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sábado, 3 de agosto de 2019

Abya Yala*/Argentina compite en pobreza con Níger, Egipto, Sierra Leona, Botswana, Tayikistán y Afganistán según organismos internacionales


01/08/2019, Rebelión https://www.rebelion.org/noticia.php?id=258862


La inseguridad alimentaria ya afecta en la Argentina a más de 14 millones de personas. El dato, que ilustra la profunda crisis económica que vive el país, surge del informe “El estado de la seguridad alimentaria y la nutrición en el mundo 2019”, elaborado por la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación.

El informe consigna que una de cada tres personas padecen la falta de acceso continuado a alimentos: unos 14,2 millones de ciudadanos. Es decir, 5,9 millones de personas más que en el período 2014-2016, cuando la inseguridad alimentaria moderada o grave afectaba a 8,3 millones. El hambre, que sufría el 19,1% del total de la población, en sólo dos años pasó al 32,1%.

La cifra representa un brutal aumento del 71% en la cantidad de individuos con falta de acceso a alimentos, uno de los incrementos más altos registrados en el período a nivel mundial, junto con países como Níger, Egipto, Sierra Leona y Botswana, en África, y Tayikistán y Afganistán, en Asia.

El estudio, presentado el 15 de julio, fue elaborado por cinco organismos multilaterales: la FAO, el Fondo Internacional de Desarrollo Agrícola (FIDA), UNICEF, el Programa Mundial de Alimentos (PMA) y la OMS.

Un análisis del anexo estadístico que distribuyó la FAO, realizado por el Observatorio de Coyuntura Internacional y Política Exterior (OCIPEx), arroja que el aumento en la prevalencia y el número de

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Moçambique reduz dependência externa

12 Fevereiro 2015, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O país está a consolidar paulatinamente a redução da dependência externa no financiamento de projectos de desenvolvimento económico e social. Como resultado do encaixe de 80 por cento de recursos internos em 2014 a requisição de investimento financeiro de fora reduz para 20 por cento.

Segundo a Vice-Ministra da Economia e Finanças, Amélia Nakhare, o balanço do Plano Económico e Social de 2014 mostra que o país esteve bem em termos de capacidade orçamental, com o encaixe de 80 por cento dos recursos, contra 67.9 por cento que tinham sido alcançados em 2013.

Deste modo, a redução da dependência externa baixou de 30 por cento em 2013 para 20 por cento em 2014, sustentando um

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Abya Yala, Patria Grande/RECLAMO DEL OTRO CAMPO



5 noviembre 2013, 31 de octubre de 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

Las organizaciones campesinas, ante la CIDH

Página/12

Representantes campesinos de países latinoamericanos, con el apoyo del CELS, denunciaron ante la CIDH la violación a los derechos humanos en el sector rural del continente.

Privatización de semillas, tierra en pocas manos, criminalización, reforma agraria y soberanía alimentaria fueron algunas de las palabras escuchadas en Washington durante la audiencia protagonizada por campesinos en la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH). Encabezado por la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-Vía Campesina) y con el apoyo del Centro de Estudios Legales y Sociales (CELS), se dejó constancia de que en el sector rural “el patrón común del continente” es la violación de derechos humanos “y su directa relación con las corporaciones transnacionales y el modelo de agricultura industrial”. Se apuntó al rol de las empresas, la subordinación de los Estados y la necesidad de acciones regionales.

El mendocino Diego Montón, de la CLOC, denunció la avanzada empresaria para patentar la naturaleza. Ejemplificó con el maíz. “Durante diez mil años las distintas generaciones de campesinos mejoraron semillas, produjeron el maíz, lo cuidaron. Y hoy las empresas patentan y se hacen dueñas de esa creación de generaciones”, denunció, y alertó que en Argentina se prepara una ley (bautizada “ley Monsanto”) que

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Moçambique com maior capacidade laboratorial para água e alimentos



22 abril 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Maputo (AIM) – Os resultados das análises laboratoriais de água e alimentos passam a ser conhecidos dentro de um intervalo de tempo menos demorado, mercê da acreditação do Laboratório Nacional de Higiene de Águas e Alimentos (LNHAA).

O laboratório, reabilitado em 2009, constitui um instrumento fundamental para o controlo da qualidade de água e alimentos consumidos no país. O mesmo está dotado de capacidade para efectuar análises em drogas, alimentos e até mesmo para a medicina legal.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Brasil/Produção de alimentos é suficiente, mas eles são mal distribuídos, diz especialista do Itamaraty


22 março 2011/JusBrasil http://www.jusbrasil.com.br

Extraído de: Agência Senado

O problema da fome no mundo não se deve à produção de alimentos, mas à falta de acesso a eles. A afirmação foi feita pelo coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Milton Rondó Filho. Ele participou de audiência pública que discutiu, nesta terça-feira (22), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), as ações nacionais e internacionais de combate à fome e à miséria.

Na avaliação de Rondó Filho, a quantidade de alimentos produzidos em todo o mundo é suficiente para alimentar os seis bilhões de seres humanos do planeta. No entanto, destacou, cerca de um bilhão de pessoas passam fome por não ter acesso aos alimentos produzidos.

O Brasil já percebeu esse fato, disse Rondó Filho, e vem diminuindo, nos diversos governos, o número de pessoas que passam fome no país com a implantação de programas sociais. Por isso, exemplificou, o programa Bolsa Família destina cerca de 70% dos seus recursos à compra de alimentos. O Brasil, destacou ainda, é um dos poucos países que reconhece o direito à alimentação em sua Constituição.

Rondó Filho propôs a criação de um observatório nacional e internacional para acompanhar a razão do aumento dos preços dos alimentos, segundo ele, o principal responsável pelo aumento da inflação. Ele destacou que, muitas vezes, o produtor recebe valores muito baixos pela produção, enquanto o consumidor paga muito caro pelos alimentos. Ele disse ser importante a participação do Legislativo neste observatório.

Alimentação escolar

Na avaliação de Rondó Filho, a alimentação escolar também representa importante elemento das políticas de combate à fome. Ele informou que a merenda escolar foi implantada no Brasil de forma pioneira no mundo.

O Banco Mundial reconheceu a importância de incluir a alimentação escolar no programa mundial de alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU), com o lançamento, em 2007, do livro Repensando a alimentação escolar , apesar de ter condenado essa política na década de 90. O programa mundial de alimentos da ONU, em sua opinião, é o principal programa humanitário daquela organização.

O representante do MRE disse que ações do Ministério constataram ser a alimentação o principal elemento de atração das crianças para a escola no hemisfério Sul - especialmente nas escolas do Timor Leste, da África e da América Latina.

Rondó Filho também ressaltou a lei que determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar local (Lei 11.947/09). Ele destacou que, no exterior, há surpresa com o fato de o país ter conseguido aprovar essa lei, o que foi possível, segundo ele, em razão do amplo apoio da sociedade.

Autor: Iara Farias Borges / Agência Senado

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Brasil/FAO alerta: fome atinge 1 bilhão de pessoas e alta dos alimentos pode agravar quadro

22 março 2011/JusBrasil http://www.jusbrasil.com.br

Extraído de: Agência Senado

Um bilhão de pessoas - ou seja, uma em cada seis - passa fome no mundo e o número poderá aumentar frente à elevação dos preços dos alimentos. O alerta foi feito pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Helder Mutéia. Ele participa, na manhã desta terça-feira (22), de debate sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Para Helder Mutéia, será necessário um esforço mundial para superar o problema da fome, que afeta de forma mais significativa países da África, da Ásia e parte da população da América Latina.

- Essa situação é uma afronta à nossa condição de seres humanos. Não estamos falando da fome que sentimos antes do almoço ou do jantar. É uma fome que dói e que mata - frisou o representante da FAO.

Helder Mutéia afirmou ainda que a alta no preço dos alimentos está chegando ao Brasil, mesmo sendo o país um importante produtor agrícola. Conforme alertou, o quadro mundial deverá piorar em razão da crise de cereais na Europa e do atraso das chuvas nos Estados Unidos, o que prejudicará a produção de milho. Além disso, ele observou que a instabilidade no Oriente Médio afetará o preço do petróleo e, consequentemente, o preço dos alimentos.

Como forma de enfrentar o problema, a FAO recomenda medidas para aumentar a produção e a produtividade agrícola, a partir da ampliação do acesso à terra, à tecnologia, ao credito e aos mercados. Também defende a eliminação de subsídios que dificultam o comércio entre os países.

Helder Mutéia destacou ainda as políticas de inclusão adotadas no Brasil, cujos resultados, disse, colocam o país em condição de ajudar o mundo na busca de soluções para a erradicação da fome e da miséria.

No debate, o senador Vicentinho Alves (PR-TO) mencionou preocupação com a situação brasileira e, em especial, com o Tocantins. Conforme informou, cerca de 200 mil pessoas passam fome em seu estado. Ele anunciou que apresentará à CDH requerimento para realização de audiência pública para discutir o problema da fome em áreas quilombolas, indígenas e no sistema prisional.

- Queremos que todos os brasileiros tenham a dignidade humana no requisito básico, que é o direito à alimentação - assinalou.

Mobilização nacional

Também presente à audiência pública, Ulisses Riedel, presidente da organização não governamental (ONG) União Planetária, propôs uma mobilização nacional para acabar com a miséria no Brasil. Ele defendeu que o governo adote, à semelhança da Autoridade Olímpica criada para organizar as Olimpíadas, uma autoridade pública para promover a inclusão social.

- É preciso mobilização de toda a sociedade para erradicar a miséria. A presidente Dilma Rousseff, ao assumir o governo, ressaltou que essa não é uma tarefa de um governo, mas de toda a sociedade - disse, ao elogiar a decisão da presidente de construir um programa para a erradicação da pobreza extrema.

Ulisses Riedel falou sobre propostas contidas em seu livro As causas da miséria e sua superação, lançado no último dia 15. Ele considera que ações de assistência social são de grande valia, mas disse ser preciso buscar as causas da miséria. Nesse sentido, ele defende, entre outras medidas, a inserção produtiva da camada mais pobre da sociedade e o apoio do Estado para facilitar o acesso aos mercados para as novas iniciativas produtivas.

Autor: Iara Guimarães Altafin / Agência Senado

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ALBA aprueba creación de empresa multinacional de alimentos

28 enero 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

La empresa grannacional ALBA Alimentos producirá y distribuirá, en cada uno de los países, insumos agrícolas tales como semillas, fertilizantes, biofertilizantes, bioplaguicidas, entre otros; y sus proyectos serán presentados en la próxima cumbre presidencial de la Alianza, a celebrarse en abril venidero en Venezuela.

El vicepresidente Ejecutivo de Venezuela, Elías Jaua, informó este jueves que los ministros de Agricultura de la Alianza Bolivariana para los pueblos de nuestra América (ALBA) aprobaron la creación de una empresa grannacional de procesamiento y distribución de alimentos.

"Sería la primera grannacional, que ya tiene su arquitectura jurídica, que le va a permitir actuar en cada uno de los países del ALBA para desarrollar proyectos agrícolas, agroindustriales y de distribución de alimentos", explicó Jaua a la salida de una reunión con representantes del bloque regional realizada en Caracas, la capital venezolana.

La empresa multiestatal ALBA Alimentos desarrollará proyectos conjuntos en cada uno de los países dirigidos a la producción insumos agrícolas tales como semillas, fertilizantes, biofertilizantes, bioplaguicidas, instrumentos agrarios para la mecanización del campo, equipamiento para los sistemas de riego y desarrollo de áreas de producción primarias, con el debido acompañamiento de procesos de transformación industrial.

Jaua, también ministro venezolano de Agricultura, explicó que los proyectos de la empresa grannacional serán presentados en la próxima cumbre presidencial del ALBA, a celebrarse en abril venidero en Venezuela.

El documento constitutivo de ALBA Alimentos fue discutido por los equipos técnicos en la reunión sostenida el pasado miércoles, para luego ser revisado y aprobado este jueves y, posteriormente, sea validado por cada uno de los países miembros.

"El intercambio de los bienes y productos que surjan de esta empresa grannacional se hará a través del sistema Sucre", precisó el funcionario venezolano en referencia a la moneda contable que entraría en vigor esta semana y que desea agilizar la integración comercial en el ALBA.

El Sistema Único de Compensación Regional (Sucre) es una moneda virtual naciente de la Alianza que tendrá un valor de 1,25 dólares; lo que significa "un punto de equilibrio entre el dólar y el euro", recordó esta semana Alí Rodríguez, ex ministro venezolano de Finanzas y actual titular de la cartera de Energía Eléctrica.

"Si nosotros queremos que nuestros pueblos tengan el derecho a la alimentación plenamente garantizado, tenemos entonces que constituir un gran esfuerzo que permita que nuestros pueblos se apropien de los factores y los medios de producción", añadió Jaua.

El ALBA es una iniciativa de integración regional impulsada por Cuba y Venezuela y que está integrada además por Nicaragua, Bolivia, Ecuador, Honduras, Dominica, Antigua y Barbudas, y San Vicente y las Granadinas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dom Ladislaw Biernaski: ‘O BRASIL PODE PRODUZIR ALIMENTOS PARA O MUNDO’

11 setembro 2009/Adital http://www.adital.com.br

IHU - Unisinos *

Presidente da CPT Nacional, Dom Ladislau Biernaski veio a público pedir a atualização dos índices de produtividade rural. Ele nos concedeu esta entrevista, por telefone, onde parabeniza o presidente Lula pela iniciativa de assinar a atualização deste tão importante dado, que está 30 anos atrasado. Mas também aproveita para criticá-lo por, em oito anos na presidência, não ter realizado um processo de reforma agrária efetivo. "Lula perdeu uma oportunidade histórica", afirmou ele.

Dom Ladislau disse que um novo índice de produtividade rural "vai obrigar que as grandes propriedades, de fato, usem as terras para produzir alimentos". Ele discorda do ministro Stephanes, que é contra a revisão, pois pensa que o Brasil pode produzir ainda mais alimentos, não apenas para suprir as necessidades da população do país, mas também para exportar alimentos para o resto do mundo. "Nos últimos anos, tivemos um grande crescimento, e é bom que nos orgulhemos disso. O Brasil produz já cerca de 130 milhões de toneladas de alimentos. Eu acho que poderia produzir muito mais, algo como 500 milhões toneladas. Isso mostra que as terras são mal utilizadas. O crescimento da produtividade no Brasil está bem situado diante de outros países. Mas poderemos dar muito mais ainda", afirmou.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Porque a Igreja pede novo índice rural de produtividade?

Ladislau Biernaski - A questão do índice da produtividade agrícola está prevista na própria Constituição. Há também uma lei federal que diz que ele deve ser atualizado a cada cinco, seis anos. Esse índice é, de fato, muito importante. Nós constatamos que, no Brasil, existem muitas áreas improdutivas, sobretudo de latifúndios. Essas terras deveriam ser melhor ocupadas para produzir alimentos para o Brasil e o mundo.

IHU On-Line - Um novo índice de produtividade muda a lógica do agronegócio brasileiro?

Ladislau Biernaski - Sim, porque ele vai obrigar as grandes propriedades, de fato, a usarem as terras para produzir alimentos, conservando, evidentemente, aquelas áreas reservadas para a mata. O que importa é que as terras sejam bem aproveitadas para produzir alimentos. Hoje, infelizmente, já estamos 30 anos defasados no que diz respeito ao índice de produtividade. Pelas estatísticas que colhemos, quem produz mais são as pequenas propriedades que chamamos de agricultura familiar. Além disso, estamos numa grande campanha para que todos, grandes e pequenos, possam produzir alimentos sadios, ou seja, agroecológicos. Hoje li uma notícia em que o ministro Stephanes dizia que não é o momento adequado para se rever os índices, então quando será? Nós, hoje, sabemos que, de 30 anos para cá, a produção de carne triplicou em função das novas técnicas que possuímos. Queremos que essas terras sejam usadas para o bem da humanidade. Dizer que aumentar o índice de produtividade gerará uma quebradeira geral é uma grande falácia. Se eu quero produzir mais, eu vou ganhar mais. Não podemos aceitar esse argumento para não rever o índice, porque ele não é verdadeiro.

IHU On-Line - Quais as mudanças mais significativas entre o último índice de produtividade e a realidade de hoje?

Ladislau Biernaski - A lei não é cumprida, existe pouca fiscalização. Temos ótimas leis, mas pouca gente para fiscalizar. Falta organização dos agricultores e da sociedade para pedir essa fiscalização.

O Ministério da Agricultura é o primeiro responsável. O presidente determinou que o índice fosse refeito porque isso é uma ordem constitucional, mas quem deve fazer é o Ministério da Agricultura, ajudado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Depois, as organizações dos próprios agricultores podem ajudar, assim como as pessoas que querem trabalhar na terra.

Nos últimos anos, tivemos um grande crescimento e é bom que nos orgulhemos disso. O Brasil produz já cerca de 130 milhões de toneladas de alimentos. Eu acho que poderia produzir muito mais, algo como 500 milhões toneladas. Isso mostra que as terras são mal utilizadas. O crescimento da produtividade no Brasil está bem situado diante de outros países. Mas poderemos dar muito mais ainda.

IHU On-Line - Onde as ideias do ministro Guilherme Cassel destoam do que defende o ministro Reinold Stephanes?

Ladislau Biernaski - Exatamente, as ideias são muito diferentes. Lamentamos que o ministro Stephanes esteja defendendo uma coisa retrograda. Ao invés de estimular, ele diz: "Para que produzir tanto, se o Brasil não tem necessidade dessa quantidade?" Como que não tem? O Brasil tem necessidade de mais alimentos, temos pessoas que passam fome. Será que ele não sabe isso? Além disso, o Brasil pode produzir alimentos para o mundo. Embora eu tenha o maior respeito pelo ministro Stephanes, nesse aspecto ele está muito atrasado.

IHU On-Line - Quando deve sair um novo estudo sobre o índice de produtividade rural brasileiro?

Ladislau Biernaski - Ele poderia ter aproveitado mais esse segundo mandato e realmente ter trabalhado numa reforma agrária efetiva. Ele perdeu um tempo precioso e não tem mais tempo para organizar uma reforma agrária que traria menos conflitos. Lula perdeu uma oportunidade histórica. Ainda assim, tenho que dizer parabéns ao presidente Lula que pediu que se revise os índices de produtividade.

* Instituto Humanitas Unisinos

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Crise mundial ameaça segurança alimentar

O recente agravamento dos preços de alimentos e mercadorias no mercado internacional poderá comprometer a segurança alimentar em Moçambique, para cuja garantia o país precisa importar, anualmente, 470 mil toneladas de trigo, 320 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de milho. Estas quantidades representam entre 75 e 100 por cento da procura interna daqueles produtos, mais consumidos nas zonas urbanas, onde o impacto da crise se faz sentir com maior acuidade.

5 agosto 2009/Notícias

Segundo projecções do Programa Nacional de Prioridades da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a médio prazo, a expectativa é que os aumentos de preços dos produtos mais consumidos nas áreas rurais venham a quedar-se em níveis relativamente menores, mas suficientemente atractivos para estimular a produção e incrementar a oferta durante as próximas campanhas.
Apesar de ser nas zonas rurais onde se concentra a produção agrícola, assume-se que as famílias locais também são compradoras de bens alimentares em períodos específicos do ano, razão por que a FAO alerta para o facto de que o rápido aumento dos preços dos alimentos vai afectar, negativamente, tanto os agregados urbanos pobres como os rurais.
Segundo a FAO, nas áreas rurais o impacto do aumento global de preços poderá funcionar como um incentivo económico para que os agricultores aumentem a produção e melhorem o abastecimento do mercado, desde que o acesso à informação, insumos e mercados não distorçam a distribuição dos benefícios económicos.
Em Moçambique a agricultura continua a ser a principal actividade geradora de rendimentos, com cerca de 3,2 milhões de camponeses do sector familiar a produzir 95 por cento da produção agrícola nacional, maior parte da qual se destina ao autoconsumo.
A FAO prevê ajudar Moçambique nos próximos cinco a dez anos, a reduzir a insegurança alimentar e a pobreza rural, assegurar a existência de um quadro regulador que propicie condições para a produção e conservação de alimentos, mercados e comércio, agricultura, pescas e florestas, áreas cobertas no plano nacional de prioridades aprovado para o período 2008 – 2012.
O esforço, segundo o documento da FAO, será igualmente direccionado para a melhoria da disponibilidade de insumos agrícolas e alimentos, conservação e reforço da base de recursos naturais e aplicação e geração de conhecimentos sobre alimentação, agricultura, pescas e florestas.
No quadro da sua estratégia de apoio a Moçambique, a FAO prioriza a prestação de apoio imparcial e técnico ao Governo, com vista a dar respostas atempadas às agendas de desenvolvimento nacional. Entre os vários serviços prestados pela FAO constam a capacitação, aplicação e disseminação de conhecimentos através de actividades-piloto, redes de desenvolvimento e capacitação nacional, assistência a políticas diversas e apoio a campanhas de informação e advocacia, assistência em situação de emergência e reabilitação e o estabelecimento de parcerias com instituições doadoras nacionais e internacionais.

terça-feira, 10 de março de 2009

Estiman desaceleración de la inflación en Venezuela para 2009

Caracas, 9 marzo 2009 (ABN) - Los índices inflacionarios de Venezuela, medidos en promedios trimestrales, registraron un descenso durante el último semestre, tendencia que probablemente se mantenga en 2009, dadas las fuertes presiones deflacionarias a nivel mundial, prevé el Center of Economic and Policy Research (CEPR), con sede en Washington, Estados Unidos.

“Dadas las trayectorias de las economías regional y mundial, es probable que la inflación continúe disminuyendo este año, salvo que suceda algo no anticipado y/o se tengas serios desabastecimientos. Por tanto, la inflación en sí misma no parece ser una amenaza directa al crecimiento económico de Venezuela, aunque el gobierno querrá reducirla en el futuro”, apunta el más reciente informe del referido centro de investigación.

Los autores de dicho estudio, Mark Weisbrot, Rebecca Ray y Luis Sandoval, explican que los promedios a intervalos de tres meses y la separación de la inflación subyacente (excluir los precios de los alimentos y la energía) de la inflación general permiten un análisis más detallado que las cifras interanuales, ya que estas últimas son “solamente una aproximación a las tendencias actuales”.

En este sentido, el informe, publicado el pasado mes de febrero bajo el título El gobierno de Chávez después de 10 años: Evolución de la economía e indicadores sociales, destaca que la aplicación de dicho método para las previsiones económicas es “particularmente importante ya que los precios de los alimentos y la energía se dispararon a nivel mundial durante los 15 meses entre abril de 2007 y julio de 2008, y luego cayero marcadamente”.

De hecho, si se compara la inflación general alcanzada durante el año que terminó en julio de 2008 (33,7%) con el indicador subyacente para ese mismo período (28,7%) tenemos una diferencia de cinco puntos porcentuales, brecha que se incrementa en el segundo semestre del año pasado, cuando se inicia el descenso de la tendencia inflacionaria.

Asimismo, el documento detalla que el promedio trimestral de inflación general alcanzó su punto máximo en enero de 2008 (54,3%) y la subyacente 43,8%, pero esa tasa fue cayendo en el transcurso del año, al punto de que durante el último trimestre se registró un promedio de 31,4% (general) y 24,7 (subyacente), es decir, 22,9 y 19,1 puntos porcentuales por debajo del indicador inicial, respectivamente.

“Mientras que ese ritmo de inflación aún es mucho más alto que en los dos años anteriores (aunque bajo en comparación con los niveles históricos venezolanos), la importante desaceleración en la inflación durante el año 2008 no parece ser cíclica sino más bien la transmisión de choques temporales a los precios”, pronostican los analistas.

Cabe destacar que el Presidente Hugo Chávez asumió el cargo, en 1999, con una inflación de 29,5%; durante los tres años siguientes este indicador se redujo a 12,3 puntos; para principios de 2003, luego de que la economía padeciera los embates de un paro empresarial y sabotaje petrolero, el índice de precios se disparó a 38,7%.

Sin embargo, el país se recuperó rápidamente y la inflación cayó de nuevo, hasta llegar a 10,4% en mayo de 2006. De allí en adelante, ésta ha registrado un ascenso paulatino, para 36% en septiembre de 2008, y desde ese momento ha venido descendiendo.

El 2008 cerró con una tasa de 30,9 puntos porcentuales, pero durante los primeros dos meses del año en curso se han registrado índices intermensuales de 2,3% (enero) y 1,3% (febrero), siendo este último el más bajo de los últimos 14 meses.

El ministro del Poder Popular para la Economía y Finanzas, Alí Rodríguez Araque, ha indicado en diversas oportunidades que la especulación es uno de los factores que inciden en el incremento artificial de los precios, particularmente de los alimentos, por lo que este domingo, en entrevista transmitida por Televen, ratificó que el Gobierno Nacional no permitirá que los intereses capitalistas del empresariado criollo vulneren los derechos del pueblo.

Asimismo, dijo que el Estado venezolano ha venido avanzando en el incremento de la producción de alimentos y otros rubros básicos para satisfacer la demanda interna y reducir las importaciones. La meta es alcanzar la plena soberanía alimentaria y producir los bienes que requieran los venezolanos.

Lea también:
Reservas garantizan estabilidad económica de Venezuela frente a crisis mundial
Gobierno venezolano no ejecutará devaluación forzada en el futuro previsible

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Equador/Parlamento debate lei de soberania alimentar

A proposta, cuja primeira análise foi feita há sete dias, estabelece que o Estado deve garantir às pessoas, às comunidades e seus povos a auto-suficiência de alimentos sãos, nutritivos e culturalmente apropriados de forma permanente.


17 fevereiro 2009/Prensa Latina

A Comissão Legislativa equatoriana realiza nesta segunda-feira (16) o segundo e último debate da proposta de lei de Soberania Alimentar, que busca incentivar a produção nacional e garantir uma nutrição adequada.
A proposta, cuja primeira análise foi feita há sete dias, estabelece que o estado deve garantir às pessoas, às comunidades e seus povos a auto-suficiência de alimentos sãos, nutritivos e culturalmente apropriados de forma permanente.
O presidente do Legislativo, Fernando Cordero, destacou há dias a importância dessa iniciativa, a qual propiciará a aprovação de outras leis relativas.
"É indispensável entender a transcendência e o grande interesse nacional que reflete o sozinho enunciado deste título, por enquanto se fala de soberania", destacou.
"Com isto não só buscamos a independência alimentar, senão também recuperar a tradição agrícola nacional e voltar a ser um país que não exporte pessoas", agregou.
Ao ressaltar a importância dessa legislação, Cordero afirmou que a subcomissão de Organização Territorial e Governos Autônomos trabalha no ordenamento territorial, o qual deverá conduzir a um Plano Nacional para identificar os solos e zonas de grande produtividade, que favoreçam uma ampla produção de alimentos.
A proposta de Soberania Alimentar cria o marco normativo que articula o setor agropecuário, florestal, aquícola e pesqueiro, indicou.
Além de Cordero, outros parlamentares qualificaram de importante que o Estado priorize o apoio à produção nacional e defina os espaços democráticos para promover os produtos.
"Faz falta uma verdadeira política de apoio ao camponês que lavra a terra, disponibilidade de acesso a alimentos de primeira qualidade para os consumidores e fortalecimento dos mercados locais, nacionais e regionais", destacou o deputado Jorge Escala.
"Segurança alimentar implica garantias de previdência, abastecimento de alimentos sãos e nutritivos, não tóxicos, de boa qualidade para uma vida sã e ativa", enfatizou.
"Essa lei deve incorporar o acesso à água para uso humano e de irrigação, bem como delimitar a função social e ambiental", assegurou.
O chefe da Subcomissão de Saúde e Ambiente, Jaime Abril, disse que na socialização dessa proposta participaram representantes de grupos civis e de várias organizações e sindicatos de camponeses e ambientalistas.
"Este projeto busca viabilizar princípios constitucionais, como por exemplo o acesso seguro e permanente ao alimento sadio", indicou.
"A Soberania Alimentar é um objetivo estratégico e o estado tem a obrigação de regulamentar o uso e acesso à terra", concluiu.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Argentinos marcharán para exigir cese de masacre en Gaza

15 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Con el fin de exigir un alto el fuego que detenga la masacre en Gaza, la Central de Movimientos Populares (CMP) de Argentina convocó desde su capital, Buenos Aires, una marcha programada para el próximo 23 de enero, que se une al clamor internacional para que cesen los ataques contra el pueblo palestino.

En un comunicado, el secretario general de la CMP, Luis D'Elía, expresó "le exigimos al gobierno invasor de Israel el cese del fuego y ponga en marcha el restablecimiento inmediato de la ayuda humanitaria".

D' Elías convocó al pueblo argentino a marchar de manera masiva en Buenos Aires "por una Palestina libre y en repudio a las masacres de niños, mujeres y ancianos llevadas adelante por el gobierno nazi de Israel".

El dirigente recordó que sigue en marcha la campaña nacional de solidaridad, al tiempo que agradeció "la gran cantidad de argentinos que se han acercado a los centros de donación con el hermano pueblo palestino".

La organización popular anunció la semana pasada que colectará alimentos y otras donaciones para enviar a los palestinos.

"Convocamos a la solidaridad del pueblo argentino con los hermanos palestinos de la Franja de Gaza, que están en estado desesperante y de emergencia humanitaria", señala el dirigente popular.

Los productos que se reciben son arroz, harina de maíz, harina de trigo, leche en polvo, agua mineral, frazadas y pastillas potabilizadoras de agua.

Medios periodísticos aseguran que a través de Al-Arish, zona fronteriza con Gaza, se ha entregado para la población palestina 26 mil toneladas de alimentos y tres mil 500 de medicinas.

Alrededor de mil muertos, entre ellos 400 niños y mujeres, provocó hasta la fecha la ofensiva de Israel a los territorios palestinos desde el pasado 27 de diciembre.

Los choques se mantienen a pesar de la resolución de las Naciones Unidas que instó al cese inmediato del fuego, de las gestiones diplomáticas regionales, y los llamados de funcionarios de la ONU y de la Cruz Roja Internacional a detener las hostilidades.

Lea más sobre
Masacre en Gaza

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/40459-NN/argentinos-marcharan-para-exigir-cese-de-masacre-en-gaza/

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Avión venezolano llegará con ayuda humanitaria a Gaza

13 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

“Este domingo se inició el puente aéreo humanitario en solidaridad con el pueblo palestino de la Franja de Gaza; por ello, el avión con bandera venezolano se está acercando a su objetivo, el aeropuerto de la ciudad de El Cairo, en Egipto, para entregar 12,5 toneladas de ayuda humanitaria, lo que constituye el primer envío desde Venezuela”.
Así lo informó ayer lunes el ministro del Poder Popular para Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro Moros, durante la firma de un Memorando de Entendimiento y de consultas políticas con la República de Chipre.
De igual manera, expresó que el próximo jueves 15 saldrá una segunda ayuda de 80 toneladas, compuesta por medicinas, alimentos, frazadas, cobijas “y todo lo que sirva para aliviar un poco el infierno tan duro y cruel que le está tocando vivir al pueblo palestino en Gaza”.
En ese sentido, reafirmó que esos envíos obedecen a la decisión tomada por el presidente Hugo Chávez Frías de incorporar a Venezuela en el proceso de ayuda humanitaria que se da alrededor del mundo en solidaridad con el pueblo palestino.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/40309-NN/avion-venezolano-llegara-con-ayuda-humanitaria-a-gaza/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

América Latina/DECLARAÇÃO FINAL DO II ENCONTRO HEMISFÉRICO FRENTE À MILITARIZAÇÃO*

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

7 outubro 2008

Adital - "Para calar as armas, falemos os povos"

La Esperanza, Intibucá, Honduras, 3 a 6 de outubro de 2008

(Resumo) Tradução para o português: ADITAL

* De 3 a 6 de outubro, em La Esperanza, Intibucá, Honduras, realizou-se o II Encontro Hemisférico Frente à Militarização, onde se reuniram mais de 800 delegadas e delegados de 175 organizações de 27 países (México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Cuba, Haiti, República Dominicana, Argentina, Peru, Bolívia, Equador, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Venezuela, Brasil, Porto Rico, Austrália, Espanha, Itália, Holanda, Estados Unidos y Canadá), bem como irmãos e irmãs dos Povos Originários de Indoamérica (Mapuche, Aymara, Mayas, Lencas, Garífunas, Chorotegas, Emberá katíos del Altosinú, entre outros).

Frente à crise do sistema capitalista se eleva no mundo uma múltipla crise (energética, alimentar, ambiental, financeira, social e política). Com isso, a militarização se agudiza e seus efeitos aumentam na tentativa do sistema controlar os espaços, os mercados e os recursos naturais. Em nosso hemisfério, a militarização se torna evidente de muitas maneiras. Em seu sentido mais amplo, a violência militar, institucional e policial são parte dessa contínua escalada de repressão, ocupações e saqueio de recursos naturais, que responde à imposição do modelo econômico neoliberal.

Nesse contexto, a partir do movimento social lutamos por nossos direitos, terras e territórios. Por isso, diversas redes e organizações do continente nos articulamos nesse esforço estratégico e urgente para retomar vontades e definir linhas de ação que permitam avançar de modo mais coordenado e efetivo diante da ameaça continental e global representada pela militarização, pelas guerras e pela repressão.

Consideramos:

* Que a militarização é o principal fator de violação dos direitos humanos fundamentais, como os direitos à habitação, à saúde, á educação..., e, especialmente, os direitos gerais e particulares dos povos indígenas e negros;

* Que a militarização também se expressa com violência, repressão e intolerância frente à diversidade sexual, obstaculizando a criação de uma cultura inclusiva e de paz para todas e todos, sem discriminação;

* Que a militarização gera saldos de presos políticos, torturas e desaparecimentos forçados e uma forte criminalização frente os jovens e gangues, com conseqüências não somente individuais, mas, também, coletivas;

* Que a militarização é a máxima expressão do patriarcado, onde as mulheres são as principais vítimas da violência, seus corpos se convertem no campo de batalha e são consideradas botim de guerra;

* Que a militarização se baseia em práticas de recrutamento forçado e enganoso que violam os direitos e rompem com o futuro dos jovens, leva à repressão por parte de movimentos anti-guerra;

* Que a militarização gera um maior número de migrantes que são criminalizados sob as leis aprovadas nos EUA, na União Européia e são vítimas de violações de seus direitos humanos; a militarização das fronteiras leva à morte de milhares de pessoas nas mãos das forças de segurança ou na tentativa de cruzar as fronteiras, sendo as mulheres e as crianças os mais vulneráveis;

* Que a militarização constitui uma ameaça aos movimentos camponeses devido à repressão de suas demandas por reformas agrárias integrais e soberania alimentar;

* Que a militarização é o mecanismo de controle do capital sobre os recursos estratégicos e da energia, e viola os direitos das comunidades sobre eles e suas decisões sobre sua terra e territórios;

* Que o capitalismo não pode existir sem sua estrutura militar de dominação. Em nosso hemisfério, essa estrutura atualmente inclui a Iniciativa Mérida, o Plano Colômbia, o ASPAN, as bases militares, a Escola das Américas, o Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica, a Força Delta, o Comando Sul, a Quarta Frota;

* Que a militarização vai acompanhada de um terrorismo midiático, de uma estratégia de manipulação e de medo, de uma ideologia militar caracterizada pelo colonialismo midiático, entre outras formas de domínio e alienação;

* Que a militarização ganha ânimo com a suposta "guerra contra o narcotráfico", como a perfeita desculpa para militarizar a sociedade e as estruturas do Estado;

* Que a militarização é a resposta à criminalização do protesto social concebida como ameaça ao sistema de dominação sob as chamadas "Leis antiterroristas" que seguem o modelo estadunidense da Lei Patriota;

* Que a militarização impulsiona o crescimento do orçamento militar, favorecendo a sua grande indústria nos setores público e privado, gerando dívidas externas e desviando recursos que poderiam ser destinados para satisfazer os direitos econômicos, sociais e culturais;

* Que a militarização é um instrumento para a implementação e a segurança dos mega-0projetos de infra-estrutura e de investimentos do grande capital transnacional, como são o Plano Puebla-Panamá, a Iniciativa de Infra-estrutura Regional para América do Sul (IIRSA), os Tratados de Livre Comércio e os Acordos de Associação.

EXIGIMOS:

1) O fechamento definitivo de todas as bases militares estadunidenses e de qualquer outra nação estrangeira na América Latina e no Caribe e a proibição dos traslados ou aberturas de novas bases em nosso continente;

2) O cancelamento imediato da IV Frota que vulnera a soberania dos povos;

3) O retiro imediato da Minustah do Haiti e sua substituição por delegações de solidariedade, cooperação técnica, reconstrução, bem como o cancelamento da dívida externa ilegítima que o afoga;

4) O cancelamento de projetos de infra-estrutura e mega-projetos que violam o pleno direito da população latino-americana, indoamericana e caribenha a seus territórios e recursos ancestrais;

5) O fim do Plano Colômbia e da Iniciativa Mérida que aprofundam a ingerência militar estadunidense e contribui à militarização de nossos países;

6) A derrogação de todas as leis antiterroristas que atentem contra os povos e criminalizam a luta social;

7) O pleno respeito aos direitos das mulheres e o fim imediato da violência sexual, da prostituição e da trata de mulheres onde estão situadas as bases militares e as zonas de conflito;

8) O retiro de tropas estadunidenses e toda tentativa de militarização da Tríplice Fronteira e respeito aos territórios e soberanias dos povos do Sul;

9) A substituição do modelo militarizado de "guerra contra o narcotráfico", por medidas de participação cidadã, saúde comunitária...;

10) O pleno respeito aos direitos dos migrantes e o cancelamento do "muro da vergonha", na fronteira entre Estados Unidos e México;

11) O respeito a nosso direito a ter, manejar e operar nossos próprios meios de comunicação; chamamos ao fortalecimento e à criação de redes de meios próprios, indígenas, comunitários e alternativos, bem como a recuperar espaços públicos para a comunicação direta;

12) Acesso à informação imediata e precisa sobre quanto do orçamento nacional se dedica para financiar a militarização, para poder "desarmar" ditos orçamentos e exigir que os recursos sejam utilizados para o bem estar de toda a população;

13) O levantamento do bloqueio a Cuba, sobretudo, nesse momento em que sofre, junto aos irmãos e irmãs do Haiti as conseqüências dos furacões Gustav e Ike;

14) O fim da violência e da intervenção do governo dos Estados Unidos na Bolívia.

Os participantes do II Encontro contra a Militarização,

- Saudamos a decisão do povo e do governo equatoriano de fechar definitivamente a Base Militar de Manta, em 2009.

- Nos solidarizamos com o povo boliviano e com sua luta pela integridade de seu território e sua soberania.

- Saudamos a construção da Alternativa Bolivariana das Américas (ALBA) sobre a base do respeito irrestrito aos direitos humanos e de relações de eqüidade.

Considerando tudo o anterior, reafirmamos nosso compromisso de lutar por um mundo e um continente desmilitarizado, desarmado, livre de guerra, de miséria e de violência. Esses dias nos permitiram aprofundar-nos no conhecimento da realidade comum que enfrentamos, bem como identificar e formular as linhas de ação estratégicas que, como movimentos populares, nos permitam enfrentar a permanente agressão e criminalização sofrida por nossos povos e movimentos. Isso fica refletido em nosso Plano de Ação Continental contra a Militarização que, por meio de Campanhas e Ações nas bases e com projeção nacional e continental, nos possibilitará alcançar em um dia não muito distante o sonho de viver livres de violência, de exclusão e de guerra.

"Para calar as armas, falemos os povos!"
Com a força ancestral de Iselaca e Lempira,
Se levantam nossas vozes de vida, justiça, dignidade, liberdade e paz!"

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

VÍA CAMPESINA: V CONFERENCIA INTERNACIONAL

Minga Informativa de Movimientos Sociales http://movimientos.org/

Maputo, 16-23 de octubre: Vía Campesina celebrará su V Conferencia Internacional

El movimiento La Vía Campesina, que agrupa y representa a millones de personas campesinas en todo el mundo, celebrará su V Conferencia Internacional en Maputo (Mozambique), del 16 al 23 de octubre de este año. Esta Conferencia reunirá a más de 500 líderes campesinos/as de más de 70 países en un momento crucial, en el cual la crisis alimentaria encabeza la agenda global. Este evento comenzará con la Asamblea de Jóvenes Rurales el 16 de octubre, mientras se celebra el Día Mundial de la Alimentación. A continuación, tendrá lugar la Asamblea de las Mujeres y la Conferencia en sí misma.

La Vía Campesina ofrece una visión real y soluciones a la actual crisis de la alimentación. Las y los pequeños agricultores de todo el mundo están luchando por la supervivencia. La crisis en el sector agrario, la actual crisis financiera, las crisis climática y medioambiental, la crisis energética y la profunda crisis social global son síntomas del mismo modelo, el modelo neoliberal, que hace que el conjunto de la sociedad esté organizada en función de la obtención del lucro.

Desde su creación hace 15 años, La Vía Campesina se ha convertido en la primera y más importante red mundial de personas agricultoras, campesinas y pequeñas productoras de alimentos, cuya voz está cada vez más presente en la opinión pública internacional y en foros internacionales como la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) en Roma y el Consejo de los Derechos Humanos en Ginebra. La Vía Campesina tiene, asimismo, un importante reconocimiento entre las redes antiglobalización y otros movimientos sociales, que han sido invitados a participar en Maputo.

La Conferencia Internacional es la asamblea principal de La Vía Campesina, que tiene lugar cada cuatro años; es un espacio donde se adoptan de forma colectiva las grandes decisiones políticas y de organización. Las y los delegados analizarán la situación actual y debatirán las futuras líneas de acción. La organización anfitriona del evento es la UNAC, Unión Nacional de Campesinos de Mozambique.

Las y los pequeños productores del Sur y del Norte llevan luchando muchos años por un modelo de producción agrícola basado en fincas familiares y una agricultura sostenible, oponiéndose al modelo agrícola orientado a la industria y a la exportación, que ha conducido a la destrucción de los medios de sustento de la comunidades rurales y del entorno natural. La actual crisis deja patente que un sistema alimentario basado en la importación y en la llamada “revolución verde” no es seguro y además genera hambre y pobreza. Ha llegado el tiempo de la producción localizada de alimentos, de una agricultura sostenible y de baja instensidad en la utilización de energías fósiles y del empoderamiento del campesinado y las y los pequeños agricultores.

Cobertura de los medios de comunicación

Esta conferencia es una excelente ocasión para entrevistar a líderes campesinos de cada continente, ser testigos directos de la dinámica de este movimiento campesino internacional y sobre todo conocer sus estrategias para resolver la crisis actual. También se podrá conocer de primera mano el emergente movimiento campesino de Mozambique y la realidad de las y los productores locales.

Por el carácter interno y las limitaciones logísticas de la propia Conferencia, sólo unas pocas personas periodistas serán acreditadas para cubrir la Conferencia del 21 al 23 de octubre. No obstante, el servicio de comunicación de La Vía Campesina estará a su entera disposición para organizar entrevistas por teléfono u otros medios durante la Conferencia, así como para transmitir información, fotografías e imágenes de vídeo, de modo que se pueda hacer un estrecho seguimiento informativo desde cualquier parte del mundo.

Dossier de prensa y cobertura especial en
www.viacampesina.org

Para más información: Isabelle Delforge (e-mail:
idelforge@viacampesina.org,

Phone: +32 498522163)

Minga Informativa de Movimientos Sociales
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Escola Latino-Americana de Agroecologia completa três anos

Fonte: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra http://www.mst.org.br

27 agosto 2008

Neste sábado (30/8), a Via Campesina Brasil festeja o aniversário de três anos da I Escola Latino-Americana de Agroecologia (ELAA), localizada no assentamento Contestado, município da Lapa (à 70 km de Curitiba-PR).

A escola fundada em 27 de agosto de 2005, pelos campones, é mais instrumento na luta pela construção de uma nova matriz de produção, baseada na agroeocologia e na preservação do meio ambiente. No local estão sendo formados tecnólogos em Agroecologia para contribuir no avanço deste modelo de produção no campo.

“A construção da ELAA tem sido fundamental para fortalecer a articulação da Via Campesina na América Latina, preparando jovens de vários movimentos socais para atuar nas comunidades onde vivem”, afirma José Maria Tardin, da equipe pedagógica da escola.

As comerações terão início às 9h, com uma mística de abertura. Às 9h30 os participantes farão uma visita aos espaços da escola. Às 11h será realizada um Ato Político com autoridades e religiosos convidados, às 13h será servido almoço, e às 14h30 serão realizadas atividades culturais.

Hoje, a ELAA conta com 88 educandos de 18 estados brasileiros e do Paraguai. Todos filhos de camponeses, assentados e pequenos agricultores, ligados a movimentos latino-americanos da Via Campesina. São duas turmas em funcionamento na escola. A primeira, chamada “Mata Atlântica” está na sexta etapa do curso e a turma “Resistência Camponesa” inicia a quarta etapa em outubro.

O curso de graduação é ministrado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conta com três anos de duração, com aulas que funcionam por etapas, em regime de alternância, entre tempo escola e tempo comunidade, com uma média de 60 a 70 dias cada etapa.

A ELAA foi criada numa parceria entre a Via Campesina, o governo da Venezuela, governo do Paraná, UFPR e o MST, para possibilitar a estruturação de uma rede de intercâmbio entre os camponeses latino-americanos e defender a soberania alimentar dos povos.

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5743

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Brasil/DO FOME ZERO AOS AGROCOMBUSTÍVEIS


Roberto Malvezzi, Gogó *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

11 agosto 2008

Adital - Quando Lula tomou posse, uma de suas primeiras atividades foi reunir seu ministério e levá-lo até Guaribas, sertão do Piauí. Andando longo trecho de ônibus, os ministros que só conheciam o sertão pelos livros e TVs, puderam pôr o pé na realidade. O gesto era simbólico e, como já advertia Frei Betto, não era a revolução, mas era o que podia um governo eleito pelo voto. Lula proclamara o "Fome Zero" como uma das metas principais de seu governo. Depois, diante de observações feitas aqui das bases do Nordeste, o próprio Ministério do Meio Ambiente proclamou o "Sede Zero". De qualquer forma, soava diferente de todos os governos anteriores.

O tempo se encarregou de mudar Lula e seu governo. A adesão firme ao agro e hidronegócios fez com que optasse pelos transgênicos ao invés de uma agricultura familiar diversificada e rica em alimentos, embora invista também nela, mas jamais na mesma proporção. Optou pela transposição do São Francisco ao invés de investir em obras descentralizadas de abastecimento, como as adutoras para as cidades do Nordeste. Finalmente, optou pelos agrocombustíveis em detrimento da produção de alimentos. Dá para demarcar passo a passo, numa linha do tempo, as mudanças profundas na rota do governo Lula.

Em Salvador, inaugurando obras e fomentando a aqüicultura nos mangues brasileiros, também em detrimento das populações pesqueiras do litoral, Lula disse que "não seria louco de deixar de encher o tanque do povo para encher o tanque dos carros". De repente, parecia o velho Lula, com aquele semblante de indignação diante das injustiças brasileiras. Mas, a realidade é que ele estava apenas querendo justificar sua opção pelos agrocombustíveis, sempre na argumentação que não existe paradoxo entre produzir alimentos e agrocombustíveis. O assunto é uma espada no pescoço de seu governo e não faltam estatísticas de todos os tipos para contestar a linha de pensamento do presidente.

Esses dias, o preço das comodities agrícolas despencou e o programa do biodiesel da mamona faliu. O aumento da fome no mundo, em um ano, já passa de 100 milhões de pessoas. O preço dos alimentos explodiu. Contraria as metas do milênio e coloca a humanidade numa encruzilhada tenebrosa. O governo, ao pôr os melhores solos brasileiros a favor dos agrocombustíveis, ao incentivar a América Central e a África para o mesmo caminho, a pretexto de favorecer a renda dos agricultores, pode estar incentivando a escassez de alimentos no mundo. E não adianta falar em safra recorde porque essas comodities não põem a mesa do povo brasileiro.

Assim, um governo que fez do combate à fome sua grife, pode terminar seus dias colaborando com o aumento da fome sistêmica em todo o planeta.

* Agente Pastoral da Comissão

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Timor-Leste/Fretilin: FUNDO ECONÓMICO DE ESTABILIZAÇÃO MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO

FRETILIN – Comunicado de Imprensa - Julho 18, 2008 - Tradução de MARGARIDA

A FRETILIN opõe-se ao Decreto-Lei que cria o Fundo Económico de Estabilização

"Hoje a FRETILIN expressou grande preocupação com o Fundo Económico de Estabilização proposto na revisão orçamental, que na nossa opinião está cheio de ilegalidades e de falta de transparência."

Esta afirmação foi feita pelo líder Parlamentar da FRETILIN, Aniceto Guterres, ontem, 17 de Julho, num comunicado de imprensa. O Decreto-Lei foi aprovado pelo Conselho de Ministros e proclamado pelo Presidente da República, Ramos-Horta, em 14 de Julho. A FRETILIN apelou aos deputados da coligação do governo para se juntarem na votação contra a lei proposta, como fizeram recentemente sobre a proposta de lei das armas.

Guterres acrescentou: "Apesar de haver muitas áreas de preocupação nesta proposta de revisão orçamental, o Fundo Económico de Estabilização é o mais preocupante porque envolve a retirada de uma grande quantidade de dinheiro do Fundo do Petróleo se suficiente controlo legal.

"Apesar do presidente da República ter proclamado o Decreto-Lei, ainda não foi publicado nem entrou em efeito. Entretanto o governo de facto está a tentar a aprovação do parlamento na sua proposta de revisão orçamental para retitar uma quantia de USD$240 milhões, que gastaria sob esta lei, que não detalha claramente os mecanismos legais e financeiros de procuração, gastos e responsabilização para os fundosnuma maneira transparente e responsável. Tanto dinheiro, representiando o total do Orçamento de Estado de Timor-Leste entre 2002 e 2005, a ser gerido por uma lei que é simplesmente constituída por uma página e meia e 8 secções.

"A FRETILIN opõe-se a este Decreto-Lei e à proposta de tirar esses financiamentos do Fundo do Petróleo destea maneira. Entre outras razões, suspeitamos fortemente que nada mais é que uma tentativa para retirar fundos do Fundo do Petróleo de modo não-transparente e irresponsável.

Os objectivos do Decreto-Lei, conforme estão no Artigo 2, são a procuração e a distribuição de alimentos para a segurança alimentar, combustíveis e materiais de construção pelo governo. Mas o Decreto-Lei não estabelece os procedimentos, regras e mecanismos para a procuração, administração e controlo financeiro dos fundos ou a distribuição do estoque adquirido numa maneira transparente ou responsável. As Secções 4, 5 e 6 afirmam que estas questões vitais da transparência e responsabilização serão lidadas com "regulamentos apropriados a serem aprovados"

"Com todo o devido respeito, isto mostra que o governo de facto não encara o parlamento do nosso povo com seriedade e respeito," disse Aniceto Guterres.

"Perguntámos o que é que o governo de facto tinha na cabeça quando pôs esta proposta para o parlamento aprovar uma tal quantidade de dinheiro a ser gasto sem as regras legais e administrativas apropriadas e sem a definição de procedimentos na lei que tem o propósito de estabelecer isso? Como é que nos podem pedir para aprovar esta grande quantidade de dinheiro, a nós que estamos constitucionalmente mandatados para fiscalizar e responsabilizar o governo pelos seus gastos de de acordo com as leis do país, como é que poderemos fazer o nosso trabalho, dado que não somos informados das regras e mecanismos pelos quais os responsabilizar?

"Isto leva-nos também a pensar que o governo de facto tem meramente a intenção de usar os fundos que o parlamento aprovar como um fundo para corrupção sem controlos ou responsabilização. Isto leva-nos a pensar que haverá ainda menos procuração através de concursos públicos de acordo com a lei da procuração aplicável, para procurar tão grandes quantidades de bens alimentares, combustíveis e materiais de construção, do que há nesta altura. Somos levados a pensar que os contractos de procuração para esses serão simplesmente dados directamente, sem concursos públicos , aos seus amigos e aliados políticos, tal como a contracto de procuração de arros de US$14 milhões recentemente publicizado, e que tem sido questionado por muita gente. Este processo de procuração de arroz foi questionado mesmo por membros do CNRT no parlamento, e o governo de facto até agora ainda não explicou totalmente nem o justificou de modo a satisfazer a população ou nos satisfazer a nós.

"É por causa disto que a FRETILIN diz que se vai opor a esta tentativa para retirar fundos do Fundo do Petróleo para alocar contractos a amigos e aliados do governo de facto.

"Com esta tentativa este governo da AMP demonstrou outra vez contudo que não são sérios a executar e gerir o dinheiro do povo com seriedade, responsabilidade e transparência.

"Já vimos com importantes negócios que vieram a público que eles escondem coisas. A proposta de acordo para alocar grandes fatias de terra a uma companhia estrangeira para cultivar cana de açúcar para biocombustíveis foi escondida durante meses, apesar de pedidos repetidos para o acordo ser tornado público. O acordo para doar direitos exclusivos a uma única companhia petrolífera estrangeira para o mercado do gás do Sunrise continua escondido da população com a insistência do governo de que é um “segredo do governo”, apesar dos pedidos para o tornar público. O contracto para comprar carros de luxo para os deputados do parlamento foi escondida de nós mais outra vez, apesar dos pedidos para ser disponibilizado aos partidos da oposição. Agora, é pior, com um fundo extremamente grande de USD$240 milhões que não estão a explicar como é que vão gastar esses fundos com regulamentos que ainda não foram aprovados.

"A FRETILIN já sabe que há partidos e deputados que estão preparados para exercerem com consciência a sua oposição a esta proposta. Nós apelamos a todos os Timorenses bem intencionados no nosso parlamento nacional que votam de outro modo com a AMP, que seguem as orientações políticas do governo para se juntarem a nós na oposição a esta proposta que não defende os interesses do nosso povo. Tal como fizémos com as leis das armas há algumas semanas atrás, nós pedimos-lhes para se juntarem a nós exercendo a vossa consciência e votando no interesse do bem-estar do nosso povo, no futuro desta nação, na paz e estabilidade que o nosso povo merece, em vez de seguirem simplesmente um caminho que não é transparente, e que será prejudicial para a nossa nação e para o nosso povo.

"A FRETILIN concorda com o objectivo de ajudar o nosso povo para responder à corrente crise global de alimentos e combustíveis, mas não apoiará um rumo de acções que não seja transparente e responsável e que serve apenas para beneficiar muitos poucos à custa do nosso povo, que continuará pobre e a passar fome. Durante o debate do orçamento a FRETILIN vai propor medidas para confrontar as dificuldades que o nosso povo enfrenta com seriedade, responsabilidade e transparência."

Para mais informação: funcionária parlamentar da FRETILIN para os media - Nilva Guimarães +670 734 0389