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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Timor-Leste/Ramos Horta quer guiné equatorial na CPLP imediatamente

Cidade da Praia, 6 julho 2011 (Lusa) - O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje a entrada imediata da Guiné Equatorial na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ao discursar no parlamento de Cabo Verde.

O dirigente timorense defendeu que a CPLP não deve demorar mais a acolher a Guiné Equatorial e expressou o apoio do seu país a esta adesão.

"A nossa organização não deve demorar mais a acolher no seio o único país de língua espanhola no continente africano, cuja história se cruza com as nossas. Neste sentido, Timor-Leste encoraja a Guiné Equatorial a aderir à CPLP, como é desejo deste país irmão da África", disse.

Sobre Cabo Verde, Ramos-Horta disse que é com "grande satisfação" que testemunha o caminho feito ao longo dos 36 anos de independência.

"A determinação dos cabo-verdianos e a qualidade única da sua liderança, caracterizada pelo pragmatismo e prudência, provaram que se enganaram os profetas do mal que, há 36 anos, vaticinavam a inviabilidade do vosso projeto nacional", declarou.

O presidente de Timor-Leste acrescentou que Cabo Verde demonstrou ser um país viável e bem sucedido, "graças ao povo e aos seus líderes com visão e determinação".

Para Ramos-Horta, devem ser ainda realçados a maturidade das instituições de Cabo Verde, o progresso das condições de vida do seu povo e a sua participação "bem sucedida" nos esforços internacionais de combate à criminalidade transnacional.

O presidente timorense aproveitou ainda para destacar o apoio de Cabo Verde e Angola ao esforço "determinado e firme" das autoridades guineenses para estabilizar a Guiné-Bissau e reforçar as instituições democráticas e a confiança internacional no país.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional da Cabo Verde, Basílio Mosso Ramos, saudou a presença do chefe de Estado timorense no parlamento cabo-verdiano, considerando-o um "rosto da resistência" da luta do povo timorense que, incessantemente, "calcorreou o mundo para provar a ilegalidade da ocupação estrangeira e denunciar as arbitrariedades cometidas contra cidadãos indefesos".

Para Basílio Mosso Ramos, "um parlamento que tem a felicidade de acolher uma personalidade tão multifacetada e distinta, encarnando simultaneamente os atributos de Presidente da República, doutor honoris causa, combatente da liberdade da Pátria e Nobel da Paz, tem razões de sobra para se sentir honrado e gratificado".

A Assembleia de Cabo Verde reuniu-se hoje em sessão especial para receber Ramos-Horta, que se encontra de visita oficial ao país, a primeira que faz na qualidade de chefe de Estado.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Timor-Leste/CJITL: Minister for Justice Lucia is Formally Made Suspect in Maternus Bere Case

10 july 2010/Fretilin Media fretilin.media@gmail.com>

Translation of Centre for Investigative Journalism Timor-Leste article (Tetum to Portuguese)

Written by CJITL Editor-Friday, 09 July 2010

Dili Flash, Thursday 8 July 2010:

MINISTER OF JUSTICE LUCIA LOBATO IS OFFICIALLY NOTIFIED AS SUSPECT IN BERE CASE

Lucia Brandao Lobato, Minister for Justice has been officially notified by the Timor-Leste Prosecutorial authorities as a suspect because of her suspected involvement with the release of former Laksaur militia leader, Maternus Bere.

The Minister for Justice Lucia Lobato appeared in the company with her lawyer Sergio Hornay to give her statement regarding her involvement in the release of Maternus Bere on 30 August 2009.

During this interrogation process the Minister had to comply with her legal obligations to answer numerous questions regarding her involvement in the case.

Shortly after giving her statement to the Prosecutorial Authorities, Lucia Lobato told journalist that she was the one who released him, but that the decision had been made by the President of the Republic (PR) Jose Ramos-Horta, because Horta had already promised to Jakarta before 30 August 2009 that Maternus Bere would be handed over to the Indonesian government.

“As a political leader who released Maternus Bere, I take responsibility for my actions, but other political leaders must also accept responsibility,” stated Lucia.

“I have already asked the Prosecutorial Authorities to also take statements from President Horta, Prime Minister Xanana Gusmao as well as the Prosecutor General of the Republic, because they were all involved, but in the end it was the Minister of Justice alone that has had to answer, that is unjust,” Lucia pointed out.

Lucia Lobato received the notification letter on 22 June 2010 notifying that she had been made a suspect in the case of the release of Maternus Bere from Becora Prison.

“I want to say that the accused states that I took Maternus Bere out of jail, this I do not accept, because everyone was involved,” affirmed Lobato.

Sergio Hornay as defense counsel to the Minister for Justice, Lucia Lobato confirmed that high level figures should not wash their hands of this case, but that it is in everyone’s interest that everyone take responsibility and not just his client. (CJITL Editor)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Timor-Leste/11 de Fevereiro - ANGELITA PIRES BATEU O PÉ E VAI CONTINUAR A BATER

18 junho 2010/Timor Lorosae Nação http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

Por António Veríssimo

ELITE TIMORENSE NO PODER VAI SER AINDA MAIS DESMASCARADA?

Angelita Pires enfrentou corajosamente uma elite timorense com laivos de criminalidade latente que se começou a revelar a partir de finais de 2005 e veio engrossando em número e procedimentos que culminaram com o 11 de Fevereiro de 2008.

Foi nesse palco que Angelita Pires teve de se confrontar com certos farsantes detentores dos poderes político, policial e judicial, tendo conseguido vencê-los graças à sua coragem e a fortes apoios concedidos pela Austrália em defesa de uma sua cidadã. Também a ONU em nada saiu incólume da farsa que foi e continua a representar os acontecimentos de 11 de Fevereiro de 2008. Adiante.

Nesse dia, nessa manhã, uma bem urdida operação com vista à execução de Alfredo Reinado e, por evidências, a José Ramos Horta, foi posta em marcha. Pelos vistos não correu como fora planeada e o resultado disso foi logo denunciado na operação de atentado a Xanana Gusmão, que correu tão mal que logo nas primeiras horas várias incongruências e contradições começaram a desvendar o “mistério” para muitos observadores timorenses e internacionais. Ficou posta em causa a credibilidade do PM Xanana Gusmão ao pretender vitimar-se com uma falsa emboscada feita pelos homens que acompanhavam Gastão Salsinha em Balibar, como alegaram.

A partir daí o desaire foi flagrante. Tão flagrante que culminou com o Tribunal de Recurso timorense a dar tiros nos seus próprios pés e dos que participaram na farsa do julgamento aos acontecimentos de 11 de Fevereiro de 2008, ao reconhecer que Gastão Salsinha e os seus homens não causaram danos à viatura PM1, reduzindo-lhes a pena a que o Tribunal Distrital de Díli os havia condenado na farsa dirigida pelo juiz Basmeri. Uma completa rebaldaria até para o cidadão menos avisado, visto que se não foi Salsinha nem os homens que o acompanhavam que causaram danos na viatura PM1 no alegado atentado, se a viatura estava realmente baleada, e estava, se Xanana Gusmão e outros seus acompanhantes declararam que houve atentado e que até trocaram tiros com um homem abrigado num muro de coilão, homem esse que havia disparado contra a viatura PM1, se o TR assim não reconheceu (e bem), quem foi que afinal baleou a viatura PM1? E se não foram homens de Salsinha que a balearam que atentado existiu por parte deles? Porque ainda estão presos em Becora?

O TR o que diz por entre-linhas, isto para os cidadãos comuns mas não palermas, é que é constituído por cobardes e também diz que o atentado foi inventado. Se foi inventado decerto que se destinou e destina a encobrir uma acção no 11 de Fevereiro de 2008. E que acção poderia ser essa? O PR Ramos Horta já estava às portas da morte. Alfredo Reinado e Leopoldino Exposto já tinham sido executados… Quantos são dois mais dois?

Quer o grupo de Salsinha em Balibar, quer os homens que acompanharam Alfredo Reinado a casa do PR Ramos Horta simplesmente têm servido de camuflagem aos verdadeiros responsáveis pelo acontecido em 11 de Fevereiro de 2008, já aqui foi dito e redito. Esses indivíduos e Angelita Pires foram (são) os bodes expiatórios de acontecimentos bem planeados mas mal executados. Falta saber em tudo isto as responsabilidades de Ramos Horta. Porém, sendo ele o veículo de confiança de Alfredo Reinado, sabendo-se que confiava e obedeceria a Ramos Horta, não custa perceber que na madrugada e manhã de 11 de Fevereiro Reinado e seus homens caminharam para uma atroz cilada. Ramos Horta deve saber isso e bastaria tê-lo dito, se acaso a sua consciência estivesse tranquila desde o golpe de estado de 2006, em que usaram bastantes mas principalmente Alfredo Reinado. Parece que Ramos Horta não contava com o facto de também estar na lista das personalidades a abater…

Surpreendentemente acusou de imediato Angelita Pires, ainda com o efeito das anestesias a que o tiveram de sujeitar nas várias operações clínicas no hospital de Darwin. E até sabia de uma avultada quantia destinada a Angelita que ela receberia ou recebera num banco australiano… Um verdadeiro conto de carochinha contado por um presidente da república dos farsantes.

Angelita Pires diz em entrevista que transcrevemos que “bateu o pé”, foi lutadora, graças aos meios que lhe proporcionaram e aos profissionais de advocacia que a defenderam e fizeram dos argumentos da acusação uma rodilha mal cheirosa. O ónus do mau cheiro pertence em grande parte ao representante do Ministério Público naquele julgamento, Felismino Cardoso, que sem papas na língua, negou existirem fotografias da autopsia de Alfredo Reinado, quando afinal logo passado dois dias o TLN publicou fotografias do referido magistrado a posar junto ao cadáver de Alfredo Reinado no acto da autopsia, junto com os profissionais do mister e elementos da UNPOL – acto degradante por dar a perceber um certo ambiente de exposição e quase festa que viola os mais elementares princípios que devemos reservar aos mortos. Compreende-se, se Felismino Cardoso demonstrou ausência de respeito pelos vivos e os Direitos Humanos como poderá ter pelos mortos? Deus lhe perdoará… Talvez.

Segue-se a entrevista de Angelita Pires com as perguntas pertinentes de Beatriz Wagner da SBS, Austrália. Declarações bastante comedidas para quem foi e está a ser tão prejudicada por uma elite de sabujos timorenses que ascenderam ao poder quase total em Timor-Leste através de acções mais semelhantes a uma organização mafiosa. Só por isso é que o governo legítimo foi derrubado. Angelita Pires continua a bater o pé e por isso a elite no poder em Timor-Leste pode vir a ser ainda mais desmascarada, mas se não fosse ela outros seriam, e outros serão certamente, noutros areópagos da justiça.


BEATRIZ WAGNER (SBS) ENTREVISTA ANGELITA PIRES


SBS – 17 junho 2010 - Transcrição TLN

Beatriz Wagner – Aqui e agora no programa estamos em linha com Angelita Pires, ela está em Darwin, de onde fazemos esta entrevista por telefone. Bom dia, Angelita. Bem-vinda ao programa de língua portuguesa.

Angelita Pires – Obrigada, bom dia.

BW – A senhora resolveu entrar com um processo de difamação contra o presidente José Ramos Horta, o que é que a senhora quer com esse processo?

AP – Fui julgada no fórum mundial pelo presidente José Ramos Horta. Nem sequer me deram oportunidade de me defender no tribunal. Todos esses comentários influenciaram bastante a percepção não só do público mas também dos investigadores e do tribunal em si. Durante o curso da investigação fui muito maltratada, não só perdi um parceiro, companheiro da vida, mas também meu filho, estava de quase cinco meses, não tive acesso a tratamento médico, não me deixaram, perdi o meu trabalho, perdi os meus estudos – estava cursar em Direito – perdi a minha liberdade, perdi a minha vida toda. Imagina que eu sou uma cidadã australiana e timorense, falo três línguas, vim de uma família de elite e isto acontece comigo… imagina os outros, que não têm acesso aos recursos que eu tive, a sorte que eu tive de financiamento para uma boa defesa jurídica. Os demais timorenses, um milhão de timorenses, não têm a mesma sorte, não é?! Então eu tenho a obrigação de processar aqueles que me difamaram e aqueles que me fizeram mal. Não só sofri danos morais como outros danos.

BW – O que é que você quer?

AP – Primeiro quero, especialmente do governo timorense, do ministério público, da presidência, eu quero um pedido de desculpas, um pedido de desculpas mundial. Porque é que eu peço um pedido de desculpas mundial: Porque eu fui difamada em todas as partes do mundo onde o senhor presidente naquele momento punha os pés. Um pedido de desculpas a mim e à minha família, restaurar o meu bom-nome e depois indemnizarem-me pelos danos causados.

BW – E esse pedido de indemnização em que é que vai consistir?

AP – Estamos agora discutindo com os meus advogados e é difícil saber… Eu acho que será o tribunal a determinar porque eu sofri bastante, Beatriz. Eu nunca imaginava que aqueles que estão lá para nos defender, de violações de Direitos Humanos, que são aqueles que sempre nos defenderam, aqueles que a gente respeitava muito, foram aqueles próprios que violaram os meus próprios direitos.

BW – Angelita Pires, você está processando por difamação não só o presidente José Ramos Horta mas todos que a difamaram. Contra quem vai ser essa ação civil além do presidente José Ramos Horta?

AP – Eu vou processar também o governo timorense, o senhor procurador Felismino Cardoso… O Ministério Público, através desse representante, Felismino Cardoso, forjou uma história e resolveu processar-me. Não há dúvida nenhuma de que eu fui bode expiatório desse caso, não há dúvida nenhuma. Não há dúvida nenhuma de que por razão de meu forte vínculo com Alfredo Reinado e por ser mulher pensaram eu ser frágil até ao ponto de ser facilmente condenada. Eles erraram. Alguém tem de tomar as responsabilidades.

BW – Angelita Pires, quando é que você conheceu o presidente José Ramos Horta?

AP – Eu nunca conheci o presidente José Ramos Horta pessoalmente.

BW – Até hoje vocês nunca se encontraram?

AP – Nunca nos encontrámos pessoalmente, nunca.

BW – Na sua opinião porquê o presidente José Ramos Horta fez acusações tão fortes e diretas a você imediatamente após os eventos do 11 de Fevereiro de 2008?

AP – No inicio foi difícil compreender, mas depois comecei a entender o que ele podia fazer… Ele sabe bem quem está envolvido nos eventos de 11 de Fevereiro. Sabendo bem que essas pessoas estavam envolvidas, sabendo bem que os perpetradores estavam e estão atualmente livres. Porque investigando os verdadeiros perpetradores havia de trazer muitas dores de cabeça para o senhor presidente. Ele simplesmente escolheu a mais rápida forma, a mais fraca pessoa, para lavar as mãos e para se justificar ao povo. A justiça não foi feita. Estou muito satisfeita por ser uma pessoa livre mas a minha liberdade é o meu direito porque eu nunca cometi nenhum crime. Há muitas perguntas que até hoje não têm resposta… Têm resposta, só que o governo e o poder judicial se recusam.

BW – Angelita Pires, se a verdade vier à tona quais serão as consequências para a liderança política do país?

AP – O problema está em… A comunidade internacional não pode continuar cruzando os braços assistindo a Timor-Leste ser o que eu chamo on stop shop para todo o tipo de criminalidade. Porque agora o clima em Timor é de impunidade. Se os nossos líderes políticos querem reganhar, ganhar de volta, a confiança que perderam do povo timorense, e o respeito, eles vão ter de atuar com dignidade, eles vão ter que dizer a verdade e sofrer as consequências, porque a lei é para todos.

BW – Voltando ao caso de Alfredo Reinado, ele era acusado de assassinato, tinha processo contra ele. Ele mesmo admitiu que tinha sido usado na crise de 2006. Como é que fica essa questão dos princípios a que você se refere, por exemplo, no caso de Alfredo Reinado por ocasião da crise de 2006?

AP – Eu acho que Alfredo Reinado foi instrumento, foi utilizado por pessoas poderosas, políticos, para derrubar o governo legítimo, que era o governo FRETILIN. Acho que Alfredo se sentiu muito traído e estava muito desgostoso porque depois de fazer isso tudo foi obrigado a ser fugitivo. Alfredo estava preparado para ser condenado e a justiça não foi feita, os responsáveis ainda estão livres e estão sendo protegidos pelo próprio governo.

BW – Você já ouviu alguma reação do presidente José Ramos Horta a essas suas reparações?

AP – Ainda não ouvi mas acho que não lhe deve fazer surpresa porque ele sabe bem como se comportou. Apesar de ser Nobel da Paz para os Direitos Humanos não fez nada em relação aos meus Direitos Humanos. Sabia que eu era inocente e continuou. Tenho tanta certeza que me causou tanto stress, pôs tanta pressão em mim, que eu perdi o meu filho.

BW – Quantas pessoas tem arrolados no seu processo de difamação? Quantos nomes?

AP – Eu ainda não tenho a certeza mas ouvi dizer pelos meus advogados que são cerca de seis ou sete…

BW – Seis ou sete nomes… Quem são os nomes?

AP – Eu não posso dizer, infelizmente.

BW – Não pode dizer?

AP – Não.

BW – Mas se você pode dizer o nome do presidente, José Ramos Horta, que é o mais importante dos seis ou sete…

AP – Esse posso dizer porque é fácil de saber… O que ele fez é verídico, é fácil. Ele próprio sabe disso.

BW – E os outros nomes?

AP – Os outros nomes são entidades timorenses e uma ou duas entidades estrangeiras, jornalistas, sim…

BW – Quem são os jornalistas estrangeiros?

AP – São jornalistas portugueses, infelizmente.

BW – Por reportagens que fizeram?

AP – Sim. Por reportagens falsas e difamação.

BW – E quem são esses jornalistas?

AP – Eu não posso dizer.

BW – Os advogados disseram que você não poderia mencionar os nomes?

AP – Eles sugeriram que não é bom mencionar. Mas posso dizer que são portugueses, sim, e que me ofenderam muito. Foram jornalistas portugueses, sim.

BW – E na Austrália seria o caso contra o presidente José Ramos Horta, mas na Austrália. É muita coragem, não?

AP – Eu tenho de ser corajosa, Beatriz, porque eu sou obrigada a fazer isso. Não só pelo meu bom-nome, pelo bom-nome da minha família, por minha própria segurança. Eles puseram em causa a minha honra e a minha segurança pessoal, a minha própria vida. Sou obrigada a fazer isso.

BW – Os advogados têm ideia das possibilidades de que você consiga ganhar este caso?

AP – Eles dizem que sim. Acho que chegou o tempo de alguém ter coragem em Timor-Leste de dizer que não, que esta impunidade não pode continuar, que não podemos continuar a mentir uns aos outros e a mentir ao povo. Sou simplesmente uma mulher que bati o pé e disse que não.

BW – Angelita Pires, conversando connosco desde Darwin e que vai entrar com um processo de difamação contra o presidente José Ramos Horta e outras pessoas. Tem intenções de entrar com processos em Timor-Leste, na Austrália e em Portugal. Muito obrigada por conversar nesta longa, muito longa, entrevista que tivemos hoje.

AP – Muito obrigada. Com licença. (Fim)

OUVIR A ENTREVISTA SBS (português) - LISTEN TO INTERVIEW IN ENGLISH

sexta-feira, 12 de março de 2010

Timor-Leste/Obra de hotel perto de Dili revela túmulos clandestinos

Corpos podem ser de vítimas da ocupação indonésia nos anos 1970. Anistia Internacional quer apurar crimes da época, mas governo é contra.

Dili, 11 Março 2010 (Reuters) -- A construção de um hotel de luxo perto de Díli, a capital de Timor Leste, revelou a existência de túmulos cavados com máquinas contendo restos de pessoas que podem ter sido mortas durante a ocupação indonésia no país (1975-99), informaram cientistas nesta quinta-feira (11).

Estima-se que 180 mil timorenses tenham morrido durante a ocupação, sendo cerca de mil só na época do referendo de 1999 que levou à independência do país, segundo a ONU.

Quando um empreendedor imobiliário recebeu aprovação para construir um hotel cinco estrelas na orla de Tibar, a oeste de Díli, o governo convocou um grupo de cientistas forenses australianos para estudar o terreno.

"Esta área tem sido citada por várias pessoas, por grande parte da comunidade em Díli, como tendo sido usada pelos indonésios como um local para descartar corpos", disse Soren Blau, do Instituto de Medicina Forense de Vitória (Austrália) e membro da equipe investigativa. "Nenhuma dessas histórias jamais havia sido verificada."

A equipe encontrou duas covas escavadas com máquinas, com cerca de 2 metros de profundidade. Uma delas continha sete esqueletos; a outra, dois.

A Anistia Internacional pede a criação de um tribunal internacional para investigar crimes cometidos durante a ocupação da ex-colônia portuguesa, mas o presidente José Ramos-Horta é contra.

TIMOR-LESTE É O ESTADO DE CORRUPÇÃO DE XANANA GUSMÃO-AMP

12 março 2010/Timor Lorosae Nação http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com

Por Gonçalo Tilman Gusmão

Após tanto brado pela evidente corrupção, conluio e crime generalizado (e que crimes!), Mário Carrascalão lá veio dizer que “reconhece que o governo da AMP é corrupto”. Mais vale tarde que nunca.

Disse o vice-primeiro-ministro que devido a esse reconhecimento foi criada a política do Plano do Governo de Prevenção à Corrupção, “de modo a controlar os corruptos”. Ora deixem-me rir com fartas gargalhadas. Mas que “chachada dos diabos, que ridículo, quem é que eles querem enganar”, disse um compatriota nosso, do outro lado da rede telefónica, quando estávamos a comentar os esforços de Carrascalão para denunciar o estado corrupto da AMP.

Que há corrupção sabemos nós há imenso tempo. Que há KKN e documentos comprovativos sabemos nós há imenso tempo. A começar pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão! Melhor será que ele se demita já e que se ponha a caminho do comando do seu amigo Longuinhos Monteiro, para que comecem a lavrar o auto de ocorrência ou o que for necessário naquele caso!

Ainda não há muito tempo Gusmão disse para o avisarem se souberem de casos de corrupção… Ele que olhe para o espelho e que se lembre daquilo que tem andado a fazer. São só trocas baldrocas, vigarices de colarinho branco, pular cercas a eito, ludibriando tudo e todos. Sempre a negar que há corrupção.

Timor-Leste é um enorme Estado de Corrupção… da AMP. Disso não restam dúvidas. São conluios descarados que até por aqui denunciamos. São “favores” que o governo de Xanana paga através da entrega de empreitadas a pessoas com ele coniventes e que depois aparecem envolvidas em processos como no Caso do 11 de Fevereiro. E Ramos Horta está isento destas trocas baldrocas acerca do MUNJ, de elementos que o constituem e que são “empreiteiros”?

Se Mário Carrascalão começar pelo princípio e pelo topo do governo não tem de ir muito longe. E ele sabe isso. Procura o timing adequado, que considera certo, para fazer as denuncias que tiver a fazer. Podemos compreender os seus cuidados, mas ele também deve compreender que o país está a ficar depauperado por todos aqueles seus pares no governo que não se fartam de arrebanhar o alheio em proveito próprio. Quem?Todos sabem de alguns. Até já foram apontados. Repito: Xanana Gusmão é um deles. Será que está acima das leis? Porque não o demite o Presidente da República? Porque razões a PGR, o Ministério Público, não investigam? Basta recolher umas quantas notícias e documentos publicados até na imprensa. Investiguem e vão aos originais. Comecem a mexer no caldeirão e logo vêem o que vai acontecer.

Noutra parte das declarações à imprensa, o vice-primeiro-ministro, Mário Carrascalão, afirma-se disposto a demitir-se do governo AMP. Afirma que se estiver dentro de um barco que comece a meter água e prestes a ir ao fundo, salta fora. Só agora? Agora, porque está prestes a ir ao fundo? Porque não antes, assim que começou a “meter água”? Quero dizer: assim que se apercebeu que estavam a governar mal e que eram um ninho de corruptos, porque não se demitiu? Melhor ainda: Porque aceitou o cargo de vice-primeiro-ministro, se todos sabíamos que era uma manobra de Gusmão para ganhar tempo e fazer de conta que nada tinha que ver com a corrupção e que até a queria combater?

Os medos, os receios de todos nós é que estão a proporcionar a oportunidade de os saqueadores de Timor continuarem no topo da governação do Estado de Corrupção que é Timor-Leste. É isso que tem de acabar!

Gusmão e o seu governo que se demitam, afinal naquele governo quem são os não corruptos? Chegámos a uma etapa em que já nem sabemos quem são os honestos.

“Xanana Gusmão está rodeado de malandros, de oportunistas”, de bandidos. Grosso modo foi assim que em 2007, antes das eleições, creio, Mário Carrascalão falou à Lusa. Pois estava, e agora ainda muito mais está. Com o agravante de agora já terem depauperado o país em milhões de dólares. Milhões que até desaparecem. Imagine-se. Gusmão que se demita, ou se não o fizer, Horta que o demita. Mas que os alegados e suspeitos crimes praticados venham a ser investigados, julgados e punidos se for caso disso. É o que eles merecem, pelas evidências e pelos milhões que têm “desaparecido”.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Timor-Leste/HIPOCRISIAS E JOGOS SUJOS

16 janeiro 2010/Timor Lorosae Nação http://www.timorlorosaenacao.blogspot.com/

Por Luciano Babo

“Adérito Jesus só servirá para continuar a mascarada que até o Presidente Ramos Horta alimenta. Nem mais, nem menos, que isso. Basta de hipocrisias e de jogos sujos!”

O Presidente da República de Timor-Leste falou há dias para o Tempo Semanal, em entrevista conduzida por José Belo, pretendendo mostrar que abordava a corrupção, o conluio e o nepotismo, mas não passou das intenções, reduziu-se ao sector do arroz. Não demonstrou minimamente estar contra a chamada KKN* que implica ministeriais milhões, referiu-se somente àquilo a que se chama a arraia-miúda. Os pequenos da KKN, funcionários públicos na generalidade. Sobre ministros, familiares de ministros, amigos desses e dele, PR, amigos dos amigos, etc., nem palavra de jeito que se ouvisse ou que se lesse na transcrição e tradução aqui publicada no TLN. Nem sobre o último escândalo dos 18 milhões no negócio do sobrinho do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, Nilton Gusmão, o presidente Ramos Horta se dignou fazer uma referência, apesar de ser um assunto tão actual.

O mesmo se pode e deve apontar ao Vice-Primeiro Ministro, Mário Carrascalão. De desculpa em desculpa, de ziguezague em ziguezague, o senhor engenheiro e vice de Xanana, vai dizendo muitas palavras que significam coisa nenhuma, a não ser engano, a não ser mascara e suporte para um governo que detém na sua estrutura principal bastantes casos que indiciam KKN. Casos tornados públicos e que são acompanhados de documentação comprovativa, mas que tudo e todos a quem compete dar seguimento e apurar sobre a sua veracidade e responsabilidade, fazem por ignorar. Está nessa situação, para além de Mário Carrascalão, a senhora Procuradora-Geral da República, a Dra. Ana Pessoa. Evidentemente que sim. E para isso não existe suporte legal que permita à referida senhora escapar-se e justificar o seu procedimento de avestruz, fazendo que não sabe, nem vê. Concluímos assim que nem Mário Carrascalão nem Ana Pessoa são as pessoas íntegras que julgávamos e em quem depositámos esperanças no passado recente. Afinal também eles são coveiros da democracia e da justiça timorense. Devem assumir isso.

No mesmo alinhamento já se perfila Adérito de Jesus. Proposto pelos partidos do governo para dirigir a Comissão de Anti-Corrupção, não é por acaso que a oposição está em desacordo. O resultado vai ser o mesmo. Adérito Fernandes poderá, no máximo, direccionar-se para a corrupção da arraia-miúda, no valor de umas centenas ou de uns milhares de dólares, fazendo como Ramos Horta, como Mário Carrascalão, como Ana Pessoa, relativamente à KKN que envolve muitos milhões de dólares, envolve ministros e o próprio primeiro-ministro. Para que serve afinal nomear Adérito Jesus? Mais um a pesar no Orçamento do Estado para simplesmente mascarar a Luta Contra a KKN e ignorar a elite que beneficia ou faz beneficiar familiares e amigos de milhões ao arrepio dos preceitos legais? Não, então para isso já bastam aqueles dois!!

A nomeação de uma personalidade que deva dirigir a KKN deverá recair por alguém integro e absolutamente independente, que não tema o confronto com as ilegalidades cometidas por ministros ou pelo primeiro-ministro. Esse cargo não deve recair sobre mais um que o assumirá atento, venerando, obediente e temeroso do actual regime. Por isso é que a AMP e Xanana preferem Adérito Jesus. Para continuar a mascarada que até o Presidente Ramos Horta alimenta. Nem mais, nem menos, que isso. Basta de hipocrisias e de jogos sujos!

* KAK: Comissão Anticorrupção

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Timor-Leste/PRESIDENTE DO PARLAMENTO OU DE SINDICATO DO CRIME?

20 setembro 2009/timorlorosaenacao

Por António Veríssimo

Estabilidade é... NÃO SE CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO

É na verdade muito preocupante a propensão para a mentalidade criminosa e de práticas ilegais que os denominados líderes de Timor-Leste afectos à AMP têm vindo a demonstrar mais claramente ao longo destes dois anos em que estão no governo e no domínio de uma maioria composta por manta de retalhos partidária arquitectada ainda antes da eleições para o Parlamento e governo se acaso Xanana Gusmão não as vencesse, conforme veio a acontecer.

Os elementos de topo do governo AMP, Xanana Gusmão, a Ministra da Justiça e o comandante da polícia, juntamente com o Presidente da República, cometeram um crime ao libertar Martenus Bere à revelia das leis e do poder judicial, violaram a Constituição da RDTL, têm anteriormente usado de todas a s violações possíveis, impossíveis e imaginárias e aparece agora o presidente do Parlamento de Timor-Leste a dizer, durante a sua visita ao Brasil, que “a moção de censura ao Governo apresentada pelo partido oposicionista FRETILIN, devido ao caso "Bere", não contribui para a estabilidade do país”, conforme nos refere a Lusa em notícia por nós compilada mais em baixo.

Sempre em nome da “estabilidade” as ilegalidades e crimes vão sendo praticados impunemente por estes pseudo guardiães do bem-estar dos timorenses e do país.

Em nome da “estabilidade” aconteceu o golpe de Estado e a partir daí nunca mais pararam as acções de afrontamento à Constituição. O ditador-mor Xanana Gusmão assim tem decidido e assim tem acontecido. Colado a ele, têm estado exactamente aqueles que enquanto disso retirarem dividendos o vão apoiando, o que não significa que não lhe retirem o tapete para que caia quando chegar a hora de o declarar descartável. Hora que cada vez mais se aproxima.

Sabemos que Xanana estava em conluio com Alfredo Reinado apesar de dizer o contrário. Sabemos que guardava em sua casa, em Balibar, homens e armas, numa acção ilegal. Sabemos que foi o principal beneficiário da execução de Alfredo Reinado. Sabemos das incongruências declaradas e das omissões e contradições apontadas relativamente ao “seu atentado” de Balibar. Sabemos dos benefícios em procedimento “estranho” na sociedade “Três Amigos”, soubemos ultimamente dos benefícios que concedeu a sua filha Zenilda num negócio de milhões, sabemos dos afrontamentos ao Juiz Ivo Rosa Cruz e a todos os atropelos constitucionais…

Timor-Leste, sem nenhuma dúvida, está a ser governado por um primeiro-ministro cuja sintomatologia nos vem revelando ter uma mentalidade desleal, de conluios em ilegalidades, de golpes sobre golpes, de bravatas, de prepotências… Em suma, uma mentalidade próxima, ou já de facto, de marginal institucional. Muito preocupante. Só um criminoso afronta constantemente o Poder Judicial. Só um prepotente, um déspota, um falsário, um sem princípios de justiça e democracia faz questão de querer passar por isso tudo impunemente.

Como se não bastasse, os cabecilhas do bando, suposto governo, demonstram ter exactamente o mesmo tipo de mentalidade. Desta vez manifesta-se desse modo Fernando Lasama Araújo. Não é a sua estreia neste tipo de demonstrações mas, mais uma vez, e pelo que é, também conta, e faz-nos pensar que Timor-Leste está entregue a um bando de bandidecos.

Na qualidade de presidente do Parlamento, presidente daquilo que deveria ser a casa da democracia timorense, o desaforo de Lasama é por demais evidente que vem dar todas as razões para que sejam aqui expressas as considerações supra citadas, sobre as suas terríveis mentalidades. Na realidade, só com um golpe de Estado e consequente trama apoiada por Ramos Horta é que foi possível este bando de malfeitores apoderar-se do Poder político. Constata-se que na verdade Mário Carrascalão sabia o que dizia quando a eles se referia. O estranho foi que acabou por aderir ao bando de malfeitores. Mais estranho ainda que continue junto deles e que até ande a querer pôr água na fervura das ilegalidades cometidas. Há jogos políticos que nunca devem exceder o razoável, Mário Carrascalão certamente que sabe disso. O que não sabemos é daquilo que está à espera para abandonar o bando de malfeitores, como o denominou. É que agora já nem Xanana se salva. Impossível, basta ver as más provas dadas.

Se depois de tanto cometimento de ilegalidades e de tantos procedimentos indevidos, o maior partido timorense se aliou a pequenos partidos e decidiu apresentar uma moção de censura ao governo e isso é considerado desestabilizar, é óbvio que a curiosidade de quem vive em democracia ou sabe o seu significado, aguça-se ao tentar perceber as palavras proferidas por Lasama Araújo. Não se compreende em que é que um acto absolutamente democrático e inscrito na Constituição se pode vir a revelar pró-instabilidade. A instabilidade é provocada por actos inconstitucionais e não o contrário, naturalmente.

Fica provado que este confesso repulsivo presidente do Parlamento de Timor-Leste desconhece o que é democracia e julga que preside a um sindicato do crime.

Será que considera que não só os timorenses mas toda a população mundial é estúpida?

Perceberá que tais declarações são dignas de provirem de um seu “convidado” do mundo do crime indonésio, Hércules Marçal, mas nunca de um presidente de Parlamento? Compreenderá que demonstram claramente a mentalidade ilegalista atrás referida?

É o costume, o peixe morre pela boca.

Relacionado: lasama defende impunidade de crime em nome da "estabilidade"

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ficou provado - ILEGALISTAS E SEM-VERGONHA DOMINAM TIMOR-LESTE

9 setembro 2009/timorlorosaenacao

Por António Veríssimo

PREPAREM-SE, VEM LÁ MUITO PIOR!

Por mais que queiramos ficar indiferentes ou não dar opinião sobre o que se está a passar em Timor-Leste as circunstâncias são adversas aos que fazem questão de continuar com a coluna vertebral erecta, que se baseiem na justiça e na verdade.

Em Timor-Leste está a acontecer mais um episódio de como não devem ser os responsáveis eleitos de um país. Não bastava um PM, um governo e um Presidente do Parlamento que andam de mãos dadas com referenciados criminosos da estirpe de Hércules Marçal, conhecido por “Rei do Crime”, eis que se vai revelando também o PR Ramos Horta poder ser incluído naqueles que estão para se auto promover e “governar-se” em vez de prestarem o serviço nobre que devem à Nação. De Nobel da Paz passa a nobel das ilegalidades, das chantagens e das faltas de decoro relativamente ao respeito que deve aos timorenses, aos assassinados e massacrados, às vítimas do passado e do presente.

Na sequência da libertação ilegal de Martenus Bere, chefe das milícias que massacraram quase 400 pessoas em 1999 no Suai, o Parlamento pediu explicações ao presidente da República e reprovou a sua saída do país em visita oficial enquanto não procedesse a explicações. Coisa pouca se Horta tivesse a consciência tranquila e não soubesse que anda a cometer torpes ilegalidades, desrespeitando a Constituição que hipócrita e falsamente jurou cumprir quando tomou posse.

Ramos Horta, então, decidiu-se por chantagear o Parlamento, ameaçando demitir-se. Sintomático de que quem deve, teme. A reacção foi a mesma dos gatos que quando receiam algo bufam e saem do seu semblante e atitudes pacíficas para uma agressividade e ameaças inusitadas, de aparentes feras cheias de razão. Verdadeiros artistas na arte de enganar, blefando.

As razões porque estão a existir todos estes lastimáveis incidentes à volta da libertação de Martenus Bere tem que ver com toda a ilegalidade do processo e isso já a própria ONU pediu explicações a Ramos Horta. Será que também respondeu à ONU que se insistissem naquela pretensão se demitiria? Nunca se sabe, chantagista vai até onde bem lhe apetece… até perder. É o jogo do tudo ou nada. Jogo dos sem escrúpulos.

Certo é que existe um despacho ilegal da ministra da Justiça Lúcia Lobato – a ordem não foi somente verbal - para que Bere fosse libertado, levado por mão de um emissário de Longuinhos Monteiro à prisão de Becora. Certo é que Ramos Horta e Xanana Gusmão foram os promotores da ilegalidade e deram essas ordens à ministra. O despacho existe, mesmo que julguem que já o destruíram…

A ilegalidade promovida pelo PR e pelo PM são mais que razão para que os timorenses e o Parlamento tomem as medidas adequadas para esclarecer o assunto e aprovar claramente uma moção de censura aos seus comportamentos, o pedido de explicações era o menor dos males se acaso Horta não fosse propenso a prepotente, promotor de ilegalidades, chantagista e em conluio com forças adversárias à implantação da democracia em Timor-Leste.

Na verdade, o Parlamento não devia ter cedido à posição desrespeitosa de Ramos Horta. As consequências vão ser devastadoras, a Caixa de Pandora foi definitivamente escancarada!

Todas as ilegalidades que temos vindo a referir ao longo deste complicado processo da construção do Estado de Direito em Timor têm sido razão para que o Poder Judicial actue e defenda os preceitos constitucionais… Mas não o faz. Igualmente, neste caso e noutros, lamentavelmente, a PGR fica inerte perante as situações, quando não colaborativa com as ilegalidades. Agora, que Ana Pessoa assumiu o cargo há algum tempo, julgava-se que a credibilidade da Procuradoria tomasse um rumo diferente e que a Justiça passasse a ser um facto. Em vez disso, perante os factos, ouvimos com lamentável surpresa uma PGR temerosa titubear que teme pela Justiça em Timor-Leste. Em vez de agir, lamenta-se e vai consentindo que o interesse nacional e público seja completamente devassado. O mesmo acontece com o mais alto dignitário do Poder Judicial, Cláudio Ximenes. E ainda com o Provedor dos Direitos Humanos, com competência para agir. Os atropelos à Constituição, à Lei e à Ordem são esfrangalhados pelos governantes, pelo PR, pelo Parlamento e por todos os agentes nacionais que têm força legal para intervir e repor a legalidade no país.

A impunidade, a indecência e a vergonha assolam Timor-Leste, algo que os timorenses não merecem mas de que sofrem todas as consequências negativas.

Preparem-se, vem lá tudo muito pior!

sábado, 5 de setembro de 2009

Em Timor - FALTA ARROZ E SOBRAM AGRESSÕES NUM SILÊNCIO DE OURO

5 setembro 2009/timorlorosaenacao

Por António Veríssimo

Por mais que queiram mostrar uma bela fachada de Timor-Leste os tais ventos da desgraça também fazem das suas no décor instalado pela propaganda do regime, nos cenários arquitectados para o país do faz-de-conta por bastardos da prepotência.

ARROZ

Pequenos retalhos de notícias vão chegando sobre algo que os timorenses consideram primordial: o arroz.

Arroz, que está a começar a faltar, os preços estão a ser inflacionados. Referiram-nos que tiveram aumentos impressionantes, nestes últimos quatro dias - de 12 US dólares passou a custar 18, 19 e até 20 dólares. Na realidade uma subida vertiginosa e incomportável para as famílias mais carenciadas, mais de 80 por cento da população.

As causas são justificadas com o encerramento dos armazéns de arroz afectos ao empreendedorismo de Xanana Gusmão, pois que como é vulgar saber a estratégia do arroz está nas suas mãos. Julgava-se que era para não faltar mas eis que o resultado está contrário às declarações de intenções. Muitos ficarão a ganhar com estes aumentos espectaculares mas não os timorenses. Certamente que também Zenilda Gusmão, da Prima Food, lucrará bastante com esta maré inflacionária, e outros, os Três Amigos… etc.

Sabemos que em passado recente em que se verificou a falta de arroz e a constatação da inflação dos seus preços os timorenses entraram em ebulição e causaram algumas situações desestabilizadores, o que dá que pensar se por razões obscuras, como quase sempre, o regime timorense não quererá provocar uma instabilidade controlada que lhe permita dar inicio à caça às bruxas como tentou em 11 de Fevereiro, agora ainda mais fácil se tomarmos em atenção que Longuinhos Monteiro fará o que o chefe mandar, “obedecendo a ordens superiores” como ele tanto gosta de dizer.

Não é por nada, será provavelmente até “imaginações”, mas no passado verificou-se que aproveitando alguma agitação dos timorenses com razão pelo seu alimento base escassear e encarecer, é possível misturar algumas acções de grupos contratados e ensaiar algum caos que permita declarar um conveniente estado de emergência e até “encontrar” alguns bodes expiatórios, Sabemos que Longuinhos Monteiro é bom nisso, basta apreciar o caso de Angelita Pires. Obviamente que os bodes expiatórios serão opositores a este regime boçal e rebuscado na perfídia, também não esqueçamos a tentativa de envolvimento que ensaiaram com José Teixeira, deputado da Fretilin, na sequência do 11 de Fevereiro de 2008. Aguardemos o desenvolvimento das acções.

AGRESSÕES A REPÓRTER FOTOGRÁFICO

Na acção de repressão ao pequeno grupo de opositores levada a cabo pela polícia de Longuinhos em 30 de Agosto concluímos que faltava citar um pormenor do grave comportamento daqueles agentes obedientes e que actuam à margem da lei.

Facto que vem mencionado na notícia do Tempo Semanal e que não nos tinha sido comunicado pelos nossos observadores em Díli.

Refere o referido jornal de Díli que “houve uma manifestação realizada frente ao Hotel Timor” em que foram detidos “pela polícia três estudantes”, ainda afirma que “dois fotógrafos timorenses foram agredidos e tentaram tirar e destruir a câmera do fotografo da Reuters.”

Sabíamos, por ser visível no vídeo do Youtube, a que pode ter acesso em postagens seguintes, que houve tentativas de “tapar” a objectiva nessa câmera. O que era ignorado é que os polícias de Longuinhos efectivaram mesmo agressões a profissionais de informação, provavelmente até a populares que tomaram a posição de mirones para se protegerem como puderam.

É esta a santa liberdade e democracia que Ramos Horta orgulhosamente propala existir no seu país. Como se ele não bastasse até temos seus iguais que, babados, elogiam a estabilidade timorense. Salazar falava também assim sobre Portugal, não nos faltava privações, prisões, fome e porrada!

Se é esta a “democracia e estabilidade” a que os usurpadores do poder se referem… Estamos entendidos.

O silêncio é de ouro

ELES NÃO QUEREM QUE OS MUNJ* FALEM EM TRIBUNAL

Para terminar em beleza, para espelhar melhor o que se passa em Timor-Leste que, como diz Ana Loro Metan, “não lembra ao diabo”, chegou-nos uma informação do que se passou esta semana no julgamento dos 28 “cúmplices” do 11 de Fevereiro.

Citamos este pormenor curioso e que mostra o estado “democrático” da República “Democrática” de Timor-Leste:

Em sessão de reinício das audiências, no passado dia 2, quarta-feira, foi presente a tribunal Joanico Gonçalves e seus correligionários, do famoso e secreto MUNJ.

Para espanto de todos os presentes os MUNJ alegaram que o tribunal não os podia interrogar, recusando-se a prestar declarações. Para reforçar a afirmação mostraram um documento oficial assinado pelo PM Xanana Gusmão e pelo PR José Ramos Horta que efectivamente declarava o que os MUNJ haviam dito… Desautorizam o Tribunal a interrogá-los!

Não fazemos ideia se no Burkina Fasso estas peripécias aconteciam, provavelmente nem por lá aconteceram. Cabe perguntar a qualquer cidadão do mundo quem se julgam estes dois “aves raras” Xanana e Horta? Desde quando, em democracia, num país intervencionado e levado ao colo pela comunidade internacional, pela ONU, caberá estes absolutismos, estas ilegalidades, estas mentalidades prepotentes, ridículas, provavelmente criminosas e temerosas que querem silenciar e obstruir o curso normal da justiça, como se de Al Capones se tratem?

Mas então onde estão a democracia, a justiça, a honestidade e estabilidade de Ramos Horta e de Xanana Gusmão? O que é que eles temem? É aquilo que temos vindo a denunciar a conta-gotas? Onde está o Estado de Direito? Como é possível patrocinar estes dois violadores dos preceitos constitucionais, violentadores de uma sociedade democrática e dos interesses do povo timorense? Mas quem quer continuar a apoiar estes déspotas senão os seus iguais?

Sem dúvida que apoiá-los ou não os combater é fazer o pior para Timor-Leste, para os timorenses!

* Movimento de Unidade Nacional para a Justiça. De acordo com a mídia timorense, esta organização está vinculada com Ramos Horta e Xanana Gusmão.




terça-feira, 1 de setembro de 2009

Timor-Leste/DÉFICE DE DEMOCRACIA APRESENTA TRÊS PACÍFICOS ESTUDANTES A TRIBUNAL

Regime timorense quase esgota prazo de prisão para exercer pressões psicológicas e sevícias

1 setembro 2009/timorlorosaenacao

No passado dia 30, enquanto o PR Ramos Horta exortava os demónios do perdão para os assassinos que procuraram exterminar por completo os timorenses desde o dia da ocupação indonésia, em 1975, foram detidos pela PNTL três estudantes que discordam e assumiram a liberdade de se expressar e manifestar pacificamente contra, procurando chamar a atenção dos media numa conferência de imprensa improvisada num jardim de Díli. Logo de imediato a PNTL actuou fazendo deslocar para o local três viaturas com agentes da polícia com equipamento anti-motim.

O The Age, jornal australiano, dava-nos conta do sucedido no próprio dia, secundado pelo Público, jornal diário de Portugal, que dizia:

“Três camiões cheios de polícias timorenses apareceram hoje num parque de Díli para acabar com uma conferência de imprensa em que activistas pediam "fim à impunidade", relata o enviado do jornal australiano "The Age". Os activistas pediam em cartazes que as Nações Unidas interviessem para acabar com a impunidade em Timor-Leste, tendo três deles sido levados do local pela polícia, segundo contou ao repórter Jefferson Lee, um activista ido de Sydney.”

No limite das 72 horas legais para serem apresentados a tribunal o Ministério Público fê-lo, levando agora os três activistas discordantes anteriormente detidos e conservados na prisão de Caicoli sobre pressões inadequadas que visam desmobilizar e reprimir qualquer manifestação pública em Timor-Leste que pacificamente vise mostrar a discordância sobre as políticas adoptadas pelo governo AMP ou pelos que mais não representam que o suporte a essas medidas, caso do PR Ramos Horta.

Os detidos, três estudantes da UNTL, de nomes Hélio, Xisto e Gaudêncio, foram há horas apresentados em tribunal, praticamente no limite das 72 horas legais, com o propósito de pressionar psicologicamente os opositores às medidas praticadas pelo actual regime vigente em Timor, deixando-os entregues às sevícias dos carcereiros. Essa é uma técnica do Ministério Público que, de mãos dadas com o regime, leva os prazos à exaustão e até viola as leis vigentes, como é do conhecimento público. Neste caso encontra um bom colaborador na pessoa do procurador Felismino, um internacional de Cabo Verde, deslumbrado económicamente, perfeitamente consonante com o actual status repressivo timorense.

Desconhecemos por agora os resultados da audiência que decidirá da “sorte” dos três estudantes mas contamos posteriormente dar conta do acontecido e das decisões do tribunal relativamente ao assunto.

Enquanto isso, julgamos por bem que se medite sobre o caso e se tome por mais um exemplo da demonstração do défice de democracia que está sendo imposto em Timor por decisões do governo de Xanana Gusmão, com absoluto controle dos agentes repressores comandados por um seu colaborador, Longuinhos Monteiro, recentemente nomeado comandante da polícia pelo primeiro-ministro, também Ministro da Segurança Interna, sem a mínima objecção do PR Ramos Horta que ufano chama a comemorações individualidades do mundo da política para comemorar a data de mais de um milhar de assassínios como se de festa brava e alegre se tratasse, anunciando uma ampla amnistia para criminosos em massa que actuaram selvaticamente assassinando timorenses há dez anos, nos dias sequentes a 30 de Agosto de 1999, após saberem que no Referendo os resultados penderam superiormente para a independência de Timor-Leste e a retirada dos opressores indonésios. Afinal, mal sabiam, trocaram uns opressores por outros.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

EAST TIMOR'S MARI ALKATIRI RECALLS TURBULENT DECADE

August 29, 2009/The Jakarta Globe

Ezki Suyanto

As East Timorese celebrate the 10th anniversary of the referendum that led to the country’s independence, the Jakarta Globe presents contributor Ezki Suyanto’s interview with the nation’s first prime minister, Mari Alkatiri, 59, at his residence in Farol, Dili, at the end of last month.

When you stepped down in 2006, you said there had been intervention from outside. What did you mean?

I have no doubt. I still have no doubt. It’s clear to me that there was a conspiracy. It started in mid-2005 when the Australian media began to damage my image. The Australian government at that time was really a conservative government.

It was clear that they were aware that after 2006, with oil and gas revenues, I could do much better for this country. So this had to be stopped and they succeeded in getting sympathy and support from inside the country, even from Xanana [Gusmao]. The crisis was an internal confrontation between the prime minister and the president of the republic.

The president and the police were against the government because he failed to get support from the F-FDTL (Timor Leste Defense Forces, also known as Falintil) which also covers the police.

Is it the reason you say you do not want to be prime minister anymore?

A strong government needs a strong political party behind it. So it would be much better to have the leader of the party working full time for the party then to be too busy in the government. It does not mean that I won’t help the government, of course I’ll do it. I have made it clear to the central committee that I am not ready to go back, that the party needs to be strong.

Fretelin is the majority party and has a simple majority in Parliament with 29 percent of the seats. Why isn’t Fretilin in power?

It is a very peculiar situation in this country, in which some people do not respect the will of the people. The leaders think that they are stronger than the will of the people.

Leaders like Xanana Gusmao and Ramos-Horta think they are stars who will be stars all the time.

Recently, you initiated a referendum for another election. Why?

I made the suggestion. We will introduce a bill for discussion at the Parliament. This is constitutional. We cannot just sit and do nothing until (election year) 2012. We do not recognize the legitimacy of the government, but above all the situation is very bad, particularly in the economy, and corruption is everywhere.

Even though we are pushing for an early election, we have to do it through legal and constitutional means. You cannot really repeat the 2006 scenario, using violence as a tool for political gain. We need to put an end to this culture of violence, to have peace and a culture of democracy.

We have been doing campaigns and we go to grassroots meetings, spreading this message: no more violence. We need to respect our constitution and our laws.

Ten years after the referendum and seven years after independence, what is your reflection on East Timor?

Up and down. We started on the right path but had a lot of problems. People are unaware that development takes time. Combatting poverty cannot just be done overnight, and we had to face the crisis in 2006.

The mistakes are not of those at the grassroots level, but of the leadership. Some leaders dream they can do better in a short time, and that is the reason we really had to face the crisis. Now, we are regressing, particularly in institution-building as people start to dismantle everything that had been carefully constructed.

Now, we have to face a lot of problems, such as rampant corruption, for the simple reason that the system that was built has been really destroyed by the current government. We got our independence, but we could have done much better, particularly two or three years afterward when we got money from oil and gas resources.

How long will East Timor depend on the international community?

The United Nations can stay here for not more than another two years, but for foreign troops and police, it is time to leave. We needed them in 2006 when troops and police were in conflict. If you have the army on one side and police on the other, you cannot do anything.

I invited foreign troops to come, but now there is no longer such confrontation, so it’s time for them to leave. Some police and army trainers can stay.

There’s still a long way to go in developing this country, yet you have refused loans from groups such as the International Monetary Fund. Why?

I was always aware that sooner or later we would have revenue from oil and gas, so what are the loans for? It would only generate corruption. A state is like a big company. You need to improve the quality of your administration.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Timor-Leste/“Ele é que orquestrou tudo” - QUEM DUVIDA DE QUE HOUVE UM GOLPE DE ESTADO?

22 agosto 2009/timorlorosaenacao

Por Loro Foho

Para quem duvida que houve um Golpe de Estado em 2006, preparado pelas forças australianas, e chefiado por Xanana Gusmão e Ramos Horta, e que o objectivo era derrubar o Governo de Mari Alkatiri, e entregar Timor-Leste a Jonh Howard, vamos reflectir nalgumas coisas, nomeadamente no que é um Golpe de Estado.

Um Golpe de Estado implica um plano secretamente elaborado por pessoas que ambicionam fortemente o poder para dominar tudo e todos. Implica também um conjunto de acções estratégicas, consecutivas, premeditadas, que intencionam criar as condições ideais para a consumação do Golpe. Isto aconteceu em Timor-Leste.

Um Golpe de Estado é, de uma forma entendível, uma mudança súbita e agressiva na estrutura do Estado, imposta por elementos do poder, os quais agem utilizando a traição, o dinheiro, a manipulação de pessoas e a mentira imperando sobre a verdade. Isto aconteceu em Timor.

É uma ruptura violenta e intencional das principais instituições do Governo, principalmente na área da segurança, da justiça, e das finanças. Isto aconteceu também em Timor.

Acrescente-se que um Golpe de Estado tem uma anatomia própria, obedece a tácticas muito complexas, necessitando de participantes poderosos e de um certo tipo de gente, de baixo nível humano, para os apoiar nas suas maquinações secretas, sempre contra o povo, como não podia deixar de ser.

Compõe-se de uma estrutura que serve os interesses do terrorismo político e da corrupção interna e externa. É, só por si, uma organização altamente complexa, isenta de transparência para confundir e baralhar os dados, pois quando se torna urgente uma clarificação, a complexidade e o obscurantismo dessa estrutura é tal que dificilmente se vê a verdade.

Numa linguagem simples, porque eu sou do povo e, como tal partilho convosco os meus sentimentos, digo sem problemas de consciência, que o que aconteceu em Timor-Leste em 2006, foi realmente um Golpe de Estado. Basta relembrar declarações de Jonh Howard sobre Timor, na primeira quinzena de Maio de 2006, as quais serão relatadas nas páginas da nossa história.

Ou vão dizer que é invenção nossa e da própria imprensa mundial?
.
As tácticas utilizadas no Golpe de Estado, não estão dentro do meu âmbito de entendimento, mas os seus resultados que saltam aos olhos de todos nós, foram e são ainda hoje relatados e analisados quer a nível nacional quer a nível internacional.

Somos um povo igual a tantos outros povos, que lutam pela sua independência, bem-estar económico e social.

Em 2002, Mari Alkatiri Alkatiri aceitou ser primeiro-ministro de Timor-Leste.

Contudo, nesse mesmo ano, já os sinais eram evidentes de que se pretendia enfraquecer até à ruptura, o Governo de Timor-Leste, só pelo facto de ser liderado por Alkatiri, um político que já revelava fortes convicções relativamente ao desenvolvimento sustentável da nação, à defesa das riquezas petrolíferas e muita coragem para enfrentar a Austrália e os seus desmedidos interesses relativamente ao mar de Timor e não só. Temos a sorte, que também é a nossa desgraça, de termos riquezas, que deveriam ser só nossas por direito próprio.

Com os ataques e interesses externos, aguentávamo-nos bem, pois estávamos unidos na força do sonho que tínhamos alcançado, sermos independentes e respeitados. Tínhamos condições para começar bem a nossa história como povo soberano e independente. Tínhamos um Primeiro-Ministro honesto, forte e resistente, Mari Alkatiri, e um Presidente carismático, que passava para o exterior uma imagem poética, artística, e ao mesmo tempo guerreira, Xanana. Mas o perigo veio de dentro, dos “nossos”.

O “mito” Xanana, começou a revelar-se, de surpresa, contra o seu povo, que o endeusou. E Xanana dividiu-nos e atiçou-nos contra o Governo de Alkatiri, e colocou-nos uns contra os outros, fazendo-nos acreditar que estávamos divididos, “lorasaes contra loromonos”. Com isto, ficámos totalmente nas mãos da Austrália, que tinha todo o interesse nessa divisão e na degradação das relações políticas internas.

Cedo começamos a perceber que o Primeiro-Ministro era um elemento indesejável para o Presidente, só pelo simples mas poderoso facto de Mari Alkatiri, o Primeiro-Ministro, ter uma visão diferente de Xanana Gusmão, o Presidente. Sorte para nós, pois a visão de Alkatiri era uma visão forte e consistente para a nação, porquanto que a visão de Xanana era uma visão fraca, perigosa e não consistente.

Alkatiri, queria mesmo o desenvolvimento, sem os OPORTUNISTAS A ENCHEREM-SE E A SONEGAREM O PAÍS.

Alkatiri estava a criar estruturas sólidas para desenvolver o país de uma forma verdadeiramente independente.

Alguém pode, honestamente, contrariar isto?

Dizer que tudo era um mar de rosas em Timor-Leste, seria inconsciência. É verdade que havia descontentamento em vários sectores, como consequência da aplicação de políticas restritivas devido ao pouco dinheiro existente nos cofres do Estado, e além disso, condicionado pelo “roubo” dos recursos naturais de Timor por parte da Austrália.

Mari Alkatiri tinha (e tem) uma grande mestria para defender os interesses de Timor no petróleo e no gás, prejudicando os interesses agressivos da Austrália e dos negociantes poderosos sem escrúpulos.

Mari Alkatiri criou o Fundo para o Petróleo, para proteger das garras da corrupção o dinheiro do petróleo de Timor. Os australianos conhecendo bem Mari Alkatiri, começaram a odiá-lo. Então, urgente se tornava preparar o golpe fatal, o qual só teria possibilidades de sucesso com a conivência plena e sem limites de altos membros do Governo de Mari Alkatiri.

Alguém duvida desta verdade?
.
O complô para derrubar Mari Alkatiti, começou em 2002. Pois já nessa altura os Senhores poderosos perceberam que Alkatiri não estava a governar para agradar aos australianos, mas para preparar um futuro estável para Timor e o seu povo.

Parece-nos que o Sr. Gusmão, na altura Kay Rala Xanana Gusmão, não gostou da postura política de Mari Alkatiri e ficou muito preocupado, pois os interesses australianos estariam a ser postos em causa, pouco lhe importando os interesses do seu povo. Parece-nos que o mais importante para o Sr. Gusmão, era não melindrar a poderosa Austrália.

Percebia-se que o Sr. Gusmão estaria a arquitectar algo contra Mari Alkatiri, o qual era uma desilusão para ele, pois não se deixava ir na onda dos australianos, não era facilmente manipulável e, não sendo um mito, sendo simplesmente “o Chefe”, estava mesmo a trabalhar para libertar o povo das garras dos potenciais inimigos, o Governo de John Howard.

Poderá entender-se como normal, um governo acabado de nascer, ser alvo de tantas interferências estranhas por parte de muitos estrangeiros e organizações que se dizem trabalhar pela paz? E perante isto, o Presidente Xanana sentir-se confortável, e posicionar-se contra o Governo da jovem nação, de que ele era o representante máximo?

O desconforto parecia provir do seguinte:

MARI ALKATIRI JÁ REVELAVA TER UMA POSIÇÃO DURA RELATIVAMENTE AO PETRÓLEO E AO GÁS.

MARI ALKATIRI CORAJOSAMENTE DESAFIOU AS REIVINDICAÇÕES DA AUSTRÁLIA SOBRE O PETRÓLIO E O GÁS DE TIMOR.

Pareceu-nos desde muito cedo, e confirmámos mais tarde que,
A COMUNIDADE INTERNACIONAL EM TIMOR ESTAVA MUITO MAIS EM SINTONIA COM O LADO DA AUSTRALIA DO QUE COM OS NOSSOS SENTIMENTOS DE TIMORENSES.

Por isso foi tão fácil criar uma terrível crise e um habilidoso e manhoso Golpe de Estado.

A situação interna era muito complexa, difícil de dominar, porque a Austrália, Xanana e Ramos Horta, queriam a todo o custo o derrube de Mari Alkatiri, o qual nunca se deixou intimidar por Jonh Howard e, mesmo prejudicando a sua imagem política, lutou quanto pode pelos verdadeiros interesses de Timor e do seu povo e, enfrentou Xanana e Ramos Horta de cabeça levantada, com dignidade e respeito pelo povo. Revelou ser um político como já há poucos.

Quem está fora da política não entende o quanto foi difícil liderar um governo que estava a ser alvo constante de conspirações internas e externas, altamente perigosas e criminosas para os destinos da nação. O ambiente interno era muito frágil, alguns “estrangeiros” encarregavam-se de pactuar com as “tramas secretas” já em curso no sentido de derrubar o Governo. Rumores, calúnias e ódios contra Alkatiri e a Fretilin, eram o prato de cada dia.

Com o passar do tempo e das conturbações intencionalmente provocadas, os descontentamentos eram muitos, uns com razões válidas, outros fomentados, pois tinha de se criar um “clima” propício para a preparação, execução e consumação do Golpe de Estado, com vista a derrubar Mari Alkatiri e o seu Governo por inteiro.

Os graves distúrbios ocorridos em Abril de 2006, tinham em vista “outros” propósitos muito mais complexos que corrigir os erros e a instabilidade interna “provocada”.

Os “estrangeiros” e pessoas do exterior que apareceram subitamente em Timor, já eram os tentáculos de quem tentou e conseguiu dividir a nação.

Os australianos queriam Alkatiri fora. Não esquecendo que os representantes da igreja católica de Timor-leste também queriam.

E se bem o queriam, melhor o fizeram, por isso organizaram a famigerada manifestação de 2005, a qual nos fez recordar o período negro, terrível, da Inquisição.

Ou vão dizer que é invenção?

Pairava no ar uma tensão permanente. Contudo, ainda não acreditávamos que Xanana estava já a “trabalhar” em conspirações altamente secretas. Muitos de nós, povinho crente, não acreditávamos no que os olhos viam.

O importante para Xanana e seus discípulos era abrir as portas para a Austrália entrar em força. Essa era a realidade à frente dos olhos. A ONU ajudou, pactuou, para tristeza da própria ONU, que só ficou a perder em termos de credibilidade perante o Mundo.

Mais importante para Xanana era garantir a segurança económica da Austrália. O futuro do povo timorense pouco lhe importava, porque já era, por destino um “povo sofredor”, habituado ao sofrimento, por isso toca a andar para a frente rumo aos golpes de traição, consecutivos.

A violência que foi paga em 2006, para derrubar o governo de Alkatiri, e criar uma crise social terrível, é a mesma “violência” que compra agora a paz, uma paz degradante que só é garantida a preço de ouro.

Em 2006, ninguém tinha dúvidas de que Timor estava a ser vítima de um Golpe de Estado, com tácticas muito sofisticadas, tendo grandes potencias por trás a comandar os actos do Sr. Xanana, o qual era totalmente apoiado pelos “caçadores de ouro negro” e por um grande exército de “estrangeiros” que se penduraram a aplaudi-lo, pois sabiam que a “mina” poderia ser inesgotável.

Quem pagou a todos os que semearam a violência da crise de 2006? Uma pergunta que merece ser reflectida.

Alkatiri, foi obrigado a demitir-se. Vitória para Jonh Howard, vitória para Xanana. Derrota para o povo timorense.

Mas um dia, terá de ser explicado ao povo timorense quem se envolveu neste plano maquiavélico, golpista, sujo, cheio de vis traições. A História assim o exigirá, não pela violência, mas pela Verdade que reina acima de todas as coisas.

sábado, 8 de agosto de 2009

Timor-Leste/Sobrinho de Xanana Gusmão arrecada contrato de 735.955.00 USD


8 agosto 2009/timorlorosaenacao

Segundo o jornal Timor Post e o blogue nosso associado The Dili Insider, em breve referência relatam que o governo da AMP voltou a fazer outro contrato com familiar do primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Nas referidas edições ficamos a saber que Nilton Gusmão dos Santos, sobrinho do primeiro-ministro, conseguiu um contrato com o governo no valor de $ 735.955.00 USD, conforme podemos confirmar AQUI em cópia do referido contrato divulgado pelo Timor Post.

Alegadamente, a elevada quantia destina-se à construção, em Tibar, de instalações apropriadas para o armazenamento de produtos alimentares.

Não obstante as denúncias trazidas a público sobre as irregularidades cometidas, através de contratos anteriores, entre o governo e familiares de ministros, ao arrepio da lei, o actual primeiro-ministro e os seus ministros continuam a ignorar a legalidade e a proporcionar a amigos e familiares contratos de centenas de milhares de dólares e até de milhões, em absoluto desprezo pelos que legitimamente exigem o cumprimento das leis em vigor.

A ILEGALIDADE NO PODER

Lei Nº7/2007, de 25 de Julho,

Estatuto dos Titulares dos Órgãos de Soberania

Artigo 3º

Impedimentos aplicáveis a sociedades

1. As empresas cujo capital seja detido numa percentagem superior a 10% por um titular de órgão de soberania ficam impedidas de participar em concursos de fornecimento de bens ou serviços, no exercício de actividade de comércio ou indústria, em contratos com o Estado e demais pessoas colectivas públicas.

2. Ficam sujeitas ao mesmo regime:

a) As empresas de cujo capital em igual percentagem, seja titular o seu cônjuge, não separado de pessoas e bens, os seus ascendentes e descendentes em qualquer grau e os colaterais até 2º grau, bem como aquele que com ele viva em comunhão de vida, análoga ao casamento;

b) As empresas em cujo capital o titular do órgão detenha, directa ou indirectamente, por si ou conjuntamente com os familiares referidos na alínea anterior, uma participação não inferior a 10%.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VAMOS VER NOVAMENTE TIMOR-LESTE A FERRO E FOGO?

XANANA GUSMÃO - RAMOS HORTA: UMA DUPLA DE VERGONHA

2 de julho de 2009/Portugal direto http://portugal-direto.blogspot.com

Postado por Mário Motta

O assunto já é mais do que conhecido e já cansa: Timor está a ser saqueado pela família Gusmão e por mais umas quantas que se estão a encher contra os interesses dos que foram eleitos para governar e não para se governarem. Os escândalos denunciados escorrem em letras garrafais nos jornais e são notícia nas rádios, principalmente na comunicação social australiana e na dos países lusófonos. Os jornais de Timor, claro está, publicam tudo com a devida cautela, não vá o censor mor, Xanana, ou alguém por
ele, mandar prender os jornalistas – como em tempos ameaçou fazer olhando nos olhos dos profissionais de informação timorenses, atemorizando-os. Qual ditador de refugo, saído por azar nos cromos que os timorenses importaram do país do opressor indonésio.

No final deixarei alguns links que permitirão que os que isto lêem e não sabem ao que me refiro possam documentar-se e esclarecer-se o melhor possível.

Uma vez constatado que existem ministros e o primeiro-ministro timorense a dar cobertura a que familiares seus usem o Estado para fazerem negócios de muitas dezenas de milhões de dólares, fora da lei que prevê tais situações e não as permite, a oposição, encabeçada pela Fretilin exige, e bem, a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Exactamente aqui, neste ponto, de demissão dos que espoliam os cofres do Estado à sua maneira e vão contra a lei, é que aparece a discordância de José Manuel Ramos Horta. Esse, o tal que é Nobel e também Presidente da República enferma de Timor-Leste. Horta apoia o seu igual Xanana Gusmão. Horta, Presidente, assumiu publicamente que apoia um fora da lei que está a ocupar o lugar de primeiro-ministro e que regula às suas conveniências os destinos do país. Espectacular.

Percebe-se assim que a dança de cadeira a que assistimos há quase dois anos – Horta PM e Xanana Presidente e vice-versa – mais parece ter sido orquestrada, que afinal se Xanana desilude o mundo inteiro ao revelar-se um trapaceiro, Horta não lhe fica atrás e nem dez Prémios Nobel fariam brilhar a nódoa que o individuo está a ser no cumprimento das suas funções enquanto Presidente da República e no dever de defender o cumprimento das leis e da democracia.

Quer parecer que se a oposição se encrespar em demasia, quero dizer, se insistir em demasia na demissão do governo dos que se vão governando, manifestando-se nas ruas em protesto, podemos vir a assistir a mais um banho de sangue, de ferro e de fogo. Já assim foi em 2006 quando a clique chefiada por Xanana Gusmão (dito por Alfredo Reinado) assaltou o Poder e depôs o governo eleito da Fretilin. Então, sobraram quase cem cadáveres, mais de 200 mil refugiados, dezenas de milhares de casas incendiadas, etc, etc.

Lamentavelmente parece ser isto, o prolongamento da crise, que é desejo do Presidente Ramos Horta, sem se importar que está a dar suporte a quem infringe a lei, como poderão verificar nos links que aqui deixarei.

A pergunta que se põe é: vamos ver novamente Timor-Leste a ferro e fogo? O que vão as reservas terroristas afectas ao governo (grupos de artes marciais) fazer desta vez? E a PNTL de Longuinhos Monteiro? Quem lhes irá pagar, fornecer álcool e drogas? Penso que a resposta sobre os pagamentos é boa de dar. Irá pagar quem tiver dinheiro e isso tem sido aquilo que os ilegalistas têm conseguido com rapidez e em grande quantidade. Uma vergonha.

Links: http://www.abc.net.au/news/video/2009/06/30/2612267.htm http://timorlorosaenacao.blogspot.com/ http://timoragora.blogspot.com/ http://timorlorosaenacaonewsinenglihs.blogspot.com/

terça-feira, 30 de junho de 2009

Timor-Leste/PARA ONDE VAMOS NÓS COM ESTES LÍDERES DESONESTOS?

Por Gonçalo Tilman Gusmão

27 junho timorlorosaenacao

“O ESCÂNDALO DA CORRUPÇÃO DE XANANA NÃO É NADA COMIGO” – Ramos Horta

Foi exactamente ontem que ficámos a saber que o presidente José Ramos Horta leu finalmente a Constituição da República de Timor-Leste. Já não era sem tempo, peca por tardio e por julgar que é um monte de plasticina.

Abordado e convidado a pronunciar-se sobre o escândalo da Prima Alimentar-Xanana Gusmão-Zenilda Gusmão, diz o articulista da ABC Austrália que José Ramos Horta se distanciou e nem comentou, afirmando que os negócios de Xanana não seriam nada que lhe dissesse respeito, não sendo de sua alçada intervir.

Disse ainda mais: “No nosso sistema político, o presidente não tem autoridade executiva. Eu não posso interferir todos os dias na gestão do país". E ainda: "Se isso é o que quero fazer será melhor eu concorrer ao cargo de Primeiro-Ministro. Essa é a responsabilidade do Primeiro-Ministro."

Curioso, como o PR só agora chegou a essa conclusão. À conclusão de que não tem poderes executivos. Disso não se lembrou quando em campanha eleitoral mentiu com todos os dentes que tinha, prometendo mundos e fundos aos timorenses que ainda acreditavam nele e que o viam como o provável garante de algum alivio dos seus martírios do dia-a-dia, de todos os dias.

Porque foi só agora que chegou a essa conclusão? Para procurar proteger o amigo e parceiro de golpe de Estado Xanana Gusmão? Não sabia isso quando apelou ao seu xenofobismo e aflição de que a Justiça fosse feita na realidade e como devia quando pressionou, interferiu e saneou o juiz Ivo Rosa? Porque nesse período não cumpriu o que está estipulado na Constituição e respeitou a independência e autonomia do Poder Judicial? Porque prometeu na sua campanha eleitoral um milhão de dólares para a Igreja de Timor e cumpriu a promessa se não tem poderes executivos? Mas porque razão não cumpriu as promessas que fez a todos nós, nem sequer às crianças do Ataúro quando (um exemplo) lhes prometeu imenso, inclusive computadores?

Um PR não pode nuns dias interpretar a Constituição da República de um modo e no outro dia de outro modo, conforme as suas conveniências. Muito menos pode superar-se à Constituição, devendo cingir-se sempre a ela, porque deve e jurou cumpri-la.

Está claro para todos nós quem é José Ramos Horta. Afinal em nada mudou e só tem prosperado com a nossa desgraça. Com ela tem feito o seu precioso currículo e nem sequer o sabe reconhecer e usar de honestidade e humildade suficiente e cumprir os preceitos constitucionais. Não será a única personalidade timorense nestas circunstâncias mas é o principal, disso não restam dúvidas.

“OURO EM GRÃO”

Sabemos que os milhões de dólares que envolvem os bens alimentares importados, principalmente o arroz, deram origem a uma corrida ao “ouro em grão”, que já vem de há anos e que se acentuou de forma alarmante durante a vigência deste governo da AMP. Consciente disso, Xanana Gusmão não quis ficar fora da corrida e através de amigos (mais de três, segundo rumores) e de familiares (para já sabe-se que da sua filha Zenilda) não deixou de também participar no negócio do arroz, como podemos depreender pelas últimas notícias que põem a descoberto o escândalo da Prima Alimentar.

De forma alguma podemos acreditar que Xanana Gusmão não sabia o que estava a fazer quando favoreceu a Prima Alimentar, onde a sua filha é importante accionista. Mais natural será Zenilda Gusmão desconhecer para o que estava a concorrer. Quanto destes lucros vão para Xanana Gusmão? Quanto destes lucros se destinam a Zenilda? Perguntas pertinentes que estão sem resposta mas que compete ao PR, que confunde a Constituição com um monte de plasticina que molda a seu prazer, esclarecer com o PM ilegalista. Esclarecer-se e transmitir-nos o que vai fazer para colmatar as ilegalidades comprovadamente cometidas.

Depois se verá se é ou não caso para exigir a sua demissão – certamente que sim – e proceder ao anúncio da demissão imediata do governo com nomeação de um governo de gestão que preparará eleições antecipadas. Os gabinetes ministeriais deviam de ter já sido selados a estes ministros e demais elementos do governo AMP, é lá que se poderá recolher provas suficientes que em último caso conduzirão a condenações judiciais todos que se têm aproveitado dos bens públicos para benefício próprio.

Sobre os enriquecimentos imediatos e precoces exibidos o PR tem conhecimento. Ou também não? Se não, o que faz o PR naquele cargo? Se sim, o que não tem feito o PR e que devia fazer? E a PGR? O que está a fazer a PGR? Quando termina este despudorado fartar vilanagem?

LEGITIMIDADES COMPROMETIDAS

Em muitos aspectos os procedimentos do primeiro-ministro Xanana Gusmão têm merecido bastantes críticas e acusações de que se tem procurado livrar falsa e airosamente. Por certo que irá procurar livrar-se desta evidência com a sua tão bem conhecida arte de enganar. Fará o que mais lhe convier para continuar na senda dos seus objectivos, fazer florescer uma elite que já dá mostras de deter o Poder e de o usar como melhor aprouver. Violentamente se necessário.

Dizendo-se o PR Ramos Horta um pacifista e um individuo íntegro, como pode ele dissociar-se da realidade do país e do modo como os governantes escolhidos por ele estão a governar-se?

Não restam dúvidas de que as legitimidades que Horta e Xanana Gusmão-AMP reivindicam por via das eleições de há quase dois anos mais uma vez caíram por terra. Muito claramente e com estrondo desta vez.

Em consciência, pelos antecedentes, pelos indícios, pelas provas, pelas ilegalidades cometidas por este governo e vastamente denunciadas, o PR tem de tomar uma atitude justa em defesa do Estado de Direito e que permita fazer reflorescer as esperanças de todos nós, timorenses, poupando o país a mais devassas de mentes criminosas e antidemocráticas.

Ainda em consciência, após a convocação de eleições antecipadas para o PN e a tomada de posse do novo governo, deverá o presidente Ramos Horta anunciar a sua demissão do cargo e, se for o caso, voltar a candidatar-se por modo a reaver a sua legitimidade, se for eleito. Não há dúvidas de que agora a sua legitimidade está comprometida e ele sabe-o. Não é por acaso que “procura emprego na internet”, como se comenta. Caso se queira afastar não precisa de se legitimar candidatando-se. O que não serve ao país é que na Presidência da República esteja um PR que tem levado o mandato a “fazer favores” aos que só nos têm trazido desgraças e injustiças e que vai interpretando a seu modo a Constituição da República.