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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Brasil/Depois do golpe, Congresso fará sua própria anistia



11 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

 Da esquerda para direita: Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro,  
Eduardo Cunha, Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros

Se o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff vier mesmo a ser confirmado no fim de agosto, a Câmara e o Senado passarão a discutir, em regime de urgência, um projeto que beneficia mais de 200 partamentares: a anistia geral aos envolvidos na Operação Lava Jato; a tese que vem sendo construída é a de que o crime de caixa dois seria diferente da propina disfarçada como doação eleitoral;  assim, os deputados e senadores ficariam livres das delações de empresários como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (OAS), bem como do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que disse a um delator sustentar financeiramente mais de 200 parlamentares; a questão é combinar esse acordão, que

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal/Cientistas lusos descobrem proteção natural contra malária

Lisboa, 17 agosto 2009 (Lusa) - Uma equipe de pesquisadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriu que um remédio com efeitos idênticos aos de uma enzima natural protege contra formas graves da malária sem favorecer o aparecimento de estirpes resistentes do parasita.

A descoberta, descrita num estudo publicado nesta segunda-feira pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), teria implicações diretas no tratamento desta doença causada pelo Plasmodium e que é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial.

Miguel Soares e a sua equipe do Laboratório de Inflamação do IGC já tinham observado anteriormente que a multiplicação do parasita dentro dos glóbulos vermelhos leva à sua ruptura e à libertação de hemoglobina no sangue, onde por sua vez liberta os chamados grupos heme, causadores dos sintomas graves da doença.

No estudo agora publicado, os cientistas mostram que ratos infectados com o parasita produzem níveis elevados da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada os grupos heme livres e, deste modo, protege ratos infectados das formas mais graves de malária.

O mesmo efeito desta enzima pode ser obtido através da administração a ratos infectados do fármaco anti-oxidante N-acetilcisteína (NAC).

O efeito anti-oxidativo da enzima HO-1 faz parte do sistema de defesa natural do hospedeiro contra o parasita da malária, pelo que lhe confere uma forte proteção contra a doença, sem, surpreendentemente, interferir diretamente com o parasita, segundo Miguel Soares.

Na sua perspectiva, "esta observação abre caminho a terapias alternativas contra a malária, que, ao contrário dos tratamentos existentes, não interfiram diretamente com o parasita mas antes reforcem o estado de saúde do hospedeiro, assegurando que seja capaz de eliminar o parasita sem pôr em risco a sua própria sobrevivência".

Outro dado importante é que o remédio poderia proteger contra formas graves da malária, salvando vidas, sem favorecer o aparecimento de estirpes de parasitas resistentes, salienta o pesquisador, num comunicado do IGC.

O seu Laboratório de Inflamação está agora investigando as implicações desta descoberta nos tratamentos de outras doenças inflamatórias.

O estudo - iniciado no contexto de um projecto transversal sobre malária da Fundação Calouste Gulbenkian - contou com o apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, do projeto Xenome do 6º Programa Quadro (FP6) da Comissão Europeia e do fundo Gemi Fund (Linde Healthcare).

Miguel Soares, 41 anos, é doutorado em Biologia Celular pela Universidade de Lovaina (Bélgica) e pesquisador principal no IGC e no Laboratório Associado de Oeiras.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Índia deverá emprestar US$ 60 mi para ferrovia em Angola

Luanda, 13 agosto 2009 (Lusa) - A Índia está se preparando para abrir uma linha de crédito no US$ 60 milhões para a extensão dos projetos de uma ferrovia que está sendo construída Angola, anunciou o embaixador indiano em Luanda, Ghanashyam Ajampor Rangaiam.

A empreitada da construção da ferrovia entre as cidades de Lubango e Matala já está em andamento, a cargo da empresa Rail India Technical & Economic Consultancy Services. Para a obra, a Índia havia liberado US$ 40 milhões, afirmou o diplomata, citado pelo Jornal de Angola.

Segundo ele, a nova linha ainda está em estudos. Além disso, está prevista a abertura de centros de produção de próteses e de tecnologias da informação no país africano.

Em carteira está ainda a construção de um parque industrial e a reabilitação de uma fábrica têxtil, que aguarda aprovação de Luanda.

Passo importante no reforço das relações econômicas bilaterais, Rangaiam destacou ainda a compra de mil ônibus indianos feita por Angola.

Entre 2007 e 2008, as trocas comerciais bilaterais foram de US$ 1,3 bilhão, sendo que nos últimos seis meses houve um forte crescimento, atingindo US$ 1,5 bilhão.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brasil/Povos Indígenas da Amazônia realizam assembléia no Maranhão

16 julho 2009/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

Cerca de 800 lideranças indígenas de 100 povos de toda Amazônia Brasileira participarão da IX Assembléia Geral da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), que acontece entre os dias 20 e 25 de julho, no Município de Montes Altos, na aldeia São José - Terra Indígena Krikati no Estado do Maranhão. O encontro tem como objetivo principal deliberar sobre a proposta de avaliação do movimento indígena amazônico, revisão e aprovação do estatuto, eleição dos novos coordenadores e, ainda, a discussão da conjuntura política indígena, direitos humanos, impacto de projetos nas terras indígenas e mudanças climáticas, dentre outros. Na Assembléia também serão comemorados 20 anos de atuação da COIAB na Amazônia, com apresentação de danças, cantos e tradições dos povos indígenas presentes.

Os participantes são representantes de organizações indígenas que compõem a base política da COIAB nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A atividade também terá a participação de lideranças indígenas de países como Peru, Bolívia, Ecuardor, Colômbia e Suriname, além de convidados de organizações governamentais e de Cooperação. Os coordenadores das organizações indígenas regionais que compõem a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também confirmaram presença no encontro. Além da COIAB, fazem parte da APIB a Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e região (ARPIPAN), Aty Guaçu (Grande Assembléia do Povo Guarani Kaiowa) e Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE).

A mobilização em grupos, redes e articulações que atualmente englobam uma parcela representativa da grande diversidade de povos indígenas de nosso país, também terá destaque na assembléia, como um marco que tem dado importante visibilidade a questão indígena. Na ocasião, várias lideranças serão homenageadas por sua atuação dentro do movimento indígena amazônico.

A escolha do Estado do Maranhão para sediar a Assembléia representa um gesto de fortalecimento e solidariedade às lutas dos povos indígenas da Amazônia Oriental. Para Marcos Apurinã, vice-coordenador da COIAB, a realização da assembléia na Terra Indígena Krikati, marca o início de uma nova fase na luta da organização em defesa dos direitos dos Povos Indígenas da Amazônia junto a suas bases.

“Os 20 anos de luta da COIAB em prol da Amazônia têm resultados positivos nas discussões de políticas públicas que envolvem as populações indígenas. Estes avanços, a partir de agora, vão se fortalecer ainda mais, readequando-se aos novos desafios e a um novo patamar de lutas e conquistas”, afirmou Marcos.

A assembléia é organizada pela COIAB com articulação da COAPIMA (Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão).

Maiores informações:
COAPIMA - João Batista (99) 8127-7365
COIAB - Délio Alves (92) 8166-5644 / (92) 3621-7501
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) – Gustavo Macedo (61) 81007361

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Portugal está entre os que menos ajuda países pobres

Lisboa, 24 abril 2009 (Lusa) - Portugal destinou no ano passado 470 milhões de euros para ajuda aos países em desenvolvimento, um crescimento de 21,1% em relação a 2007. Contudo, a quantia foi insuficiente para retirar o país dos últimos lugares da lista de doadores.

Em 2008, Portugal destinou 0,27% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - riqueza criada que fica no país - à Ajuda Pública ao Desenvolvimento(APD), segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No ano passado, o Rendimento Nacional Bruto português ascendeu a 159 bilhões de euros.

A porcentagem coloca o país como o quinto pior doador entre 22 Estados que integram o Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, a seguir à Grécia, Itália, Japão e Estados Unidos (que ocupa o último lugar em termos de porcentagem, mas é o país que mais recursos concede).

A lista dos países que maior porcentagem do seu RNB destinaram à ajuda ao desenvolvimento é liderada pela Suécia (0,98%), que com o Luxemburgo (0,92%), Noruega (0,88%), Dinamarca (0,82%) e Holanda (0,8%) ultrapassaram já a meta coletiva de 0,7% - estabelecida pelas Nações Unidas para 2015.

A porcentagem da ajuda portuguesa continua longe das metas de 0,33% definida pela União Europeia para cada estado em 2006 e de 0,51% para 2010.

Portugal está também entre os três países que menos dinheiro destinou à ajuda pública ao desenvolvimento, juntamente com Luxemburgo e Nova Zelândia.

Em montantes, os principais doadores foram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, enquanto o maior crescimento das verbas destinadas a APD se verificou nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Japão e Canadá.

A OCDE considera ainda "notáveis" os aumentos registrado por Portugal, Austrália, Bélgica, Grécia e Nova Zelândia.

África
Segundo a OCDE, o aumento de 21,1% em termos reais de Portugal deveu-se "ao aumento da ajuda bilateral, designadamente na África".

Dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) revelam que a ajuda bilateral representou, em média, 61% do total entre 2002 e 2007, com a cooperação técnica. Os setores da educação e formação foram os que mais receberam recursos, com uma média anual acima dos 50%.

Projetos de investimento, reorganização e perdão de dívidas e o apoio ao orçamento dos países são outras modalidades.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste são os maiores beneficiários da ajuda bilateral, enquanto a multilateral é destinada à União Europeia, Nações Unidas (em média 8,7 milhões de euros entre 2002 e 2007) e Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (uma média de cerca de 10,7 milhões de euros, no mesmo período).

Em 2007, Cabo Verde (39 milhões de euros) encabeçava o Top 10 dos maiores beneficiados da APD portuguesa, que integrava ainda Timor Leste (32 milhões de euros), Moçambique (16 milhões), Angola (15 milhões), Guiné-Bissau (11 milhões), Servia (10 milhões), São Tomé e Príncipe (9 milhões) Bósnia Herzegovina (6,8 milhões), Afeganistão (6,1 milhões) e Líbano (4,5 milhões).

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) da OCDE cresceu 10,2% em 2008 em comparação ao valor de 2007, atingindo os 90 mil milhões de euros.

O continente africano foi o destinatário da maior parte da ajuda, com 26 bilhões de euros, sobretudo a África subsaariana, que recebeu 22,5 bilhões de euros.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Moçambique/Aprovados 100 projectos na cidade de Maputo nos últimos quatro anos

Maputo, Moçambique, 17 fevereiro 2009 - Um total de 100 projectos de investimento privados e públicos nas áreas de habitação, serviços, comércio e hotelaria foram licenciados nos últimos quatro anos pelas autoridades municipais de Maputo, afirmou o vereador Mário Macaringue.

Macaringue, vereador com o pelouro das Infra-estruturas, disse ao jornal Notícias, de Maputo, que das obras licenciadas a maioria entra na fase de execução a partir deste ano, devendo nos próximos dois anos dar uma imagem de progresso à cidade e de responder à procura, sobretudo no sector de prestação de serviços, turismo e habitação.

O maior lote dos projectos autorizados é de construção de edifícios mistos em altura para escritórios, comércio e habitação, destacando-se igualmente outros de apartamentos, hotéis (apart-hotel) e condomínios habitacionais.

A nível do sector público destaca-se o licenciamento de projectos de obras para escritórios da Procuradoria-Geral da República, Palácio da Justiça, Gabinete Central de Combate à Corrupção e modernização dos Aeroportos de Moçambique.

Dos investimentos privados, é de realçar o projecto de construção do complexo comercial “Maputo Shopping Centre”, que funciona há sensivelmente um ano e meio. São mais de 150 lojas, 120 escritórios, 14 restaurantes, um hipermercado, duas salas de cinema, uma ampla área de restaurantes e de entretenimento denominado “Guebuza Square”, com capacidade para acolher cerca de mil pessoas.

Para a construção daquele complexo foram investidos capitais totalmente moçambicanos, no montante de 40 milhões de dólares.

Mário Macaringue disse ainda que ao longo dos últimos quatro anos foram licenciados vários projectos de desenvolvimento de infra-estruturas, sobretudo na área habitacional, quer na zona de cimento, quer nos bairros periféricos, depois que foi reorganizado o sector de Urbanização e Construção. (macauhub)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Seminário internacional debate em Curitiba caminhos do Brasil com a crise

Lúcia Norcio, repórter

8 de dezembro 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Curitiba - O que está acontecendo com o Brasil? O país está no caminho certo? Essas e outras questões serão debatidas de hoje (8) a quinta-feira no seminário internacional Crise – Rumos e Verdades, promovido pelo governo do Paraná. Cerca de 600 pessoas se cadastraram para o encontro, que pretende chegar a novas propostas para enfrentar a crise. Estão previstas 30 palestras de economistas, professores e administradores brasileiros e da Itália, Inglaterra, Alemanha, China, Argentina, Venezuela, México, Rússia, Equador e Estados Unidos.
Segundo o governador do Paraná, Roberto Requião, que abriu o evento na noite de ontem (7), o governo federal liberou depósitos compulsórios para os bancos, que não liberam crédito para a economia. “Em vez disso, aplicam o dinheiro em letras do Tesouro. Então, já temos uma crise de crédito, além de um problema brutal de saída de recursos. Pois, se os dólares e outras moedas continuam entrando, já acumulamos um prejuízo de US$ 7 bilhões no balanço de entradas e saídas, segundo o governo federal”.
Na pauta do seminário, discussões sobre a economia mundial, crise e poder mundial; crise e integração sul-americana; crise e projeto nacional, qual é o projeto que o Brasil possui, a crise e o sistema financeiro mundial: o papel da China, dos Estados Unidos, da Rússia e da Índia. Crise e Brasil. De acordo com o governador, ao contrário do que pode parecer, não é uma discussão sobre o Brasil, é sobre os projetos nacionais, é a globalização versus Estado-nação.

O presidente da indústria de eletro-eletrônicos Gradiente, Eugênio Staub, um dos palestrantes da abertura do seminário, defendeu a manutenção do crédito da habitação, a redução da taxa de juros e de impostos e a manutenção de investimentos como medidas necessárias para o Brasil não reduzir o ritmo do crescimento econômico durante a crise do capitalismo global.

Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a crise financeira que o mundo atravessa é a crise da superestrutura financeira criada ao longo de 25 anos. Lembrou que o mercado financeiro movimenta 130 trilhões de dólares em ativos primários e outros prováveis 540 trilhões de dólares em derivativos financeiros. “É um volume assustadoramente descolado da riqueza acumulada pela economia real — a soma dos Produtos Internos Brutos de todos os países soma apenas 60 trilhões de dólares”.

As pessoas que quiserem fazer perguntas pelo telefone e por e-mail aos debatedores contam com o apoio de economistas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e da Secretaria de Planejamento e Coordenação. Estão disponibilizadas dez linhas telefônicas com ligações gratuitas. O atendimento é feito por estudantes, que repassam as perguntas aos técnicos e estes encaminham as dúvidas aos debatedores.

O seminário está sendo transmitido ao vivo pela TV e pela Rádio Paraná Educativa No último dia do evento, serão publicadas as despesas e o valor da contribuição de cada órgão que participou do seminário.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/08/materia.2008-12-08.3421971291/view