A monoprodução, como lhe chamam os economistas, era o calcanhar de Aquiles de muitos dos países do Terceiro Mundo. Essa situação tinha consequências nefastas para países que dependiam fortemente de um só produto de exportação. Na sua relação com a metrópole colonial pouco mais podiam fazer senão submeter-se às regras ditadas pelo poder estabelecido e aceitar, resignados, as condições impostas para a comercialização dos seus produtos.
Isso condicionava, obviamente, as opções políticas. Economicamente dominados, os países do Terceiro Mundo viam-se manietados na sua soberania e nas aspirações a um maior peso na determinação do paradigma da ordem internacional que, décadas atrás, estava impregnada de factores contrários ao surgimento e afirmação no contexto das nações de países independentes como Angola, Moçambique e Zimbabwe.
A África Austral foi um palco dessas grandes lutas pela emancipação política e económica. Cedo se aprendeu que não há emancipação política sólida se não se apostar fortemente no desenvolvimento da economia. Político visionário, Agostinho Neto tratou de concitar os angolanos para
