José Manuel Barroso recorda-me o sr. C – ainda que não haja semelhança física um com o outro. O chefe da Comissão Europeia está a supervisionar um experimento sádico que castiga milhões de pessoas, as quais não foram responsáveis pela crise financeira. E agora ele pretende ter descoberto uma consciência social.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
A MALDIÇÃO DO EURO
José Manuel Barroso recorda-me o sr. C – ainda que não haja semelhança física um com o outro. O chefe da Comissão Europeia está a supervisionar um experimento sádico que castiga milhões de pessoas, as quais não foram responsáveis pela crise financeira. E agora ele pretende ter descoberto uma consciência social.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
16 DE OUTUBRO: DIA INTERNACIONAL EM DEFESA DA SOBERANIA ALIMENTAR
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Brasil
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
16 outubro 2008
O preço dos principais grãos, como o milho, o arroz e a soja, duplicaram da safra de 2006 até hoje. O preço do feijão, neste ano, chegou a subir 168%. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que comprar a cesta básica exige 52,8% do salário mínimo. E aponta que os mais pobres tiveram que cortar alimentos básicos em casa, registrando uma queda de 6% nas compras de alimentos.
Enquanto isso, as grandes transnacionais do agronegócio comemoram a cada mês seus lucros recordes. Existem cerca de 30 grandes empresas, com sede nos Estados Unidos e na Europa, que controlam quase toda a produção e comércio agrícola do mundo. Neste ano, o lucro da Monsanto mais que dobrou em relação ao ano passado. A Syngenta, Cargill, Bunge, Nestlé e outras também não têm do que reclamar: suas margens de lucro só crescem desde que a crise veio apertar o bolso dos cidadãos mundo afora.
E por que isso acontece? O modelo de exploração agrícola baseado no agronegócio faz com que grandes investidores especulem sobre o preço dos alimentos, transformando o nosso arroz com feijão em mercadoria, em forma de ganhar dinheiro. Esse modelo começou na década de 1960, com a mentira da chamada "revolução verde", que tinha a desculpa de aumentar a produção de alimentos, mas foi na verdade uma forma de potencializar uma indústria dos venenos, dos adubos, de máquinas para os grandes agricultores. De lá pra cá, a fome aumentou, poucas empresas passaram a dominar o mercado, e a pobreza no campo e na cidade se multiplicou.
Agora, para agravar a situação, o governo brasileiro vem priorizando a produção de agrocombustíveis, destinando terras agrícolas para a produção de etanol. E a alta do preço do petróleo reflete diretamente nos custos da produção, aumentando o preço dos fertilizantes e dos transportes. Não existe uma crise de produção, o que existe é uma especulação financeira sobre o preço dos alimentos. O mundo produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, o dobro da população do planeta.
O governo segue acreditando que o agronegócio é a política correta. Ledo engano: o agronegócio gera saldo comercial, mas às custas da degradação ambiental, e não resolve os problemas da população brasileira. O governo anuncia diariamente novos incentivos ao agronegócio, libera créditos, perdoa dívidas. Enquanto a agricultura familiar, responsável pela produção da maioria dos alimentos que abastece a mesa das famílias brasileiras - 70%, segundo dados do próprio governo - não recebe os devidos investimentos do Estado.
Essa crise expõe a fragilidade do modelo do agronegócio. Ele produz, mas não alimenta. Ele polui o meio ambiente, destrói a biodiversidade, contamina a água, altera o clima. A saída para a crise é a Soberania Alimentar, a capacidade de cada povo, país, região e município produzir seus alimentos.
Por isso neste dia 16 de outubro, Dia Internacional em Defesa da Soberania Alimentar, nós do MST, em conjunto com outras organizações do campo e da cidade, vamos às ruas defender um outro modelo para a agricultura brasileira. Lutamos para que cada povo possa definir suas próprias políticas agrícolas e alimentares, que possa defender a biodiversidade, produzir alimentos saudáveis, que respeitem a natureza e a cultura local.
E isso só se faz com uma Reforma Agrária que distribua a terra, garanta a produção, a educação, e a implementação da agroecologia como política para o campo. Assim teremos condições de produzir alimentos mais baratos, mais saudáveis, com condições dignas para toda a população brasileira.
Coordenação Nacional do MST
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=35537
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Tribunal Permanente de los Pueblos condena a multinacionales por violación de derechos

Gianni Tognoni, secretario general de la Fundación Lelio Basso, explicó junto a Esquivel el caso colombiano, que ha llevado más de tres años de investigación. (Foto: efe)
El jurado responsabilizó a las empresas por violación del derecho laboral; violación generalizada de los derechos civiles, políticos, económicos, culturales, sociales y medioambientales de los ciudadanos, y vulneración de los derechos colectivos de los pueblos originarios.
24 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net
El Tribunal Permanente de los Pueblos (TPP), liderado por el argentino Adolfo Pérez Esquivel, condenó a 43 multinacionales radicadas en Colombia por la violación masiva a los derechos humanos de los indígenas.
Entre las empresas encausadas se encuentran Nestlé (Suiza); Coca Cola, Chiquita Brands, Drummond y Monsanto (Estados Unidos); Anglo Gold Ashanti (República de Suráfrica); British Petroleum (Reino Unido) y las españolas Repsol YPF, Unión Fenosa, Endesa, Canal de Isabel II, Aguas de Barcelona y Telefónica.
El jurado responsabilizó a las empresas por violación del derecho laboral; violación generalizada de los derechos civiles, políticos, económicos, culturales, sociales y medioambientales de los ciudadanos, y vulneración de los derechos colectivos de los pueblos originarios.
En una rueda de prensa, Esquivel, premio Nobel de la Paz de 1980, quien asumió este martes la presidencia de una audiencia del TPP, expresó: "Muchas empresas actúan con el consentimiento del gobierno y actúan con total y absoluta impunidad", añadió que se deben tomar medidas urgentes no sólo por el daño que se le hace a los pueblos sino también por el daño a la biodiversidad.
Por su parte, el jurado TPP conformado por 100 calificados de prestigio internacional considera que los estados "privilegian el capital financiero sobre la vida de los pueblos", por tanto señalaron que los estados involucrados también son responsables por permitir los abusos de las trasnacionales mediante emisiones y concesiones.
Otra cara transnacional
Según los datos aportados por el tribunal, existen en Colombia 4 millones de desplazados, muchos de ellos a causa de la impunidad generalizada que impera en el país y la actuación de las multinacionales.
También fue discutida la amenaza a la situación alimentaria por los nuevos cultivos de oleaginosas que producen "agrocombustibles", porque que sustituyen las plantaciones tradicionales y desplazan a la población.
El Tribunal Permanente de los Pueblos es un órgano de opinión influyente pero no vinculante, sucesor del "Tribunal Russell", creado por el matemático y filósofo americano, junto a intelectuales como Jean Paul Sastre, para juzgar los crímenes estadounidenses en la guerra de Vietnam.
El dictamen contiene, además, una condena moral contra el Fondo Monetario Internacional (FMI), el Banco Mundial (BM) y la Organización Mundial del Comercio (OMC) por promover políticas neoliberales y por alentar y permitir "la invisibilización jurídica de las empresas multinacionales que hace muy difícil exigirles responsabilidades desde el derecho internacional".
http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/30484-NN/tribunal-permanente-de-los-pueblos-condena-a-multinacionales-por-violacion-de-derechos/
sábado, 7 de junho de 2008
FAO: MAIS LIVRE COMÉRCIO, MAIS FOME
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina http://www.adital.com.br
6 junho 2008
Ontem (5), terminou a Cúpula de Alto Nível sobre Segurança Alimentar da FAO (Organização para Alimentação e Agricultura da ONU) que foi celebrada neste dias em Roma. As conclusões do encontro não indicam uma mudança de tendência nas políticas que vêm sendo aplicadas nos últimos anos e que têm conduzido à situação de crise atual.
As declarações de boas intenções e as promessas de milhões de Euros para acabar com a fome no mundo realizadas por vários governantes não vão pôr fim às causas estruturais que têm gerado essa crise. Além disso, as propostas realizadas pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, de aumentar em 50% a produção de alimentos e rechaçar as limitações impostas à exportação por parte de alguns países afetados parecem reforçar mais as causas da crise do que conduzir a saídas reais que garantam a segurança alimentar da maioria das populações no Sul.
O monopólio de determinadas corporações multinacionais de cada um dos trechos da cadeia de produção de alimentos, desde as sementes passando pelos fertilizantes até a comercialização e distribuição do que comemos, é algo que não se tratou nessa cúpula. No entanto, e apesar da crise, as principais companhias de sementes, Monsanto, DuPont e Syngenta, reconheceram um aumento crescente de seus lucros e o mesmo ocorreu com as principais indústrias de fertilizantes químicos. As maiores empresas processadoras de alimentos como Nestlé ou Unilever também anunciam um aumento em seus lucros, embora abaixo das que controlam os primeiros trechos da cadeia. Do mesmo modo, as grandes distribuidoras de alimentos como Wal-Mart, Tesco ou Carrefour afirmam seguir aumentando seus lucros.
Os resultados da cúpula da FAO refletem o consenso alcançado entre a ONU, o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para manter políticas econômicas e comerciais de dependência Sul-Norte e de apoio às multinacionais da agroalimentação. As recomendações lançadas a favor de uma maior abertura dos mercados no Sul, de subsidiar as importações de alimentos a partir da ajuda ao desenvolvimento e a aposta por uma nova revolução verde apontam nesta direção.
Aqueles que trabalham e cultivam a terra, nas mãos de quem deveria estar nossa alimentação, os camponeses e as camponesas, foram excluídos do debate. Quando representante de organizações camponesas tentaram apresentar suas propostas, coincidindo com a abertura oficial da cúpula, foram retirados à força. Em reuniões anteriores de alto nível, havia sido permitida uma maior participação dos coletivos sociais e agora, diante da gravidade da situação, as portas se mantiveram fechadas, como denunciou a rede internacional Via Campesina.
Acabar com a situação de crise implica pôr um fim no modelo de agricultura e de alimentação atual que coloca os interesses econômicos de grandes multinacionais acima das necessidades alimentares de milhões de pessoas. É necessário abordar as causas estruturais: as políticas neoliberais que vem sendo aplicadas de forma sistemática nos últimos 30 anos, promovidas pelo BM, FMI, e pela Organização Mundial do Comércio (OMC) com os Estados unidos e a União Européia à frente. Políticas que significam liberalização econômica em escala global, abertura sem freio dos mercados, privatização de terras dedicadas ao abastecimento local e sua reconversão em monocultivos de exportação..., conduzindo-nos à grave situação de insegurança alimentar atual. Segundo o BM, calcula-se que a cifra de 850 milhões de pessoas que hoje padecem de fome aumentará nos próximos anos até 950.
A saída para a crise passa por regular e controlar o mercado e o comércio internacional; reconstruir as economias nacionais; devolver o controle da produção de alimentos às famílias camponesas e garantir seu acesso livre à terra, às sementes, à água; tirar a agricultura dos tratados de livre comércio e da OMC; e pôr um fim na especulação com a fome.
O mercado não pode resolver o problema. Diante das declarações do número dois da FAO, José Maria Sumpsi, afirmando que se trata de um problema de oferta e de demanda, devido ao aumento do consumo em países emergentes como Índia, China ou Brasil, há de se lembrar que nunca antes se havia dado uma maior produção de comida no mundo.
Hoje se produz três vezes mais que nos anos sessenta, enquanto a população mundial somente duplicou desde então. Não há uma crise de produção de alimentos e sim uma impossibilidade de acesso aos mesmos por parte de amplas populações que não podem pagar os preços atuais. A solução não pode ser mais livre comércio porque, como se tem demonstrado, mais livre comércio implica mais fome e menor acesso aos alimentos. Não se trata de colocar mais lenha na fogueira.
[Tradução: ADITAL. As matérias sobre Segurança Alimentar são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil].
* Diagonal
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33383
