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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Brasil/EM 6 MESES, O BRASIL FICOU MENOR, INJUSTO, MENOS DEMOCRÁTICO E IRRELEVANTE

12 novembro 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Emir Sader*

Bastaram poucos meses para que o governo golpista dissesse a que veio: a desmontar o que de melhor havia sido feito neste século, no Brasil. O Estado brasileiro está sendo reduzido às suas proporções mínimas, deixando de garantir o patrimônio público, os direitos sociais, a soberania internacional.

Tudo que o governo toca, ele reduz, ele transforma em irrisório, em medíocre, em intranscedente. De país respeitado pelo combate à fome e às desigualdades, rapidamente retornamos a país da exclusão social, que não deixa passar dia sem que se tirem dezenas de milhares de bolsas famílias de pessoas pobres, sem que percam o emprego milhares de trabalhadores, sem que a imagem externa do Brasil se deteriore cada vez mais, sem que um politico alçado por um golpe à presidência, degrade ainda mais sua imagem pública.

Em pouco tempo em termos de calendário, o país voltou a se tornar cada vez mais desigual, mais injusto, mais excludente. O governo instaurou a norma da imoralidade, no seu comportamento e na composição da gangue que

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Brasil/NINGUÉM FEZ TANTO PELO RESGATE DA DEMOCRACIA COMO ELE – Emir Sader



18 julho 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

por Emir Sader, para Revista do Brasil
13/07/2016

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Não haverá democracia se houver a proscrição do melhor presidente da história, esperança de retomada de um modelo de participação social nas decisões fundamentais do país

Lula em Juazeiro (11/7): 'Não podemos permitir que a democracia, conquistada a sangue, seja usurpada por meia dúzia de pessoas'.



A direita conseguiu, de vez ou por um tempo, tirar o PT do governo, seu objetivo maior desde 2003. Não conseguiu por meio das eleições. Perdeu sempre. Logrou por meio de um golpe. Agora precisa consolidá-lo. Uma direita oligárquica, com um programa para o 1% mais rico, foge do povo, da democracia e das eleições como

terça-feira, 14 de junho de 2016

Brasil/A SAÍDA DEMOCRÁTICA DA CRISE É O PLEBISCITO



11 junho 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Por Emir Sader*

O Brasil não sairá o mesmo depois desta profunda e prolongada crise, que não poupou a nenhuma instituição política, mas sobretudo questionou a legitimidade do sistema político. Sairá melhor ou pior, mais democrático ou mais autoritário.

Sairá pior se o golpe se consolidar, porque o período democrático da nossa história teria um desfecho de ruptura, com um bando de políticos aventureiros assaltando o Estado sem votos, sem legitimidade, buscando desmontar todos os avanços conseguidos nos últimos anos. Terá sido consagrado o método do golpe, da falta de respeito à vontade democrática da maioria.

Mas o Brasil sairá melhor, se for imposta uma solução democrática à crise. Se, às mais grandes mobilizações populares, aos argumentos irrefutáveis contra o golpe e a favor da democracia, se unir uma solução política que

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Brasil/GOVERNO TEMER É INVIÁVEL


8 junho 2016, Brasil 247 https://www.brasil247.com (Brasil)

 

Por Emir Sader

Sociólogo, cientista político e colunista do Brasil 247

Bem que a direita tentou. Primeiro, buscando questionar a contagem de votos, depois buscando denúncias de corrupção contra a Dilma, para finalmente ficar com a via golpista de usar uma maioria parlamentar para aprovar um impeachment sem fundamento e levar Temer ao governo interino. Tudo foi devidamente montado, inclusive o circo midiático-parlamentar daquela vergonhosa votação na Câmara, para que se conseguisse o sonho da direita desde 2003: terminar com o ciclo de governos do PT.

Porém, muito cedo Temer demonstrou que não está à altura da pantomima. Seu governo revelou-se rapidamente ser inviável. A começar porque sofre as mais amplas manifestações de repúdio de todos

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Brasil/POR QUE O CONGRESSO BRASILEIRO É TÃO RUIM?



20 maio 2016, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

porEmir Sader, para Revista do Brasil publicado

Não se poderá avançar sem desarticular a maioria de direita existente hoje e sem eleger uma maioria parlamentar progressista

Os Congressos brasileiros nunca tiveram boa fama com o povo. A própria mídia, responsável pela eleição de Congressos ruins, se encarrega de desmoralizá-los, assim como a politica, o Estado e os governos. Quanto mais fracos, mais força terá o mercado e a própria mídia, como tutores dos governos.

As estruturas politicas tradicionais no Brasil sempre se apoiaram nos parlamentares eleitos nos seus estados por meio de ações despolitizadas, de distribuição de benesses, de formação de associações fajutas, de cooptação de lideranças locais, de organização de redes de apoio baseadas nas vantagens materiais. Suas lideranças são locais, a partir das quais se elegem para os parlamentos estaduais ou nacionais, onde se perpetuam, em partidos sem identidade ou naqueles que vivem de negociar seu apoio aos governos, de que o PMDB é o exemplo clássico.

Uma análise da composição do Congresso demonstra que eles são exatamente o oposto do que deveriam ser: enquanto o Executivo é eleito pelo ­voto majoritário, quem

segunda-feira, 21 de março de 2016

EL DESTINO DE BRASIL Y DE LA REGIÓN



21 marzo 2016, Pagina12 http://www.pagina12.com.ar (Argentina)

Por Emir Sader

Los acelerados acontecimientos en Brasil transforman cada día el escenario del destino de Lula, del país y de América Latina. En dos semanas, del 4 al 18 de marzo, Lula salió de detenido a orador de la manifestación más grande en San Pablo, aclamado por centenas de millares de personas.

No habían pasado muchas horas hasta que el más arbitrario y truculento juez del Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, valiéndose de las vacaciones del Tribunal, bajara un decreto prohibiendo a Lula asumir como ministro del gobierno de Dilma Rousseff. Mientras tanto, para componer el escenario de opera buffa en el peor Congreso que Brasil jamás haya tenido–el último en ser elegido con financiamiento empresarial de las campañas– ha avanzado, bajo la conducción del unánimemente reconocido como el más corrupto de los políticos brasileños –Eduardo Cunha– en los intentos de impeachment de la presidenta de la república.

Todo parece un juego lleno de escaramuzas, por detrás del cual muchas veces no aparece lo que realmente está en disputa. El empeño de la alianza entre los medios monopólicos, sectores del Poder Judicial y de la Policía Federal, y los partidos de derecha, demuestra que se juegan todo lo que pueden en intentar excluir a Lula de la vida política. Porque él sigue siendo el candidato favorito para volver a la presidencia de Brasil en 2018 pero, además, es quien puede rescatar el gobierno de Rousseff, superando la ya prolongada y profunda crisis brasileña.

Es todo lo que la derecha intenta impedir. Que Lula asuma con el cargo de ministro de coordinación del gobierno de Dilma Rousseff, con amplio apoyo popular. Las extraordinarias manifestaciones del día 18 han demostrado que la izquierda ha recuperado su capacidad de movilización y que Lula sigue como el líder incuestionado de la izquierda. Los que, desde adentro y desde afuera de Brasil, se han precipitado a anunciar la muerte política de Lula, han revelado que sus deseos están muy lejos de la realidad.

Pero el juego sigue abierto. Lo más importante es la decisión de

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Brasil/Intelectuais saem em defesa da democracia

8 dezembro 2015,Brasil 247 https://www.brasil247.com (Brasil)


"Viemos a público repudiar a tentativa de golpe imposta por Eduardo Cunha, por não haver elementos que fundamentem esta atitude, a não ser pelo desespero de quem não consegue explicar o seu comprovado envolvimento com esquemas espúrios de corrupção. Não se trata neste momento de aprovar ou reprovar a administração nem a forma como a Presidenta da República governa, mas defender a legalidade e a legitimidade das instituições do nosso país", diz o manifesto dos artistas e intelectuais em defesa da legalidade. "Por outro lado, defendemos o cumprimento do Regimento da Câmara dos Deputados e da Constituição Federal, ambos instrumentos com fartos elementos que justificam a cassação do mandato de Eduardo Cunha.
Caso contrário, toda a classe política e as instituições brasileiras estarão desmoralizadas, por manter no exercício do poder um tirano que utiliza seu cargo de forma irresponsável para manutenção dos seus interesses pessoais"; já assinam o texto nomes como Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepomuceno, Frei Betto, Paulo Betti, Fernando Morais, Chico César e Jorge Mattoso

247 – Está disponível o texto do manifesto de

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

E SE A DIREITA GANHAR NA ARGENTINA?

19 de novembro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Por Emir Sader, no Brasil 247

 

A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais na Argentina, não é apenas uma especulação, mas uma possibilidade real que a direita chegue a triunfar. Houve o debate de domingo (15), há redefinições de quem votou em outros candidatos, e resta a possibilidade de que a intensa atividade militante a favor de Scioli e ainda a eventualidade de um novo erro nas pesquisas.

Mas a possibilidade de que um presidente de direita, duro e puro, como Mauricio Macri, se torne presidente da Argentina é, preocupantemente, uma possibilidade real. O que isso significaria para a Argentina e para a América Latina?

Os atuais presidentes dos países progressistas na região tiveram vitórias com vantagens tranquilas no caso do Uruguai, do Equador e da Bolívia, e com resultados muito estreitos, no caso da Venezuela e do Brasil. Mas desta vez se trata da possibilidade real de uma derrota do candidato apoiado por Cristina Kirchner e que representaria a continuidade dos governos iniciados por Néstor Kirchner e continuados por ela.

Seria a primeira derrota de um governo progressista na região, desde

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

OS MISSIVISTAS MESSIÂNICOS

30 agosto 2015, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O Equador e a Bolívia -- os países que mais avançaram na região no processo de superação do neoliberalismo -- são vitimas desse tipo de pronunciamento.

Por Emir Sader

Intelectuais de esquerda que não pertencem a partidos políticos de esquerda, têm muita dificuldade para se localizar na luta política. Desde onde falam? Que horizonte representam? O da teoria pura? O da ortodoxia abstrata?

No entanto, por várias razões, eles existem em grande quantidade e muitas vezes produzem análises muito úteis para os processos políticos reais. Só que falham quando suas análises têm que se medir politicamente com a realidade, porque a política supõe partido, inserção nos processos concretos.

Analisando os chamados “marxistas ocidentais”, Perry Anderson constatava que sua sobrevivência com intelectuais desvinculados de partidos de esquerda, supunha se encerrar temas específicos, relativamente autônomos em relação à realidade concreta – entre os quais questões estéticas, metodológicas.
Abandonavam as análises econômicas, políticas, sociais das correlações de força, das linhas concretas dos partidos.

Este é o dilema dos intelectuais não engajados na prática política concreta. Terminam desenvolvendo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Brasil/A VARIÁVEL LULA

27 julho 2015, Blog do Emir, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

 

Por Emir Sader

 

É Lula que pode ser o eixo da recomposição das forças de esquerda, democráticas e populares, recomposição que deve ser feita com novas plataformas.

Lula foi situado no centro da vida política brasileira. Todos os holofotes se concentram sobre ele: ou será abatido no voo pela direita, tirando-o, no tapetão, da vida política, ou exercerá seu papel de eixo da recomposição da esquerda brasileira e conseguirá dar continuidade ao processo iniciado em 2002, com todas as adequações necessárias.

Em um marco de crise de credibilidade das instituições, das forças políticas e sociais, das lideranças, a exceção fica com Lula. Não fosse assim, ele não seria alvo dos ataques concentrados da direita. Se acreditasse nas suas pesquisas, bastaria a direita esperar até 2018 e derrota-lo com qualquer um dos seus candidatos.

O destino da direita depende de conseguir inviabilizar juridicamente a candidatura do Lula e ter assim o caminho aberto para reconquistar a presidência da república. Caso contrario, teria que se consolar com um novo mandato do Lula, limitando-o pela revogação da reeleição.

Do lado do campo popular, Lula também é a referência, é o grande patrimônio, com ele pode contar. O maior líder popular da história do Brasil, Lula mantém vínculos profundos com a massa da população, seus governos ficaram marcados na consciência e na memoria das pessoas, Lula representa a auto estima dos brasileiros. Por tudo isso, apesar

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Brasil∕VENCER A BATALHA DAS IDEIAS

5 maio 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Emir Sader

 

Os governos de esquerda têm que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo: sua força ideológica do 'modo de vida norte-americano.'

 

“E quando, finalmente, a esquerda chegou ao governo, tinha perdido a batalha das ideias.”A afirmação de Perry Anderson sintetiza o maior desafio para os que queremos superar e substituir o neoliberalismo em todas suas dimensões.

Significa que o neoliberalismo fracassou como proposta econômica, o que abre a possibilidade para que a esquerda apareça como alternativa de governo. Quando chega ao governo, tem que enfrentar toda a herança maldita do neoliberalismo: recesso, enfraquecimento do Estado, desindustrialização, fragmentação social, entre outras coisas.

Mas, além disso, tem que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo, a nível de cada pais, mas também a nível internacional: sua força ideológica, a força do

sábado, 14 de março de 2015

Abya Yala, Patria Grande/UN LLAMAMIENTO CONTRA EL AVANCE DEL IMPERIALISMO EN AMÉRICA LATINA

13 marzo 2015, La Marea http://www.lamarea.com (España)


“El Imperio no descansa y hoy está decidido a acabar con esta etapa de cambios políticos en América Latina”. Con estas palabras, el sociólogo venezolano Vladimir Acosta resumía el espíritu que se respiró la primera jornada del Foro por la Emancipación y la Igualdad organizado por el Gobierno argentino, que reúne hasta el sábado en Buenos Aires a académicos, políticos y activistas de 18 países. Se refería Acosta al avance en la región latinoamericana del imperalismo estadounidense, “el mayor enemigo de todos los pueblos del mundo”. No se trataba de una abstracción: Acosta se refería a los golpes, duros o blandos, en Honduras, Paraguay, Salvador. A la ofensiva mediática contra la mandataria brasileña Dilma Rousseff, que, pocos meses después ganar las elecciones, se enfrenta a un pedido de impeachment por parte de una derecha que no sabe aceptar la derrota en las urnas; o a los intentos por desestabilizar en gobierno de Nicolás Maduro en Venezuela, después de las inquietantes palabras de Barack Obama, muy comentadas este primer día de Foro, que apuntaban a Venezuela como un peligro para la seguridad nacional de los Estados Unidos. “Obama se quitó la máscara y anunció explícitamente que habrá medidas, como un bloqueo naval”, aventuró el intelectual español Ignacio Ramonet.

La colombiana Piedad Córdoba, senadora y activista por los derechos humanos, lo resumió

sábado, 28 de fevereiro de 2015

ARGENTINA Y BRASIL: DERECHAS GEMELAS

26 febrero 2015, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org (Brasil)


La derecha latinoamericana nunca estuvo tan débil. Pierde sucesivamente elecciones en países como Brasil, Argentina, Uruguay, Bolivia, Ecuador, Venezuela, El Salvador. Nunca estuvo tanto tiempo desalojada del gobierno en esos países como ha estado en este siglo.

Las trasformaciones sociales llevadas a cabo por los gobiernos de esos países, los avances en los procesos de integración independientes respecto a los Estados Unidos de América (EUA), la recuperación del rol activo del Estado, han llevado al aislamiento de la derecha en la región. El fracaso de los gobiernos neoliberales y su incapacidad de formular otra alternativa, hacen con que paguen el precio de los daños causados por ese modelo y voten en contra de los que lo representan.

Los EUA siempre han jugado con la división y la competencia entre gobiernos de la región para mantener su poder. Fue así, por ejemplo, a lo largo de todo el proceso de renegociación de las deudas de los países, que nunca han logrado hacerla colectivamente.

Golpe durísimo en ese jugo fue la sólida alianza establecida entre los gobiernos de Argentina y Brasil, con la elección de Lula y de Néstor Kirchner para presidir dos de los tres más grandes países de la región. Esa alianza, que nunca fue tan sólida entre Argentina y Brasil, es el eje

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A DITADURA DO CAPITAL E SPECULATIVO

1º. fevereiro 2015, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

Emir Sader

Quando se procura no dicionário o significado da palavra ‘spread’, lá no final, como uma das alternativas, aparece um provável sentido real: “banquete”

Spread é uma expressão – mantida em inglês para facilitar a camuflagem do seu significado –, que indica o ganho líquido dos bancos, a diferença entre o que pagam pelo dinheiro que captam e o que recebem pelo que emprestam. Leve R$ 100 reais ao banco para uma aplicação, e no mês seguinte retire R$ 100,50. Dê a volta no balcão e consulte o mesmo funcionário sobre quanto pagará se quiser tomar emprestado a mesma nota de R$ 100. Ele provavelmente dirá que você terá de devolver, no mês seguinte, algo próximo R$ 110. A diferença é o spread, o ganho improdutivo, à custa do suor alheio.

Quando se procura no dicionário o significado da palavra, lá no final, como uma das alternativas, aparece um provável sentido real: “banquete”. Porque disso se trata, de um banquete especulativo. O capital financeiro nasceu como

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Abya Yala, Patria grande/HACIA LA HEGEMONÍA POSNEOLIBERAL

6 noviembre 2014, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org (Brasil)


América Latina fue una víctima privilegiada del neoliberalismo. Nuestra región fue la que tuvo más gobiernos neoliberales y en sus modalidades más radicales.

Basta pensar en lo que era el Estado social chileno, de los más avanzados del continente y como esos avances fueron destruidos, por procesos de mercantilización de derechos conquistados por los chilenos a lo largo de décadas. Mirar cómo Argentina tuvo autosuficiencia energética, pero vio su empresa estatal privatizada y entregada a corporaciones multinacionales.

Justamente por eso, América Latina se erigió como el continente donde han surgido y se han desarrollado gobiernos que buscan la superación del neoliberalismo, fenómeno único en el mundo de hoy. Nadie puede cuestionar que esos gobiernos fueron la forma más efectiva de responder a la crisis del neoliberalismo. Basta mirar cómo han reaccionado esos gobiernos y los resultados que han tenido y mirar hacia países del continente que no lo han hecho – como México – o hacia Europa, que insiste en respuestas neoliberales a la crisis neoliberal, tirando alcohol al fuego y

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Brasil∕PLEBISCITO POPULAR PELA REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO



1º. setembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Coluna de Emir Sader

Entre os dias 1º e 7 de setembro será realizado um plebiscito popular por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

1. Está convocado um plebiscito popular, entre os dias 1 e 7 de setembro, por uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.

2. No atual sistema político, as empresas financiam mais de 90% dos recursos das campanhas eleitorais, os eleitos são controlados pelos interesses delas e não dos cidadãos que votaram.

3. Como resultado disso embora sejam apenas 3% da população, os empregadores tem 49% dos representantes na Câmara dos Deputados. Enquanto que os empregados, embora sejam 61% da população, tem apenas 19% dos representantes. Os brancos, sendo 48% da população, tem 92% dos representantes. Os pretos e pardos, sendo 51% da população, tem apenas 8% dos representantes.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Brasil/EL MONOPOLIO MEDIÁTICO Y SU TERROR ECONÓMICO

7 marzo 2014, ALAI, América Latina en Movimiento http://alainet.org


La economía brasileña creció el 2,4% el año pasado. En febrero, de nuevo, se batió el record en la generación de empleo en Brasil. Los salarios siguen subiendo por encima de la inflación. La inflación está controlada, por debajo del 6% anual.

Pero dos institutos – Ibope y Datafolha – publican encuestas más o menos iguales: el apoyo al gobierno habría caído entre un 6 y un 7%, según su interpretación, por “pesimismo económico”. ¡En una de ellas se llega al espantoso resultado de que la política de generación de empleo tendría el rechazo del 54% de la población, cuando se está prácticamente con pleno empleo en Brasil!

Otros elementos permiten entender estas paradojas. En la primera encuesta – Ibope es un instituto contratado permanentemente por TV Globo, juró en el 2010 que Lula no lograría elegir a su sucesor y José Serra sería el próximo presidente de Brasil – a la vez que se publica esa caída de apoyo al gobierno, se difunden los resultados de la encuesta para la elección presidencial y Dilma Rousseff sigue con el mismo resultado anterior – 43% -, derrotando a los dos candidatos de la oposición – Aecio Neves y Eduardo Campos – que, sumados, llegan al 22%. Es decir, Dilma vencería en primera vuelta, con lo cual se deduce que el descontento que buscan evidenciar con su gobierno no favorece a ningún candidato opositor, con la gente prefiriendo un nuevo gobierno del PT.

Como parte de su tradicionales manipulaciones, el instituto divulgó primero el resultado de la encuesta presidencial y, una semana después, aquella sobre el apoyo al gobierno

sexta-feira, 4 de julho de 2008

LIMPEZA ÉTNICA NA EUROPA FASCISTA


Altamiro Borges *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

2 julho 2008


Adital - O Parlamento do Mercosul, reunido na cidade argentina de San Miguel de Tucumán, aprovou ontem uma dura resolução de repúdio às novas regras migratórias em vigor na União Européia, a fascista "Diretiva de Retorno". Segundo relatos de bastidores, o documento foi articulado pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Celso Amorin, foi consensual entre os países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e teve o entusiástico apoio dos governos da Venezuela e Bolívia, ainda em fase de adesão formal ao bloco regional.

"O Parlamento do Mercosul declara seu repúdio à denominada Diretiva de Retorno, que constitui uma violação aos direitos humanos básicos, em particular ao direito de livre circulação... Declara a sua esperança na capacidade do Parlamento Europeu rever, com base nos valores civilizatórios da Europa, essa decisão equivocada e estéril, que mancha a imagem da União Européia", afirma a incisiva resolução, que será encaminhada a todas as instâncias internacionais. Alguns governos latino-americanos também não descartam a possibilidade de adotar duras medidas de represália, no espírito do direito à reciprocidade, como forma de pressão sobre as nações européias.

Oito milhões de "criminosos"

A Diretiva de Retorno, aprovada pelo parlamento europeu em 18 de junho, representa uma brutal regressão na política migratória e reflete a atual onda direitista no velho continente, com a vitória de vários governantes xenófobos. Ela relembra a fúria racista do período nazi-fascista. Fixa que, a partir de 2010, o estrangeiro em situação irregular em qualquer país da União Européia terá de sete a 30 dias para voltar ao seu país de origem, independentemente do tempo de residência na Europa e mesmo de sua situação familiar. Caso não deixe o país, ele ficará sujeito à detenção por seis meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Os filhos nascidos na Europa também poderão ser separados dos pais imigrantes e os deportados não poderão retornar à Europa durante cinco anos.

Segundo estimativas, atualmente há oito milhões de imigrantes ilegais no continente - entre eles, cerca de 800 mil brasileiros. A partir da vigência desta lei, já batizada de Diretiva da Vergonha, todos passarão a viver como criminosos, perseguidos pela polícia migratória e discriminados por europeus envenenados pelas manipulações racistas difundidas na mídia hegemônica. O clima de terror já impera. Na Itália, o magnata da mídia Silvio Berlusconi, durante a sua campanha para o terceiro governo, pregou abertamente a "tolerância zero contra o rom [ciganos], os clandestinos e os criminosos". Eleito, já ordenou a destruição de acampamentos e a prisão sumária de ciganos.

Arsenal de desgraças do colonizador

Na França, liderada por outro fascista, Nicolas Sarkozy, foram fixadas cotas anuais de expulsão de estrangeiros. Também foi autorizado o interrogatório de "suspeitos" durante seis dias, sem a presença de advogados, e as normas de controle dos aeroportos agora serão secretas. O governo francês ainda decretou que os patrões deverão denunciar funcionários sem documentos sob pena de multa de 15 mil euros e cinco anos de prisão. Na Espanha, o social-democrata Luis Zapatero se vangloriou de ter expulsado 330 mil imigrantes - 50% mais do que nos últimos quatro anos de José Aznar. Outros países autorizaram a polícia a deter os imigrantes por 42 dias sem acusação formal e os serviços secretos já vasculham, sem sentença judicial, os correios eletrônicos.

Na opinião do jornalista Luis Eça, a escalada xenófoba na Europa, que explica a recente vitória de governantes fascistas, teria vários motivos. "A aversão da população européia aos imigrantes se explica, em parte, pelo racismo - nem sempre expresso, mas, em geral, latente -, herdado dos tempos coloniais, quando os africanos eram acoimados de selvagens e os asiáticos de bárbaros que deveriam ser ‘civilizados’. Outra razão, talvez mais importante, é o temor de que os intrusos venham a tomar postos de trabalho da população local". Os imigrantes seriam as vítimas destas injustiças. "Após séculos, primeiro escravizando e depois explorando impiedosamente a África, a América Latina e parte da Ásia, a Europa parece não ter esgotado o seu arsenal de desgraças".

Novos escravos da Europa

No seu calvário, o imigrante sofre ao tentar ingressar no "primeiro mundo", ao ser violentamente explorado e, agora, ao ser perseguido e expulso. Ele trabalha nas áreas mais penosas e insalubres, numa jornada média de 60 horas semanais, com salários baixos e sem qualquer direito. Temendo ser denunciado à polícia, ele se submete às horas não pagas, à truculência patronal, às demissões arbitrárias, à ausência de indenizações e ao trabalho noturno e no final de semana. Os imigrantes ilegais, mas também os legais, são utilizados pela burguesia para instigar a concorrência entre os trabalhadores, o que estimula a divisão na própria classe e os piores instintos xenófobos.

Reportagem contundente do jornal O Estado de S. Paulo, intitulada "Novos escravos da Europa", revelou o drama de dois africanos, Adam Mohamed e John Kawala, que venderam suas lojas de artesanato em Gana "para reunir dinheiro e pagar todas as propinas necessárias para cruzar várias fronteiras e chegar a Europa. Em três semanas, passaram por Gana, Togo, Benin, Níger, Líbia e finalmente cruzaram o mar Mediterrâneo até o sul da Itália. Gastaram 4 mil cada um na viagem. Tudo isso para, três meses depois, viverem na condição parecida com a da escravidão na Europa. ‘Se eu soubesse que viria ao inferno, não teria iniciado a viagem’, afirma Kawala, 35 anos".

Violação dos direitos humanos

O artigo mostra que esta é a sina da maioria dos 500 mil africanos, latino-americanos e asiáticos que ingressa no bloco todos os anos. O grosso trabalha ilegalmente, sendo responsável por quase 12% do PIB europeu. Muitos vivem "em condições de indigência. Eles sofrem diariamente com violência, vivem em edifícios abandonados, sem eletricidade ou água, e infestados de ratos. Pior: não podem voltar diante das dívidas que acumularam com seus patrões. Conhecida por criticar as condições de trabalho na produção da cana-de-açúcar no Brasil ou de têxteis na China, a Europa está sendo obrigada agora a admitir a existência dessas violações em seu próprio território".

No trabalho nos campos da Itália, França ou Espanha, "quem ousa fugir é até perseguido pelos capatazes das fazendas. Há dois anos, a região [da Calábria] ainda foi tomada por um escândalo envolvendo a morte de poloneses que também trabalhavam no campo. Investigações feitas pela Justiça mostraram que algumas das mulheres encontradas mortas poderiam ter sido estupradas e aquela foi a primeira vez que os italianos passaram a saber a real situação dos imigrantes... Hoje, os que morrem não têm muitas vezes nem como ter seu corpo transportado para seus países".

Resposta deve ser dura

Além de comer o pão que o diabo amassou, em condições desumanas de trabalho, o imigrante será agora mais perseguido e humilhado. Para Emir Sader, "a mensagem européia é clara. Diz um colunista espanhol: ‘Imigrante, não, muito obrigado. Petróleo, passe, por favor’. Em outras palavras, livre comércio, mas, numa sociedade que considera o ser humano mercadoria, estes são excluídos da lei geral. As mercadorias podem circular livremente, os seres humanos, não... Não é necessário recordar que sempre aceitamos imigrantes europeus, sem nenhuma política de cotas".

Para o renomado sociólogo, é urgente repudiar esta barbárie fascista. "Uma vez García Márquez anunciou que não permitiria mais a venda dos seus livros na Espanha se passasse a ser solicitado visto aos colombianos. Agora, Hugo Chávez anuncia que deixará de vender petróleo aos países que aplicarem a Diretiva da Vergonha". A resposta dos governos e dos povos latino-americanos, africanos e asiáticos deve ser dura. Nos séculos 19 e 20, os países do Sul "receberam milhões de italianos, portugueses, franceses, alemães, espanhóis e ingleses, que para cá vieram em busca de melhores oportunidades que seus países não ofereciam. Mas, na Europa de Berlusconi, Sarkozy, Merkel e Brown, gratidão não é um argumento levado em conta", ironiza Luis Eça.

* Jornalista, editor da revista

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