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sábado, 6 de julho de 2019

BRICS, China/Washington Post: China saiu vitoriosa do G-20


05/07/2019 17:14, Carta Maior https://www.cartamaior.com.br (Brasil) https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Poder-e-ContraPoder/Washington-Post-China-saiu-vitoriosa-do-G-20/55/44587

Por Luis Leiria

Recuo de Trump ao retomar as negociações comerciais com Pequim leva o diário norte-americano a considerar a China a principal vencedora do embate que provocou uma guerra de tarifas. Os derrotados foram os "falcões" da Casa Branca.

“Viragem de 180 graus? Donald Trump sugere que irá permitir que a Huawei volte a comprar tecnologia dos EUA!” (U-turn? Donald Trump suggests he would allow #Huawei to once again purchase U.S. technology! #HuaweiFacts). A mensagem, na conta oficial do twitter da Huawei no dia 29 de junho, reflete o espanto de alguém que ainda não acreditava na informação. Mas logo foi confirmado: os Estados Unidos anunciaram que a gigante empresa tecnológica chinesa pode voltar a comprar produtos de fabricantes americanas, nomeadamente os processadores da Qualcomm, Intel, AMD, Nvidia e outras, e manter o sistema operativo Android, da Google, nos seus smartphones. Nem os chineses esperavam tanto.

A única ressalva de Trump foi sobre vendas que os EUA considerem ameaçar a sua segurança nacional – leia-se de produtos relacionados a equipamentos de 5G, a quinta geração da Internet móvel

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Presidente do Paraguai toma posse esta semana com intenção de revisar tarifas de Itaipu


Sabrina Craide, repórter

10 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - A revisão do preço pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu deverá ser discutida entre os presidentes dos dois países na próxima semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar da cerimônia de posse do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, marcada para sexta-feira (15).

A alteração do Tratado de Itaipu foi um dos principais temas de campanha de Lugo. Para ele, o preço negociado deve levar em conta os valores praticados no mercado. O Brasil paga atualmente US$ 45,31 pelo megawatt-hora de Itaipu ao Paraguai.

Pelo Tratado de Itaipu, cada um dos dois países tem direito a usar 50% da energia gerada pela usina, mas como a demanda do Paraguai é menor (apenas 5% do que teria direito), o país vende o restante ao Brasil. A usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.

Recentemente, em entrevista à BBC Brasil, Lugo disse que pretende esgotar todas as instâncias de diálogo com o Brasil. Segundo ele, o governo paraguaio já apresentou suas reclamações a técnicos e assessores de política internacional do Brasil. Em maio, Lula se reuniu com Lugo no Paraguai, mas, oficialmente, a revisão das tarifas não foi tratada no encontro.

No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já afirmou que o preço pago pela energia é justo, e que o governo brasileiro não cogita alterar o Tratado de Itaipu. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que existe boa vontade do Brasil em conversar com o Paraguai.

O ex-bispo Fernando Lugo foi eleito presidente do Paraguai em abril, com 40,8% dos votos. O candidato da Aliança Patriótica para a Mudança derrotou o Partido Colorado, que estava no comando do governo paraguaio há 61 anos.

Além de Lula, devem comparecer à posse de Lugo mais dez presidentes, cinco vice-presidentes, além do príncipes da Espanha e 90 delegações oficiais.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/10/materia.2008-08-10.9984007816/view

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

RODADA DOHA, O BRASIL E O AGRONEGÓCIO


IHU - Unisinos *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

Adital – 1 agosto 2008

O debate foi intenso acerca das definições a partir da Rodada Doha, mas esta foi um fracasso, segundo o governo brasileiro. Fracasso porque o Brasil foi contra o G20 e aceitou baixar tarifas para exportações e abrir mais ainda o setor de serviços, enquanto países como a Argentina e Índia se mostraram contra essas concessões e defenderam o direito de manter e criar novas salvaguardas para sua agricultura. Muitos movimentos sociais brasileiros já alertaram e se mostraram contra as posições do governo brasileiro, comemorando o fracasso desta rodada. Para Fátima Mello, esse formato de negociação do qual o Brasil participou é inaceitável. "Índia e China constataram o problema, e é uma pena que o Brasil não o tenha constatado, na medida em que os movimentos sociais sempre insistiram nesse ponto: o de que o tema das salvaguardas em agricultura trata basicamente do direito que os países querem ter de proteger e promover a sua agricultura interna, aquela que abastece com alimentos a população dos países", afirmou ela, nesta entrevista concedida a IHU On-Line por telefone.

Fátima Mello é secretária executiva da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip) e coordenadora do Núcleo Brasil Sustentável da Federação de Órgãos de Assistência Social e Educacional (Fase). É graduada em História, pela PUC-Rio, onde também recebeu o título de mestre em Relações Internacionais.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - O que significaram essas negociações da Rodada Doha?

Fátima Mello - Para o governo brasileiro, a aposta principal era a de que no ambiente multilateral da OMC se pudesse obter regras que aumentasse ainda mais o acesso aos mercados da Europa e dos Estados Unidos para exportações do agronegócio brasileiro, principalmente de commodities agrícolas. Então, o Brasil jogou todas as fichas nessa negociação para poder ampliar esse acesso aos mercados. Em troca disso, o Brasil estava concordando em fazer concessões que, em nossa opinião, são inaceitáveis. Essas concessões se davam principalmente em dois setores. Um deles é o das tarifas para importação de produtos industriais, que era o "filé mignon" que os Estados Unidos e Europa queriam. Esses países têm todo o interesse em ampliar suas exportações de alto valor agregado para os países do sul, e o Brasil estava concordando em baixar suas tarifas para acolher essa demanda dos Estados Unidos e Europa. O outro é o de serviços, que no Brasil já é bastante liberado e privatizado, no qual se concederia mais aberturas nesse setor. Então, a lógica negociadora do Brasil era essa. Esse formato de negociação é absolutamente inaceitável, porque seria transformar e consolidar o Brasil, no sistema internacional, como país exportador de commodities agrícolas de baixíssimo valor agregado e que exigem muitos recursos naturais para sua produção. Em troca disso, teremos de nos consolidar no papel de país desindustrializado, que importa produtos de alto valor agregado industrializado do norte. Por isso, desde sempre fomos contra os termos dessa Rodada.

IHU On-Line - Qual é a sua avaliação da política econômica do governo Lula?

Fátima Mello - Uma das principais bases de sustentação dessa política econômica foram exatamente essas exportações, que têm um peso enorme na balança comercial brasileira, as exportações de commodities agrícolas, ou seja, soja, etanol etc. O ponto-chave que fica com o fracasso da Rodada Doha é que deveríamos repensar as prioridades de política econômica, no sentido de voltar a nossa produção para o mercado doméstico e regional. Ou seja, o modelo cujo núcleo central são as exportações está esgotado. Nós precisamos passar a pensar a nossa produção nacional, voltada para o mercado doméstico, para garantir a segurança alimentar do povo brasileiro.

IHU On-Line - Há explicação para o fato de Celso Amorim ter aceitado a Rodada Doha?

Fátima Mello - Existem muitas explicações, mas a principal delas é que a política externa de um país é sempre definida, orientada pelos interesses hegemônicos que existem numa sociedade. Se na sociedade brasileira o agronegócio tem um peso tão grande em termos econômicos e políticos, entendemos por que as posições defendidas pelo Brasil dentro da política internacional refletem essa hegemonia que existe no país. Não é um problema de Celso Amorim, e sim de uma lógica de formação de política externa que é dada por esses interesses.

IHU On-Line - O que contribuiu para o fracasso da Rodada Doha?

Fátima Mello - A explicação para o fracasso da rodada é que os países não estão mais dispostos a fazer as concessões que as premissas da OMC exigem. Ela foi criada em meados dos anos 1990, quando as premissas do neoliberalismo estavam no auge do seu vigor. Essas premissas que estão presentes na mesa da Rodada Doha exigem liberação progressiva, a redução do papel do Estado, a condenação de políticas públicas etc. Tudo isso está posto em xeque porque os países não estão mais dispostos a abrir mão do papel que eles podem ter para garantir a segurança alimentar, os serviços essenciais para a população, até o papel regulador.

As teses da OMC estão ultrapassadas, o que fez com que a Rodada não pudesse ir adiante. Nós vimos os temas que, ao final, emperraram o andamento da Rodada. Índia e China constataram o problema, e é uma pena que o Brasil o não tenha constatado, na medida em que os movimentos sociais sempre insistiram nesse ponto: o de que o tema das salvaguardas em agricultura trata basicamente do direito que os países querem ter de proteger e promover a sua agricultura interna, aquela que abastece com alimentos a população dos países. No caso do Brasil, cerca de 70% do abastecimento de alimentos do mercado interno vem da agricultura familiar e camponesa e não dessa grande agricultura exportadora. Nós sempre defendemos que os países precisam ter o direito de ter políticas públicas e salvaguardas que protejam essa agricultura da competição com as transnacionais. Esse tema emperrou a essa Rodada. Índia e China disseram que queriam ter salvaguardas, e o Brasil não quis, apesar dos movimentos sociais do campo sempre terem defendido isso.

Outro tema que emperrou foi o chamado NAMA, que é a sigla em inglês para negociações de redução tarifas industriais, pois a Argentina cansou de dizer que queria conservar o direito de ter tarifas porque é um instrumento importante de política industrial. O Brasil quis abrir mão disso, mas essa proposta também emperrou a Rodada. Isso mostra que os países querem voltar a ter o direito de regular as suas economias, o que também emperrou a Rodada.

IHU On-Line - O fracasso de Doha pode ampliar as disputas comerciais?

Fátima Mello - Pode acontecer muita coisa agora. É muito difícil fazer um exercício de previsão. Um cenário que poderia ser positivo após o fracasso é que os países podem se voltar mais para o comércio regional, ter apoios de comércio e de cooperação para o desenvolvimento dentro das regiões. Agora, um outro cenário, mais interessante para as grandes empresas, envolve a tentativa de retomada dos acordos de livre comércio bilaterais e intra-regionais: é o caso do acordo de livre comércio que estava em negociação entre Mercosul e União Européia. Ele está parado há alguns anos e agora se fala em sua retomada, o que seria muito ruim porque seus termos são muito parecidos com os da Alca. Muito exercício de cenário está sendo feito, mas o cenário dos acordos bilaterais seria o pior possível.

IHU On-Line - De certa forma, ao se posicionar a favor da Rodada Doha, o Brasil "traiu" o G-20?

Fátima Mello - Eu não diria isso. Eu diria o seguinte: o Brasil, em Cancun, na reunião ministerial da OMC de 2003, quando também houve um colapso, liderou junto com a Índia a formação do G20. Naquela época, ele foi erguido, nos pilares de agricultura que interessavam tanto ao Brasil quanto à Índia. Havia três pilares igualmente importantes: o de acesso a mercados, o de redução de subsídios domésticos nos Estados Unidos e Europa e o do interesse da Índia no desenvolvimento rural. Esses três pilares organizaram o G20. O problema é que o G20 de lá para cá vem abandonando - e nisso o Brasil tem um responsabilidade - o tema que interessava mais à Índia. O G20 foi se concentrando apenas na agenda de acesso a mercados, ou seja, de liberação maior para acesso aos mercados do norte. Isso estremeceu o G20 porque a agenda se restringiu a agenda de interesses de apenas alguns países. Não é só o Brasil o responsável. Eu acho que seria uma leitura fácil demais responsabilizar apenas o nosso país.

IHU On-Line - O que a Rodada Doha pode significar para as relações entre os países do Mercosul?

Fátima Mello - É preciso voltar a priorizar as relações aqui na região. De fato, essa última rodada de negociações fez com que Brasil e Argentina se distanciassem em termos da sua aliança, muito por conta dessa história dos produtos industriais, da redução de tarifas, em que a Argentina defendeu uma posição de maior resistência. Então, agora é preciso recompor o ambiente de debate no âmbito do Mercosul sim; não é o fim do mundo. Temos novidades políticas importantes na região como a posse do Lugo no Paraguai, o que pode dar uma nova inspiração para o bloco. Existe uma agenda para ser dado o devido andamento no Mercosul e o fracasso da Rodada Doha pode, se for bem trabalhado, ajudar a fortalecer a agenda sub-regional.

IHU On-Line - Para vocês, qual o futuro de Doha agora?

Fátima Mello - Está claro que a Rodada Doha está esgotada. Insistir nela é apostar numa agenda que se mostrou completamente ultrapassada.


* Instituto Humanitas Unisinos

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=34296


terça-feira, 1 de julho de 2008

Mercosul anunciará acordo sobre preferências tarifárias com países africanos

Mylena Fiori, enviada especial/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

30 junho 2008

San Miguel de Tucumán (Argentina) - Nos seis meses que ocupou a presidência pro-tempore do Mercosul, a Argentina não conseguiu consolidar o acordo de livre-comércio com a Índia e a União Aduaneira da África Austral (Sacu), grupo que reúne África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia.

Mas um primeiro passo, ainda que pequeno, já foi dado. Nos últimos 15 dias o Mercosul e a Sacu concluíram as negociações para a ampliação da lista de preferências tarifárias fixada em 2004.

O representante permanente da missão brasileira junto à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e o Mercosul, embaixador Regis Arslanian, antecipou à Agência Brasil que o acordo com a Sacu será anunciado nesta 35ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados.

A assinatura ainda depende de trâmites internos do bloco africano e deve ficar para a próxima cúpula, em dezembro, em Salvador.

Os Acordos Básicos de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia e Mercosul-Sacu foram firmados em 2004, na cúpula de Belo Horizonte.

Com os africanos, ficou acertada uma lista de 950 produtos com tarifas especiais de cada lado. Agora a lista será ampliada para dois mil produtos.

“Há produtos de todos os setores. Preferências pequenas, às vezes, de 15%, 20%, e outras maiores, de 50%, algumas de 100%. Mas com isso a gente abriu as portas para o mercado sul-africano”, explicou Arslanian.

“Sobretudo, o acordo amplia a preferência em produtos de interesse do Uruguai e do Paraguai, como o couro, os lácteos, o trigo, a carne e a soja”, ressaltou.

O embaixador disse que o Mercosul tinha interesse na exportação destes produtos e pediu tarifas especiais, mas os africanos negaram pois não teriam como competir com a produção do Brasil e da Argentina. O bloco propôs, então, uma abertura parcial - apenas para os dois sócios menores. Não foi possível, porém, incluir o setor automotivo.

“Vamos continuar negociando isso, para eles é um setor muito sensível”, informou. Segundo Arslanian, o Mercosul também está buscando a ampliação das preferências com a Índia.

A futura criação de um área de livre comércio entre o Mercosul e o Sacu é uma das estratégias do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas) para dobrar as trocas comerciais entre os países da região até 2010. A meta é alcançar um intercâmbio comercial de US$ 15 bilhões.

A falta de tratados de livre comércio entre o bloco regional e outros países ou blocos é uma das queixas dos sócios menores. O primeiro acordo comercial deste tipo foi fechado com Israel, na última cúpula do Mercosul, em dezembro de 2007. Neste semestre, começará o diálogo com a Turquia e a Jordânia.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/30/materia.2008-06-30.3186171884/view

Mercosul só terá voz na Rodada Doha se consolidar união aduaneira, diz Amorim

Mylena Fiori, enviada especial/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

30 junho 2008

San Miguel de Tucuman (Argentina) - A demora na consolidação do Mercosul como uma verdadeira união aduaneira poderá prejudicar o bloco nas negociações da Rodada Doha, acredita o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Em reunião do Conselho do Mercado Comum – instância máxima decisória do Mercosul – hoje (30), na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, Amorim pediu a aceleração nas tratativas para o fim da bitributação.

“Creio que onde ainda temos que fazer um esforço mais forte, na parte econômica, é na questão da eliminação da dupla tributação da Tarifa Externa Comum e, em geral, da consolidação da tarifa", disse o chanceler brasileiro.

Hoje, um produto que ingressa no Mercosul pelo Paraguai e depois é reexportado para o Brasil, por exemplo, paga duas vezes o imposto de importação. A eliminação da bitributação está prevista no tratado de criação do Mercosul e deve ocorrer a partir de 2009.

Havia expectativa de conclusão, para esta reunião de cúpula, de um código aduaneiro comum, mas não foi possivel finalizar a harmonização das normas alfandegárias de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Também segue pendente a definição de um mecanismo de redistribuição da renda aduaneira que favoreça os sócios menores.

“Qualquer um que tenha estado envolvido nas negociações de Doha sabe que um grande problema que temos é o fato de não termos uma Tarifa Externa Comum, mesmo imposto de importação em todos os países do Mercosul. Cada vez que tentamos obter flexibilidades para o Mercosul, a primeira coisa que questionam é se somos ou não uma união aduaneira”, ponderou. “Todos sabem o esforço que custou e continuará custando para convencer a todos de que estamos trabalhando neste sentido.

Amorim lembrou que até agora foram aceitas muitas exceções às listas de produtos com Tarifa Externa Comum, e que isso foi feito dentro de um “espírito construtivo” para que todos tivessem tempo de desenvolver seus setores produtivos. Mas reiterou a necessidade de aceleração do calendário em direção à conformação de uma união aduaneira – objetivo da criação do Mercosul.

“No longo prazo, caminhar claramente para uma união aduaneira é o que nos dá força e nos legitima”, frisou. Segundo Amorim, até agora o bloco obteve certa compreensão internacional pelo fato de ser uma união aduaneira em formação. Mas o mesmo não deve acontecer, no entanto, em uma nova rodada de negociações multilaterais, dentro de oito ou dez anos.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/30/materia.2008-06-30.0429220129/view