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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ficou provado - ILEGALISTAS E SEM-VERGONHA DOMINAM TIMOR-LESTE

9 setembro 2009/timorlorosaenacao

Por António Veríssimo

PREPAREM-SE, VEM LÁ MUITO PIOR!

Por mais que queiramos ficar indiferentes ou não dar opinião sobre o que se está a passar em Timor-Leste as circunstâncias são adversas aos que fazem questão de continuar com a coluna vertebral erecta, que se baseiem na justiça e na verdade.

Em Timor-Leste está a acontecer mais um episódio de como não devem ser os responsáveis eleitos de um país. Não bastava um PM, um governo e um Presidente do Parlamento que andam de mãos dadas com referenciados criminosos da estirpe de Hércules Marçal, conhecido por “Rei do Crime”, eis que se vai revelando também o PR Ramos Horta poder ser incluído naqueles que estão para se auto promover e “governar-se” em vez de prestarem o serviço nobre que devem à Nação. De Nobel da Paz passa a nobel das ilegalidades, das chantagens e das faltas de decoro relativamente ao respeito que deve aos timorenses, aos assassinados e massacrados, às vítimas do passado e do presente.

Na sequência da libertação ilegal de Martenus Bere, chefe das milícias que massacraram quase 400 pessoas em 1999 no Suai, o Parlamento pediu explicações ao presidente da República e reprovou a sua saída do país em visita oficial enquanto não procedesse a explicações. Coisa pouca se Horta tivesse a consciência tranquila e não soubesse que anda a cometer torpes ilegalidades, desrespeitando a Constituição que hipócrita e falsamente jurou cumprir quando tomou posse.

Ramos Horta, então, decidiu-se por chantagear o Parlamento, ameaçando demitir-se. Sintomático de que quem deve, teme. A reacção foi a mesma dos gatos que quando receiam algo bufam e saem do seu semblante e atitudes pacíficas para uma agressividade e ameaças inusitadas, de aparentes feras cheias de razão. Verdadeiros artistas na arte de enganar, blefando.

As razões porque estão a existir todos estes lastimáveis incidentes à volta da libertação de Martenus Bere tem que ver com toda a ilegalidade do processo e isso já a própria ONU pediu explicações a Ramos Horta. Será que também respondeu à ONU que se insistissem naquela pretensão se demitiria? Nunca se sabe, chantagista vai até onde bem lhe apetece… até perder. É o jogo do tudo ou nada. Jogo dos sem escrúpulos.

Certo é que existe um despacho ilegal da ministra da Justiça Lúcia Lobato – a ordem não foi somente verbal - para que Bere fosse libertado, levado por mão de um emissário de Longuinhos Monteiro à prisão de Becora. Certo é que Ramos Horta e Xanana Gusmão foram os promotores da ilegalidade e deram essas ordens à ministra. O despacho existe, mesmo que julguem que já o destruíram…

A ilegalidade promovida pelo PR e pelo PM são mais que razão para que os timorenses e o Parlamento tomem as medidas adequadas para esclarecer o assunto e aprovar claramente uma moção de censura aos seus comportamentos, o pedido de explicações era o menor dos males se acaso Horta não fosse propenso a prepotente, promotor de ilegalidades, chantagista e em conluio com forças adversárias à implantação da democracia em Timor-Leste.

Na verdade, o Parlamento não devia ter cedido à posição desrespeitosa de Ramos Horta. As consequências vão ser devastadoras, a Caixa de Pandora foi definitivamente escancarada!

Todas as ilegalidades que temos vindo a referir ao longo deste complicado processo da construção do Estado de Direito em Timor têm sido razão para que o Poder Judicial actue e defenda os preceitos constitucionais… Mas não o faz. Igualmente, neste caso e noutros, lamentavelmente, a PGR fica inerte perante as situações, quando não colaborativa com as ilegalidades. Agora, que Ana Pessoa assumiu o cargo há algum tempo, julgava-se que a credibilidade da Procuradoria tomasse um rumo diferente e que a Justiça passasse a ser um facto. Em vez disso, perante os factos, ouvimos com lamentável surpresa uma PGR temerosa titubear que teme pela Justiça em Timor-Leste. Em vez de agir, lamenta-se e vai consentindo que o interesse nacional e público seja completamente devassado. O mesmo acontece com o mais alto dignitário do Poder Judicial, Cláudio Ximenes. E ainda com o Provedor dos Direitos Humanos, com competência para agir. Os atropelos à Constituição, à Lei e à Ordem são esfrangalhados pelos governantes, pelo PR, pelo Parlamento e por todos os agentes nacionais que têm força legal para intervir e repor a legalidade no país.

A impunidade, a indecência e a vergonha assolam Timor-Leste, algo que os timorenses não merecem mas de que sofrem todas as consequências negativas.

Preparem-se, vem lá tudo muito pior!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Timor-Leste/Libertação de Martenus Bere faz parte de “pacote” negocial

Hércules Marçal negociou libertação do ex-comandante milícia

2 setembro 2009/timorlorosaenacao

Fonte próxima da Metro TV, televisão indonésia, referiu-nos que a libertação de Martenus Bere, ex-comandante da milícia Laksaur, e principal suspeito do massacre de Suai, em 1999, que foi ontem libertado pelas autoridades timorenses em violação das exigências do Conselho de Segurança da ONU, estava incluída no “pacote de negociações entre Hércules Marçal, Xanana Gusmão, Fernando Lasama e outras altas individualidades do governo timorense, incluindo José Ramos Horta, o Presidente da República”.

A Metro TV é uma estação de televisão sediada na capital Indonésia, Jacarta, que apresentou na noite de 24 de Maio de 2007 o programa “Timor-Leste: Confissão do Major Reinado”, onde o major, executado em 11 de Fevereiro de 2008, defendeu a sua versão dos acontecimentos sobre o golpe de Estado de 2006 em Timor-Leste e lançou acusações a Xanana Gusmão.

O programa foi para o ar tempos depois da evasão de Alfredo Reinado da prisão de Bécora com mais de 50 homens seus apoiantes e que com ele estavam detidos. No programa Reinado justificou a evasão “porque todos os meios legais que tentei resultaram em nada. E tive informações de que eu e os meus homens seríamos todos mortos», adiantando mais à frente na entrevista que «Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de Ramos-Horta”.
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«Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de outros políticos medrosos», acrescentou Alfredo Reinado, frases recordadas pela nossa fonte, recordando ainda que esperava da parte de Alfredo Reinado a tentativa de divulgar o que na realidade tinha acontecido em todo o processo que levou ao poder, à situação actual, Xanana Gusmão e os que o acompanham. “Isto se entretanto não o eliminassem, o que veio a acontecer.” Especificou a fonte próxima da Metro TV.

Ao solicitarmos mais e melhores pormenores relacionados com as alegadas e referidas negociações entre os responsáveis governamentais timorenses, já referidos, com o “Rei do Crime”, Hércules Marçal, a fonte limitou-se a salientar que sabia através de elemento próximo do referido marginal que “ele esteve em Março deste ano em Díli a ultimar pormenores, quase como servindo de porta-voz de políticos e ex-oficiais do exército indonésio envolvidos na acção” que se está a desenrolar, em que parte culmina com a libertação do ex-comandante da milícia, Martenus Bere, recusando-se a fornecer mais pormenores por ser “demasiado perigoso para a integridade física de algumas pessoas”.