Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sexta-feira, 8 de julho de 2016
BRICS/China modifica método de cálculo de PIB
quinta-feira, 30 de junho de 2016
A União Europeia está morta/L’Union européenne est morte
Para as elites mundializadas, ele ultrapassa os piores pesadelos e era, na realidade, inconcebível.
Para aqueles que seguem atentamente a actualidade europeia, e estão conscientes da crescente rejeição popular que a UE inspira com muita razão, ele ao contrário era previsível.
Em primeiro lugar, uma constatação salta aos olhos. É verdade que uma parte da burguesia inglesa apoiou a opção de retirar o Reino Unido da União Europeia. Mesmo assim a clivagem é gritante: de um lado, as elites institucionais e políticas (e sindicais, com algumas louváveis excepções), a City, os bancos , os patrões das grandes empresas (1300 deles haviam lançado um apelo final dois antes do escrutínio) – e os meios urbanos abastados; do outro, os bairros populares, as cidades operários e os arrabaldes abandonados, as regiões desindustrializadas e no abandono.
É este fosso que acima de tudo
quinta-feira, 30 de julho de 2015
CÓMO PIERDE DINERO AMÉRICA LATINA
La pérdida por flujos financieros ilícitos en América Latina se ha incrementado en la última década en más del 100%; problemas como la evasión y elusión fiscal obstaculizan el desarrollo de la región. Según el último Panorama Social de América Latina, elaborado por la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL), la pobreza afectó en 2014 al 28% de la población y la indigencia aumentó a 12% respecto a 2012, estas cifras revelan un estancamiento en el proceso de reducción de la pobreza. Es claro que, entre algunas de las medidas que requieren ser abordadas urgentemente para revertir esta situación, los países deben frenar las salidas de estos flujos y generar entradas a través de una mayor recaudación que permita invertir en el sector social.
Las últimas cifras sobre los flujos financieros ilícitos publicadas por Global Financial Integrity[1], muestran que los países en desarrollo, dentro de ellos América Latina, han perdido 6,6 billones de dólares entre el 2003-2012, de los cuales alrededor de 1.5 billones de dólares se refieren a fugas en la balanza de pagos; es decir dinero no registrado ni relacionado con las cuentas del Estado, lo cual representa alrededor del 23% del total. Estos flujos tienen una tendencia creciente y se han incrementado en promedio 9.4% cada año, lo cual revela que las medidas para combatir dichos flujos son insuficientes y no cuentan con la institucionalidad necesaria.
El mecanismo más empleado para mover ilícitamente el dinero fuera de los países en desarrollo ha sido la falsa facturación en el comercio (manipulación de los precios de transferencia), la cual representa el 77.8% del total de
quinta-feira, 4 de junho de 2015
DESIGUALDADE DIMINUI NA AMÉRICA LATINA E AUMENTA EM PAÍSES RICOS
"Chegamos a um ponto de inflexão. A desigualdade nos países da OCDE está em seu nível mais alto desde que os registros começaram", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, no lançamento do relatório em Paris. "A evidência mostra que a alta desigualdade é ruim para o crescimento. O caso para a ação política é tanto econômico como social. Por não abordar a desigualdade, os governos estão cortando o tecido social dos seus países e prejudicando o seu crescimento econômico a longo prazo."
O relatório destaca a necessidade de abordar as condições de trabalho. A crescente proporção de
terça-feira, 24 de junho de 2014
CINCO FALÁCIAS E CINCO VERDADES SOBRE A COPA NO BRASIL
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Brasil, Índia e África do Sul debatem ações conjuntas nas áreas tributárias e aduaneiras
Repórter da Agência Brasil
Os três países formam o grupo Ibas e já desenvolvem programas conjuntos. “O grupo tem diversas ações, sobretudo na troca de informações entre as administrações tributárias e no aperfeiçoamento das legislações como a questão de preço de transferência”, disse o secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, em entrevista à Agência Brasil.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O MODELO PRÓ-EXPORTAÇÃO DA ALEMANHA NÃO SERVE A NINGUÉM
26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Vicenç Navarro*
Esta posição, no entanto, está claramente em conflito com a própria narrativa e argumentação utilizada pelo ministro alemão para explicar por que a UE não consegue sair da crise. Para a maioria dos países da UE (e não apenas na periferia da zona do euro, mas também no centro, com França e Itália), a situação atual é intolerável. E nenhum deles parece fora dessa situação de crescimento econômico mais lento, quando não de retração.
Bem, de acordo com Wolfgang Schäuble, o que esses países precisam fazer são "reformas no mercado de trabalho e no sistema de proteção social" (uma frase que aparece repetidamente em seu artigo), “como fez a Alemanha" (uma frase que aparece duas vezes no artigo). E, para afastar as críticas de que ele está recomendando seguir o modelo alemão, refere-se que esse é o “modelo proposto por BCE, a Comissão Europeia, a OCDE e o FMI, chefiada por um italiano, um português, um mexicano e um francês, nenhum alemão" (não há nada melhor que sejam outros os que propõem e/ou apoiem suas propostas).
sábado, 13 de agosto de 2011
GRÉCIA, IRLANDA E PORTUGAL: PORQUE OS ACORDOS COM A TROIKA SÃO ODIOSOS
13 agosto 2011/Resistir.info http://www.resistir.info
por Renaud Vivien, Eric Toussaint *
A Grécia, a Irlanda e Portugal são os três primeiros países da zona euro a serem passados à tutela directa dos seus credores ao concluírem planos de "ajuda" com a "Troika" composta pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas estes acordos, que geram novas dívidas e que impõem aos povos medidas de austeridade sem precedentes, podem ser postos em causa com base no direito internacional. Com efeito, estes acordos são "odiosos" e portanto ilícitos. Como sublinha a doutrina da dívida odiosa, "as dívidas de Estados devem ser contratadas e os fundos resultantes utilizados para as necessidades e os interesses do Estado [1] ". Ora, os empréstimos da Troika são condicionados a medidas de austeridade que violam o direito internacional e que não permitirão a estes Estados saírem da crise.
Todo empréstimo concedido em contrapartida da aplicação de políticas que violam os direitos humanos é odioso.
Como afirma o relator especial Mohammed Bedjaoui no seu projecto de artigo sobre a sucessão em matéria de dívidas de Estado para a Convenção de Viena de 1983: "Colocando-se do ponto de vista da comunidade internacional, poder-se-ia entender por dívida odiosa toda dívida contraída para fins não conformes ao direito internacional contemporâneo e, mais particularmente, aos princípios do direito internacional incorporados na Carta das Nações Unidos" [2] .
Não há nenhuma dúvida de que as condicionalidades impostas pela Troika (despedimentos maciços na função pública, desmantelamento da protecção social e dos serviços públicos, diminuição dos orçamentos sociais, aumento dos impostos indirectos como o IVA, baixa do salário mínimo, etc) violam de modo manifesto a Carta das Nações Unidas. Com efeito, entre as obrigações contidas nesta Carta encontram-se, nomeadamente, os artigos 55 e 56, "o levantamento do nível de vida, do pleno emprego e das condições de progresso e de desenvolvimento na ordem económica e social (...), o respeito universal e efectivo dos direitos do homem e das liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião". Em consequência, as medidas de austeridade e as dívidas contratadas no quadro destes acordos com a Troika estão atingidos de nulidade uma vez que tudo o que é contrário à Carta da ONU é considerado não escrito [3] .
Para além da violação dos direitos económicos, sociais e culturais engendrada pela aplicação destas medidas anti-sociais, é o direito dos povos a dispor de si mesmos, consagrado no artigo 1-2 da Carta da ONU e nos dois Pactos de 1966 sobre os direitos humanos, que é espezinhado pela Troika. Segundo o artigo primeiro comum aos dois pactos, "Todos os povos têm o direito de disporem de si mesmos. Em virtude deste direito, eles determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu desenvolvimento económico, social e cultural. Para atingir seus fins, todos os povos podem dispor livremente das suas riquezas e dos seus recursos naturais, sem prejuízo das obrigações que decorrem da cooperação económica internacional, fundamentada no princípio do interesse mútuo e do direito internacional. Em nenhum caso um povo poderá ser privado dos seus próprios meios de subsistência".
Ora, a ingerência da Troika nos assuntos internos destes Estados, com desprezo da democracia, é flagrante. Estes credores advertiram claramente que as eleições na Irlanda e em Portugal não deviam por em causa a aplicação destes acordos. Citemos por exemplo o artigo do diário francês Le Figaro de 9 de Abril de 2011 que retorna às injunções impostas a Portugal pelos ministros das Finanças da zona euro e da União Europeia aquando de uma reunião verificada em Budapeste antes das eleições legislativas em Portugal: "A preparação (do plano de austeridade) deverá começar imediatamente, em vista de um acordo entre os partidos nos meados de Maio, e permitir a execução sem atrasos do programa de ajustamento desde a formação do novo governo". (...) "os ministros fizeram claramente compreender a Portugal que não querem retornar às contrapartidas da ajuda, seja qual for o resultado das eleições" [4] . No caso da Grécia, o programa de austeridade concluído com a Troika foi imposto em 2010 mesmo sem que o Parlamento o houvesse ratificado quando se tratava de uma obrigação da Constituição grega (artigo 36 parágrafo 2) [5] .
Este desprezo da Troika pela soberania destes três Estados foi tornado possível pela situação de penúria financeira da Grécia, da Irlanda e de Portugal (primeiras vítimas na zona euro da crise da dívida mas certamente não os últimos). Neste sentido, dificilmente se pode defender a validade destes acordo argumentando com a liberdade de consentimento. Em direito, uma parte num contrato não está em estado de exercer a autonomia da vontade, o contrato é atingido de nulidade. Como este princípio se aplica no caso presente? Não podendo razoavelmente tomar emprestado nos mercados financeiros a longo prazo por causa das taxas de juro exigidas pelos mesmos, oscilando entre 12% e 17% conforme o caso, os governos destes três países tiveram de voltar-se para a Troika que aproveitou da situação de prestamista de último recurso. Utilizando a situação de penúria das autoridades gregas, irlandesas e portuguesas, a Troika conseguiu impor planos que tiveram e terão um efeito negativo para a saúde económica destes países dado o carácter pró-cíclico das medidas adoptadas (ou seja, elas reforçam os factores que geram a baixa da actividade económica).
As privatizações maciças nos sectores essenciais da economia (transportes, energia, correios, etc) impostas pela Troika permitem a empresas privadas estrangeiras tomarem o controle e em consequência afectam a soberania destes Estados e o direito dos povos a disporem livremente das suas riquezas e dos seus recursos naturais. Se bem que um Estado tenha o direito, por meio de um acordo, de transferir uma parte da sua soberania a uma entidade estrangeira, esta transferência não deve, salvo violação do direito internacional, comprometer a independência económica do Estado, que é um elemento essencial da sua independência política [6] .
Através das suas condicionalidades, a Troika não violou apenas o direito internacional. Ela igualmente tornou-se cúmplice da violação dos direitos nacionais destes Estados. Na Grécia, mais particularmente, assiste-se a um verdadeiro golpe de Estado jurídico. A título de exemplo, várias disposições da lei 3845/2010, que põe em execução o programa de austeridade, violam a Constituição, nomeadamente ao suprimir o salário mínimo legal. O abandono da soberania do Estado grego é ainda agravado pela cláusula do acordo com a Troika que prevê a aplicabilidade do direito anglo-saxónico e a competência do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) em caso de litígio. O Estado renuncia assim a uma prerrogativa fundamental da soberania que é a competência territorial dos seus tribunais nacionais. Ao mesmo tempo, a lei grega que põe em execução o programa de austeridade exige que as sentenças arbitrais (tendo valor constitucional) concedendo aumentos de salário para os anos 2010 e 2011 sejam inválidas e inexecutáveis. Em suma, como escrevem os juristas G. Katrougalos et G. Pavlidis, "a soberania estatal é limitada de modo muito similar ao controle financeiro internacional, que havia sido imposto ao país em 1897 na sequência da bancarrota (1893) e sobretudo da derrota grega na guerra greco-turca.
Todo empréstimo cuja causa é ilícita e imoral é odioso
O fundamento jurídico extraído da causa ilícita e imoral para por em causa a validade dos contratos encontra-se nas numerosas legislações nacionais civis e comerciais. Ele nos remete directamente a questão que levanta a doutrina da dívida odiosa: a quem aproveitam os empréstimos? No caso dos acordos concluídos com a Grécia, a Irlanda e Portugal, é claro que os bancos privados europeus, que emprestaram a estes países de modo totalmente irresponsáveis, são ganhadores quando eles arcam com uma pesada responsabilidade na crise da dívida. Com efeito, o salvamento dos bancos privados pelos poderes públicos após a explosão da crise financeira em 2007 implicou a explosão da dívida dos Estados. Neste sentido, pode-se no mínimo qualificar de "imoral" a causa dos acordos feitos com a Troika e falar de "enriquecimento sem causa" (um princípio geral do direito internacional segundo o artigo 38 do estatuto do Tribunal Internacional de Justiça [7] ) em proveito dos bancos privados.
O enriquecimento sem causa dos bancos privados ainda é agravado pelo facto de que estes últimos extraem um enorme lucro sobre as costas dos poderes públicos devido à diferença entre, por um lado, as taxas de juro de mais de 4% que eles exigem dos Estados afectados para comprar os títulos que emitem para um prazo de 3 ou 6 meses, e, por outro lado, a taxa de 1% ao qual estes mesmos bancos tomaram emprestado junto ao BCE até Abril de 2011, antes de ser elevada a 1,25 e depois a 1,50%. [8] Pode-se igualmente falar de enriquecimento sem causa (enriquecimento abusivo e ilegal) a propósito de Estados como a Alemanha, a França e a Áustria que tomaram emprestado a 2% nos mercados e emprestaram à Grécia a 5% ou 5,5%, à Irlanda a 6%. O mesmo para o FMI que toma emprestado dos seus membros a baixas taxas de juro e empresta à Grécia, à Irlanda e a Portugal a taxas claramente superiores.
As medidas anunciadas a 21 de Julho de 2011 pelas autoridades europeias constituem uma confissão clara e nítida do "enriquecimento sem causa" de que elas são responsáveis e do carácter doloso da sua política. Elas finalmente anunciaram a sua intenção de reduzir de 2 a 3 pontos a taxa de juro que exigem da Grécia, da Irlanda e de Portugal. Ao proclamar que reduziam taxa de juro a cerca de 3,5% para créditos a 15 e mesmo 30 anos, elas reconhecem que as taxas que exigem são proibitivas. Elas o fazem tão patente é o desastre no qual contribuíram para mergulhar estes países e tão grande o contágio a outros países.
Qual é o interesse da Irlanda, da Grécia e de Portugal em concluírem estes acordos com a Troika? Nenhum, à parte o facto de que eles lançam uma pequena lufada de oxigénio financeiro... mas que deve servir para o reembolso dos seus credores. No médio e longo prazo, estes planos de rigor vão mesmo piorar a sua situação pois desencadeia um efeito "bola de neve". Com efeito, o encargos dos juros sobre estas novas dívidas aumenta ao passo que as medidas ditadas pela Troika têm como consequência reduzir a actividade económica pois diminuem a procura global afectando as condições de vida das populações. Pode-se portanto reter o comportamento doloso do FMI, tanto é abissal o fosso entre o seu discurso e a realidade. Com efeito, no artigo 1 dos seus estatutos, o FMI tem como objectivos "facilitar a expansão e o crescimento harmonioso do comércio internacional e contribuir assim para a instauração e a manutenção de níveis elevados de emprego e de rendimento real e para o desenvolvimento dos recursos produtivos de todos os Estados membros, objectos primários da política económica [Ler os estatutos do FMI em http://www.imf.org/external/pubs/ft...] ou ainda "dar confiança aos Estados membros pondo os recursos gerais do Fundo temporariamente à sua disposição mediante garantias adequadas, dando-lhes assim a possibilidade de corrigir os desequilíbrios das suas balanças de pagamentos sem recorrer a medidas prejudiciais à prosperidade nacional ou internacional [9] ". Da mesma forma, pode-se afirmar que a acção da Comissão Europeia e do BCE constituem igualmente um dolo a expensas dos países afectados.
As medidas ditadas pelo FMI, BCE e Comissão Europeia têm igualmente como consequência encerrar estes países na lógica infernal do endividamento uma vez que terão de continuar a tomar emprestado para poder reembolsar. Eles partiram portanto para um período de dez, quinze ou vinte anos de austeridade e de aumento da dívida [10] . O estudo da OCDE sobre a dívida grega, publicado em 2 de Agosto de 2011 [11] , afirma nomeadamente que a dívida pública que era de 140% em 2010 deveria reduzir a 100% do Produto Interno Bruto em... 2035.
Diante de uma tal situação, os governos, se quiserem respeitar o interesse da população, têm interesse em romper os acordos com a Troika, suspender imediatamente o reembolso da sua dívida (com congelamento dos juros) e por em marcha auditorias com participação dos cidadãos. Estas auditorias deverão determinar a parte ilegítima destas dívidas, aquela que deve ser anulada sem condições. O remanescente da dívida pública deve igualmente ser reduzido por medidas a expensas daqueles que com elas lucraram. Processos judiciais devem ser empreendidos contra os responsáveis dos danos causados. Evidentemente, medidas complementares e essenciais (transferência dos bancos para o sector público, reforma fiscal radical, socialização dos sectores privatizados no decorrer da era neoliberal, ... [12] deverão ser tomadas pois a anulação das dívidas ilegítimas, se bem que necessária, é insuficiente se a lógica do sistema permanecer intacta.
Notas
|1| Alexander Nahum Sack, Les Effets des Transformations des États sur leurs dettes publiques et autres obligations financières, Recueil Sirey, 1927.
|2| Mohammed Bedjaoui, "Neuvième rapport sur la succession dans les matières autres que les traités", A/CN.4/301et Add.l, p. 73.
|3| Monique et Roland Weyl , Sortir le droit international du placard, PubliCETIM n°32, CETIM, novembre 2008.
|4| www.lefigaro.fr/...
Ler Virginie de Romanet, " Le Portugal : dernière victime en date du modèle néoibéral ", 2011
|5| Georgios Katrougalos et Georgios Pavlidis, "La Constitution nationale face à une situation de détresse financière : leçon tirées de la crise grecque (2009-2011)"
|6| unesdoc.unesco.org/...
|7| É igualmente previsto em vários códigos civis nacionais, como o espanhol (artigos 1895 e seguintes) e francês (artigos 1376 e seguintes).
|8| Recordamos que o Tratado de Maastricht proíbe o BCE de emprestar directamente aos Estados.
|9| Sublinhados dos autores
|10| Eric Toussaint, " Aides empoisonnées au menu européen ", 2011,
|11| www.oecd.org/...
|12| Ver Huit propositions urgentes pour une autre Europe
09/Agosto/2011
[*] Renaud Vivien: jurista, membro do grupo de trabalho Direito do CADTM Bélgica.
Eric Toussaint: doutor em ciências política, presidente do CADTM Bélgica.
Ambos são co-autores do livro La Dette ou la Vie , Aden-CADTM, 2011.
O original encontra-se em http://www.cadtm.org/Grece-Irlande-et-Portugal-pourquoi
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Portugal/Desemprego de longa duração sobe 38,4%
14 julho 2010/Esquerda.Net http://www.esquerda.net
O aumento do desemprego de longa duração é um dos dados revelados no relatório de Junho de Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O número de inscritos nos Centros de Emprego diminuiu face ao mês anterior em 1,8%, como é hábito nesta altura do ano, encontrando-se agora registados 551.868 desempregados, ou seja, mais 62.048 indivíduos do que um ano antes, o que corresponde a um aumento de 12,7% ao longo de um ano.
A principal descida verifica-se no Algarve (menos 7,9%), e é o próprio IEFP que confirma a importância da sazonalidade na quebra no número dos inscritos "de forma mais intensa que em 2008".
Segundo a informação do IEFP, relativa aos números de junho, a subida do desemprego no último ano atingiu mais os homens (mais 13,5%) do que as mulheres (mais 12%).
No que respeita às habilitações literárias dos novos inscritos nos centros de emprego, o IEFP assinala que os maiores aumentos percentuais se verificaram no ensino secundário (mais 21,6%) e do 3º ciclo do ensino básico (14,9%).
Artigos relacionados:
OCDE confirma subida do desemprego em Portugal
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Portugal está entre os que menos ajuda países pobres
Em 2008, Portugal destinou 0,27% do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - riqueza criada que fica no país - à Ajuda Pública ao Desenvolvimento(APD), segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No ano passado, o Rendimento Nacional Bruto português ascendeu a 159 bilhões de euros.
A porcentagem coloca o país como o quinto pior doador entre 22 Estados que integram o Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, a seguir à Grécia, Itália, Japão e Estados Unidos (que ocupa o último lugar em termos de porcentagem, mas é o país que mais recursos concede).
A lista dos países que maior porcentagem do seu RNB destinaram à ajuda ao desenvolvimento é liderada pela Suécia (0,98%), que com o Luxemburgo (0,92%), Noruega (0,88%), Dinamarca (0,82%) e Holanda (0,8%) ultrapassaram já a meta coletiva de 0,7% - estabelecida pelas Nações Unidas para 2015.
A porcentagem da ajuda portuguesa continua longe das metas de 0,33% definida pela União Europeia para cada estado em 2006 e de 0,51% para 2010.
Portugal está também entre os três países que menos dinheiro destinou à ajuda pública ao desenvolvimento, juntamente com Luxemburgo e Nova Zelândia.
Em montantes, os principais doadores foram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, enquanto o maior crescimento das verbas destinadas a APD se verificou nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Japão e Canadá.
A OCDE considera ainda "notáveis" os aumentos registrado por Portugal, Austrália, Bélgica, Grécia e Nova Zelândia.
África
Segundo a OCDE, o aumento de 21,1% em termos reais de Portugal deveu-se "ao aumento da ajuda bilateral, designadamente na África".
Dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) revelam que a ajuda bilateral representou, em média, 61% do total entre 2002 e 2007, com a cooperação técnica. Os setores da educação e formação foram os que mais receberam recursos, com uma média anual acima dos 50%.
Projetos de investimento, reorganização e perdão de dívidas e o apoio ao orçamento dos países são outras modalidades.
Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste são os maiores beneficiários da ajuda bilateral, enquanto a multilateral é destinada à União Europeia, Nações Unidas (em média 8,7 milhões de euros entre 2002 e 2007) e Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (uma média de cerca de 10,7 milhões de euros, no mesmo período).
Em 2007, Cabo Verde (39 milhões de euros) encabeçava o Top 10 dos maiores beneficiados da APD portuguesa, que integrava ainda Timor Leste (32 milhões de euros), Moçambique (16 milhões), Angola (15 milhões), Guiné-Bissau (11 milhões), Servia (10 milhões), São Tomé e Príncipe (9 milhões) Bósnia Herzegovina (6,8 milhões), Afeganistão (6,1 milhões) e Líbano (4,5 milhões).
A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) da OCDE cresceu 10,2% em 2008 em comparação ao valor de 2007, atingindo os 90 mil milhões de euros.
O continente africano foi o destinatário da maior parte da ajuda, com 26 bilhões de euros, sobretudo a África subsaariana, que recebeu 22,5 bilhões de euros.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Cabo Verde tem potencial para criar pequenas e médias empresas de transformação e montagem - OCDE
Lisboa, Portugal, 9 junho 2008 - Cabo Verde tem potencial para criar pequenas e médias empresas de transformação, nomeadamente informáticas, de manufacturas e montagem, disse sexta-feira em Lisboa o porta-voz do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Colm Foy.
"Penso que o futuro em Cabo Verde passa pela criação de pequenas e médias empresas de transformação, por exemplo em informática, computadores e outros produtos electrónicos, de manufacturas e de montagem. Há um clima perfeito para a criação de produtos delicados", disse Colm Foy, no dia em que apresentou em Lisboa o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as Perspectivas Económicas para África 2008.
Satisfeito com os "bons números" sobre Cabo Verde, Colm Foy sublinhou, em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, que aquele país de língua portuguesa tem um "bom programa de investimento público, desenvolvimento do sector privado, crescimento do investimento exterior, um sistema político muito equilibrado e aposta na formação".
Apesar disso, Cabo Verde tem alguns problemas, como a pobreza e o desemprego que só em 2006 chegou aos 18 por cento.
Colm Foy lembrou que Cabo Verde deverá ter este ano um crescimento igual ao de 2007, de 6,6 por cento, antecipando um aumento para 7 por cento no próximo ano.
"Cabo Verde ocupa uma das melhores posições no Índice de Percepção da Corrupção em África, em que se encontra em terceiro lugar, estando ainda em 49º entre 180 países, no âmbito do Relatório de Transparência Internacional. Foi ainda considerado pela Freedom House como o país mais livre em termos de direitos políticos e liberdades civis em toda a África subsaariana e é um país muito aberto", frisou.
Segundo Colm Foy, o Governo de Cabo Verde deve buscar soluções para que "os cidadãos possam passar da dependência à independência", extravasando esta recomendação a todos os governos africanos.
O porta-voz recomenda por isso a aposta nas infra-estruturas, na diversificação da economia, na racionalização das importações e exportações, na conservação dos rendimentos das exportações do petróleo e na transparência da utilização das receitas das exportações. (macauhub)
sábado, 7 de junho de 2008
Angola precisa de 'mudança radical' na política, diz OCDE
Angola precisa de uma mudança radical da política para iniciar, continuar e aumentar os projetos com vista à melhoria da vida nos campos e nas cidades regionais", disse em entrevista à Agência Lusa o porta-voz do centro de Desenvolvimento da OCDE, Colm Foy, em Lisboa.
O representante da OCDE disse que 68% da população angolana vive na pobreza, incluindo 94,3% nas zonas rurais e 57% nas áreas urbanas, e defendeu que não é aceitável um dos países mais ricos de África ter simultaneamente uma das populações mais pobres.
Colm Foy criticou a economia angolana por depender "totalmente do setor do petróleo" e estar concentrada apenas nos minerais e na indústria extrativa.
Em 2006, a contribuição do petróleo para o PIB foi de 60%, contra 40% dos demais setores, como o agrícola (8%), comércio por atacado e varejo (15%), construção (5%), indústria manufatureira (5%), outros serviços (8%) e diamantes (2%).
"Angola não cria emprego, nem infra-estruturas, e no campo não há desenvolvimento da agricultura, ou seja, não há diversificação na economia", disse o porta-voz.
Crescimento Apesar do forte crescimento de Angola verificado nos últimos anos - só em 2007 foi de 19,8% - Colm Foy ressaltou que a qualidade de vida das pessoas "melhorou pouco", justificando a necessidade da diversificação da economia.
"Este é o momento para investir na educação, em infra-estruturas, que abasteçam as cidades e as populações regionais. Angola tem um enorme potencial para desenvolver todos os setores, como a agricultura, pode produzir tudo, mas não é fácil por falta de vontade política e porque é um país muito rico e muito grande", acrescentou.
Segundo Colm Foy, "a luta que se deve travar é a luta contra a pobreza, contra o enfraquecimento e contra as desigualdades entre os ricos na cidade, ligados ao petróleo e à política, e o resto da população".
Questionado sobre as previsões da OCDE e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que antecipam para 2009 uma desaceleração da economia angolana para metade do previsto este ano, o porta-voz disse que está é uma "visão realista e não pessimista".
"A produção da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] vai cair nos próximos anos, devido a uma redução da produção em muitos países como a República do Congo e Gabão, onde os recursos estão se esgotando", afirmou.
Moçambique
"Em Moçambique, constatamos o mesmo problema de ausência de diversificação, mas atacado de maneira diferente. É um país mais pequeno, mais agrícola, tem investimento exterior e contribuições da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD)", disse Foy.
Ainda de acordo com o porta-voz, Moçambique "está concentrado em megaprojetos, como a área da transformação de metais, alumínio para exportar para a África do Sul, e geração de eletricidade, em Cahora Bassa, que beneficiam o governo e não a população".
Segundo Colm Foy, a distribuição de riqueza é muito desequilibrada em Moçambique, incluindo desemprego, falta de diversificação da economia e diferenças acentuadas ente as zonas rurais e urbanas. Além disso, ressaltou que os impostos afetam mais as pequenas indústrias do que os megaprojetos.
"As pequenas empresas contribuem muito mais que as dos megaprojetos. O governo não recebe grandes receitas. Mas em Moçambique há bom ambiente político, uma melhoria na educação e muitas possibilidades de aumentar a produção, como dos bens alimentares", disse.
Em 2006, Moçambique teve um crescimento de 8%, contra 7,2% em 2007. A previsão para este ano é de 7% e de 6,9% em 2009.