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quarta-feira, 27 de abril de 2016
Brasil/CARTA ABERTA À EMBAIXADA DOS EUA EM BRASÍLIA
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Brasil e Paraguai: 150 ANOS DEPOIS DA GUERRA, FERIDA AINDA ABERTA
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pátria Grande/RETROCESSO NO PARAGUAI - CONSERVADORES SE LEGITIMAM
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22
abril 2013, Instituto de Estudos
Latino-Americanos Universidade Federal de Santa Catarina http://www.iela.ufsc.br
(Brasil)
O
Partido Colorado volta ao poder no Paraguai. Esse é um partido de triste
memória para a população, uma vez que esteve no comando do país por mais de
60 anos, incluindo aí os 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner. Essa
dominação só foi rompida em 2008 quando o Fernando Lugo venceu as eleições
com uma proposta mais progressista e mais próxima dos anseios da maioria da
população. E justamente por avançar em ações como a reforma agrária, por
exemplo, Lugo acabou vítima de um golpe parlamentar, que o destituiu da
presidência num processo sumário. O golpe foi repudiado por todos os países
da América Latina e inclusive o Paraguai ficou suspenso do Mercosul.
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quarta-feira, 18 de março de 2009
CARTAS PARAGUAIAS 2: UM TRATADO DE DUAS DITADURAS
Roberto Colman *
13 março 2009/Brasil de Fato
Ao defender o"status quo" em Itaipu, alguns porta-vozes do governo brasileiro defendem tudo o realizado nos últimos 35 anos desde a assinatura do Tratado que viabilizou essa obra. Vejamos o absurdo que isso significa para um governo democrático e popular.
O Tratado de Itaipu foi assinado pelos governos do Brasil e Paraguai em 26 de abril de 1973. Não precisamos explicar para o povo braileiro o que era o governo de Emílio Garrastazu Médici, que encabeçou o período mais repressivo da ditadura militar brasileira.
Mas pode ser esclarecedor para o leitor e leitora do Brasil saber o que estava acontecendo no Paraguai por esses anos. Nosso país vivia sob a ditadura do general Alfredo Stroessner, que tomou o poder em maio de 1954 e somente seria derrubado por um golpe militar, em 1989, liderado por generais até então seus aliados.
Durante o período que aqui estamos tratando, houve sucessivas vagas repressivas. Em 1969, atingiu a juventude que se manifestou contra a presença do enviado dos Estados Unidos, Nelson Rockefeller. Sucessivas tentativas de organizar a resistência à ditadura foram dizimadas entre 1970 e 1975. Nesse último ano, dois dos principais dirigentes comunistas foram mortos sob tortura. Em 1976, foram centenas de presos, dezenas de torturados e um total de 18 mortos (muitos camponeses assassinados diante de suas comunidades como forma de amedrontá-las).
Em 1977, foram perseguidos e presos intelectuais críticos. Desde o final dos anos 1960, houve uma série de ataques à liberdade de imprensa, com o fechamento de meios de comunicação e a imposição de censura prévia. Vários jornalistas foram presos entre 1974 e 1979. Um dos alvos prioritários da ditadura foi a Igreja: entre 1967 e 1976, um total de 17 padres católicos
foram expulsos do país.
A assinatura do Tratado de Itaipu aconteceu bem no meio desse período. No Paraguai, a juventude, os partidos de oposição à ditadura e alguns meios de comunicação questionaram seus termos. Mas não houve debate democrático, nem poderia haver nessas circunstâncias.
Depois de Stroessner, governaram o Paraguai seus "herdeiros" nos negócios e na política. Somente no passado 20 de abril, com a vitória da candidatura de Fernando Lugo, aqueles setores que resistiram à ditadura e questionaram o Tratado de Itaipu chegaram ao governo do Paraguai, vinte anos depois de iniciada a "transição democrática"!.
Em Paraguai, então, há claramente duas épocas diferentes. E, desde 15 de agosto passado, com o início do governo Lugo, começou finalmente o período democrático. Acreditamos que no Brasil também ocorre algo assim com o governo Lula em relação a seus antecessores. No entanto, alguns funcionários do governo brasileiro agem em sentido oposto e defendem "tudo o realizado
nos últimos 35 anos" em Itaipu como uma obra da "genialidade diplomática" e um exemplo de transparência e honestidade a ser seguido etc. Assim, o ministro Lobão (Minas e Energia) argumentou recentemente que não houve "ditadura militar" no Brasil, mas um "regime de exceção" e que o Tratado é um "monumento jurídico" (O Globo, 13/10/2008). Como iremos mostrar, por
detrás desse discurso em defesa do"status quo" em Itaipu estão apenas alguns grandes interesses econômicos (em geral, privados) e não o "interesse nacional brasileiro".
Creio que seria hora de também o Brasil resgatar aqueles que no seu momento questionaram a política da ditadura militar em Itaipu e continuaram defendendo as mesmas posições depois. Entre eles, tem um lugar de destaque Paulo Schilling. Somente assim, a opinião pública brasileira entenderá corretamente as reivindicações do povo paraguaio.
* Roberto Colman, sindicalista eletricitário paraguaio, integra a Frente Social e Popular (FSP) e a Coordenação Nacional pela Soberania e a Integração Energética (CNSIE) do Paraguai.
* Para saber mais sobre a ditadura de Stroessner ver, entre outros livros: "Diccionario usual del stronismo", de Alfredo Boccia Paz. Asunción: Ed. Servilibro, 2004.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/analise/cartas-paraguaias-2-um-tratado-de-duas-ditaduras
Leia mais:
Cartas paraguaias 1: Um agradecimento e nosso projeto comum
Cartas paraguaias 3: Uma usina que primeiro gerou corrupção
domingo, 24 de agosto de 2008
Paraguai/Fernando Lugo anuncia realização de reforma agrária
22 agosto 2008/Partido dos Trabalhadores http://www.pt.org.br
O recém-empossado presidente do Paraguai anunciou que irá realizar reforma agrária no país. Fernando Lugo deve iniciar um plano para retomar para o Estado um total de oito milhões de hectares, para depois dividí-los entre as cerca de 300 mil famílias que pedem a democratização do acesso à terra no país. A medida visa consertar um erro histórico cometido pelo ex-ditador Alfredo Stroessner, que simplesmente doou estas terras aos seus amigos. Stroessner governou o Paraguai entre 1954 e 1989.
Uma lista com nome e sobrenome dos beneficiados com a terras doadas será apresentada até o dia 28 de agosto.
Outro tema polêmico, mas que ainda não teve desfecho, é a questão dos produtores rurais brasileiros que moram no Paraguai. Eles hoje são os maiores produtores de soja do país e alvo dos movimentos sociais que pedem a desapropriação das suas terras, sob alegação de que a prática do cultivo é feita de forma indiscriminada, sem levar em conta os danos ambientais e sociais que ela causa.
Fernando Lugo parece ter apoio popular para tomar esta e outras medidas consideradas polêmicas. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria paraguaia Primeiras Análises (em português), o novo presidente tem uma aceitação de cerca de 90% da população. Além da solução dos problemas dos camponeses, a pesquisa aponta que o povo paraguaio espera melhorias na saúde, educação e geração de empregos. (Brasil de Fato)
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=14786&Itemid=195
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Paraguay/Lugo recibió informes sobre abusos cometidos durante dictadura de Stroessner
6 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net
El presidente electo de Paraguay, el ex obispo Fernando Lugo, recibió este martes un resumen sobre los abusos contra los derechos humanos cometidos durante la dictadura de Alfredo Stroessner (1954-89) que será divulgado el 28 de agosto próximo.
Lugo, quien asumirá dentro de diez días como presidente para el período gubernamental 2008-2013, recibió de parte de la Comisión de Verdad y Justicia (CVJ) los detalles sobre unas 2.000 investigaciones sobre desapariciones y abusos cometidos durante el régimen "stronista", informaron fuentes de ese organismo.
"Es la historia oculta de Paraguay por tanto tiempo. Creo que la ciudadanía tendrá la oportunidad de conocer esa parte", dijo Lugo a periodistas tras la visita que realizó a la sede de la CVJ, presidida desde el 2004 por el obispo católico Mario Melanio Medina.
Las investigaciones y conclusiones finales elaboradas por ese organismo serán entregadas a los representantes del Poder Ejecutivo, el Congreso y la Corte Suprema de Justicia durante un acto previsto en el Teatro Municipal de Asunción.
La CVJ está integrada por nueve miembros de distintos sectores de la sociedad y fue constituida para investigar no solo las violaciones de derechos humanos del régimen de Stroessner sino las cometidas por organismos del Estado hasta la fecha de la promulgación de la ley que estableció su creación, el 6 de octubre del 2003.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
«AMÉRICA LATINA VIVE UM MOMENTO NUNCA ANTES VISTO EM SUA HISTÓRIA»
Sergio Ferrari *
Entrevista com Walter Suter, ex-diplomata e analista suíço.
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
1 agosto 2008
América Latina vive uma situação marcada, particularmente, pela esperança e por um despertar geral da consciência e da auto-estima. Essa é a tese central da análise de Walter Suter sobre a conjuntura atual que transita por esse continente marcado pela presença de inúmeros governos progressitas aos quais se somará, a partir do dia 15 de agosto, o governo de Fernando Lugo, no Paraguai. Walter Suter foi, durante quase 40 anos, diplomata suíço em diferentes regiões do mundo, onde pode presenciar e "acompanhar" diversos processos de transição, como na Argentina (antes do retorno do peronismo ao governo, 1970-1973); no Chile (imediatamente depois do golpe militar de Augusto Pinochet); na Espanha; no Paraguai (posteriormente à saída do ditador Alfredo Stroessner); e no Líbano (em meados dos anos 90). Sua última missão como embaixador foi concluída em 2007, na Venezuela, país onde viveu durante quatro anos; talvez os mais decisivos do novo processo bolivariano, dirigido pelo presidente Hugo Chávez. Agudo analista e experto em América Latina, Walter Suter desenha, nesta entrevista exclusiva, uma original radiografia da América Latina hoje.
P: A partir de um olhar histórico macro, quais são, em sua opinião, os traços principais que determinam a atual etapa em que vive a América Latina?
R: Constato uma situação particularmente de esperança no continente, especialmente na América do Sul, onde se manifesta um despertar geral da consciência e da auto-estima. A convicção de povos e governos de que é possível resistir aos ditames do Norte, seja dos Estados Unidos ou da Europa. A decisão dos povos de ser eles mesmos, tentando superar mais de 500 anos de colonialismo, autoritarismo e verticalismo.
Quando cheguei pela primeira vez nesse continente, várias décadas atrás, percebia certa resignação e cansaço. Porém, aconteceram processos muito importantes. E vemos na atualidade um mapa político onde predominam governos de esquerda -uns mais; outros menos progressistas-. Um fenômeno muito novo que não se vê em outras regiões do mundo. Destaco a importância, nesse mapa, do processo que se dá na Venezuela, a partir da eleição do presidente Hugo Chávez. Uma revolução pacífica no marco institucional, legal, não-violento. Um fenômeno muito novo para o continente. Uma mudança tremenda de qualidade, onde predomina a busca de alternativas em cada país e na região. Os postergados de antes se convertem em sujeitos de seu próprio destino. Dinâmica nova que pode, inclusive, ter um efeito global.
O espelho latino-americano
P: O que insinua ao falar de impacto global?
R: A determinação de encontrar uma alternativa à globalização neoliberal que se impôs no planeta. Processos que tomam em suas mãos seu próprio destino. E que impulsionam um novo espírito de solidariedade que se percebe claramente quando lá se encontra. E esta realidade pode ter um valor direto também para nós, na Suíça, na Europa. Despertar-nos de certa inércia...
P: Argumenta que o que América Latina vive pode ser um sinal para a Suíça?
R: Sim. Na América Latina vive-se novas formas de participação cidadã real, desde a base. Isso eu comprovei, por exemplo, na Venezuela, com os conselhos comunitários, onde as comunidades podem definir aspectos essenciais da política. Se isso nos chama a atenção e não mobiliza o interesse de meus compatriotas suíços, seria uma pena. Porque nós conhecemos bem o valor da democracia direta participativa e a importância de alimentá-la e de renová-la.
Venezuela e os meios
P: Você tem uma visão muito positiva da atual dinâmica venezuelana. O que não coincide com a cobertura midiática que se dá na Suíça. Como explica seu marcado otimismo contrastado à crítica sistemática da grande imprensa sobre Chávez?
R: Não quero fechar os olhos diante das mudanças profundas e diante das dificuldades que estão acontecendo na Venezuela. Não creio, por outro lado, que na Suíça se dê uma conspiração midiática contra esse país. Há poucos correspondentes suíços que vivem e cobrem diretamente a partir da América do Sul. As principias informações que temos diretamente chegam através das grandes agências de notícias que respondem a interesses e que, muitas vezes, são reproduzidas quase automaticamente aqui. Portanto, a desinformação da qual muita gente é objeto tem sua origem nessas agências que executam a política informativa das meias-verdades, que consiste, não necessariamente, em dizer mentiras, mas em calar uma parte importante da verdade. E isso é perigoso porque reproduz aqui na Europa uma imagem incompleta e, às vezes, distorcida do que realmente acontece lá. É importante dizer que também lá os grandes meios de comunicação pertencem a setores economicamente muito poderosos e que não têm interesse, por exemplo, que a revolução democrática avance na Venezuela porque vai tocar em seus interesses.
P: Fala de uma revolução democrática e me faz pensar na tentativa de Salvador Allende e de sua Unidade Popular em transformar a fundo o Chile pela via institucional. Não se corre o risco na Venezuela de que se reproduza o que aconteceu no Chile a partir de 1973?
R: Não creio. Hoje, há duas diferenças bem marcadas. A primeira é a situação internacional. Naquele momento, prevalecia a guerra fria e os Estados Unidos impunham na América Latina suas peças para enfrentar os que eles consideravam a "ameaça comunista". Hoje, a realidade mundial é distinta. Chávez chega ao governo em outra conjuntura internacional.
A segunda é a composição do exército. No Chile era classista, elitista, muito ligado ao grande poder oligárquico. Na Venezuela, a maior parte da oficialidade está composta por pessoas que provém de classes médias e populares.
O "milagre" paraguaio
P: O último governo progressista eleito na América do Sul foi o de Fernando Lugo, no Paraguai, país onde você viveu durante seis anos, no começo dos anos 90. Como interpreta este resultado inesperado?
R: Tem sido uma tremenda luta após a queda de Strossner, há 19 anos, para chegar a uma real transformação democrática. Com muitos momentos de auge e outros de decepção, como em 1993, quando, através da fraude, o candidato do Partido Colorado venceu as eleições presidenciais, isto é, venceu o "stronismo". Então, abriu-se uma etapa de resignação, decepção, pessimismo. Até que sucedeu o recente milagre da vitória eleitoral de Lugo. Muita gente, todavia, não acredita e pensa que é um sonho. Um fator chave que possibilitou esta vitória é a própria personalidade de Fernando Lugo. Um religioso católico, sempre muito próximo das pessoas, da base, especialmente da base camponesa. Com um grande carisma e com a capacidade de unir a muitos setores diferentes para derrotar o principal inimigo, o continuísmo colorado. Essa é a grande sorte do Paraguai hoje.
P: Importantes teólogos progressistas latino-americanos, como Leonardo Boff e Frei Beto, falam de Lugo e de Correa, atual presidente do Equador, como "filhos da teologia da libertação". Essa é também sua opinião?
R: Lugo não se considera como um teólogo, mas como um pastor. É real que seu discurso político e sua prática têm tudo da mensagem evangélica. E isso lhe dá uma grande credibilidade. Com a eleição de Lugo, deu-se, em minha opinião, o que alguma vez antecipou o bispo brasileiro dom Helder Camara: quando um sonha só, fica reduzido a um sonho; quando sonhamos juntos, começamos a transformar a realidade.
Força e fragilidade
P: Que aconteças, hoje, processos tão estreitamente ligados a personalidades carismáticas, a líderes fortes, não pode indicar uma certa fragilidade dos mesmos frente ao futuro?
R: Vejo mudanças de impacto no continente. Porém, ao mesmo tempo, sei que esses processos têm algo de fragilidade. No entanto, estou convencido de que isso não acarreta a perda de seu valor. Protagonizadas por gente que tenta transformar a realidade, com todos os riscos que isso implica e resistências que produz. Ás vezes, me pergunto a causa de tudo isso. E percebo que a América Latina não viveu uma revolução democrático-burguesa como nós vivemos na Europa. E muitos desses processos de mudança implicam em saltos de estruturas quase feudais à modernidade da democracia participativa. Na mente dos setores dominantes, hoje, parcialmente deslocados, ficam enraizados estruturas feudais, sem nenhuma consciência de partilhar algo para não perder tudo. E diante dessa situação, com essas imagens feudais enraizadas também, às vezes, na cultura política de muita gente, explica-se melhor que as mudanças venham pela mão de líderes. E que sejam personalidades carismáticas -com o apoio de movimentos sociais- as que dirigem essas transformações.
A fragilidade principal dar-se-ia, no futuro, nas experiências promovidas por esses líderes, se fica nisso e não se encontrem fórmulas de participação renovada, ampla, ativa, efetiva, dos setores populares na gestão do poder.
Para tratar de contrapor esses perigos de fragmentação e de fragilidade, no dia 23 de maio de 2008, no Brasil, os doze Estados soberanos da América do Sul deram um passo importante, prova da vontade de integração e da solidariedade ao assinar a constituição da nova União das Nações Sul-americanas (UNASUL), um projeto lançado em 2004 pelo presidente Chávez. É uma iniciativa que expressa claramente que os líderes mencionados têm consciência da importância de uma institucionalização dos processos democráticos participativos para garantir um marco sustentável para a região.
P: Nesse marco continental, como avalia a presença de Cuba, que começou sua revolução há quase meio século antes desses processos?
P: Não conheço Cuba a fundo e nunca estive lá. Porém, percebo que vê com bons olhos esta nova etapa do continente. Que quer fazer parte disso. Não quer ficar de fora e nem aparecer como o mestre que dá lições. E isso é muito importante.
Una nova solidariedade de ida-volta
P: Quero terminar, voltando a um conceito que desenvolveu no início de nosso diálogo. O efeito de tudo o que a América Latina vive para a Europa e para o Norte. E também os desafios da solidariedade do Norte para com essa nova realidade latino-americana...
R: Para Suíça, a cooperação e a solidariedade são pilares importantes que fundamentam nossa própria cultura política. Importantes setores da sociedade civil são sensíveis a estes temas.
E deveríamos ter maior interesse, como país, de aproximar-nos mais do que acontece na América Latina. Por quê? Porque os objetivos que eles perseguem lá, as metas e os métodos para implementar ditas metas são também nossos. É de grande interesse partilhar essas experiências à luz de nossa própria experiência como nação. O de lá é um sinal para cá.
Quisera recordar um conceito muito importante do preâmbulo da constituição suíça, que assinala que a fortaleza de uma comunidade pode ser medida pelo bem-estar dos mais desfavorecidos. Insisto: deveríamos aproximar-nos mais da América Latina, inclusive, no âmbito da diplomacia oficial, para assumir esse esforço como causa comum dos organismos internacionais.
Por outro lado, seria importante olhar nossa própria democracia direta no espelho daquilo que se vive em muitos processos latino-americanos. Com uma intensa participação cidadã. Creio que seria importante implementar aqui uma auto-avaliação e uma renovação. Redescobrir o valor de outros que seguem certos caminhos participativos como nós, mas que podem apontar-nos um renovado entusiasmo. E aprender deles o desafio de participar mais e delegar menos...
[Colaboração AMCA e E-CHANGER]
Tradução: ADITAL
* Colaborador de Adital na Suiça. Colaboração E-CHANGER, ONG miembro da Plataforma Comunica-CH
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Paraguay/Indígenas paraguayos exponen ante Congreso violaciones sufridas en dictadura

Los casos de indígenas perseguidos, asesinados, expulsados de sus territorios o historias de niños de la étnia aché vendidos como esclavos a blancos, fueron algunos de los testimonios en la audiencia pública sobre los pueblos indígenas durante el gobierno militar stronista, que continúa este jueves.
Margarita Mbywangi, una de las víctimas de los abusos gubernamentales, explicó que era muy difícil poder contarle a sus hijos, cuando le preguntan qué fue de la suerte de sus abuelos, que habían sido masacrados.
"Es muy doloroso, ahora que mis hijos dicen donde están mis abuelos, y que yo nos les puedo contar cómo fueron masacrados, como fueron muertos, es triste para mi", dijo.
Esteban López, de la comunidad aché Yakye Axa, contó como su comunidad vivía tranquilamente en el Chaco (al oeste del país) hasta la llegada de un grupo de misioneros blancos, quienes les dijeron que debían vivir mejor y comer alimentos más nutritivos y ellos los siguieron.
Pero en vez de ofrecerle una vida mejor, los llevaron a trabajar como peones a sus establecimientos, donde eran explotados. Cuando se cansaron de la esclavitud decidieron retornar a sus tierras, pero el Gobierno ya las había tomado y estaban cercadas con alambrados.
"Nuestro anciano y gran líder fue enterrado dentro de una propiedad alambrada", comentó ante el auditorio y agregó que los indígenas fueron dispersados y algunos se quedaron sin tierras.
En la sesión, además se inauguró una muestra fotográfica y documental sobre las vivencias de los territorios nativos durante la dictadura, que dejó unas cuatro mil personas asesinadas.
Estos casos de desplazamientos forzosos fueron denunciados a la justicia paraguaya, no obstante ésta se declaró incompetente para devolverles sus territorios, por lo que el expediente pasó a la Corte Interamericana de Derechos Humanos, que condenó a Paraguay a reintegrar las tierras ancestrales a los nativos
A su turno, el sacerdote católico Bartomeu Meliá aseguró que cuando los blancos incursionaban para apoderarse de los terrenos aborígenes organizaban cacerías humanas y mataban sin piedad
"Era como una diversión aniquilar a una familia o arrebatarles sus hijos para venderlos como 'criaditos'", confirmó y recordó que en una ocasión un pequeño aché fue asesinado de un escopetazo por robar una sandía.
Todos estos hechos sucedieron durante la dictadura de Stroessner y Paraguay llegó a ser denunciado por genocidio.
Con estas intervenciones se prevé impulsar una mayor participación de los sectores indígenas para esclarecer los mecanismos y condenar a los responsables de estas violaciones a los derechos humanos.
El presidente de la Comisión de Verdad y Justicia, monseñor Mario Melanio Medina, garantizó que estos relatos formarán parte del informe que presentará la organización y que serán utilizados para reivindicar a los pueblos indígenas, con quienes aún está en deuda el gobierno de turno.
La Comisión de Verdad y Justicia paraguaya fue creada por ley y sus miembros fueron designados por decreto del Poder Ejecutivo en julio del 2004.
Está integrada por miembros de los poderes Ejecutivo y Legislativo, personalidades de la sociedad y del clero y miembros de organizaciones de víctimas de la dictadura.
Paraguay/Lugo nombraría canciller a descendiente de árabes vetado por EEUU: Portavoz
El presidente electo de Paraguay, Fernando Lugo, podría nombrar ministro de Relaciones Exteriores a Alejandro Hamed Franco, un descendiente de árabes vetado por Estados Unidos, informó este jueves un portavoz del gobernante que asumirá el 15 de agosto.
"Si hay un paraguayo al que lo vinculen con Al Qaeda, lógicamente se requiere de información válida. No basta con decir: 'este hombre tiene relaciones con el terrorismo'", sostuvo el portavoz de Lugo, Hermes Rafael Saguier.
Se refería a un informe elevado a la futura administración por diplomáticos estadounidenses que atribuyen a "informaciones confidenciales" los supuestos nexos de Hamed con grupos integristas del Medio Oriente.
El diplomático paraguayo, embajador en el Líbano, fue llamado por el presidente electo para ocupar el cargo de ministro de Relaciones Exteriores.
Saguier dijo que si Estados Unidos no ofrece pruebas convincentes para objetar a Hamed, éste será confirmado la próxima semana.
Recordó que en tiempos de la dictadura del general Alfredo Stroessner (1954/89) "meritorios opositores al régimen autoritario figuraban en la lista de terroristas de Estados Unidos y con el tiempo y luego de muchos reclamos fueron borrados porque no tenían consistencia", explicó.
http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/30265-NN/lugo-nombraria-canciller-a-descendiente-de-arabes-vetado-por-eeuu-portavoz/
terça-feira, 15 de julho de 2008
Estudiantes paraguayos marcharon en silencio por victimas de la dictadura

¿Dónde estan los desaparecidos?, gritan Protestantes en Paraguay. (Foto: TeleSUR)
Los estudiantes de la Universidad Católica de Paraguay marcharon en memoria de las víctimas de la última dictadura y para celebrar que gracias a su lucha lograron la renuncia del rector, un ex funcionario del gobierno militar.
12 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net
Los estudiantes de la Universidad Católica (UC) de Paraguay, quienes tomaron las instalaciones de este centro de estudios hace quince días y lograron la renuncia del rector José Antonio Moreno Ruffinelli, vinculado con la dictadura de Alfredo Stroessner (1954 – 1989), realizaron el jueves en la noche una marcha del silencio para recordar a todas los fallecidos y desaparecidos del gobierno militar.
A pesar de su juventud, los estudiantes celebraron, en memoria de los que desaparecieron en la dictadura de Stroessner, la salida de Moreno Reffinelli y prometieron que no se retirarán de las calles hasta tanto no se haga memoria y justicia con los más de 20 mil detenidos desaparecidos y asesinados en 35 años de dictadura.
Carlos Luis Casabianca, un sobreviviente de la dictadura, calificó como "muy saludable" el renacimiento del movimiento estudiantil, que de ahora en adelante debe trabajar junto a otros sectores sociales, en la lucha contra "los resabios stronistas por una verdadera democratización de Paraguay contra estos hombres escombros que quieren reciclarse en la situación actual".
Bajo el lema "Dictadura nunca más", al inicio sólo fueron 20 estudiantes quienes tomaron la rectoría de la Universidad Católica en protesta por la designación como rector de uno de los hombres de la dictadura, y al pasar los días, estudiantes, trabajadores se sumaron a esta demanda que trascendió los muros universitarios para convertirse en un asunto nacional.
"Me solidaricé más que nada porque es una lucha que nos compromete a todos los paraguayos. Es un debate entre dos sistemas, uno dictatorial y otro democrático, y acá estamos en defensa de la democracia y los derechos del estudiantado, queremos cambiar la universidad y en eso estamos todos los estudiantes", afirma Álvaro Lobianco, estudiante de la UC.
El silencio que se hacía denuncia se convirtió en un canto unísono compartido, con los que están y los que no. Los estudiantes que lideraron estas protestas compartieron sus determinaciones e hicieron un llamado a la justicia.
"Más allá de nuestras propias vidas (llamamos a) que juntos trabajemos, que juntos avancemos y que siempre con justicia y con memoria vamos a vencer, esta es nuestra victoria, felicidades a todas y a todos", declaró Cecilia Vyok, dirigente estudiantil.
Ya este viernes, los estudiantes despejaron las entradas de la Universidad Católica gracias a un acuerdo con la autoridades de que el nuevo rector sería elegido de forma consensuada con la comunidad universitaria.
Sin embargo aseguraron que se mantendrán movilizados en contra de todas las personas que defendieron la dictadura que hoy se mantienen impunes y mantienen cargos públicos.
http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/30071-NN/lula-da-silva-critica-que-no-se-mencione-la-especulacion-en-los-debates-sobre-precio-del-crudo/
quarta-feira, 28 de maio de 2008
PARAGUAY/PA’I OLIVA, SINÓNIMO DE LUCHA POR EL PARAGUAY
Parlamento Jovem *
Adital - Semblanza de un sacerdote comprometido con el país.
Por: Claudia Noemí Cabrera Vargas
21 mayo 2008/www.adital.com.br
[ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina
El jesuita español Francisco de Paula Oliva Alonso, desde su llegada a nuestro país, peleó para derrocar la dictadura de Stroessner, creó un espacio de reflexión denominado "Parlamento Joven"
"Yo vine a Paraguay el mes de abril de 1964. En aquellos tiempos se venía en barco, el viaje era de quince días. Al desembarcar en Río de Janeiro hubo un levantamiento de militares, entonces tuve que estar una semana en Río, hasta que pude tomar el avión de Río de Janeiro a Paraguay.
En Paraguay me designaron dos trabajos: Padre Espiritual del Colegio Cristo Rey y dar clases en la Universidad Católica, de una asignatura llamada introducción a los Medios de Comunicación, de la misma salió después la carrera de Ciencias de la Comunicación.
La carrera surgió porque había muchas personas mayores en Asunción que ejercitaban el periodismo y no tenían título. La OEA empezó con una tendencia donde todos los periodistas de América Latina, debían tener título para poder ejercer. Entonces se me ocurrió darle esa ayuda, haciendo en la Universidad Católica una carrera de la Facultad. E hicimos propaganda. Lo curioso fue que de las personas mayores solo vino una, los demás fueron jóvenes y con ellos comenzamos la carrera, relató el Padre Oliva".
Durante la dictadura
En 1965, el Pa’í convocó a grupos de jóvenes a derrocar el gobierno del entonces dictador Alfredo Stroessner trabajando él desde Asunción mientras otros sacerdotes jesuitas apoyaban el nacimiento de Ligas Agrarias en varios departamentos del interior paraguayo. Creo las "misas a go go", con guitarras eléctricas, canciones de corte juvenil y prédicas sobre la realidad sociopolítica del país desde la perspectiva cristiana. Estos actos religiosos fueron durante años vigilados por los alcahuetes de la dictadura que los consideraba subversivos.
El Pa’í participaba en cuanta actividad antidictatorial organizaban sus compañeros de fe, y para no aparecer como privilegiado por su nacionalidad extranjera, se naturalizó paraguayo. Cuatro meses después la Policía lo detuvo mientras acompañaba una huelga de hambre estudiantil. El Jefe de ese cuerpo lo calificó como "El Lenin de los campesinos paraguayos" y lo expulsó hacia la Argentina, según UITA - Secretaría Regional Latinoamericana - Montevideo - Uruguay.
Yo tenía cinco años de paraguayo, cuando tomé la nacionalidad y me echaron al mes siguiente. Después estuve veintisiete años fuera, acotó el Padre Oliva.
La vuelta a Paraguay
El año 96 vine al Paraguay. No quise venir como una memoria histórica, como una pieza de museo, quise venir de otra manera, ganarme la vida ahora y no de la forma anterior. Entonces me fui al Bañado Sur, comentó el Pa’í Oliva.
En 1996 regresó a Paraguay y vivió en un barrio extremadamente humilde llamado El Bañado. Su actividad es tan versátil como abundante: instituye fondos para becas para chicos pobres, concreta sistemas de apoyo alimentario para miles de niños carenciados, organiza actividades solidarias con jóvenes detenidos en una Correccional de Menores, ejerce la docencia universitaria, escribe artículos, anima dos espacios radiales, relata la UITA - Secretaría Regional Latinoamericana - Montevideo - Uruguay.
El Parlamento Joven y el Marzo Paraguayo
Se me ocurrió celebrar lo diez años de la democracia y que para ello podíamos hacer una especie de Parlamento Joven. Entonces lo hice, sigue el Padre Oliva.
Ya en marzo, fue lo del marzo paraguayo. Posteriormente nos dimos cuenta que lo del Parlamento Joven tenía todavía más razón de ser, porque había entre la juventud mucho entusiasmo, entonces después empezó con fuerza.
Lo del marzo paraguayo. Lo relacionan conmigo, porque yo estaba interesado en todo lo que estaba pasando en Paraguay y como estuve en los momentos claves, cuando la cámara de diputados decide hacer juicio político, en el acto que se tuvo con Argaña allá en la plaza, y ya me quedé en la plaza, estuve los siete días, iba unas horas al Cristo Rey a cambiarme de ropa, pero todo el tiempo estaba en la plaza. Yo no conocía a nadie de la plaza prácticamente, los conocí allí… manifestó el Pa’í Oliva.
Desde 1998 apoya intensamente a los vecinos de Rincon’í y en 1999, a diez años de la caída de la dictadura, fundó el Parlamento Joven. En marzo de ese año, tras el asesinato del vicepresidente Luis María Argaña, la ocupación del centro de la ciudad por parte de estudiantes y de la inminente represión policial salvaje, el Pa’í y otros religiosos y religiosas se instalaron allí junto a los jóvenes para celebrar misa, confesarlos y, sobre todo, compartir su suerte. El 26 de marzo de 1999, mientras comandos paramilitares baleaban la plaza ocupada por la multitud, el Pa’í Oliva, con fondo de balacera, hablaba en directo por la televisión desde el lugar de los hechos llamando al pueblo a acudir a la plaza y participar en la resistencia. "Esto es real. Nos están masacrando. Es el momento de jugarnos todos por el país que queremos", clamó entonces en todas las pantallas del Paraguay. Esa noche hubo ocho jóvenes muertos y más de un centenar de heridos. El gobierno cayó, pero el que lo sustituyó, encabezado por Luis González Macchi, pronto demostró no ser mejor que su antecesor, alude la UITA - Secretaría Regional Latinoamericana - Montevideo - Uruguay.
Los jóvenes, su opción
Desde que llegué al Paraguay yo estuve todo el tiempo trabajando con jóvenes, no quiere decir que no había adultos, pero mayoritariamente eran jóvenes los que mejor podían ayudar, por eso seguí adelante.
La sesión de ese año del Parlamento Joven congregó a 1.500 chicos y chicas que se reunieron todos los fines de semana del año en distintas localidades del interior del país, según la UITA - Secretaría Regional Latinoamericana - Montevideo - Uruguay.
El Parlamento Joven cumplió siete años, entonces decidimos hacer como una parada y empezar de nuevo. Porque en Paraguay las circunstancias cada vez se están poniendo más difíciles en el país, y es necesario una formación. La formación que dábamos estaba bien para que cada uno trabaje en su departamento, pero a nivel nacional se necesitaba más formación, entonces hemos decidido hacer cursos más difíciles sobre muchas cosas, pero sobre todo comenzando a formar a las personas, desde las personas pues hablar de otras cosas.
El futuro del Parlamento Joven no es formar ningún partido político, sino formar gente que se meta en muchos lugares, cambien el país y todo lo que puedan, mencionó el Padre Oliva.
Momento Cúspide
Varios momentos; uno cuando decidí hacerme jesuita, este año se cumple sesenta años de eso. El otro momento cuando decidí venir al Paraguay, son los dos momentos fundamentales en mi vida.
Yo vine al Paraguay y mis ideas no eran demasiado avanzadas, porque venía de un país como España, donde había una dictadura de muchos años, no había libertad. Y en Paraguay los muchachos, del colegio y la Universidad me fueron poco a poco abriendo los ojos, enseñándome cómo era la realidad de la vida en el Paraguay, entonces me di cuenta de lo difícil que era y dije que había que trabajar de verdad para hacerlo, expresó el Padre Oliva.
Mayores Méritos
Desde mi punto de vista el Pa’í tiene muchísimas virtudes, sobre todo el amor y la entrega que pone a las cosas que hace en nombre del Paraguay. Dentro del Parlamento Joven, yo creo que él instauró el espíritu de lucha y siempre nos alienta a seguir adelante a pesar de todas las limitaciones que tenemos.
Él es una piedra fundamental dentro del Parlamento Joven, en la construcción de una alternativa diferente. No llego a decir al punto que no existiría el Parlamento Joven sin él, pero creo que es esencial dentro del desarrollo y la motivación de los chicos que vienen desde el interior que son la mayoría, confirmó Mirta Moragas, parlamentaria joven.
Yo creo que su principal mérito es que es una persona que se anima a plantear cosas. Dando un paso al frente, cuando todavía nadie lo dio y me parece que eso es muy importante, sobre todo desde la perspectiva de ver el potencial de la juventud conciente y organizada políticamente. No desde el punto de política partidaria, sino política, expresó Milena Pérez.
Mayor Aporte
Difícil es decirlo porque el Parlamento Joven es una cosa, el Marzo Paraguayo fue otra, todo el trabajo de la dictadura fue distinto. A mi me da la impresión según lo que dice la gente es: siempre luchando, ese sentido de la vida, ese sentido de luchando por el Paraguay. Eso creo que ha sido el mayor aporte. Luchando desde la fe y desde la vida en todas las cosas, afirmó el Padre Oliva.
Mirta Moragas, Coordinadora del Parlamento Joven, por su parte nos dijo: - Más que nada tiene que ver con todas las cosas que está haciendo a diario. Crear conciencia, crear espacios de reflexión y tratar de influir, ahora principalmente desde el Bañado Sur. Hace que la gente visibilice las cosas.
Milena Pérez, nos habló de que su mayor aporte fue el de crear conciencia en sectores que muchas veces no conocían su potencial, la juventud, los sectores de los bañados, el ayuda a visualizar y organizar.
¿Quién es Pa’í Oliva?
Mirta Moragas nos dijo: para mi ha sido muy importante el haber conocido al Padre Oliva, yo pasé muchísimos momentos de mi vida muy complicados a su lado. Y recibí apoyo de él como si fuese mi abuelo, que no tengo y más que nada me parece una persona muy luchadora, muy idealista y sobre todo que trata de que todo lo que creemos y todo lo que soñamos no sean solamente sueños, sino que lleguen a la realidad.
Por su parte, Milena Pérez nos habló de una persona que tiene bastante claro el proyecto de sociedad al que aspira y con el cual está comprometido. Lo complementa con su formación y su fe religiosa. Trabaja por el Reino de Dios acá en la tierra, que tiene que ver con la justicia, con que todas las personas podamos vivir con dignidad, como tenemos derecho a vivir y en su práctica procura ser coherente, en ese sentido el es bastante luchador y comprometido.
El Pa’í Oliva concluyó diciendo: El Pa’í Oliva es una persona humana, con sus fallos, con sus necesidades, con muchos años ya y por lo tanto vale menos, pero que siempre ha luchado por una causa que ha creído que vale la pena. Esa causa era ayudar a los demás…
* Parlamento Jovem Paraguay
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domingo, 27 de abril de 2008
A VITÓRIA DE LUGO E SEUS REFLEXOS NO BRASIL
Altamiro Borges
21 abril 2008 / Carta Maior http://www.cartamaior.com.br/
Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Após sucessivos golpes e guerras, paraguaios ainda não consolidaram democracia
Brasília, 14 abril 2008 - Um país que ainda busca consolidar um regime democrático, depois de passar por sucessivos golpes de Estado, revoluções e guerras. É assim que o historiador e diretor do Instituto de História e Museu Militar do Ministério da Defesa Nacional do Paraguai, Hugo Ramon Mendoza Martinez, descreve o momento histórico vivido no país vizinho ao Brasil, que elege um presidente para substituir Nicanor Duarte no próximo domingo (20).
Primeiro país latino-americano a conseguir independência do Império Espanhol, em 1811, e primeiro a se declarar uma república, em 1813, o Paraguai conheceu logo o que é uma ditadura. De 1814 a 1840, foi governado por Gaspar Rodríguez Francia, seguido pelos também ditadores Antônio López e Solano López. Apesar do regime, Martinez diz que “o Paraguai seguiu um processo de desenvolvimento econômico e social muito importante no contexto latino-americano.
Em 1865, veio a Guerra do Paraguai, contra a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai. O conflito deixou o país “devastado e tutelado pela Aliança” e criou uma "cicatriz profunda na alma popular, pois interrompeu um processo muito importante do Paraguai", diz o historiador. "Perdemos muito da nossa auto-estima com a derrota”, acrescenta. Dois terços da população morreram (300 mil pessoas) e "ficaram somente as crianças, os velhos e as mulheres”.
Após a Guerra do Paraguai, seguiu-se um período de disputas políticas entre os dois principais partidos, o Liberal e o Colorado. Este último prevaleceu até 1904. Daí até a Revolução Febrerista de 1936, que derrubou o governo liberal e colocou o coronel Rafael Franco na Presidência, com um governo populista e nacionalista, os liberais estiveram no poder, e voltaram logo em seguida, em 1937. Nesse período, além de guerras civis e revoluções, houve mais uma guerra contra um país vizinho, a Bolívia.
Na Guerra do Chaco, de 1932 a 1935, estava em jogo o controle do território do Chaco, no norte do Paraguai. Apesar de pouco preparado para o confronto, uma vez que em 1922 o país passou por mais uma guerra civil de disputa pelo poder, o exército paraguaio venceu. “Essa vitória contra a Bolívia nos devolveu um pouco a confiança, a auto-estima. A partir dali, o Paraguai teve um pouco de política externa relativamente independente”, lembra Martinez.
Em uma nova revolução, em 1947, a Aliança Nacional Republicana (Partido Colorado) chega ao poder, e dá as cartas por um período ainda instável politicamente, até 1954. “As pessoas estavam cansadas de tanta instabilidade, porque de 1904 até 1954 houve uma grande quantidade de revoluções, golpes de Estado e guerras civis, então praticamente apoiaram a ditadura do general Stroessner”, afirma o historiador.
O colorado Alfredo Stroessner ficou no poder até 1989, quando foi deposto por um novo golpe de Estado, liderado pelo também colorado Andrés Rodríguez. Desde então, os presidentes são eleitos. Mas todos eles até agora são do Partido Colorado, que este ano completa 62 anos seguidos na Presidência paraguaia.
Apesar desse domínio do partido, Martinez destaca que “continuamos a ser uma democracia”. “Temos o processo democrático mais longo de toda a nossa história, são 18 anos de democracia, praticamente inéditos no país”, diz. No entanto, ele lembra que falta a alternância no poder, condição necessária para a consolidação da democracia. “Isso não ocorreu ainda no Paraguai”, conclui.
Quando a democracia estiver consolidada, alguns milhões de paraguaios viverão nela, já que a população, devastada na Guerra do Paraguai, hoje passa dos 6 milhões. Houve um salto a partir da década de 1980, quando o número de habitantes praticamente dobrou por causa do início das atividades da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/12/materia.2008-04-12.6464035279/view
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segunda-feira, 3 de março de 2008
LAS REIVINDICACIONES PARAGUAYAS EN ITAIPU Y YACYRETA
Itaipú solamente pudo haber firmado un dictador corrupto
Hugo Ruiz Olazar
Asunción, Paraguay, 2 de Marzo de 2008/ABC Color
El periodista y escritor brasileño Julio José Chiavenato, autor del best seller Genocidio Americano, sobre la Guerra contra la Triple Alianza, además de otras dos obras, una sobre la Guerra del Chaco y otra sobre la dictadura, afirma en esta entrevista que el Tratado de Itaipú, que establece ventajas casi exclusivas a favor de Brasil, solamente pudo haber sido firmado por un dictador corrupto, refiriéndose a Alfredo Stroessner. El intelectual, que vino a Asunción para asistir a un congreso organizado por el movimiento luguista Tekojoja, dijo que un futuro gobierno honesto y respetable en Paraguay podría tener mejor chance para corregir la injusticia.
–Sus obras son impactantes: Genocidio Americano (sobre la Guerra de la Triple Alianza), la Guerra del Chaco y el libro sobre la dictadura ¿Cómo se interesó en Paraguay?
–Durante la dictadura militar en Brasil, pasó conmigo lo que con muchos periodistas. Perdí el empleo. Viajaba para conocer y me tocó venir a Paraguay en el 75. Y bueno, me tomó cuatro años escribir las tres obras. En 1979 salió el libro sobre la guerra contra el Paraguay, en 1980 el libro sobre la guerra del Chaco, la guerra del petróleo y en 1982, “Retrato de una dictadura”, en base al material que fui recogiendo.
–¿Qué le atrajo de Paraguay?
–Mire. Cuando un brasileño va a Ciudad del Este es como si estuviera en Brasil pero cuando se interna dentro de Paraguay se produce un choque muy agradable, ese verdor impresionante, con gente hablando guaraní, con una cultura muy diferente, su música. Uno queda atrapado. Es fascinante. Más fascinado me quedé cuando conocí la historia de Paraguay, la Guerra del Paraguay, ese genocidio tan traumático que involucró a Brasil y que traumatizó también a Brasil.
–¿Conocen los brasileños la historia de la Guerra?
–Conocen claro, pero de otra manera.
–A la manera de los vencedores...
–Se conoce porque muchos brasileños también murieron en esa guerra.
–Pero hay poca literatura...
–No hay ninguna. Actualmente se pueden contabilizar 4 o 5 libros...
–¿Quién le contó la historia?
–Cuando llegué allá por Caacupé, donde está el monumento a los Niños Combatientes (Mártires de Acosta Ñu, en Eusebio Ayala), pregunté y un niño me dijo: “vamos a mi casa. Mi abuelo te va a contar”...
–¿Allí en el pueblo?
–Sí, allí mismo. Pero no me contó una historia sino me cantó una canción en guaraní y me tradujo para que entienda. Yo me quedé francamente fascinado. No creía que podía ser verdad una cosa tan terrible...
–Que los niños se disfrazaran de mayores para la batalla...
–A partir de ahí comencé a investigar. Vine a Asunción. Después en Brasil hasta que terminé el libro y tuvo mucho suceso...
–Escribir sobre historia seguramente no habrá sido tan arriesgado como escribir sobre Stroessner...
–Sin embargo, para mí lo más complicado fue escribir sobre la Guerra del Paraguay porque en el Brasil nadie le llevaba el apunte a Stroessner, salvo que se sabía que era un dictador corrupto.
–¿Por qué más complicado?
–Fue terrible para mí. Dijeron que yo denigraba la imagen del Brasil. Me trataron de “traidor de la Patria”, quedé marcado.
–¿De cuántos ejemplares fue la primera tirada de Genocidio Americano?
–Fue de 5.000 ejemplares. Se agotó en una semana. La segunda edición fue de 15.000. También se agotó en una semana. En menos de cuatro meses hubo 7 ediciones de 15.000. Todo se agotó sin ninguna nota en la prensa. Lo que yo escribí era una cosa completamente desconocida en Brasil. De 1920 a 1979 no fue publicado un solo libro sobre la Guerra del Paraguay en Brasil. Fue el mayor acontecimiento histórico de Brasil y que quedó 59 años sin ningún libro publicado.
–En silencio...
–Sí. El libro rompió ese silencio. Entonces fue un suceso mediático.
–En su obra sobre Stroessner, usted contó la historia de la guerrilla del 59/60 que ni los paraguayos conocíamos por la censura.
–Creo que no había una publicación que relatara sobre el degollamiento de los guerrilleros paraguayos por los militares.
–No se sabía que se los lanzaba al río desde aviones. Después copiaron los militares argentinos de la Guerra Sucia...
–Sí. ¿Sabe quiénes me contaron? los propios torturadores de Stroessner. Ellos se creían “patriotas” por asesinar opositores. Estaban contentos conmigo por mi obra sobre la Guerra y entonces me contaban como una hazaña las barbaridades que cometían. Yo llegué a muchos sobrevivientes gracias a ellos...
–Es increíble...
–Para mí fue increíble. Nunca me olvido cuando un ex guerrillero me quiso mostrar unos documentos y me llevó, de noche, en un auto que se caía a pedazos, fuera de Asunción. Me dio mucho miedo. Me hizo entrar a una favela, una casa paupérrima, muy pobre que no tenía ni luz..
–¿Pensó que lo iban a ejecutar?
–Tuve mucho miedo. Pero el ex guerrillero abrió un baúl y sacó muchos papeles. Eran actas, cartas, diarios de la guerrilla. Me pasé toda la noche copiando a la luz de una vela. Ese hombre era depositario.
–¿Cuántos libros ya escribió?
–Tengo unos 40...
–¿Cuál fue el error para usted en el cambio de la dictadura a la democracia?
–Lo que pasó en Paraguay es en menor escala lo que aconteció con Brasil. La transición no fue perfecta. No lo es hasta hoy.
–¿Hasta hoy?
–Tiene muchos errores. Hubo mucha victoria “moral” y mucha derrota política...
–Y económica...
–Exacto. Todos aquellos políticos que lucharon contra Stroessner fueron perseguidos, torturados, pero no tuvieron resultados prácticos en la democracia. Fueron derrotados políticamente. Cuando no fueron derrotados por la represión fueron derrotados electoralmente. Su reacción fue muy emocional. Los derrota el sistema, preparado para el fraude.
–¿Por qué dice que Brasil no despegó todavía? Hoy hasta tiene un gobierno socialista, a cargo de un ex marxista...
–Yo creo que Lula no es ni socialista ni marxista. Es lulista. Es una gran decepción. No tiene coraje de enfrentar a las elites brasileñas para llevar adelante el cambio.
–¿Será por eso que Paraguay tampoco puede conseguir nada en Itaipú?
–Itaipú fue construido dentro del plan de hegemonía de Brasil de ser líder del cono sur. Fue pensado más bien para contener los deseos de Argentina, de hacer lo mismo.
–¿Cómo se entiende?
–Su construcción fue un asunto de seguridad nacional para Brasil. En conclusión, no hay un presidente en Brasil, sea Lula o sea otro, que tenga fuerza para cambiar las cosas, a no ser que toda la sociedad brasileña se pronuncie y convenza al gobierno que es posible revisar el tratado. Detrás de eso están también las transnacionales...
–¿Es así de simple, o es porque Paraguay estuvo gobernado por corruptos a los que no les interesa discutir?
–La forma como está concebido el tratado de Itaipú solamente pudo haber sido firmado por un dictador corrupto. Un presidente honesto jamás hubiera aceptado ese tratado. El Tratado de Itaipú fue hecho específicamente mirando las ventajas del Brasil.
A Stroessner eso no le importó. Paraguay no fue obligado a firmar ese tratado. A Stroessner le interesaba el dinero y nada más.
–Fueron prácticamente sobornados...
–Esto comenzó con corrupción y continuó con la corrupción. No basta solamente con decir que el tratado es injusto. Los que gobernaron no defendieron los intereses de Paraguay. Entonces, Paraguay está pagando hoy 20, 30, 40 años de corrupción.
–¿Por qué Bolivia tuvo un éxito casi inmediato cuando reclamó el precio del gas?
–Porque el negocio fue con Petrobrás, que tiene una cierta autonomía de acción y no depende de las multinacionales. Aparte, los gobiernos bolivianos tienen una tradición de rebeldía, de resistencia, algo que no existe en Paraguay. Los gobernantes no tienen condiciones para enfrentar una discusión.
– ¿Esta situación puede variar con un gobierno que proyecte otra imagen?
– Paraguay tiene que ser gobernado por un gobierno serio, honesto, inteligente, que no admita más la sumisión o la interferencia de Brasil, Argentina o cualquier otro país a cambio de sobornos. Una nueva imagen le podría dar una mayor fortaleza. Cuando venga un gobierno que tenga fuerza y apoyo popular, la conversación va a ser distinta. Con gobiernos corruptos nunca se puede llegar a nada serio. Por eso son corruptos, porque hacen prevalecer intereses particulares. (ABC Digital/Paraguay)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Paraguay/Hace 19 años que derrocaron a Stroessner
2 DE FEBRERO DE 1989
Asunción, Paraguay, 1 de febrero 2008 - Mañana se recordará el 19 aniversario del golpe de Estado que desalojó del poder al dictador Alfredo Stroessner después de 35 años de un régimen de terror. Fue en la noche del 2 de febrero de 1989 cuando el entonces general Andrés Rodríguez lideró un movimiento revolucionario que terminó con más de tres décadas de una cruel dictadura que se mantuvo gracias a la violencia, al miedo, la opresión, la corrupción y la traición.
El derrocamiento de Stroessner con su legión de asesinos, ladrones y corruptos, de toda laya, se constituyó en una esperanza para los oprimidos y perseguidos por los lacayos del régimen.
La caída del dictador posibilitó las libertades públicas y sentó las bases de la transición para trabajar por el establecimiento y consolidación del sistema democrático de gobierno.
Alfredo Stroessner había llegado al poder gracias a un artero golpe de Estado en 1954 después de traicionar a amigos, parientes y seguidores que lo ayudaron a ocupar el sillón del Palacio de López. Así como llegó, el dictador se fue. (ABC Color)
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Paraguay/Víctimas de la dictadura de Stroessner reclaman indemnización
Asunción (Paraguay) 14 noviembre 2007 (ABN) - Las víctimas de la dictadura de Alfredo Stroessner, quien gobernó el Paraguay de 1954 a 1989, exigieron este miércoles una indemnización por las violaciones, crímenes y torturas sufridas durante este período y que formó parte del Plan Cóndor, reportó Prensa Latina.
En este sentido, el defensor del Pueblo, Manuel Páez, manifestó su disposición a firmar una resolución que autorice el pago, pero sugirió verificar antes, quienes fueron los verdaderos afectados por el régimen stronista.
Las víctimas, reunidas ante la Defensoría del Pueblo, reclamaron, además, una explicación sobre el caso de Dardo Castelluccio, acusado de nazi y aún así beneficiado con la concesión de 101 millones de guaraníes, unos 21 mil 281 dólares.
Al respecto, el defensor del Pueblo explicó que Castelluccio, italiano radicado en la nación suramericana, tiene sus documentos en orden y también fue víctima de la dictadura, motivo por el cual el Senado aceptó indemnizarlo en septiembre último.
Stroessner dirigió Paraguay de 1954 a 1989 con el apoyo del Partido Colorado y durante su régimen militar fueron asesinadas en el país alrededor de 4 mil personas.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
América Latina rindió tributo a las víctimas de las dictaduras militares
Buenos Aires, 30 agosto (ABN) - Amplios sectores populares y gubernamentales de América Latina rindieron tributo a los cientos de miles de detenidos-desaparecidos que han sido víctimas de la represión en dictaduras militares, refirió Prensa Latina.
En más de una docena de naciones, integrantes de la Federación Latinoamericana de Asociaciones de Familiares de Detenidos-Desaparecidos (Fedefam) organizaron actos con motivo del Día Internacional del Detenido-Desaparecido.
El reclamo de justicia marcó la jornada que tuvo actividades de mayor notoriedad en Uruguay, Argentina, Brasil, México, Chile y Paraguay.
Las condenas a las desapariciones forzadas de personas incluyeron fuertes críticas a Estados Unidos, cuyos gobiernos encubrieron y alentaron las prácticas represivas concebidas como parte de los planes contrainsurgentes en los años 70 y 80 del pasado siglo.
Organizaciones estudiantiles, sindicales y defensoras de los derechos humanos de Uruguay exigieron que se haga justicia con los responsables de la desaparición de miles de personas durante la dictadura castrense en ese país (1973-1985).
Entretanto, organismos defensores de los derechos humanos en Argentina realizaron una concentración en el Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado, ubicado en el porteño Parque de la Memoria.
Las organizaciones no gubernamentales (ONG) Abuelas y Madres de Plaza de Mayo, junto a otros allegados de detenidos-desaparecidos durante la dictadura militar argentina (1976-1983), colocaron placas con los nombres de algunos de los 30 mil ejecutados por el llamado Proceso de Reorganización Nacional.
Asimismo, el presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, habló este jueves para referirse a hechos similares durante la presentación del libro Derecho a la Memoria y a la Verdad, que hace el recuento oficial de lo ocurrido a los militantes muertos y desaparecidos durante la dictadura militar local (1961-1988).
En el mismo sentido, la Comisión de Finanzas del Congreso de Guatemala emitió un dictamen favorable a la iniciativa de ley sobre la creación de una comisión que dispondrá de unos 3,5 millones de dólares para la búsqueda de los desaparecidos durante el conflicto armado interno.
El conflicto armado en Guatemala, que se extendió de 1960 a 1996, dejó 200 mil víctimas, entre ellas 45 mil desaparecidos, según la investigación de una comisión auspiciada por la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
Chile, donde los tribunales ventilan 453 juicios por abusos contra mil 250 víctimas de la represión en el régimen de Augusto Pinochet (1973-1990), también fue escenario de actividades de tributo a las víctimas.
Por su parte, la prensa paraguaya destacó la celebración del Día Internacional de los Desaparecidos, conmemorado por sectores populares y progresistas, principales víctimas de la dictadura militar de Alfredo Stroessner (1954-1989).
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Paraguay no olvida a sus desaparecidos
Se lanzó una campaña que busca recoger testimonios de víctimas y familiares de desaparecidos bajo la dictadura de Alfredo Stroessner.
Paraguay comenzó a revolver en su memoria con el fin de reconstruir la historia de miles de desparecidos durante la dictadura militar impuesta durante 35 años por Alfredo Stroessner.
El 10 de julio pasado, la Comisión Verdad y Justicia (CVJ) de Paraguay emprendió la campaña "2.000 testimonios para la historia" para recolectar testimonios de víctimas y familiares de desaparecidos, y aportar datos claros y contundentes con vistas al informe final que será presentado en agosto de 2008.
A partir de ese momento, el documento adquirirá el carácter de posición oficial del gobierno paraguayo, que recién en 1996 reconoció que hubo una dictadura en el período 1954-1989.
En mayo de 1954 Stroessner encabezó un Golpe de Estado que depuso a Federico Chávez, presidente electo en 1949 y líder del Partido Colorado. En agosto de ese año, Stroessner asumió la presidencia. Fue reelecto ocho veces mediante elecciones fraudulentas, en las que aparecía como candidato único del Partido Colorado.
Bajo el lema “Por lo menos no somos comunistas” de la dictadura de Stroessner, se produjeron torturas, persecuciones, asesinatos y más de dos mil personas fueron desaparecidas. Amigo de los nazis, le dio asilo político a varios de ellos en el Paraguay, entre ellos al doctor Josef Mengele. En 1989 un golpe de Estado encabezado por Andrés Rodríguez lo desplazó del poder. Murió exiliado en Brasil, el 16 de agosto de 2006. Tenía 93 años.
A pesar de que la CJV investiga alrededor de 400 desapariciones, aún no se tienen cifras exactas. José Félix Fernández Estigarribia, titular del organismo, explicó que ya se reunieron 1.350 testimonios. Por su parte, la Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos estimó entre 3.000 y 4.000 el número de personas asesinadas en dictadura.
Entre los testimonios recogidos hay relatos de activistas de derechos humanos, simpatizantes de la oposición, dirigentes políticos de partidos opositores, líderes de movimientos campesinos y militares disidentes.
La CVJ está integrada por nueve miembros de distintos sectores de la sociedad, y su misión es investigar tanto las violaciones a los derechos humanos del régimen de Stroessner como las cometidas por organismos del Estado hasta el 6 de octubre de 2003, fecha de promulgación de la ley que la creó.
El año pasado, la institución presentó un informe preliminar, en el que se responsabilizaba a Stroessner por casos que se produjeron en el marco del Plan Cóndor, una estrategia de varias dictaduras militares de Sudamérica en la década de 1970 y 1980 para intercambiar información sobre opositores exiliados, y organizar operativos de secuestro y asesinato en territorio extranjero.
"Queremos dejar registrada para la historia esa época tenebrosa que vivió Paraguay", enfatizó Estigarribia ante medios de Paraguay, quienes también se sumaron a la campaña -que cuenta con el apoyo del gobierno suizo- para alentar a los ciudadanos a prestar testimonio.
La televisión emite un corto publicitario donde el actor Emilio Barreto da su testimonio del horror y asegura que es un deber patriótico colaborar con la campaña. En el corto, Barreto relata las torturas físicas y psicológicas que padeció durante los trece años que estuvo detenido.
http://www.prensamercosur.com.ar/apm/nota_completa.php?idnota=3433