Mostrando postagens com marcador índios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador índios. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Brasil/Polícia fecha entradas da Câmara para impedir acesso de indígenas



23 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

As  polícias militar e legislativa cercaram o prédio e fecharam entradas da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (23), para impedir a entrada de índios, quilombolas e pescadores artesanais que protestam contra o desmonte da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A situação foi criticada pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa (CLP), deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).

O presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara, deputado Chico Lopes manifestou preocupação com o processo de criminalização dos movimentos sociais.  

“Isso começou com o Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, que capitaneou o processo do golpe parlamentar que destitui a presidenta eleita Dilma Rousseff) que fazia um processo seletivo – os empresários iam direto para seu gabinete, mas os trabalhadores organizados em sindicatos não podiam entrar na Câmara”, lembra o parlamentar, destacando que de lá para cá a situação

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Brasil/Povos indígenas também se manifestam contra Temer



15 de Agosto de 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)


Uma foto publicada pelo Mídia Ninja mostra índios se manifestando contra o presidente interino durante uma cerimônia Kuarup no Xingu; a gestão de Michel Temer, que mira pautas anti-indígenas no Congresso, tornou ainda mais tensa a relação dos índios com Brasília; temor maior é de que as recentes homologações de terras indígenas sejam revistas.

247 – As manifestações de Fora Temer contra o presidente interino já se espalharam até pelas aldeias, com frases escritas nas costas dos índios. É o que mostra

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil/NOVE TESES SOBRE A CONTRA-REVOLUÇÃO NEOLIBERAL



17 maio 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Juarez Guimarães

1) O que está em curso no Brasil não é apenas um golpe em um governo legitimamente eleito mas uma contra-revolução neoliberal, típica de uma terceira fase regressiva do neoliberalismo no plano internacional. Se os anos oitenta marcaram a dominância de uma nova corrente regressiva do liberalismo, crítica e corrosiva ao liberalismo social que havia predominado no pós-guerra, se os anos noventa expressaram já após a dissolução da URSS uma desorganização avançada da tradição e do programa social-democrata através das chamadas terceiras-vias, os anos iniciais deste século evidenciam exatamente o surgimento de uma radicalização regressiva do programa neoliberal que se organiza em frente com forças e lideranças proto-fascistas. É por um radical ataque aos princípios republicanos e democráticos fundamentais que o neoliberalismo, em sua terceira fase, pretende resolver a sua incapacidade de formar maiorias nas democracias e legitimar uma nova onda de ataques aos direitos humanos e sociais.

2) Esta caracterização de uma contra-revolução neoliberal internacional, em sua terceira fase regressiva, é fundamental para entender o seu programa, a sua dinâmica, a sua

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Brasil/LUTAREI EM TODAS AS TRINCHEIRAS PARA DERROTAR ESSE GOLPE, diz Dilma em entrevista a blogueiros



20 abril 2016, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)

Dilma: “Eles não me afastarão, eu continuarei sendo 
a presidenta da República”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta-feira (20), que irá lutar em todos os níveis contra o que chamou de “eleição indireta travestida de impeachment”. A declaração foi feita durante entrevista concedida a blogueiros no Palácio do Planalto. Segundo a presidenta, o governo, apesar de respeitar a legislação e a representatividade do Congresso, considera ilegítima e distorcida a forma como se deu o rito do pedido de interrupção do seu mandato.

“O que está em questão não é o meu mandato, está em questão o processo democrático. Ou seja, está em questão aquilo que a gente dava como garantido. Eu nunca achei que outra vez eu ia estar

terça-feira, 14 de maio de 2013

Brasil/ARPINSUL RESPONDE MINISTRA GLEISI HOFFMANN



8 maio 2013, Conselho Indigenista Missionário -- CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)


Uma queda de braço desigual e criminosa!

A Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul - ARPINSUL, vem a público manifestar sua indignação e repúdio pela decisão da Ministra Chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, em suspender as demarcações de terras indígenas no Estado do Paraná.

O pedido da Ministra Chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann, para suspender a demarcação de terras indígenas no Estado do Paraná, que sempre primou pelo diálogo com os Povos Indígenas, coloca um marco negativo nas relações respeitosas que o Paraná exemplarmente desenvolveu com os Povos Indígenas, o que retrata a arrogância do cargo que Gleisi ocupa na cúpula do governo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brasil/Emendas que não interessam aos pobres estão "desfigurando" a Constituição, diz dom Tomás Balduíno



24 abril 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Alex Rodrigues

Brasília – Militante histórico de causas sociais, o bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, disse hoje (24), que a Constituição Federal vem sendo “desfigurada” para atender a interesses que nada têm que ver com a parcela da população mais pobre.

“Nossa Constituição Federal já não pode mais ser chamada de Constituição Cidadã, pois é vítima das emendas que atendem a interesses que não são os da [parcela da] sociedade mais carente, aquela que mais necessita do apoio do Estado".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Bolívia/Indígenas pedem que sabotadores de reforma agrária boliviana sejam julgados

22 fevereiro 2009/Prensa Latina

Fonte: Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br

La Paz (Prensa Latina) A Confederação de Povos Indígenas do Oriente Boliviano (CIDOB) demanda enjuiciar a autoridades e cívicos empenhados em bloquear a reversão de terras improdutivas no departamento de Santa Cruz.
O diário Los Tiempos resume hoje declarações do líder dessa organização, Adolfo Chávez, quem fustigou ao opositor governador crucenho, Rubén Costa, por chamar à desobediência civil como método de enfrentar a reforma agrária.
Dessa maneira a autoridade demonstra claramente sua postura ao lado dos poderosos, em detrimento dos originários, lamentou.
Segundo o secretário geral da CIDOB, em algum momento cairá o peso da justiça sobre Costa e cívicos defensores do latifúndio.
Um grupo de pessoas não pode deter o processo, afirmou.
Por sua vez, o governo assegurou a continuidade de acionar acionar em Santa Cruz, onde proprietários de milhares de hectares mantêm a seres humanos em relações de servidão, além de descumprir a função econômica social de parcelas.
Seguiremos adiante e atuaremos com a força pública se latifundiários e autoridades locais vão à violência para frear-nos, advertiu o diretor do Instituto Nacional de Reforma Agrária, Juan Carlos Rojas.
No referendo resolutório e constituinte do passado 25 de janeiro 80 por cento dos bolivianos fixou em cinco mil hectares a quantidade máxima de terras em poder de um cidadão, resultado considerado pelo poder Executivo uma derrota do latifúndio.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=0e7e05fa1026b0c5459267608ae320b8&cod=3367

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Júri popular condena o Estado brasileiro por violência e omissão contra a pobreza

Marli Moreira, repórter http://www.agenciabrasil.gov.br

6 dezembro 2008/Agência Brasil

São Paulo - Intelectuais, artistas, políticos e representantes de movimentos sociais - integrantes do Tribunal Popular - condenaram hoje (6) o Estado brasileiro a pena máxima por considerá-lo responsável pela violência que atinge a população pobre, principalmente, os negros e índios e omisso na promoção de ações contra a desigualdade social.

Aberto na última quinta-feira (4), o fórum teve três sessões com julgamento final encerrado por volta das 15h. O resultado foi uma forma simbólica de mostrar a sociedade a gravidade da situação, segundo explicou uma das coordenadoras do projeto, Angela Mendes de Almeida, historiadora do Observatório das Violências Policiais, vinculado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Segundo Angela, a condenação é contra os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e os agentes do Estado nas três esferas: municipal, estadual e federal. “As execuções sumárias que acontecem nas ruas é um fenômeno observado em vários estados. Por isso trouxemos aqui pessoas do Rio de Janeiro, da Bahia e de São Paulo”, justificou.
De acordo com a historiadora, “ a idéia do Tribunal é dar visibilidade a esses crimes que, com pequena diferença, são cometidos usualmente contra as populações pobres, sobretudo negras e indígenas, em vários estados do Brasil”.

Ela destacou entre os presentes Wagner Santos, músico sobrevivente da chacina da Candelária e que “hoje vive na Suíça porque se vivesse hoje no Rio, provavelmente, seria vítima de vingança dos policiais”.
Almeida relatou ainda que o Tribunal foi criado por influência de ações sociais do gênero em Nova Orleans, nos Estados Unidos, quando, em 2005, ocorreu o furacão Katrina, um dos mais devastadores dos últimos tempos. "Lá, os negros pobres foram completamente marginalizados no processo de reconstrução e apenas os ricos mereceram a atenção do Estado”, contou.
Para ela, o “ Estado democrático de direito só serve para a classe média e para os ricos, os pobres são violentamente reprimidos dos seus direitos fundamentais, sobretudo do direito à vida. São violentados cotidianamente."
Um dos interlocutores do movimento norte-americano, em torno desse episódio em Nova Orleans, compareceu ao encontro. Kawame Kalimari, do grupo Malcon X Grass Roots Movement ,aproveitou a participação para defender a retirada das tropas brasileiras do Haiti.
Durante o ato, foi feita uma homenagem ao garoto de 8 anos, Matheus Rodrigues, morto com um tiro que, segundo testemunhas, teria sido disparado por policiais militares, na Baixa do Sapateiro, Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
O promotor do Tribunal, Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e diretor do Correio da Cidadania, concluiu que “o Estado precisa ser condenado por não ser um estado justo, ele criminaliza o pobre, é imparcial, ficando apenas de um lado da sociedade e precisa ser de todos. Esta é a razão da condenação: o comportamento do Estado por omissão, impondo sofrimentos desnecessários à gente pobre”, disse Sampaio.
Na análise do jurista, para que a sociedade venha a ter direitos iguais há que se percorrer um longo caminho que passa, fundamentalmente, por uma mudança no regime de governo, passando do capitalismo para o socialismo. Ele, no entanto, admite que não há menor chance de uma mudança nesse sentido, no curto prazo."Mas, se for desenvolvido um trabalho, ao longo de décadas, o povo brasileiro pode se convencer de que é melhor viver em uma sociedade de iguais.”
O único representante de nível estadual foi o promotor Roberto Tardelli, do Tribunal do Júri de São Paulo, que reconheceu existir crimes contra a humanidade, mas pediu pena atenuante contra o Estado.

Participaram do corpo de jurados:
- Cecília Coimbra, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de janeiro
- José Guajajara, militante do movimento indígena, membro do Centro Étnico Conhecimento Sócio-Ambiental Cauiré
- Ivan Seixas, diretor do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo
- José Arbex Jr., jornalista e escritor
- Marcelo Freixo, deputado estadual P-SOL/RJ
- Marcelo Yuka , músico e compositor
- Maria Rita Kehl, psicanalista e escritora
- Paulo Arantes, professor de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP)
- Wagner Santos, músico sobrevivente da chacina da Candelária
- Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e do Movimento de Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo
- Adriana Fernandes, presidente da Associação de Familiares e Amigos de Presos da Bahia (Asfap/BA)
- Dom Tomás Balduíno, bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/06/materia.2008-12-06.9460665243/view

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Brasil/Ministro defende criação de delegacias contra crimes raciais

6 novembro 2008/ Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Criar delegacias de combate a crimes raciais em todo Brasil é uma das principais metas da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Segundo o ministro Edson Santos, atualmente uma das dificuldades na atuação contra o racismo é a falta de punição, que acaba encorajando os agressores.

“As denúncias de agressão racista muitas vezes são qualificadas como calúnia, que é uma pena leve. Isso acaba por estimular as pessoas a continuar com esse tipo de agressão. À medida que [o racismo] seja tipificado como crime inafiançável, isso com certeza vai desencorajar as pessoas a ter reações que busquem desqualificar o seu próximo com agressões racistas.”

Segundo o ministro, a idéia é que essas delegacias não tratem apenas de crimes contra negros. “No Brasil nós temos judeus, palestinos, ciganos, indígenas, que também são vítimas de agressões étnico-raciais”, destacou Santos em entrevista hoje (6) ao programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ele afirmou que o objetivo é colocar essa discussão em pauta e, com isso, buscar a adesão das Secretarias de Segurança Pública dos estados, que têm competência efetiva para criar as delegacias contra crimes raciais.

“É um programa que pressupõe a adesão dos governadores e dos Secretários de Segurança. Nosso papel é estimulá-los para tomarem esse tipo de iniciativa”, afirmou Santos.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/06/materia.2008-11-06.1492617331/view

sábado, 4 de outubro de 2008

América Latina/D. ISNARD E PRESIDENTE LUGO, BISPOS E PROFETAS

Selvino Heck *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
www.adital.com.br

3 outubro 2008

Adital - A missa do 6º Encontro Nacional do Movimento Fé e Política, novembro de 2007, domingo de manhã, no pátio do Centro de Formação Moquetá em Nova Iguaçu, está começando e eis que aparece D. Clemente Isnard. Com seus 90 anos (hoje 91), sobe devagar os degraus para chegar no altar onde vários bispos e padres participavam da celebração. Ao final, numa curta fala, reporta-se ao Concílio Vaticano II, no qual foi um dos principais teólogos, e ressalta o papel dos leigos na Igreja católica. Os leigos, diz D. Clemente, têm liberdade de se expressar, expressarem sua fé, suas convicções, práticas e militância política, como leigos que expressam sua fé. Depois, D. Clemente subiu ao palco do SESC, onde se realizava o Encontro, e ficou presente todo tempo no painel do qual participava Leonardo Boff.

Antes do Encontro, uma grande polêmica instalou-se no Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), envolvendo a diocese de Nova Iguaçu, patrocinadora do Encontro, sobre se os leigos podiam organizar um Encontro de Fé e Política e sobre a presença e participação de alguns dos painelistas convidados. Vários bispos proibiram seus padres e fiéis leigos de participarem do Encontro. A presença de D. Clemente, com sua autoridade e história na Igreja, serviu de chancela, legitimação e bênção a todos os presentes.

Em meados de 2008, D. Clemente publicou uma carta relatando as peripécias que cercaram a publicação do seu livro "Reflexões de um Bispo sobre as Instituições eclesiásticas", com prefácio de José Comblin. A Editora Paulus editaria o livro, mas o Núncio Apostólico proibiu-a de fazer a publicação. Mas escreve D. Isnard: "Como sou teimoso, consegui uma editora que se interessou pelo assunto do livro e se ofereceu para publicá-lo".

Fernando Lugo assumiu a presidência do Paraguai em agosto. Lugo é ou foi Monsenhor, bispo. Na posse não usou gravata e foi de sandálias, como sempre fez e andou em toda sua vida. Reafirmou seu compromisso com os pobres e trabalhadores, disse que vai fazer a Reforma Agrária e quer renegociar os termos do acordo com o Brasil sobre a energia produzida em Itaipu, feito pelos militares.

Dois fatos, dois momentos. Um bispo publicando um livro para discutir "a nomeação dos bispos, bispos auxiliares e eméritos, o celibato sacerdotal e a exclusão das mulheres do Sacramento da Ordem". Outro (ex)bispo assumindo a presidência de um dos países mais pobres da América do Sul, depois de sessenta anos de domínio de um mesmo e único partido, o Colorado, e dizendo: "O povo deve ser protagonista"; "desejamos um modelo econômico diferente, baseado também na economia camponesa, ou seja, fortalecer as pequenas e médias indústrias, algumas familiares, como já existem; "as mudanças na América Latina estão acontecendo, como no governo de Tabaré Vasquez, com Lula no Brasil, Evo na Bolívia".

D. Clemente Isnard, em entrevista, afirmou: "Eu acho que a discussão sobre esses temas (os do livro, citados acima) somente fará bem. A Igreja é santa e pecadora. E a história mostra que as mudanças demoram séculos para acontecer. Talvez tenhamos que esperar um milênio, mas temos que ser insistentes. Com o livro, quero apenas conscientizar as pessoas". E sobre eventuais polêmicas com o Vaticano, respondeu: "Tudo farei sob a luz do Evangelho, que pediu para não nos comportarmos como fariseus".

O Paraguai esperou 60 anos, depois de muita perseguição política, autoritarismo e ditaduras, escravidão e exclusão da maioria indígena, para ter um governo democrático e de esquerda, à frente um bispo da Teologia da Libertação. A Igreja católica, meio século depois do Concílio Vaticano II, proíbe a publicação de um livro por editora católica de um dos bispos mais reconhecidos internacionalmente no campo litúrgico. Estamos, finalmente no século XXI no Paraguai, respirando ares democráticos e de futuro. E estamos, mais uma vez, respirando os ares conservadores da Igreja católica que, em sua história milenar, tem dificuldade de aceitar o diferente e o novo, de voltar-se sobre si mesma, sua burocracia e seus arcaísmos pouco evangélicos.

Mas quando D. Isnard resolve publicar seu livro por outra editora, quando D. Lugo resolve enfrentar a Igreja e ser candidato, viu-se que há vida. E onde há vida, o novo, o inesperado e a esperança vicejam e acontecem.

O Profeta, em qualquer época, já no Antigo Testamento, não esperou ser abençoado previamente ou receber louvores. Ele veio para proclamar a verdade e a verdade muitas vezes dói. Ele fala na radicalidade da mensagem e da palavra. Ele destrói preconceitos e estruturas viciadas. Ele aponta o amanhã, cria a esperança.

Mudar a sociedade e a cultura política paraguaia exige coragem, compromisso e visão de futuro. Mudar a estrutura da Igreja católica exige profetismo, coragem e testemunho. Mas é assim que a história avança e oferece o inusitado. Quebram-se barreiras, limites, trava-se o bom combate, permanece a fé.

A autoridade e a sabedoria de D. Clemente Isnard permitem a ousadia, e permite a todos os leigos e leigas discutir sua voz, seu espaço, presença e participação na Igreja. A determinação de Fernando Lugo abre a possibilidade do Paraguai, junto com os irmãos dos povos sul e latino-americanos, dar, finalmente, vez e voz aos índios, esses que resistiram e resistem falando guarani, e a todos/as humilhados/as e ofendidos/as da história.

Os profetas existem e acontecem. Viva os profetas!

* Assessor Especial do Presidente

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Brasil/Raposa Serra do Sol:CIMI NORTE I REPUDIA “MARCHA PARA RORAIMA”

Brasil/Raposa Serra do Sol:CIMI NORTE I REPUDIA “MARCHA PARA RORAIMA”

14 agosto 2008/Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br

MARCHA DOS PRODUTORES REPRESENTA AMEAÇA

PARA COMUNIDADES INDÍGENAS DE RR

O Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Regional Norte I (AM/RR), vêm a público repudiar a “Marcha para Roraima” promovida por latifundiários e dirigentes de empresas vinculadas aos agronegócios. Esses personagens são responsáveis diretos pela devastação de grandes áreas de floresta e outros casos de destruição do meio ambiente e violências contra indígenas e pequenos produtores de vários estados.

Conforme notícias divulgadas pela imprensa, eles pretendem, no estado de Roraima, sair da capital Boa Vista até o município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, num trajeto de 210 quilômetros, onde existem várias comunidades indígenas vulneráveis em caso de agressão quando da passagem da referida marcha. Consideramos de extrema importância que os órgãos de segurança pública, especialmente a Polícia Federal, estejam presentes nas comunidades para inibir provocações e possíveis ataques contra as comunidades. Tal preocupação resulta da constatação de que várias aldeias foram invadidas, tiveram casas e retiros de gado incendiados e plantações destruídas por funcionários das fazendas de arroz instaladas na terra indígena Raposa Serra do Sol.

O movimento dos latifundiários dos agronegócios é uma afronta ao estado democrático de direito, pois tem por objetivo apoiar os rizicultores ilegalmente instalados no interior da terra indígena Raposa Serra do Sol, responsáveis por inúmeros atos de violências contra os indígenas. Um dos fatos mais recentes aconteceu em março passado quando rizicultores, comandados pelo prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartieiro, destruíram pontes e atiraram bombas caseiras contra indígenas e agentes da Polícia Federal. No dia 5 de maio, funcionários da fazenda “Depósito”, de propriedade de Quartieiro, atacaram e feriram dez indígenas com bombas caseiras e armas de fogo em Surumu.

Esse mesmo movimento representa uma tentativa de influenciar os ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, que dentro de alguns dias julgarão ações do Governo do Estado de Roraima contra a homologação da terra Raposa Serra do Sol.

O Cimi Norte I, nesta oportunidade, reafirma seu apoio à luta e à vida dos povos Makuxi, Wapichana, Ingaricó, Taurepang e Patamona, habitantes seculares daquela terra, e repudia toda forma de agressão e desrespeito aos direitos indígenas.

Manaus (AM), 14 de agosto de 2008.

CIMI NORTE I (AM/RR)

Fonte: Cimi Norte I

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3366&eid=247

Ler tambem

Câmara realiza Audiência Pública sobre Raposa Serra do Sol
Os indígenas expuseram argumentos em defesa do território e da sobrevivência física e cultural

Simpósio discutirá demarcação da Raposa Serra do Sol
segunda-feira, dia 04, a partir das 9hs

Raposa Serra do Sol: a guerra colonial no século XXI
Por Paulo Maldos, assessor político do Cimi

Os militares e a questão indígena
Entrevista especial com Paulo Maldos, assessor político do Cimi

Carta sobre a viagem a Europa da delegação do CIR
Eles retornaram ontem de visitas a Espanha, Inglaterra, Bélgica, França, Itália e Portugal

Representantes do Ministério da Cultura visitam presidente do STF para pedir a demarcação contínua de RSS
Preocupados com a preservação cultural, eles foram acompanhados de lideranças indígenas

Indígenas de RSS encontram o Papa
Eles foram pedir apoio na defesa de suas terras em Roraima

Sombras da ditadura militar pairam sobre Raposa Serra do Sol
Por Paulo Maldos, assessor político do Cimi

terça-feira, 12 de agosto de 2008

CARTA ABERTA DO SEMINÁRIO INTER-RELIGIOSO DE DIVERSIDADE SEXUAL DO CONE SUL*

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

11 agosto 2008


Adital - (*) Os e as participantes do Seminário Inter-religioso de Diversidade Sexual do Cone Sul pelo direito à diversidade sexual e a liberdade religiosa, que aconteceu em Buenos Aires, escreveram uma Carta Aberta às sociedades, aos Estados, aos e às membros e autoridades das Igrejas cristãs, das Sinagogas e das religiões de matrizes africanas e indígenas.

Segue a íntegra da carta aberta.
Publicada pelo IHU. Tradução: Cepat.

Buenos Aires, 11, 12 e 13 de julho de 2008.

Os e as abaixo-assinados/as, pertencentes a diferentes religiões e formas de viver a espiritualidade e a sexualidade: lésbicas, gays, travestis, transexuais, bissexuais e heterossexuais, mas conscientes de que as etiquetas não conseguem resumir-nos nem definir-nos como indivíduos com personalidade única, singular e irrepetível, reunidos e reunidas no "Seminário Inter-religioso de Diversidade Sexual do Cone Sul", organizado por Católicas pelo Direito de Decidir:

Celebramos:

Nossos corpos e nossas vidas tentando somar esforços a nossas lutas pelos direitos de todas as pessoas e em especial pela não discriminação.

Conscientes de que muitas vezes as teologias, as igrejas e as religiões, em seus discursos e práticas, foram fonte de culpabilidade para o corpo e o espírito, nós queremos reconhecer e vivenciar a alegria e o prazer do corpo como dom de Deus.

Conscientes de que outras teologias e religiões são possíveis, como experimentamos através da convivência de reflexões bíblicas e teológicas, produzidas a partir das diferentes experiências organizadas que articulam a diversidade sexual e a religião; e também de nossas práticas políticas, que se unem a outras práticas libertadoras e promotoras de vida em nossa região.

Nos aliamos:

Às pessoas, grupos e movimentos que lutam contra a pobreza e a desigualdade - que se aprofunda em nossos países e no mundo inteiro - em razão de sistemas políticos e econômicos que valorizam o capital, a propriedade privada e o lucro sobre a dignidade humana, questões que também afetam nossa comunidade, que em muitos aspectos continua sendo excluída e marginalizada política e economicamente por sua construção de identidade de gênero e orientação sexual.

Às pessoas, grupos e movimentos que lutam contra a exploração e a destruição da natureza, que é uma conseqüência desse mesmo sistema político e econômico, afirmando o valor intrínseco da criação e de seu caráter sagrado.

Às pessoas, grupos e movimentos que lutam contra toda forma de fundamentalismo e unilateralismo, afirmando a pluralidade e a necessidade de repensar e reinventar os conhecimentos e os processos de sua construção.

Por isso nos pronunciamos:

- Pela liberdade teológica e religiosa, reconhecendo que a teologia e a religião não são "UNAS", e revalorizar as teologias que emergem dos diferentes lugares de exclusão.

- Por teologias e religiões libertadoras e pela libertação de toda teologia e de toda religião - que com violência simbólica e/ou emocional exclui ou provoca a exclusão das pessoas LGBTTTs, em particular e/ou outros grupos sociais, reconhecendo a contribuição e questionando os limites das teologias da libertação e das teologias feministas a nossas próprias construções teológicas a partir da diversidade sexual.

- Pelas transformações necessárias para que as pessoas LGBTTTs não tenham que viver sua fé no silêncio ou em solidão e haja lugar para a vivência comunitária.

- Pelo diálogo e a articulação com os movimentos sociais organizados para que possamos encontrar juntos e juntas, estratégias para fazer frente aos fundamentalismos religiosos, sem negar a espiritualidade e a religiosidade das pessoas, especialmente os pobres e os marginalizados de nossa sociedade.

- Pela abertura das diferentes confissões, em especial as que têm uma tradição histórica em nossa região e um poder sócio-político preponderante, para que proporcionem vivências de um Deus da Vida, que nos convida a viver e vivenciar o Amor.

Seguem as assinaturas dos participantes, de pessoas apoiadoras e de Organizações.

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br

Presidente de Venezuela clausuró congreso bolivariano de indígenas

Joseph Plenting, jefe de la tribu cheyene de Dakota del Sur, Estados Unidos, expresó su agradecimiento a Venezuela por la realización de este encuentro que enaltece la sabiduría y las cosmovisiones de los pueblos originarios.

12 agosto 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, clausuró este lunes el primer Congreso Bolivariano Jóvenes Guerreros Indígenas Contra la Miseria y el Imperialismo de la Indo América, que se efectúo durante tres días en la ciudad de Caracas con la participación de 18 países del continente americano.

El encuentro internacional tuvo como finalidad convocar a la lucha por un verdadero proceso de integración regional y fue organizado por el ministerio venezolano de los Pueblos Indígenas.

Joseph Plenting, jefe de la tribu cheyene de Dakota del Sur, Estados Unidos, expresó a Venezuela su agradecimiento por la realización de este congreso que "enaltece la sabiduría y las cosmovisiones de los pueblos originarios".

Uno de los miembros de la delegación indígena por Venezuela, Gabriel Figueroa, del pueblo Pemón, estado Bolívar, indicó que el objetivo fue convocar a toda la fuerza juvenil indígena del mundo para que se comprometan a ser verdaderos guerreros capaces de luchar por defender sus derechos.

"Trabajaremos en función de asistir a las comunidades críticas, aquellas que no cuentan con servicios públicos ni transporte, se realizará un estudio de las comunidades en situación de estancamiento que son las que presentan un desarrollo parcial", dijo.

El encuentro congregó a representantes de organizaciones y movimientos indígenas que luchan por conseguir su reivindicación en Paraguay, Uruguay, Colombia, Bolivia, Ecuador, Argentina, Chile, Honduras, Venezuela, Estados Unidos y Alaska.

Igualmente, en este congreso se expresó un rotundo e irrestricto apoyo a las comunidades indígenas de Bolivia y a su presidente, Evo Morales, primer jefe de Estado indígena, quien salió victorioso de la consulta popular de este domingo mediante la cual fue ratificado en su cargo.

En el inicio de la actividad participaron diferentes cuerpos de baile, entre ellos representantes de etnias indígenas bolivianas, quienes bailaron al ritmo del tinkú, danza folklórica de la nación andina.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/31268-NN/presidente-de-venezuela-clausuro-congreso-bolivariano-de-indigenas/

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

BRASIL - GRANDE ASSEMBLÉIA DOS KAIOWÁ GUARANI


Kaiowá Guarani *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

5 agosto 2008

Adital - Nós do povo Kaiowá Guarani que vivemos há milhares de anos nessa região, que inclui o Sul do Mato Grosso do Sul, realizamos na Terra Indígena Sassoró uma Grande Assembléia - Aty Guasu, onde fizemos o batismo dos Grupos de Trabalho de Identificação de nossas terras e de nossos aliados do Ministério Público e outros órgãos e entidades.

Essa é uma celebração histórica, onde a luta e o sonho de muitos anos começa a se tornar realidade. Celebramos também as inúmeras lideranças que derramaram seu sangue defendendo e lutando pela terra sem a qual ficamos como árvores sem raízes, pois o "índio é a terra e a terra é o índio".

Queremos lembrar todo o sofrimento que estamos passando, a fome, a violência, as prisões, os assassinatos, os suicídios, os atropelamentos, o desprezo e ódio com que muitas vezes somos tratados. E para começar acabando com isso, só tem uma saída: ter de volta nossos tekohá, nossas terras tradicionais, onde estão sepultados nossos pais, avós e antepassados.

Tomaram nossas terras, exploraram nosso trabalho, destruíram a mata e toda a riqueza que nela estava, envenenaram as águas e a terra e agora parece que querem nos ver longe, talvez embaixo dessa mesma terra. O governador do nosso estado falou até em nos despejar em outras terras de outros povos indígenas como os Kadiwéu. Perguntamos, será que fazem por não conhecer nada de nosso povo, de nossa história e o que a terra significa para nós ou essa gente não tem coração, não tem civilização, não tem família, não tem filhos, não tem humanidade? Tudo isso não faz o menor sentido.

Queremos dizer que estão espalhando um monte de mentiras para criar confusão e violência e desta forma impedir a demarcação de nossas terras. Apenas queremos justiça, queremos a terra suficiente para viver em paz, criar nossos filhos, fazer voltar a alegria e felicidade às nossas aldeias.

Não entendemos por que estão fazendo tanta tempestade, como se nós fossemos criminosos indesejados e que a devolução de pequena parte de nossas terras fosse acabar com a economia do Estado, extinguir cidades e desalojar 700 mil pessoas como os políticos de nosso estado vêm falando. Chegaram até a dizem que não somos brasileiros!

Deixem de espalhar mentiras! Jamais isso irá acontecer. Falam essas mentiras para jogar as pessoas que não sabem da verdade todas contra nosso povo. Falam isso como estratégia maldosa para conseguirem o apoio dos mais pobres que são a maioria da população em beneficio dos interesses dos fazendeiros que só pensam em dinheiro, incitando a população à violência e ao racismo contra nosso povo.

Com essas mentiras, fazem essas pessoas terem raiva e ódio dos Kaiowá e Guarani.

Sabemos que os não-índios tem seus direitos, e esses serão assegurados pelo Governo e sem se sobrepor aos nossos direitos. Então, essas mentiras maldosas servem apenas para negar completamente nossos direitos e nos deixar sem perspectivas de futuro, no eterno abandono e as mortes continuando.

A demarcação de nossas terras é boa para todos, pois irá acabar definitivamente com os conflitos e incertezas.

O povo Kaiowá e Guarani não quer mais conflitos, não quer mais violência e morte de nosso povo nem de ninguém, somente quer seus direitos conquistados e garantidos pela Lei e pela Constituição Federal. Aquilo que queremos é muito pouco se contarmos os mais de 500 anos de expulsão de nossas terras e da morte de nossos parentes.

Queríamos ver os senhores de gravata, de montes de dinheiro, que comem e bebem todos os dias à vontade, viver em nosso lugar. Não temos dúvida de que logo mudariam de idéia ou acabariam morrendo.

Mas nós já agüentamos quinhentos anos de invasão e violência. Celebramos nossa sabedoria e resistência. Nhanderu tem muita força e importância. Com eles vamos vencer. Vamos ter nossas terras de volta. Estão começando os primeiros passos.

Sabemos que não estamos sozinhos. Temos muitos amigos e aliados, pessoas que sabem a verdade de todo o sofrimento que estamos passando, aqui mesmo no Mato Grosso do Sul, mas também em todo o Brasil e mundo afora.

Saímos mais unidos, fortalecidos e dispostos nessa grande celebração.

Juntamente com nossos Nhanderu temos a certeza de que vamos vencer!

Terra Indígena Sassoró, município de Tacuru, Mato Grosso do Sul, 01 de agosto de 2008.

Para ler mais:

1) EM ATY GUASU - Índios "batizam" profissionais
que vão fazer demarcações


2) JEROKI GUASU: o envio para identificação da terra Kaiowá Guarani (Egon Heck)

3) Abaixo-assinado: Basta de genocídio: Pela Terra e vida do povo Kaiowá Guarani

* Povo que habita a Terra Indígena Sassoró, Mato Grosso do Sul

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2008

Presidente electo de Paraguay recibe a hija del Che

Granma http://www.granma.cubaweb.cu

Asunción, 28 julio 2008 — El presidente electo de Paraguay, Fernando Lugo, se reunió hoy con la hija del guerrillero argentino-cubano Ernesto Che Guevara, Aleida Guevara, quien visita a este país por invitación del futuro Gobierno, reportó PL.

Luego del encuentro en la sede de la Alianza Patriótica para el Cambio, agrupación política que respalda al ex obispo católico, Aleida Guevara calificó a Lugo, quien asumirá el mando del Ejecutivo el venidero 15 de agosto, como un hombre que palpa las necesidades sociales de su gente.

La pediatra de profesión, reconocida por su labor humanitaria en diferentes países, afirmó que durante la conversación analizaron las principales carencias de los habitantes del país, en especial de los pueblos autóctonos. El continente tiene una deuda con ellos (los pueblos indígenas) que debe ser saldada, subrayó.

La profesional cubana recordó la víspera, a su arribo a esta nación suramericana, que vive en un país socialista y en una sociedad más justa que la que han vivido los demás pueblos de la región.

Estaría encantada de que toda América Latina pudiera compartir los mismos privilegios que hemos tenido los cubanos durante estos años y que esos privilegios lleguen al Paraguay, dijo.

http://www.granma.cubaweb.cu/2008/07/29/interna/artic01.html

Brasil/Em encontro, índios de várias etnias pedem demarcação da Raposa Serra do Sol

Morillo Carvalho, enviado especial

26 julho 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Alto Paraíso de Goiás (GO) - O fim da primeira semana do 8º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que ocorre até o dia 2 de agosto, foi marcado pelo encerramento de uma de suas atrações, a 2ª Aldeia Multiétnica.

O evento terminou ontem (25) e reuniu cerca de 130 índios de todo o país, para celebrar sua cultura e enumerar as demandas dos povos indígenas. Uma das resoluções da Aldeia Multiétnica foi a elaboração de uma carta que pede a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

“No documento, escrito a muitas mãos pelos índios, é feita uma moção de repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal [STF], que interditou a desobstrução da Raposa”, explica o curador do evento, Sandoval Amparo. Entre os 17 povos que participaram da Aldeia, estiveram presentes os Wapixana e os Ingaricó, que vivem na Raposa Serra do Sol.


A segunda edição da Aldeia foi realizada num local que reproduz a vida nas tribos, distante cerca de 12 km do povoado de São Jorge (sede do encontro). O objetivo do evento é promover a integração dos povos indígenas e, mesmo não sendo uma audiência pública, os curadores trouxeram a proposta de discutir a questão dos territórios indígenas e, assim, escutar as demandas dos participantes.

“Procuramos colocar essa questão dos territórios para além da questão fundiária. Tratamos de outros territórios não palpáveis, que são os territórios da identidade, da comunicação e, para isso, estabelecemos três linhas de discussão: territórios clássicos, a questão dos índios urbanos e a questão dos índios e as culturas populares. Nesta última, procuramos mostrar as áreas em que as culturas populares receberam influência da indígena”, relata Sandoval.

A integração no promovida pelo 8º Enconteo de Culturas Tradicionais tem sido uma realidade já no próprio povoado de São Jorge – distrito afastado cerca de 40 km do município de Alto Paraíso de Goiás (GO). Tanto que é fácil confundir brancos e índios, já que muitos dos cerca de 5 mil turistas foram tatuados com tinturas indígenas.

“É importante conhecer os nossos parentes. É bom encontrar com eles. A língua não é igual, cada um tem uma língua diferente e, aí, sempre falamos em português com eles, porque não entendemos a língua. Escutamos palestras e falamos bastante sobre como é preciso cada vez mais preservar nossa cultura”, conta o prefeito da Aldeia, que é o líder máximo do encontro, Osmar Kukon Krahô.

Essa interação entre os participantes da Aldeia foi, para o principal idealizador curador do evento, Fernando Schiavini, o principal resultado desta segunda edição.

“A Aldeia veio desmistificar a idéia de que a convivência dos índios com os outros povos é difícil ou é impossível. Aqui, ficou provado que todos são pessoas, que têm suas culturas diferentes e que podem perfeitamente interagir. Todos, índios e não-índios conseguiram isso e, inclusive etnias que eram inimigas no passado, que não conseguiam se relacionar, aqui se relacionam”, observa Schiavini.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/26/materia.2008-07-26.8188389171/view

Leia mais sobre os assuntos

Índios ameaçam ocupar área incendiada se não houver demarcação

Artistas fazem manifestação pela demarcação de aldeia guarani

Investigação sobre morte de adolescente xavante é prorrogada por um mês

Conferência debate inserção de produtos indígenas no comércio das Américas

Advogado diz que decreto sobre unidades militares em terra indígena é inconstitucional

Exército vai priorizar bases em terras indígenas na fronteira com as Guianas

Obrigatoriedade é o diferencial de novo decreto sobre bases militares em terras indígenas

Lula regulamenta instalação de bases militares em terras indígenas na fronteira

Brasil/Lingüista defende preservação de línguas indígenas para manter cultura dos povos

Morillo Carvalho, enviado especial

27 julho 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Alto Paraíso de Goiás (GO) - A presença de 17 etnias indígenas na primeira semana do 8º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros levou o professor de linguística da Universidade de Brasília (UnB) Ayron Rodrigues ao local, para falar sobre a importância de se preservar suas línguas originais.

De acordo com o professor, que é especialista em línguas indígenas, cada povo tem uma língua. Hoje, eles são cerca de 200 no país, mas já foram bem mais.

“Calculamos que, há 500 anos, havia cerca de 1.250 línguas. Note que já houve uma perda de 85% das línguas e cada língua corresponde a um povo, portanto são tantos povos também que desapareceram, são cerca de mil povos, uma média de 20 povos por ano. Desaparecendo as línguas, estão desaparecendo as culturas também. Essa é a importância de preservar as línguas, os povos, porque é conhecimento humano que está desaparecendo”, explicou.

Segundo ele, este processo ainda está acontecendo. Ou seja, ainda hoje, povos indígenas desaparecem a cada dia, no mundo todo. O professor atribuiu as causas do fenômeno à globalização.

“Há 15 anos, a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] alertou às nações que o conhecimento cultural do mundo está diminuindo. A variedade de conhecimento. Com a globalização, está se intensificando o processo de eliminar as minorias, de uma maneira ou de outra. E isso leva embora as línguas e o conhecimento que é transmitido através delas. E isso é um fenômeno global”, apontou Ayron Rodrigues.

Entretanto, o professor é otimista em relação ao Brasil. Para ele, há pelo menos 10 anos, o Ministério da Cultura percebeu o problema, após o alerta da Unesco, quando encarregou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de criar um programa de salvaguarda do patrimônio imaterial do país.

“Nesse sentido, foi constituída uma comissão no Iphan, há menos de três anos, para estudar as maneiras de realizar isso com respeito às linguas. Agora, também conseguiu-se motivar o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], a incluir perguntas sobre as línguas que são faladas no país”, relatou.

Ele disse que, embora oneroso para o governo, o processo de inclusão das perguntas sobre as línguas faladas pelas famílias no Censo de 2010 (medição geral feita pelo IBGE de 10 em 10 anos) permitirá que os trabalhos de pesquisa linguística tenham mais precisão.

“É a primeira vez que vamos ter um levantamento oficial, porque o que se sabe até hoje, não é de fonte oficial, é reunindo informações de pesquisadores que trabalham, cada um cuidando de uma área. É assim que sabemos que temos cerca de 200 línguas ainda”, contou o professor.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/27/materia.2008-07-27.3666556033/view

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tribunal Permanente de los Pueblos condena a multinacionales por violación de derechos


Gianni Tognoni, secretario general de la Fundación Lelio Basso, explicó junto a Esquivel el caso colombiano, que ha llevado más de tres años de investigación. (Foto: efe)

El jurado responsabilizó a las empresas por violación del derecho laboral; violación generalizada de los derechos civiles, políticos, económicos, culturales, sociales y medioambientales de los ciudadanos, y vulneración de los derechos colectivos de los pueblos originarios.

24 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El Tribunal Permanente de los Pueblos (TPP), liderado por el argentino Adolfo Pérez Esquivel, condenó a 43 multinacionales radicadas en Colombia por la violación masiva a los derechos humanos de los indígenas.

Entre las empresas encausadas se encuentran Nestlé (Suiza); Coca Cola, Chiquita Brands, Drummond y Monsanto (Estados Unidos); Anglo Gold Ashanti (República de Suráfrica); British Petroleum (Reino Unido) y las españolas Repsol YPF, Unión Fenosa, Endesa, Canal de Isabel II, Aguas de Barcelona y Telefónica.

El jurado responsabilizó a las empresas por violación del derecho laboral; violación generalizada de los derechos civiles, políticos, económicos, culturales, sociales y medioambientales de los ciudadanos, y vulneración de los derechos colectivos de los pueblos originarios.

En una rueda de prensa, Esquivel, premio Nobel de la Paz de 1980, quien asumió este martes la presidencia de una audiencia del TPP, expresó: "Muchas empresas actúan con el consentimiento del gobierno y actúan con total y absoluta impunidad", añadió que se deben tomar medidas urgentes no sólo por el daño que se le hace a los pueblos sino también por el daño a la biodiversidad.

Por su parte, el jurado TPP conformado por 100 calificados de prestigio internacional considera que los estados "privilegian el capital financiero sobre la vida de los pueblos", por tanto señalaron que los estados involucrados también son responsables por permitir los abusos de las trasnacionales mediante emisiones y concesiones.

Otra cara transnacional

Según los datos aportados por el tribunal, existen en Colombia 4 millones de desplazados, muchos de ellos a causa de la impunidad generalizada que impera en el país y la actuación de las multinacionales.

También fue discutida la amenaza a la situación alimentaria por los nuevos cultivos de oleaginosas que producen "agrocombustibles", porque que sustituyen las plantaciones tradicionales y desplazan a la población.

El Tribunal Permanente de los Pueblos es un órgano de opinión influyente pero no vinculante, sucesor del "Tribunal Russell", creado por el matemático y filósofo americano, junto a intelectuales como Jean Paul Sastre, para juzgar los crímenes estadounidenses en la guerra de Vietnam.

El dictamen contiene, además, una condena moral contra el Fondo Monetario Internacional (FMI), el Banco Mundial (BM) y la Organización Mundial del Comercio (OMC) por promover políticas neoliberales y por alentar y permitir "la invisibilización jurídica de las empresas multinacionales que hace muy difícil exigirles responsabilidades desde el derecho internacional".

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/30484-NN/tribunal-permanente-de-los-pueblos-condena-a-multinacionales-por-violacion-de-derechos/

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Paraguay/Indígenas paraguayos exponen ante Congreso violaciones sufridas en dictadura


Persecusiones, asesinatos, expulsiones de sus territorios o niños vendidos como esclavos a blancos fueron algunos de los testimonios expuestos en la audiencia pública. (Foto: TeleSUR)

En la audiencia los indígenas relataron asesinatos y venta de niños como esclavos.
17 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net/
La Comisión de Verdad y Justicia de Paraguay realizó este miércoles una audiencia especial en el Congreso de ese país donde se escucharon desgarradores relatos sobre las violaciones de los derechos humanos y los crímenes de lesa humanidad contra poblaciones indígenas durante la dictadura de Alfredo Stroessner, entre 1954 y 1989.
Los casos de indígenas perseguidos, asesinados, expulsados de sus territorios o historias de niños de la étnia aché vendidos como esclavos a blancos, fueron algunos de los testimonios en la audiencia pública sobre los pueblos indígenas durante el gobierno militar stronista, que continúa este jueves.
Margarita Mbywangi, una de las víctimas de los abusos gubernamentales, explicó que era muy difícil poder contarle a sus hijos, cuando le preguntan qué fue de la suerte de sus abuelos, que habían sido masacrados.
"Es muy doloroso, ahora que mis hijos dicen donde están mis abuelos, y que yo nos les puedo contar cómo fueron masacrados, como fueron muertos, es triste para mi", dijo.
Esteban López, de la comunidad aché Yakye Axa, contó como su comunidad vivía tranquilamente en el Chaco (al oeste del país) hasta la llegada de un grupo de misioneros blancos, quienes les dijeron que debían vivir mejor y comer alimentos más nutritivos y ellos los siguieron.
Pero en vez de ofrecerle una vida mejor, los llevaron a trabajar como peones a sus establecimientos, donde eran explotados. Cuando se cansaron de la esclavitud decidieron retornar a sus tierras, pero el Gobierno ya las había tomado y estaban cercadas con alambrados.
"Nuestro anciano y gran líder fue enterrado dentro de una propiedad alambrada", comentó ante el auditorio y agregó que los indígenas fueron dispersados y algunos se quedaron sin tierras.
En la sesión, además se inauguró una muestra fotográfica y documental sobre las vivencias de los territorios nativos durante la dictadura, que dejó unas cuatro mil personas asesinadas.
Estos casos de desplazamientos forzosos fueron denunciados a la justicia paraguaya, no obstante ésta se declaró incompetente para devolverles sus territorios, por lo que el expediente pasó a la Corte Interamericana de Derechos Humanos, que condenó a Paraguay a reintegrar las tierras ancestrales a los nativos
A su turno, el sacerdote católico Bartomeu Meliá aseguró que cuando los blancos incursionaban para apoderarse de los terrenos aborígenes organizaban cacerías humanas y mataban sin piedad
"Era como una diversión aniquilar a una familia o arrebatarles sus hijos para venderlos como 'criaditos'", confirmó y recordó que en una ocasión un pequeño aché fue asesinado de un escopetazo por robar una sandía.
Todos estos hechos sucedieron durante la dictadura de Stroessner y Paraguay llegó a ser denunciado por genocidio.
Con estas intervenciones se prevé impulsar una mayor participación de los sectores indígenas para esclarecer los mecanismos y condenar a los responsables de estas violaciones a los derechos humanos.
El presidente de la Comisión de Verdad y Justicia, monseñor Mario Melanio Medina, garantizó que estos relatos formarán parte del informe que presentará la organización y que serán utilizados para reivindicar a los pueblos indígenas, con quienes aún está en deuda el gobierno de turno.
La Comisión de Verdad y Justicia paraguaya fue creada por ley y sus miembros fueron designados por decreto del Poder Ejecutivo en julio del 2004.
Está integrada por miembros de los poderes Ejecutivo y Legislativo, personalidades de la sociedad y del clero y miembros de organizaciones de víctimas de la dictadura.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Brasil/Ato contra a criminalização dos movimentos sociais na Câmara dos Deputados

9 julho 2008/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

A Comissão de Legislação Participativa recebeu representantes da CNBB, OAB, Via Campesina, Quilombolas, Indígenas e do Movimento Nacional de Direitos Humanos para grande audiência pública.

Nesta quarta-feira (09/07), às 14h, no plenário 4, a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados (CLP) promoveu audiência pública para debater a corrente criminalização dos movimentos sociais e de seus dirigentes. Na ocasião, o advogado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Passo Fundo (RS), Leandro Scalabrin debateu sobre o tema da criminalização dos Movimentos Sociais e Democracia.

Estiveram presentes representantes de diversas entidades religiosas e de classe, tais como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB). A Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, ligado à Presidência da República, também se fará presente.

A sugestão aprovada por unanimidade foi de iniciativa do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). Para a entidade, "Movimentos como um todo estão respondendo a processos judiciais e ainda são desqualificados publicamente. Pode-se dizer que houve uma agudização dos conflitos, se antes as manifestações públicas, ocupações de terra, e de moradia, a luta contra violência policial geravam repressão, hoje setores do Estado respondem com a utilização da judicialização indevida e buscam institucionalizar e dar legitimidade a esta criminalização. Todo esse conjunto de situações trouxe para dentro dos poderes públicos a versão de que Movimentos e suas lideranças cometem crimes, colocando assim claramente a sociedade contra os Movimentos Sociais".

"Além disso, a militância do MNDH diretamente vem sofrendo com a criminalização em especial por conta de nossa atuação nos presídios e casas de internação de adolescentes, nas favelas contra violência policial, contra tortura e execuções sumárias e contra o crime organizado. Por conta deste ativismo temos vários/as militantes ameaçados/as de morte e sendo processados e desqualificados publicamente como defensores de bandidos pela mídia, setores do poder público e judiciário", completa.

O Presidente da CLP, Deputado Adão Pretto (PT/RS), lembrou da situação de criminalização pela qual passam os movimentos sociais de seu Estado, alertando que essa situação crítica não atinge apenas os gaúchos, tendo reflexos em todo o país e na própria noção de democracia e participação popular.

Histórico

O caso de maior repercussão nacional aconteceu no Rio Grande do Sul. No último dia 24 de junho, durante uma diligência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal na Assembléia Legislativa (AL) em Porto Alegre, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Passo Fundo, Leandro Scalabrin divulgou documentos que comprovam a tentativa do Conselho Superior do Ministério Público de "dissolver" o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O documento, comprovado por uma ata da sessão ordinária do Conselho do MP/RS, ocorrida em 3 de dezembro de 2007, defende medidas para declarar a ilegalidade do MST, como proibir qualquer deslocamento de trabalhadores Sem Terras, incluindo marchas e caminhadas, intervir em escolas de assentamentos, criminalizar lideranças e integrantes, cassar os títulos eleitorais de todos os membros do movimento e "desativar" todos os acampamentos do Rio Grande do Sul.

Entretanto, não só o MST sofre com esse tipo de ação. No dia 12 de junho, o juiz da Justiça Federal de Marabá (PA), Carlos Henrique Haddad, condenou o advogado da Comissão Pastoral da Terra, José Batista Gonçalves a uma pena de dois anos e cinco meses de prisão por assessorar movimentos camponeses durante uma negociação com o Incra daquela região, logo após um protesto de agricultores sem terra organizados pela Contag, MST e Fetragri.

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3299&eid=257