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quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPLP/Governado pela esquerda, Portugal atinge desemprego mais baixo em 27 anos


24 de julho de 2019, 12:01 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/mundo/governado-pela-esquerda-portugal-atinge-desemprego-mais-baixo-em-27-anos 

O governo de Portugal, que tem como primeiro-ministro António Costa, informou que, pela primeira vez, em mais de 27 anos, o desemprego registado ficou abaixo das 300 mil pessoas; o número de desempregados inscritos nos serviços de emprego, em junho de 2019, desceu para as 298,2 mil; na atual legislatura, o desemprego registado já desceu 46,3%

247 - O governo de Portugal informou que, pela primeira vez, em mais de 27 anos, o desemprego registado ficou abaixo das 300 mil pessoas. O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego, em junho de 2019, desceu para as 298,2 mil. Ao longo da atual legislatura, o desemprego registado já desceu 46,3%, o equivalente a menos

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Moçambique/ONU considera desarmamento da Renamo como maior desafio para o alcance da paz em Moçambique

12 agosto 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

As Nações Unidas defendem que o desarmamento da Renamo é o maior desafio para o alcance da paz efectiva em Moçambique.

Em entrevista à Radio ONU, a analisa sénior da Divisão de África para Assuntos Políticos na Organização, condena a existência de um partido político que ao mesmo tempo detém armas.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Presidente Putin denuncia o controle do governo e economia ucranianos por "gerentes estrangeiros"

Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia
In the course of the first Eastern economic forum in Vladivostok, Vladimir Putin answered some...
YOUTUBE.COM

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Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia
Divulgamos aqui um excelente canal com vídeos e documentários sobre a guerra civil ucraniana.

https://www.youtube.com/channel/UCZRvFLT0ozVkWZ31_C760Ag
Canal de documentário e vídeos longos.
YOUTUBE.COM

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DNR-LNR-INFO-08-09-2015 / B
Facebook Reinhard Lenfant
3 h · Editado · 
DNR-LNR-INFO-08-09-2015 / B
Thx to ‪#Minsk "Massive Offensive Buildup by ‪#Kiev, Attack Coming (‪#Strelkov)" ‪#Putin will be in a jam If ‪#NAF beaten http://russia-insider.com/…/hero-donbas-massive-offe…/ri9515 
From start #Minsk was a catastrophe Which permitted ‪#Ukrofascists To refit their beaten armies & Attack again What was #Putin thinking?
DNR stopped coal supply to Ukraine - Colonel Cassadhttp://colonelcassad.livejournal.com/2375900.html
Kiev unlikely to comply with agreement on

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Angola/PROTAGONISTAS DO PASSADO E DO PRESENTE

14 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A caminho de completar 40 anos de Independência, Angola comemora o aniversário em festa, mas não escapa a balanços e previsões. O caminho foi de conflito e reformas, mas no essencial a democracia está assegurada e a liberalização económica faz o seu caminho.

O regime político sofreu as naturais metamorfoses. Os velhos actores sociais fizeram a adaptação e os novos ocuparam os lugares vazios. Os que não conseguiram deixar de ser últimos, como no futebol, desceram de divisão.
 
O processo de normalização constitucional e democrática que se tornou possível com o advento da paz e a realização de três processos eleitorais, já lá vão três, foi longo e difícil, mas é agora exemplar. O contexto em que se desenvolveu a actividade de recomposição social evidencia também sinais de aprendizagem mútua, parecendo um renascimento, tal foi o nível de destruição. Os saberes científicos, competências e visões vindas de diferentes experiências históricas que

sábado, 31 de janeiro de 2015

Timor-Leste/Fretilin não vai bloquear entrada dos seus membros no próximo Governo

31 janeiro 2015, Lusa (Portugal)

Díli (Lusa) -- O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, disse hoje que o partido não vai bloquear a entrada de militantes seus no próximo Governo de Timor-Leste, "pelo interesse do Estado e do povo".

"Isso já ficou claro, na última conferência nacional, que nós não vamos bloquear porque o interesse do Estado e do povo está acima de tudo", afirmou à Lusa depois de uma reunião de cerca de duas horas e meia da Comissão Política Nacional do partido.

"Não foi uma reunião para

quarta-feira, 19 de março de 2014

Angola/Acções do executivo têm o apoio das FAA

19 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Carlos Bastos, Soba Matias

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Geraldo Sachipengo Nunda, garantiu, na localidade do Soba Matias, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Menongue, Cuando Cubango, o total apoio do efectivo às estruturas do Governo e do Estado na solução dos  problemas para a melhoria das condições de vida das populações.

O general Nunda, que falava durante um encontro com os efectivos da 50.ª Brigada de Infantaria e Motorizada, disse que a atenção deve estar centrada sobretudo na desminagem, as calamidades naturais, para as quais, defendeu, as FAA têm a obrigação de se preparar para intervir. “As Forças Armadas Angolanas são uma tropa heróica  que realizou uma grande proeza, sendo a continuação das diversas forças que durante muitos anos combateram para que pudéssemos libertar o nosso país do colonialismo português e, depois de vários anos, para manter a integridade territorial de Angola”,

segunda-feira, 6 de julho de 2009

OEA suspende Honduras por causa de golpe de Estado

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu Honduras do exercício de seu direito de participação na instituição, baseada no Artigo 21 da Carta Democrática Interamericana. O dispositivo pune os membros que desrespeitam a ordem democrática, após todas as tentativas de diálogo com a organização A decisão foi publicada neste domingo (5) no site da OEA.

5 julho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Segundo o documento, a organização se sente profundamente preocupada com o “agravamento da atual crise na República de Honduras como resultado do golpe de Estado contra o governo constitucional e a detenção arbitrária e expulsão do país do presidente constitucional José Manuel Zelaya Rosales, que provocou a alteração inconstitucional da ordem democrática”.
Sábado (4), o presidente Manuel Zelaya disse que vai voltaria a Honduras , depois de ter sido deposto e levado para fora do país no último domingo (28). De acordo com a Agência Bolivariana de Notícias, ele afirmou, em uma mensagem dirigida ao povo de Honduras, que as forças militares são cúmplices da elite e pediu apoio à população.
“Estou disposto a fazer qualquer sacrifício para obter a liberdade da nação. Ou somos livres ou seremos escravos de forma permanente”, afirmou. Zelaya também convocou as organizações sociais a manterem a resistência contra os golpistas, mas sem armas e nem violência.
O retorno previsto para este domingo poderá pôr em perigo o presidente Zelaya, alertou, em Washington, o secretário-geral OEA, José Miguel Insulza. De acordo com o chanceler, "Zelaya é que terá que tomar a última decisão sobre o regresso a Honduras".
O documento comunicando a suspensão de Honduras da OEA reafirma a importância do respeito irrestrito aos direitos humanos, às liberdades fundamentais e ao princípio da não intervenção nos assuntos internos de outros Estados.
O texto informa também que há a constatação de que “o regime resultante do golpe de Estado se recusou a acatar o disposto na resolução aprovada pelo 37 º Período Extraordinário de Sessões da Assembleia Geral da OEA, em 1º de julho de 2009, que deu 72 horas para os golpistas devolverem o poder a Zelaya.
“A secretaria registrou 33 votos a favor para suspender Honduras do exercício de seus direitos de paricipação da OEA”, disse o chanceler que presidiu a Assembleia Extraordinária , Jorge Enrique Taiana, segundo a Agência Bolivariana de Noticias.
Antes mesmo de vencer o prazo estipulado pela OEA para que o poder fosse devolvido a Zelaya, o governo que assumiu com o golpe iniciou o processo de retirada de Honduras da organização.
De acordo com a BBC Brasil, a vice-chanceler interina Martha Alvarado e o presidente interino Roberto Micheletti fizeram pronunciamentos na noite de sexta-feira (3) afirmando que Honduras denunciaria a Carta da Organização dos Estados Americanos. (Agência Brasi)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Timor-Leste/SILÊNCIOS DE PR E PM SIGNIFICAM QUE PAÍS ESTÁ A SAQUE?

Fernando Listopad

29 junho 2009/Timor Agora http://timoragora.blogspot.com

A semana passada veio a público mais um escândalo de ilegalidades patrocinadas pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão, desde então o silêncio tem sido a resposta e explicações públicas ainda não existem (mesmo agora estive a falar com Timor-Leste por razões profissionais e foi o que informaram).

Na verdade é um escândalo e meio porque sobre o outro escândalo veiculado no Tempo Semanal. A refrega é antiga, agora com a novidade comprovada da assinatura de Xanana Gusmão. Um escândalo relacionado com o marido da polémica ministra Lúcia Lobato que envolve a sua empresa fornecedora de combustível da companhia de electricidade de Timor. As regras ditam que os familiares de governantes e responsáveis da administração não podem ser detentores de negócios com o Estado, muito menos sem concursos públicos de facto.

Acresce que Xanana Gusmão é alegado favorecedor de um contrato entre o seu governo e uma empresa em que a sua filha Zenilda Gusmão é accionista de destaque, o “negócio” foi realizado sem concurso público. Xanana Gusmão assinou, os valores são na ordem de muitos milhões de dólares… A imprensa australiana tomou conta do escândalo, secundada pelo Timor Lorosae Nação na blogosfera. Em Portugal apareceu um texto, aparentemente contrariado, da portuguesa Lusa, coisa que não se entende.

Que Xanana Gusmão e certos elementos do seu governo estão há algum tempo indiciados como eventuais corruptos e praticantes do nepotismo não será novidade para ninguém. Existem mesmo casos que de outro modo não podem ser vistos aos olhos de quem está minimamente atento e informado. Apesar disso nada acontece, nem investigações nem esclarecimentos, nem explicações plausíveis de que não corresponde à realidade a fama e o aparente proveito que este governo e certos funcionário têm de estarem aliados à corrupção do país. Certo é que as suas vidas melhoraram substancialmente sem que existam explicações para tal, como se sabe e como dizem os timorenses.

Não menos verdade é que o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, ao ser confrontado pela comunicação social australiana sobre o escândalo trazido a público, de Xanana e Zenilda Gusmão, fugiu às questões respondendo avidamente que “são negócios do PM” que dos quais em nada lhe dizem respeito e ainda que não tem poderes executivos para interferir no assunto. Resposta hilariante. Ainda mais porque vimos que não tem Ramos Horta feito outra coisa senão interferir em tudo que lhe tem dado na real gana. Parece é que não quer interferir nos nebulosos negócios do primeiro-ministro, da filha, dos amigos, familiares e compadres… O país que se dane. O país e a República!

A promiscuidade, os escândalos, andam à solta em Timor-Leste e sobre isso o senhor Ramos Horta diz que na qualidade de Presidente da República não lhe compete intrometer-se?

Também o primeiro-ministro Xanana Gusmão não deu ainda uma palavra sobre o assunto. Como um e outro não consideram deverem explicar-se podemos depreender que são os proprietários de Timor-Leste? Então para que são as eleições? Os eleitores não merecem e devem ouvir as justificações e saber se os responsáveis pelas irregularidades vão ser investigados e responsabilizados se tiverem de ser? Ou será que este silêncio cobarde e desprezível significa que o país está a saque?

Estranhos conceitos de democracia têm estes dois poderosos de Timor-Leste. Assim, o patrocínio dos países democráticos não se justifica e a ONU deve ter uma séria palavra a dizer e atitudes sérias a tomar. A certeza está a desmascarar os que afinal estão em Timor a olhar simplesmente para os seus umbigos. Mais uma vez estão a patrocinar vários monstros e é destas espécies que surgem Mugabes e outros ainda piores.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PERFIL DE ALGUNS MINISTROS DO GOVERNO DE ANGOLA

Luanda, 2 outubro 2008 – O governo de Angola, nomeado quarta-feira pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, apresenta 33 nomes, entre os quais alguns novos.

Eis o perfil de alguns novos ministros, segundo a Rádio Nacional de Angola:

Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação: José Carvalho da Rocha, de 46 anos de idade, é casado e pai de quatro filhos.

José Rocha tem uma licenciatura em Física e é mestrado em Electrotecnia e Telecomunicações. Até a sua nomeação ocupava o cargo de director geral do Instituto de Telecomunicações e de coordenador do projecto EntelNet

Ao mesmo tempo, José Rocha é coordenador adjunto da Comissão de Implementação do Instituto Superior de Tecnologias de Comunicação e Informação.

Ministro da Juventude e Desporto: Gonçalves Muandumba, de 52 anos de idade, tem duas licenciatura, sendo uma em Direito e outra em Ciências Sociais e Políticas.

Gonçalves Muandumba já foi secretário nacional da OPA, alto dirigente da JMPLA, primeiro director do INAC, governador da Lunda Sul e vice-ministro da Juventude e Desportos.

Ministro da Geologia e Minas: Mankenda Ambroise é formado em Geologia Económica e foi o primeiro engenheiro angolano a trabalhar na então Diamang, na era colonial.

De 62 ano de idade, Mankenda Ambroise exerceu igualmente outras funções e cargos de responsabilidades e foi co-fundador da Endiama, onde chegou a atingir o posto de director geral.

Professor titular da Universidade Agostinho Neto, o novo ministro da Geologia e Minas, pai de dói filhos, coordenou o processo Kimberlei, ponto focal da SADC e consultor internacional.

Até ao momento da sua nomeação exercia as funções de vice-ministro da Geologia e Minas.

Ministro das Relações Exteriores: Assunção Afonso Sousa dos Anjos, até então embaixador da República de Angola em Portugal, Nascido em Luanda, o novo chefe da diplomacia angolana fez os seus estudos universitários nas Faculdades de Direito de Coimbra e de Lisboa. Enquanto quadro do Ministério das Relações Exteriores, ocupou o cargo de Director para África e Médio Oriente. Exerceu também os cargos de Director de Gabinete do Primeiro Vice-Primeiro-Ministro, Director de Gabinete do Ministro do Planeamento e Director de Gabinete do Presidente da República com a categoria de ministro, sendo este último entre 1979 e 1993. No período entre 1993 à 2008, exerceu o cargo de embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola no Reino de Espanha, em França em Portugal. É membro do Comité Central do MPLA.

Ministro da Hotelaria e Turismo: Pedro Mutindi, de 54 anos de idade, nasceu na povoação de Montero na comuna do Umbe, tendo aderido ao MPLA em 1974 através do programa Angola combatente.

Pedro Mutindi já foi professor do ensino de base, tendo igualmente exercido vários cargos partidários, governamentais e como deputado à Assembleia do Povo.

Até a data da sua nomeação Pedro Mutindi exercia as funções de governador provincial do Cunene e primeiro secretário do MPLA nesta região.

Dentre as várias condecorações, Pedro Mutindi ostenta a de Trabalhador de Vanguarda.

Ministro da Saúde: José Dias Van-Dúnem é um quadro destacado deste ministério, tendo ocupado já o cargo de delegado provincial da Saúde da Huíla, director do gabinete do Plano do Ministério da Saúde e de vice-ministro do sector

José Van-Dúnem, de 57 anos de idade, é casado, pai de cinco filhos e médico em Saúde Pública. (AngolaPress)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Timor-Leste/Parecer jurídico sobre a nomeação do Primeiro-Ministro

Questão: Pode o Presidente da República da RDTL nomear e empossar o Primeiro-Ministro indigitado pela aliança de partidos com maioria parlamentar criada na sequência de eleições legislativas que deram a maioria a outro partido diferente?

A questão que se analisa não tem uma resposta simples nem imediata.

FACTOS
Das eleições legislativas verificadas no passado dia 30 de Junho, para o preenchimento de 65 lugares no Parlamento Nacional de Timor-Leste (PNTL), o resultado da distribuição dos mandatos por esses lugares foi a seguinte: FRETILIN 21; CNRT 18; ASDT/PSD 11; PD 8; PUN 3; KOTA/PPT 2; UNDERTIM 2.Nesta sequência o CNRT, a ASDT/PSD e o PD declaram-se disponíveis, para sob a forma de uma aliança parlamentar, formar Governo.

Desde então têm-se esgrimido argumentos interpretativos dos artigos da Constituição da República Democrática de Timor-leste (CRDTL) no sentido de sustentar tanto a constituição de um Governo minoritário com o apoio da FRETILIN, como a constituição de um Governo com o apoio de um aliança parlamentar composta por três partidos os quais em conjunto detém uma maioria parlamentar.

Enquadramento
A CDRTL determina na al. d) do art.º 85.º que compete exclusivamente ao Presidente da República «nomear e empossar o Primeiro–Ministro indigitado pelo partido ou aliança dos partidos com maioria parlamentar, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional».

No seu art.º 106.º lê-se que «o Primeiro-Ministro é indigitado pelo partido mais votado ou pela aliança de partidos com maioria parlamentar e nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional».

Antecedentes
As versões originais destes artigos, constantes do Projecto da Constituição que serviu de base aquando da elaboração, debate e aprovação da Constituição, eram distintas e mais restritivas. A alínea d) do art.º 85.º na sua versão originária determinava o seguinte:

«1. O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, tendo em conta os resultados eleitorais».

No entanto, no decorrer dos trabalhos da Comissão Temática II1 (CT II) da Assembleia Constituinte, esse artigo foi alterado de modo a contemplar a audição a todos os partidos representados no Parlamento Nacional. Lê-se no 2.º Relatório Intercalar dessa Comissão Temática II, datado de 21 de Novembro de 2001, página 6, sob comentário à citada alínea o seguinte: «A al. (…) foi alterada de modo a contemplar a audição a todos os partidos representados no Parlamento Nacional, devendo, no entanto o Presidente da República nomear como Primeiro-Ministro uma personalidade do partido que sair vencedor nas eleições legislativas».

Também a versão original do n.º 1 do art.º 106.º era diferente, pois estipulava o seguinte: «1. O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, tendo em conta os resultados eleitorais.» No entanto, no decorrer dos trabalhos da Comissão Temática II foi deliberado proceder à alteração necessária para ir ao encontro o anteriormente recomendado, tendo ficado assim a nova versão: «1. O Primeiro-Ministro é indigitado pelo partido vencedor e nomeado pelo Presidente da República, tendo em conta os resultados eleitorais.» Sob este artigo ficou uma recomendação ao Plenário no sentido de se alargar o poder do Presidente da República de convocar a realização eleições antecipadas.

Todavia, na sequência dos trabalhos do Plenário da Constituinte deliberou-se não acatar as recomendações da CT II mas em contrapartida alterar as versões dos artigos que saíram daquela Comissão, resultando nas que se encontram em vigor.AnáliseImporta agora analisar que limites e requisitos a componente parlamentar impõe ao poder inicial do Presidente da República na formação do Governo através da escolha do Primeiro-Ministro.

Da leitura conjugada dos dois artigos de que se vem falando parece poder concluir-se que a nomeação do Primeiro-Ministro indigitado deve corresponder à composição política do PNTL. O Presidente da República deve convidar a formar Governo a personalidade que seja capaz de formar um Governo que possa subsistir no Parlamento, ou seja que não tenha oposição maioritária no Parlamento. No caso de não existir uma maioria bem definida já poderá haver uma escolha política do Presidente da República dentre as várias coligações possíveis.

Se é certo que até parece haver algum eco constitucional nesta interpretação a leitura conjugada daqueles artigos não pode ser assim tão simplista pois levar-nos-ia a consequências absurdas, tais como é a de nunca se saber se, mesmo saindo vencedor das eleições, um determinado partido irá formar Governo ou não. O voto popular expresso em eleições periódicas, livres e universais deixará de ser determinante na formação do futuro governo, transformando o acto eleitoral num embuste.

A questão da formação do Governo em Timor-Leste tem que ser analisada à luz da interpretação sistemática de outros artigos, ou seja à questão da demissão do Governo e à dissolução do Parlamento Nacional, os quais nos conduzem à amplitude do poder do Presidente da República em nomear Governos de iniciativa presidencial e o de convocar eleições antecipadas.

A convocação das eleições antecipadas surge na sequência da dissolução do PNTL a qual só pode ocorrer verificadas as circunstâncias da al. f) do art.º 86.º conjugada com o art.º 100.º e na qual se lê: compete ao Presidente da República «dissolver o Parlamento Nacional, em caso de grave crise institucional que não permite a formação de governo ou a aprovação do Orçamento Geral do Estado por um período superior a sessenta dias…». No art.º 100.º estipula-se que «o Parlamento Nacional não pode ser dissolvido nos seis meses posteriores à sua eleição, no último semestre do mandato do Presidente da República ou durante a vigência do estado de sítio ou do estado de emergência,…».

Por outro lado a demissão do Governo, que não é causa directa da convocação de eleições antecipadas, ocorre se verificada uma das circunstâncias do n.º 1 do art.º 112.º. Ou seja, «implica a demissão do Governo, a) o início da nova legislatura; b) a aceitação pelo Presidente da República do pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro; c) a morte ou impossibilidade física permanente do Primeiro-Ministro; d) a rejeição do programa do Governo pela segunda vez consecutiva; e) a não aprovação de um voto de confiança; f) a aprovação de moção de censura por uma maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções.»

Quer isto dizer que a probabilidade de se verificar uma situação que provoque a demissão do Governo é maior quando comparada com a possibilidade de dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas.

Esta opção constitucional tem tanto de razão de ser quanto o facto de Timor-Leste ser um país pobre com uma economia precária, não sendo passível de suportar a realização de eleições antecipadas com uma cadência semelhante ou igual à provocada por eventuais instabilidades governativas, quando advindas fundamentalmente da existência de governos minoritários E o legislador constituinte foi tanto mais atento a isso que alargou o leque opcional do Presidente da República na constituição de Governos de iniciativa presidencial. Ou seja, caso se verifique uma das causas (principalmente as de ordem política) que conduzam à demissão do Governo, o Presidente da República tem a faculdade de poder convidar a formar Governo a personalidade indigitada pela aliança de partidos com maioria parlamentar que se forme em resposta à queda de um Governo anteriormente formado na sequência das mesmas eleições. Acresce que a Constituição nem exige que essa maioria seja absoluta, podendo até ser uma maioria simples desde que garanta a subsistência política e parlamentar do Governo formado por iniciativa presidencial, na sequência da queda do anterior.

Não quer isto dizer que o Presidente da República não possa convidar para formar Governo uma aliança de partidos formada na sequência das eleições, desde que dessa aliança faça parte o partido vencedor nas eleições.

Caso contrário desvirtuar-se-á o sentido e a expressão do voto popular.Chama-se ainda a atenção para o disposto no n.º 1 do art.º 70.º da CRDTL que determina que «os partidos políticos participam nos órgãos do poder político de acordo com a sua representatividade democrática, baseada no sufrágio universal e directo.Em conclusãoPara formar Governo a Constituição da República Democrática de Timor-Leste não exige que o partido vencedor das eleições legislativas tenha tido a maioria absoluta de mandatos;

A Constituição da RDTL não legitima o afastamento, na formação governamental na sequência de eleições, do partido vencedor, não obstante este não ser detentor de uma maioria absoluta;

A Constituição da RDTL não exige que haja garantias prévias de um Governo minoritário da sua subsistência parlamentar uma vez que:

O Programa do Governo não é submetido a aprovação mas só a apreciação do Parlamento (art.º 109.º n.º 1)

No entanto qualquer bancada parlamentar pode propor a rejeição do Programa do Governo (art.º 130.º n.º1 do Regimento do PNTL) a qual tem de ser aprovada com maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções (art.º 109.º n.º 3 CRDTL)

Para a queda do Governo tem de haver duas rejeições consecutivas (art.º 112.º n.º 1 al.d)

Em Timor-Leste os governos são politicamente responsáveis tanto perante o Presidente da República como perante o Parlamento Nacional e esta dupla responsabilidade é visível em tudo o que se acaba de relatar, estando os poderes políticos limitados «check and balance» bem equilibrado.

10 de Julho de 2007

NOTA DE RODAPÉ:

Este parecer foi redigido por alguém que acompanhou, desde o início até à sua conclusão, a redacção da Constituição da RDTL. Mais que ninguém tem autoridade e competência para se pronunciar sobre este assunto (Fonte: Timor Online / 19 Julho 2007)

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Timor-Leste/FRETILIN aguarda o convite do presidente da República para a formação do IV Governo Constitucional

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE/FRETILIN
Comunicado de imprensa / 9 Julho 2007
FRETILIN, o partido mais votado nas eleições de 30 de Junho, aguarda de Sua Excelência, o Presidente da República, o convite para a formação do IV Governo Constitucional de Timor-Leste.
A Comissão Politica Nacional da FRETILIN (CPN), órgão constituído por quinze membros do Comité Central da FRETILIN, reuniu-se extraordinariamente no dia 7 de Julho para debater a situação decorrente do anúncio dos resultados provisórios das eleições parlamentares e definir a linha de actuação do Partido face as responsabilidades que lhe são acometidas pelo voto popular.
O Partido FRETILIN foi de entre os partidos e alianças que concorreram às eleições, aquele que obteve o maior número de votos.
A FRETILIN aguarda de Sua Excelência, o Presidente da República, o convite para iniciar as negociações tendente à formação do IV Congresso Constitucional o que certamente acontecerá tão logo os resultados sejam validados e proclamados pelo Tribunal de Recurso .
A CPN partilha da ideia apresentada por Sua Excelência o Presidente da República para a constituição de um Governo de Grande Inclusão, com todas as forças políticas com representação parlamentar.
A FRETILIN assegura o seu total compromisso neste sentido.
De acordo com os resultados anunciados hoje pela CNE, a FRETILIN foi o partido mais votado nas eleiçoes legislativas tendo obtido um total de 120.592 votos (equivalendo no sistema de Hondth a 21 cadeiras no Parlamento Nacional) seguindo-se-lhe por ordem decrescente, os partidos CNRT (100.175 votos com 18 cadeiras), Coligação PSD/ASDT (65.358 votos – 11 cadeiras), PD (46.946 votos – 8 cadeiras), PUN (18.896 votos – 3 cadeiras) , Aliança Democrática (KOTA / PPT – 13.294 votos – 2 cadeiras) e UNDERTIM (13.247 votos – 2 cadeiras).
FRETILIN já efectuou contactos com alguns partidos com assento no Parlamento Nacional.
Para mais informações, contacte com: Jose Teixeira (+670) 728 7080 ou então
fretilin.media@gmail.comwww.timortruth.com, www.fretilin-rdtl.blogspot.com