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quinta-feira, 11 de julho de 2019

EUA/Paul Craig Roberts: Antigo alto responsável no governo Reagan: Papel do US dólar como moeda de reserva está em risco


8 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/financas/roberts_entrev_06jul19.html

por Paul Craig Roberts
entrevistado por Ekaterina Blinova


– Os demais países voltam-se para moedas internas e o ouro

A política de sanções de Washington estimulou os principais actores mundiais a afastarem-se do dólar, colocando em risco o seu status como moeda de reserva, afirma o economista americano Paul Craig Roberts. Ele também explica como o Federal Reserve manipula o preço do ouro a fim de escorar o dólar.

Enquanto a administração Trump toca o tambor do "fazer a América grande outra vez" e informa acerca de um crescimento rápido do Produto Interno Bruto (PIB) e de uma taxa de desemprego em queda livre, acumulam-se nuvens no horizonte da economia dos EUA e do dólar, afirma o Dr. Paul Craig Roberts, economista americano autor de mais de uma dúzia de livros. Ele foi secretário assistente do Tesouro para Política Económica no governo do presidente Ronald Reagan.

A espinha dorsal do poder financeiro dos EUA é o status do dólar como de moeda de reserva principal , o qual permite aos EUA pagar as suas contas com a impressão da nota verde. Depois de o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, ter desvinculado o dólar do preço do ouro, o Federal Reserve manteve durante muito tempo a ilusão de um dólar "estável" pois

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Brasil/COCA-COLA BRASILEIRA POSSUI MAIOR TAXA DE PRODUTO CANCERÍGENO NO MUNDO



24 Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia.

Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida. De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Brasil vai começar 2010 em situação de otimismo e de crescimento, diz Lula

14 setembro 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Paula Laboissière, repórter

Brasília - Ao comentar os mais recentes números da economia brasileira – que cresceu 1,9% no segundo trimestre do ano em relação aos três meses anteriores – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (14) que o país vai começar 2010 em situação de muito otimismo e de crescimento. No programa semanal Café com o Presidente, ele disse ainda que tudo o que o Brasil precisa é voltar à normalidade econômica.

Lula ressaltou o cumprimento da promessa do governo de que o Brasil seria o último país a enfrentar a crise financeira internacional e o primeiro a sair dela. “Isso [números da economia brasileira] apenas confirma o que a gente dizia”, afirmou. Para o presidente, o Brasil estava preparado para enfrentar a situação por apresentar uma economia “sólida”, com reservas de mercado e com um mercado interno em potencial.

“Quando veio a crise e nós tomamos as medidas anticíclicas que tomamos, incentivando a indústria a produzir e facilitando a vida do consumidor, voltamos a bater recorde de produção e de venda de produtos. Acredito que os números do terceiro trimestre serão muito importantes e vão demonstrar um crescimento muito melhor na economia brasileira até o final do ano”, destacou.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Equador/Parlamento debate lei de soberania alimentar

A proposta, cuja primeira análise foi feita há sete dias, estabelece que o Estado deve garantir às pessoas, às comunidades e seus povos a auto-suficiência de alimentos sãos, nutritivos e culturalmente apropriados de forma permanente.


17 fevereiro 2009/Prensa Latina

A Comissão Legislativa equatoriana realiza nesta segunda-feira (16) o segundo e último debate da proposta de lei de Soberania Alimentar, que busca incentivar a produção nacional e garantir uma nutrição adequada.
A proposta, cuja primeira análise foi feita há sete dias, estabelece que o estado deve garantir às pessoas, às comunidades e seus povos a auto-suficiência de alimentos sãos, nutritivos e culturalmente apropriados de forma permanente.
O presidente do Legislativo, Fernando Cordero, destacou há dias a importância dessa iniciativa, a qual propiciará a aprovação de outras leis relativas.
"É indispensável entender a transcendência e o grande interesse nacional que reflete o sozinho enunciado deste título, por enquanto se fala de soberania", destacou.
"Com isto não só buscamos a independência alimentar, senão também recuperar a tradição agrícola nacional e voltar a ser um país que não exporte pessoas", agregou.
Ao ressaltar a importância dessa legislação, Cordero afirmou que a subcomissão de Organização Territorial e Governos Autônomos trabalha no ordenamento territorial, o qual deverá conduzir a um Plano Nacional para identificar os solos e zonas de grande produtividade, que favoreçam uma ampla produção de alimentos.
A proposta de Soberania Alimentar cria o marco normativo que articula o setor agropecuário, florestal, aquícola e pesqueiro, indicou.
Além de Cordero, outros parlamentares qualificaram de importante que o Estado priorize o apoio à produção nacional e defina os espaços democráticos para promover os produtos.
"Faz falta uma verdadeira política de apoio ao camponês que lavra a terra, disponibilidade de acesso a alimentos de primeira qualidade para os consumidores e fortalecimento dos mercados locais, nacionais e regionais", destacou o deputado Jorge Escala.
"Segurança alimentar implica garantias de previdência, abastecimento de alimentos sãos e nutritivos, não tóxicos, de boa qualidade para uma vida sã e ativa", enfatizou.
"Essa lei deve incorporar o acesso à água para uso humano e de irrigação, bem como delimitar a função social e ambiental", assegurou.
O chefe da Subcomissão de Saúde e Ambiente, Jaime Abril, disse que na socialização dessa proposta participaram representantes de grupos civis e de várias organizações e sindicatos de camponeses e ambientalistas.
"Este projeto busca viabilizar princípios constitucionais, como por exemplo o acesso seguro e permanente ao alimento sadio", indicou.
"A Soberania Alimentar é um objetivo estratégico e o estado tem a obrigação de regulamentar o uso e acesso à terra", concluiu.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Programa brasileiro de combate a cartéis é exemplo para o mundo

Ministério da Justiça http://www.mj.gov.br

Brasília, 4 dezembro 2008 (MJ) – O Programa de Combate a Cartéis implementado pelo Ministério da Justiça foi tema nesta terça-feira (2), em Brasília, na conferência que reuniu integrantes da Rede Internacional da Concorrência (ICN). A Secretária de Direito Econômico (SDE), Mariana Tavares, explicou como tem sido o trabalho de cooperação efetiva com outros órgãos, como a Polícia Federal e o Ministério Público.
O representante do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Scott Hammond, ressaltou o grande sucesso que a SDE, por meio do Departamento de Proteção e Defesa Econômica (DPDE), teve na implementação do Programa, sendo um exemplo para outros países. Hammond pontuou ainda a credibilidade do Programa de Leniência Brasileiro no exterior.
Participaram do debate representantes dos Estados Unidos, Japão, Chile, Suíça, Alemanha, México, Dinamarca, Canadá, Holanda, Hungria, Coréia do Sul, Espanha e África do Sul.
Cartel é crime: Cartel é um acordo entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou quotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação. O objetivo é eliminar a concorrência, com o conseqüente aumento de preços e redução de bem-estar para o consumidor. Segundo estimativas da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os cartéis geram um sobrepreço entre 10 e 20% comparado ao preço em um mercado competitivo.
O combate a cartéis passou a ser o foco do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência desde 2003 por ser a conduta anticompetitiva que mais danos diretos traz ao consumidor. Atualmente, há aproximadamente 300 investigações de cartel em curso na SDE. A SDE, via Advocacia-Geral da União ou em cooperação com as autoridades criminais, vem obtendo autorização judicial para conduzir operações de busca e apreensão para obter provas diretas em cartel. De 2003 a 2006, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, em 2007, 84 mandados foram cumpridos e de janeiro a novembro de 2008, um total de 93 mandados foram cumpridos.
No âmbito administrativo, empresa condenada pelo CADE por prática de cartel poderá pagar multa de 1 a 30% de seu faturamento bruto no ano anterior ao início do processo administrativo que apurou a prática. Por sua vez, os administradores da empresa direta ou indiretamente envolvidos com o ilícito podem ser condenados a pagar uma multa entre 10 a 50% daquela aplicada à empresa. Outras penas acessórias podem ser impostas como, por exemplo, a proibição de contratar com instituições financeiras oficiais e de parcelar débitos fiscais, bem como de participar de licitações promovidas pela Administração Pública Federal, Estadual e Municipal por prazo não inferior a cinco anos.
Cartel, além de ser um ilícito administrativo, é crime punível com pena de 2 a 5 anos de reclusão ou multa. Para garantir que diretores e administradores sejam punidos criminalmente, a SDE vem incrementando de forma significativa a cooperação com a Polícia Federal, Polícias Civis e Ministérios Públicos Federal e Estaduais. Em 2005, 2 pessoas foram temporariamente detidas por crime de cartel, em 2007 esse número chegou a 30 indivíduos e de janeiro de 2008 a novembro, o número supera 50 indivíduos. Hoje há pelo menos 150 administradores no Brasil que enfrentam processos criminais por prática de cartel, sendo que 10 já foram condenados pelo Poder Judiciário em primeira ou segunda instância.

http://www.mj.gov.br/main.asp?View={7CBDB5BE-654D-4BA8-8A49-8FC8AA654ECE}&Team=¶ms=itemID={E07D94FA-D55D-458F-A155-26386FA59324};&UIPartUID={2218FAF9-5230-431C-A9E3-E780D3E67DFE}