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sábado, 3 de setembro de 2016

Brasil/UNE afirma com todas as letras: O Brasil sofreu um golpe!

1º. setembro 2016, Partido dos Trabalhadores http://www.pt.org.br (Brasil)

A entidade reforçou sua posição contra o impeachment e afirmou que os estudantes querem um plebiscito para consultar a população sobre a realização de novas eleições.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou, nesta quarta-feira (31), uma nota oficial condenando oimpeachment da presidenta eleita  Dilma Rousseff. No texto, a entidade reforça a sua posição ao lado dademocracia e afirma que os estudantes querem um plebiscito para consultar a população acerca da realização de novas eleições.

Para a entidade, o impeachment foi uma estratégia empregada contra os programas de inclusão social, a democratização do acesso ao ensino superior, o Enem, os 75% dos royalties e de 50% do Fundo Social do pré-sal para a educação, além de 10% do PIB brasileiro, demandas históricas do movimento estudantil conquistadas durante as gestões petistas.

“Esse impeachment se consolidou ignorando os elementos jurídicos e constitucionais, por meio de

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil/DILMA: “NÓS VOLTAREMOS”

31 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)




Em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada logo após ter sido afastada definitivamente da presidência da República, Dilma afirmou, em referência aos golpistas: "A história será implacável com eles"; fez um discurso incisivo em defesa da continuação da luta e para "construir um Brasil melhor"; "Nada poderá nos fazer recuar. Não direi adeus a vocês, tenho certeza que poderei dizer ‘até daqui a pouco’", declarou; "Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil onde o povo é soberano", disse; "Haverá contra eles a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer",

sábado, 6 de agosto de 2016

Brasil/DE TEMPOS EM TEMPOS A PLUTOCRACIA TENTA UM GOLPE



3 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Leonardo Boff*

A plutocracia brasileira (os 71.440 mil milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios. Sempre que emerge uma democracia com abertura ao social se enchem de medo. Organizam um concluio de forças que envolve setores da política, do judiciário, do MPF, da PF e principalmente da imprensa conservadora e até reacionária como é o caso do conglomerado de O Globo. Assim fizeram com Vargas, com Jango e agora com Lula-Dilma.

Numa entrevista

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Haiti/“A PARTIR DE HOJE SOMOS TODOS NEGROS”




28 julho 2016, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Eduardo Grüner
Professor na Universidade de Buenos Aires (UBA)

Os haitianos ainda hoje pagam caro o atrevimento de em 1804 terem aprovado a mais radical e igualitária das Constituições do século XIX.
Eduardo Grüner ensina-nos que os haitianos não se limitaram a construir a 1ª República independente negra do mundo, mas também descobriram que eles estavam excluídos da «totalidade» da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que haviam recebido com alvoroçada e vã esperança.
E para isso, logo no seu artº 14º a Constituição haitiana de 1804 define a totalidade, agora a partir da parte que havia sido excluída (eles), e prescreve:
«Todas as distinções de cor necessariamente desaparecerão entre os filhos de uma e a mesma família, onde o Chefe de Estado é o pai; todos os cidadãos haitianos, de aqui em diante, serão conhecidos pela denominação genérica de negros», denominação que não excluía brancos nem mulheres…

Começo por citar uma abruptamente uma frase justamente célebre em certos meios restritos, ainda que devesse sê-lo muito mais conhecida, pelo seu profundo alcance numa teoria crítica da identidade. A frase é esta:

«Todos os cidadãos, de ora em diante, serão conhecidos pela denominação genérica de negros».

Esta frase não é a expressão de um capricho, nem um improviso provocatório, e muito menos um delírio surrealista. É o artigo 14º da Constituição Haitiana de 1805, promulgada por Jean-Jacques Dessalines, de acordo com os rascunhos de Toussaint Louverture em 1801, mas cuja institucionalização teve que

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Brasil/PLEBISCITO PARA “BOTAR A CARA” NA DEMOCRACIA



18/07/2016, Conversa Afiada http://www.conversaafiada.com.br (Brasil)

Carina: a juventude quer ouvir a voz do Brasil


 
O Conversa Afiada publica o artigo de Carina Vitral, presidente da UNE:

O momento político do Brasil desperta paixões. Obviamente, não haveria como ser diferente em uma conjuntura de rompimento do pacto democrático, firmado após a ditadura militar, e da ofensiva golpista de um grupo que não aceitou o resultado das urnas. Vivemos um dos momentos mais complexos e mais graves da história nacional, com a peculiaridade de um golpe de Estado sem tanques, mas com a violência autoritária de setores do parlamento, a mão de ferro do judiciário, a ação ilegítima de uma mídia nativa monopolizada, o controle das opiniões e da verdade.

Frente a esse cenário, os movimentos sociais, os setores progressistas da sociedade precisam respirar fundo, entender o que está em jogo, planejar o contra-ataque para recuperar o que foi tomado do país: a democracia. A União Nacional dos Estudantes realizou esse exercício de reflexão e

sexta-feira, 10 de junho de 2016

EUA/Sindicalistas norte-americanos apelam para que Obama e Trudeau não reconheçam Temer



9 junho 2016, Rede Brasil http://www.redebrasilatual.com.br http://www.redebrasilatual.com.br Atual (Brasil)

Coalizão dos Sindicalistas Negros engrossa o discurso de centrais contra o golpe no Brasil e pedem para que os presidentes do Canadá e dos Estados Unidos rechacem o governo interino

Fonte da Foto: Vermelho (Brasil)


São Paulo – A Coalizão dos Sindicalistas Negros (CBTU) dos Estados Unidos publicou uma resolução apelando aos presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Justin Trudeau, do Canadá, para que não reconheçam o governo interino de Michel Temer (PMDB). “A CBTU condena o golpe legislativo vigente no Brasil contra o governo eleito da presidente Dilma Rousseff”, afirma.

O documento, assinado em 26 de maio, é intitulado "Justiça e Democracia no Brasil" e reúne considerações e posicionamentos da coalizão sobre a conjuntura brasileira. “Rejeitamos veementemente os esforços de invalidar as políticas progressistas e conquistas projetadas para construir uma democracia inclusiva no Brasil e em apoio aos programas democráticos e

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Brasil/"DEMOCRACIA BRASILEIRA ESTÁ SOB ATAQUE", afirma Naomi Klein



1 junho 2016, Brasil de Fato https://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Rafael Tatemoto


Em entrevista exclusiva, autora de "Doutrina do Choque" também debate alternativas às crises econômica e ambiental

A Doutrina do Choque, publicado em 2007, marcou uma geração ao apresentar como, ao contrário do que se afirmava, a implementação do neoliberalismo tinha poucas relações com o avanço da democracia liberal pelo mundo. A jornalista canadense Naomi Klein, autora da obra, afirmava: as visões da Escola de Chicago foram primeiramente postas em prática em regimes autoritários, justamente porque contrariam as necessidades da maior parte da população.

As ideias neoliberais, para Klein, se aproveitariam de

terça-feira, 7 de junho de 2016

Brasil/Africanos temem perda de espaço no novo governo brasileiro



5 maio 2016, R7 http://noticias.r7.com (Brasil)

Diplomatas e acadêmicos dizem que fechamento de embaixadas poderia anular ganhos obtidos desde início do século e prejudicar ambições do país.

Sinais de que o novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, poderá fechar embaixadas e consulados na África preocupam diplomatas e acadêmicos brasileiros e africanos, que temem a anulação de ganhos obtidos na última década e alertam para possíveis prejuízos a

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil/NOVE TESES SOBRE A CONTRA-REVOLUÇÃO NEOLIBERAL



17 maio 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Juarez Guimarães

1) O que está em curso no Brasil não é apenas um golpe em um governo legitimamente eleito mas uma contra-revolução neoliberal, típica de uma terceira fase regressiva do neoliberalismo no plano internacional. Se os anos oitenta marcaram a dominância de uma nova corrente regressiva do liberalismo, crítica e corrosiva ao liberalismo social que havia predominado no pós-guerra, se os anos noventa expressaram já após a dissolução da URSS uma desorganização avançada da tradição e do programa social-democrata através das chamadas terceiras-vias, os anos iniciais deste século evidenciam exatamente o surgimento de uma radicalização regressiva do programa neoliberal que se organiza em frente com forças e lideranças proto-fascistas. É por um radical ataque aos princípios republicanos e democráticos fundamentais que o neoliberalismo, em sua terceira fase, pretende resolver a sua incapacidade de formar maiorias nas democracias e legitimar uma nova onda de ataques aos direitos humanos e sociais.

2) Esta caracterização de uma contra-revolução neoliberal internacional, em sua terceira fase regressiva, é fundamental para entender o seu programa, a sua dinâmica, a sua

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Brasil/POR QUE O CONGRESSO BRASILEIRO É TÃO RUIM?



20 maio 2016, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

porEmir Sader, para Revista do Brasil publicado

Não se poderá avançar sem desarticular a maioria de direita existente hoje e sem eleger uma maioria parlamentar progressista

Os Congressos brasileiros nunca tiveram boa fama com o povo. A própria mídia, responsável pela eleição de Congressos ruins, se encarrega de desmoralizá-los, assim como a politica, o Estado e os governos. Quanto mais fracos, mais força terá o mercado e a própria mídia, como tutores dos governos.

As estruturas politicas tradicionais no Brasil sempre se apoiaram nos parlamentares eleitos nos seus estados por meio de ações despolitizadas, de distribuição de benesses, de formação de associações fajutas, de cooptação de lideranças locais, de organização de redes de apoio baseadas nas vantagens materiais. Suas lideranças são locais, a partir das quais se elegem para os parlamentos estaduais ou nacionais, onde se perpetuam, em partidos sem identidade ou naqueles que vivem de negociar seu apoio aos governos, de que o PMDB é o exemplo clássico.

Uma análise da composição do Congresso demonstra que eles são exatamente o oposto do que deveriam ser: enquanto o Executivo é eleito pelo ­voto majoritário, quem

quarta-feira, 30 de março de 2016

Abya Yala, Pátria Grande/América Latina se mobiliza em defesa da democracia brasileira



29 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 
Nesta quinta-feira (31) milhares de brasileiros sairão às ruas de todo país para defender a legalidade e a democracia. Diferente da mobilização realizada no último dia 18, desta vez, a luta contra golpe atravessará as fronteiras e mobilizará também os povos irmãos do continente.
 

Em vídeo, o movimento Conexões em Luta convoca todos os povos da América Latina para sair em defesa da democracia porque “o golpe é contra a integração”. “O golpe contra a democracia brasileira é o golpe contra a integração da América Latina, contra o nosso direito de sonhar, contra nosso direito de integrar, de construir juntos a possibilidade do impossível”.

No vídeo, militantes de diversos países, entre eles Argentina e Colômbia, destacam os avanços obtidos na última década depois de séculos de exploração. Neste novo processo democrático, progressista, trabalhadores, mulheres, camponeses, negros, jovens e indígenas passaram a ocupar espaços de

quinta-feira, 24 de março de 2016

Brasil/"Vai ter Luta": Movimento social fortalece coro em favor da democracia



22 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)




Mulheres, negros, trabalhadores, estudantes, sem-terra e parlamentares, entre outros representantes do movimento social, se manifestaram no dia 18 de março, em São Paulo, contra o golpe e em defesa da democracia. A Tv Vermelho registrou o clima de festa e luta na avenida paulista. As palavras de ordem “Não vai ter golpe” e “fora Cunha” foram as mais repetidas. Mesmo blindado pela mídia, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi alvo de protestos.

Assista também:

Do Portal Vermelho 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Brasil/Contra golpe, Frente Brasil Popular conclamaato para dia 16

8 dezembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em reunião na noite desta segunda-feira (7) em São Paulo, entidades integrantes da Frente Brasil Popular convocou todos os movimentos sociais a se mobilizarem contra o golpe, em defesa da democracia. A grande mobilização nacional está marcada para o dia 16 de dezembro (quarta-feira). Em nota, a Frente explica os motivos de serem contra contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Pois "não paira nenhuma acusação ou suspeita de crime, desonestidade ou ilegalidade". 

 

Regiane Oliveira Contra golpe, Frente Brasil Popular 

conclama ato para dia 16


Nota da Frente Brasil Popular

NÃO VAI TER GOLPE!

Os setores golpistas da direita através de um grupo de parlamentares, liderados pelo deputado Eduardo Cunha, querem o impeachment da Presidenta da República.

A maioria do povo brasileiro, através das centrais sindicais, dos movimentos populares, dos estudantes, das organizações de juventude, mulheres, negros, LGBT, indígenas, das pastorais das igrejas, da intelectualidade democrática, bem como

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Brasil/SALVE O ALMIRANTE NEGRO!

23/11/2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


      
No dia 22 de novembro de 1910 iniciou-se o levante conhecido como "Revolta da Chibata". Diversos marinheiros brasileiros assumiram o comando das mais importantes embarcações do país: o cruzador Bahia e os encouraçados Minas Gerais, São Paulo e Deodoro e posicionaram-se na Bahia da Guanabara, Rio de Janeiro, apontando seus canhões para a cidade. Pouco tempo antes, em 1888 a escravidão foi abolida, mas ainda persistiam seus reflexos.

Por Ricardo Gomyde*

Na marinha, persistam as punições por açoite de chibatas, o que não era mais aceito pelos marinheiros que cobravam da recente república e do presidente Hermes da Fonseca o seu fim. 


No dia anterior a revolta, Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas por ter-se envolvido em briga e ferido um colega a bordo do "Minas Gerais". A punição ocorreu na frente dos outros marinheiros, o que acendeu o estopim para a revolta. O motim foi

terça-feira, 27 de maio de 2014

Abya Yala, Patria Grande/LOS QUE ESTÁN MÁS ATRÁS

26 may 2014, Revista Debate http://www.revistadebate.com.ar (Argentina)

Por Rosalía Arroyo

La población afrodescendiente de América Latina traza proyectos para superar años de invisibilidad, que potenciaron la exclusión, la desigualdad y el racismo.

No es una novedad: los países más desiguales del mundo se encuentran en América Latina y el Caribe. Pero, según un estudio reciente del Programa de Desarrollo de las Naciones Unidas (PNUD), los ciudadanos más rezagados de la región son los de ascendencia africana e indígena, muchos de ellos mujeres y jóvenes.

La comunidad afrodescendiente, que representa entre el 20 y 30% de la población de América Latina, experimenta niveles desproporcionados de pobreza y exclusión social y continúa enfrentando una severa discriminación en todos los órdenes. “A pesar de la existencia de marcos jurídicos nacionales y el establecimiento de diversas instituciones para garantizar sus derechos, la aplicación de leyes y

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Brasil/Dilma vai receber índios, MST, evangélicos e movimento negro nos próximos dias



3 julho 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff continuará a receber movimentos sociais e organizações da sociedade civil para discutir as demandas apresentadas durante as manifestações que ocorreram no país. No entanto, segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, nos encontros, a presidenta não deverá discutir pautas tradicionais dos movimentos, mas tratar da atual situação do país.

Na sexta-feira (5), Dilma vai se reunir com organizações ligadas ao campo, representadas por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de quilombolas e pequenos agricultores.

Na próxima semana, será a vez dos povos indígenas, que

sábado, 15 de março de 2008

Brasil/Lula diz que é preciso parar de vincular os negros à criminalidade

Carolina Pimentel/Agência Brasil

Brasília, 14 março 2008 - Ao participar da formatura da primeira turma de administração da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (Unipalmares), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é preciso parar de vincular os negros à criminalidade.
“Quando mostra negro na televisão, normalmente, é sendo preso pela polícia. Agora, espero que mostrem a cara desses jovens formandos, que contem a história dos pais para formarem essas crianças que a gente vai poder passar a idéia para a sociedade de que o mundo não é apenas da criminalidade que aparece na televisão. Existem outras coisas que o negro faz, que o pobre faz e que, muitas vezes, não tem espaço necessário”, afirmou ontem (13) na cerimônia, realizada no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.
Para Lula, os alunos da Unipalmares mostram que os negros estão nos bancos das universidades e exercendo profissões, como medicina, o que não se via em décadas passadas. “Eu lembro o esforço que fiz para encontrar um negro para levar para Suprema Corte deste país”, contou referindo-se ao ministro Joaquim Barbosa. A Unipalmares é a única universidade do país em que 87% dos alunos são negros auto-declarados.
“Não queremos cota. Não queremos dividir universidade de negro e universidade de branco. O que precisamos é construir um país em que todos, sem distinção de cor ou de origem social, tenham a mesma oportunidade de sentar nos bancos das universidades. Quando isso acontecer, não haverá disputa de cota”, completou Lula, que foi o patrono da turma.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/14/materia.2008-03-14.6744170340/view

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Brasil/Universidades em São Paulo aplicam cotas


Agência Chasque / 30 Julho 2007

Seis das sete universidades públicas de São Paulo possuem algum tipo de ação afirmativa na instituição.

Elas já aplicam programas de cotas sociais e raciais e para indígenas desde 2004.

A primeira universidade a aderir foi a Universidade de Campinas, uma unidade estadual.

Desde então, essas políticas também abrangem as trinta e uma unidades das Faculdades de Tecnologia do Centro Paula Souza de Ensino, a Fatecs, três universidades federais e duas estaduais.

O desempenho dos cotistas é considerado exemplo para o setor de educação do restante do país.

Atualmente, dezessete universidades federais já adotaram programas de inclusão com cotas raciais em todo o Brasil.


http://www.agenciachasque.com.br/boletinsdiarios2.php?iddata=696a49eed0f1eec44eb6a0631cf0cf79


terça-feira, 3 de julho de 2007

Brasil/Cotas darão diversidade para UFRGS, diz reitor

Reportagem: Luiz Renato Almeida duração: 2'53" tamanho: 507 Kb

Agência Chasque / 02/07/2007

Porto Alegre - Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Carlos Hennemann, avalia que a instituição está preparada para o novo sistema de cotas e acredita que as contestações judiciais não vão reverter a decisão.

Porto Alegre - A reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) avalia que a instituição está preparada para o novo sistema de cotas e acredita que as contestações judiciais não vão reverter a decisão.

Na última sexta-feira, o Conselho Universitário (Consun) aprovou a adoção do Programa de Ações Afirmativas já no próximo vestibular. Pelo projeto, 30% das vagas de cada curso de graduação serão destinadas a estudantes de escolas públicas. Destas vagas, a metade será destinada àqueles que se declararem negros. Outras dez vagas serão reservadas para indígenas, que não precisam realizar vestibular.

Para o reitor da UFRGS, José Carlos Hennemann, o debate acalorado sobre o sistema de cotas não vai se refletir no dia-a-dia da universidade. “É um tema polêmico e vai continuar sendo polêmico por um bom tempo, mas por outro lado não é algo que vá incidir de forma tão decisiva na vida da universidade. Portanto, a universidade está tranqüila em lidar com esta situação”, afirma.

Hennemann também contesta as opiniões de que a reserva de vagas vá prejudicar a qualidade do ensino na universidade. “Não será algo que vá impactar a universidade do ponto de vista da qualidade, até porque o numero de estudantes que deverão entrar por escolas públicas, já temos um número significativo dentro da universidade. Lógico que não atinge o número compatível com o número de estudantes de ensino médio público no nosso Estado. É uma questão de dar uma oportunidade a mais para estes estudantes”, diz.

O reitor da UFRGS lembra que os cotistas também passarão por vestibular, o que contesta o argumento sobre o mérito. “Os estudantes que entram por este processo passaram no vestibular, no sentido que de foram habilitados. Temos notas mínimas no vestibular e eles passaram por isso. Ou seja, não é um estudante que não foi aprovado. Nós temos um numero mínimo de questões a serem acertadas no vestibular, consequentemente estes estudantes não são desprovidos de mérito para entrar na universidade”, explica.

José Carlos Hennemann afirma que a UFRGS está tomando medidas para melhorar a assistência estudantil, como a ampliação de restaurantes universitários e a criação de programas de reforço escolar. Ele acredita que, com a adoção das cotas raciais e sociais, a UFRGS terá representada, nos seus cursos, a diversidade que existe na sociedade brasileira.

“O que nós teremos, certamente, é aquilo que chamamos de diversidade na universidade. Ou seja, a universidade tendo também uma representação, no seu corpo discente, de setores da sociedade que até então não se faziam presentes”, diz.

A UFRGS é a 17ª instituição federal de ensino superior no Brasil a adotar ações afirmativas. A Universidade Federal de Santa Maria também estuda a possibilidade de implantar cotas ainda em 2007.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Brasil / Negros e pobres terão 30% das vagas na Ufrgs

Agência Chasque / 2 Junho 2007

O próximo vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul já contará com o sistema de cotas para negros, indígenas e estudantes de escolas públicas. O projeto foi aprovado na última sexta.

A partir do ano que vem, trinta por cento das vagas de cada curso de graduação serão destinadas a estudantes que fizeram pelo menos a metade do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio em escola pública.

Destas vagas, a metade será destinada àqueles que se declararem negros. Outras dez vagas serão reservadas para indígenas, que não precisam realizar vestibular.

http://www.agenciachasque.com.br