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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Abya Yala, Patria Grande/RECLAMO DEL OTRO CAMPO
terça-feira, 9 de julho de 2013
WebTV da Via Campesina dá visibilidade às lutas e conquistas da população camponesa global
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Brasil/Sem terra denunciam falta de comprometimento com Reforma Agrária
20 abril 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
Da Redação
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que realiza neste mês de abril a Jornada de Lutas pela Reforma Agrária, denuncia, através de nota, a falta de comprometimento do governo federal na execução de políticas voltadas ao campo e aos trabalhadores rurais.
Segundo o movimento, ao mesmo tempo que o governo reduz os investimentos em reforma agrária, utilizando como justificativa a atual crise financeira, por conta do mesmo motivo tem aumentado a ajuda às maiores agroindústrias, que mesmo assim continuam demitindo trabalhadores em todo o país. Desde novembro de 2008, os latifúndios do agronegócio já demitiram 270 mil funcionários.
Desde o início da Jornada de Lutas foram ocupadas áreas em 15 estados e no Distrito Federal. Com as ações, o MST exige o assentamento de 100 mil famílias acampadas.
Dentre as ações realizadas, foi ocupada a Fazenda Balame, em Pernambuco, pertencente à família de José Cordeiro de Santana, conhecido como Zé de Riva, condenado em 2002 como mandante do assassinato do Cacique Xicão Xukuru, liderança indígena reconhecida internacionalmente por sua luta pela retomada das terras tradicionais do povo Xukuru, assassinado no município de Pesqueira em 1998.
Na Fazenda Espirito Santo, em Eldorado dos Carajás (PA), do banqueiro Daniel Dantas, ocupada desde fevereiro, pistoleiros balearam 9 sem terra e mantiveram reféns três integrantes do MST que retornavam das mobilizações em torno do Massacre de Eldorado dos Carajás, realizadas na Curva do S, para o acampamento, conforme apontado pelo movimento.
Na última semana, de 12 a 19 de abril, o MST intensificou a realização de ocupações em todo o país, em torno da memória dos 19 sem terra assassinados pela Polícia Militar do Pará, no Massacre de Eldorado de Carajás, em 17 de abril de 1996.
Confira abaixo nota do MST sobre o posicionamento do governo federal frente à questão da Reforma Agrária:
BALANÇO DA POLÍTICA AGRÁRIA DO GOVERNO FEDERAL
Estamos fazendo mais uma jornada de lutas para cobrar do governo federal a realização da Reforma Agrária e debater com a sociedade sobre a situação dos trabalhadores rurais, da agricultura e da gravidade da crise no campo. Realizamos ocupações, marchas e protestos em 15 estados e no Distrito Federal. Abaixo, apresentamos um balanço político da situação atual da política agrária do governo federal, que demonstra um retrocesso, inclusive em relação a anos anteriores.
Os latifúndios do agronegócio já desempregaram 270 mil trabalhadores assalariados, desde novembro de 2008. As 20 maiores agroindústrias desempregaram quase 100 mil operários de suas fábricas. Mesmo assim, continuam recebendo apoio governamental, enquanto trabalhadores rurais pobres do campo ficam em segundo plano.
1. Os recursos para desapropriação, aprovados no orçamento de 2009, eram de R$ 957 milhões e foram cortados ‘em função da crise’. Eles foram reduzidos em 41%, baixando o orçamento para R$ 561 milhões. Segundo o Incra, com essa redução será possível assentar apenas 17 mil famílias e não mais 75 mil, meta anteriormente prevista pelo governo para o ano de 2009.
2. Os recursos aprovados para assistência técnica das famílias assentadas, previstos para 2009, eram de R$ 224 milhões, mas foram reduzidos para R$135 milhões. Redução também de 41%.
3. Para o Pronera, programa de educação nas áreas de Reforma Agrária, os recursos aprovados para 2009 - eram de R$ 69 milhões - foram cortados em 62%, baixando para apenas R$ 26 milhões. Além disso, o Incra não consegue garantir formas de remuneração para os professores nas áreas rurais. Vários cursos já conveniados com universidades em todo país, e alguns já iniciados, foram interrompidos por falta de recursos!
4. O Incra vem usando índices de produtividade, que fixam os parâmetros necessários para desapropriação das áreas, com dados de produção ainda de 1975, totalmente defasados, o que dificulta classificar as fazendas como improdutivas. Em maio de 2005, o governo federal se comprometeu, perante a Marcha Nacional dos Sem Terra a Brasília, a atualizar os índices e publicá-los em algumas semanas. Em 2005, o Incra e o MDA atualizaram a portaria, mas até hoje ela não foi editada. A lei agrária determina que os índices sejam atualizados a cada cinco anos. É urgente que eles sejam atualizados com os dados do censo agropecuário de 2006, e se publique nova portaria.
5. Ano passado, propusemos e foi acordado com o governo, a liberação de R$18 mil por família para o programa de habitação rural a ser implementado em 2009, para a construção e reformas de moradias no campo. Pela primeira vez, tínhamos um programa consolidado de habitação para o meio rural. Soubemos, porém, que os recursos foram baixados para R$10, 6 mil reais por família neste ano. Perguntamos: alguém consegue construir uma casa com R$10 mil?
6. O governo havia se comprometido a garantir a assistência técnica para todas as famílias assentadas, e até fez propaganda disso. Nas negociações, ficou claro que por causa do corte de 41%, o Incra não tem condições de pagar sequer os trabalhos já realizados em meses passados pelos agrônomos e até hoje não pagos. Não vai honrar convênios já assinados com entidades, e não tem previsão de como será a assistência técnica no futuro. Isso vai prejudicar a realização dos projetos para acessar ao crédito do Pronaf, que terá início em julho. Até o final de março de 2009, nenhum centavo havia sido liberado para assistência técnica de projetos contratados em 2008.
7. O governo se comprometeu, na chegada da marcha a Brasília em maio de 2005, a abrir uma linha de crédito para financiamento especial de agroindústrias em assentamentos. Nossa demanda é de R$150 milhões, mas apenas R$ 20 milhões estão assegurados para os próximos dois anos. Há, porém, um processo de negociação em aberto com o BNDES para expandir esse valor. Por outro lado, o governo liberou R$12 bilhões via Banco do Brasil e BNDES como socorro de capital de giro para as 20 maiores agroindústrias do país, que estão em crise e já demitiram quase 100 mil trabalhadores.
8. Estamos esperando, até hoje, resposta a uma proposta de programa de reflorestamento nos assentamentos e na agricultura familiar, que previa apoio para que cada família de agricultor pudesse reflorestar dois hectares de sua área. A proposta foi apresentada e aprovada pelo presidente Lula, em 2003.
9. O governo sempre se deixou influenciar pelos interesses econômicos das empresas transnacionais do agronegócio, para liberar vergonhosamente as sementes transgênicas, sem nenhum estudo sério de impacto ambiental e de saúde. Na fila da CTNBio estão novas licenças de arroz, milho etc., e sempre alegaram não haver nisso problema nenhum. Nesta semana, porém, um juiz do Rio Grande do Sul aceitou uma demanda dos agricultores gaúchos contra o pagamento de royalties para a Monsanto. Além disso, o governo da Alemanha proibiu em seu território o cultivo da soja roundup, da Monsanto. No ano passado, o governo liberou três variedades de milho transgênico da Bayer, Syngenta e Monsanto. A produção de sementes de milho transgênico estava proibida. Assim que liberaram, milagrosamente em apenas uma safra, as empresas forneceram sementes para atender 40% da demanda. Isso terá um impacto futuro na agricultura familiar destruidor, como já aconteceu no México.
10. O governo enviou ao congresso a Medida provisória MP 458, que define novos critérios e praticamente legaliza todas as terras públicas griladas na Amazônia, em até 1500 hectares por pessoa. Isso demonstra um claro abandono da Reforma Agrária, pois, ao invés de exigir a imediata arrecadação pela União das terras acima de 15 módulos fiscais e sua destinação para o Incra, designa estas áreas para licitação, com direito de preferência para o atual grileiro! Portanto, está consumada a regularização do grilo, além de sucatear a já famigerada autarquia, porque vai transferir técnicos, diretores e demais estruturas do Incra para o projeto de regularização. Segundo denunciaram todas as entidades envolvidas no Fórum Nacional de Reforma Agrária a proposta da MP 458 tem clara afronta a preceitos constitucionais que devem ser contestados no STF.
11. Está parado na Câmara dos Deputados um projeto de lei que determina a desapropriação de todas as fazendas onde foram encontrados trabalhadores em situação análoga à escravidão. A lei já foi aprovada no Senado Federal. Mas, por articulações políticas dos ruralistas, o governo se rendeu e não mobilizou sua base para aprová-la. Enquanto isso, a Polícia Federal continua libertando pessoas que vivem em condições de trabalho escravo nas fazendas e já registrou que 58% das fazendas são reincidentes.
17/04/2009
SECRETARIA NACIONAL DO MST
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/sem-terra-denunciam-falta-de-comprometimento-com-reforma-agraria
Eixo Luanda-São Paulo cada vez mais importante para os dois
Dos dados mais recentes das trocas comerciais entre os dois países, salta à vista sobretudo o crescimento do valor das exportações angolanas para o Brasil – 8.350 por cento, para mais de 76 milhões de dólares nos dois primeiros meses do ano.
Tratando-se sobretudo de produtos petrolíferos, o aumento deve-se ao acréscimo de quantidades, dado que os preços deste género de matérias-primas têm estado em quebra.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior do Brasil, em 2008 Angola conseguiu mesmo exportar mais para o Brasil (2,24 mil milhões de dólares, mais do dobro do valor de 2007) do que importar (1,97 mil milhões).
Portugal continua a ser o maior exportador para Angola (2,27 mil milhões de euros em 2008), mas o facto de as compras à antiga colónia se ficarem pelos 408 milhões fazem com que já hoje a balança comercial Angola-Brasil tenha maior peso (4,21 mil milhões de dólares), tendo sextuplicado o seu valor desde 2004.
Hoje, o peso desta balança transatlântica é apenas superado pelo da sino-angolana (23,5 mil milhões de dólares, dos quais 22,3 mil milhões de exportações angolanas).
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para Angola cresceram 36,7 por cento, para 280,5 milhões de dólares, enquanto o total apurado pelo Ministério do Comércio Exterior caiu perto de 15 por cento.
Os empresários brasileiros já têm uma associação em Angola, a Aebran, cujo presidente Alberto Ésper afirmou recentemente à imprensa local que os financiamentos directos do Brasil para projectos angolanos foram da ordem de 2 mil milhões de dólares no ano passado.
O crescimento dos negócios tem beneficiado da existência de uma linha de crédito de 1,75 mil milhões de dólares, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e também dos recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), administrados pelo Banco do Brasil.
"A construção é segmento onde existe uma participação brasileira mais marcante e mais visível, das empresas brasileiras em Angola. Mas temos que notar que hoje o brasileiro está nas mais diversas áreas da economia angolana, como a agricultura, o comércio geral, a saúde, educação, formação e tecnologia em geral", afirmou Ésper, citado pelo diário O País.
A Aebran estima que residam actualmente 25 mil cidadãos brasileiros em Angola, e que estejam constituídas pelo menos 200 empresas com participação de capitais brasileiros.
Se grandes grupos como a petrolífera Petrobras ou a Odebrecht abriram caminho em Angola, hoje já é possível comer em Luanda um “kibe” Mister Sheik ou aprender informática na também brasileira BIT Company.
Para Ricardo Camargo, director-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) "Angola parece ter caído no gosto dos investidores brasileiros, donos de franquias de diferentes sectores da economia".
A Petrobras destinou recentemente a Angola cinco por cento do investimento previsto para 2009/2013, ou seja perto de 800 milhões de dólares, sensivelmente o mesmo que a Odebrecht pretende aplicar no país nos próximos anos.
Emílio Odebrecht, presidente do grupo, reuniu-se recentemente com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para analisar os projectos futuros, tendo em conta as prioridades do governo angolano.
Em parceria com o grupo privado angolano Damer e a estatal petrolífera Sonangol, a Odebrecht participa na Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), que vai investir na plantação de cana-de-açúcar e construção de uma fábrica para produzir açúcar, etanol e bioelectricidade na província de Malanje.
Estão previstos investimentos de 258 milhões de dólares e a ocupação de 30 mil hectares de área agrícola, até 2012.
Toda a estrutura de pesquisa agropecuária de Angola, sector em que o país possui reconhecidamente elevado potencial, está actualmente a ser repensada com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O projecto, com duração até 2013, tem investimentos do Governo angolano de 7,3 milhões de dólares (5,5 milhões de euros), a serem aplicados na criação de 14 centros de pesquisa.
Tirando partido do crescente fluxo de empresários, trabalhadores, e também turistas, a companhia aérea de Angola Taag está a aumentar a frequência dos seus voos para as principais cidades brasileiras.
A partir de 2 de Maio passará a ter sete voos, dos quais cinco são para o Rio de Janeiro e dois para São Paulo, uma importante ajuda numa altura em que se mantém impedida de voar para a Europa. (macauhub)
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Argentina/MENSAJE DE LOS SACERDOTES DE LA ARQUIDIÓCESIS DE CÓRDOBA*
[ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina www.adital.com.br
19 junio 2008
Adital - A nuestra comunidad arquidiocesana
* Los sacerdotes de la arquidiócesis de Córdoba, en comunión con nuestro Padre y Pastor Carlos José Ñáñez, caminamos junto a nuestro pueblo y sus sufrimientos y alegrías, sus frustraciones y esperanzas, son también las nuestras. Haciéndonos eco de la voz del Espíritu que nos llama en este tiempo a "acortar distancias" para encontrarnos, en nuestra reunión anual de formación permanente en Cosquín, nos sentimos urgidos como presbiterios a tener un gesto de presencia comprometida frente a los clamores de la hora presente: adelantar el regreso a nuestras comunidades para promover en ellas, desde la oración y la reflexión, actitudes evangélicas que nos ayuden a mirar con realismo y esperanza el rumbo de nuestra Patria. Lo hacemos en comunión con lo expresado por los Obispos argentinos en la reciente reunión extraordinaria de la Comisión Permanente.
Sin pretender ser exhaustivos ni pretender expresar en pocas líneas toda la riqueza de lo conversado en estos días, junto a nuestro Pastor, en un clima de fraternidad y oración, queremos compartirles, desde nuestra mirada pastoral, algunas de las cosas que nos preocupan:
- la focalización de la opinión pública y de las autoridades en el conflicto puntual del momento, dejando al margen la situación del pueblo pobre, el común, la mayoría, todos aquellos que no tienen un lugar en la estructura política ni tampoco campos, a veces ni un lote;
- el abatimiento, la desazón y el cansancio que se ha apoderado de muchos de nosotros, argentinos, frente a conflictos que nos envuelven y nos conducen a un callejón sin salida;
- los inconstitucionales cortes de rutas generados por los reclamos de un sector de la sociedad; el país inmovilizado, con altos índices de desabastecimiento; gestos y discursos violentos y amenazadores de la paz social; despidos y suspensiones en la agroindustria, el transporte, estaciones de servicio y otros ámbitos laborales, que afectan a nuestras familias;
- que en estos 100 días de conflicto se han puesto de manifiesto graves debilidades de nuestra democracia: la concentración hegemónica de poder en el Ejecutivo, la debilidad de un Parlamento que no sesiona permanentemente, la ausencia de la mayoría de los gobernadores en la búsqueda de soluciones, una visión del país desde Buenos Aires con la consecuente minusvaloración de los reclamos del interior, etc.;
- que la legitimidad de la autoridad delegada mediante el voto popular sea interpretada como un "cheque en blanco" que autorizaría a las autoridades a desoír las diversas voces de la ciudadanía;
- la estigmatización y descalificación de quienes piensan de modo diverso, que impide la construcción social desde el pluralismo, y propicia una dialéctica de la división y el enfrentamiento;
- que, junto con la necesaria política de derechos humanos y la revisión de nuestra historia, se pretendan imponer lecturas parciales y reductivas del pasado reciente de nuestro pueblo;
- la falta de políticas de Estado y de proyecto de país, que nos condenan a estar a merced de los vaivenes de quienes ejercen la representación del poder ciudadano;
- el crecimiento de la pobreza, la marginación y la exclusión que está demasiado cerca de los ojos de todos como para no verla; por más que los datos oficiales del INDEC se esfuercen por hacerla invisible, la inflación es una realidad que no se puede esconder y que reclama un urgente y global abordaje, para que no sea más gravemente afectada la canasta básica familiar, especialmente en los sectores económicamente más pobres;
- que la construcción de la opinión pública desde algunos MCS esté en manos de grupos monopólicos que determinan la lectura de los acontecimientos según convenga a intereses sectoriales;
Junto a estos aspectos sombríos de la realidad, que parecieran robarnos la esperanza, vemos aparecer también algunas luces que nos alegran y nos alientan. Entre otras cosas, valoramos:
- la insistencia generalizada en el diálogo como valor y medio para la solución de los problemas que nos afligen; en las manifestaciones populares hemos escuchado estos gritos: ¡Democracia, federalismo, diálogo!
- que el Poder Ejecutivo Nacional haya remitido al Parlamento la consideración de la ley de retenciones, y auguramos que en el futuro su desempeño se vea libre de presiones, haciéndose eco de las justas demandas de la comunidad nacional;
- la preocupación expresada a favor de una mayor y más justa distribución de la riqueza, puesta en práctica a partir de un debate que nos incluya a todos y se distancie de las inmorales prácticas clientelistas y de prebendas;
- la ratificación del sistema democrático, republicano y federal, a pesar de las debilidades antes señaladas; un profundo repudio en el pueblo argentino del golpismo que en el pasado nos hizo tanto daño;
- el compromiso y el patriotismo de muchos ciudadanos comunes que abandonaron el "no te metás" para constituirse en protagonistas del presente, como testimonios concretos de lo que significa pasar de ser habitantes a ser ciudadanos;
- el creciente aprendizaje de la responsabilidad cívica, expresado en el rechazo del autoritarismo, la exigencia de que las autoridades rindan cuenta al pueblo de la gestión que se les confió, y el aumento de la conciencia de que el bien común debe prevalecer sobre los intereses particulares;
- el interés y la seriedad con los que, como pueblo, estamos siguiendo el desarrollo de los acontecimientos, creciendo en capacidad de análisis crítico de los diversos mensajes;
- la confianza de los creyentes de diversas tradiciones religiosas en la Providencia divina y la espontaneidad con la que se elevaron oraciones por la Patria en todos los rincones del país;
- el espíritu solidario en algunos sectores de nuestra sociedad, que saben ponerse en el lugar de los más necesitados y compartir lo poco o mucho que tienen, sin dejar por ello de reclamar justicia;
- la condición pacífica de nuestro pueblo, que reconoce en los otros a hermanos, rechaza responder con violencia a las provocaciones, y elige el camino de la paz.
Todo esto y todo lo que hoy nos está pasando nos responsabiliza a todos. Creemos haber aprendido de la historia el papel que como Iglesia hemos de asumir para no repetir los errores del pasado y no tener que arrepentirnos en el futuro. La proximidad del contexto del Bicentenario despierta la perspectiva de una refundación de la Patria. Somos convocados a poner las bases de una Nación cuya identidad sea la pasión por la verdad y el compromiso por el bien común. Guiados por la espiritualidad de comunión, sigamos caminando juntos; nos anima la esperanza que no defrauda (Rm 5,5): "Jesucristo, Señor de la historia".
Nuestra Señora del Rosario del Milagro, como pueblo que peregrina en Córdoba, te pedimos que nos ayudes a mantener el entusiasmo de trabajar por el bienestar y el progreso de nuestra Patria.
Cosquín, 18 de junio de 2008
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=33580
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