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domingo, 18 de setembro de 2016

Brasil/Denúncia contra Lula: "Não temos como provar. Mas temos convicção"

14 setembro 2016, Pragmatismo Politico http://www.pragmatismopolitico.com.br (Brasil)

 

Procuradores da Lava Jato cometeram série de gafes ao tentar explicar denúncia contra Lula nesta quarta-feira. Além de uma amadora apresentação em Power Point, houve a confissão literal de que não há provas contra o ex-presidente. A hashtag #MasTenhoConviccao ficou entre as mais comentadas nas redes sociais.

 

Os Procuradores da Operação Lava Jato denunciaram nesta quarta-feira (14) o ex-presidente Lula, sua esposa, Marisa Letícia, e outras seis pessoas. O centro da denúncia seria a lavagem de dinheiro no caso da reforma do tríplex no Guarujá (SP).

A confusão que se deu em torno de um ‘Power Point’ apresentado pelos procuradores para explicar a denúncia gerou uma série de memes na internet.

“Lula é comandante máximo de esquema criminoso”, disse o procurador Delton Dallagnol, chefe da Lava Jato. A frase já estava estampada nos portais da imprensa comercial enquanto corria a coletiva, indicando que os veículos dispunham previamente do material exibido.

Brasil/XADREZ DOS DESDOBRAMENTOS DO POWER POINT

16 setembro 2016, Jornal GGN http://jornalggn.com.br (Brasil)


Peça 1 - a luta política global
Anos atrás, o ex-presidente espanhol Felipe Gonzáles alertou Lula, conforme testemunhou o governador do Piauí Wellington Dias:

-- Lula, prepare-se que eles vão querer te processar, cassar ou prender. Se não conseguirem, vão tentar te matar.

O alerta, com pitadas trágicas, não é para ser ignorado. O próprio Gonzáles fora alvo de uma caçada implacável, parceria da mídia com o Ministério Público espanhol. Não apenas ele. Trata-se de uma luta política global que tem vitimado, uma a uma, as principais lideranças da socialdemocracia mundial. No caso brasileiro,

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil/NOVE TESES SOBRE A CONTRA-REVOLUÇÃO NEOLIBERAL



17 maio 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Juarez Guimarães

1) O que está em curso no Brasil não é apenas um golpe em um governo legitimamente eleito mas uma contra-revolução neoliberal, típica de uma terceira fase regressiva do neoliberalismo no plano internacional. Se os anos oitenta marcaram a dominância de uma nova corrente regressiva do liberalismo, crítica e corrosiva ao liberalismo social que havia predominado no pós-guerra, se os anos noventa expressaram já após a dissolução da URSS uma desorganização avançada da tradição e do programa social-democrata através das chamadas terceiras-vias, os anos iniciais deste século evidenciam exatamente o surgimento de uma radicalização regressiva do programa neoliberal que se organiza em frente com forças e lideranças proto-fascistas. É por um radical ataque aos princípios republicanos e democráticos fundamentais que o neoliberalismo, em sua terceira fase, pretende resolver a sua incapacidade de formar maiorias nas democracias e legitimar uma nova onda de ataques aos direitos humanos e sociais.

2) Esta caracterização de uma contra-revolução neoliberal internacional, em sua terceira fase regressiva, é fundamental para entender o seu programa, a sua dinâmica, a sua

terça-feira, 12 de abril de 2016

Brasil/O QUE PODE SER O GOVERNO DILMA APÓS A DERROTA DO GOLPE?



11 abril 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

 

A provável derrota do golpe criaria a cena para um novo plano geral de governo para a retomada forte de uma política econômica anti-cíclica.

Juarez Guimarães

Na semana dos dias 4 a dia 10 de abril, o “super-editor” da mídia golpista – como uma vez o chamou Bernardo Kucinski – procurou criar a peça de ficção que, se não tinham os 2/3 de votos na Câmara Federal, os favoráveis ao impeachment caminhavam rapidamente para atingir esta meta. O Estado de São Paulo e O Globo, os sites G1 e Uol e, para arrematar, a capa da Veja apostaram na hipótese reputacional do poder: se todos dizem, ao mesmo tempo, que Dilma está definitivamente sem poder, ela ficaria sem poder.

Não é, no entanto, o que parece hoje mais provável de acontecer. Os golpistas estão em estado de derrocada no processo de formação da opinião pública e, como afirmaram Berzoini e Jandira Feneghali, o governo está seguro que tem uma margem importante de votos