Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Brasil/“CHEGA DE TUTELA, CHEGA DE AUTORITARISMO”: Indígenas denunciam militarização da Funai no MS à ONU e cobram Ministério da Justiça
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Brasil/Teia realiza encontro para articular luta por terra e território no Maranhão
A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizou no último final de semana seu primeiro encontro, na aldeia Geralda Toco Preto, do povo Krepym Katejê, município de Itaipava do Grajaú. A mensagem foi direta: "Esses projetos que conhecemos com os nomes de Programa Grande Carajás e Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA integram o modelo de desenvolvimento capitalista”.
O encontro foi permeado pela construção de estratégias comuns entre os povos e comunidades tradicionais para o enfrentamento àquilo chamado de dor da Mãe Terra. "Por isso, estamos retomando nossos territórios, revitalizando a nossa cultura, nossos rituais, nossas próprias organizações com a transmissão da sabedoria dos anciãos e anciãs às novas gerações”, diz trecho na
sábado, 26 de setembro de 2015
‘LOS ESTADOS NO NOS QUIEREN’, AFIRMAN INDÍGENAS GUARANÍES DE CUATRO PAÍSES
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Brasil/CRÔNICA DA MORTE PERPÉTUA NO CAMPO
28
agosto 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)
A luta dos sem terras no Brasil é uma trágica crônica da morte. Mudaram os tempos, mas o cotidiano dessas populações não se alterou.
Até julho de 2015, a Comissão Pastoral da Terra – no Centro de Documentação dom Tomás Balduíno – registrou 23 mortes de agricultores em terra e assentados, na maior parte dos casos, ocorridas em três estados – Rondônia, Pará e Maranhão.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Brasil/Os povos Guarani e Kaiowá agradecem a ANPUH pelo apoio. Lutamos pela JUSTIÇA
1) A carta aberta dos representantes dos povos Guarani e Kaiowá, reunidos no mês de julho de 2015, por ocasião da realização da Aty Guasu ou Grande Assembleia, no tekoha Arroyo Korá,
sábado, 30 de maio de 2015
Povos indígenas/SUICÍDIOS DE JOVENS INDÍGENAS MOTIVA DENÚNCIA INTERNACIONAL
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Brasil e Paraguai: 150 ANOS DEPOIS DA GUERRA, FERIDA AINDA ABERTA
sábado, 10 de maio de 2014
Brasil/O DIA DO ÍNDIO SERÁ QUANDO RECUPEREMOS NOSSAS TERRAS
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Brasil/Escritores indígenas se reúnem no Rio e mostram a diversidade cultural de seus povos
Repórter da Agência Brasil
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Brasil/ESSA TERRA TEM DONO, PALÁCIO DO PLANALTO! NOTA DE REPÚDIO CONTRA A SUSPENSÃO DE DEMARCAÇÕES NA REGIÃO SUL
terça-feira, 23 de abril de 2013
Brasil/ESCRITOR DEFENDE LITERATURA INDÍGENA PARA EMBASAR ESTUDO DE CULTURAS TRADICIONAIS
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Brasil/A “REPÚBLICA DOS GORILAS”: DITADURA ENSINOU INDÍGENAS A TORTURAR
A formatura da primeira turma da guarda foi composta por 84 índios recrutados em aldeias xerente, maxacali, carajá, krahô e gaviões que aparecem em cenas gravadas há 42 anos e reveladas pelo pesquisador Marcelo Zelic, 49, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/SP e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.
As imagens foram encontradas no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, em um DVD com o título "Arara", fruto da digitalização de 20 rolos de filme 16 mm, sem áudio.
A etiqueta levava a crer que se tratava de material sobre a etnia arara --índios conhecidos nas cercanias de Altamira (PA) desde 1850. Mas, em vez do "povo das araras vermelhas", como se denominam até hoje seus 361 remanescentes (dados de 2012), era outra "arara" que nomeava a caixa.
Tratava-se de pau de arara, a autêntica contribuição brasileira ao arsenal mundial de técnicas de tortura, usado desde os tempos da colônia para punir "negros fujões", como se dizia. Por lembrar as longas varas usadas para levar aves aos mercados, atadas pelos pés, o suplício ganhou esse nome.
O filme é parte do acervo sobre 60 povos indígenas, coletado durante quatro décadas pelo documentarista Jesco von Puttkamer (1919-94) e doado em 1977 ao IGPA (Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia), da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.
Museu do Índio x Copa do Mundo
A grande ironia desta descoberta é que o Museu do Índio, responsável pela digitalização das imagens inéditas que você viu acima, agora poderá ter a sua primeira sede demolida.
Criado em 1953 por Darcy Ribeiro, o museu — única instituição oficial no país exclusivamente dedicada às culturas indígenas — funcionou até 1978 no bairro do Maracanã, mudando-se do casarão, na Rua Mata Machado, para o espaço atual, na Rua das Palmeiras, em Botafogo.
As únicas obras que permanecem no casarão original são nada mais nada menos do que os propríos índios, ao vivo e a cores. Verdadeiros sem teto da cidade grande, eles ocuparam o prédio abandonado o transformaram na Aldeia Maracanã, em um centro irradiador da cultura indígena.
Como o espaço fica ao lado do estádio que sediará parte dos jogos da Copa do Mundo, o governador Sérgio Cabral (PMDB) já avisou que vai derrubar o prédio e expulsar os indígenas do local.
"O Museu do Índio, perto do Maracanã, será demolido. Vai virar uma área de mobilidade e de circulação de pessoas. É uma exigência da Fifa e do Comitê Organizador Local. Viva a democracia, mas o prédio não tem qualquer valor histórico, não é tombado por ninguém. Vamos derrubar", argumentou Sérgio Cabral em outubro.
Porém, a Fifa desmentiu as declarações de Cabral em um documento, enviado pela Fifa à Defensoria Pública da União (DPU) e assinado por Fulvio Danilas — diretor do Escritório da Fifa no Brasil — que afirma: “a Fifa nunca solicitou a demolição do antigo Museu do Índio ao governo do RJ ou a qualquer outra autoridade”.
Em, apoio à Aldeia Maracanã, a Justiça Federal fará uma perícia no prédio do antigo Museu do Índio. De acordo com o defensor público da União, Andre Ordacgy — que ingressou com duas liminares na Justiça em ações civis públicas para evitar a derrubada do prédio — a vistoria foi marcada para o próximo dia 21 pela juíza titular da 12ª Vara Federal Cível, Edna Carvalho Kleemann. A magistrada estará acompanhada de um perito judicial com o objetivo de determinar se o imóvel é recuperável e se sua permanência no local de fato atrapalharia a dispersão de público do estádio durante os jogos da Copa.
A luta contra a demolição da Aldeia Maracanã se soma a outras reivindicações indígenas que ganharam adesão nas redes socias. Entre elas está a imediata revogação da portaria da Advocacia-Geral da União, que prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes (a ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas!?), e a demarcação de terras para os povos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul.
É, parece que as “aulas” de tortura para os indígenas evoluíram muito da ditadura militar para o século 21. Afinal, a prática é o melhor critério da verdade.
Por Carla Santos, da redação
Saiba mais:
Dia Nacional de Apoio exige demarcar terras para Guarani e Kaiowá
Indígenas apresentam reivindicações e denúncias na Câmara
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Bolivia/Movimientos sociales bolivianos presentan proyecto para defender lenguas indígenas
El documento de Ley de Derechos y Políticas Lingüísticas fue elaborado por mujeres y campesinos que luchan por la recuperación de las lenguas originarias de la región.
21 julio 2011/ AVN / La Radio del Sur http://laradiodelsur.com
Roberto Coraite, dirigente campesino, precisó que la iniciativa es importante porque algunos pueblos están en su última etapa de extinción y muchos han desaparecido por la política neoliberal y capitalista, por lo que es fundamental que la Asamblea Legislativa Plurinacional de Bolivia apoye el iniciativa.
De esa forma Coraite puntualizó que “estamos haciendo la presentación de la Ley de Derechos y Políticas Lingüísticas que es importante porque algunos pueblos originarios están en su última etapa de extinción y muchos de ellos han desaparecido por la política internacional capitalista”, describiendo las acciones de trabajo.
El instrumento fue entregado el viernes pasado por los dirigentes de la Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) y la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Bartolina Sisa.
La máxima autoridad del poder legislativo boliviano, Álvaro García, aseveró que la iniciativa será una prioridad debido a que fue presentada por el pueblo y no por fuerzas extranjeras.
No es la primera vez que esto ocurre en el país suramericano, proyectos como la ley de consenso en las organizaciones también han surgido de propuestas elaboradas los sectores sociales bolivianos.
El dirigente campesino agregó que “el Estado en todo su sistema educativo tiene que incorporar el aprendizaje de al menos un idioma indígena originario campesino dependiendo el territorio donde vivimos, si vivo en Cochabamba pues el quechua, si vivo en el Beni será algunos de los idiomas de los pueblos indígenas de esa región”.
Uno de los objetivos principales de este instrumento legal es que los funcionarios públicos, así como los medios de comunicación, atiendan y orienten a la población en su propio idioma.
Estos proyectos están inscritos en el programa constitucional de Bolivia. En su quinto artículo declara a todos los idiomas de los pueblos indígenas, junto con el castellano, como idioma oficial.
La propuesta, que cuenta con 11 capítulos, 31 artículos, cuatro disposiciones transitorias y una final responde a la presencia de etnias entre las que hay más de dos millones de quechuas, más de un millón de aimaras, cerca de 100 mil chiquitanos y ocho mil guaraníes y guarayos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Paraguai/Conselho Continental da Nação Guarani. Cresce a semente
29 junho 2011/ADITAL http://www.adital.com.br
Egon Dionísio Heck, assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Mato Grosso do Sul
No final de novembro do ano passado se lançava ao chão uma semente sagrada. Assuncion acolhia algumas centenas de Guarani de Brasil, Argentina, Paraguai e Bolivia. Era o 3º. Encontro Continental Guarani no qual eles constituem um instrumento de protagonismo na caminhada de união e articulação do povo presente em maior extensão territorial da América do Sul. O Conselho Continental da Não Guarani nasce do jeito de ser e lutar desse povo – sem formalidade ou burocracia. Simplesmente é lançada ao chão a semente, regada com muita sabedoria e profunda mística e espiritualidade.
Passado meio ano, se realiza a primeira reunião, novamente em Assuncion. Nos mesmos dias estão nesta cidade os presidentes das repúblicas do Mercosul. Esse espaço de articulação dos "mercados” gostaria de ter os Guarani como enfeite cultural, pois seria uma bela embalagem para seus produtos ganharem o mundo. Porém esse povo resistente e altivo, já manifestou seu não a essa intenção ao afirmar em seu documento do último encontro "A Nação Guarani não formará parte da estrutura do MERCOSUL, e que se empenhará para o fortalecimento de suas organizações de base e o Conselho Continental”(Documento de Jaguaty, resolução quatro)
Calma Senhores Ministros
A imprensa noticiou que o tema do próximo Encontro dos Povos Guarani da América do Sul foi levado ao encontro dos Ministros da Cultura pelo ministro do Brasil. Afirma ainda que o 3º. Encontro será realizado na Argentina. Os dois anteriores foram realizados em Añetete (Brasil-fevereiro 2010) e Jaguaty (Paraguai-março 2011).
Os senhores ministros da Cultura do Mercosul apenas se esqueceram de olhar o documento final do encontro por eles patrocinado, onde os quase mil Guarani participantes decidiram ratificar o reconhecimento do Conselho Continental Guarani e "ratificar a decisão do Conselho de renomear o Encontro como da Nação Guarani. Assumem que de agora em diante todos os encontros serão convocados pelo Conselho Continental, denominando ao próximo de 3º. Encontro da Nação Guarani no país ou Estado que este aty guasu defina”(doc. Jaguaty)
Portanto não mais cabe aos ministérios de cultura, governos, ou seja, quem for, decidir a respeito das agendas e encontros continentais Guarani. Essa é uma atribuição exclusiva do Conselho por determinação das grandes Assembléias (Encontros, Aty Guasu).
Bicententário – nada a comemorar
Na analise da conjuntura do povo Guarani nos distintos países foi destacado a decisão tomada pelos Guarani no Paraguai de não participarem das comemorações do bicentenário, amplamente ostentando e visibilizado neste país, pois "para nossos povos somente foram 200 anos de despojamento, discriminação, humilhação, avassalamento, perseguição, saques e morte” (idem- resolução quinta). Infelizmente esse quadro continua até hoje. Por essa razão os povos Guarani do Paraguai buscaram, cada um a sua maneira, manifestar seu protesto e exigir seus direitos por ocasião do bicentenário da Independência.
Terra e território – a grande dívida histórica e atual
Ao analisarem a realidade dos mais de 300 mil Guarani nos cinco países, em aproximadamente mil comunidades, ficou evidenciado que o maior desrespeito e agressão a esse povo continua sendo a negação de seus tekohá, terras tradicionais. Essa será a exigência maior que o Conselho Continental Guarani procurará levar adiante em todas as instâncias, nacionais e tribunais internacionais. Como exemplo foi citado que a exigência de reconhecimento das terras Guarani na província de Missiones, Argentina, constante no documento final do 3º. Encontro Continental teve reflexos positivos, pois as terras do lote 8 da Biosfera de Yaboty, não foram vendidas, e sim reconhecidas como terra Guarani.
Organização e coordenação do Conselho
Foi avaliado a necessidade e melhor forma de ser organizado o Conselho. Com bastante tranqüilidade e consenso foram sendo definidas as responsabilidades de cada uma das pessoas indicadas para os cargos. Ficou assim definido: presidente – Celso Padilha (Bolívia), vice-presidente Mario Rivarola (Paraguai) Secretaria Geral – Oriel Benites (Brasil), Secretaria de recursos econômicos - Flora Cruz (Argentina). Alem disso foram definidos responsáveis de secretaria de relações e apoios técnicos.
Depois se definiu passos necessários para a legalização do Conselho – ata de fundação. Também se decidiu levar as denuncias e exigências aos governos.
No final foi feito a apresentação da proposta de elaboração e difusão do Mapa Continental: Guarani Retã Guasu. Agora que existe o Conselho não podemos seguir nesse trabalho sem a discussão e aprovação do Conselho. Foi aprovado uma moção de repudio por mais uma morte violenta de um jovem do acampamento de Apika’y, município de Dourados.
Povo Guarani Grande Povo
Assuncion, 29 de junho de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
II Encuentro Nacional Guaraní recibirá a miles de indígenas en Paraguay
23 marzo 2011/TeleSUR http://www.telesurtv.net
Más de mil guaraníes arribaron este miércoles a Paraguay para participar en la inauguración del II Encuentro Nacional Guaraní, que reúne a originarios -de la mencionada etnia- de los países que integran el Mercado Común del Sur (Mercosur).
El encuentro, organizado por la Secretaría Nacional de Cultura de la Presidencia de Paraguay, se iniciará este jueves y culminará el próximo 26 de marzo. La reunión, es la continuación de una asamblea similar efectuada en febrero del pasado año en Paraná, Brasil.
El II Encuentro Nacional Guaraní, cuya inauguración correrá a cargo del líder espiritual de la comunidad Pâi, coincide con la conmemoración del Bicentenario de la Independencia y el vigésimo aniversario del Tratado de Asunción (26 de marzo), que dio origen al Mercosur, bloque regional integrado por Argentina, Brasil, Bolivia y Paraguay.
Para esta oportunidad, después de concentrarse en Brasil, se escogió Paraguay por ser un territorio ancestral y con marcada presencia de la nación guaraní, representados por los pueblos Ache, Ava Guaraní, Mby, Paà Tavyterâ, Guaraní Ñandéva y Guaraní Occidental.
En el país suramericano se debatirán temas sobre la territorialidad, el libre tránsito de los originarios por territorios considerados Nación Guaraní, dentro del Mercosur y la creación de una instancia permanente, de la Nación guaraní, dentro del bloque regional.
La reunión que anualmente realizan los originarios forma parte del proyecto Mercosur Cultural.
El ministro paraguayo de Cultura, Ticio Escobar, informó recientemente que la venidera asamblea guaraní está en consonancia con los cuatros ejes fundamentales para las celebraciones del Bicentenario de la Independencia de Paraguay, a conmemorarse el 14 y 15 de mayo.
Los ejes son: “patrimonio y cultura tradicional, la construcción de ciudadanía, memoria y proyecto, y la constitución de colectivos y diálogos interétnicos a nivel regional”, acotó.
El titular de Cultura paraguayo sostuvo que con el mencionado evento, comienzan las grandes actividades en celebración de los 200 años de Independencia, y "viene a ser como una síntesis de todos los programas" de las festividades.
Por su parte, los asistentes confían en que el II Encuentro de la Nación Guaraní constituya una oportunidad para discutir y articular acciones que sobrepasen los obstáculos existentes y se armen formas más equitativas de convivencia.
"Nosotros vivimos aquí hace más de 500 años, vamos a decir presente en el Bicentenario, pues aquí estamos todavía y vamos a seguir estando", indicó recientemente la líder aché María Luisa Duarte.
Para el día de la clausura, está prevista la presencia --aún no confirmada- del presidente paraguayo, Fernando Lugo, además de sus homólogos de Bolivia, Evo Morales, y de Uruguay, José Mujica
Más de mil guaraníes arribaron este miércoles a Paraguay para participar en la inauguración del II Encuentro Nacional Guaraní, que reúne a originarios -de la mencionada etnia- de los países que integran el Mercado Común del Sur (Mercosur).
El encuentro, organizado por la Secretaría Nacional de Cultura de la Presidencia de Paraguay, se iniciará este jueves y culminará el próximo 26 de marzo. La reunión, es la continuación de una asamblea similar efectuada en febrero del pasado año en Paraná, Brasil.
El II Encuentro Nacional Guaraní, cuya inauguración correrá a cargo del líder espiritual de la comunidad Pâi, coincide con la conmemoración del Bicentenario de la Independencia y el vigésimo aniversario del Tratado de Asunción (26 de marzo), que dio origen al Mercosur, bloque regional integrado por Argentina, Brasil, Bolivia y Paraguay.
Para esta oportunidad, después de concentrarse en Brasil, se escogió Paraguay por ser un territorio ancestral y con marcada presencia de la nación guaraní, representados por los pueblos Ache, Ava Guaraní, Mby, Paà Tavyterâ, Guaraní Ñandéva y Guaraní Occidental.
En el país suramericano se debatirán temas sobre la territorialidad, el libre tránsito de los originarios por territorios considerados Nación Guaraní, dentro del Mercosur y la creación de una instancia permanente, de la Nación guaraní, dentro del bloque regional.
La reunión que anualmente realizan los originarios forma parte del proyecto Mercosur Cultural.
El ministro paraguayo de Cultura, Ticio Escobar, informó recientemente que la venidera asamblea guaraní está en consonancia con los cuatros ejes fundamentales para las celebraciones del Bicentenario de la Independencia de Paraguay, a conmemorarse el 14 y 15 de mayo.
Los ejes son: “patrimonio y cultura tradicional, la construcción de ciudadanía, memoria y proyecto, y la constitución de colectivos y diálogos interétnicos a nivel regional”, acotó.
El titular de Cultura paraguayo sostuvo que con el mencionado evento, comienzan las grandes actividades en celebración de los 200 años de Independencia, y "viene a ser como una síntesis de todos los programas" de las festividades.
Por su parte, los asistentes confían en que el II Encuentro de la Nación Guaraní constituya una oportunidad para discutir y articular acciones que sobrepasen los obstáculos existentes y se armen formas más equitativas de convivencia.
"Nosotros vivimos aquí hace más de 500 años, vamos a decir presente en el Bicentenario, pues aquí estamos todavía y vamos a seguir estando", indicó recientemente la líder aché María Luisa Duarte.
Para el día de la clausura, está prevista la presencia --aún no confirmada- del presidente paraguayo, Fernando Lugo, además de sus homólogos de Bolivia, Evo Morales, y de Uruguay, José Mujica




