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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС, China/OMS louva cientista chinesa por ganhar prêmio Nobel

7 outubro 2015, Diário do Povo Online http://portuguese.people.com.cn (China)


Cape Town,7 de outubro (Diário do Povo Online) – Um alto funcionário da Organização Mundial de Saúde (OMS) louvou na terça-feira a farmacologista chinesa, Tu Youyou, por ganhar o Prêmio Nobel de Medicina 2015. Tu Youyou foi a primeira chinesa a ganhar o prêmio Novel em ciência.

Matchidiso Rebecca Moeti, diretora regional da OMS para África, disse à Xinhua que a artemisina, descoberta por Tu, já reduziu significativamente a taxa de mortalidade dos pacientes que sofreram a malária.

Moeti classificou a descoberta como uma “conquista emocionante” e o prêmio ganhado por Tu foi atribuído naturalmente à distinção real.

Para cientistas chineses, é um “momento histórico”, Moeti fez tal afirmação num fórum sobre

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

COMO BANCOS TORNARAM-SE AMEAÇA GLOBAL

13 agosto 2015, Página Global http://www.paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Joseph Stiglitz, Outras Palavras. Tradução: Inês Castilho

Nobel de Economia alerta: sob hegemonia do Ocidente, sistema financeiro bloqueia metas da ONU, sabota inovações dos BRICS e quer, agora, punir países que promovam mudanças sociais.

A III Conferência Internacional de Financiamento para o Desenvolvimento reuniu-se recentemente na capital da Etiópia, Adis Abeba. A conferência aconteceu num momento em que os países em desenvolvimento e mercados emergentes demonstraram capacidade para absorver produtivamente enormes volumes de recursos. As tarefas que esses países estão assumindo – investindo em infra-estrutura (estradas, geração de energia, portos e muito mais), construindo cidades onde um dia viverão bilhões de pessoas e movendo-se em direção a uma economia verde – são verdadeiramente enormes.

Ao mesmo tempo, falta no mundo dinheiro que possa ser utilizado produtivamente. Poucos anos atrás Ben Bernanke, então presidente do Federal Reserve (Banco Central) dos EUA, falou sobre o excesso de poupança global. Apesar disso, projetos de investimento com elevado retorno social estavam parados por falta de fundos.Isso continua sendo verdade hoje. O problema, à época e agora agora, é que os mercados financeiros

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

EUROPA NA VANGUARDA… DA DECADÊNCIA

5 dezembro 2014, Revista Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

A União Europeia está abandonando os princípios sociais e de solidariedade que foram a base de sua criação. Exemplo disso é uma sentença que permite a expulsão de um país europeu de cidadãos de outro país europeu que não encontra emprego, e conclui: agora os europeus estarão forçados a aceitar qualquer trabalho e a lei do mercado se converterá no principal critério para se movimentarem no continente.

Roberto Savio*

A Europa apresenta sua nova imagem no Mediterrâneo depois da operação marítima italiana de busca e resgate Mare Nostrum, iniciada em outubro de 2013 a um custo de nove milhões de euros mensais, que conseguiu recuperar quase 100 mil imigrantes, ainda que tenha custado a morte de outros três mil que tentaram a travessia.

A União Europeia (UE) esta colocando em marcha a Operação Conjunta Tritão, com um orçamento mensal de 2.9 milhões de euros) 3.6 milhões de dólares) com fundos garantidos até o final deste ano.

Sua função não ‘salvar vidas mas reforçar os controles fronteiriços.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Abya Yala, Patria Grande, Uruguay/Más sabe Mujica por guerrillero, que Obama por Premio Nobel


20 mayo 2014, Agencia de Información Fray Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)
 
Por Patricio Montesinos
Mariátegui
 
El presidente de Uruguay, José (Pepe) Mujica, dio verdaderas lecciones de enseñanza en su reciente visita a Estados Unidos, especialmente al jefe del régimen de Washington, Barack Obama, quien debería repetírselas todos los días, y ponerlas en práctica en beneficio de su propio país y de la humanidad.
 
Entre las clases magistrales de sabiduría brindadas por el honesto y ocurrente Mujica resaltaron las que ofreció en la sede de la Organización de Estados Americanos (OEA), en las instalaciones del Banco Mundial, y en la propia Casa Blanca "face to face” con Obama.
 
En la OEA, el mandatario uruguayo llamó a tener coraje de

sábado, 19 de abril de 2014

Abya Yala, Patria Grande /Cepal valora obra del Gabo como patrimonio de identidad latinoamericana

18 de Abril de 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net/ (Venezuela)

La Cepal destacó la obra de García Márquez como "patrimonio colectivo de la identidad del continente" mediante una carta dirigida a sus familiares, el organismo también resaltó al escritor como un hombre comprometido con la justicia social y la igualdad.

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal) lamentó la desaparición física del escritor colombiano Gabriel García Márquez, cuya obra describió como "patrimonio colectivo de la identidad" del continente.

Alicia Bárcena, secretaria ejecutiva del organismo y cuya firma se estampa en una carta dirigida a los familiares del escritor, detalla que "con profundo dolor nos ha alcanzado la triste noticia del fallecimiento" de Gabriel García Márquez cuya obra consideró mediante la misiva como "patrimonio colectivo de la identidad de un continente que encontró en sus letras el reflejo de un espejo que retrató nuestros colores".

México/Murió Gabriel García Márquez

17 abril 2014, UyPress -- Agencia Uruguaya de Noticias http://www.uypress.net (Uruguay)

 

México (Uypress) — El escritor colombiano Gabriel García Márquez falleció este jueves a los 87 años en el Distrito Federal mexicano, confirmaron medios internacionales. Creador del realismo mágico, Premio Nobel de Literatura en 1982, lamentan su pérdida escritores y periodistas de todo el mundo.

locales invitaron a los habitantes a izar banderas a media asta, y convocaron a una celebración eucarística en honor al escritor.

García Márquez fue periodista, escritor, novelista, cuentista, guionista, editor. Fanático del vallenato, disciplinado para escribir, símbolo del boom de literatura latinoamericana con la novela Cien años de soledad,

Abya Yala, Patria Grande/1967 LATINOAMERICANO: O GABO E O CHE

18 abril 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

por Emir Sader, Blog do Emir

A notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967


O Gabo sempre gostava de reiterar que, como jornalista – profissão que ele sempre reivindicou como a sua – a maior frustração que ele teria seria não poder dar a notícia mais importante da sua vida. Mas a verdade é que a notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o glorioso Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967.



O século XX foi o primeiro século em que a América Latina teve um protagonismo mundial. Iniciado, politicamente, com o massacre dos mineiros na Escola de Santa Maria de Iquique, em 1907 e, 3 anos mais tarde, com a Revolução Mexicana, se anunciava que seria um século de revoluções e contrarrevoluções no continente. O marco definitivo dessa trajetória viria com a Revolução Cubana de 1959.

quinta-feira, 27 de março de 2014

SIETE FRASES HIPÓCRITAS DEL DISCURSO DE OBAMA EN BRUSELAS

27 mar 2014, Cubadebate. Contra el Terrorismo Mediático, Círculo de Periodistas Cubanos contra el Terrorismohttp://www.cubadebate.cu (Cuba)

Este 26 de marzo en Bruselas el presidente de EE.UU. Barack Obama pronunció un discurso que fue calificado de histórico por los medios. Les ofremos los siete puntos más contrastados de su intervención.

1. “Durante más de 60 años EE.UU. ha colaborado con la OTAN no para reclamar otras tierras, sino para mantener a las naciones en libertad”. 
2000 civiles murieron durante 78 días de devastadores ataques aéreos emprendidos por la OTAN contra Yugoslavia en 1999. El entonces presidente de EE.UU., Bill Clinton, lo justificó diciendo que era “una intervención humanitaria” y señaló que “también es importante para el interés nacional de EE.UU.”.

2. “Juntos [EE.UU. y Europa] condenamos la invasión de Rusia a Ucrania y rechazamos la legitimidad del referéndum de Crimea”. 
Sin embargo, Kosovo, que era parte de Serbia, también se separó del resto del país, siendo reconocido por EE.UU. y la mayoría de países de la Unión Europea. Y eso con el uso de constantes bombardeos en la región. ¿Por qué lo de Kosovo es ‘buena independencia’ y lo de Crimea, donde no se usó ninguna fuerza, es un ‘mal referéndum’?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

OTRO PREMIO NOBEL DE LA PAZ, ¿OTRA FARSA?



22 octubre 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

Global Research

Traducido para Rebelión por Germán Lleyens

El Premio Nobel de la Paz nos trae otra sorpresa, u otra farsa. Depende del punto de vista de cada cual.

En la historia relativamente reciente fueron Henry Kissinger (1973), arquitecto supremo de ataques asesinos contra naciones soberanas, o las Naciones Unidas (2001), con su activo belicismo y sus holocaustos pasivos y silenciosos (pensad en los embargos de la ONU), los que convirtieron en una vergonzosa burla las aspiraciones expresadas por el fundador.

En 2002 fue Jimmy Carter, cuya ponzoñosa “Doctrina Carter” de 1980 incluyó la declaración del objetivo del control estadounidense del Golfo Pérsico como un “interés vital de EE.UU.” justificado “por todos los medios necesarios”. En 2005 el Premio fue para el Organismo Internacional de Energía Atómica [OIEA], que promueve la energía nuclear, creando los contaminantes más letales a los que el planeta y su población han sido sometidos. Los desechos nucleares de la industria promovida por el OIEA ahora se onvierten en “convencionales”, pero no menos nucleares y químicos, mediante un engaño a los ojos de proporciones históricas sorprendentes.

Barack Obama (2009) se ha revelado posteriormente verdugo, mediante el asesinato en cualquier forma, en cualquier momento, en cualquier sitio, en cualquier parte, de cualquiera que sea considerado por él (no por un juez o un jurado) conectado a

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Moçambique/Graça Machel e Luisa Diogo distinguidas personalidades africanas femininas



31 julho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

As personalidades africanas femininas com projecção internacional do momento foram distinguidas segunda-feira, em Luanda, pela Organização da Mulher Angolana (OMA), durante uma palestra inserida nas comemorações do Dia da Mulher Africana, que se assinala hoje (quarta-feira), 31 de Julho.

Dentre essas figuras destacam-se Nkosazana Dlamini-Zuma, antiga responsável do ANC da África do Sul e actual presidente da Comissão da União Africana,

terça-feira, 16 de julho de 2013

CARIBE, ÁFRICA E INTEGRACIÓN



15 julio 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org

Jesús Chucho García*

ALAI AMLATINA --- El espacio Caribe desde el tiempo de conquista y colonización ha jugado un papel fundamental en el juego político mundial. Allí comenzó el proceso de la primera globalización perversa. También se iniciaron los procesos independentistas del XIX. A finales de ese período y comienzos del siglo XX surgirían el pensamiento panafricanistas y líderes que vincularían políticamente a África y su diáspora en el Caribe: Silvestre Williams y George Padmore.

El primero de ellos, Silvestre Williams, de profesión abogado, nació en Trinidad y Tobago, y “había trabajado en estrechas relaciones con los africanos en Gran Bretaña. En cierto modo se convirtió en un consejero jurídico, especializándose en los problemas agrarios que tuvieron una importancia considerable en el curso de la instalación de lo europeos en África. En 1900, en la exposición universal de París, Williams tomó la iniciativa en Westimster Hall, Londres, para realizar una conferencia destinada a protestar contra el acaparamiento de las tierras en África por parte de los europeos”.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Argentina/Rechaza Premio Nobel de la Paz anunciada entrada de Colombia a OTAN



4 junio 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Buenos Aires (PL) -- El Premio Nobel de la Paz 1980, el argentino Adolfo Pérez Esquivel, rechazó hoy las gestiones del presidente Juan Manuel Santos para incorporar a Colombia a la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN).

El presidente Santos no puede convertir a Colombia en un país agresor e invasor, asociándolo con la OTAN, advirtió el politólogo y defensor de los derechos humanos en un comentario enviado a Prensa Latina.

Mientras la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) son iniciativas de paz y de unión regional frente a las potencias, la OTAN representa todo lo opuesto

Colômbia/SANTOS, A CONSPIRAÇÃO CONTRA A VENEZUELA E A ALIANÇA DO PACÍFICO



4 de Junho de 2013, 4 junho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por mais que se discuta, qualquer acordo econômico é também um compromisso político. O pensamento neoliberal apresenta suas opções políticas (por exemplo, promover um modelo econômico que enriquece os ricos e espolia os pobres) como se fossem resultado de cálculo técnico ou de alguma racionalidade abstrata, quando, na verdade são exatamente o contrário.

Por Atilio Borón

Isso vale tanto para os acordos firmados no plano doméstico quanto no plano internacional. Por isso não surpreende a provocação que vem do governo de Juan M. Santos – que agora diz que tudo não passou de “mal entendido” – ao receber o candidato derrotado da direita venezuelana Henrique Capriles. Ao fazê-lo, o presidente colombiano emprestou alguma legitimidade às escandalosas “denúncias” de Capriles – refutadas por sucessivas auditorias que examinaram os resultados das eleições de 14 de abril – e alinhou-se irresponsavelmente com o líder da ala fascista e mais radical e golpista da direita venezuelana.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Chile/Michael Townley, ex agente de la CIA, seria el asesino de Neruda, señala investigación



3 junho 2013, Instituto João Goulart http://www.institutojoaogoulart.org.br (Brasil)

(Foto no riginal: El médico Sergio Draper, quien tenía el turno como médico residente de la clínica y habría estado con Neruda en sus últimas horas, tambien menciona a Townley (derecha)..

La investigación que se adelanta para determinar las verdaderas causas de la muerte del poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) apunta a que el misterioso médico que le habría inoculado un veneno es Michael Townley, ex agente de la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA, por su sigle en inglés), ya procesado por las muertes del general Carlos Prats y del excanciller Orlando Letelier.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Premio Nobel sudafricano pide respetar acuerdos de paz en Colombia


29 mayo 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Bogotá (PL) --- El expresidente sudafricano Frederick de Klerk, Premio Nobel de la Paz, afirmó aquí que deben ser respetados los futuros acuerdos entre el Gobierno y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia-Ejército del Pueblo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

MURIO EL MAYOR GENOCIDA DE LA ARGENTINA



17 mayo 2013, Pagina12 http://www.pagina12.com.ar (Argentina)

Murió Jorge Rafael Videla

La muerte del genocida fue a las 8.30 en el penal donde purgaba una condena a cadena perpetua, según lo confirmó el Servicio Penitenciario Federal.

Encabezó la junta militar que se alzó con el poder luego del golpe de Estado del 24 de marzo de 1976, y abrió la etapa más negra de la historia Argentina. Puso en marcha un plan sistemático genocida con secuestros, saqueos y desaparición de personas, y una política económica neoliberal que fue el puntapié de inicio de uno de los procesos de vaciamiento y entrega a los capitales financieros más duros para la sociedad argentina. Fue condenado por delitos de lesa humanidad y

quarta-feira, 17 de abril de 2013

UE E CELAC: OBJETIVOS OPOSTOS NO CONCEITO DE UNIÃO E COMUNIDADE



15 abril 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Diante da crise que assola, principalmente, os países mais pobres da Europa, impõe-se refletir sobre o caminho de "integração" das nações em vias de desenvolvimento na América Latina e Caribe.

Por Zillah Branco*

Ao contrário da história passada de todas as nações europeias que se beneficiaram com a colonização do Terceiro Mundo enquanto consolidavam as respectivas independências dos seus Estados e estabeleciam o quadro institucional que servia de suporte para o desenvolvimento da sociedade, a comunidade latino-americana sofreu um enorme atraso mantido pelo poder oligárquico que o sistema colonial deixou como herança e que se subordinou por interesse econômico ao neocapitalismo e ao imperialismo praticados mundialmente tendo os Estados Unidos como ponta de lança.

As reações populares, na sua maioria esmagadas violentamente ao longo da história, criaram uma consciência de cidadania e nacionalismo que, inspiradas na Revolução Cubana que sobreviveu à todos os ataques liderados pelos Estados Unidos, que impôs um bloqueio internacional há mais de 50 anos, foram gerando forças democráticas que impulsionaram movimentos sociais e partidos de esquerda capazes de conduzir os processos eleitorais contra os interesses oligárquicos e as pressões estrangeiras. Na medida em que defendiam os povos afogados na miséria e no atraso social, sugeriam a criação de setores modernos de produção que lançavam as bases do fortalecimento de empresas importantes para o abastecimento interno e exportação, centros de investigação e formação científica e a independência nacional.

Neste contexto, o êxito alcançado por Hugo Chávez na Venezuela, que somou esforços com o sistema revolucionário cubano na abertura de um caminho latino-americano de desenvolvimento, livre das injunções dos Estados Unidos foi um exemplo que repercutiu em todo o continente. Foram criadas estruturas de integração dos interesses nacionais, como a Alba e a Unasul para substituírem a OEA anteriormente criada pelos norte-americanos, com objetivos semelhantes aos da União Europeia, para subordinar os países em luta por sua independência ao poderoso império. Assim surgiu o conceito de "unidade em torno das condições históricas e dos interesses semelhantes de desenvolvimento e independência nacionais".

Depois do ano 2000, através do processo eleitoral e de amplas campanhas democráticas, foram sendo formados governos comprometidos com o desenvolvimento nacional e a libertação dos seus povos da miséria que os atrasa, no Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Paraguai, que procuraram apoiar toda a região no caminho do desenvolvimento para enfrentar os mercados internacionais que sempre os tratara como Terceiro Mundo, evitando que pudessem alcançar a integração na comunidade internacional.

O dirigente José Reinaldo Carvalho, do PCdoB, escreveu no Portal Vermelho: "A Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos) afiança-se como instrumento de diálogo e defesa da identidade, aspirações e culturas regionais, sob os princípios básicos da inclusão dos 33 países independentes da América Latina e Caribe e sem a pretensão de substituir os mecanismos existentes. Dessa maneira, emerge como um dos fatores propulsores de novos equilíbrio de forças no mundo, um ator diferenciado na cena internacional, contraposto aos hegemonismos imperiais, credenciado, portanto, para contribuir para o advento de nova ordem política e econômica mundial.

A importância histórica dos atuais processos de integração na América Latina se agiganta quando se tem presente que há bem pouco tempo a organização com aparência de multilateralismo que existia na região era a famigerada Organização dos Estados Americanos (OEA), instrumento dócil e serviços aos interesses da grande potência do norte. Observe-se também que a Celac não se contrapõe, antes contempla e incorpora, outras experiências precedentes de integração na região, como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e a União das Nações do Sul (Unasul).

É uma verdadeira revolução institucional de fato, considerando-se que a nova organização reúne, pela primeira vez na história, em um mesmo fórum os 33 países independentes da América Latina e do Caribe, sem os Estados Unidos e o Canadá. A Celac, com a variedade de experiências políticas e de modelos socioeconômicos e um patrimônio histórico-cultural com matriz comum, é a experiência institucional que mais se aproxima do sonho de integração e independência de Martí e Bolívar. O seu advento assinala o dobre de finados do pan-americanismo inseminado pela Doutrina Monroe e desenvolvido com a orientação política que no começo do século 1920 foi batizada de “Corolário Roosevelt”. Por conseguinte, a nova entidade integradora é o marco miliário de um novo pan-americanismo, o da Nossa América, aquele que corresponde à vontade de povos soberanos e abre caminho para a conquista da segunda independência.

Isto assume ainda maior significado, se se tem presente que para além da postura patriótica e a decisão de afirmar a soberania nacional, o bloco se orienta – malgrado inevitáveis diferenciações – pela luta por objetivos de inclusão social, crescimento com igualdade e desenvolvimento sustentável.

Os fenômenos de caráter econômico e político em curso na conjuntura política latino-americana fazem parte das transições do mundo contemporâneo, e guardam relação direta com a busca por novos equilíbrios, pela conquista de novo ordenamento político e econômico, pela justiça, o progresso e a paz."

Superação do neocapitalismo
A imposição do modelo imperial na América Latina levou o continente ao atraso, à fome endêmica da maior parte da sua população, à queda da produção, ao desemprego, ao pagamento de uma dívida externa crescente que sugava todas as fontes de riqueza existentes. A década de 1980 foi considerada "perdida" para os povos latino-americanos e de grandes lucros para as sanguessugas multinacionais, o sistema financeiro e o FMI com toda a corja parceira.

O aprofundamento da crise estrutural e sistêmica do capitalismo está no centro dos principais problemas e conflitos internacionais, mas o seu preço foi cobrado às populações trabalhadoras, aos idosos e as crianças atirados à miséria.

As classes dominantes reacionárias e suas instituições econômicas e financeiras transnacionais buscaram “soluções” nas velhas medidas que sempre resultaram em retumbante fracasso: diminuição do Estado, contenção salarial e redução do valor das pensões de aposentadoria, desregulamentação financeira, precarização dos serviços públicos com a semifalência do Serviço Nacional de Saúde e do Ensino Público obrigatório, desmantelamento das conquistas dos trabalhadores, circulação livre de capitais, privatização do patrimônio público, socialização das perdas das corporações.

Isto ocorreu na América Latina até que os povos decidiram substituir os governantes subservientes ao modelo imposto por lideranças comprometidas com as forças sociais que lutavam contra o domínio oligárquico e pelo desenvolvimento com independência nacional. Hoje é o que está ocorrendo na Europa, destroçando as economias e o Estado das nações mais pobres: Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália, amarrados a uma falsa "união comunitária" onde a moeda única permitiu que um Banco Central decidisse os destinos das suas economias empenhadas nos créditos financeiros que o beneficiam diretamente elevando os juros pagos pelas populações asfixiadas.

"É neste quadro de crise que se desencadeia uma brutal ofensiva dos potentados internacionais e das classes dominantes retrógradas contra as liberdades e os direitos fundamentais, a soberania e a autodeterminação dos povos e nações”.

"Sob esta ofensiva, nem mesmo o direito internacional e as próprias instituições criadas para assegurar o exercício de relações internacionais equilibradas e baseadas no multilateralismo e em normas consensuais, subsistem como tais, pois que acabaram sendo instrumentalizadas pelos interesses unilaterais de potências hegemônicas que exercem seu domínio por meio de políticas de força." (cit. Anterior)

A ação imperialista resultante da evolução do sistema capitalista que se mantém em bases predatórias tanto das riquezas naturais do planeta como da força de trabalho da humanidade, visa exclusivamente o poder para obter os maiores lucros além dos saques perpretados com as invasões periódicas contra os povos que lutam pela independência. Isto explica a autofágica ação contra as nações historicamente independentes da Europa.

O uso que ainda fazem dos vocábulos democráticos e de solidariedade, ou dos direitos humanos e de Estado Social, é para enganar os que ainda alimentam esperanças de que os que se consideram "polícias do Mundo" respeitam a ética e a vida humana. A eleição estrondosa de Obama contou com esta máscara de decência que se esfarelou no discurso violento e ameaçador ao receber o prêmio Nobel da Paz. Não são pessoas normais, são mercenários e assassinam a humanidade sem qualquer sentimento, com os olhos fixos no lucro e no poder.

*Zillah Branco é socióloga, militante comunista e colaboradora do Vermelho

 

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Ex-diretor da AIEA admite que invasão ao Iraque foi enganosa

20 de março de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nunca declarou que o Iraque possuía armas de destruição em massa, afirmou nesta quarta-feira (20), no Cairo (capital do Egito), o antigo secretário-geral da entidade, Mohamed El Baradei.

“Dez anos depois, a guerra do Iraque continua sendo um ato de enganação”, afirma em sua conta de Twitter. El Baradei foi responsabilizado, na época, por supostamente haver apoiado a invasão feita pelos Estados Unidos, com apoio do Reino Unido.



Foi um indício de “um sistema de segurança global disfuncional, um sistema de justiça criminal inconsistente e um colossal desrespeito pelas vítimas civis”, disse o ex-secretário, que também é parte da oposição laica ao presidente egípcio, Mohamed Mursi.



As formulações de El Baradei adquirem relevância no contexto das ameaças estadunidenses e israelenses de agressão contra o Irã por seu programa nuclear (que alegam ter objetivos bélicos, para fabricar armas atômicas).



El Baradei adquiriu notoriedade internacional por sua relação com os acontecimentos prévios à invasão e ocupação militar da antiga Mesopotâmia pelas tropas estadunidenses e recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2005.



Nas eleições presidenciais de junho passado, El Baradei candidatou-se, mas não teve êxito, e na segunda metade de 2012 integrou seu Partido Destour (Constitucional) à Frente de Salvação Nacional, uma agrupação de entendidades laicas e da esquerda oposta ferrenha ao governo egípcio.



Uma década depois da invasão que derrubou o presidente iraquiano Saddam Hussein, o Iraque tem sido um dos países mais inseguros e violentos do mundo e cenário cotidiano de atentados violentos.



Parte das tropas estadunidenses foi retirada do país árabe em 2011, depois de quase cinco mil soldados e uma quantidade similar de assessores civis terem morrido; muitos foram contratados para tarefas de inteligência através de empresas propriedade de privada, inclusive de pessoas do Governo estadunidense, entre eles o antigo vice-presidente Dick Chenney.



Na semana passada, o diplomata sueco Hans Blix declarou, na Áustria, a sua esperança de que Washington não repita no Irã o que cometeu com o ataque ao Iraque.



Blix foi chefe da comissão de inspetores da AIEA com El Baradei, cujas certificações facilitaram a invasão estadunidense, acometida pelo ex-presidente George W. Bush, sem autorização da ONU.
Com Prensa Latina

Leia mais: Invasão do Iraque pelos EUA completa 10 anos de impunidade

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Portugal/SOBRE A ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO NOBEL DA PAZ À UNIÃO EUROPEIA


14 outubro 2012/Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Numa primeira reacção face ao anúncio da atribuição do prémio Nobel da Paz à União Europeia, a Direcção Nacional do CPPC não pode deixar de recordar:

-- Que ao longo das últimas décadas a União Europeia tem protagonizado um processo de militarização, acelerado desde 1999, após ter tido um papel crucial no violento desmembramento da Jugoslávia e, posteriormente, na brutal agressão militar a este país, culminando com o processo de secessão da Província Sérvia do Kosovo à revelia do direito internacional.

-- Que desde a Cimeira da NATO realizada em Washington, em 1999, que é atribuído à União Europeia o papel de pilar europeu deste bloco político-militar liderado pelos EUA. Papel que deste então tem vindo a afirmar-se e a reforçar-se, nomeadamente a partir de 2002 e com a aprovação do Tratado de Lisboa. Recorde-se que cerca de 21 países da União Europeia são membros da NATO.

-- Que ao longo das últimas décadas, a União Europeia tem protagonizado e apoiado todas as agressões militares da NATO e ou dos seus membros contra a soberania e a independência nacional de diferentes Estados, como na Jugoslávia, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia ou agora na Síria, bem como violentos regimes de sanções que atingem duramente os povos de diversos países.

-- Que União Europeia tem protagonizado posições e acções que contrariando os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas - de respeito da soberania dos Estados e da não ingerência nos seus assuntos internos, antes pelo contrário, promovem uma crescente e incessante militarização das relações internacionais, sendo complacente com a violação de direitos humanos, como se verificou, por exemplo, com os denominados «voos da CIA» - os seus criminosos sequestros e práticas de tortura.

Neste quadro, a Direcção Nacional do CPPC considera, no mínimo, questionável a atribuição do prémio Nobel da Paz à União Europeia (UE) pelo seu contributo“para o avanço da paz e da reconciliação, da democracia e dos direitos humanos na Europa”, como indica o Comité Nobel norueguês no comunicado em que anuncia o prémio.

Tanto mais, num momento em que na União Europeia se avolumam um conjunto de situações e de desenvolvimentos que têm como resultado o incremento das desigualdades e injustiças sociais e de relações entre Estados baseadas no domínio económico e, mesmo, político de uns Estados sobre outros – realidade que bem se distancia da proclamada ‘fraternidade entre nações’ ou de ‘congresso da paz’ que Alfred Nobel referia como critério para o Prémio Nobel da Paz no seu testamento de 1895.

A União Europeia está longe de cumprir a dita “missão de propagar paz, democracia, direitos humanos no resto do mundo” que alguns lhe pretendem atribuir, bem pelo contrário.

A Paz na Europa foi uma conquista dos povos após a Segunda Guerra Mundial, para a qual foi decisiva a aspiração de paz de milhões de cidadãos, muitos dos quais activistas do forte e amplo movimento da paz que se afirmou e desenvolveu após 1945.

A realidade da acção e dos propósitos enunciados pela União Europeia muito se distanciam dos valores e princípios proclamados e estabelecidos pela histórica Conferência de Helsínquia, realizada em 1975, como: o respeito da soberania; o não recurso à ameaça ou uso da força; o respeito pela integridade territorial dos Estados; a resolução pacífica dos conflitos; a não ingerência nos assuntos internos dos Estados; o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais; o direito à autodeterminação dos povos; e a cooperação entre os Estados –valores e princípios inscritos na Carta das Nações Unidas.
Tal como em 2009, com a atribuição do prémio Nobel da Paz a Barack Obama, recém-eleito Presidente dos EUA, o prémio Nobel da Paz agora atribuído à União Europeia não contribui para credibilizar e prestigiar este galardão.

12 de Outubro de 2012

A Direcção Nacional do CPPC

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Argentina/Recuperar a YPF é recuperar a soberania, diz Nobel da Paz

2 maio 2012/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A ponto de se converter em lei, a iniciativa do Executivo argentino para reestatizar a empresa de petróleo YPF marca o início do caminho - acertado, ainda que difícil- para a recuperação da soberania nacional.

A decisão do Executivo argentino de voltar a tomar o controle estatal sobre YPF responde à necessidade de recuperar o domínio de recursos que, segundo a própria Presidenta da Nação, não só são estratégicos, senão vitais.

Trata-se de um caminho "difícil e cheio de obstáculos, mas que será assumido e percorrido com muita força e esperança", afirmou durante coletiva a imprensa argentina o Prêmio Nobel da Paz e presidente do Serviço Paz e Justiça da Argentina, Adolfo Pérez Esquivel.

Pérez Esquivel acrescentou que a YPF teve sua etapa de esplendor e orgulho nacional, e que hoje é apenas uma lembrança, e o governo atual deve remontar o pesado fardo que deixa a irresponsabilidade da Repsol.

Segundo ele, os argentinos apóiam a decisão da presidente Cristina Fernández, que teve a coragem e a decisão política de assumir esta reivindicação popular de anos e cujo governo enfrentará uma situação similar à originada pela nacionalização, anos atrás, das Aerolinhas Argentinas.

O Prêmio Nobel ressalta que a falta de investimentos, o desabastecimento, os custos e as dívidas, os ativos e passivos que a Repsol deixam são alarmantes, e é necessário ter muita serenidade para tornar a empresa rentável novamente.

No entanto, Pérez Esquivel Adverte alerta que o petróleo "não é a única matéria pendente na recuperação da soberania nacional".

“Não estou falando dos nacionalismos anacrônicos. O governo deve atuar, antes que seja tarde, sobre as empresas mineiras, que ficam com 97% do extraído, com uma simples declaração juramentada, e a venda do território nacional”,afirma.

O senador Gerardo Morais, da oposicionista União Cívica Radical acrescentou que a expropriação de 51% das ações da espanhola Repsol na YPF Argentina é só o início e não a solução do problema energético no país.
Segundo ele, o governo carece de uma política a médio e longo prazo para o setor, como consequência da qual decresceram não apenas a produção, em 18%, senão também as reservas de petróleo (6%) e gás (41%) entre os anos 2003 e 2011.

Ele ainda acrescenta que a recuperação de YPF e do rumo "do qual nunca poderíamos ter nos perdido" é só uma das ferramentas para tratar de resolver o problema energético; algo que - em sua opinião - demanda a aprovação de uma nova Lei de Petróleo e um marco jurídico para o setor que corrija o vigente.

Deputados: ultima palavra
A proposta enviada no último dia 16 de abril ao Congresso por Cristina Fernández declarando de interesse público e como objetivo prioritário do Estado o lucro do auto-abastecimento de petróleo, será discutida a partir desta quarta-feira (2) na Câmera de Deputados, que deverá convertê-la em lei.

Segundo informações da imprensa argentina, dos 257 deputados 200 votarão a favor do projeto, que também declara de interesse público a exploração, industrialização e comercialização destes recursos, a fim de garantir o desenvolvimento econômico com igualdade social.

Total controle social
Fernando "Pino" Solanas, representante do Movimento Projeto Sur, defende que se exproprie a totalidade das ações de YPF e não apenas 51% da Repsol, para desse modo evitar o ulterior "desembarque de grupos privados e capitais estrangeiros no interior da companhia".

Projeto Sur defende também a proibição das exportações de petróleo e combustíveis para reduzir as importações, até que se reconstruam as reservas, e por um estrito controle público da produção.

Segundo ele a YPF deve ser 100% pública, com controle social e que seja administrada com ética e transparência, porque "é um erro grosseiro não passar a foice em todos em que podemos passar". (Com informações da Prensa Latina)