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quarta-feira, 5 de março de 2014

Angola solicita apoio do Brasil no ramo do café

5 março 2014, Angop http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda -- O governo de Angola solicitou hoje (quarta-feira), em Londres, Reino Unido, apoio institucional do Brasil que consiste no fortalecimento da cooperação da investigação científica e experimentação cafeícula, e assistência técnica com a implementação de estudos e acções conjuntas no ramo.

O pedido, segundo uma nota da Embaixada de Angola no Reino Unido, foi feito na manhã desta quarta-feira pelo representante de Angola junto das Organizações Internacionais no Reino Unido, Miguel Gaspar Fernandes Neto, à margem da 112ª Conferência Mundial do Café, que decorre de 03 a 05 do mês

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Angola supera cifra de dez mil toneladas de café

Luanda, 10 janeiro 2010 (AngolaPress) – Pelo menos 15 mil toneladas de café foram colhidas na campanha de colheita do “bago vermelho” em 2009, ultrapassando as cinco mil obtidas na safra transacta, num feito que abre perspectivas animadoras para o sector, a médio prazo, com meta de alcançar 50 mil toneladas/ano de café comercial.

Concorreu para esta considerável produção o Programa de Fomento do Café e do Palmar, inscrito no Plano Nacional, e o Programa-Executivo do Sector Agrário, que está dividido em várias componentes como "projectos de reabilitação de fazendas abandonadas e de comercialização do café".

No dizer do director-geral do Instituto Nacional do Café (INCA), João Ferreira da Costa Neto, com estes programas o sector registou, nos últimos dois anos, a duplicação da produção do café, saindo de três mil para seis mil toneladas, obtendo em 2009 15 mil toneladas.

Ainda no ano findo, o INCA permitiu que cafeicultores do país vendessem 15 mil toneladas do seu produto, contra as nove mil toneladas comercializadas em 2008, no âmbito do Programa de Emergência de Comercialização do Café da Produção Camponesa, criado em 2007.

Coordenador do referido programa, João Ferreira Neto declarou que a quantidade estava armazenada há muitos anos por falta de compradores e foi adquirida nas áreas cafeícolas mais recônditas das províncias do Uíge, Kwanza Sul, Kwanza Norte e Bengo.

Em 2009, o sector cafeícola registou igualmente o alargamento das áreas de cultivo de 30 para 50 mil hectares, perspectivando atingir-se a longo prazo 100 mil hectares, mesmo assim, uma extensão aquém da cultivada no período colonial, calculada em 500 mil hectares e com uma produção de 200 mil toneladas de café comercial/ano.

No domínio empresarial, em 2009 cafeicultores empresariais do Kwanza Sul investiram, no município do Libolo, três milhões e 500 mil de dólares norte-americanos para a produção de café por irrigação, na perspectiva do aumento da qualidade do produto.

A preferência pela região, segundo investidores nacionais, deve-se ao facto da área possuir condições climáticas favoráveis para a produção do café arábica, onde estão a ser utilizadas as variedades "wakawa arábica", "mundo novo", "catuai" e "topaze".

Por outro lado, o ano transacto ficou marcado pela solicitação da direcção da Empresa de Abastecimento ao Sector Cafeícola “Procafé” de um apoio do Governo de dois milhões de dólares norte-americanos anuais para garantir a compra de 10 mil toneladas de café.

O valor, que também foi solicitado a título de crédito a instituições financeiras privadas e públicas, serviria ainda para a construção de um complexo industrial de torrefacção, empacotamento e comercialização de café, no município do Negage, província do Uíge”.

Romualdo Abel Traça, director-geral da Procafé, defende, em declarações à Angop, a necessidade deste financiamento para dotar a empresa de mais recursos materiais e humanos, capazes de permitir a comercialização à áreas de cultivo de café de difícil acesso, nas quais estão concentradas consideráveis quantidades do produto.

Por incapacidade financeira, por parte da empresa, 10 mil toneladas de café ficaram por se comprar em 2009, agravando a resolução da problemática do escoamento e venda da maior parte da produção familiar, frisou o responsável.

A Procafé comprou dos cafeicultores, nos últimos dois anos, 765 toneladas de café, nas províncias do Uíge, Kwanza Norte, Kwanza Sul e Bengo, contra 12 mil toneladas previstas, por insuficiência financeira, uma situação que se prevê solucionar nos próximos tempos. (Por: António da Silva)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Angola vai participar no projecto café Gourmet

Luanda 31 dezembro 2009 (Angola Press) - A secretária da Organização Inter-Africana do Café, OIAC, Josefa Correia Sacko, anunciou hoje (quinta-feira), em Luanda, que em 2010 Angola vai participar num projecto sobre Produção de Café "Gourmet" (café especial) ao lado de países como a Tanzânia e o Uganda.

A ideia de produção deste tipo de café surgiu da Tanzânia e foi aprovada pelo Conselho da Organização Internacional do Café, OIC, em Setembro último, cujo objectivo é produzir-se um café especial, disse Josefa Sacko em entrevista à Angop, quando fazia o balanço da organização que dirige.

De acordo com a fonte, Angola vai igualmente albergar em 2010 um colóquio sobre a Cafeicultura Angolana onde será feita uma resenha sobre o Café Africano e suas Perspectivas.

"Devemos encorajar o país continuar a produzir devido a experiência adquirida e da boa qualidade de café que Angola possui, pois, assim iremos contribuir para a diversificação da economia e a redução da pobreza no meio rural" frisou.

Em relação à OIAC, a diplomata angolana referiu que uma das prioridades será a revitalização da cafeicultura africana começando por negociar o financiamento com os Bancos Africano de Desenvolvimento, BAD, Mundial, BM, e a União Europeia.

"Será necessário muito dinheiro porque cada país membro da organização tem os seus problemas especificos", afirmou.

De acordo com a fonte, constam também das prioridades, a dinamização do consumo doméstico do café que será implementada com a realização de palestras sobre as virtudes do grão e o reforço da cooperação sul-sul incentivando o melhor funcionamento dos mercados regionais.

Em 2010 o secretariado da OIAC prevê visitar 10 países membros ainda não escolhidos, ao mesmo tempo que vai efectuar também visitas oficiais de trabalho a Angola, Burundi, Nigéria, Ruanda, Malawi e República Centro Africana.

Segundo a fonte, o grupo africano está a preparar-se para participar, de forma activa, na 3ª Conferência Mundial do Café que se realiza em Março na Guatemala, para traçar estratégias de desenvolvimento cafeicultura mundial e preparar os 50 anos da organização que se comemora a sete de Dezembro.

Neste evento, disse, será também debatida a questão do enquadramento da juventude na agricultura devido ao envelhecimento dos agricultores bem como a participação da mulher nas actividades cafeícolas.

Por recomendação da Assembleia Geral, a OIAC vai incentivar a reabilitação dos centros de pesquisas de modo a que se tornem activos uma vez que a produtividade do grão passa por uma boa investigação.

Em relação ao ano que hoje termina a Josefa Sacko considerou-o de positivo, pois, os objectivos traçados foram atingidos apesar da produção africana ter baixado consideravelmente.

"Apenas o Uganda e a Etiópia aumentaram as suas produções", referiu.

"Um facto positivo foi o estudo da revitalização da cafeicultura africana, já podemos colocar os países por categoria de acordo com os problema específico que cada um apresenta" disse.

Também em 2010 o Instituto de Qualidade de Café americano organizou uma formação na área de prova de chávena do robusta que contou com a participação de todos os países produtores.

A OIAC participou igualmente na cimeira sobre o impacto do aquecimento global na cafeicultura africana, tendo concluído que, caso se registe um aumento de temperatura de dois graus centigrados na atmosfera, a produção de café poderá ser afectada. O deserto de Sahara vai aumentar e países como o Uganda, Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacry serão afectados, seriamente.

O Uganda poderá perder 45 a 50 porcento da sua produção.

A diplomata angolana disse igualmente que a organização trabalhou no projecto de criação do Centro de Excelência para a conservação do material genético onde o Uganda e a Etiópia terão cada um centro.

Disse também que a Comunidade de Desenvolvimento de Africa do Oeste, CDAO, financiou cerca de USD 72 mil para a reabilitação da cafeicultura da Libéria e da Serra Leoa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Brasil vai começar 2010 em situação de otimismo e de crescimento, diz Lula

14 setembro 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Paula Laboissière, repórter

Brasília - Ao comentar os mais recentes números da economia brasileira – que cresceu 1,9% no segundo trimestre do ano em relação aos três meses anteriores – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (14) que o país vai começar 2010 em situação de muito otimismo e de crescimento. No programa semanal Café com o Presidente, ele disse ainda que tudo o que o Brasil precisa é voltar à normalidade econômica.

Lula ressaltou o cumprimento da promessa do governo de que o Brasil seria o último país a enfrentar a crise financeira internacional e o primeiro a sair dela. “Isso [números da economia brasileira] apenas confirma o que a gente dizia”, afirmou. Para o presidente, o Brasil estava preparado para enfrentar a situação por apresentar uma economia “sólida”, com reservas de mercado e com um mercado interno em potencial.

“Quando veio a crise e nós tomamos as medidas anticíclicas que tomamos, incentivando a indústria a produzir e facilitando a vida do consumidor, voltamos a bater recorde de produção e de venda de produtos. Acredito que os números do terceiro trimestre serão muito importantes e vão demonstrar um crescimento muito melhor na economia brasileira até o final do ano”, destacou.