso es lo más importante de lo que este martes se conversó y se acordó”, sostuvo.
Asimismo, indicó que están proponiendo temas estratégicos de cooperación y citó el caso de Telesur, que firmó un nuevo convenio de cooperación con la agencia de noticias Al Jazeera, así como mencionó los acuerdos energéticos del Sur que siguen avanzando, al igual que el Banco del Sur, por lo que ya siete países suramericanos han acordado formar parte de éste último.
“Estas son propuestas que no son originales mías, sino las asumí desde que estuve preso, en Yare, producto de la lectura y de la adquisición de información por diversas vías”, dijo.
Citó un libro editado por la Comisión del Sur, denominado El desafío del Sur, al cual tuvo acceso durante su periodo de reclusión “y que desaparecieron, porque su edición coincidió con la caída de la Unión Soviética y se congelaron las luchas en África, Asia, Oriente Medio, América Latina y el Caribe; se congeló el mundo, pero hoy estamos en un horno y hay un parto mundial”.
De esas idea surgen muchas de las propuestas de Chávez Frías, como un Banco del Sur, una televisora del Sur, una universidad del Sur, radios del Sur y centros de investigación para la ciencia y la tecnología para los países del Sur.
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terça-feira, 31 de março de 2009
Brasil/Lula quer defesa do papel do Estado em cúpula do G20
Doha, 31 março 2009 (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que os países árabes e sul-americanos devem levar uma mensagem "forte e clara" à cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) da quinta-feira, em Londres: a defesa do papel do Estado frente à crise global.
Lula fez estas declarações em seu discurso durante a sessão inaugural da 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que reúne hoje em Doha representantes dos 12 países sul-americanos e 22 árabes.
Em seu discurso, como coordenador regional da Aspa, Lula fez uma intensa defesa da regulação e da transparência do mercado financeiro como pilares de um novo sistema.
Nessa linha, Lula defendeu concluir o mais rápido possível a Rodada do Desenvolvimento de Doha, que regulará o comércio internacional, e uma profunda reforma dos órgãos internacionais.
Brasil, Argentina e Arábia Saudita serão os países incluídos na Aspa que serão representados na reunião em Londres.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que discursou antes de Lula, como presidente da União de Nações Sul-americanas (Unasul), também se referiu à necessidade que, de Doha, saia uma "mensagem muito potente" para o G20.
"É a hora para uma resposta internacional coordenada da crise econômica e financeira. Da reunião do G20, esperamos uma rápida coordenação das políticas fiscais indispensáveis para conter o colapso da demanda mundial", acrescentou.
Para Bachelet, "o diálogo entre América do Sul e os países árabes pode e deve ter um papel muito importante, já que nos dirigimos à geração de um novo contrato social global".
Lula fez estas declarações em seu discurso durante a sessão inaugural da 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), que reúne hoje em Doha representantes dos 12 países sul-americanos e 22 árabes.
Em seu discurso, como coordenador regional da Aspa, Lula fez uma intensa defesa da regulação e da transparência do mercado financeiro como pilares de um novo sistema.
Nessa linha, Lula defendeu concluir o mais rápido possível a Rodada do Desenvolvimento de Doha, que regulará o comércio internacional, e uma profunda reforma dos órgãos internacionais.
Brasil, Argentina e Arábia Saudita serão os países incluídos na Aspa que serão representados na reunião em Londres.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que discursou antes de Lula, como presidente da União de Nações Sul-americanas (Unasul), também se referiu à necessidade que, de Doha, saia uma "mensagem muito potente" para o G20.
"É a hora para uma resposta internacional coordenada da crise econômica e financeira. Da reunião do G20, esperamos uma rápida coordenação das políticas fiscais indispensáveis para conter o colapso da demanda mundial", acrescentou.
Para Bachelet, "o diálogo entre América do Sul e os países árabes pode e deve ter um papel muito importante, já que nos dirigimos à geração de um novo contrato social global".
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