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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Angola/UM EXEMPLO A SEGUIR



5 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Victor Carvalho

Num período de apertadas disputas verbais entre diferentes protagonistas da política nacional, que se confundem muitas das vezes com acções de mera propaganda partidária que retira alguma lucidez a quem tem a responsabilidade de expor claramente o que pensa poder ser o futuro do país.

É gratificante ver um líder partidário da oposição usar um discurso positivo para passar a sua mensagem, sem perder de vista a defesa dos seus interesses enquanto responsável por uma das formações que ajudou a fazer a verdadeira história de Angola.

Numa entrevista concedida a este jornal, Lucas Ngonda, líder da FNLA, não hesitou em reflectir nas suas declarações aquilo que ele pensa dever ser o posicionamento estratégico de todos os angolanos, apontando a união como uma das melhores formas para tirar o país da crise económica em que

sexta-feira, 17 de julho de 2015

'POLÍTICA IMPOSTA PELA ALEMANHA É CRIME CONTRA A HUMANIDADE'

15 julho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)


Sujeitar o povo a condições de asfixia -- criando premeditadamente as condições para uma catástrofe humanitária -- viola todas as convenções internacionais.

InfoGrécia

A poucas horas da votação das medidas prévias de austeridade, a presidente do Parlamento grego voltou a apelar ao Governo para que não aceite a chantagem dos credores para um acordo em que já nem o FMI acredita. Leia aqui o discurso de revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulouna semana passada a justificar a abstenção na proposta, traduzido pelo blogue Aventar.

«Minhas senhoras e senhores, caros colegas,

Nos momentos como este, devemos agir e falar com sinceridade institucional e coragem política. Devemos assumir, cada um, a responsabilidade que nos cabe.

Protegendo, como a nossa consciência nos obriga, as causas justas e os direitos sagrados, invioláveis e não negociáveis do nosso povo e da nossa sociedade.

Salvaguardando a herança legada por aqueles que deram a sua vida e a sua liberdade para que hoje possamos ser livres.

Preservando a herança das novas gerações e das vindouras, bem como a civilização humana, o mesmo acontecendo com os valores inalienáveis que caracterizam e dão sentido à nossa existência individual e colectiva.

O modo como cada um opta por decidir e agir pode variar, mas ninguém tem o direito de zombar, degradar, denegrir ou usar com uma finalidade política as decisões emanadas de um processo e de uma decisão difícil e consciente, intimamente ligados ao

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Angola/PROTAGONISTAS DO PASSADO E DO PRESENTE

14 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A caminho de completar 40 anos de Independência, Angola comemora o aniversário em festa, mas não escapa a balanços e previsões. O caminho foi de conflito e reformas, mas no essencial a democracia está assegurada e a liberalização económica faz o seu caminho.

O regime político sofreu as naturais metamorfoses. Os velhos actores sociais fizeram a adaptação e os novos ocuparam os lugares vazios. Os que não conseguiram deixar de ser últimos, como no futebol, desceram de divisão.
 
O processo de normalização constitucional e democrática que se tornou possível com o advento da paz e a realização de três processos eleitorais, já lá vão três, foi longo e difícil, mas é agora exemplar. O contexto em que se desenvolveu a actividade de recomposição social evidencia também sinais de aprendizagem mútua, parecendo um renascimento, tal foi o nível de destruição. Os saberes científicos, competências e visões vindas de diferentes experiências históricas que

terça-feira, 22 de abril de 2014

O CONTINENTE EUROPEU E AS ELEIÇÕES DO DESCONTENTAMENTO

22 abril 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Benjamim Formigo

Este ano, 2014, os eleitores da União Europeia deveriam enfrentar pela primeira vez escolhas de fundo para um Parlamento que, embora com poderes limitados, poderia ser a única barreira ao neoliberalismo desmedido que arrastou o continente para a actual grave crise financeira e até de identidade.

Tão grave que põe em causa junto da vontade do eleitorado a própria existência de tal União.
Dos 28 países que constituem a União e irão votar um novo Parlamento entre 22 e 25 de Maio próximo, provavelmente apenas o Luxemburgo não estará a braços com uma crise financeira de excessivo défice orçamental cujo combate, prevenção ou recuperação tem passado invariavelmente por uma receita que se mostra desastrosamente eficaz. Eficaz porque reduz o défice através do desemprego e do miserabilismo para que atira a Administração Pública, depaupera os serviços de Saúde, a Segurança Social do Estado, abrindo as portas ao sector privado onde os grandes grupos se tornam cada vez maiores e frequentemente estrangeiros à própria União Europeia. Em favor do sacrossanto euro e das baixas taxas de juro, que só são baixas para quem tem dinheiro, a EU, para além do desmantelamento em curso do Estado social,

segunda-feira, 24 de março de 2014

Moçambique/Código Penal: Parlamento recua

Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Os artigos considerados ofensivos e contra os direitos humanos, que constavam no Projecto de Lei para a revisão do Código Penal (CP), aprovada na generalidade pelo Parlamento moçambicano, em Dezembro de 2013, já foram retirados daquele documento há mais de um mês.

Esta informação foi avançada esta quinta-feira na sede da Assembleia da República (AR), pelo presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, Teodoro Waty, minutos após a recepção de uma petição das Organizações da Sociedade Civil (OSCs), no término de uma marcha de protesto contra os referidos artigos.

A petição foi entregue por Teresinha da Silva, coordenadora da organização Mulher e Lei na África Austral

quarta-feira, 5 de março de 2014

Moçambique é o país com maior número de mulheres no Parlamento

4 de Março de 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)
Moçambique é o país de língua oficial portuguesa com maior representação feminina no Parlamento, revela o relatório anual da União Interparlamentar (IPU), divulgado nesta terça-feira (4) em Genebra. Em seguida, aparecem Timor Leste, Angola, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Brasil.
A nível mundial, Moçambique ocupa o 14.º lugar, com 39,2% de mulheres no Parlamento (dos 250 deputados, 98 são mulheres). Timor Leste está em 18.º lugar, com 38% de mulheres representadas no Legislativo – a legislação do país impõe quotas nas listas eleitorais, nas quais tem de haver uma mulher em cada três candidatos.
A 20ª posição no ranking é ocupada por Angola com 36,8% de mulheres

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

MULHERES EM ÁFRICA MANDAM CADA VEZ MAIS E MELHOR



24 novembro 2013, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

Um pouco por todo o continente, de forma segura e bastante exitosa, tem vindo a aumentar o número de mulheres que desempenham cargos de chefia política, tanto a nível dos parlamentos, dos governos ou mesmo nas presidências.

Ate há não muitos anos seria impensável ver-se, em África, um tão grande número de mulheres a desempenhar tão elevados e responsáveis cargos de direcção. Agora, já se tornou habitual ver mulheres a desempenhar esses cargos com prestações altamente positivas.

Num estudo recentemente publicado por um observatório internacional sedeado em Genebra, em 36 parlamentos espalhados pelo mundo com uma representação feminina de 30 por cento, onze situam-se no continente africano.

Até finais de 2012, por comparação com o que se havia então passado nos últimos dez anos, o número de parlamentares femininas nos países a sul do Sahara cresceu 7 por cento, situando-se na ordem dos 22 por cento, o que colocou aquela região ao nível

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Angola/Parlamentares da CPLP reunidos em Luanda



4 novembro 2013, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

Adelina Inácio
 

Os deputados dos oito países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) começam hoje a concertar posições para a integração política e económica, na assembleia que marca o início da presidência de Angola na Assembleia Parlamentar da organização.

A reunião decorre sob o lema “Cultura de Paz na CPLP” e tem como principal objectivo o reforço dos laços de amizade e de cooperação inter-parlamentar entre os Estados membros. Os participantes na reunião vão apreciar e discutir o projecto de Estatuto  e Regimento Interno da Assembleia Parlamentar da CPLP e o plano de actividades da organização até 2015.
 
Ainda hoje, realiza-se a reunião da Rede de Mulheres Parlamentares.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Patria Grande, Venezuela/Parlatino sesionará en Caracas para fomentar desarrollo social regional



25 de Julio de 2013, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

El Parlamento Latinoamericano reunirá a 80 legisladores provenientes de 23 países de América Latina, para analizar temas vinculados a las áreas de medio ambiente, turismo, asuntos económicos, desarrollo regional, asuntos laborales, equidad de género, niñez y juventud.

Los diputados integrantes de las cuatro comisiones que integran el Parlamento Latinoamericano (Parlatino) se reunirán este jueves y viernes en la ciudad de Caracas, específicamente en las instalaciones de la Asamblea Nacional, con el compromiso de los Estados parte de avanzar en acciones que garanticen el fomento del desarrollo social y la integración regional.

El titular del Grupo Venezolano del Parlatino,

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Portugal/PCP questiona Comissão Europeia e o Conselho Europeu sobre a retenção de Parlamentares bolivianos e Parlamentar Salvadorenho nos Aeroportos de Frankfurt e Madrid



16 julho 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu questionaram, hoje, a Comissão Europeia e o Conselho Europeu sobre a retenção de dois senadores e um deputado bolivianos, assim como um deputado salvadorenho (Presidente do Parlamento Centro-Americano e Co-Presidente da EUROLAT).

Na pergunta, os deputados do PCP denunciam que os Parlamentares retidos, que tinham como destino a Reunião da Assembleia Euro-Latino-Americana (EUROLAT),

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Patria Grande/Canciller uruguayo analiza en Bolivia adhesión del país a Mercosur



20 Junio 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

La Paz (PL) --- El canciller uruguayo, Luis Almagro, llegó hoy a esta ciudad con la intención de analizar con autoridades y empresarios locales la adhesión de Bolivia al Mercado Común del Sur (Mercosur).

Patria grande/Bolivia garantiza recursos para la construcción del Parlamento de la Unasur



20 junio 2013, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

Evo Morales explicó que esta obra se llevará a cabo gracias a una inversión -que asumirá el Estado boliviano- de 64 millones de dólares. "Asumiremos esta responsabilidad ante Suramérica, estamos comprometidos en esta nueva inversión", destacó el jefe de Estado boliviano.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Brasil/Angola acolhe quarta reunião da Assembleia Parlamentar da CPLP



29 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)
 
Brasília - A República de Angola foi escolhida para acolher em Outubro a quarta Reunião da Assembleia Parlamentar da CPLP, conforme relatório final da reunião das Mesas dos Grupos Nacionais do Parlamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que vinha decorrendo desde terça-feira em Brasília.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Parlamento Pan-Africano/Destacado Mecanismo de Revisão dos Pares como prova do empenho das instituições africanas



6 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Midrand, África do Sul (Da enviada especial) – A Abordagem do tema sobre “Mecanismo de Revisão dos Pares (APRM)” e o “Estado da União Africana”, durante a plenária da II sessão Ordinária da Terceira Legislatura do Parlamento Pan-Africano foi considerada hoje, segunda-feira, na cidade de Midrand, Joanesburgo, pelo Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, como prova do desempenho colectivo das instituições africanas.

Segundo o presidente do Parlamento angolano, que discursava na cerimónia de abertura da referida sessão, esse empenho visa materializar os objectivos de desenvolvimento estratégico que coloca a paz, a democracia e a boa governação política e económica no topo da agenda africana.

Angola e Moçambique/Analisada relação entre os parlamentos Angolano e Moçambicano



6 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Midrand, África do Sul (Da enviada especial) – As relações entre os Parlamentos Angolano e Moçambicano foram consideradas hoje, segunda-feira, na cidade de Midrand, Joanesburgo, pela presidente da Assembleia de Moçambique, Verónica Nataniel Makamo, como sendo “muito boas”.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Argentina/El Parlamento Internacional de Comunicación Indígena y Plurinacionalidad

14 noviembre 2012/Mapuexpress - Informativo Mapuche http://www.mapuexpress.net (Chile) mapuexpress@gmail.com

Continúa en Buenos Aires el desarrollo del parlamento internacional de comunicación indígena y plurinacionalidad con la participación de diversas representaciones provenientes de distintos países de Abya Yala y pretende crear un espacio de discusión y propuesta, en torno a las experiencias de comunicación indígena y plurinacionalidad en los países latinoamericanos. El parlamento comenzó este 13 de noviembre y finalizará este 16 del mismo mes.

Con más de 40 representantes de México, Colombia, Ecuador, Bolivia, Venezuela, Guayana Francesa, Perú, Argentina, Chile y el País Vasco, se inauguró este martes 13 de noviembre, el primer Parlamento Internacional de Comunicación Indígena y Plurinacionalidad, en el Salón Auditorio Emar Acosta en el anexo de Diputados de Buenos Aires.

La iniciativa organizada por el Centro de Comunicación Mapuche, KONA, de Neuquén, la Coordinadora Latinoamericana de Cine y Comunicación de los Pueblos Indígenas, CLACPI, y el Centro de Estudios y Comunicación Mapuche, Lulul Mawidha de Chile, pretende crear un espacio de discusión y propuesta, en torno a las experiencias de comunicación indígena y plurinacionalidad en los países latinoamericanos.

El parlamento ha contado con diversos espacios de análisis, como es la situación de los distintos Pueblos Indígenas en los distintos países con respecto a los derechos a la comunicación y marco jurídico político sobre plurinacionalidad. En uno de los paneles mientras se realizaban comparaciones a estructuras y formas de estado, se señalaba: "El Estado español como Estado descentralizado es un Estado fracasado" dijo Jesús González de la Codpi, del País Vasco, quien integró una mesa denominada "Construcción de Estados Plurinacionales" del Parlamento.

Del mismo modo, se analizó los avances y empoderamiento desde las organizaciones que vienen ocurriendo sobre el derecho a la comunicación en países como Bolivia y Ecuador; y a su vez, a pesar del marco auspicioso que podría existir en Argentina con la aplicación de la Ley 26.522, sin embargo se enfrentan diversas situaciones de confusión, dispersión y complejidad entre los referentes indígenas que asumen la comunicación indígena como un derecho.

Más información www.clacpi.org

 

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Moçambique/Parlamento: Somos todos chamados a defender a paz e a democracia - Verónica Macamo, Presidente da AR

18 outubro 2010/RM e AIM

A Presidente da Assembleia da República (AR), o do parlamento moçambicano, a Verónica Macamo considera a democracia um viveiro onde as pessoas lançam a melhor semente para o futuro, devendo todos regá-la, pulverizar se for o caso, para que ela sobreviva e se amplie.

A presidente da AR falava hoje, na sede do parlamento, na abertura da II Sessão Ordinária deste órgão de poder do Estado.

Neste contexto, Macamo reiterou a necessidade de se continuar a concertação dos esforços conducentes ao fortalecimento da jovem democracia representativa e participativa, bem como a reafirmação da identidade nacional e a busca de incessantes soluções mais arrojadas para os vários problemas que preocupam o povo moçambicano.

“Para os desafios que se afiguram, de acordo com a nossa agenda de trabalhos, gostaria de exortar para a necessidade da manutenção dos princípios de diálogo, cordialidade e respeito mútuo, como tem sido o apanágio desta augusta Casa”, apelou.

De entre as matérias a serem debatidas e adoptadas durante esta sessão, a última de 2010, consta a questão da revisão da Legislação Eleitoral, para a qual os partidos políticos com e sem representação parlamentar, bem como organizações da sociedade civil depositaram as suas propostas a comissão.

Debruçando-se sobre esta matéria, Macamo explicou que este exercício visa contribuir para a adopção de um sistema eleitoral cada vez mais estruturado, estável e consistente, assente na ampla participação do cidadão, factor importante para o aperfeiçoamento e consolidação da democracia participativa.

Outra matéria inclui a revisão da Lei Orgânica e o Regimento da AR com vista a adequar estes instrumentos à realidade decorrente da evolução e dos desafios cada vez mais crescentes da actividade parlamentar.

A presidente da AR debruçou-se igualmente sobre as manifestações ocorridas nos dias 1 e 2 de Setembro passado em protesto contra o custo de vida, as quais resultaram na morte de 13 pessoas e ferimento de outras mais de 150.

Aliás, todos os discursos proferidos na ocasião pelos chefes das três bancadas parlamentares, nomeadamente a Frelimo, Renamo e MDM, destacaram esta questão, embora com visões diferentes.

Sobre as manifestações, Macamo defendeu a necessidade da promoção dos valores mais sublimes da democracia, designadamente a Paz e a Tolerância.

“A Paz e a Democracia que construímos constituem dois dos mais preciosos bens conquistados pelo povo moçambicano a que todos somos chamados a preservar”, disse a presidente da AR, reconhecendo que o País vive um momento particularmente difícil, devido aos efeitos nefastos da crise económica internacional.

“O apelo que fazemos e’ o da continuação da concertação de esforços entre o governo e os agentes económicos na busca de soluções que concorram para o incremento cada vez maior da produção e da produtividade nacionais, um desafio para a competitividade externa da nossa economia, tendo como fim último a melhoria das condições de vida do nosso povo”, exortou.

Segundo Macamo, todos são chamados a colocar à prova a criatividade produtiva, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para combater a pobreza.

Ela acrescentou que as empresas devem optar, como solução de médio e longo prazo, pela diversificação produtiva, segmentação dos mercados e pelas vantagens das potencialidades da integração regional.

Na ocasião, Macamo rendeu homenagem ao primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, falecido a cerca de 24 anos, vítima de acidente de viação, a quem considerou de “combatente”, “herói da Nação Moçambicana” e “um dos ícones do movimento libertador do século 20”.

“Será um momento para, mais uma vez, compartilharmos os efeitos de uma grande figura na libertação do nosso país e do continente africano, que contribuiu para o impulsionamento da Linha da Frente e da criação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”, sublinhou.

A II Sessão Ordinária da AR que hoje arrancou deverá terminar a 20 de Dezembro próximo e incorpora uma série de matérias, com destaque para a revisão da Constituição e da legislação eleitoral, Informações do Governo, Perguntas ao Governo, Informação anual do Chefe do Estado sobre a Situação Geral da Nação, bem como as Propostas do Orçamento do Estado e do Plano Económico Social para 2011, entre várias matérias.

Sobre o rol de matérias, a Renamo, maior partido da oposição, contestou a inclusão do ponto sobre o Projecto de Resolução que Cria a Comissão ad hoc para a Revisão da Constituição, considerando que este ponto “não é oportuno” e que implicaria custos adicionais no orçamento aprovado pelo parlamento, sendo que o referido ponto deveria ser retirado da agenda desta sessão.

Todavia, a Frelimo, a bancada parlamentar que propôs a matéria, reiterou a sua posição considerando ser “pertinente” e”oportuna”.

Perante esta diferença de opiniões, o assunto foi a votação, tendo valido a maioria absoluta da Frelimo para que o ponto se mantivesse no rol de matérias a serem debatidas na presente sessão.

Na votação, os 186 deputados da Frelimo presentes na sala de sessões votaram contra a retirada deste ponto do rol de matérias da II sessão Ordinária. Por seu turno, os deputados da Renamo e do MDM (num total de 54, sendo 46 da Renamo e oito do MDM) votaram a favor da remoção.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Moçambique/ONU dá 1,2 milhões de dólares para fortalecer fiscalização parlamentar

Maputo, 21 dezembro 2009 -- O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vai apoiar com 1,2 milhões de dólares (835 mil euros)a fiscalização parlamentar em Moçambique em 2010, no âmbito de um projecto auxiliado pelo Governo da Dinamarca.

Um acordo nesse sentido foi hoje rubricado, em Maputo, entre o coordenador residente das Nações Unidas em Maputo, Ndolamb Ngokwey, e o secretário-geral da Assembleia da República de Moçambique, Baptista Machaieie, na presença da primeira vice-presidente do Parlamento moçambicano, Verónica Macamo.

O financiamento servirá para materializar as actividades da Assembleia da República no próximo ano, que deverá introduzir algumas inovações de nível tecnológico, nomeadamente a criação de uma televisão e rádio parlamentares.

De acordo com Ndolamb Ngokwey, no próximo ano, "serão dedicados recursos para financiar a implementação da difusão on-line dos trabalhos da Assembleia da República e a operacionalização de um espaço televisivo e radiofónico para a difusão das actividades do Parlamento".

O plano anual de trabalho da Assembleia da República em 2010 prevê melhorar a capacidade dos deputados no relacionamento com os seus círculos eleitorais e fortalecer a capacidade técnica do secretariado técnico da instituição.

A verba serve também para implementar um projecto-piloto de fortificação das delegações provinciais da Assembleia da República, bem como apoiar a cooperação entre o Parlamento, seu secretariado e as novas assembleias provinciais.

A capacitação técnica do secretariado-geral, resultante da nova lei orgânica da Assembleia da República, o reforço da capacidade dos parlamentares no desenvolvimento da actividade de fiscalização do ciclo de orçamento do Estado, bem como auxílio da sua intervenção nos processos de aprovação em fiscalização dos projectos de desenvolvimento, constituem também acções do Parlamento no próximo ano, a ser financiadas pelo PNUD.

O programa visa intensificar a capacidade institucional "para que a Assembleia da República se torne cada vez mais forte, eficaz e eficiente na realização da sua função de fiscalização do executivo", disse a primeira vice-presidente do Parlamento moçambicano.

Em 2009, a agência da ONU disponibilizou mais de um milhão de dólares para o plano anual de trabalhos da Assembleia da República, mas a instituição gastou menos da metade deste montante, resultado de ter tido um ano "muito especial", disse Verónica Macamo.

"Isto prende-se com o facto de os deputados não terem tido tempo para fazer o seu trabalho integral, devido às eleições" gerais, justificou Verónica Macamo.

Anualmente, a Assembleia da República realiza duas sessões, mas devido às eleições, os parlamentares realizaram uma sessão, usando o último período do ano para participar em actividades partidárias, sobretudo campanhas eleitorais.

Este facto concorreu para que a Assembleia da República atingisse "60 porcento das suas actividades planificadas", disse à Lusa o consultor sénior parlamentar do PNUD François Beaulne. (Noticias Lusófonas)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Timor-Leste/PRESIDENTE DO PARLAMENTO OU DE SINDICATO DO CRIME?

20 setembro 2009/timorlorosaenacao

Por António Veríssimo

Estabilidade é... NÃO SE CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO

É na verdade muito preocupante a propensão para a mentalidade criminosa e de práticas ilegais que os denominados líderes de Timor-Leste afectos à AMP têm vindo a demonstrar mais claramente ao longo destes dois anos em que estão no governo e no domínio de uma maioria composta por manta de retalhos partidária arquitectada ainda antes da eleições para o Parlamento e governo se acaso Xanana Gusmão não as vencesse, conforme veio a acontecer.

Os elementos de topo do governo AMP, Xanana Gusmão, a Ministra da Justiça e o comandante da polícia, juntamente com o Presidente da República, cometeram um crime ao libertar Martenus Bere à revelia das leis e do poder judicial, violaram a Constituição da RDTL, têm anteriormente usado de todas a s violações possíveis, impossíveis e imaginárias e aparece agora o presidente do Parlamento de Timor-Leste a dizer, durante a sua visita ao Brasil, que “a moção de censura ao Governo apresentada pelo partido oposicionista FRETILIN, devido ao caso "Bere", não contribui para a estabilidade do país”, conforme nos refere a Lusa em notícia por nós compilada mais em baixo.

Sempre em nome da “estabilidade” as ilegalidades e crimes vão sendo praticados impunemente por estes pseudo guardiães do bem-estar dos timorenses e do país.

Em nome da “estabilidade” aconteceu o golpe de Estado e a partir daí nunca mais pararam as acções de afrontamento à Constituição. O ditador-mor Xanana Gusmão assim tem decidido e assim tem acontecido. Colado a ele, têm estado exactamente aqueles que enquanto disso retirarem dividendos o vão apoiando, o que não significa que não lhe retirem o tapete para que caia quando chegar a hora de o declarar descartável. Hora que cada vez mais se aproxima.

Sabemos que Xanana estava em conluio com Alfredo Reinado apesar de dizer o contrário. Sabemos que guardava em sua casa, em Balibar, homens e armas, numa acção ilegal. Sabemos que foi o principal beneficiário da execução de Alfredo Reinado. Sabemos das incongruências declaradas e das omissões e contradições apontadas relativamente ao “seu atentado” de Balibar. Sabemos dos benefícios em procedimento “estranho” na sociedade “Três Amigos”, soubemos ultimamente dos benefícios que concedeu a sua filha Zenilda num negócio de milhões, sabemos dos afrontamentos ao Juiz Ivo Rosa Cruz e a todos os atropelos constitucionais…

Timor-Leste, sem nenhuma dúvida, está a ser governado por um primeiro-ministro cuja sintomatologia nos vem revelando ter uma mentalidade desleal, de conluios em ilegalidades, de golpes sobre golpes, de bravatas, de prepotências… Em suma, uma mentalidade próxima, ou já de facto, de marginal institucional. Muito preocupante. Só um criminoso afronta constantemente o Poder Judicial. Só um prepotente, um déspota, um falsário, um sem princípios de justiça e democracia faz questão de querer passar por isso tudo impunemente.

Como se não bastasse, os cabecilhas do bando, suposto governo, demonstram ter exactamente o mesmo tipo de mentalidade. Desta vez manifesta-se desse modo Fernando Lasama Araújo. Não é a sua estreia neste tipo de demonstrações mas, mais uma vez, e pelo que é, também conta, e faz-nos pensar que Timor-Leste está entregue a um bando de bandidecos.

Na qualidade de presidente do Parlamento, presidente daquilo que deveria ser a casa da democracia timorense, o desaforo de Lasama é por demais evidente que vem dar todas as razões para que sejam aqui expressas as considerações supra citadas, sobre as suas terríveis mentalidades. Na realidade, só com um golpe de Estado e consequente trama apoiada por Ramos Horta é que foi possível este bando de malfeitores apoderar-se do Poder político. Constata-se que na verdade Mário Carrascalão sabia o que dizia quando a eles se referia. O estranho foi que acabou por aderir ao bando de malfeitores. Mais estranho ainda que continue junto deles e que até ande a querer pôr água na fervura das ilegalidades cometidas. Há jogos políticos que nunca devem exceder o razoável, Mário Carrascalão certamente que sabe disso. O que não sabemos é daquilo que está à espera para abandonar o bando de malfeitores, como o denominou. É que agora já nem Xanana se salva. Impossível, basta ver as más provas dadas.

Se depois de tanto cometimento de ilegalidades e de tantos procedimentos indevidos, o maior partido timorense se aliou a pequenos partidos e decidiu apresentar uma moção de censura ao governo e isso é considerado desestabilizar, é óbvio que a curiosidade de quem vive em democracia ou sabe o seu significado, aguça-se ao tentar perceber as palavras proferidas por Lasama Araújo. Não se compreende em que é que um acto absolutamente democrático e inscrito na Constituição se pode vir a revelar pró-instabilidade. A instabilidade é provocada por actos inconstitucionais e não o contrário, naturalmente.

Fica provado que este confesso repulsivo presidente do Parlamento de Timor-Leste desconhece o que é democracia e julga que preside a um sindicato do crime.

Será que considera que não só os timorenses mas toda a população mundial é estúpida?

Perceberá que tais declarações são dignas de provirem de um seu “convidado” do mundo do crime indonésio, Hércules Marçal, mas nunca de um presidente de Parlamento? Compreenderá que demonstram claramente a mentalidade ilegalista atrás referida?

É o costume, o peixe morre pela boca.

Relacionado: lasama defende impunidade de crime em nome da "estabilidade"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Timor-Leste/Parlamento Nacional Iha Direitu Defende Estadu de Direitu Demokratiku

Republica Democratica de Timor-Leste Parlamento nacional Bancada Parlamentar FRETILIN

Nota Komonikadu ba Imprensa

Dili,17 Setembru 2009

Tuir Konstituisaun RDTL:

Relasiona ho publiksaun noticia iha Jornal Nacional Diario loron 16/09/2009 ho titulu noticia PR Ramos Horta : “ Parlamento Nacional Laos fatin konfrontasaun “.

Ho deklarasaun Presidente Republika ne’e, Bancada Parlamentar Fretilin iha uma fukun Parlamento Nacional,hatoo nota komonikadu katak, deklarasaun ne’e laloos tamba Parlamento Nacional la’os deit nudar orgaun nebe iha knar fiskalizador, maibe Parlamento Nacional mos fatin halo debate no fatin hamosu diferensia ideas, Parlamentu Nacional iha direitu hamosu nia pozisaun rasik, karik desijaun balu hasai iha Estadu ne’e illegal no inkonstitusional.

Tamba Parlamentu Nasional nudar orgaun soberania ida nebe iha kompetensia atu lakonkorda desizaun ruma, bainhira desizaun ne’e, la tuir konstituisaun RDTL nebe konsagra tia ona iha nasaun ida ne’e.

Parlamentu Nacional hanesan fatin bersu moris demokrasia, fatin hametin demokrasia, fatin halo debate no fatin hamosu diferensia ideas, maka Parlamento Nacional iha direitu atu hatoo nia preokupasaun ba desijaun saida deit, no kontra mos desijaun saida deit, bainhira desijaun balu halao la tuir konstituisaun no lei nebe iha.

Bainhira buat hotu halao tuir konstituisaun no lei, no regras sira nebe iha, ne’e laos konfrontasaun. Konfrontasaun bainhira ema tuda malu , ema sunu uma. Bainhira orgaun soberania ida hatudu nia aan, hodi defende estadu de direitu demokratiku no separasaun de poderes, ne’e la viola, la kontra konstituisaun no lei, ne’e laos konfrontasaun.

Tuir artigu 70 konstituisaun RDTL hatete partidus politikus sira iha direitu ba oposizaun demokratika, no mos direitu atu hetan informasaun regular no diretamente kona ba lalaok asuntu interese nasional.

Ne’e duni deklarasaun Presidente Republika nian nebe hateten katak Parlamentu laos fatin konfrontasaun ne’e laloos, tamba Parlamentu Nacional mak fatin debate, fatin diferensia ideas, fatin direitu oposizaun, ne’e maka demokrasia, ne’e laos konfrontasaun.

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