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terça-feira, 22 de março de 2016

Brasil/Embaixadora dos EUA no Brasil atuou no Paraguai antes do golpe



22 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Não se tratasse de política, poderíamos afirmar que é uma coincidência, mas isso dificilmente existe quando é este o caso. A mesma embaixadora dos Estados Unidos que serviu no Paraguai até meses antes do golpe é a responsável pelo Brasil neste momento de crise política no país.

Por Mariana Serafini

Liliana Ayalde serviu como embaixadora dos Estados Unidos no Paraguai de 2008 a 2011 e transferiu seu cargo para James Thessin meses antes do golpe que destituiu o presidente Fernando Lugo, em 22 de junho de 2012. Desde 1º de agosto de 2013 ela exerce a mesma função no Brasil. À época da assunção não houve alarde, nem coletivas ou conversas com a imprensa local.

Pouco mais de um ano depois da posse de Lugo, em 7 dezembro de 2009, Liliana Ayalde escreveu para o departamento de Estado dos Estados Unidos um telegrama – vazado pelo Wikileaks e publicados pela Agência Pública – onde expressa suas ressalvas com relação ao governo paraguaio. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”.

O “apoio” descrito por Ayalde não é apenas uma questão diplomática, trata-se de milhões de dólares norte-americanos investidos por meio da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) em empresas, ONG’s e

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O QUE PODEMOS APRENDER COM UM GOLPE DE ESTADO NO SÉCULO 21?

19 abril 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Imaginemos um país com um sistema político frágil, marcado por uma longa ditadura e um governo progressista razoavelmente novo onde o Executivo ainda é cercado por um parlamento reacionário. Neste país a elite defende seus interesses e trabalha para manter a dominação imperialista, enquanto isso, o povo – que escolheu o caminho da justiça e da igualdade e social por meio de eleições democráticas – tenta, a duras penas, garantir a legitimidade de seu voto.

Por 
Mariana Serafini

Este país lembra algum que você conhece? O Brasil talvez… sim, eu poderia falar de nossa terrinha tupiniquim, mas o exemplo do primeiro parágrafo trata do Paraguai. Não faz tanto tempo assim que nosso vizinho levou um golpe parlamentar e, salvo nossas diferenças, temos muito a aprender com o povo guarani.

O mês é junho, o ano 2011, faz apenas quatro anos que o presidente Fernando Lugo foi eleito democraticamente e rompe com os 62 anos de supremacia do Partido Colorado. O político progressista ousa sinalizar que pretende fazer algumas reformas essenciais e melhorar o

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Presidente do Paraguai toma posse esta semana com intenção de revisar tarifas de Itaipu


Sabrina Craide, repórter

10 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - A revisão do preço pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu deverá ser discutida entre os presidentes dos dois países na próxima semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar da cerimônia de posse do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, marcada para sexta-feira (15).

A alteração do Tratado de Itaipu foi um dos principais temas de campanha de Lugo. Para ele, o preço negociado deve levar em conta os valores praticados no mercado. O Brasil paga atualmente US$ 45,31 pelo megawatt-hora de Itaipu ao Paraguai.

Pelo Tratado de Itaipu, cada um dos dois países tem direito a usar 50% da energia gerada pela usina, mas como a demanda do Paraguai é menor (apenas 5% do que teria direito), o país vende o restante ao Brasil. A usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.

Recentemente, em entrevista à BBC Brasil, Lugo disse que pretende esgotar todas as instâncias de diálogo com o Brasil. Segundo ele, o governo paraguaio já apresentou suas reclamações a técnicos e assessores de política internacional do Brasil. Em maio, Lula se reuniu com Lugo no Paraguai, mas, oficialmente, a revisão das tarifas não foi tratada no encontro.

No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já afirmou que o preço pago pela energia é justo, e que o governo brasileiro não cogita alterar o Tratado de Itaipu. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que existe boa vontade do Brasil em conversar com o Paraguai.

O ex-bispo Fernando Lugo foi eleito presidente do Paraguai em abril, com 40,8% dos votos. O candidato da Aliança Patriótica para a Mudança derrotou o Partido Colorado, que estava no comando do governo paraguaio há 61 anos.

Além de Lula, devem comparecer à posse de Lugo mais dez presidentes, cinco vice-presidentes, além do príncipes da Espanha e 90 delegações oficiais.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/10/materia.2008-08-10.9984007816/view

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sábado, 9 de agosto de 2008

Paraguay/Fernando Lugo: ''Venezuela traerá equilibrio político al Mercosur''

Lugo viajó este viernes a la fronteriza provincia argentina de Misiones para reunirse con las autoridades políticas, religiosas y sindicales del vecino país. (Foto: Efe)

Lugo aseguró que su gobierno imprimirá una política exterior abierta que irá ''mucho más allá de sus fronteras'' con Brasil y Argentina.

9 agosto 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net/
La adhesión de Venezuela al Mercado Común del Sur (Mercosur) aportará equilibrio político a ese mecanismo regional, afirmó el presidente electo de Paraguay, Fernando Lugo, quien asumirá el 15 de agosto próximo por un período de cinco años.
"Venezuela traerá equilibrio político y servirá de contrapeso" a los dos socios más grandes, Brasil y Argentina, señaló el jefe de Estado electo en declaraciones a periodistas durante un recorrido por radioemisoras este viernes.
El futuro mandatario se declaró en favor del ingreso pleno de ese país en el Mercosur, el cual está pendiente de las aprobaciones legislativas brasileña y paraguaya.
Lugo aseguró que su gobierno imprimirá una política exterior abierta que irá "mucho más allá de sus fronteras" con Brasil y Argentina.
"Estamos muy influenciados política y económicamente por nuestros dos grandes vecinos. No podemos contentarnos en la política pendular entre Brasil y Argentina, la política exterior de Paraguay debe llegar mucho más allá de nuestras fronteras", reiteró.
A finales de junio, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, había adelantado que el ingreso pleno de Venezuela al Mercosur es "cuestión de algunos días", al considerar que el Congreso de su país deberá votar, en el lapso de "un mes o dos", por la adhesión plena de Caracas.
Lugo viajó a Misiones
El ex obispo viajó este viernes a la fronteriza provincia argentina de Misiones para reunirse con las autoridades políticas, religiosas y sindicales del vecino país, informaron sus portavoces.
Las actividades de Lugo comenzaron por la tarde con una reunión privada en la Capilla Virgen de Itatí con Joaquín Piña, quien en 2006 renunció a su cargo episcopal como obispo para dedicarse a la política.
Por la noche, Fernando Lugo tenía previsto participar en la inauguración del Complejo Sanatorial de Posadas, capital de la provincia y vecina a la ciudad paraguaya de Encarnación, ambas situadas en el área de influencia de la represa paraguayo-argentina de Yacyretá.
En ese lugar el ex clérigo, quien puso fin a una hegemonía de 61 años en el poder del Partido Colorado, se reunirá con el gobernador de la provincia, Maurice Closs, y el secretario general de la Confederación General del Trabajo de Argentina (CGT), Hugo Moyano.
"En este encuentro también estará presente Adolfo Velázquez, titular Secretario General del Sindicato de Camioneros de Misiones", dijeron fuentes de la Alianza Patriótica para el Cambio (APC), la coalición de amplia base ideológica que llevó a Lugo al poder.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/31116-NN/fernando-lugo-venezuela-traera-equilibrio-politico-al-mercosur/

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Paraguai terá reforma agrária "mais consistente", diz Lugo

17 julho 2008/Fonte: Padre Orvandil http://padreorvandil.blogspot.com

O presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, afirmou nesta quarta-feira (16) que promoverá uma reforma agrária "mais consistente" assim que assumir o cargo, em 15 de agosto, e admitiu que a reestruturação do Estado levará tempo.
"Quando se fala de reforma agrária, há uma espécie de medo dos grandes proprietários, dos que não foram sujeitos à reforma agrária e têm grandes extensões de terra", afirmou Lugo.
O ex-bispo advertiu de que os que obtiveram sua propriedade legalmente nada têm a temer. O futuro governante disse também que o que se fez no passado foi "uma distribuição de terras sem assistência técnica, sem crédito, sem rumo", o que, na opinião dele, derivou em "assentamentos (camponeses) fracassados" e em migração do campo para a cidade.
No Paraguai, 66% da terra pertencem a 10% da população, que, por sua vez, monopolizam 40% da renda, enquanto 30% dos seis milhões de habitantes não possuem terra própria, segundo dados oficiais.
Após as eleições de 20 de abril, nas quais Lugo pôs fim à hegemonia política de 61 anos do Partido Colorado, os grupos autodenominados "sem-terra" ocuparam fazendas agrícolas do centro do país e ameaçaram insistir nessa medida de força se não houver uma resposta a suas reivindicações.
ReformaJá os empresários agrícolas e criadores de gado pediram recentemente o fim das ocupações, encorajadas e realizadas por líderes de organizações camponesas que integram a coalizão de amplo espectro político que levou Lugo ao poder.
Em contrapartida, o ex-bispo reconheceu que a reforma do Estado precisará de tempo, mas antecipou que reforçará a coordenação do governo.
"Não queremos que nenhum Ministério funcione como um rancho à parte, por isso teremos o gabinete social, de educação, político no total e absoluta coordenação", disse.
PosseLugo também anunciou a possibilidade de os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez ficarem mais um dia em Assunção após a posse em 15 de agosto para uma reunião bilateral ainda em trâmite.
O dia da posse será muito cansativo,"mas há possibilidade de o presidente Lula ou o presidente Chávez ficarem até o dia 16 para continuar conversando sobre temas pendentes com estes países", afirmou Lugo.
Ao ato de posse confirmaram também presenças os governantes da Argentina, Cristina Kirchner; Bolívia, Evo Morales; Equador, Rafael Correa; Chile, Michelle Bachelet; Panamá, Martín Torrijos, e Honduras, José Manuel Zelaya.
Além disso, deverão estar presentes o príncipe Felipe de Bourbon da Espanha e delegações de vários países da região.
Lugo explicou que está preparando uma semana cultural por ocasião da posse, pelo que alguns convidados chegarão "um dia antes para participar de alguns eventos", assim como do jantar de despedida do qual Nicanor Duarte, presidente em fim de mandato, será anfitrião.
Ele comentou que também está previsto que, no dia 14, o líder boliviano jogue uma partida de futebol na residência presidencial de Mburuvichá Róga, onde Morales já disputou um encontro em junho de 2007. (Fonte: Efe)

http://padreorvandil.blogspot.com/2008/07/paraguai-ter-reforma-agrria-mais.html

terça-feira, 10 de junho de 2008

Paraguai/Mulheres enviam carta com demandas ao presidente Lugo

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
9 junho 2008

Em carta dirigida ao presidente eleito Fernando Lugo, mulheres integrantes de organizações e redes da sociedade civil paraguaia expõem suas demandam relacionadas ao "novo tempo de esperanças". Elas ressaltam que a expectativa cidadã é que o governo de Lugo convoque mulheres e homens com comprovada idoneidade e honestidade.

As mulheres desejam igualdade de gêneros por meio de um governo constituído de maneira paritária, com um gabinete integrado por 50% de mulheres. Além disso, querem que à frente da Secretaria da Mulher da Presidência da República esteja uma pessoa que reúna condições adequadas para responder a esse desafio.

Em 2004, o Centro Paraguaio de Estudos de População (CEPEP), registrou mais de 12 mil casos de mulheres que sofreram violência sexual, física e verbal. Para transformar essa realidade, as mulheres exigem políticas públicas de igualdade de gênero em todo o país.

"O governo deve incorporar transversalmente a perspectiva de igualdade de gênero nas políticas de saúde, de educação, de reforma agrária, de emprego, de cultura e em todo o serviço estatal, com recursos suficientes e no contexto de um estado laico e sem discriminações", afirmam.

As representantes deixam claro que vão colaborar com o governo de Lugo, por meio de vigilância do cumprimento dos direitos humanos das mulheres e da elaboração de propostas que contribuam com a democracia, a justiça e a igualdade no Paraguai.

Entre as organizações que assinaram a carta, estão: Católicas pelo Direito de Decidir (CDD-Paraguai), Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM- Paraguai), Coordenação de Mulheres do Paraguai (CMP), Coordenação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Indígenas (CONAMURI), Coordenação pelos Direitos da Infância e da Adolescência (CDIA), Jaku’eke Mulher, Movimento Nacional pelo Direito à Saúde, Rede contra Toda Forma de Discriminação.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33399

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domingo, 27 de abril de 2008

A VITÓRIA DE LUGO E SEUS REFLEXOS NO BRASIL


Para Ricardo Canese, um dos principais assessores do novo presidente paraguaio, Fernando Lugo, a capacidade de produção de energia do seu país é o único fator que pode destravar o desenvolvimento e garantir maior justiça social.
Altamiro Borges

21 abril 2008 / Carta Maior http://www.cartamaior.com.br/

Num clima de euforia, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas centrais de Assunção na noite deste domingo (20) para comemorar o anúncio oficial, divulgado pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), da vitória do ex-bispo católico Fernando Lugo no pleito presidencial do Paraguai.
A festa popular, carregada de esperança, marca uma virada histórica neste sofrido país, encerrando seis décadas de domínio do direitista Partido Colorado, e confirma a inédita guinada à esquerda do tabuleiro político na América Latina - tão temida pelo imperialismo estadunidense e pelas forças oligárquicas da região e incompreendida por alguns setores esquerdistas sectários.
Segundo várias agências de notícias, a multidão em êxtase ocupou a frente do comitê da Aliança Patriótica para a Mudança quando a apuração apontou a ampliação da vantagem de Lugo sobre a colorada Blanca Ovelar. Ninguém parecia acreditar no resultado, já que pairavam dúvidas sobre o risco de fraudes eleitorais.
Cauteloso, o novo presidente anunciou: "Quando a Justiça ratificar o resultado, estaremos abertos para construir a integração real do continente". O dia do candidato foi emblemático do seu perfil progressista, de adepto da Teologia da Libertação. Ele foi votar, às 7h12, de braços dados com a argentina Hebe de Bonafini, legendária líder das Mães da Praça de Maio. Depois, ao lado do amigo brasileiro Frei Betto, Lugo rezou na paróquia São João Batista.
Intrigas da mídia venal
A vitória do "bispo dos pobres", como ele é chamado por seu trabalho junto aos sem-terra de San Pedro, uma das regiões mais miseráveis do país, enche de esperanças o povo paraguaio, reforça o processo de integração progressista do continente e desperta preocupação no Brasil.
Envenenado pela mídia hegemônica, há quem tema a eclosão de conflitos com a nação vizinha em função da energia hidrelétrica de Itaipu e da presença de milhares de fazendeiros brasileiros na agricultura paraguaia. De fato, estes temas foram centrais na campanha eleitoral, com todos os candidatos - e não apenas Lugo - defendendo mudanças, principalmente nas cláusulas do Tratado de Itaipu.
Mas o que realmente pode mudar nas relações entre Brasil e Paraguai? Quais serão os reflexos da histórica vitória de Fernando Lugo? Para entender melhor o que está em jogo, sem se contaminar com as intrigas da mídia venal, torna-se indispensável a leitura do livro recém-lançado O Direito do Paraguai à Soberania, organizado por Gustavo Codas (editora Expressão Popular).
Ele reúne três artigos que ajudam a explicar o surpreendente apoio ao teólogo da libertação, as propostas da sua organização eleitoral, batizada em guarani de Tekojoja (que significa "viver entre iguais") e as reais polêmicas em torno do inflamável Tratado de Itaipu - o foco principal da obra.
Dívidas do capitalismo brasileiro
Já na abertura, o paraguaio Gustavo Codas, que se exilou no Brasil durante a ditadura de Alfredo Strossner e milita na CUT, explícita que a vitória de Lugo deve, de fato, afetar a agenda externa brasileira. "O país sofre uma pesada herança da qual o Brasil é, em grande parte, responsável. O Paraguai foi castigado, primeiro, pelas conseqüências duradouras da guerra de extermínio que Brasil, Argentina e Uruguai lhe fizeram nos anos de 1864-1870, e, na segunda metade do século 20, pelo fortalecimento de um modelo capitalista mafioso vinculado à burguesia brasileira em todo tipo de negócios ilícitos - narcotráfico, lavagem de dinheiro, contrabando, etc.".
Para ele, três temas deverão pautar uma nova relação, mais justa e soberana, entre os dois países. "Primeiro, a renegociação do Tratado de Itaipu. Segundo, os resultados da invasão de boa parte do território oriental paraguaio por latifundiários brasileiros produtores de soja (iniciado nos anos 70). Terceiro, a integração ao Mercosul com uma verdadeira compensação das assimetrias deste pequeno e pobre país em relação aos dois maiores sócios deste projeto - Brasil e Argentina".
O livro, como explica Codas, tem como objetivo reforçar na esquerda brasileira "o compromisso com um internacionalismo que, para além dos discursos de solidariedade, deve ser transformar em passos concretos reparando as dívidas deixadas pelo capitalismo brasileiro no Paraguai".
O programa do Movimento Tekojoja
Neste rumo, os três textos dão importante contribuição ao debate. O primeiro, de Richard Gott, membro honorário do Instituto de Estudo das Américas da Universidade de Londres, apresenta detalhada biografia do "bispo vermelho do Paraguai". O segundo traz o resumo do programa do Movimento Popular Tekojoja, que está centrado na luta pela "revolução agrária", na estratégica "soberania energética", na "planificação pró-ativa do desenvolvimento nacional", no "trabalho produtivo e digno para todos", na "universalização da seguridade social", na "integração regional solidária", entre outros itens. É um programa reformista, desenvolvimentista, mas que se inspira nos "princípios libertários que alentaram a luta patriótica do nosso povo e nos ideais socialistas". O texto mais longo, instigante e de interesse imediato para os brasileiros é do engenheiro Ricardo Canese, um dos principais assessores do novo presidente. Ele trata da "recuperação da soberania hidrelétrica do Paraguai". Com inúmeros dados técnicos, o autor argumenta que a capacidade de produção de energia do seu país é o único fator que pode destravar o desenvolvimento e garantir maior justiça social. Para ele, a vitória de Lugo reascenderá este debate estratégico, abandonado pela oligarquia paraguaia que "trocou de forma perversa a soberania hidrelétrica por concessões e apoios políticos fornecidos pelas elites dominantes dos nossos vizinhos mais poderosos", a exemplo do que ocorreu com o canal da Panamá e com as reservas de gás e petróleo da Bolívia.
Os tratados de Itaipu e Yacyretá
Apesar de posições estranhas, como a que renega as experiências socialistas, a que reforça a tese do subimperialismo - "sofremos mais a conseqüência de depender das submetrópoles (Brasília e Buenos Aires) que do próprio império" - e a que afirma que não há alternativas ao capitalismo, Canese apresenta dados sólidos sobre o "roubo" da energia hidrelétrica do Paraguai. Revela que os preços fixados pelo Tratado de Itaipu estão bem abaixo do mercado, que os juros da obra são escorchantes e eternizam a dívida externa e que as regras de comercialização são draconianas. O Paraguai consome apenas 12% da energia gerada em Itaipu, mas é obrigado a vender o restante para o Brasil. Acordo similar foi feito com a Argentina na exploração da energia de Yacyretá.
Canese estima que o país perca US$ 3,645 bilhões ao ano em decorrência desses tratados lesivos. Para ele, a renegociação dos acordos com o Brasil e a Argentina é o único caminho para a nação poder alavancar o desenvolvimento e investir em programas sociais que superem a brutal miséria do país. "O Paraguai é um país hidrelétrico. É o único país da região com genuínos excedentes... Com um PIB da ordem de US$ 7,5 bilhões, possui uma riqueza hidrelétrica que vale 50% do seu PIB. Conseqüentemente, não há nada mais importante do que recuperar a soberania sobre essa valiosa riqueza natural".
As propostas que formula, que serviram de base ao programa de Lugo, não pregam o rompimento dos acordos - como insinua a mídia. Mas procuram garantir preços justos, redução dos juros e novas regras. Defendem nada mais do que a soberania do Paraguai.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Paraguai/Combate à corrupção e crescimento sustentável desafiam Lugo, diz economista

Ana Luiza Zenker, enviada especial/Agência Brasil/http://www.agenciabrasil.gov.br

Assunção (Paraguai), 21 abril 2008 - Diminuir a corrupção no aparelho estatal, melhorar a cobertura dos serviços básicos oferecidos pelo Estado, promover uma política agrária que valorize os pequenos e médios produtores e dar sustentabilidade ao crescimento da economia.
Na opinião do economista e pesquisador do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (Cadep), Fernando Masi, esses são os desafios não só do governo eleito ontem (20) no Paraguai, mas das próximas administrações do país.
Ele explica que hoje a economia paraguaia é basicamente agrícola e comercial e se apóia na exportação de commodities agrícolas, na reexportação de produtos eletrônicos e de informática e na venda de energia elétrica.
De acordo com Masi, a exportação de commodities agrícolas, como a soja e a carne, geram cerca de US$ 3,4 bilhões por ano.
Outro importante setor da economia paraguaia é o de reexportação de eletrônicos, informática e outros produtos de luxo, “que tem tanto valor quanto a exportação total do Paraguai”. Nesse caso, o principal destino é o Brasil e Cidade do Leste, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, representa de 10% a 15% desse comércio.
“Esse comércio tem outras formas de entrar no Brasil, além da Ponte da Amizade”, afirma o economista, em referência ao transporte direto até o Porto de Paranaguá, no Paraná, e ao aéreo, em pequenos aviões.
A venda de energia elétrica das usinas de Itaipu e Yaciretá, assinala Masi, também é essencial para a economia paraguaia. “Se o Estado deixa de receber os ingressos das hidrelétricas, deixa de ganhar de 20 a 25% dos seus ingressos totais”, diz. Além disso, o superávit de 1% nas contas públicas se tornaria um déficit de 2,8%.
“Esse tripé pode garantir um crescimento seja sustentável? A resposta é não”, afirma. Isso porque nos três setores o Paraguai depende de alguns fatores, seja do preço das commodities e do clima, seja da demanda do comércio brasileiro ou mesmo da capacidade que o Brasil tem de comprar energia.
Como saída para dar sustentabilidade ao crescimento da economia, que em 2007 foi de 6%, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 11,798 bilhões, Masi diz que é necessário industrializar o país, especialmente por meio da agroindústria, com investimentos do Estado. Outras possibilidades de indústrias são as eletrointensivas, como às destinadas à produção de comportas para usinas hidrelétricas, desenvolvidas no país depois da construção de Itaipu.
Além disso, Masi defende uma política agrária diferente, que valorize os pequenos e médios produtores e dê possibilidades para que eles sejam competitivos no mercado. Isso evitaria a expulsão de pessoas que vivem no campo, que hoje são 43% da população, para as cidades, onde não encontram emprego.
Não menos importante para o próximo presidente, avalia Masi, são os desafios de combater a corrupção e melhorar a cobertura de serviços públicos básicos, como saúde, educação e acesso à água potável e a estradas asfaltadas, num país cuja carga tributária está em 12%.
“Se alguém vê esses indicadores, pode se assustar. Se comparar com um país pequeno como o Uruguai, é um abismo”, afirma o economista. Como exemplo, lembra que cerca de 40% da população não tem água potável e somente 11% das estradas são asfaltadas.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/21/materia.2008-04-21.5114710589/view

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sábado, 19 de abril de 2008

Paraguaios elegem novo presidente no próximo domingo

18 abril 2008 / Adital / http://www.adital.com.br
Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

Mais de 2,8 milhões de paraguaios têm o direito a ir às urnas, no próximo domingo (20), para eleger o futuro presidente do país e, depois de 61 anos, eles podem fazer história: dar a vitória a um candidato que não é postulante ao cargo pelo Partido Colorado, e sim pela Aliança Patriótica. É o ex-bispo Fernando Lugo, que está na frente em todas as pesquisas de intenção de voto.
Lugo chega à reta final de campanha com a preferência popular, sustentado por um discurso em favor do povo. Em inúmeras ocasiões, ele defendeu a reforma agrária e a soberania paraguaia nas decisões sobre a hidrelétrica de Itaipu - compartilhada com o Brasil. Ontem, ao fazer sua fala de encerramento de campanha, para mais de 60 mil pessoas, ele disse que a eleição será o dia da ressurreição do povo paraguaio.
Durante o discurso ele dirigiu-se a segmentos sociais específicos. Assim, aos emigrantes, Lugo disse que esses voltarão ao Paraguai com seus filhos e famílias. Além disso, o candidato apontou os indígenas como os primeiros donos dos recursos naturais do país, mas que agora não tem acesso a eles.
As eleições paraguaias, de turno único, têm ainda, entre os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas, a ex-ministra da educação do atual governo, Blanca Ovelar, do Partido Colorado; o ex-general Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace); e Pedro Fadul, do Partido Pátria Querida.
Segundo especialistas em política paraguaia, pelo menos 1,5 milhão dos eleitores do país são filiados ao Partido Colorado. No domingo, muitos devem mudar de lado, pois as classes mais pobres - que tradicionalmente votam nos colorados - devem dividir os votos entre a representante do partido e Lugo. O ex-bispo também é visto como o preferido pela classe universitária.
Apesar de seu aberto apoio a reivindicações populares, Lugo tem como vice o liberal Frederico Franco e, apesar de se colocar a favor da reforma agrária, deu garantias a agro-exportadores, ao se rodear de assessores moderados. O jornal La Hora revelou em sua última pesquisa que Lugo tem 34% das intenções de voto da população, enquanto Oviedo tem 29%, praticamente empatado com a candidata oficial, Blanca Ovelar, que tem 28,5%.
No domingo, os paraguaios escolherão também seus próximos governadores, legisladores nacionais, regionais e representantes para o Parlamento do Mercosul. Segundo a chefe da missão de observadores da Organização de Estados Americanos (OEA), Maria Emma Mejía, não há ameaça de "agitadores", para atrapalhar o pleito.
"Garanto a vocês que não há colombianos, equatorianos, venezuelanos ou uruguaios que queiram atentar ou perturbar estas eleições ou a democracia no Paraguai". A explicação da chefe foi para desmentir o atual presidente, Nicanor Duarte, que quis perturbar o cenário eleitoral, divulgando que agitadores estrangeiros iriam atrapalhar o processo eleitoral de domingo.
Os supostos agitadores - nove colombianos presos pela polícia - estavam no país para acompanhar o time de futebol Nacional de Medellín, pela Copa Libertadores da América. Mejía convidou a população a ir às urnas, pois as eleições são muito importantes "para a democracia na América Latina".

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32664

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Paraguai/LUGO CRÊ QUE LULA ACEITARÁ CONCESSÕES SOBRE ITAIPU

16 abril 2008 / Vermelho / http://www.vermelho.org.br

Fernando Lugo acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá sensibilidade o bastante para rever o acordo existe entre Brasil e Paraguai sobre energia gerado por Itaipu. Favorito às eleições presidenciais do próximo domingo, o ex-bispo crê no processo de integração latino-americana em curso no continente e conta com a colaboração das autoridades brasileiras para o desenvolvimento de seu país.

Em entrevista ao sítio Terra Magazine, Lugo lembra que o Paraguai possui um déficit habitacional de 400 mil moradias (para uma população pouco superior aos seis milhões de habitantes) e cita os outros problemas sociais que serão atacados caso vença a eleição e ponha fim à hegemonia de seis décadas do Partido Colorado no poder.

Veja abaixo a entrevista:

Como o senhor fez para chegar de bispo a candidato à Presidência?
Fernando Lugo - Houve um processo de discernimento no qual se tomam todos os desafios. Vivi mais de onze anos como bispo, mais de trinta anos como sacerdote. Sobretudo em San Pedro, região mais pobre do País, fizemos uma série de atividades pastorais, sociais, de reivindicações econômicas. Víamos que tudo isso é insuficiente quando não há vontade política. Acreditamos que a política é uma ferramenta importante para alcançar as verdadeiras mudanças. Eu era diretor de um colégio, já como bispo emérito, quando um grupo significativo de cidadãos, com mais de cem mil assinaturas, me pergunta se eu não estaria disposto a deixar o exercício sacerdotal e liderar um movimento amplo, aberto, que pudesse trazer transformações ao interior do país. Isso foi um dos grandes impactos na minha vida. Este convite exigiu reflexão pessoal e afinal acabei colocando-me à disposição da cidadania paraguaia. Fiz isso no Natal de 2006, em Encarnación, na minha casa materna. Daí vem tudo o que significou a Resistência Cidadã, a Concertación, e ultimamente o que é a Aliança Patriótica para a Mudança (Alianza Patriótica para el Cambio), formada há 14 meses, que aglutina 9 partidos políticos, 20 organizações sociais, sindicais, de mulheres, de indígenas, camponesas. Estamos à frente de todas as pesquisas para as eleições de 20 de abril.
Mas isto lhe valeu críticas dentro da Igreja, principalmente por parte do Vaticano...
O Vaticano reagiu de forma coerente, não podia ser de outra maneira porque nunca no mundo houve caso similar. Não cabia precedente, eu entendo muito bem. Não esperava outra coisa, porque era um caso inédito, único. Nesses casos, mesmo a Cúria Romana reage com bastante cautela. Pesa sobre mim uma suspensão do exercício sacerdotal, por minhas atividades políticas. E isso é o que eu havia pedido.
O papa Bento XVI o considera um sucessor dos teólogos da Libertação?
Não, não sei, não sei o que o papa vai achar, verdade... (risos).
Aqui no Paraguai, nunca estudamos a Teologia da Libertação na minha época de estudante, o fizemos, sim, no Equador. Eu estive lá por cinco anos como missionário e foi meu primeiro contato com os teólogos da Libertação, pela experiência pastoral com o senhor Leônidas Proaño, também com a diocese dos bascos no Equador, e isso foi para mim um "abrir os olhos", uma experiência pastoral nova, uma experiência de igreja que acredito ter pesado muito em minha experiência pessoal.
Que aspectos da Teologia da Libertação são retomados em seu projeto político e social para o Paraguai?
Sobretudo a participação. A Teologia da Libertação, do ponto de vista pastoral, dá muito espaço à participação laica. Na diocese de San Pedro temos a experiência de mais de mil comunidades eclesiásticas de base, nas quais ninguém pode ser um cristão anônimo, ninguém pode ser um cristão que esteja olhando de longe a experiência eclesial, tem que entrar na comunidade, participar com os diversos carismas e responsabilidades que têm os laicos. Este também vai ser um governo democrático e participativo, que pede a participação de todos os escalões da sociedade.
Como o senhor vê o contexto regional para seu projeto?
Nós acreditamos que ele favorecerá a entrada do Paraguai na dinâmica de uma mudança real no país para que não sejamos uma ilha nem um oásis na conjuntura regional. Os governos de Brasil, Argentina e, sobretudo, Uruguai, para formar o Mercosul, precisamos dessa comunhão de exercício do poder e do fortalecimento democrático da região. Todos estamos saindo, alguns há mais tempo do que outros, das ditaduras ferrenhas das décadas de 60, 70 e 80... Nós fomos os últimos a sair dela. Marcou também um medo, uma apatia da participação cidadã, mas creio que hoje nos colocamos à altura dos acontecimentos e acreditamos que nas próximas eleições haverá um alto índice de participação, o que lhe confere legitimidade e legalidade aos candidatos eleitos.
Qual é o balanço de sua recente visita ao Brasil?
Em primeiro lugar, fomos a Brasília simplesmente como cidadãos paraguaios e também como candidatos à Presidência da república do Paraguai. Agradecemos o gesto do presidente Lula que teve a cortesia de nos receber e ainda mais de abordar temas de interesse comum, dentre os quais, sem dúvida alguma, ressalta os temas dos "brasiguaios", de Ciudad de Leste, da tríplice fronteira de Itaipu, do comércio, da integração do Mercosul. Durante pouco mais de uma hora de diálogo, no qual também estiveram presentes o chanceler Celso Amorim e o conselheiro Marco Aurélio Garcia, tivemos um marco de exemplo de respeito, de cordialidade, de um diálogo aberto e franco como creio devem ser as relações entre países irmãos.
Em que consistem suas demandas acerca da hidroelétrica de Itaipu?
Em primeiro lugar, há um tratado, o tratado de Foz do Iguaçu, assinado pelos chanceleres de Brasil e Paraguai em 1966. Neste tratado, afirma-se taxativamente que o preço da energia que um país vende a outro deve ser um preço justo. Nós achamos que o preço que o Brasil está pagando agora não é um preço justo, senão um preço de custo. Queremos que seja um preço de acordo com o mercado, e é uma das grandes reivindicações. Se conseguirmos isso, mudará substancialmente a economia paraguaia, independentemente da utilização dessa energia. O Paraguai não pode continuar um país agrário, um país pecuário, tem que tornar-se um país hidroelétrico, um país industrial.
O senhor acha que o presidente Lula poderá fazer concessões, considerando as fortes pressões internas contra ele?
Eu acho que sim. O próprio Lula disse que o Brasil não pode pensar em seu crescimento econômico às custas da pobreza de seus vizinhos. Nós admiramos muito todas as políticas sociais que tem o Brasil. Isto é precisamente o que queremos também para o nosso país. Aqui há um déficit muito alto de políticas públicas e sociais, e queremos pelo menos resolver parte disso. Acho que um preço justo para a energia de Itaipu pode nos ajudar.
Quais são os pontos centrais de seu programa de governo?
Aqui há um déficit de quase 400 mil moradias. Há um déficit na reforma agrária, que nunca foi feita de fato. Um sistema universal de saúde, o tema da reforma educacional que tem que preparar uma geração de fontes de trabalho, as vias de comunicação como obra de infra-estrutura, isso são os cinco grandes eixos que fundamentalmente nos preocupam.
O Paraguai tem margem de manobra para desgrudar-se um pouco do modelo agrícola baseado no cultivo da soja, que trouxe tanta miséria aos pequenos agricultores?
O programa do cultivo da soja é importante para o governo do Paraguai porque é a primeira fonte de investimentos na exportação, mas não quer dizer que seja o único modelo. Acreditamos que não é incompatível com a economia familiar camponesa de pequenas posses que podem associar-se em cooperativas para retirar crédito de seu trabalho e de sua produção.
Como vocês pretendem combater o risco de uma fraude eleitoral?
Historicamente, no Paraguai quase não houve eleições limpas. Há uma grande dúvida e desconfiança no Superior Tribunal de Justiça Eleitoral, mas para combater isso há um sistema que estamos elaborando, um sistema de controle eleitoral bastante eficiente até agora, e creio que isso terá seus resultados e o 20 de abril será uma grande jornada cívica, limpa e transparente que possa garantir a legitimidade das autoridades eleitas.
Quão fácil será governar depois de uma vitória? Existe o perigo de que, como acontece hoje na Bolívia, grupos poderosos possam bloquear o avanço social que os senhores propõem?
Nossos programas não são radicais, são racionais. Estamos trabalhando na formação e no fortalecimento da unidade na diversidade, num pluralismo sadio também dentro das forças democráticas que formam a Aliança. Creio que os princípios de um nacionalismo sadio, de pôr o país em primeiro lugar, de uma reativação econômica unificada com eqüidade social são os que primarão e facilitarão a governabilidade.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36085

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Paraguai/Lugo é líder isolado nas pesquisas presidenciais

Vermelho / 18 fevereiro 2008 / http://www.vermelho.org.br

O ex-bispo Fernando Lugo continua à frente na disputa pela presidência do país, segundo uma nova pesquisa de intenção de voto, publicada neste domingo (17) pelo jornal ABC Color.
Segundo a pesquisa, Lugo receberia 31,2% dos votos se as eleições ocorressem hoje, seguido pelo general Lino Oviedo com 25,3% e pela candidata do governante Partido Colorado, Blanca Ovelar, com 24,3%.
As eleições para presidente estão marcadas para o dia 20 de abril, daqui a pouco mais de dois meses.
Lugo lidera a denominada Aliança Patriótica para a Mudanca (APC, sigla em espanhol), formada por vários partidos opositores e movimentos sociais. Oviedo, por sua vez, se coloca à frente do Partido Uniao Nacional de Cololados Éticos (Punace), enquanto Blanca representa os colorados, que estão há 60 anos no poder.
Indecisos
A pesquisa, de âmbito nacional, realizada pelo Instituto First Análisis y Estúdios, mostra ainda que cerca de 11% dos paraguaios ainda não sabem em quem votar.
Dentre esse universo de eleitores, a pesquisa mostra que 45% já têm alguma preferência, embora ainda não afirmem categoricamente sua escolha. Lugo receberia 19,1% desses votos, enquanto Blanca teria 14% e Oviedo 9,2%. (Da redação, com informações da Ansa Latina)

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=32582

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Paraguai/Aliança Socialista ratifica acordo com Lugo

Vermelho/30 janeiro 2008


A Aliança Patriótica Socialista, movimento político cuja base social se encontra majoritariamente na Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas do Paraguai, anunciou oficialmente nesta semana, na cidade de San Pedro, seu apoio à candidatura presidencial do ex-bispo Fernando Lugo.

Durante o evento, que contou com a participação de mais de três mil pessoas, também foram lançadas as candidaturas de membros da APS ao Senado e à Câmara de Deputados. A Aliança já é antiga conhecida de Lugo, desde o tempo em que ele exercia suas funções religiosas, época em que se consolidou sua relação com os movimentos campesinos.

No decorrer do ato, Lugo foi questionado sobre a possibilidade de a Justiça Eleitoral paraguaia impugnar sua candidatura. ''Haverá reação popular caso se atrevam a fazer isso'', disse. Em seguida, pediu para que seus adversários joguem limpo nas eleições. ''Não ajam dessa maneira. Que vença aquele que realmente tiver o apoio da maioria do povo''.

O apoio formal da APS a Fernando Lugo está sustentado em diversos compromissos, como a luta pela soberania nacional, mas o principal ponto de acordo é a promessa de uma reforma agrária ampla. Segundo o candidato, ela se dará a partir de um cadastro nacional que será montado logo no início de seu governo. ''O campesino terá o título de propriedade de sua terra'', assegurou, diante das três mil pessoas.

A relação do Paraguai com o Brasil foi um dos temas de seu discurso, quando Lugo falou a respeito da soberania nacional. O ex-bispo chamou o militar Lino Oviedo de ''embaixador brasileiro'' e deixou claro qual será sua relação externa: ''Iremos nos relacionar como sócio do Mercosul, como vizinho, como irmão, mas não como empregado''.

Dentro desse raciocínio, a principal política defendida por Lugo – com o apoio dos camponeses e de sua base política como um todo – diz respeito a uma mudança no Tratado de Itaipu. ''Iremos respeitar o acordo, mas venderemos a energia necessária ao Brasil por um preço justo, correspondente ao valor internacional'', prometeu. (Da redação, com informações do ABC Color)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Paraguay/Lugo tendrá un discurso con mensajes más definidos

Asunción (Paraguay), 7 noviembre 2007 - El aspirante presidencial opositor Fernando Lugo tendrá un discurso con mensajes más definidos y tratará de responder a las inquietudes de todos los sectores de la sociedad, según dijeron ayer tras la reunión del equipo político -sin el ex obispo- de la Alianza Patriótica para el Cambio (APC). Ayer, el retorno de Lugo de Chile se atrasó por problema de tráfico aéreo.

El equipo político de la APC comenzó a diseñar una estrategia comunicativa que se basará en el resultado de una investigación cualitativa del electorado, según revelaron Miguel Angel López Perito, jefe de campaña, y Juan Torales, representante del Bloque Social y Popular.

El criterio predominante en la cúpula de la Alianza es que la gente espera un discurso con mensajes más definidos y ese es el objetivo que se proponen cumplir.

López Perito destacó que los mensajes del candidato presidencial, así de los demás exponentes del frente, se basará en el programa de gobierno y el resultado del sondeo de opinión realizado a base de grupos focales. Este trabajo de investigación está a cargo de una firma especializada y estará en los próximos días, según informaron en la APC.

Torales destacó que avanzaron en la estrategia de comunicación y explicó que estuvieron viendo los “grupos metas” de los mensajes. Indicó que hablaron en especial de los indecisos y de los sectores no interesados en la política, pero enfatizó que la idea es responder a todos los sectores de la población.

Del encuentro de la víspera participaron, además de los citados, Juan C. Ramírez Montalbetti (liberal), Rafael Filizzola (Progresista Democrático), Nils Candia (febrerista), Roberto Duarte (colorado), Walter Biedermann, asesor, y otros. Lugo no participó porque no llegó a tiempo de Chile, donde estuvo en un foro sobre las causas y efectos de la inequidad en América Latina. (ABC Digital)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

COMENTÁRIO/Paraguai/Uma "democracia puta"?

Agência Carta Maior/14 outubro 2007


O diário ABC Color, do Paraguai, publicou um editorial de primeira página, no dia 7 de outubro, com esse grosseiro título: “Uma democracia puta”.

Não se referia à ditadura do Partido Colorado, que há sete décadas controla o poder e perpetua o Paraguai como um dos países mais pobres do continente. Nem à reconversão dessa ditadura para uma forma “democrática” dessa ditadura, que fez com que a viúva do ex-ditador Alfredo Stroessner comentasse, singelamente: “Só falta o Alfredo”.

Não. Referia-se à Venezuela, um regime que teve seu presidente eleito e reeleito várias vezes, submetido à confirmação do voto popular no meio do seu mandato, com um mecanismo de controle dos eleitores sobre os eleitos, que nenhum outro país do continente possui.

O ABC Color é o principal jornal do Paraguai. Não é necessário um exercício de memória muito grande para imaginar sua convivência com a ditadura do partido-Estado Colorado. Agora dizem que apóia a Lino Oviedo, recém libertado para tentar bloquear a possibilidade de vitória de Fernando Lugo, derrotando pela primeira vez ao Partido Colorado. O candidato de preferência do jornal foi condenado em tres processos, um deles por participação na morte do ex-vice presidente Luis Argaña, outro deles por tentativa de golpe militar.

Esse jornal se atreve a julgar o caráter democrático do regime venezuelano, para tentar bloquear o ingresso da Venezuela no Mercosul.

“Se nossos presidentes do Mercosul, mesmo sabendo qual é sua obrigação histórica com a defesa dos princípios e dos valores políticos que iluminam nossos povos, são capazes de se vender ou de ligar-se mediante uma relação adúltera com um ditador megalômano surgido das catacumbas de um passado sinistro, teremos que convir que nossas democracias se vendem como autênticas putas” – diz o editorial do jornal paraguaio.

Antes desse final, o jornal fez um apelo aos parlamentares do Paraguai e do Brasil, para que impeçam o ingresso da Venezuela ao Mercosul – porque disso se trata, essa é a operação política que a direita do continente trata de armar. São os aliados paraguaios dos parlamentares da direita brasileira que igualmente se opõem à entrada da Venezuela no Mercosul.

Até julho de 2006, o Mercosul se limitava aos conflitos comerciais entre as grandes corporações privadas da Argentina e do Brasil, na disputa de mercados, relegando o Uruguai e o Paraguai a coadjuvantes sem importância. A participação da Venezuela e da Bolívia, posteriormente do Equador e a aproximação de Cuba, permitem romper esse crculo vicioso.

Acontece que todos aqueles que continuam identificados com os interesses dos EUA, do chamado “livre comércio”, que se opõem à consolidação e à extensão da integração latino-americana, buscam deter a entrada da Venezuela, com todo o dinamismo e a ampliação de temas que a incorporação do governo de Hugo Chavez representa. Se opoem ao gasoduto continental, se opõem ao Banco do Sul. Se opõem à autonomia do continente diante da hegemonia imperial dos EUA.

São esses os que tentam atrasar a integração continental, representando os interesses do império na região. No Paraguai, como no Brasil, são esses os que resistem ao Mercosul, à integração regional, como agentes do “livre comércio”, do FMI, da OMC e do Banco Mundial. Par isso não poupam nem esforços, nem vocabulário grosseiro. São resquícios de um passado que, embora resistindo – como o Partido Colorado – tem seus dias contados.


http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=144

sábado, 22 de setembro de 2007

Paraguay/Lugo, candidato oficial


Cor Doeswijk/Viva Paraguay/20 septiembre 2007

El ex obispo católico Fernando Lugo lanzó esta semana su candidatura a la presidencia del Paraguay por el Partido Demócrata Cristiano, en alianza con otras seis agrupaciones políticas.

Al mismo tiempo, el general retirado Lino Oviedo, liberado recientemente tras permanecer tres años en prisión, dirigió su primer encuentro político, un acto conmemorativo por los cinco años de existencia de su agrupación política, Unace.

Para las elecciones presidenciales del 20 de abril de 2008, Oviedo debe aguardar una resolución judicial para entrar legalmente en competencia. En las últimas encuestas, Oviedo obtendría el 31,5% de los votos, Lugo alcanzaría el 27,5% y el candidato que fuere elegido por el oficialista Partido Colorado, obtendría el 27,2%.

Oviedo ha dicho que, en caso de ganar, Lugo "no podrá gobernar porque no tiene estructura política". Asimismo se critica a Lugo de tender a la izquierda y estar identificado con Hugo Chávez y Fidel Castro. Con motivo de la presentación oficial de su candidatura, hemos conversado con Fernando Lugo y a continuación les ofrecemos la entrevista completa.

Cor Doeswijk: Cuáles serán los ejes de su campaña electoral.

Fernando Lugo: La Alianza Patriótica para el Cambio, que es una herramienta política de unión, ha firmado la alianza de compromiso electoral y también un compromiso político de estar juntos, hemos coincidido en seis ejes fundamentales:

1) Una reforma agraria

2) Recuperación de la credibilidad institucional

3) Incrementar un crecimiento económico con equidad social

4) Elaborar un programa de emergencia nacional que pueda canalizar la situación de riesgo de la ciudadanía, de pobreza generalizada

5) Recuperación de la soberanía nacional, política y social

6) La independencia del poder judicial.

Son seis ejes consensuados entre el Bloque Social y Popular y la Concertación Nacional que se siente hoy día representada por la Alianza Patriótica para el Cambio. Independientemente podrían llegar a surgir otros elementos programáticos que serían incorporados en el futuro.

CD: Teniendo en cuenta la temática de estos ejes, me imagino que sus adversarios lo tildarán de izquierdista.

FL: Bueno, más bien, el tema así más ... es el de reforma agraria integral. La tenencia de la tierra es escandalosa aquí en Paraguay, todo el mundo sabe las estadísticas, pero hay que hacerlo de una manera que no sea traumática, lo mismo la reforma del estado, es decir la relación de la institucionalidad, que estuvo acaparada en estos sesenta años por el Partido Colorado. El Estado sigue siendo aquí el mayor empleador, entonces la mayoría de los funcionarios son del partido de gobierno. Eso sí crea un poquito de roncha, de incertidumbre en la ciudadanía, pero nosotros marcamos la diferencia en el sentido de poder tener las personas mejor capacitadas, las más idóneas, las que responden a un servicio a toda la comunidad nacional.

CD: La liberación de Lino Oviedo, ¿le ha restado posibilidades de triunfo? FL: No, creo que no. Hasta ahora la liberación es parcial, él mismo ha reconocido que no está habilitado para ser candidato a la presidencia de la República. Dependerá casi exclusivamente del presidente Nicanor Duarte. Salió de la cárcel de Viñas Cué, pero hoy día está en la cárcel, en las manos del presidente de la República, que puede determinar si puede candidatearse o no. Independientemente que el Lino Oviedo de hoy no es el mismo que el de hace diez años. Su partido, que acaba de festejar su aniversario, se ve bastante disminuido y bueno, yo siempre he pensado que él viene más bien a enriquecer la actividad política democrática del país.

CD: Se le acusa de que usted no está respaldado por una estructura partidaria fuerte. ¿Puede ser ese un problema en caso de ganar la presidencia?

FL: Sí hay una estructura partidaria fuerte, organizada, con garantía, que realmente está apoyando esta candidatura y que va a marcar el ritmo de esta campaña electoral.

CD: En América Latina hay un auge de gobiernos de izquierda. Usted formaría parte de esa Alianza progresista de Sudamérica.

FL: Paraguay tiene que iniciar su propio proceso, después de 60 años. Es muy difícil romper con esa estructura. Hemos iniciado un proceso de cambio muy profundo en el país, independientemente de todo lo que está sucediendo dentro de la región y el continente. No vamos a desentonar en el concierto de las naciones, pero tampoco vamos a identificarnos con ninguno de los países que hace su propio proceso. Respetaremos los procesos de los países vecinos. Paraguay tiene el derecho de fortalecer su soberanía, su autonomía, su independencia en igualdad de condiciones con relaciones solidarias, fraternas, equilibradas. Yo creo que eso va a marcar un poco el tinte de las relaciones internacionales del país en el 2008.

*Fernando Lugo, ex obispo católico, candidato a la presidencia del Paraguay.

http://www.vivaparaguay.com/modules/news/article.php?storyid=72365

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

APC de Paraguay define equipo de campaña de Fernando Lugo

Asunción, 21 septiembre 2007 (ABN) - La Alianza Patriótica para el Cambio (APC), que apoya al candidato Fernando Lugo a la Presidencia, se reúne este viernes en la sede del Partido Revolucionario Febrerista (PRF) con objeto de definir el equipo político de campaña que acompañará al ex obispo, dijo el senador liberal Juan Carlos Ramírez Montalbetti, reportó el portal abc.com.py de Paraguay.


El pasado 19 de septiembre Partidos y sectores sociales del Paraguay firmaron una alianza para respaldar la candidatura a la Presidencia de Fernado Lugo.


El mayor frente de la oposición se unió también a este grupo, a fin de firmar esta alianza.

La alianza la concretaron ocho partidos: el Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA), País Solidario, Partido Encuentro Nacional, Partido Revolucionario Febrerista (PRF), Partido Demócrata Cristiano, Movimiento Al Socialismo (MAS), Frente Amplio y Democrático Progresista.


También, respaldaron este acuerdo las centrales sindicales y los partidos de izquierda organizados en el Bloque Social y Popular (BSP), además de las organizaciones de la sociedad civil que conforman la Concertación Nacional, entre otros movimientos independientes e individualidades, como el activista de los Derechos Humanos Luis Alfonso Resck.


El equipo que acompañará a Lugo tendrá un jefe de campaña, administrador y, además, se designará a los apoderados legales.


Cada sector de la APC propuso los nombres, los cuales están en manos de Lugo.


http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=104099&lee=Array[0]

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Paraguay/Multitudinario respaldo a la dupla Lugo-PLRA

Coronel Oviedo. Caaguazú, 10 septiembre 2007 - Con notable superioridad de simpatizantes liberales, se realizó ayer el multitudinario acto político en la Plaza de los Héroes de Coronel Oviedo, en donde Fernando Lugo demostró su fuerza de convocatoria, sin el apoyo del Unace y Patria Querida; además de lanzar oficialmente la Alianza Patriótica para el Cambio, que ratifica la chapa presidencial conformada por el ex obispo y un representante del PLRA.

Unas 40 mil personas presentes en el acto, según estimación de los organizadores, fueron testigos de que la candidatura de Lugo está basada en la estructura liberal, cuyos adherentes ocuparon las tres cuartas partes de la plaza, a pesar de que no tuvieron la oportunidad de escuchar a sus líderes porque no fueron electos para hacer uso de palabra.


El discurso de Lugo, al filo del mediodía, no convenció mucho a la gran masa liberal, que prefirió entonar cánticos referidos a las candidaturas vicepresidenciales de Federico Franco y Carlos Mateo Balmelli. Los trapos azules (banderas, kepis, pasacalles, calcomanías) de los candidatos que pugnarán en las primarias del PLRA predominaron en el lugar.


La fuerza luguista llegó con el movimiento Tekojoja, quienes ataviados remeras blancas y largas banderolas de color verde, en forma lenta pero segura fueron copando estratégicamente los primeros lugares frente al escenario. La batucada del P-MAS seguida por una buena cantidad de seguidores de Lugo fue la atracción del día al llegar marchando en fila, al ritmo de la comparsa y con la bandera del "Che Guevara". Los referentes sindicales de las cinco centrales obreras del frente social aparecieron tan solo en el escenario.


Los demás partidos, como País Solidario, PEN, Democrático Progresista y el PRF, aportaron un grupo no mayor de dos mil personas. El Partido Demócrata Cristiano, al cual Lugo se afiliará para concretar la Alianza Patriótica, se hizo presente con una bandera que portaba el presidente del citado partido, Gerardo Rolón Pose.


Durante el acto, también hicieron uso de palabra Aníbal Carrillo y Raúl Marín, en representación del Bloque, y por el sector político estuvieron Gabriel Acuña y el gobernador de Caaguazú, Enzo Cardozo.


El poder de los liberales se pudo observar ayer en las ciudades ubicadas sobre la Ruta 2, como Capiatá, Itauguá, Ypacaraí, Caacupé, Barrero y finalmente Coronel Oviedo, donde hubo embotellamiento debido a la gran cantidad de colectivos fletados por los candidatos azules para llevar gente al acto.


Se inscribe la Alianza

El nuevo movimiento denominado "Alianza Patriótica para el Cambio", integrado por algunos sectores de la Concertación y el Bloque Social y Popular, se inscribirá mañana ante la Justicia Electoral.


La Alianza propone como candidato a la presidencia de la República al ex obispo Fernando Lugo (en representación de la Democracia Cristiana) y para la vicepresidencia a un representante del PLRA, que será electo en las internas de ese partido en diciembre próximo. Esta situación causó el retiro de la Concertación del Partido Patria Querida, en tanto que el Partido Unace aún no tomó una determinación definitiva.


"El país pasará de un Estado mafioso a uno de derecho"

Coronel Oviedo. Caaguazú.-El ex obispo Fernando Lugo aseveró ayer que si triunfa en las elecciones generales del 2008, significará para el país "pasar de un Estado mafioso a un Estado social de derecho (…), en donde todos seremos iguales ante la ley y a todos nos pertenecerá y se repartirá con equidad los bienes y riquezas".

Fue durante su discurso en el acto de lanzamiento de su candidatura presidencial de la Alianza Patriótica para el Cambio (APC) realizado en Coronel Oviedo.


"El pueblo estará en el poder porque es el lugar donde le corresponde, y los políticos seremos y estaremos en el lugar de ser los servidores del auténtico pueblo, porque los actuales políticos se han servido de este pueblo para sus intereses personales, familiares y de la mafia", señaló Lugo, quien leyó su alocución durante poco más de 16 minutos.


Si bien admitió que en el periodo 2008-2013, "el Paraguay no va a ser un paraíso", prometió "superar este Estado fracasado que tenemos hoy, que no garantiza la igualdad de oportunidades".


Remarcó que los colorados "tuvieron 60 años para hacer el cambio y ahora nos vienen a decir que van a hacer el cambio; ¿les vamos a creer piko?".


"Vamos a hacer un país donde todos tengan la seguridad suficiente para vivir en paz, tengan comida suficiente para evitar el hambre, remedio para curarse, educación para sobresalir, eso será el otro país que soñamos y el país que forjemos juntos", aseguró. Lugo, en todo momento, obvió referirse al Partido Patria Querida y a Unace.


El líder del movimiento Tekojoja, Aníbal Carrillo Iramaín, habló en representación del Bloque Social y aseguró que "no nos dividirá una persona que salió de prisión" en alusión a Lino Oviedo, además de criticar al Poder Judicial por dictar una sentencia en tiempo récord.


También fueron oradores del acto el ex defensor adjunto del Pueblo, Raúl Marín, y el joven Gabriel Acuña, del Partido Encuentro Nacional.

http://anteriores.lanacion.com.py/noticia-168082-2007/09/10.htm

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Movimiento al Socialismo de Paraguay apoyará candidatura de Lugo

Asunción, 16 Agosto 2007 (PL) - El ex obispo paraguayo Fernando Lugo tendrá desde hoy un nuevo apoyo en su aspiración presidencial luego que el Partido del Movimiento al Socialismo (P-MAS) se sumara a los sectores políticos de la oposición que respaldan su candidatura.


Lugo agradeció la adhesión a su campaña electoral de la agrupación de izquierda paraguaya P-MAS, hecha pública la víspera durante un acto en esta capital, en el cual participaron representantes del multisindical Bloque Social y Popular.

Al hablar ante los asistentes el ex prelado dijo sentirse miembro del P-MAS, así como de otros partidos y movimientos que lo están apoyando en la lucha por destronar al gobernante Partido Colorado en abril del 2008.

Subrayó que al Paraguay le urge un cambio, porque, "entre otros males, la distribución de la tierra actualmente sigue siendo un escándalo".

Hay un nuevo fenómeno emergente, que no es Fernando Lugo, sino el pueblo mismo, los jóvenes, estudiantes, los campesinos, obreros, artistas e intelectuales que serán los sujetos activos de la transformación, recalcó el candidato presidencial.

Lugo resaltó la necesidad de reivindicar a los pobres, a los históricamente excluidos y desamparados en la nación suramericana.

http://www.prensalatina.com.mx/article.asp?ID={A092652C-BC44-4670-969E-C0DF092B32A1})#uage=ES

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Pesquisa aponta vitória da esquerda no Paraguai

Agência Chasque / 30 Julho 2007

Segundo pesquisa do jornal ABC Color, o ex-bispo e representante da esquerda, Fernando Lugo, venceria as eleições presidenciais no Paraguai.

Lugo recebeu cinqüenta e sete vírgula seis por cento das preferências entre os eleitores.

Depois vem o ex-general golpista Lino Oviedo, atualmente na prisão, com vinte e sete vírgula dois por cento.

No entanto, as eleições seguem indefinidas no país.

O Partido Colorado, que está a sessenta anos no poder, pretende impugnar a candidatura de Lugo, já que o Vaticano rejeitou a sua renúncia como bispo.

O atual presidente, Duarte Frutos, que não pode se reeleger, pretende libertar o golpista Oviedo para concorrer às eleições.

http://www.agenciachasque.com.br/boletinsdiarios2.php?iddata=696a49eed0f1eec44eb6a0631cf0cf79

domingo, 3 de junho de 2007

Paraguai / Fernando Lugo: "O povo deve ser protagonista"

ENTREVISTA

Favorito na corrida eleitoral no Paraguai e apoiado pelos movimentos sociais, o ex-bispo Fernando Lugo defende um projeto de transformação para o país

A novidade política no Paraguai se chama Fernando Lugo. O seu nome surgiu recentemente no cenário, mas o ex-bispo já lidera as pesquisas para as eleições presidenciais no país vizinho, que acontece em abril de 2008. Engana-se quem pensa que ele seja apenas mais um desses personagens efêmeros na política. Lugo tem raízes sólidas. Em torno de sua candidatura está o movimento popular Tekojoja, que reúne as principais organizações sociais do Paraguai.

Em sua breve passagem por Curitiba, Fernando Lugo expõe, em entrevista exclusiva, o temor de que sua candidatura seja impugnada e o seu desejo de mudar o Paraguai. Fala do programa de governo e da necessidade de se rever o contrato com a Itaipu.
Clique abaixo para ler o conteúdo na íntegra da conversa de Fernando Lugo com César Sanson, membro do Conselho Editorial do Brasil de Fato e do site do Instituto Humanitas Unisinos.

Trechos-------------------------------------------------------------------

Trajetória Pessoal
"Meu pai foi preso 20 vezes por Stroessner"

Justiça e cassação da candidatura
"Não se conseguem medir as conseqüências de uma impugnação de minha candidatura. Uma esperança foi colocada em marcha, há uma expectativa por grandes mudanças"

Apoio social
"Eu desejo que possamos avançar para assegurar a vitória e a governabilidade"

Projeto de país
"Desejamos um modelo econômico diferente, baseado também na economia camponesa, ou seja, fortalecer as pequenas e médias indústrias, algumas familiares como já existem"

América Latina
"As mudanças na América Latina estão acontecendo, como no governo de Tabaré Vázquez, com Lula no Brasil, Evo na Bolívia"

FERNANDO LUGO--------------------------------------------------------------------

Fernando Lugo nasceu em 1951 em San Solano, uma comunidade rural, mas cresceu na cidade de Encarnación. Sua família foi perseguida pelo regime ditatorial de Alfredo Stroessneer (1954-1989) – o pai ficou preso mais de vinte vezes e três de seus irmãos, torturados e expulsos do país. Aos 19 anos, Lugo entrou no Seminário da Congregação do Verbo Divino e teve, na Igreja, uma trajetória identificada com a Teologia da Libertação. Em 1983, foi expulso do Paraguai com a justificativa de proferir “sermões subversivos”, contrários ao governo de Stroessner. Após um período em Roma, retorna ao país em 1987 e, em 1994, é ordenado bispo. No final de 2006, Lugo recusa ao sacerdócio para disputar as eleições presidenciais paraguaias em abril de 2008.

(Brasil de Fato / 29/05/2007
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/entrevistas/fernando-lugo-o-povo-deve-ser-protagonista)