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terça-feira, 26 de julho de 2016

Angola/África discute em Luanda capital humano



25 de Julho, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Moçambique)

Mazarino da Cunha

Especialistas de vários países do continente analisam, quarta e quinta-feira, o desenvolvimento do capital humano em África, os caminhos para a concretização dos objectivos do milénio e a situação da educação, ciência, tecnologia e inovação no continente.

Denominada consulta regional para a Trienal da Associação do Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), o encontro tem a participação de 116 especialistas e decorre sob o lema “Revitalizar a Educação na Perspectiva do Programa Universal 2030 e da Agenda 2063 para África”.

Do programa constam debates e

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Moçambique/Desenvolvimento nacional: PM defende promoção da ciência e tecnologia

7 agosto 2014, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, reafirmou que a ciência e tecnologia devem ser vistas como ferramentas que devem ser usadas para a solucionar os problemas que o país enfrenta e para a execução bem-sucedida dos programas de desenvolvimento.

Para tal, segundo Alberto Vaquina, é preciso que continuem a ser levadas a cabo acções de promoção das ciências e tecnologias junto dos cidadãos, sobretudo nas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Moçambique vai terminar presidência da CPLP com “chave de ouro”

15 abril 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – O ministro da Ciência e Tecnologias de Moçambique, Luís Pelembe, afirma que o país vai entregar o exercício da presidência da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) ao Timor-Leste, este ano, com a aprovação, hoje, de um plano estratégico de cooperação multilateral.

O referido documento é um instrumento que vai guiar a cooperação entre os países membros da comunidade nos domínios do ensino superior e da ciência e tecnologia.

O plano integra pontos tais como a formação e capacitação de recursos humanos para várias áreas de interesse dos países e colaboração de instituições científicas e de educação superior dos países da CPLP,

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Moçambique/CPLP acelera luta contra fome

21 Fevereiro 2014,  Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) procedeu, ontem, em Maputo, ao lançamento oficial da Campanha “Juntos Contra a Fome!”, que visa desenvolver acções para promover o investimento na agricultura familiar sustentável com a finalidade de aliviar o sofrimento de 28 milhões de cidadãos do espaço lusófono afectados pela fome.

Falando na cerimónia de lançamento oficial da Campanha da CPLP, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu que já não faz sentido que ainda existam cidadãos nos países da comunidade a sofrer de fome crónica, pelo que as nações devem arregaçar as mangas e encontrarem formas de combater o flagelo.
“Um dos desafios mais prementes que se coloca à nossa frente prende-se com a erradicação de uma das formas mais cruéis da pobreza: a fome!”, disse Vaquina que acrescentou que “não se justifica, porque não faz sentido, que ainda tenhamos cidadãos nos nossos países e no mundo que não sabem onde e quando ter a próxima refeição e com que qualidade nutritiva”.
“Este é o momento de agir! Não podemos ficar indiferentes a uma realidade que a todos nos diz respeito!”, desafiou Vaquina no arranque da campanha “Juntos Contra a Fome!”, que atingirá o seu auge a 16 de Outubro próximo, quando se celebrar o Dia Mundial da Alimentação.

Angariação de fundos
Esta campanha tem como objectivo central a angariação de fundos que, a par com outras fontes de financiamento, vão permitir a viabilização dos compromissos da comunidade com a erradicação da fome.
A “Juntos contra a Fome!” será para a criação de fundo para financiar projectos com o objectivo de melhorar a segurança alimentar e nutricional e as condições de vida das famílias e comunidades rurais.

O Fundo da Campanha vai ser constituído por contribuições voluntárias por parte do público em geral e das demais entidades, através de doações, chamadas telefónicas de valor acrescentado e outros meios.
Segundo Hélder Muteia, representante da FAO junto a CPLP, os recursos a serem angariados nesta campanha servirão para complementar os esforços dos governos e outros parceiros no apoio aos camponeses a cultivarem as suas terras, dotando-os de tecnologias, crédito agrícola e mercado favoráveis, gerando não só mais disponibilidade de alimento, mas também melhores oportunidades de emprego e geração de renda.
Paradoxalmente, 80 por cento das pessoas que passam fome em África são agricultores, que pratica um agricultura rudimentar que não permite sequer alimentar condignamente as suas famílias.

“Apoiando essas pessoas, estaremos a resolver dois problemas ao mesmo tempo, nomeadamente o da disponibilidade dos alimentos e o da pobreza dos próprios agricultores”, frisou Muteia.

A campanha “Juntos Contra a Fome!” e os objectivos nos quais se encontra alicerçada são desígnios centrais da comunidade, num momento em que se debate o futuro da CPLP e em que se quer uma CPLP de futuro e com futuro. (Manuel Mucári)


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Brasil/Cientista Carlos Nobre é o primeiro brasileiro em conselho consultivo da ONU



21 novembro 2013, Brasilidade http://palaciodoplanalto.tumblr.com (Brasil)


Carlos Nobre é Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e tornou-se o primeiro brasileiro convidado a integrar o Conselho Consultivo Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem o papel de formular estudos e análises para tentar aconselhar o secretário-geral da entidade sobre sustentabilidade, abarcando

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Angola/MINCT defende uniformização de acordos da comunidade científica



30 Agosto de 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT) defende a uniformização dos acordos de investigação científicas entre as instituições de pesquisa nacionais e congéneres estrangeiras, para se evitar a assinatura de vários protocolos com uma mesma finalidade.

Esta pretensão foi apresentada hoje (sexta-feira), em Luanda, pelo director nacional do Intercâmbio e Relações Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, Alexandre Costa, durante uma reunião que manteve com os responsáveis dos institutos e centros de investigação e desenvolvimento tecnológicos nacionais.

De acordo com o director,

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Angola/Infra-estruturas de tecnologias de informação entre as prioridade do Governo



6 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda – O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José de Carvalho da Rocha, disse hoje (terça-feira), em Luanda, que o Governo angolano está a desenvolver um amplo programa de reconstrução, em que as infra-estruras de suporte aos serviços das tecnologias de informação e comunicação constituem prioridade.

O governante prestou esta informação quando discursava na abertura do 2º Fórum para Governação da Internet da África Austral, que decorre

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Angola/SADC: Infra-estruturas de tecnologias de informação entre as prioridade do Governo



6 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)


Luanda – O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José de Carvalho da Rocha, disse hoje (terça-feira), em Luanda, que o Governo angolano está a desenvolver um amplo programa de reconstrução, em que as infra-estruras de suporte aos serviços das tecnologias de informação e comunicação constituem prioridade.

O governante prestou esta informação quando discursava na abertura do 2º Fórum para Governação da Internet da África Austral,

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MERCOSUL, A NOVA ALCA E A CHINA



18 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Samuel Pinheiro Guimarães*

1. Todo o noticiário sobre Mercosul, Aliança do Pacífico, Parceria Transpacífica e China tem a ver com um embate ideológico entre duas concepções de política de desenvolvimento econômico e social.

2. A primeira dessas concepções afirma que o principal obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento é a ação do Estado na economia.

3. A ação direta do Estado na economia, através de empresas estatais, como a Petrobrás, ou indireta, através de políticas tributárias e creditícias para estimular empresas consideradas estratégicas, como a ação de financiamento do BNDES, distorceria as forças de mercado e prejudicaria a alocação eficiente de recursos.

4. Nesta visão privatista e individualista, uma política de eliminação dos obstáculos ao comércio e à circulação de capitais; de não discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras; de eliminação de reservas de mercado; de mínima regulamentação da atividade empresarial, inclusive financeira; e de privatização de empresas estatais conduziria a uma eficiente divisão internacional do trabalho em que todas as sociedades participariam de forma equânime e atingiriam os mais elevados níveis de crescimento e desenvolvimento.

5. Esta visão da economia se fundamenta em premissas equivocadas. Primeiro, de que todos os Estados partem de um mesmo nível de desenvolvimento, de que não há Estados mais e menos desenvolvidos. Segundo, de que as empresas são todas iguais ou pelo menos muito semelhantes em dimensão de produção, de capacidade financeira e tecnológica e de que não são capazes de influir sobre os preços. Terceiro, de que há plena liberdade de movimento da mão-de-obra entre os Estados. Quarto, de que há pleno acesso à tecnologia que pode ser adquirida livremente no mercado. Quinto, de que todos os Estados, inclusive aqueles mais desenvolvidos, seguem hoje e teriam seguido no passado esse tipo de políticas.

6. Como é óbvio, estas premissas não correspondem nem à realidade da economia mundial, que é muito, muito mais complexa, nem ao desenvolvimento histórico do capitalismo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Brasil/Redução de dependência tecnológica ajudará a evitar espionagens, diz Patriota



16 julho /2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, declarou, hoje (16), que os países-membros do Mercosul buscarão reduzir a dependência tecnológica estrangeira como forma de evitar novas espionagens em telecomunicações. Há um mês e meio, o ex-funcionário norte-americano de uma empresa que presta serviços à NSA , Edward Snowden, denunciou um esquema de espionagem feito por agências secretas dos Estados Unidos a estrangeiros, incluindo o Brasil.

Durante entrevista coletiva concedida a jornalistas internacionais na capital paulista, o ministro informou que a equipe técnica criada pelo governo para formular perguntas específicas e pedidos de esclarecimento aos Estados Unidos segue trabalhando.

O caso de espionagem, na opinião de Patriota, deve ser tratado em diferentes instâncias.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A criação de quatro mega-universidades abre a porta para alterar os modos de produção no Equador



3 junho 2013, Agencia de Noticias del Ecuador y Sudamérica (ANDES) http://www.andes.info.ec (Ecuador)

Enviado por Luis Padilla

Quito (Andes) -- Com a criação de quatro mega-universidades, o governo do presidente Rafael Correa, pretende virar a matriz produtiva do país, gerando conhecimento proprio, e melhorar a formação acadêmica do talento humano equatoriano.

A Cidade do Conhecimento Yachay , a Universidade das Artes, a Universidade do Docente e a Universidade Amazónica  Ikiam , com especialização em Ciências da Vida, são quatro projetos ambiciosos do actual Governo na área do ensino superior.

A Cidade do Conhecimento Yachay
O presidente do Equador, Rafael Correa, considero este como o projeto mais importante da Revolução Cidadã

terça-feira, 12 de julho de 2011

China entrega a Moçambique Centro de Transferência de Tecnologias Agrárias

8 julho 2011/Rádio Moçambique/AIM

O embaixador chinês, Huang Songfu, entregou hoje formalmente ao governo moçambicano o Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias Agrárias Moçambique-China, localizado em Umbelúzi, distrito de Boane, província meridional de Maputo.

O centro foi recebido pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, em representação do governo moçambicano, tendo ambos assinado o documento que formalizou o acto.

Trata-se de um empreendimento orçado em mais de seis milhões de dólares (cerca de 40 milhões de yuans) financiados pelo Governo chinês no âmbito da cooperação existente entre os dois países no domínio da ciência e tecnologia.

Ocupando uma área de 52 hectares, o centro inclui escritórios para administração, salas para a formação, laboratórios e residências para os investigadores, técnicos, formandos, entre outras infra-estruturas, bem como campos de para a realização de testes e produção agrícola, sistema de irrigação e espaço para a produção animal.

Na ocasião, o ministro da Ciência e Tecnologia disse que o centro constitui um instrumento importante para o sector da agricultura, uma vez que o mesmo vai dedicar-se à investigação científica, formação, produção e transferência de tecnologia, para o incremento mais efectivo da produção e produtividade.

Segundo Massingue, quando surgiu a ideia de se construir o centro, o objectivo era apoiar o processo de revolução verde, um compromisso assumido pelo governo para reduzir a importação de produtos agrícolas e melhorar o aproveitamento da terra e das condições agro-ecológicas existentes no país.

Por seu turno, o embaixador chinês disse que o centro é parte integrante de um dos 14 projectos apoiados pela China em Africa, e é o primeiro a ser concluído.

Referiu que a agricultura é uma área de cooperação importante entre China e Moçambique e que aquele país está disposto a apoiar o governo, através da transferência de alta tecnologia.

“Actualmente, sem tecnologia a agricultura rende menos. Com a nossa alta tecnologia o rendimento pode melhorar e aproveito a oportunidade para confirmar que este acto não é apenas a entrega de um projecto, mas sim de esperança de melhoria da produção agrícola em Moçambique” defendeu.

O centro, apesar de estar localizado em Boane, estará ao serviço dos camponeses de todo o país, para além de ter as portas abertas para as instituições de ensino superior.

A chefe da estacão de tratamento do Umbelúzi, Paciência Banze disse esperar receber variedades de culturas chinesas que possam ser adaptadas em Moçambique.

Aliás, no campos de testes estão em curso alguns ensaios de variedades moçambicanas e chinesas, para além de estar a ser testado um sistema de irrigação.

Segundo Banze, a formação dos camponeses será virada, fundamentalmente, para o maneio de culturas e transferência de tecnologias para melhorarem a sua produtividade.

“Os camponeses serão formados no maneio, uma vez que as variedades que os camponeses possuem tem um bom potencial para terem bom rendimento. Se as variedades tiverem um bom maneio a produtividade poderá aumentar” referiu.

O centro tem capacidade para receber 40 formandos, que permanecerão no local por um período de três a seis meses. (RM/AIM)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Angola é o maior parceiro da China em África

Luanda, Angola, 28 setembro 2009 - Angola é o maior parceiro comercial da China em África e o segundo ao nível mundial com trocas comerciais avaliadas entre 25 mil milhões e 31 milhões de dólares durante o ano de 2008, disse, em Luanda, à Angop o embaixador extraordinário e plenipotenciário da China em Angola, Zhang Bolun.

De acordo com o diplomata chinês, apesar da crise financeira internacional as trocas comerciais entre os dois países registaram um significativo aumento nos últimos anos.

No conjunto dos produtos transaccionados entre os dois países, o petróleo angolano aparece com maior força nas somas comerciais, representando cerca de 16 por cento da totalidade das importações da China, revelou Zhang Bolun.

Relativamente ao investimento privado, o diplomata informou que o número de empresários chineses deverá aumentar no próximo ano em domínios como agricultura, indústria alimentar, madeireira e tecnologia de informação.(macauhub)

sábado, 26 de setembro de 2009

Brasil/Cúpula no Caribe deve aproximar América do Sul e África

Brasília, 25 setembro 2009 (Lusa) - A 2ª cúpula América do Sul-África (ASA) vai reunir neste final de semana na Ilha Margarita (foto), na Venezuela, representantes dos 12 países sul-americanos e 53 africanos num encontro que visa consolidar a aproximação das duas regiões.

Além disso, estarão representadas as duas organizações regionais - União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e União Africana (UA).

"Desta cúpula sairá uma declaração que reforçará a necessidade de um governo global onde os países do sul sejam mais ouvidos e também um plano de implementação das diversas ações já propostas por grupos setoriais, o que vai consolidar a cooperação entre América do Sul e África", disse à Agência Lusa o chefe do Departamento de Mecanismos Regionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, Gilberto Moura.

Segundo ele, a ASA é um mecanismo multilateral que irá estimular o diálogo e a capacidade de desenvolvimento sustentável dos países-membros por meio de parcerias estratégicas em vários setores.

As áreas de cooperação que terão prioridade são infraestrutura e energia, com destaque para os biocombustíveis, comércio e investimentos, cultura e educação, ciência e tecnologia, agricultura, meio ambiente, temas sociais, paz e segurança.

Nos últimos seis anos, o comércio entre as duas regiões cresceu de US$ 6 bilhões para US$ 36 bilhões, impulsionado especialmente pelo Brasil.

Desde 2006, quando se realizou em Abuja, a primeira reunião ASA, plataforma liderada por Brasil e Nigéria, as trocas comerciais entre sul-americanos e africanos aumentaram mais de 50%.

Somente o comércio do Brasil com a África mais que quintuplicou desde o início do governo Lula, que também multiplicou o número de representações diplomáticas do país no continente africano.

De acordo com Moura, o Brasil tem hoje embaixadas em mais da metade dos países africanos.

Ao contrário do Brasil, entretanto, a maioria dos países sul-americanos não tem representação diplomática no continente e vice-versa. Por isso, na avaliação do Itamaraty, sede do MRE, a ASA é tão importante.

"A África é um continente que está a ser conhecido pela América do Sul através da ASA, que é um mecanismo de aproximação que possibilitará ações de maior envergadura entre as duas regiões", declarou Moura.

O diplomata afirmou à Agência Lusa que a aproximação com a África fortalece a intenção do Brasil de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Isto certamente facilita o reconhecimento da relevância do país no cenário internacional e projeta o Brasil para ser o porta-voz dos países do Sul no Conselho de Segurança da ONU", concluiu.

A cúpula se estende até domingo e haverá vários encontros bilaterais durante o evento.

Um deles é entre Lula e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no dia 27, momento em que os dois líderes revisarão a agenda bilateral e discutirão a questão de Honduras e o processo de adesão plena da Venezuela ao Mercosul, até hoje sem ratificação pelo senado brasileiro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

CPLP lança Centro UNESCO para Formação Avançada em Ciências

31 agosto 2009 - A CPLP aposta na formação avançada conjunta para incentivar desenvolvimento científico e tecnológico dos países e evitar ‘fuga’ de especialistas e cientistas do espaço lusófono.

Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste vão partilhar Centro UNESCO para a Formação Avançada em Ciências. Uma intenção agora acordada e que consta na Declaração Final da Reunião Extraordinária de Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP, que decorreu a 29 de Agosto em Lisboa, no âmbito da Presidência portuguesa da CPLP.

A criação de um Centro onde sejam partilhados recursos e conhecimentos para aumentar a capacitação científica e formação avançada dos cidadãos e evitar a fuga de capacidades científicas do espaço da CPLP, nasce da iniciativa de Portugal e recebe agora o total apoio dos restantes Estados-membros da Comunidade.

O Centro UNESCO vai ser criado para conjugar a formação de alto nível, designadamente «através de programas de doutoramento, com a formação para a responsabilidade social dos cientistas, a comunicação pública da ciência e a integração em redes e programas internacionais de investigação», pode ler-se na Declaração Final da Reunião.

O Centro funcionará como um entidade independente, distribuída e aberta «à formação dos investigadores em instituições com as capacidades necessárias de qualquer dos membros da CPLP».

Na Reunião Extraordinária, os Ministros da Ciência definiram ainda as áreas de trabalho e de cooperação científica prioritárias no espaço da CPLP, com destaque para agricultura e produção de alimentos e para o desenvolvimento dos Sistemas de Observação da Terra com forte aposta em trabalhos de investigação em instrumentos de inventário de recursos, estudo e previsão do clima e gestão ambiental.

Os domínios das Ciências Biológicas e da Saúde, das Tecnologias de Informação e Comunicação, Computação Avançada e desenvolvimento de infra-estruturas avançadas de redes de comunicação com vista ao trabalho cooperativo ou a área das Ciências Sociais e Humanas, são também destacados na Declaração dos Ministros da Ciência da CPLP.

No Ensino Superior, os Ministros reconhecem os avanços realizados nos últimos anos em termos da qualidade de ensino e cooperação entre os vários Estados-membros da CPLP, mas definem um reforço no que se refere ao «intercâmbio e mobilidade de estudantes, docentes e investigadores e na promoção da cooperação interinstitucional no espaço lusófono».

Com vista ao reforço da qualidade do ensino e o reconhecimento mútuo e internacional dos cursos de ensino superior ministrados no espaço da CPLP, os Ministros definem ainda a criação de uma Rede de Informação Mútua e de Avaliação do Ensino Superior.

Uma rede que funcionará com base num «mecanismo de informação e cooperação entre as entidades responsáveis pela avaliação e acreditação de cursos e instituições de ensino superior e pelo reconhecimento de diplomas em cada país da CPLP», indicam os Ministros da Ciência CPLP na Declaração Final da Reunião Extraordinária.

sábado, 22 de agosto de 2009

Brasil/Era das Utopias: Minissérie aborda mudanças pós 2ª guerra

19 de Agosto de 2009/Vemelho http://www.vermelho.org.br

A minissérie "Era das Utopias", idealizada e dirigida pelo cineasta Silvio Tendler, estreia dia 31 de agosto na TV Brasil. Dividida em seis capítulos, a obra retrata as principais transformações sociais, econômicas, culturais e artísticas após a Segunda Guerra Mundial. O programa é um dos destaques do projeto de renovação da programação da emissora.

Utopia. O substantivo vem das palavras gregas ou e topos, que significam sem lugar. Refere-se a um lugar ou posição ideal, ainda não atingido. Sonho impossível de realizar. Ideal inatingível.

A utopia pela igualdade entre os homens inspirou gerações. O mundo soviético inspirou os sonhadores. Com o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos são a potência emergente. O american way of life passa a ser o modelo de civilização, quase uma norma. O mundo assiste a um confronto cultural, social, religioso, político e ideológico.

"Eu sempre trabalhei muito na questão das ideologias. São vinte anos de pesquisa em torno destas questões ideológicas que pautaram minha geração", conta Silvio Tendler. Foi nessa época, há vinte anos, que Tendler começou a catalogar e organizar as utopias de sua geração.

Para ele, utopia é a palavra mais utilizada nesses últimos tempos e é um assunto que sempre o fascinou. “Eu sempre trabalhei muito na questão das ideologias, na questão da história, e corri atrás desta construção pelo mundo afora”. A construção à qual Tendler se refere é Era das Utopias - a nova minissérie da TV Brasil.

A série pretende retratar, além das principais transformações após a Segunda Guerra Mundial, as utopias que foram criadas neste período e as barbáries que o pontuaram. A série descreve o desmantelamento das utopias vigentes em 1968 e a criação das novas utopias que se consolidaram no mundo contemporâneo.

Os primeiros capítulos tratam do surgimento da utopia socialista e todas as suas consequências durante o século XX. Já os capítulos referentes à utopia capitalista mostrarão a derrocada do Socialismo com a queda do muro de Berlim, em 1989; os desdobramentos gerados e, tantos outros fatos que levaram às novas utopias, derivadas do conflito entre novas tecnologias e velhas mazelas. Para Tendler, a luta das atuais gerações é a preservação do planeta.

Era das Utopias mostrará algumas imagens de arquivo, além de imagens e entrevistas inéditas de intelectuais, artistas e personagens do período, como: Apolônio de Carvalho, Albert Jacquard, Eduardo Galeano, Ferreira Gullar, Gillo Pontecorvo, Jacob Gorender, Noam Chomsky, Jaguar, Augusto Boal, Edgar Morin, Sérgio Cabral, Susan Sontag, Tom Zé, Amos Gitai, entre outros.

Dono de um jeito de fazer cinema denominado de “câmera cidadã” por colegas de profissão, Silvio conta que até começar a produzir o longa “Utopia e Barbárie” - que é a ancora da minissérie - percebeu que não se falava muito em utopia, até então.

“Eu acho que a ideologia e a utopia têm uma relação íntima. É uma relação promíscua. Quando você está falando de utopia, você está defendendo ideias, quando você está falando em ideologia, você está defendendo utopias, então eu acho que é este casamento que é fundamental e que eu estou tentando trabalhar na Era das Utopias”.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Moçambique/Procura-se protecção para conhecimentos genéticos

20 agosto 2009, Notícias

Uma melhor protecção e utilização dos conhecimentos genéticos, tradicionais e expressões de folclore, incluindo a medicina tradicional, constitui um dos principais objectivos de um workshop que está a ter lugar em Maputo, envolvendo participantes do nosso país, de Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
O Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, que procedeu à abertura do encontro, referiu que na área dos conhecimentos tradicionais o Governo aprovou a Política de Medicina Tradicional e criou um departamento responsável por esta área no Ministério da Saúde. Acrescentou que o seu ministério criou igualmente um Centro de Investigação e Produção em Etnobotânica, “num esforço para explorar, cientificamente, o manancial de recursos genéticos” que o nosso país oferece.
Foi ainda referido que a protecção do folclore nacional é garantida pela Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, que confere poderes sobre a sua exploração, tutela e partilha dos benefícios ao Conselho de Ministros.
“Os esforços do Governo foram compensados pelo reconhecimento por parte da UNESCO que, em 2005, declarou uma das mais importantes expressões culturais, nomeadamente a ‘timbila’ e o “gule wankulu” dos membros da etnia ‘nyau’, obras primas do património oral e imaterial da humanidade”, disse ainda, na ocasião, Venâncio Massingue.
O encontro, que termina amanhã e que tem a participação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), do Centro de Formação da Organização Africana Regional da Propriedade Intelectual (ARIPO), para além de especialistas da Nigéria e da China, conta com os préstimos do Instituto moçambicano da Propriedade Industrial, um organismo do Ministério da Indústria e Comércio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal/Cientistas lusos descobrem proteção natural contra malária

Lisboa, 17 agosto 2009 (Lusa) - Uma equipe de pesquisadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriu que um remédio com efeitos idênticos aos de uma enzima natural protege contra formas graves da malária sem favorecer o aparecimento de estirpes resistentes do parasita.

A descoberta, descrita num estudo publicado nesta segunda-feira pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), teria implicações diretas no tratamento desta doença causada pelo Plasmodium e que é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial.

Miguel Soares e a sua equipe do Laboratório de Inflamação do IGC já tinham observado anteriormente que a multiplicação do parasita dentro dos glóbulos vermelhos leva à sua ruptura e à libertação de hemoglobina no sangue, onde por sua vez liberta os chamados grupos heme, causadores dos sintomas graves da doença.

No estudo agora publicado, os cientistas mostram que ratos infectados com o parasita produzem níveis elevados da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada os grupos heme livres e, deste modo, protege ratos infectados das formas mais graves de malária.

O mesmo efeito desta enzima pode ser obtido através da administração a ratos infectados do fármaco anti-oxidante N-acetilcisteína (NAC).

O efeito anti-oxidativo da enzima HO-1 faz parte do sistema de defesa natural do hospedeiro contra o parasita da malária, pelo que lhe confere uma forte proteção contra a doença, sem, surpreendentemente, interferir diretamente com o parasita, segundo Miguel Soares.

Na sua perspectiva, "esta observação abre caminho a terapias alternativas contra a malária, que, ao contrário dos tratamentos existentes, não interfiram diretamente com o parasita mas antes reforcem o estado de saúde do hospedeiro, assegurando que seja capaz de eliminar o parasita sem pôr em risco a sua própria sobrevivência".

Outro dado importante é que o remédio poderia proteger contra formas graves da malária, salvando vidas, sem favorecer o aparecimento de estirpes de parasitas resistentes, salienta o pesquisador, num comunicado do IGC.

O seu Laboratório de Inflamação está agora investigando as implicações desta descoberta nos tratamentos de outras doenças inflamatórias.

O estudo - iniciado no contexto de um projecto transversal sobre malária da Fundação Calouste Gulbenkian - contou com o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do projeto Xenome do 6º Programa Quadro (FP6) da Comissão Europeia e do fundo Gemi Fund (Linde Healthcare).

Miguel Soares, 41 anos, é doutorado em Biologia Celular pela Universidade de Lovaina (Bélgica) e pesquisador principal no IGC e no Laboratório Associado de Oeiras.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Moçambique/Computador “Dzowo” atrai Uganda e Swazilândia

Os computadores de marca nacional “Dzowo”, estão a interessar instituições públicas e privadas do Reino das Suazilândia. A revelação foi feita ontem ao “Notícias”, pelo Ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Venâncio Massingue, que avançou estarem já em curso negociações visando concretizar o negócio.

31 julho 2009/Notícias

O governante explicou que a intenção foi manifestada semana passada no Uganda, ä margem dos trabalhos do Diálogo de Parceria Inteligente, que decorreu na semana em curso em Munyuyo, no Uganda, sob o lema “Rumo a Um Universo mais Inteligente- A maneira de parcerias inteligentes na realização da transformação socioeconómica, através da integração regional”.
Revelou também que o Uganda também manifestou interesse em ser o revendedor do computador montado no nosso país.
“No encontro do Diálogo de Parceria Inteligente que decorre em Munyonyo, no Uganda, Moçambique foi ovacionado pelo lançamento do “Dzowo”, um computador de marca nacional e que se espera singre no mercado interno e externo”, informou Venâncio Massingue.
Inaugurada em Junho do ano corrente, a fábrica de montagem de computadores “Dzowo”, vai no primeiro ano de funcionamento montar 48 unidades por dia, o correspodente a 960 aparelhos por mês e 11.520 unidades ano.
No segundo ano de produção e deverá subir para 80 unidades diárias , 1600 por mês e 19.200 por ano.
Os computadores já estão a ser comercializados no mercado interno a um preço mais baixo comparativamente aos produtos similares e de outras marcas importadas ao país.
Um computador portátil , por exemplo, é comercializado a um preço de 17.190 meticais, enquanto que o de mesa custará 16.845 meticais a unidade, preço que incluiu o Imposto sovbre o Valor acrescentado (IVA).
O parceiro do Ministério da Ciência e Tecnologia nesta iniciativa, a SAHARA é especializada no ramo do fabrico e montagem de computadores e está sediada em Joanesburgo, na Africa do Sul, com escritórios e centros de investigação e desenvolvimento em diferentes países africanos como o Botswana, Quénia, Namíbia e ainda Inglaterra, China, Dubai e India.
O Ministro Venâncio Massingue, considerou que a montagem destes aparelhos em território nacional é o marco de uma nova era da história do país, que deixa de ser um mero consumidor das tecnologias de ponta, passando também a produtor, numa altura em que a competitividade com o mundo desenvolvido é um facto.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

“Brasil gasta algo em torno de US$ 1 bilhão por ano, com o pagamento de licenças”

Em entrevista, presidente do Serpro, Marcos Vinicius Ferreira Mazoni, apresenta economia e debate provocado pela opção de programas não proprietários

Juliano Domingues, da Redação

23 abril 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

O Governo Federal economizou R$ 370 milhões com a utilização de Software Livre, ao invés de pago. O dado foi gerado a partir de informações da Pesquisa de Software Livre, aplicada em 2008 pelo Comitê de Implementação de Software Livre (CISL). O número é incompleto, pois apenas 62 instituições públicas, das 99 participantes do participantes do programa, responderam o questionário responsável pela medição.
Software livre é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição.
De acordo com o coordenador do CISL e presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), vinculado ao Ministério da Fazenda, Marcos Vinicius Ferreira Mazoni, a utilização deste tipo de produto, além um fator de economia para o governo, gera um debate sobre sermos, ou não, agentes da evolução, aplicação e preservação de uma tecnologia nacional.

O número de R$ 370 milhões já é expressivo, mas parece que ele poderia ter sido maior ainda, pois não foram todas as instituições públicas que contabilizaram suas economias. Isso é certo?

Marcos Vinicius Ferreira Mazoni: Na verdade esse dado é extraído de um questionário colocado na rede, portanto, nós sabemos que muitas outras organizações, que também aturam com software livre, não tiveram engajamento no questionário. Então são dados que ainda não temos. E ainda não temos também outras informações sobre projetos se só que foram desenvolvidos porque se utilizaram da lógica do software livre porque, do contrário, ou seja, caso se tivesse usado software privado, o pagamento de licenças inviabilizaria a implantação a implantação. Nós temos também a introdução do software livre em unidades do governo federal como, por exemplo, a Fundação Chico Mendes que toca todos os projetos dos parques (Unidades de Conservação) e que hoje usa o Expresso da Comunicação (programa do governo voltado para o desenvolvimento da área), e que é um projeto que saiu do zero. Nem se imaginava em fazer isso, caso houvesse a necessidade de pagar licenças para o ambiente de comunicação. Então sem dúvida nenhuma, nós poderíamos ter chegado a um número muito maior, mas como a nossa preocupação é mostrar aquilo que a gente possa provar, nós chegamos a esse número de R$ 370 milhões contabilizando o que seria a compra de licenças para alguns projetos e a sua substituição por software de código aberto. Repito que é verdade que se todos os nossos planejamentos tivessem sido atingidos, nós teríamos um número maior. Mas o importante é que o nosso plano visa avançar com segurança, portanto, é certo que este número vai crescer daqui para frente.

Há alguma estatística que mostre qual seria a economia caso todas as instituições públicas usassem software livre?

Marcos Vinicius Ferreira Mazoni: O Brasil gasta algo em torno de US$ 1 bilhão por ano, com o pagamento de licenças. Se levarmos em conta que o governo federal brasileiro corresponde a 55% desse mercado, então estamos falando de US$ 550 milhões gastos em licenças. É claro que nem tudo pode ser substituído por software livre, mas esse é o universo de licenças que são pagas pelo país e a gente faz essa simulação. Mas acho que se conseguíssemos substituir até 60% disso tudo por código aberto, já será algo fantástico. Eu não falo em 100% porque há sistemas que realmente devem continuar atuando com software proprietário.

Existe alguma resistência por parte dos órgãos públicos na utilização de software aberto? E, se sim, a que se deve essa resistência?

Marcos Vinicius Ferreira Mazoni: Há resistência, sim e isso é algo natural. Não é algo forçado por empresários de software proprietário, por exemplo. É algo que simplesmente se deve ao conhecimento que as pessoas têm. Aquele usuário final da tecnologia da informação não é um ativista deste mundo “livre”. Ele é apenas um usuário, um simples trabalhador que precisa de seu conhecimento em tecnologia para trabalhar. Hoje, por exemplo, quando cai uma rede de computadores ou internet, nós ficamos sem condições de trabalho dentro de um escritório. Então não é algo simples, e quando o usuário sente que ele não domina a proposta que é feita de mudança de tecnologia, é natural que ele haja em direção ao que ele acha que é mais seguro. Ou seja, manter essa rede com software pago mesmo. Afinal ele vai ser cobrado pelo resultado final do trabalho dele, não importando se aquilo foi feito com programa livre ou pago. É por isso que, muito mais importante que convencer os nossos usuários finais a mudar, nós temos que estabelecer condições de segurança para que ele realize este processo, para que isso ocorra sem nenhum prejuízo, e sim com ganhos para esta pessoa.

Fale sobre a implantação do software livre como uma alternativa a privatização do conhecimento e como algo estratégico para o desenvolvimento de uma tecnologia nacional.

Marcos Vinicius Ferreira Mazoni: A tomada de decisão sobre o uso de software sempre aparece para a sociedade na economia que se faz com seu uso, ou seja, como esses R$ 371 milhões. Mas na verdade essa estratégia tem um outro cunho. Nós podemos manter os investimentos no mundo do software, mas não mais em royalties, e sim pagando pessoas e conhecimento. Na verdade o que estamos procurando são elementos que vão além, ou seja, que Estado brasileiro e mesmo empresas privadas tenham controle sobre a evolução da tecnologia. Assim eu não fico mais dependente daquele fornecedor de software que faz uma nova versão do seu produto – muitas vezes inclusive sucateando o meu hardware, e que decide assim que produto eu uso, por quanto tempo eu uso, quantas vezes eu pago e quanto eu pago. É isso na verdade que está em jogo, nós sermos agentes da evolução, aplicação e preservação da nossa tecnologia ao longo dos anos. Os sistemas de grandes corporações, e aí entra o governo, não são sistemas de um ou dois anos, na verdade se usa o mesmo sistema por décadas. Então eu tenho que ter o controle sobre qual software eu vou usar ali dentro. A sociedade em geral tem que se apropriar disso. Trata-se de uma questão também econômica, pois aí esse dinheiro dos royalties passa a circular dentro do país e assim passaremos a gerar produtos com maior valor agregado. Eu duvido que quem tenha um produto de mercado de dez anos atrás, ainda tenha suporte para a sua operação hoje, e eu estou falando desde planilhas, editores, até sistemas operacionais de dez anos atrás, como é o caso do Windows, por exemplo. Eu gosto muito de usar como exemplo, o caso de Santos Dumont, pois quando ele libera os códigos do Demoiselle, em 1907, ele cria a condição para evolução da indústria aeronáutica, sem pagamento de royalties, fazendo, em vez disso, com que a indústria ganhe dinheiro com a construção de aviões e não com o pagamento de royalties. Por isso essa a grande diferente da tecnologia dele, em relação à dos irmãos Wright que ficou parada. O mundo evolui pelos caminhos onde o conhecimento estava liberado e não por onde ele estava privatizado.

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