4 novembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)
Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Técnicos da
Receita Federal do Brasil, da Índia e da África do Sul (Ibas) começaram hoje
(4) a reunião de dois dias, no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, na zona
sul do Rio de Janeiro, para preparar o encontro dos secretários da Receita
desses países, que vai debater, de quarta-feira (6) até sexta-feira (8), a cooperação
em ações na áreas tributária e aduaneira.
Os três países formam o grupo Ibas e já desenvolvem programas conjuntos. “O grupo tem diversas ações, sobretudo na troca de informações entre as administrações tributárias e no aperfeiçoamento das legislações como a questão de preço de transferência”, disse o secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, em entrevista à Agência Brasil.
Os três países formam o grupo Ibas e já desenvolvem programas conjuntos. “O grupo tem diversas ações, sobretudo na troca de informações entre as administrações tributárias e no aperfeiçoamento das legislações como a questão de preço de transferência”, disse o secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, em entrevista à Agência Brasil.
O coordenador-geral de Relações
Internacionais da Receita Federal, Flávio Araújo, explicou que a legislação que
trata de preço de transferência impede que as empresas façam operações
tributárias com outros países com fixação de preços inferiores para burlar o
fisco. “São situações que as leis dos países permitem à administração
tributária usar um método para calcular o preço justo da negociação”, disse.
Araújo explicou que a questão
ganhou dimensão com a crise econômica mundial e provocou uma discussão maior
entre as administrações tributárias para evitar a perda de receita. “ Elas
identificaram que existia um conjunto de debilidades no sistema tributário
internacional que permitia às grandes corporações não pagar a sua parte justa
de imposto. Então surgiu o projeto Beps, que é a sigla em inglês para Erosão da
Base Tributária e Transferência de Lucros”, esclareceu, completando que,