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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Brasil/“CHEGA DE TUTELA, CHEGA DE AUTORITARISMO”: Indígenas denunciam militarização da Funai no MS à ONU e cobram Ministério da Justiça

11 novembro 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)





por Tiago Miotto (DF)

Durante uma semana de muita mobilização, os povos indígenas foram surpreendidos nesta quinta (10) pela nomeação do coronel reformado do Exército Renato Vida Sant’Anna para a coordenação regional da Funai em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Além de militar, Sant'Anna é fazendeiro e sua nomeação foi apoiada pelos ruralistas do estado, onde há uma das situações mais agudas de violência contra indígenas por parte de fazendeiros e suas milícias.

Ainda na tarde de ontem, indígenas do povo Terena ocuparam a sede da Funai em Campo Grande, responsável pelo atendimento das terras indígenas Água Limpa, Buriti, Buritizinho, Cachoeirinha, Guató, Kadiwéu, Lalima, Limão Verde, Nioaque, Nossa Senhora de Fátima, Ofayé-Xavante, Pilad Rebuá e Taunay/Ipegue.

Na tarde desta sexta (11), lideranças dos povos Avá Canoeiro, Krahô, Xerente e Apinayé, do Tocantins, Aikana, Cassupá, Puruburá, Migueleno, Kujubin, Wayoro, Sakyrabiat, Karitiana, Mamaidê-Nambikuara, Uru Eo, Guarasugne, Cabixi e Kwaza, de Rondônia, e Guarani Kaiowa, Guarani Nhandeva, Terena e Kinikinau, do Mato Grosso do Sul, entregaram uma carta direcionada ao

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Brasil/Teia realiza encontro para articular luta por terra e território no Maranhão



26 julho 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI* http://www.cimi.org.br (Brasil)

A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizou no último final de semana seu primeiro encontro, na aldeia Geralda Toco Preto, do povo Krepym Katejê, município de Itaipava do Grajaú. A mensagem foi direta: "Esses projetos que conhecemos com os nomes de Programa Grande Carajás e Plano de Desenvolvimento Agropecuário do MATOPIBA integram o modelo de desenvolvimento capitalista”.

O encontro foi permeado pela construção de estratégias comuns entre os povos e comunidades tradicionais para o enfrentamento àquilo chamado de dor da Mãe Terra. "Por isso, estamos retomando nossos territórios, revitalizando a nossa cultura, nossos rituais, nossas próprias organizações com a transmissão da sabedoria dos anciãos e anciãs às novas gerações”, diz trecho na

sábado, 26 de setembro de 2015

‘LOS ESTADOS NO NOS QUIEREN’, AFIRMAN INDÍGENAS GUARANÍES DE CUATRO PAÍSES

24 setembro 2015, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)


El sentimiento expresado por los Guaraníes, en el segundo día del IV Encuentro Continental, es una constatación de que no hay espacio para este pueblo en los Estados nacionales. Los Estados los tratarían como extranjeros, sin considerar su territorialidad, que es anterior a la existencia de los respectivos Estados, reconocida en las leyes nacionales e internacionales, pero no aplicada en las políticas públicas. El evento, que se realiza en el tekoha Ka’akupe, Municipio de Ruiz de Montoya, Provincia de Misiones, Argentina, reúne a cientos de Guaraníes de Bolivia, Brasil, Paraguay y Argentina.

La constatación del no lugar para los Guaraníes en los referidos Estados se expresaría en los innumerables casos de asesinatos que están ocurriendo, especialmente en el Estado de Mato Grosso do Sul [Brasil], en el no reconocimiento de las tierras y en la invasión de sus

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Brasil/CRÔNICA DA MORTE PERPÉTUA NO CAMPO

28 agosto 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)


Najar Tubino

A luta dos sem terras no Brasil é uma trágica crônica da morte. Mudaram os tempos, mas o cotidiano dessas populações não se alterou.


Raimundo Rodrigues, de 54 anos, pai de seis filhos, conselheiro da Comunidade da Rebio de Gurupi, em Bom Jardim (MA), foi assassinado quando chegava em casa na tarde de terça-feira, dia 25. A esposa, Maria da Conceição Chaves Lima, também foi atingida e está hospitalizada em Açailândia. Raimundo já havia denunciado à Sociedade de Direitos Humanos do Maranhão que vinha sendo ameaçado pelo fazendeiro Jesus da Costa, que não aceitava a proibição de plantar na área da unidade de conservação, que é administrada pelo Instituto Chico Mendes. Ele já havia invadido as casa de 10 famílias que moram na reserva, depois colocou fogo junto com os pertences dos moradores. A Polícia Federal já prendeu dois suspeitos.

Até julho de 2015, a Comissão Pastoral da Terra – no Centro de Documentação dom Tomás Balduíno – registrou 23 mortes de agricultores em terra e assentados, na maior parte dos casos, ocorridas em três estados – Rondônia, Pará e Maranhão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Brasil/Os povos Guarani e Kaiowá agradecem a ANPUH pelo apoio. Lutamos pela JUSTIÇA

2 agosto 2015, Facebook Aty Guasu (Brasil)

Moção de Repúdio da Assembleia Geral da Associação Nacional de História ao Governo Brasileiro e ao Ministro da Justiça, Sr. José Eduardo Cardoso

Nós, profissionais de História, reunidos em assembleia geral da Associação Nacional de História (ANPUH), realizada no dia 30 de julho de 2015, por ocasião do XXVIII Simpósio Nacional de História, nas dependências do campus da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, considerando:

1) A carta aberta dos representantes dos povos Guarani e Kaiowá, reunidos no mês de julho de 2015, por ocasião da realização da Aty Guasu ou Grande Assembleia, no tekoha Arroyo Korá,

sábado, 30 de maio de 2015

Povos indígenas/SUICÍDIOS DE JOVENS INDÍGENAS MOTIVA DENÚNCIA INTERNACIONAL

27 maio 2015, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)


Segundo a ONU, existem 370 milhões de indígenas no mundo, sendo mais de 70 milhões de jovens. Este ano, os debates focaram nos esforços dos indígenas pelo reconhecimento dos seus direitos.

A onda de suicídios e de automutilações entre indígenas foram levados à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York [Estados Unidos]. A tendência atinge todas as regiões do mundo e, em especial, o Ártico, as Américas e o Pacífico. Entre as causas desses atos extremos estariam: a crise gerada pelo afastamento das raízes culturais, os conflitos de terra e a negação de direitos humanos aos indígenas. A ONU recomenda uma série de ações aos países para lidarem com a questão.

Na abertura do Fórum Permanente da ONU sobre Assuntos Indígenas, realizado recentemente, o vice-secretário-geral da organização, Jan Eliasson, afirmou que 2015 representa um ano fundamental para a segurança e a prosperidade dos povos indígenas no mundo. "Agora, é o momento dos povos indígenas estarem na vanguarda de uma agenda transformadora, que

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil e Paraguai: 150 ANOS DEPOIS DA GUERRA, FERIDA AINDA ABERTA

28 dezembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Opera Mundi

Filipe Figueiredo

Guerra do Paraguai deixou mais de meio milhão de pessoas mortas (Wikicommons)

Conflito deixou legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis; paraguaios desejam reafirmar nacionalidade

Em dezembro de 2014, celebra-se o 150° aniversário do maior conflito armado da América do Sul, conhecido no Brasil como Guerra do Paraguai, travada entre 1864 e 1870. Também chamado de Guerra da Tríplice Aliança ou Ñorairõ Guazú (“Guerra Grande”, em guarani), o conflito deixou um legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis. Um número preciso jamais será obtido, mas as estimativas das mortes civis paraguaias flutuam entre 300 mil e um milhão; em números relativos, algo entre 40% e 90% de sua população. O clichê diz que deve-se estudar a história para compreender o presente. Cento e cinquenta anos depois, em uma América Latina em desenvolvimento, com o Cone Sul do continente em ritmo de integração, uma ferida permanece aberta, originada na guerra.

A relação do Paraguai com o Brasil possui duas facetas. O país possui a quarta maior fronteira terrestre com o Brasil, foco de intenso intercâmbio econômico. Na última década, o comércio bilateral cresceu cerca de 300%, chegando

sábado, 10 de maio de 2014

Brasil/O DIA DO ÍNDIO SERÁ QUANDO RECUPEREMOS NOSSAS TERRAS

9 maio 2014, Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

Marta Molina*

No Brasil, dia 19 de abril se celebra o “Dia do Índio”, uma data de celebração imposta pelos brancos para supostamente recordar a importância das culturas indígenas para o país.

Porém, os indígenas Guarani de São Paulo dizem que novamente neste ano não tiveram nada que comemorar. “Esse foi o dia em que nos acostumamos a ser enganados. Cada dia 19 de abril os governos promovem festas para os índios e tentam que a gente comemore algo quando não há nada que celebrar”, comentam os integrantes de vária aldeias guarani situadas na região metropolitana da megalópoles brasileira.


Em São Paulo os indígenas guarani lutam e resistem cada dia para que lhes deixem viver a sua maneira, em paz, com sua cultura e em sua terra. Porém, apesar de estar próximos da grande cidade,

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasil/Escritores indígenas se reúnem no Rio e mostram a diversidade cultural de seus povos



12 junho 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Escritores de diversos povos indígenas, entre eles Xavanti, Kaingang, Munduruku e Guarani se reuniram hoje (12), no Rio de Janeiro, para participar do 10º Encontro de Escritores e Artistas Indígenas. Eles usaram o auditório do Centro de Convenção Sul América, na cidade Nova, centro do Rio, para um momento de troca de informações e de demonstração da cultura de cada povo presente.

Além da leitura de textos de livros publicados, eles puderam passar para os participantes do encontro as diferentes formas de pintura corporal, que varia conforme o povo indígena, sexo ou motivo de comemoração. Entre os indígenas, a escritora, advogada e a primeira índia mestre em direito, Fernanda Kaingang, classificou o encontro como um fato histórico.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Brasil/ESSA TERRA TEM DONO, PALÁCIO DO PLANALTO! NOTA DE REPÚDIO CONTRA A SUSPENSÃO DE DEMARCAÇÕES NA REGIÃO SUL



29 maio 2013, Conselho Indigenista Missionário -- CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)

Fonte da notícia: Cimi Regional Sul

Lideranças Kaingang e Guarani dos estados do Rio do Grande do Sul (RS), Paraná (PR) e Santa Catarina (SC), realizaram três grandes reuniões, com o objetivo de estudar a conjuntura anti-indígena, discutir a situação das retomadas de Terras Tradicionais e articular-se no fortalecimento do movimento. A primeira reunião aconteceu no último dia 14 de maio, na Terra Indígena (TI) Lajeado do Bugre, entre os caciques que estão na luta por retomadas de terra no norte do RS. Outra aconteceu em Chapecó (SC), no último dia 20 de maio, reunindo mais de 100 lideranças Kaingang e Guarani de toda região Sul. E a última aconteceu no dia 23 de maio, na TI Serrinha, onde se encontraram mais de quarenta caciques e outras lideranças.

“É lamentável que em pleno século XXI esteja acontecendo isso com os Povos Indígenas do Brasil”. Essa foi a frase inicial da liderança Kaingang

terça-feira, 23 de abril de 2013

Brasil/ESCRITOR DEFENDE LITERATURA INDÍGENA PARA EMBASAR ESTUDO DE CULTURAS TRADICIONAIS



19 abril 2013, Pátria Grande http://www.patriagrande.com.ve (Venezuela)

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Quando era professor, Olivio Jekupe precisava provar para os alunos que tinha conhecimento da disciplina para que os estudantes passassem a respeitá-lo. “Quando eles duvidavam, eu começava a falar difícil e eles não entendiam nada”, relembra sobre a época em que precisou lecionar para se sustentar como estudante de filosofia. Hoje, é Olivio que se preocupa com a preparação dos professores. Na semana em que lança o seu 12º livro de literatura, o índio guarani defende a difusão das obras escritas por indígenas como forma de embasar o estudo da história e da cultura desses povos nas escolas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Brasil/A “REPÚBLICA DOS GORILAS”: DITADURA ENSINOU INDÍGENAS A TORTURAR

14 novembro 2012/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Neste 15 de novembro o Brasil lembra os 123 anos da Proclamação da República. O movimento, liderado pelo Marechal Deodoro, primeiro presidente do país, expulsou Dom Pedro II do Brasil e iniciou a “República da Espada”. Apenas 75 anos depois, um golpe depôs a democracia tão árduamente construída para impor a “República dos Gorilas”: a ditadura militar. Para se livrar de pressões externas e não ter seu planos de expansão alterados, a ditadura criou na década de 70 a Guarda Rural Indígena (Grin).

Segundo a portaria que criou a guarda, no ano de 1969, a tropa teria a missão de "executar o policiamento ostensivo das áreas reservadas aos silvícolas".

A formatura da primeira turma da guarda foi composta por 84 índios recrutados em aldeias xerente, maxacali, carajá, krahô e gaviões que aparecem em cenas gravadas há 42 anos e reveladas pelo pesquisador Marcelo Zelic, 49, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/SP e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

As imagens foram encontradas no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, em um DVD com o título "Arara", fruto da digitalização de 20 rolos de filme 16 mm, sem áudio.

A etiqueta levava a crer que se tratava de material sobre a etnia arara --índios conhecidos nas cercanias de Altamira (PA) desde 1850. Mas, em vez do "povo das araras vermelhas", como se denominam até hoje seus 361 remanescentes (dados de 2012), era outra "arara" que nomeava a caixa.

Tratava-se de pau de arara, a autêntica contribuição brasileira ao arsenal mundial de técnicas de tortura, usado desde os tempos da colônia para punir "negros fujões", como se dizia. Por lembrar as longas varas usadas para levar aves aos mercados, atadas pelos pés, o suplício ganhou esse nome.

O filme é parte do acervo sobre 60 povos indígenas, coletado durante quatro décadas pelo documentarista Jesco von Puttkamer (1919-94) e doado em 1977 ao IGPA (Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia), da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Museu do Índio x Copa do Mundo
A grande ironia desta descoberta é que o Museu do Índio, responsável pela digitalização das imagens inéditas que você viu acima, agora poderá ter a sua primeira sede demolida.

Criado em 1953 por Darcy Ribeiro, o museu — única instituição oficial no país exclusivamente dedicada às culturas indígenas — funcionou até 1978 no bairro do Maracanã, mudando-se do casarão, na Rua Mata Machado, para o espaço atual, na Rua das Palmeiras, em Botafogo.

As únicas obras que permanecem no casarão original são nada mais nada menos do que os propríos índios, ao vivo e a cores. Verdadeiros sem teto da cidade grande, eles ocuparam o prédio abandonado o transformaram na Aldeia Maracanã, em um centro irradiador da cultura indígena.

Como o espaço fica ao lado do estádio que sediará parte dos jogos da Copa do Mundo, o governador Sérgio Cabral (PMDB) já avisou que vai derrubar o prédio e expulsar os indígenas do local.

"O Museu do Índio, perto do Maracanã, será demolido. Vai virar uma área de mobilidade e de circulação de pessoas. É uma exigência da Fifa e do Comitê Organizador Local. Viva a democracia, mas o prédio não tem qualquer valor histórico, não é tombado por ninguém. Vamos derrubar", argumentou Sérgio Cabral em outubro.

Porém, a Fifa desmentiu as declarações de Cabral em um documento, enviado pela Fifa à Defensoria Pública da União (DPU) e assinado por Fulvio Danilas — diretor do Escritório da Fifa no Brasil — que afirma: “a Fifa nunca solicitou a demolição do antigo Museu do Índio ao governo do RJ ou a qualquer outra autoridade”.

Em, apoio à Aldeia Maracanã, a Justiça Federal fará uma perícia no prédio do antigo Museu do Índio. De acordo com o defensor público da União, Andre Ordacgy — que ingressou com duas liminares na Justiça em ações civis públicas para evitar a derrubada do prédio — a vistoria foi marcada para o próximo dia 21 pela juíza titular da 12ª Vara Federal Cível, Edna Carvalho Kleemann. A magistrada estará acompanhada de um perito judicial com o objetivo de determinar se o imóvel é recuperável e se sua permanência no local de fato atrapalharia a dispersão de público do estádio durante os jogos da Copa.

A luta contra a demolição da Aldeia Maracanã se soma a outras reivindicações indígenas que ganharam adesão nas redes socias. Entre elas está a imediata revogação da portaria da Advocacia-Geral da União, que prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes (a ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas!?), e a
demarcação de terras para os povos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul.

É, parece que as “aulas” de tortura para os indígenas evoluíram muito da ditadura militar para o século 21. Afinal, a prática é o melhor critério da verdade.

Por Carla Santos, da redação

Saiba mais:
Dia Nacional de Apoio exige demarcar terras para Guarani e Kaiowá
Indígenas apresentam reivindicações e denúncias na Câmara

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bolivia/Movimientos sociales bolivianos presentan proyecto para defender lenguas indígenas

El documento de Ley de Derechos y Políticas Lingüísticas fue elaborado por mujeres y campesinos que luchan por la recuperación de las lenguas originarias de la región.

21 julio 2011/ AVN / La Radio del Sur http://laradiodelsur.com

Roberto Coraite, dirigente campesino, precisó que la iniciativa es importante porque algunos pueblos están en su última etapa de extinción y muchos han desaparecido por la política neoliberal y capitalista, por lo que es fundamental que la Asamblea Legislativa Plurinacional de Bolivia apoye el iniciativa.

De esa forma Coraite puntualizó que “estamos haciendo la presentación de la Ley de Derechos y Políticas Lingüísticas que es importante porque algunos pueblos originarios están en su última etapa de extinción y muchos de ellos han desaparecido por la política internacional capitalista”, describiendo las acciones de trabajo.

El instrumento fue entregado el viernes pasado por los dirigentes de la Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) y la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Bartolina Sisa.

La máxima autoridad del poder legislativo boliviano, Álvaro García, aseveró que la iniciativa será una prioridad debido a que fue presentada por el pueblo y no por fuerzas extranjeras.

No es la primera vez que esto ocurre en el país suramericano, proyectos como la ley de consenso en las organizaciones también han surgido de propuestas elaboradas los sectores sociales bolivianos.

El dirigente campesino agregó que “el Estado en todo su sistema educativo tiene que incorporar el aprendizaje de al menos un idioma indígena originario campesino dependiendo el territorio donde vivimos, si vivo en Cochabamba pues el quechua, si vivo en el Beni será algunos de los idiomas de los pueblos indígenas de esa región”.

Uno de los objetivos principales de este instrumento legal es que los funcionarios públicos, así como los medios de comunicación, atiendan y orienten a la población en su propio idioma.

Estos proyectos están inscritos en el programa constitucional de Bolivia. En su quinto artículo declara a todos los idiomas de los pueblos indígenas, junto con el castellano, como idioma oficial.

La propuesta, que cuenta con 11 capítulos, 31 artículos, cuatro disposiciones transitorias y una final responde a la presencia de etnias entre las que hay más de dos millones de quechuas, más de un millón de aimaras, cerca de 100 mil chiquitanos y ocho mil guaraníes y guarayos.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Paraguai/Conselho Continental da Nação Guarani. Cresce a semente

29 junho 2011/ADITAL http://www.adital.com.br

Egon Dionísio Heck, assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Mato Grosso do Sul

No final de novembro do ano passado se lançava ao chão uma semente sagrada. Assuncion acolhia algumas centenas de Guarani de Brasil, Argentina, Paraguai e Bolivia. Era o 3º. Encontro Continental Guarani no qual eles constituem um instrumento de protagonismo na caminhada de união e articulação do povo presente em maior extensão territorial da América do Sul. O Conselho Continental da Não Guarani nasce do jeito de ser e lutar desse povo – sem formalidade ou burocracia. Simplesmente é lançada ao chão a semente, regada com muita sabedoria e profunda mística e espiritualidade.

Passado meio ano, se realiza a primeira reunião, novamente em Assuncion. Nos mesmos dias estão nesta cidade os presidentes das repúblicas do Mercosul. Esse espaço de articulação dos "mercados” gostaria de ter os Guarani como enfeite cultural, pois seria uma bela embalagem para seus produtos ganharem o mundo. Porém esse povo resistente e altivo, já manifestou seu não a essa intenção ao afirmar em seu documento do último encontro "A Nação Guarani não formará parte da estrutura do MERCOSUL, e que se empenhará para o fortalecimento de suas organizações de base e o Conselho Continental”(Documento de Jaguaty, resolução quatro)

Calma Senhores Ministros

A imprensa noticiou que o tema do próximo Encontro dos Povos Guarani da América do Sul foi levado ao encontro dos Ministros da Cultura pelo ministro do Brasil. Afirma ainda que o 3º. Encontro será realizado na Argentina. Os dois anteriores foram realizados em Añetete (Brasil-fevereiro 2010) e Jaguaty (Paraguai-março 2011).

Os senhores ministros da Cultura do Mercosul apenas se esqueceram de olhar o documento final do encontro por eles patrocinado, onde os quase mil Guarani participantes decidiram ratificar o reconhecimento do Conselho Continental Guarani e "ratificar a decisão do Conselho de renomear o Encontro como da Nação Guarani. Assumem que de agora em diante todos os encontros serão convocados pelo Conselho Continental, denominando ao próximo de 3º. Encontro da Nação Guarani no país ou Estado que este aty guasu defina”(doc. Jaguaty)

Portanto não mais cabe aos ministérios de cultura, governos, ou seja, quem for, decidir a respeito das agendas e encontros continentais Guarani. Essa é uma atribuição exclusiva do Conselho por determinação das grandes Assembléias (Encontros, Aty Guasu).

Bicententário – nada a comemorar

Na analise da conjuntura do povo Guarani nos distintos países foi destacado a decisão tomada pelos Guarani no Paraguai de não participarem das comemorações do bicentenário, amplamente ostentando e visibilizado neste país, pois "para nossos povos somente foram 200 anos de despojamento, discriminação, humilhação, avassalamento, perseguição, saques e morte” (idem- resolução quinta). Infelizmente esse quadro continua até hoje. Por essa razão os povos Guarani do Paraguai buscaram, cada um a sua maneira, manifestar seu protesto e exigir seus direitos por ocasião do bicentenário da Independência.

Terra e território – a grande dívida histórica e atual

Ao analisarem a realidade dos mais de 300 mil Guarani nos cinco países, em aproximadamente mil comunidades, ficou evidenciado que o maior desrespeito e agressão a esse povo continua sendo a negação de seus tekohá, terras tradicionais. Essa será a exigência maior que o Conselho Continental Guarani procurará levar adiante em todas as instâncias, nacionais e tribunais internacionais. Como exemplo foi citado que a exigência de reconhecimento das terras Guarani na província de Missiones, Argentina, constante no documento final do 3º. Encontro Continental teve reflexos positivos, pois as terras do lote 8 da Biosfera de Yaboty, não foram vendidas, e sim reconhecidas como terra Guarani.

Organização e coordenação do Conselho

Foi avaliado a necessidade e melhor forma de ser organizado o Conselho. Com bastante tranqüilidade e consenso foram sendo definidas as responsabilidades de cada uma das pessoas indicadas para os cargos. Ficou assim definido: presidente – Celso Padilha (Bolívia), vice-presidente Mario Rivarola (Paraguai) Secretaria Geral – Oriel Benites (Brasil), Secretaria de recursos econômicos - Flora Cruz (Argentina). Alem disso foram definidos responsáveis de secretaria de relações e apoios técnicos.

Depois se definiu passos necessários para a legalização do Conselho – ata de fundação. Também se decidiu levar as denuncias e exigências aos governos.

No final foi feito a apresentação da proposta de elaboração e difusão do Mapa Continental: Guarani Retã Guasu. Agora que existe o Conselho não podemos seguir nesse trabalho sem a discussão e aprovação do Conselho. Foi aprovado uma moção de repudio por mais uma morte violenta de um jovem do acampamento de Apika’y, município de Dourados.

Povo Guarani Grande Povo
Assuncion, 29 de junho de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

II Encuentro Nacional Guaraní recibirá a miles de indígenas en Paraguay


23 marzo 2011/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Más de mil guaraníes arribaron este miércoles a Paraguay para participar en la inauguración del II Encuentro Nacional Guaraní, que reúne a originarios -de la mencionada etnia- de los países que integran el Mercado Común del Sur (Mercosur).

El encuentro, organizado por la Secretaría Nacional de Cultura de la Presidencia de Paraguay, se iniciará este jueves y culminará el próximo 26 de marzo. La reunión, es la continuación de una asamblea similar efectuada en febrero del pasado año en Paraná, Brasil.

El II Encuentro Nacional Guaraní, cuya inauguración correrá a cargo del líder espiritual de la comunidad Pâi, coincide con la conmemoración del Bicentenario de la Independencia y el vigésimo aniversario del Tratado de Asunción (26 de marzo), que dio origen al Mercosur, bloque regional integrado por Argentina, Brasil, Bolivia y Paraguay.

Para esta oportunidad, después de concentrarse en Brasil, se escogió Paraguay por ser un territorio ancestral y con marcada presencia de la nación guaraní, representados por los pueblos Ache, Ava Guaraní, Mby, Paà Tavyterâ, Guaraní Ñandéva y Guaraní Occidental.

En el país suramericano se debatirán temas sobre la territorialidad, el libre tránsito de los originarios por territorios considerados Nación Guaraní, dentro del Mercosur y la creación de una instancia permanente, de la Nación guaraní, dentro del bloque regional.

La reunión que anualmente realizan los originarios forma parte del proyecto Mercosur Cultural.

El ministro paraguayo de Cultura, Ticio Escobar, informó recientemente que la venidera asamblea guaraní está en consonancia con los cuatros ejes fundamentales para las celebraciones del Bicentenario de la Independencia de Paraguay, a conmemorarse el 14 y 15 de mayo.

Los ejes son: “patrimonio y cultura tradicional, la construcción de ciudadanía, memoria y proyecto, y la constitución de colectivos y diálogos interétnicos a nivel regional”, acotó.

El titular de Cultura paraguayo sostuvo que con el mencionado evento, comienzan las grandes actividades en celebración de los 200 años de Independencia, y "viene a ser como una síntesis de todos los programas" de las festividades.

Por su parte, los asistentes confían en que el II Encuentro de la Nación Guaraní constituya una oportunidad para discutir y articular acciones que sobrepasen los obstáculos existentes y se armen formas más equitativas de convivencia.

"Nosotros vivimos aquí hace más de 500 años, vamos a decir presente en el Bicentenario, pues aquí estamos todavía y vamos a seguir estando", indicó recientemente la líder aché María Luisa Duarte.

Para el día de la clausura, está prevista la presencia --aún no confirmada- del presidente paraguayo, Fernando Lugo, además de sus homólogos de Bolivia, Evo Morales, y de Uruguay, José Mujica

Más de mil guaraníes arribaron este miércoles a Paraguay para participar en la inauguración del II Encuentro Nacional Guaraní, que reúne a originarios -de la mencionada etnia- de los países que integran el Mercado Común del Sur (Mercosur).

El encuentro, organizado por la Secretaría Nacional de Cultura de la Presidencia de Paraguay, se iniciará este jueves y culminará el próximo 26 de marzo. La reunión, es la continuación de una asamblea similar efectuada en febrero del pasado año en Paraná, Brasil.

El II Encuentro Nacional Guaraní, cuya inauguración correrá a cargo del líder espiritual de la comunidad Pâi, coincide con la conmemoración del Bicentenario de la Independencia y el vigésimo aniversario del Tratado de Asunción (26 de marzo), que dio origen al Mercosur, bloque regional integrado por Argentina, Brasil, Bolivia y Paraguay.

Para esta oportunidad, después de concentrarse en Brasil, se escogió Paraguay por ser un territorio ancestral y con marcada presencia de la nación guaraní, representados por los pueblos Ache, Ava Guaraní, Mby, Paà Tavyterâ, Guaraní Ñandéva y Guaraní Occidental.

En el país suramericano se debatirán temas sobre la territorialidad, el libre tránsito de los originarios por territorios considerados Nación Guaraní, dentro del Mercosur y la creación de una instancia permanente, de la Nación guaraní, dentro del bloque regional.

La reunión que anualmente realizan los originarios forma parte del proyecto Mercosur Cultural.

El ministro paraguayo de Cultura, Ticio Escobar, informó recientemente que la venidera asamblea guaraní está en consonancia con los cuatros ejes fundamentales para las celebraciones del Bicentenario de la Independencia de Paraguay, a conmemorarse el 14 y 15 de mayo.

Los ejes son: “patrimonio y cultura tradicional, la construcción de ciudadanía, memoria y proyecto, y la constitución de colectivos y diálogos interétnicos a nivel regional”, acotó.

El titular de Cultura paraguayo sostuvo que con el mencionado evento, comienzan las grandes actividades en celebración de los 200 años de Independencia, y "viene a ser como una síntesis de todos los programas" de las festividades.

Por su parte, los asistentes confían en que el II Encuentro de la Nación Guaraní constituya una oportunidad para discutir y articular acciones que sobrepasen los obstáculos existentes y se armen formas más equitativas de convivencia.

"Nosotros vivimos aquí hace más de 500 años, vamos a decir presente en el Bicentenario, pues aquí estamos todavía y vamos a seguir estando", indicó recientemente la líder aché María Luisa Duarte.

Para el día de la clausura, está prevista la presencia --aún no confirmada- del presidente paraguayo, Fernando Lugo, además de sus homólogos de Bolivia, Evo Morales, y de Uruguay, José Mujica