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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Angola/UMA ESTRATÉGIA REGIONAL

30 julho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) esteve em Angola para assinar um acordo com o Ministério das Finanças que permite injectar na economia 100 mil milhões de kwanzas, nas áreas dos transportes, energia e construção.

Este é um passo importante para estabelecer uma "parceria estratégica" entre o BAD e o Executivo, que vai permitir ampliar e reforçar as infra-estruturas que criam riqueza no nosso país mas também na região, particularmente nos países que não têm acesso ao mar.

O “Tratado de Loanda", de 1927, assinado entre Portugal e a Bélgica, traçou definitivamente as fronteiras Leste e Norte de Angola mas além disso garantiu

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Angola passou a país doador do Fundo Africano de Desenvolvimento



11 outubro 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Angola passou a integrar, juntamente com o Egipto e a Líbia, o grupo dos países doadores do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), noticiou a agência noticiosa pan-africana Panapress.

Citando uma fonte oficial em Paris, a agência adiantou que os três países oficializaram a adesão ao grupo de doadores do FAD durante uma reunião do organismo no final de Setembro passado, na capital francesa, no decurso do qual foram anunciadas

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cabo Verde/Banco Africano de Desenvolvimento anuncia apoio para os próximos três anos

Praia, Cabo Verde, 21 janeiro 2009 - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai apoiar Cabo Verde com 287 milhões de dólares para os próximos três anos, a serem investidos na construção de infra-estruturas no país, anunciou o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Arnaldo Andrade.

O anúncio foi feito hoje durante uma reunião que o governo cabo-verdiano organizou na ilha da Boa Vista e que reuniu todos os representantes das missões diplomáticas e de organismos internacionais acreditados no país.

“O anúncio por parte do BAD de um programa de 287 milhões de dólares nos próximos três anos significa um forte apoio a Cabo Verde na opção que é feita na estratégia de desenvolvimento e na opção de infra-estruturação. Este sinal é bom porque dá confiança a todos os parceiros a continuar a apostar no país”, disse o embaixador.

O encontro do governo de Cabo Verde com os seus parceiros também foi oportunidade para uma reunião com parcerias bilaterais e multilaterais, quando se completa o primeiro ano de transição de Cabo Verde para país de rendimento médio.

Neste sentido, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas (SNU) em Cabo Verde, Petra Lantz, garantiu que a ONU está pronta a apoiar o país nos seus esforços com vista a enfrentar os desafios dos próximos tempos rumo ao desenvolvimento.

Petra Lantz fez questão de realçar que Cabo Verde tem dado provas da sua “capacidade excepcional” no caminho para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), em 2015, e que os objectivos das políticas nacionais estão ajustados, muitas vezes, para além desses objectivos. (macauhub)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Moçambique/No valor de 50 milhões USD: Lançado fundo para desenvolvimento rural

O fundo para Inovação do Negócio em África (AECF), lançado ontem em Maputo, com um capital inicial de 50 milhões de dólares, vai apoiar as empresas do sector privado a desenvolverem e testarem novas ideias no ramo do negócio agrícola e de financiamento rural, numa perspectiva de aumentar o alcance da actuação destas instituições no sector da agricultura e criar impacto positivo na vida da população africana, de uma forma geral, e particularmente da moçambicana.

3 julho 2008 (Notícias)

Com efeito, os serviços de consultoria e de desenvolvimento da empresa KPMG - África são responsáveis pela gestão deste montante, em parceria com outras instituições como a Crown Agents e a Triple Line Consulting (TLC), bem como a Imani. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é a instituição que fará a injecção monetária.

Este projecto, em fase de execução, segundo Filipe Mandlate, director-geral da KPMG Moçambique, constitui um dos maiores fundos do Continente Africano destinados a apoiar o sector privado agrícola no desenvolvimento dos seus negócios.

O Fundo para Inovação do Negócio em África é uma iniciativa aberta a todo o Continente Africano e vai concentrar-se, na fase experimental, em 13 países de África. O mesmo funciona a coberto do programa de parceria especial denominado Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), sendo que as empresas deverão apresentar propostas de projectos concretos que possam criar impacto na vida da população rural.

As empresas concorrentes ao fundo poderão obter, segundo Filipe Mandlate, uma subvenção e empréstimos até um milhão e meio de dólares por projecto, sendo os valores médios da subvenção e empréstimo de 750 mil dólares.

O Conselho de Administração nomeou uma comissão de investimento independente do AECF, a quem competirá tomar as decisões finais sobre a que ideias de negócio deverão ser atribuídos fundos.

Entretanto, até 15 de Julho serão seleccionadas as 12 melhores ideias de negócio, que deverão apresentar os seus planos completos até 5 de Agosto.

Neste sentido, a comissão de investimento do AECF decidirá sobre quais destes projectos merecerão o apoio financeiro, ainda no decurso do mês de Agosto, sendo que os primeiros financiamentos serão disponibilizados em princípios de Setembro próximo.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Associação Moçambicana de Bancos, representadas na ocasião do referido lançamento pelos respectivos presidentes, assumiram o compromisso de prestar toda a colaboração no sentido de apoiar a comunidade de homens de negócios do nosso país por forma a serem elegíveis para este fundo.

O Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, enfatizou que “os dados estão lançados. As PME’s têm pela frente uma oportunidade, só lhes resta explorá-la.”

sábado, 7 de junho de 2008

Angola precisa de 'mudança radical' na política, diz OCDE

Lisboa, 6 junho 2008 (Lusa) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que Angola precisa de uma "mudança radical" na estratégia política e apostar na diversificação das atividades, além da extração do petróleo, para melhorar o combate à pobreza."
Angola precisa de uma mudança radical da política para iniciar, continuar e aumentar os projetos com vista à melhoria da vida nos campos e nas cidades regionais", disse em entrevista à Agência Lusa o porta-voz do centro de Desenvolvimento da OCDE, Colm Foy, em Lisboa.
O representante da OCDE disse que 68% da população angolana vive na pobreza, incluindo 94,3% nas zonas rurais e 57% nas áreas urbanas, e defendeu que não é aceitável um dos países mais ricos de África ter simultaneamente uma das populações mais pobres.
Colm Foy criticou a economia angolana por depender "totalmente do setor do petróleo" e estar concentrada apenas nos minerais e na indústria extrativa.
Em 2006, a contribuição do petróleo para o PIB foi de 60%, contra 40% dos demais setores, como o agrícola (8%), comércio por atacado e varejo (15%), construção (5%), indústria manufatureira (5%), outros serviços (8%) e diamantes (2%).
"Angola não cria emprego, nem infra-estruturas, e no campo não há desenvolvimento da agricultura, ou seja, não há diversificação na economia", disse o porta-voz.
Crescimento Apesar do forte crescimento de Angola verificado nos últimos anos - só em 2007 foi de 19,8% - Colm Foy ressaltou que a qualidade de vida das pessoas "melhorou pouco", justificando a necessidade da diversificação da economia.
"Este é o momento para investir na educação, em infra-estruturas, que abasteçam as cidades e as populações regionais. Angola tem um enorme potencial para desenvolver todos os setores, como a agricultura, pode produzir tudo, mas não é fácil por falta de vontade política e porque é um país muito rico e muito grande", acrescentou.
Segundo Colm Foy, "a luta que se deve travar é a luta contra a pobreza, contra o enfraquecimento e contra as desigualdades entre os ricos na cidade, ligados ao petróleo e à política, e o resto da população".
Questionado sobre as previsões da OCDE e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que antecipam para 2009 uma desaceleração da economia angolana para metade do previsto este ano, o porta-voz disse que está é uma "visão realista e não pessimista".
"A produção da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] vai cair nos próximos anos, devido a uma redução da produção em muitos países como a República do Congo e Gabão, onde os recursos estão se esgotando", afirmou.
Moçambique
"Em Moçambique, constatamos o mesmo problema de ausência de diversificação, mas atacado de maneira diferente. É um país mais pequeno, mais agrícola, tem investimento exterior e contribuições da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD)", disse Foy.
Ainda de acordo com o porta-voz, Moçambique "está concentrado em megaprojetos, como a área da transformação de metais, alumínio para exportar para a África do Sul, e geração de eletricidade, em Cahora Bassa, que beneficiam o governo e não a população".
Segundo Colm Foy, a distribuição de riqueza é muito desequilibrada em Moçambique, incluindo desemprego, falta de diversificação da economia e diferenças acentuadas ente as zonas rurais e urbanas. Além disso, ressaltou que os impostos afetam mais as pequenas indústrias do que os megaprojetos.
"As pequenas empresas contribuem muito mais que as dos megaprojetos. O governo não recebe grandes receitas. Mas em Moçambique há bom ambiente político, uma melhoria na educação e muitas possibilidades de aumentar a produção, como dos bens alimentares", disse.
Em 2006, Moçambique teve um crescimento de 8%, contra 7,2% em 2007. A previsão para este ano é de 7% e de 6,9% em 2009.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Moçambique: Carvão reforça estatuto de potência energética regional

Maputo, Moçambique, 2 junho 2008 – Os projectos de exploração de carvão multiplicaram-se nos últimos meses em Moçambique, promovidos sobretudo por transnacionais e empresas indianas, permitindo ao país exportador de electricidade reforçar o estatuto de potência energética regional.

Abdul Kamara, especialista energético do Banco de Desenvolvimento Africano, previa na semana passada que o investimento na exploração das extensas reservas carboníferas moçambicanas e projectos energéticos relacionados ascenda a 30 mil milhões de dólares na próxima década.

“Espera-se que Moçambique se torne o segundo maior produtor africano de carvão (depois da África do Sul) com o desenvolvimento do projecto de Moatize, em 2010”, afirmou Kamara, citado pela Reuters.

O governo de Moçambique entregou oficialmente à brasileira Vale por 25 anos os direitos de exploração de carvão na mina de Moatize em Julho de 2007.

Com reservas estimadas em 2,5 mil milhões de toneladas, a mina deverá começar a produzir no primeiro trimestre de 2011, após um investimento de 1.398 milhões de dólares.

A Vale pretende extrair 11 milhões de toneladas de carvão por ano, sendo 8,5 milhões de toneladas de coque para a indústria metalúrgica e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico para a produção de energia eléctrica.

Segundo o BAD, a produção carbonífera em África vai crescer em média três por cento ao ano até 2011, especialmente graças ao aumento da procura asiática.

O preço da matéria-prima tem vindo a escalar “à boleia” do petróleo, apresentando-se como uma alternativa mais barata.

“O carvão voltou a estar na moda recentemente, devido a três vantagens: preços mais baixos por unidade energética, um rácio mais elevado de reservas/produção e uma diferente distribuição geográfica das reservas”, afirmou Kamara.

A Índia e a China serão responsáveis por um aumento de 73 por cento na procura mundial de carvão em 2030, para 4994 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, quando em 2005 consumiam 2892 milhões de toneladas, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

Depois de uma primeira vaga que trouxe até Moçambique grandes multinacionais do sector mineiro como a Vale ou a Arcellor Mittal, nos últimos meses são principalmente as empresas indianas a assegurar fontes da matéria-prima.

A indicação foi dada oficialmente no parlamento indiano pelo ministro do Carvão, Dasari Narayana Rao, quando há poucos meses anunciou que iria ser constituída uma "joint-venture" para aquisição de activos no estrangeiro integrada por empresas estatais de energia e recursos minerais como NTPC, Steel Authority of India, NMDC, Rashtriya Ispat Nigam e Coal India.

Este grupo de empresas, que deverá ter um capital próximo de 2,3 mil milhões de dólares, tem vindo a efectuar visitas a Moçambique, para deslocações a minas e conversações com as autoridades, até agora sem “fumo branco”.

Entretanto, na semana passada, a BEML Midwest - uma "joint-venture" entre a Bharat Earth Movers, Midwest Granite e Sumber Mitra Jaya da Indonésia - adquiriu a sua primeira mina moçambicana de carvão, que será exportado para a Índia.

No mesmo sentido, a Global Steel Holdings, que reúne as participações siderúrgicas do grupo Ispat, comprou dois blocos para a exploração de carvão, num investimento de 4600 milhões de rupias (cerca de 116 milhões de dólares).

Situados na província de Tete – próximo das áreas em exploração pela ArcelorMittal, Tata Steel e Vale - os blocos cobrem uma área de 30 mil hectares e têm reservas comprovadas de 70 milhões de toneladas de carvão de coque.

O carvão será encaminhado para exportação através do porto da Beira, a cerca de 600 quilómetros, através da linha de caminho-de-ferro em reconstrução, que dentro de 12 meses deverá estar operacional.

Associada à Riversdale Mining australiana, a gigante indiana Tata Steel está envolvida em dois dos principais projectos de exploração de carvão em curso em Moçambique: Benga e Tete, que deverão arrancar em 2010.

A licença de Benga, distrito de Moatize, deverá ter reservas de 1255 mil milhões de toneladas de carvão, de qualidades adequada ao uso no fabrico de aço e queima para produção de energia.

A multinacional ArcelorMittal, também de capital indiano, adquiriu recentemente 35 por cento da "joint-venture" Rio Minjova Mining and Exploration Company, por 2,5 milhões de dólares, enquanto a associada Black Gold Mining (Moc), entrou com as suas concessões de carvão – com 49.360 hectares, na área do rio Minjova, na província de Tete.

A ArcelorMittal tem ainda a opção de passar a accionista maioritário na "joint-venture" desde que pague 2,5 milhões de dólares adicionais e haja confirmação de que as reservas "provadas e prováveis" são em quantidade considerada satisfatória.

Também em Tete, a Central African Mining and Exploration (Camec) fez recentemente uma importante descoberta de carvão – até 868 milhões de toneladas.

Mais recentemente, o Japão também vem demonstrando interesse em ganhar posição no sector carbonífero moçambicano.

A braços com o aumento do preço das matérias-primas, a japonesa Nippon Steel anunciou recentemente que pretende associar-se à Vale de Rio Doce na mina de Tete.

“Nesta circunstância extraordinária de subida dos preços das matérias-primas, temos um grande interesse em fontes alternativas. Queremos investir se tivermos oportunidades”, afirmou Shoji Muneoka, que assumiu a presidência da empresa japonesa em Abril.
(macauhub)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

CONFERÊNCIA ANUAL DO BANCO AFRICANO PARA O DESENVOLVIMENTO

Moçambique/Presidente do BAD defende presença da China em África

Moçambique, Maputo, 16 maio 2008 - O presidente do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), Donald Kaberuka, defendeu quarta-feira em Maputo a presença da China em África, como uma forma de este país também contribuir para o desenvolvimento do continente.

Donald Kaberuka, que em Maputo presidiu à reunião anual do BAD, fez estas declarações no termo de uma audiência que lhe foi concedida pelo chefe de estado moçambicano Armando Guebuza.

A China tem estado a fazer investimentos de vulto em África mas alguns sectores referem que aquele país está no continente para retirar seus recursos.

Kaberuka abordou também à saída da audiência com o presidente moçambicano a crise de alimentos e de combustíveis que afecta o mundo, tendo defendido a adopção de medidas urgentes pelos africanos em particular para resolverem o problema.

“Temos que agir agora”, disse o presidente do BAD que sublinha que “África tem que olhar muito para os aspectos relacionados com a produtividade”.

“A solução passa por mais investimentos em infra-estruturas, porque isso vai permitir uma melhor irrigação”, disse Donald Kaberuka.

O presidente moçambicano também referiu-se à situação da fome e da crise alimentar e de combustíveis que abalam algumas nações do mundo.

“Para além dos preços internacionais dos combustíveis que vão registando sucessivas subidas, debatemo-nos agora com a escalada dos preços dos cereais”, disse Guebuza. (macauhub)


Moçambique/BAD defende subsídios aos camponeses para a aquisição de adubos

Maputo, Moçambique, 16 maio 2008 - O presidente do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD)defendeu quinta-feira em Maputo a introdução de subsídios aos camponeses africanos para aquisição de adubos para o aumento da produção e consequente erradicação da fome.

Falando no final da 43ª reunião anual do BAD, que decorreu durante esta semana em Maputo, Donald Kaberuka afirmou que a distribuição de fertilizantes “não é suficiente” para que os camponeses deixem de se limitar ao cultivo de culturas de subsistência.

Kaberuka apelou ao conselho directivo do banco por si presidido para adoptar “políticas flexíveis” para com os países africanos com rendimentos intermédios, onde “os agricultores perdem quase 60 por cento dos produtos agrícolas cultivados por não os conseguirem levar para os mercados”.

Por outro lado, o presidente do BAD, instituição cujo conselho de governadores debateu, em Maputo, o financiamento rural em África, considerou que a introdução de subsídios aos camponeses poderá contribuir para que a agricultura se torne um negócio viável neste continente.

“É chegado o tempo da agricultura africana tornar-se negócio viável. É muito importante que os mercados funcionem, porque se os mercados funcionarem, quer ao nível nacional e internacional, será o princípio da solução do problema” da crise alimentar, disse.

Uma das recomendações emanadas do encontro do BAD na capital moçambicana foi a necessidade de os Estados africanos reforçarem as suas políticas agrícolas, através desta renovação dos ministérios da Agricultura, enquanto o banco desenvolve, por outro lado, sinergias com outras agências internacionais, nomeadamente, o Banco Mundial por forma a travar os choques internos em África, decorrentes da fome.

Durante quatro dias, o Conselho de Directores do Grupo BAD e do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) discutiram sobre diversos temas como “Estimulando o Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdade e Pobreza em África”. (macauhub)


Moçambique/Banco Central critica BAD pelas modalidades de financiamento

Maputo, 15 maio 2008 - O governador do Banco Central de Moçambique, Ernesto Gove, subscreveu hoje, em Maputo, a crítica feita ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) por uma plataforma da sociedade civil sobre as modalidades de financiamento do banco nos seus projectos em África.

Na quarta-feira, o Grupo Moçambicano da Dívida (GMD), uma plataforma da sociedade civil moçambicana, criticou os "condicionalismos" impostos por aquela instituição bancária africana, nomeadamente, a contrapartida de 10 porcento do custo de cada projecto que o BAD financia nos países africanos.

As críticas constam do documento intitulado "O BAD: Entre Condicionalismos e Eficácia da Ajuda a África", que o GMD entregará hoje à direcção do BAD em Maputo, onde decorre a 43ª reunião anual da instituição.

Instando a comentar esta posição, Ernesto Gove disse à imprensa que o GMD "tem razão", assinalando tratar-se de uma questão que Moçambique tem vindo a debater com a direcção do BAD e outras instituições financeiras internacionais, incluindo o Banco Mundial, com o qual já se conseguiu remover esta cláusula", disse.

"Nós temos dito à direcção do BAD que, sendo um banco de raiz africana, não é correcto que não seja sensível a essa questão", referiu.

"Os financiadores têm que harmonizar os procedimentos para que os fundos sejam acessíveis e para que os seus projectos possam produzir eficácia" nos países beneficiários das verbas, defendeu o governador do Banco Central de Moçambique.

Sublinhou que está convencido que o BAD vai remover a cláusula.

No documento denominado "Posição da Sociedade Civil Nacional no âmbito da 43ª Reunião Anual do BAD", divulgado em Maputo, o GMD denuncia que a assistência do BAD ao continente africano "é caracterizada por condicionalismos que reduzem a sua eficácia nos países receptores, limitando, deste modo, o seu impacto".

Aquela organização da sociedade civil moçambicana afirma ainda que para o banco financiar projectos em Moçambique exige "uma estabilidade macroeconómica salutar, claramente confirmada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)". (AngolaPress)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Moçambique/Para conter crise alimentar: BAD vai priorizar compra de fertilizantes

Maputo, 13 maio 2008 (Notícias) - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) decidiu que parte da distribuição dos seus resultados líquidos deverá ser alocada para a aquisição de fertilizantes, num esforço visando incentivar o incremento da agricultura, em virtude de os países do continente estarem a sofrer os efeitos da crise internacional de alimentos. Peritos daquela instituição financeira, reunidos em Maputo, avançaram já com outras propostas concretas, entretanto não divulgadas, e que serão analisadas esta semana pelo Conselho de Governadores do organismo, no âmbito da reunião anual do BAD, a decorrer na capital do país e cuja abertura oficial está prevista para amanhã.
O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, em declarações ontem a jornalistas, disse que “ainda na semana passada foi feita a redistribuição do Fundo Africano de Desenvolvimento, tendo Moçambique, nesse âmbito, recebido 140 milhões de dólares. Desse valor, que será aplicado até ao ano 2010, iremos priorizar a agricultura”.
O Fundo Africano de Desenvolvimento é uma componente do BAD destinada a conceder empréstimos ou doações aos países mais pobres, incluindo Moçambique. O mesmo resulta da contribuição de doadores. A sua reposição é feita trimestralmente e na última, o BAD conseguiu amealhar mais de oito biliões de dólares, correspondentes a um aumento de 52 por cento relativamente à anterior.
Aiuba Cuereneia disse que embora Moçambique tenha recebido 140 milhões de dólares, vai apresentar outros projectos concretos que vão necessitar de recursos adicionais do BAD.
Questionado sobre se o facto de Moçambique estar a priorizar a agricultura não iria inibir as instituições multilaterais de financiar outros projectos no país, Aiuba Cuereneia disse que “logicamente que não temos muitos recursos, mas se decidimos apostar na agricultura temos que ir buscá-los em algum lugar”.
“Teremos que cortar recursos de algumas rubricas como infra-estruturas, ou, então, iremos buscar mais recursos de fora para podermos investir. As duas vertentes vão ser exploradas para responder a essa questão da agricultura. Hoje, praticamente todas as instituições financeiras internacionais já fazem previsões em relação à questão da agricultura e da crise de alimentos. Assim sendo, temos que ser capazes de ir buscar esses recursos adicionais para financiarmos a nossa agricultura e incentivarmos o sector privado a entrar na agricultura”, disse.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Moçambique/BAD e FAD realizam assembleias gerais


Tunis, 6 maio 2008 - As assembleias anuais de 2008 dos conselhos de governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) vão realizar-se de 14 a 15 de Maio corrente em Maputo (Moçambique), soube-se junto do BAD em Tunis.

Os trabalhos que decorrerão no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano serão precedidos por reuniões técnicas.

Estas assembleias decorrerão este ano sob o lema : "Promover um Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdades e Crescimento", um tema escolhido tendo em conta os desafios decorrentes do rápido crescimento da população urbana em África.

O tema foi subdividido em quatro vertentes específicas, que serão examinadas de maneira pormenorizada durante seminários a ter lugar à margem destas assembleias.

O BAD considera que o crescimento pode e deverá ser partilhado entre todas as populações, quer estejam na zona rural ou urbana e que a urbanização não deverá ser percebida como uma ameaça mas como uma oportunidade para estimular o crescimento económico e promover o desenvolvimento nacional.

O tema escolhido faz, por outro lado, destacar o facto de que a interdependência e as sólidas articulações que subsistem entre as zonas urbanas e rurais são um factor chave do desenvolvimento.

A compreensão destas articulações económicas e sociais complexas e o reforço dos seus impactos positivos deverão contribuir para a "promoção dum crescimento partilhado", segundo a análise do BAD.

Os seminários decorrerão sob a forma duma mesa redonda ministerial que será seguida por seminários de alto nível. A mesa redonda ministerial visa articular os desafios actuais da urbanização e transformá-los eventualmente em oportunidades de crescimento económico sustentável e de redução da pobreza tanto nas zonas urbanas e rurais.

As discussões da mesa redonda serão orientadas por um documento de reflexão geral sobre o tema geral dos trabalhos das assembleias, designadamente, "Promoção dum Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdades e Pobreza em África".

Um outro seminário agrupará a 11 de Maio corrente os governadores que deverão reflectir sobre a "eficácia da ajuda".

O programa do mesmo dia prevê igualmente debates sobre a "difusão das perspectivas económicas africanas", a "aliança para a revolução verde em África" e a apresentação do relatório sobre o desenvolvimento em África. (AngolaPress)