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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

UN LIBRO REVELA PLAN SECRETO DE KISSINGER PARA BOMBARDEAR CUBA POR SU APOYO A LA LUCHA CONTRA EL APARTHEID

5 noviembre 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Democracy Now!

CONVERSACIÓN CON LOS ESCRITORES PETER KORNBLUH Y WILLIAM LEOGRANDE

En el nuevo libro: "Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations between Washington and Havana" (La historia oculta de las negociaciones entre Washington y La Habana), los escritores Peter Kornbluh y William LeoGrande utilizan documentos recientemente desclasificados para revelar la historia secreta de los diálogos entre Estados Unidos y Cuba. Entre otras cuestiones, dan a conocer los detalles de cómo el entonces Secretario de Estado, Henry Kissinger, consideró iniciar un ataque aéreo sobre Cuba cuando Fidel Castro envió tropas para apoyar la lucha independentista en Angola, en 1976. En los años siguientes, EE.UU. envió emisarios ultra secretos, incluidos el ex presidente Jimmy Carter y el escritor ganador del premio Nobel Gabriel García Márquez, para intentar normalizar las relaciones con Cuba. El libro sale a la luz justo cuando el líder cubano Raúl Castro se prepara para la primera participación de Cuba en la Cumbre de las Américas, el año que viene en Panamá. Recientemente, Cuba denunció que en septiembre el gobierno de Obama ha extendido el bloqueo contra la isla, que ya lleva más de 50 años, por un año más; una decisión que ha pasado casi desapercibida.

sábado, 19 de abril de 2014

Abya Yala, Patria Grande /Cepal valora obra del Gabo como patrimonio de identidad latinoamericana

18 de Abril de 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net/ (Venezuela)

La Cepal destacó la obra de García Márquez como "patrimonio colectivo de la identidad del continente" mediante una carta dirigida a sus familiares, el organismo también resaltó al escritor como un hombre comprometido con la justicia social y la igualdad.

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal) lamentó la desaparición física del escritor colombiano Gabriel García Márquez, cuya obra describió como "patrimonio colectivo de la identidad" del continente.

Alicia Bárcena, secretaria ejecutiva del organismo y cuya firma se estampa en una carta dirigida a los familiares del escritor, detalla que "con profundo dolor nos ha alcanzado la triste noticia del fallecimiento" de Gabriel García Márquez cuya obra consideró mediante la misiva como "patrimonio colectivo de la identidad de un continente que encontró en sus letras el reflejo de un espejo que retrató nuestros colores".

México/Murió Gabriel García Márquez

17 abril 2014, UyPress -- Agencia Uruguaya de Noticias http://www.uypress.net (Uruguay)

 

México (Uypress) — El escritor colombiano Gabriel García Márquez falleció este jueves a los 87 años en el Distrito Federal mexicano, confirmaron medios internacionales. Creador del realismo mágico, Premio Nobel de Literatura en 1982, lamentan su pérdida escritores y periodistas de todo el mundo.

locales invitaron a los habitantes a izar banderas a media asta, y convocaron a una celebración eucarística en honor al escritor.

García Márquez fue periodista, escritor, novelista, cuentista, guionista, editor. Fanático del vallenato, disciplinado para escribir, símbolo del boom de literatura latinoamericana con la novela Cien años de soledad,

Abya Yala, Patria Grande/1967 LATINOAMERICANO: O GABO E O CHE

18 abril 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

por Emir Sader, Blog do Emir

A notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967


O Gabo sempre gostava de reiterar que, como jornalista – profissão que ele sempre reivindicou como a sua – a maior frustração que ele teria seria não poder dar a notícia mais importante da sua vida. Mas a verdade é que a notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o glorioso Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967.



O século XX foi o primeiro século em que a América Latina teve um protagonismo mundial. Iniciado, politicamente, com o massacre dos mineiros na Escola de Santa Maria de Iquique, em 1907 e, 3 anos mais tarde, com a Revolução Mexicana, se anunciava que seria um século de revoluções e contrarrevoluções no continente. O marco definitivo dessa trajetória viria com a Revolução Cubana de 1959.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

LIMPEZA ÉTNICA NA EUROPA FASCISTA


Altamiro Borges *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

2 julho 2008


Adital - O Parlamento do Mercosul, reunido na cidade argentina de San Miguel de Tucumán, aprovou ontem uma dura resolução de repúdio às novas regras migratórias em vigor na União Européia, a fascista "Diretiva de Retorno". Segundo relatos de bastidores, o documento foi articulado pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Celso Amorin, foi consensual entre os países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e teve o entusiástico apoio dos governos da Venezuela e Bolívia, ainda em fase de adesão formal ao bloco regional.

"O Parlamento do Mercosul declara seu repúdio à denominada Diretiva de Retorno, que constitui uma violação aos direitos humanos básicos, em particular ao direito de livre circulação... Declara a sua esperança na capacidade do Parlamento Europeu rever, com base nos valores civilizatórios da Europa, essa decisão equivocada e estéril, que mancha a imagem da União Européia", afirma a incisiva resolução, que será encaminhada a todas as instâncias internacionais. Alguns governos latino-americanos também não descartam a possibilidade de adotar duras medidas de represália, no espírito do direito à reciprocidade, como forma de pressão sobre as nações européias.

Oito milhões de "criminosos"

A Diretiva de Retorno, aprovada pelo parlamento europeu em 18 de junho, representa uma brutal regressão na política migratória e reflete a atual onda direitista no velho continente, com a vitória de vários governantes xenófobos. Ela relembra a fúria racista do período nazi-fascista. Fixa que, a partir de 2010, o estrangeiro em situação irregular em qualquer país da União Européia terá de sete a 30 dias para voltar ao seu país de origem, independentemente do tempo de residência na Europa e mesmo de sua situação familiar. Caso não deixe o país, ele ficará sujeito à detenção por seis meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Os filhos nascidos na Europa também poderão ser separados dos pais imigrantes e os deportados não poderão retornar à Europa durante cinco anos.

Segundo estimativas, atualmente há oito milhões de imigrantes ilegais no continente - entre eles, cerca de 800 mil brasileiros. A partir da vigência desta lei, já batizada de Diretiva da Vergonha, todos passarão a viver como criminosos, perseguidos pela polícia migratória e discriminados por europeus envenenados pelas manipulações racistas difundidas na mídia hegemônica. O clima de terror já impera. Na Itália, o magnata da mídia Silvio Berlusconi, durante a sua campanha para o terceiro governo, pregou abertamente a "tolerância zero contra o rom [ciganos], os clandestinos e os criminosos". Eleito, já ordenou a destruição de acampamentos e a prisão sumária de ciganos.

Arsenal de desgraças do colonizador

Na França, liderada por outro fascista, Nicolas Sarkozy, foram fixadas cotas anuais de expulsão de estrangeiros. Também foi autorizado o interrogatório de "suspeitos" durante seis dias, sem a presença de advogados, e as normas de controle dos aeroportos agora serão secretas. O governo francês ainda decretou que os patrões deverão denunciar funcionários sem documentos sob pena de multa de 15 mil euros e cinco anos de prisão. Na Espanha, o social-democrata Luis Zapatero se vangloriou de ter expulsado 330 mil imigrantes - 50% mais do que nos últimos quatro anos de José Aznar. Outros países autorizaram a polícia a deter os imigrantes por 42 dias sem acusação formal e os serviços secretos já vasculham, sem sentença judicial, os correios eletrônicos.

Na opinião do jornalista Luis Eça, a escalada xenófoba na Europa, que explica a recente vitória de governantes fascistas, teria vários motivos. "A aversão da população européia aos imigrantes se explica, em parte, pelo racismo - nem sempre expresso, mas, em geral, latente -, herdado dos tempos coloniais, quando os africanos eram acoimados de selvagens e os asiáticos de bárbaros que deveriam ser ‘civilizados’. Outra razão, talvez mais importante, é o temor de que os intrusos venham a tomar postos de trabalho da população local". Os imigrantes seriam as vítimas destas injustiças. "Após séculos, primeiro escravizando e depois explorando impiedosamente a África, a América Latina e parte da Ásia, a Europa parece não ter esgotado o seu arsenal de desgraças".

Novos escravos da Europa

No seu calvário, o imigrante sofre ao tentar ingressar no "primeiro mundo", ao ser violentamente explorado e, agora, ao ser perseguido e expulso. Ele trabalha nas áreas mais penosas e insalubres, numa jornada média de 60 horas semanais, com salários baixos e sem qualquer direito. Temendo ser denunciado à polícia, ele se submete às horas não pagas, à truculência patronal, às demissões arbitrárias, à ausência de indenizações e ao trabalho noturno e no final de semana. Os imigrantes ilegais, mas também os legais, são utilizados pela burguesia para instigar a concorrência entre os trabalhadores, o que estimula a divisão na própria classe e os piores instintos xenófobos.

Reportagem contundente do jornal O Estado de S. Paulo, intitulada "Novos escravos da Europa", revelou o drama de dois africanos, Adam Mohamed e John Kawala, que venderam suas lojas de artesanato em Gana "para reunir dinheiro e pagar todas as propinas necessárias para cruzar várias fronteiras e chegar a Europa. Em três semanas, passaram por Gana, Togo, Benin, Níger, Líbia e finalmente cruzaram o mar Mediterrâneo até o sul da Itália. Gastaram 4 mil cada um na viagem. Tudo isso para, três meses depois, viverem na condição parecida com a da escravidão na Europa. ‘Se eu soubesse que viria ao inferno, não teria iniciado a viagem’, afirma Kawala, 35 anos".

Violação dos direitos humanos

O artigo mostra que esta é a sina da maioria dos 500 mil africanos, latino-americanos e asiáticos que ingressa no bloco todos os anos. O grosso trabalha ilegalmente, sendo responsável por quase 12% do PIB europeu. Muitos vivem "em condições de indigência. Eles sofrem diariamente com violência, vivem em edifícios abandonados, sem eletricidade ou água, e infestados de ratos. Pior: não podem voltar diante das dívidas que acumularam com seus patrões. Conhecida por criticar as condições de trabalho na produção da cana-de-açúcar no Brasil ou de têxteis na China, a Europa está sendo obrigada agora a admitir a existência dessas violações em seu próprio território".

No trabalho nos campos da Itália, França ou Espanha, "quem ousa fugir é até perseguido pelos capatazes das fazendas. Há dois anos, a região [da Calábria] ainda foi tomada por um escândalo envolvendo a morte de poloneses que também trabalhavam no campo. Investigações feitas pela Justiça mostraram que algumas das mulheres encontradas mortas poderiam ter sido estupradas e aquela foi a primeira vez que os italianos passaram a saber a real situação dos imigrantes... Hoje, os que morrem não têm muitas vezes nem como ter seu corpo transportado para seus países".

Resposta deve ser dura

Além de comer o pão que o diabo amassou, em condições desumanas de trabalho, o imigrante será agora mais perseguido e humilhado. Para Emir Sader, "a mensagem européia é clara. Diz um colunista espanhol: ‘Imigrante, não, muito obrigado. Petróleo, passe, por favor’. Em outras palavras, livre comércio, mas, numa sociedade que considera o ser humano mercadoria, estes são excluídos da lei geral. As mercadorias podem circular livremente, os seres humanos, não... Não é necessário recordar que sempre aceitamos imigrantes europeus, sem nenhuma política de cotas".

Para o renomado sociólogo, é urgente repudiar esta barbárie fascista. "Uma vez García Márquez anunciou que não permitiria mais a venda dos seus livros na Espanha se passasse a ser solicitado visto aos colombianos. Agora, Hugo Chávez anuncia que deixará de vender petróleo aos países que aplicarem a Diretiva da Vergonha". A resposta dos governos e dos povos latino-americanos, africanos e asiáticos deve ser dura. Nos séculos 19 e 20, os países do Sul "receberam milhões de italianos, portugueses, franceses, alemães, espanhóis e ingleses, que para cá vieram em busca de melhores oportunidades que seus países não ofereciam. Mas, na Europa de Berlusconi, Sarkozy, Merkel e Brown, gratidão não é um argumento levado em conta", ironiza Luis Eça.

* Jornalista, editor da revista

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