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sábado, 8 de agosto de 2015

Brasil/Ninguém vai tirar a legitimidade que o voto me deu, afirmou Dilma

7 agosto 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Agência Brasil
Dilma esteve na cerimônia de entrega de 747 unidades 
habitacionais em Boa Vista, Roraima, do programa 
Minha Casa Minha Vida

Sob aplausos de milhares de pessoas em Boa Vista, Roraima, nesta sexta-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff rebateu os intentos golpistas ao afirmar que as ameaças contra o seu governo e a democracia não a amedrontam e ressaltou que é preciso respeitar a decisão das urnas.

---------- Relacionada: Brasil/Dilma: “O programa Mais Médicos engrandece meu mandato"

“Esse país é uma democracia e uma democracia respeita, sobretudo, uma coisa: a eleição direta pelo voto popular. Eu respeito a democracia do meu país. Eu sei o que é viver numa ditadura. Por isso, eu respeito a democracia e o voto. E podem ter certeza: além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram. A primeira característica de quem honra o voto que lhe deram é saber que ele é a fonte da legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu”, afirmou a presidenta.

"Sou uma pessoa que aguenta ameaças. Sobrevivi a grandes ameaças à minha própria vida”, salientou a presidenta durante

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Angola/Ministra pede aposta na agricultura familiar

22 fevereiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


A ministra do Comércio pediu aos empresários nacionais a diversificarem as suas actividades, na perspectiva de se estabelecer uma economia independente no país.

De acordo com a Angop, a ministra Rosa Pacavira considerou necessária a aposta na agricultura familiar, empresarial e na agro-indústria.

Para a ministra, só com estes pressupostos é que a economia nacional pode suportar a queda do preço do petróleo e, “por isso, tem de haver uma colaboração estreita entre os empresários e o Governo”.

Rosa Pacavira, ao falar na abertura do seminário sobre descentralização do Programa de Aquisição de Produtos Agro-pecuários (PAPAGRO) e apresentação do Novo Alvará Comercial, na cidade do Lubango, informou que o Executivo criou vários programas, alguns já em funcionamento em várias regiões do país, dos quais se destaca o Programa de Aquisição de Produtos Agro-pecuários aos camponeses, anteriormente

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Moçambique/Guebuza: “Nunca baixar os braços na batalha contra a fome” – a bandeira da Presidência Aberta em Gaza

16 julho 2010/Rádio Moçambique

O Presidente Armando Guebuza encorajou a população da localidade de Nhanale a não baixar os braços no seu esforço para reduzir o nível de pobreza que grassa aquele ponto do país.

Guebuza falava no comício que ontem (quinta-feira) orientou naquela localidade do distrito de Chigubo, a cerca de 300 quilómetros da capital provincial, Xai-Xai, no segundo dia da Presidência Aberta, baseada na auscultação e busca de soluções das preocupações das comunidades com quem contacta.

No comício, o Chefe do Estado escutou atentamente as queixas colocadas pelos residentes de Nhanale, entre elas a incapacidade do centro de saúde de garantir uma resposta célere aos cuidados sanitários dado o “sufoco” resultante da elevada procura pelos residentes de outros lugares, próximos e distantes.

No diálogo estabelecido, o presidente transmitiu um sentimento de optimismo e esperança, perante as várias adversidades colocadas, insistindo sempre que a pobreza só pode ser erradicada com esforço, preserverança e aproveitamento racional das potencialidades locais.

“Quando vencermos a pobreza espiritual estaremos em melhores condições de acabar com a pobreza material que passará a fazer parte do passado”, sublinhou Guebuza.

Chigubo, um distrito com um forte potencial pecuário, sofre ciclicamente os efeitos da seca, situação que se traduz na falta de água tanto para o consumo humano quanto para o regadio das culturas, daí que a actividade agrária é feita nas zonas baixas junto de pequenos cursos de água.

Na província meridional de Gaza, dos 11 distritos, pelo menos três, nomeadamente Chigubo, Chicualacuala e Mssangena, ainda estão privados do acesso a energia eléctrica da rede nacional, socorrendo-se de grupos geradores onerosos para os parcos recursos financeiros das administrações locais do governo.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Tratado sobre Recursos Genéticos Vegetais para Agricultura e Alimentação

Brasil Livre de Transgênicos *

12 junio 2009/Adital-Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
http://www.adital.com.br

Foi realizada na Tunísia, África, na última semana, a Terceira Sessão do Órgão Gestor do Tratado Internacional sobre Recursos Genéticos Vegetais para Agricultura e Alimentação da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

Num lance impressionante e histórico, a delegação do governo brasileiro foi capaz de reverter o clima de impasse que reinava na reunião com relação à implementação do Art. 9 da do Tratado, que trata dos Direitos dos Agricultores.

Durante quatro dias de difíceis negociações, as delegações da Europa, da América Latina e da África enfrentaram os esforços do Canadá no sentido de impedir qualquer acordo sobre o tema.

Segundo informe produzido pelo Grupo ETC, uma das ONGs presentes à reunião, "Angola, Brasil, Equador, Holanda, Noruega e Suíça merecem reconhecimento especial por colocarem em primeiro lugar o papel crucial dos camponeses na conservação e melhoramento dos recursos genéticos das plantas."

As organizações da sociedade civil presentes no encontro tiveram um papel fundamental para garantir o avanço das negociações. E a resolução finalmente aprovada pela plenária rompeu com as práticas convencionais da ONU ao convocar as organizações de agricultores a se envolverem em cada aspecto do Tratado.

Conforme expressou Wilhemina Pelegrina, diretora da SEARICE, uma organização filipina que se dedica à defesa dos direitos dos agricultores, a resolução que foi lida pelo Brasil à meia noite de quinta-feira diante de uma plenária exausta, "apesar de ser breve em compromissos firmes e dependente de financiamento, representa um grande passo a frente em décadas de luta pelo reconhecimento e pela instrumentalização dos direitos dos agricultores na FAO".

Através da nova Resolução, o órgão gestor do Tratado, entre outros importantes pontos:

(xi) Convida cada País Parte [do Tratado] a considerar uma revisão e, se necessário, ajustar suas medidas nacionais que possam afetar a efetivação dos direitos dos agricultores de acordo com o disposto no Artigo 9 do Tratado, para proteger e promover os direitos dos agricultores;

(xiii) Solicita à Secretaria que organize oficinas regionais sobre direitos dos agricultores, na medida em que permitir o orçamento, com o objetivo de discutir experiências nacionais sobre a implementação dos direitos dos agricultores, envolvendo, de forma apropriada, organizações de agricultores e outros atores;

(xiv) Solicita que a Secretaria recolha visões e experiências submetidas pelos Países Parte e outras organizações relevantes e relatórios das oficinas regionais como base para um item da agenda para consideração do Órgão Gestor em sua quarta sessão [daqui a 18 meses], e para disseminar informações relevantes via página eletrônica do Tratado, quando apropriado; e

(xv) Aprecia o envolvimento das organizações dos agricultores na continuidade dos trabalhos, de forma apropriada, de acordo com o regimento interno definido pelo Órgão Gestor.

Mas, apesar dos inegáveis avanços, as organizações de agricultores têm ciência de que grandes lacunas restam por ser resolvidas. Como bem resumiu o informe do Grupo ETC, "ainda nos preocupa que o Tratado da FAO sobre Recursos Fitogenéticos ponha ênfase na soberania nacional, acima da conservação dos recursos genéticos e dos direitos dos agricultores. As leis nacionais de sementes podem, por exemplo, impedir ou dificultar que agricultores conservem, intercambiem e vendam suas sementes."

No caso brasileiro há duas questões objetivas que poderão ser beneficiadas pela nova Resolução.

Primeiro, é preciso lembrar que neste exato momento a Casa Civil negocia com os ministérios a substituição da atual Lei de Cultivares (9.456/97) por uma nova. Conforme relatamos no Boletim 441, as mudança propostas vão no sentido de restringir o direito ao uso próprio de sementes pelos agricultores, instituir a cobrança de royalties sobre a colheita e impor, além disso, severas penalidades aos infratores. Segundo a proposta, o período de validade das patentes também seria estendido e elas passariam a englobar todos os gêneros e espécies vegetais.

Tudo isso bate exatamente de frente com o que determina a Resolução apresentada pelo Brasil na FAO e aprovada na última semana na Tunísia.
Não seria de bom tom o governo brasileiro defender nobremente os direitos dos agricultores no âmbito do Tratado Internacional da FAO, incentivando uma lista de outros países a fazerem o mesmo, e, chegando em casa, implementar justamente o contrário, encaminhando ao Congresso um Projeto de Lei destinado a estraçalhar os direitos dos agricultores. Aliás, os direitos que ainda restam, considerando todas as restrições já impostas pela atual Lei de Cultivares e pela Lei de Sementes e Mudas (10.711/03) e seu decreto regulamentador (5.153/04).

Outro ponto diretamente relacionado ao tema é o Projeto de Lei de Acesso aos Recursos Genéticos, há anos em negociação entre sociedade civil e governo (o assunto é regulado por medida provisória desde 2001). Também neste caso, o Ministério da Agricultura tem liderado as discussões no governo e podem resultar do processo medidas que reduzam ao mínimo os direitos dos agricultores e beneficiem as grandes empresas.

Vamos esperar que a posição do Brasil brilhantemente defendida na FAO não seja para inglês ver.

Com informações de:
- Nota à imprensa do Grupo ETC, 05/06/2009.
http://www.etcgroup.org/es/materiales/publicaciones.html?pub_
id=755

- A proposta apresentada pelo Brasil pode ser consultada, em inglês, no seguinte endereço:
http://www.aspta.org.br/politicas-publicas/biodiversidade/Farmers
%20Rights%20FAO.pdf/view

Está no ar o novo boletim de áudio produzido pela Agência Pulsar e AS-PTA, neste número tratando dos projetos de lei no Congresso Nacional que pretendem acabar com a rotulagem dos alimentos transgênicos.

http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=4651

* Da Campanha Por Um Brasil Livre de Transgênicos

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

VÍA CAMPESINA: V CONFERENCIA INTERNACIONAL

Minga Informativa de Movimientos Sociales http://movimientos.org/

Maputo, 16-23 de octubre: Vía Campesina celebrará su V Conferencia Internacional

El movimiento La Vía Campesina, que agrupa y representa a millones de personas campesinas en todo el mundo, celebrará su V Conferencia Internacional en Maputo (Mozambique), del 16 al 23 de octubre de este año. Esta Conferencia reunirá a más de 500 líderes campesinos/as de más de 70 países en un momento crucial, en el cual la crisis alimentaria encabeza la agenda global. Este evento comenzará con la Asamblea de Jóvenes Rurales el 16 de octubre, mientras se celebra el Día Mundial de la Alimentación. A continuación, tendrá lugar la Asamblea de las Mujeres y la Conferencia en sí misma.

La Vía Campesina ofrece una visión real y soluciones a la actual crisis de la alimentación. Las y los pequeños agricultores de todo el mundo están luchando por la supervivencia. La crisis en el sector agrario, la actual crisis financiera, las crisis climática y medioambiental, la crisis energética y la profunda crisis social global son síntomas del mismo modelo, el modelo neoliberal, que hace que el conjunto de la sociedad esté organizada en función de la obtención del lucro.

Desde su creación hace 15 años, La Vía Campesina se ha convertido en la primera y más importante red mundial de personas agricultoras, campesinas y pequeñas productoras de alimentos, cuya voz está cada vez más presente en la opinión pública internacional y en foros internacionales como la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) en Roma y el Consejo de los Derechos Humanos en Ginebra. La Vía Campesina tiene, asimismo, un importante reconocimiento entre las redes antiglobalización y otros movimientos sociales, que han sido invitados a participar en Maputo.

La Conferencia Internacional es la asamblea principal de La Vía Campesina, que tiene lugar cada cuatro años; es un espacio donde se adoptan de forma colectiva las grandes decisiones políticas y de organización. Las y los delegados analizarán la situación actual y debatirán las futuras líneas de acción. La organización anfitriona del evento es la UNAC, Unión Nacional de Campesinos de Mozambique.

Las y los pequeños productores del Sur y del Norte llevan luchando muchos años por un modelo de producción agrícola basado en fincas familiares y una agricultura sostenible, oponiéndose al modelo agrícola orientado a la industria y a la exportación, que ha conducido a la destrucción de los medios de sustento de la comunidades rurales y del entorno natural. La actual crisis deja patente que un sistema alimentario basado en la importación y en la llamada “revolución verde” no es seguro y además genera hambre y pobreza. Ha llegado el tiempo de la producción localizada de alimentos, de una agricultura sostenible y de baja instensidad en la utilización de energías fósiles y del empoderamiento del campesinado y las y los pequeños agricultores.

Cobertura de los medios de comunicación

Esta conferencia es una excelente ocasión para entrevistar a líderes campesinos de cada continente, ser testigos directos de la dinámica de este movimiento campesino internacional y sobre todo conocer sus estrategias para resolver la crisis actual. También se podrá conocer de primera mano el emergente movimiento campesino de Mozambique y la realidad de las y los productores locales.

Por el carácter interno y las limitaciones logísticas de la propia Conferencia, sólo unas pocas personas periodistas serán acreditadas para cubrir la Conferencia del 21 al 23 de octubre. No obstante, el servicio de comunicación de La Vía Campesina estará a su entera disposición para organizar entrevistas por teléfono u otros medios durante la Conferencia, así como para transmitir información, fotografías e imágenes de vídeo, de modo que se pueda hacer un estrecho seguimiento informativo desde cualquier parte del mundo.

Dossier de prensa y cobertura especial en
www.viacampesina.org

Para más información: Isabelle Delforge (e-mail:
idelforge@viacampesina.org,

Phone: +32 498522163)

Minga Informativa de Movimientos Sociales
http://movimientos.org/