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terça-feira, 10 de setembro de 2019

BRICS, Rússia/O poder da diplomacia e da parceria no Fórum de Vladivostok


07 Setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/russia/vladivostok_06set19.html  

por Strategic Culture Foundation

 

– Silenciado pelos media ocidentais

Várias nações participaram esta semana do Fórum Económico Oriental (Eastern Economic Forum, EEF) anual, em Vladivostok. O encontro mostra o poder da diplomacia e da parceria para o desenvolvimento multilateral. Seria desejável que as potências ocidentais pudessem aprender.

Com mais razão porque muitas das nações participantes do EEF tiveram disputas desde longa data: Rússia-Japão, Coreia do Sul-Coreia do Norte, China-Índia, Mongólia-Japão, entre outras. Mas a disposição desses países de se empenharem e promoverem o desenvolvimento mútuo é um indicador claro dos benefícios da diplomacia e do multilateralismo.

O principal objectivo do EEF – agora no seu quinto ano – é

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Brasil/Lideranças divulgam manifesto em defesa da legalidade e da Petrobras

20 fevereiro 2015,  Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Foi divulgado nesta sexta-feira (20) um manifesto assinado por lideranças intelectuais e socias como Aldo Arantes, Celso Amorim, Emir Sader, Fabio Konder Comparato, Franklin Martins, João Pedro Stédile, José Paulo Sepúlveda Pertence, Marilena Chauí, entre outros, que denuncia a tentativa de enfraquecer a Petrobras, com a Operação Lava Jato, para atender os interesses internacionais.

 

Sob o título "O que está em jogo agora", o documento afirma que as investigações da Lava Jato desencadearam "um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia".

Para assinar o manifesto, clique aqui. http://www.fup.org.br/2012/assinatura-de-manifesto


"Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação

sábado, 20 de dezembro de 2014

BRICS, Rússia/NA PIOR DAS HIPÓTESES, CRISE PODE DURAR ‘ATÉ DOIS ANOS’, DIZ PÚTIN

19 dezembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Segundo presidente, em um "cenário desfavorável", país levará dois anos para se recuperar economicamente Foto: Konstantin Zavrájin/RG

Maksim Kórchunov, Gazeta Russa

Nesta quinta-feira (18), o presidente russo Vladímir Pútin realizou a já tradicional coletiva de imprensa de final de ano. Como era previsto, os problemas econômicos do país e as diferenças políticas na comunidade internacional pautaram o evento em Moscou.

Economia e o rublo
“É evidente que a situação atual está sendo provocada, acima de tudo, por fatores externos. Mas assumimos que não fizemos muito daquilo que planejávamos.

Antes de mais nada, sofremos com a queda do preço do petróleo e, por trás disso, vem a alteração do preço do gás. Existem pretensões quanto à atuação do governo e do banco central, mas, no geral, tudo está acontecendo de forma adequada. Espero que a taxa de câmbio das moedas estrangeiras continue caindo. É possível que isso aconteça. Assim como também é possível que os preços do petróleo continuem caindo.

A nossa economia sairá da situação em que se encontra. Quanto tempo necessitaremos para isso? Em caso de um cenário mais desfavorável, dois anos.

O Banco Central não pretende queimar cegamente suas reservas. As reservas totais da Rússia chegam a 8,3 trilhões de rublos [US$ 141 bilhões].

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Moçambique e África do Sul estudam gasoduto com 2.600 km

10 dezembro 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)
Um estudo de viabilidade para o desenvolvimento de um gasoduto com 2.600 quilómetros a ligar a região norte de Moçambique à África do Sul vai ser brevemente iniciado, anunciou a empresa sul-africana SacOil Holdings.

Segundo um comunicado de imprensa da SacOil Holdings, o estudo de viabilidade técnico e comercial resulta de um acordo de desenvolvimento conjunto entre a empresa privada e as organizações estatais moçambicana Instituto Nacional de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) e sul-africana Public Investment Corporation SOC Limited (PIC), que

terça-feira, 25 de junho de 2013

Moçambique/Enh será transformada em operadora petrolífera



21 junho 2013, Portal do governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)
  
Maputo (AIM) -- A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), o braço empresarial do Estado na área de hidrocarbonetos, será transformado em operadora petrolífera num futuro próximo, aproveitando a experiência acumulada nos projectos em curso em Moçambique.

Nelson Ocuane, Presidente do Conselho de Administração da ENH, ao revelar este facto disse que as participações que a empresa detém nas 11 concessões de pesquisa de hidrocarbonetos, não estão a venda e que,

terça-feira, 18 de junho de 2013

Brasil foi o destino do carregamento inaugural de gás natural liquefeito de Angola



17 junho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O Brasil foi o destino do carregamento inaugural de gás natural liquefeito angolano, produzido pela Angola LNG na unidade de processamento do Soyo, na província de Cabinda, que pretende ter países asiáticos entre os seus principais clientes.

Depois de anos de preparação, incluindo um atraso de pelo menos 18 meses e um investimento de 10 mil milhões de dólares, coube a

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Moçambique/Oleoduto vai ligar Maputo e Joanesburgo

Maputo, 20 fevereiro 2010 -- A empresa Petróleos de Moçambique, Petromoc, vai investir 800 milhões de dólares na construção de um pipeline que vai ligar Maputo à cidade sul-africana de Joanesburgo.

Segundo `OPaís´, trata-se de um empreendimento, que vai percorrer 650 quilómetros, destinado ao transporte de combustíveis de Moçambique à África do sul. Esta informação foi avançada, sexta-feira, pelo administrador delegado da Petromoc, Nuno de Oliveira, que falava durante a assinatura de um memorando d entendimento, com a empresa African Investiment Found, visando o financiamento de alguns projectos da empresa.

O representante disse que este empreendimento vai servir de alternativa para o Porto de Durban que, neste momento, está no limite de suas capacidades. De acordo com Nuno Oliveira, a empresa russa TRANSGAS vai fazer a assistência técnica à companhia moçambicana, para a implementação deste projecto assim como dos outros definidos na estratégia de expansão.

Na primeira fase, serão construídos 450 quilómetros que vão ligar o Porto da Matola e a região industrial de Nelspruit, na África do Sul. Referir que o oleoduto terá capacidade para transportar, anualmente, 3,5 milhões de metros cúbicos de combustíveis, esperando-se que esteja operacional até 2011. (Fonte: O País)

terça-feira, 31 de março de 2009

Alkatiri disse aos chefes das empresas petrólíferas que o gás do Sunrise tem de ser canalizado para Timor-Leste

Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN)

Comunicado à Imprensa

24 de Março de 2009 - Dili, Timor Leste

O secretário – geral da FRETILIN e ex-primeiro-ministro, Dr. Mari Alkatiri, disse hoje a uma delegação de executivos de alto nível de varias empresas parceiras do Greater Sunrise que o gás do Greater Sunrise tem de ser canalizado e transformado em Timor Leste.

O Dr. Alkatiri também avisou que a AMP, o Governo de Gusmão, comprometeu as negociações do Sunrise ao fazer negociações secretas com terceiros que não estavam ligados às empresas do Greater Sunrise.

O Dr. Alkatiri falou aos jornalistas, depois da reunião de hoje, em Dili, com os representantes das empresas parceiras do Sunrise, Woodside, Shell, Osaka Gas and Conoco Philips.“Os Governos vêm e vão mas nós, timorenses, vamos continuar a fazer forca para exercer o nosso direito de processar o gás do Sunrise em Timor. Este foi o objectivo das nossas negociações, que resultou na assinatura do tratado entre o Governo da Austrália e o de Timor, “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor”, em Janeiro de 2006”, disse Mari Alkatiri.

O tratado “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor” é especificamente acerca do Sunrise. Se o Sunrise não fôr em frente então as negociações entre os dois países voltam à estaca zero. As companhias de petróleo sabem disso. E eu disse às companhias exactamente isto”, disse Alkatiri.

Desde a assinatura do tratado a questão de onde o gás será canalizado e processado continua por ser resolvido.

Alkatiri disse que o progresso neste assunto foi estagnado devido à incompetência do primeiro-ministro de facto, Xanana, nas negociações, e também a sua falta de vontade em construtivamente e transparentemente negociar com os principais interessados no Greater Sunrise, nomeadamente as empresas parceiras e o Governo Australiano.

“De forma como as coisas estão a decorrer agora o gasoduto e o processamento em Timor Leste do gás do Sunrise, em gás natural liquidificado, não irá ocorrer nos próximos cinco anos. As negociações estão estagnadas. Gusmão cortou totalmente com os principais parceiros interessados na opção de trazer o gasoduto para Timor Leste . Ele tem ignorado os legítimos interesses dos parceiros e está envolvido em “acções clandestinas” ou tácticas de “guerrilha” ao negociar com terceiros”, disse Alkatiri.

O Dr. Alkatiiri acrescentou ainda que “Não há nada de errado em envolver terceiros que possam estar interessados no desenvolvimento do Sunrise. Nós estávamos bastante avançados nas negociações e na implementação de um estudo independente antes de Agosto de 2008.”

“Contudo, acordos secretos não são a melhor maneira de o fazer. Esses acordos são tão secretos que ao povo timorense e aos seus representantes no Parlamento tem repetidamente sido negado o acesso aos detalhes destes acordos.” Acrescentou o Dr. Alkatiri.

Em Junho de 2008, o secretario de estado de facto dos recursos naturais, Alfredo Pires, confirmou ao Parlamento que foram assinados acordos com um consorcio que envolveu a Coreia do Sul e um Chinês com interesses petrolíferos e, confirmou também o envolvimento da Malásia no estudo do gasoduto, mas que ele não iria dar detalhes ou cópias dos acordos porque estes eram “confidenciais”.

“Tudo isto vai contra o regime transparente que nós construímos enquanto fomos Governo”, disse Alkatiri.

“Nós não temos nenhuma maneira de saber se o que foi acordado tinha em vista os interesses de Timor Leste e também se foi legal ou contratualmente apropriado”, adiantou ainda Alkatiri.

“Mas esta é a maneira como Gusmão faz as coisas; secretamente e com desdém para com o papel de fiscalização do Parlamento. A impunidade tornou-se no modus operandi de Gusmão.”

“Não houve concursos públicos ou outros processos competitivos, ou outro processo licitório aberto e competitivo como é exigido pela nossa legislação. Em vez disso, sem ter falado com os parceiros, a administração de Gusmão deu direitos do mercado do gás do Sunrise a uma t erceira parte; mas a que preço e com que lucro ou beneficio e em que termos?”, disse Alkatiri.

“O direito de construir uma unidade de transformação do LNG foi também garantido, mas a que retorno e qual o benefício para Timor, nós não sabemos. O que é que estas entidades receberam em troca de serem parte deste “exército fantasma” de Xanana e da sua “ clandestina campanha de guerrilha” contra as entidades do Sunrise?”, perguntou o Dr. Alkatiri.

O Sr. Gusmão parece gostar de atropelar a Constituição no Estado de Direito, mas depois dele e dos seus amigos saírem deste Governo outros terão de enfrentar a difícil tarefa de reconstruir a soberania deste pais, que está em risco, e a qual parece que ele vai deixar em farrapos,” avisou o Dr. Alkatiri.

Alkatiri disse que a FRETILIN irá sempre lutar pelo direito de processar o gás do Sunrise, em Timor Leste.

“A FRETILIN notificou previamente as companhias de que não reconhece a legitimidade do Governo de facto da AMP. Eles foram todos notificados que nós teremos de ter uma obrigação legal e constitucional de rever caso a caso e depois decidir se concordamos em ficar vinculados aos supostos acordos da AMP”, disse Alkatiri.

“A nossa atitude vai depender de se os supostos acordos irão passar os testes de transparência legal ou comercial e ainda se tem eficácia jurídica. Nós devemos isso ao nosso povo, aos interesses deste e ao Estado de Direito Democrático,” concluiu o Dr. Alkatiri.

Para mais informações, contacte com José Teixeira pelo telefone +61 438 114
960

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Moçambique/Produção de gás em Inhambane duplicou desde 2004

Maputo, Moçambique, 18 setembro 2008 - A produção de gás natural nos jazigos de Pande e Temane, em Inhambane, sul de Moçambique, duplicou desde que a sua exploração foi iniciada em 2004, anunciou quarta-feira em Maputo o vice-ministro da Planificação e Desenvolvimento.

Victor Bernardo disse que a produçao de gás aumentou de 53 milhões de gigajoules no primeiro ano de actividade para 104 milhões em 2007 e acrescentou que no primeiro semestre do ano a produção nas duas áreas atingiu 68 milhões de gigajoules.

A exploração e transporte de gás natural das jazidas “on-shore” de Pande e Temane foi entregue em 2004, por 25 anos, à petrolífera sul-africana Sasol.

Nesse ano foi inaugurado um gasoduto com 860 quilómetros de extensão ligando os poços em Moçambique à região industrial sul-africana de Secunda, um investimento de 1,2 mil milhões de dólares.

A maioria das acções do empreendimento que gere o gasoduto é detida pela Sasol, tendo o Estado moçambicano, através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), reservado para si uma posição de 14 por cento (dos 25 por cento disponíveis para accionistas moçambicanos).

A fundição de alumínio Mozal, a empresa Fosforeira, a Cimentos de Moçambique e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) são os principais clientes moçambicanos da Sasol.

Na ausência de indicações conclusivas sobre a existência de petróleo em Moçambique (existem algumas empresas em prospecção no centro e norte do país), as autoridades moçambicanas têm-se concentrado em explorar as reservas comprovadas de gás natural e viabilizar a pesquisa em áreas onde se supõe existirem jazidas.

Na semana passada, a ministra dos Recursos Minerais moçambicana, Esperança Bias, anunciou o início em breve da pesquisa de gás natural na bacia de Búzi (centro), depois de este bloco de pesquisa ter sido concessionado à empresa pública moçambicana ENH.

Paralelamente, a Sasol iniciou trabalhos de abertura de dois a três furos em águas profundas para prospecção e pesquisa de novas reservas de gás natural nos distritos de Machanga (província de Sofala, centro) e Vilanculo (Inhambane, sul), na costa este do arquipélago de Bazaruto, com uma área total de 11 mil quilómetros quadrados. (macauhub)

sábado, 26 de abril de 2008

Moçambique/Sul-africana Sasol inicia em Julho prospecção de gás na plataforma marítima

Maputo, Moçambique, 25 abril 2008 - A petroquímica sul-africana Sasol inicia em Julho próximo os trabalhos de abertura de dois a três furos em águas profundas para prospecção e pesquisa de novas reservas de gás natural em Moçambique, afirmou o seu director para Moçambique.
Citado pelo jornal Diário de Moçambique, Mateus Zimba disse que os furos serão feitos nos blocos 16 e 19, localizados nos distritos de Machanga (província de Sofala, centro) e Vilanculos (Inhambane, sul), na costa Este do arquipélago de Bazaruto, com uma área total de 11 mil quilómetros quadrados.
Os trabalhos, a cargo da empresa norueguesa Petroleum Geo-Services, deverão durar 75 dias e serão antecedidos por um estudo sísmico que será feito já em Maio.
A Sasol tem desde 2004, por 25 anos, a exploração e transporte de gás nas jazidas "on-shore" existentes em Pande e Temane (Inhambane).
Nesse ano foi inaugurado um gasoduto com 860 quilómetros de extensão ligando os poços em Moçambique à região industrial sul-africana de Secunda, um investimento de 1,2 mil milhões de dólares.
A maioria das acções do empreendimento que gere o gasoduto é detida pela petroquímica sul-africana Sasol, tendo o Estado moçambicano, através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), reservado para si uma posição de 14 por cento (dos 25 por cento disponíveis para accionistas moçambicanos). (macauhub)

sábado, 8 de março de 2008

Ecuador, Colombia y Venezuela sellaron compromiso de no agresión y sortearon crisis

8 marzo 2008 / TeleSUR / http://www.telesurtv.net

El papel del presidente venezolano fue clave para lograr la conciliación de posiciones entre los mandatarios. Si bien persiste el diferendo territorial con Nicaragua, tanto Venezuela como Ecuador dieron por superada la crisis con Colombia y aseguraron la total normalización de las relaciones.

Los mandatarios de Ecuador, Rafael Correa, de Colombia, Álvaro Uribe, y de Venezuela, Hugo Chávez, alcanzaron este viernes en República Dominicana, a instancias del presidente venezolano, un compromiso para que no se repitan violaciones a la soberanía de una nación latinoamericana por parte de otra.

El entendimiento entre los países en crisis llegó tras un agrio debate en el seno de la XX Cumbre de Jefes de Estado y de Gobierno del Grupo de Río, que concluyó con abrazos y apretones de manos, a los que se sumó el mandatario de Nicaragua, Daniel Ortega.

Antes, durante la jornada de discusiones, el presidente colombiano recibió críticas generalizadas de sus homólogos regionales a su acción unilateral en la nación vecina.

"Se logró con el diálogo superar un gravísimo conflicto. Dios bendiga a República Dominicana, Dios bendiga a ese hermano entrañable como es el pueblo colombiano, Dios bendiga a Ecuador, Dios bendiga a América Latina", dijo Rafael Correa al finalizar el emotivo momento.

"Era las excusas sin atenuantes de Colombia, han sido dadas, no de manera explícita, pero hay un documento donde constan, el compromiso de nunca más agredir a un país hermano", añadió

El malestar se superó con un reconocimiento por parte de Colombia de que, efectivamente, violó la soberanía de Ecuador, con un pedido de disculpas al vecino por la incursión ilegal y con el compromiso formal entre los gobernantes de que no se repetirán acciones unilaterales similares, sino que se privilegiará el diálogo y la concertación política.

No obstante, no se pudo zanjar el rechazo de Uribe a la creación de un grupo de naciones amigas que sirvan de interlocutoras para buscar un acuerdo humanitario en su país, ni la exigencia de Nicaragua de que Colombia respete la soberanía nicaragüense sobre el Archipiélago de San Andrés.

A pesar de ello, el presidente Ortega afirmó que "Nicaragua da para atrás en la ruptura de relaciones con Colombia".

Chávez jugó papel clave

El papel del presidente venezolano fue clave para lograr la conciliación de posiciones y el compromiso entre los mandatarios, plasmada después en la declaración final de la Cumbre.

Su exposición, antes de la reconciliación, se distanció de las acaloradas discusiones entre los demás protagonistas del diferendo durante la jornada, a la vez que hizo un llamado a la mesura y a la conciliación, en nombre de la estabilidad regional.

"El conflicto se desborda, vean ustedes la amenaza que eso representa para la paz, para región", advirtió. "Busquemos el camino a la paz, alejémonos de la posibilidad de más guerra".

Chávez fue quien dio el primer paso para poner fin a la crisis diplomática, al plantear que lo que estaba en juego era algo muy serio para los pueblos de la región.

"Es tiempo de reflexiones y acciones, estamos a tiempo de detener una vorágine de la cual pudiéramos arrepentirnos y no sólo nosotros, sino nuestros pueblos, hijos y comunidades, no sabemos durante cuánto tiempo", alertó.

"Detrás de esto está el Gobierno de Estados Unidos y el guerrerismo del Imperio, hay que decirlo", lamentó. "Hay un interés del ala más guerrerista del Gobierno de EEUU de que no acabe esta guerra en Colombia".

Las paces con Uribe

Chávez se extendió largamente al hablar sobre la nueva crisis con Colombia, relató sus años en el Ejército y crisis bilaterales anteriores, como la del secuestro del guerrillero Rodrigo Granda, que "fue en Caracas, y no como dijeron primero, que había sido en la frontera".

Aunque terminó haciendo declaraciones de amistad hacia el vecino país, fue polémico en sus revelaciones.

Cuando él mismo era capitán, perseguía a la guerrilla "dentro de Colombia", dijo, y recordó faenas y "operaciones conjuntas" en un pueblo llamado Caracol, en el departamento del Arauca.

"De capitán, yo patrullé territorio colombiano", aseveró Chávez bajo la mirada disgustada de Uribe. Fue "con tropas venezolanas y tropas colombianas, porque aquellos gobiernos de Venezuela asumían que eso era un conflicto común, un conflicto de los dos países".

"Por eso era que la guerrilla atacaba unidades venezolanas, por supuesto, Venezuela estaba en guerra también".

Aseguró que en febrero de 1995, el ejército colombiano mató a 14 soldados venezolanos en el departamento del Meta, en un confuso incidente con la guerrilla, "porque en ese tiempo Venezuela participaba en el conflicto colombiano".

El entonces presidente Ernesto Samper "me acusó de que yo había 'comandado' el ataque, no eran unos datos en una computadora, no. Yo, junto con un señor a quien apodan 'Gabino', uno de los jefes del ELN (Ejército de Liberación Nacional)", dijo Chávez.

¿Tú sabes cuándo vine yo a conocer a Gabino? Ahora en noviembre (de 2007), vino a Caracas Gabino", exclamó, en referencia a la visita que el líder guerrillero hizo a la capital venezolana paralelamente a las negociaciones con las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), de la cual resultaron liberados posteriormente seis rehenes civiles.

No hay relación con las FARC

Tanto Chávez como Correa reiteraron en sus intervenciones que las acusaciones de Colombia sobre financiamiento o apoyo militar a las FARC eran falsas, y que su participación en las iniciativas humanitarias ha sido a pedido de los mandatarios colombianos, como ocurrió con Andrés Pastrana y ahora con Uribe.

Chávez dijo que, en casos mucho más graves de falsas acusaciones, nunca nadie lo había amenazado de manera "temeraria, sin ninguna prueba en la mano", de llevarlo a la Corte Internacional de Justicia, a referirse a la demanda que Uribe anunció que entablaría contra él en la corte de Naciones Unidas.

A pesar de ello enfatizó que "yo no considero a la guerrilla terrorista", sino que son "movimientos insurgentes que deberían tener estatutos de beligerancia".

"Yo lo que he ayudado a financiar son actividades económicas en Colombia, con toda la buena fe, un Gasoducto Transguajiro que costó mil 500 millones de dólares", dijo Chávez, al evocar la obra inaugurada por él, Correa y Uribe a fines del año pasado.

Correa, por su parte, se mostró muy molesto y enfatizó que el conflicto es de Colombia, y que es el deber de ese país cuidar sus fronteras, donde tiene miles de militares destacados, para evitar que la guerrilla entre en Ecuador.

"Nadie discute el sufrimiento del pueblo colombiano, pero Ecuador es víctima también de ese conflicto", dijo.

Sobre los supuestos documentos rescatados en las computadoras de las FARC, que según Uribe implicaban a Ecuador y Venezuela con el asesinado Raúl Reyes, Correa pidió que se las facilitaran "para entregarlos a la oposición política (de Ecuador) para que sean investigadas".

Previamente, el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, había comentado ante el foro que sería "muy difícil" certificar la autenticidad de las computadoras, presuntamente tomadas por el ejército colombiano del territorio ecuatoriano donde ocurrió la matanza.

"Tendríamos mucha dificultad para certificar su veracidad", dijo Insulza sobre la posibilidad que las máquinas puedan ser presentadas como prueba en una eventual investigación.

Final inesperado

Tras la larga diatriba, la cumbre tuvo un final inesperado, pues el mandatario Leonel Fernández, anfitrión de la Cumbre, aprovechó el impacto del discurso de Chávez para llamar a los países a poner en práctica el espíritu de la concordia expresado en estas palabras. "Aquí todos quieren la paz, aquí todos queremos contribuir con Colombia, con Ecuador, con Venezuela, con todos para que efectivamente podamos vivir en las mejores relaciones posibles, relaciones armoniosas, relaciones fraternas, relaciones de amistad", dijo.

Uribe se levantó para estrecharle la mano a Correa y luego atravesó la amplia sala de la Cancillería dominicana para estrechar también la mano de Chávez, mientras un sonoro aplauso de los presentes se escuchaba en el recinto.

Correa concluyó saludando a la "dos mujeres extremadamente valiosas que para mí son ejemplo de vida: la senadora Piedad Córdoba, colombiana, y a Yolanda Pulecio, madre de Ingrid Betancourt, bienvenidas compañeras", quienes estaban presentes en la reunión.

"En segundo lugar quería agradecer a ustedes, colegas hermanos, latinoamericanos por todo ese apoyo", expresó.

La XX Cumbre del Grupo de Río cumbre puso fin a una semana de tensiones desatada por el asesinato en Ecuador de 24 personas, entre ellas el comandante de las FARC Raúl Reyes, por parte de fuerzas militares colombianas el pasado sábado 1 de marzo.

Si bien persiste el diferendo territorial con Nicaragua, tanto Venezuela como Ecuador dieron por superada la crisis con Colombia y aseguraron la total normalización de las relaciones.

Respecto al papel del Grupo de Río, foro de concertación política creado en 1986, demostró que no ha perdido su vigencia como mecanismo eficaz para la solución de controversias en la región.

Del mismo modo, probó ser autosuficiente respecto a instancias multilaterales mayores, que a lo largo de la historia reciente han emitido resoluciones apáticas sobre conflictos que convulsionan a distintas regiones latinoamericanas y del mundo.

También su declaración superó en contundencia al documento emitido el miércoles por la OEA, durante la reunión extraordinaria del Consejo Permanente. (TeleSUR / mc – MC)

http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/25213/ecuador-colombia-y-venezuela-sellaron-compromiso-de-no-agresi-oacuten-y-sortearon-crisis/

Chávez llamó a sus homólogos a buscar camino de la paz y no el de la guerra Colombia rechaza creación de comisión multilateral para buscar la paz Daniel Ortega aboga por creación de grupo de países para lograr la paz en Colombia Argentina pide a Colombia que actúe dentro de la legalidad Correa a Uribe: ''No culpe a sus vecinos de sus problemas'' Uribe admite haber violado la soberania de Ecuador

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Argentina/Professor argentino diz que país vive "crise de crescimento"

Mylena Fiori/Agência Brasil

Buenos Aires (Argentina), 27 fevereiro 2008 - Para continuar crescendo sem risco de um colapso energético, a Argentina precisa aumentar entre 30% e 40% sua capacidade de geração, transmissão e distribuição de energia. A estimativa é de Alberto Barbieri, decano da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires e coordenador da empresa de consultoria e transferência de tecnologia energética Ubatec. “A Argentina vive uma crise de crescimento”, resume.
Desde 2003, a Argentina vem crescendo a taxas superiores a 8% ao ano. Tal ritmo, no entanto, não foi acompanhado dos necessários investimentos em infra-estrutura, alerta o economista. “O crescimento da economia tem um efeito cascata em todos os níveis da população, quando há crescimento, há maior poder aquisitivo e há mais consumo em todas as áreas”, pondera. “Para seguir com este crescimento sustentável é fundamental que se faça os investimentos planejados em matéria energética”, defende.
Nesse sentido, Barbieri considera essenciais o acordo de troca de energia e as iniciativas conjuntas acertadas entre Brasil e Argentina durante a visita de Estado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao país no último fim de semana, não apenas para o futuro argentino, mas de toda a região. “A relação estratégica entre Brasil e Argentina é fundamental para o desenvolvimento da região e para o desenvolvimento dos dois países”, ressalta.
Os dois países fixaram um calendário para tirar do papel o Complexo Hidroelétrico Binacional de Garabi, no Rio Uruguai, cujo protocolo de intenções foi firmado em 2005. Também decidiram criar uma empresa binacional para pesquisa e exploração conjunta de energia nuclear.
Como medida emergencial, o Brasil prometeu fornecer 200 megawatts/ hora de energia elétrica no inverno argentino, quando há picos de consumo devido ao uso de calefação nos domicílios – a Argentina devolverá também em energia, quando puder.
No ano passado, o Brasil cedeu à Argentina um milhão dos 30 milhões de metros cúbicos de gás/dia previstos no contrato que tem com a Bolívia, e forneceu energia elétrica extra. Isso não impediu que o governo argentino promovesse cortes no abastecimento de gás das indústrias, a fim de evitar cortes residenciais, e suspendesse o fornecimento do combustível ao Chile.
“A Argentina está passando por uma situação de restrição energética bastante importante. No ano passado, a economia cresceu forte, mas gerou muitas perdas econômicas a setores de pequenas e médias empresas”, ressalta o economista Dante Sica, ex-secretário de Indústria da Argentina e diretor da Consultoria Econômica Abeceb.com. “Creio que o acordo com o Brasil é importante pois pode garantir o funcionamento normal do setor industrial e a provisão fluída de energia para consumo domiciliar”, afirma.
Barbieri pondera que a troca de energia proposta pelo Brasil não resolve o problema, mas serve como paliativo enquanto não se concretizam projetos já em andamento na Argentina, como o gasoduto em parceria com a Bolívia, previsto para ser concluído até 2010. O país também já tem iniciativas conjuntas com o Paraguai na geração de energia hidroelétrica. “Na área energética, é fundamental a pesquisa e complementação com outros países”, acrescenta.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/02/26/materia.2008-02-26.6319279650/view

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

COMENTÁRIO/Paraguai/Uma "democracia puta"?

Agência Carta Maior/14 outubro 2007


O diário ABC Color, do Paraguai, publicou um editorial de primeira página, no dia 7 de outubro, com esse grosseiro título: “Uma democracia puta”.

Não se referia à ditadura do Partido Colorado, que há sete décadas controla o poder e perpetua o Paraguai como um dos países mais pobres do continente. Nem à reconversão dessa ditadura para uma forma “democrática” dessa ditadura, que fez com que a viúva do ex-ditador Alfredo Stroessner comentasse, singelamente: “Só falta o Alfredo”.

Não. Referia-se à Venezuela, um regime que teve seu presidente eleito e reeleito várias vezes, submetido à confirmação do voto popular no meio do seu mandato, com um mecanismo de controle dos eleitores sobre os eleitos, que nenhum outro país do continente possui.

O ABC Color é o principal jornal do Paraguai. Não é necessário um exercício de memória muito grande para imaginar sua convivência com a ditadura do partido-Estado Colorado. Agora dizem que apóia a Lino Oviedo, recém libertado para tentar bloquear a possibilidade de vitória de Fernando Lugo, derrotando pela primeira vez ao Partido Colorado. O candidato de preferência do jornal foi condenado em tres processos, um deles por participação na morte do ex-vice presidente Luis Argaña, outro deles por tentativa de golpe militar.

Esse jornal se atreve a julgar o caráter democrático do regime venezuelano, para tentar bloquear o ingresso da Venezuela no Mercosul.

“Se nossos presidentes do Mercosul, mesmo sabendo qual é sua obrigação histórica com a defesa dos princípios e dos valores políticos que iluminam nossos povos, são capazes de se vender ou de ligar-se mediante uma relação adúltera com um ditador megalômano surgido das catacumbas de um passado sinistro, teremos que convir que nossas democracias se vendem como autênticas putas” – diz o editorial do jornal paraguaio.

Antes desse final, o jornal fez um apelo aos parlamentares do Paraguai e do Brasil, para que impeçam o ingresso da Venezuela ao Mercosul – porque disso se trata, essa é a operação política que a direita do continente trata de armar. São os aliados paraguaios dos parlamentares da direita brasileira que igualmente se opõem à entrada da Venezuela no Mercosul.

Até julho de 2006, o Mercosul se limitava aos conflitos comerciais entre as grandes corporações privadas da Argentina e do Brasil, na disputa de mercados, relegando o Uruguai e o Paraguai a coadjuvantes sem importância. A participação da Venezuela e da Bolívia, posteriormente do Equador e a aproximação de Cuba, permitem romper esse crculo vicioso.

Acontece que todos aqueles que continuam identificados com os interesses dos EUA, do chamado “livre comércio”, que se opõem à consolidação e à extensão da integração latino-americana, buscam deter a entrada da Venezuela, com todo o dinamismo e a ampliação de temas que a incorporação do governo de Hugo Chavez representa. Se opoem ao gasoduto continental, se opõem ao Banco do Sul. Se opõem à autonomia do continente diante da hegemonia imperial dos EUA.

São esses os que tentam atrasar a integração continental, representando os interesses do império na região. No Paraguai, como no Brasil, são esses os que resistem ao Mercosul, à integração regional, como agentes do “livre comércio”, do FMI, da OMC e do Banco Mundial. Par isso não poupam nem esforços, nem vocabulário grosseiro. São resquícios de um passado que, embora resistindo – como o Partido Colorado – tem seus dias contados.


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sábado, 20 de outubro de 2007

Moçambique/Governo celebra contrato para refinaria de petróleo

Maputo, 19 outubro 2007 - O governo moçambicano, através do Ministério da Energia, celebrou quarta-feira, em Maputo, com a empresa Ayr Logística, Limitada, o contrato de investimento para a construção, em Nacala-a-Velha, província de Nampula, de uma refinaria de petróleo e seus derivados. O empreendimento, avaliado em cerca de cinco biliões de dólares, foi recentemente aprovado no decurso da 26ª Sessão do Conselho de Ministros, sendo que a sua execução deverá ser realizada em três fases, num período de seis anos, a contar do próximo.
A refinaria, que se enquadra na categoria de “grandes projectos”, terá a capacidade de produção de 300 mil barris por dia, dos quais um terço é para o mercado doméstico e os restantes para os mercados regional e internacional.

O Ministro da Energia, Salvador Namburete, que em nome do Governo rubricou o contrato, disse que a construção da refinaria vai trazer um grande impacto económico e social para Moçambique e para a região, particularmente no que se refere à redução das importações de combustível, cujo volume no país se situa em cerca de 600 mil toneladas por ano.

Explicou que vai representar um grande contributo na balança de pagamentos, pois haverá uma redução da importação de combustíveis refinados, poupando-se, assim, divisas ao país, além da própria contribuição directa e indirecta, com a criação de emprego para mais moçambicanos.

Ligado ao desenvolvimento do empreendimento, segundo dados avançados pelo titular da pasta da Energia, está prevista a construção de infra-estruturas associadas, tais como vias de acesso, ramal ferroviário, pontes, pequenas represas, central eléctrica, instalações para tratamento de água e resíduos, uma terminal de carga e descarga, gasoduto, tanques de armazenagem para os produtos refinados e algumas indústrias para o processamento de subprodutos.

A construção da refinaria vai significar, por outro lado, um novo planeamento físico da zona de Nacala-a-Velha, do qual já se vislumbram alguns resultados concretos, nomeadamente a implantação de novas infra-estruturas económicas e sociais, exemplo de escolas, hospitais, residências para trabalhadores e estudantes, instalações de recreação e restaurantes.

Um dos componentes previsto no projecto de construção da refinaria é o contributo que se dará ao fomento da actividade agrícola naquela região, com vista a garantir a alimentação à numerosa mão-de-obra que estará envolvida na fase de construção e nas fases subsequentes, e à população, que terá que mudar de vida em face da nova conjectura do posto administrativo sede de Nacala-a-Velha.

Hercílio Varela de Almeida, em representação da Ayr Logística, Limitada, disse, no seu discurso de praxe momentos após a assinatura do contrato, que um dos compromissos da sua empresa é melhorar as condições sociais da população local, sobretudo das crianças, que são o principal alvo no seu plano de responsabilidade social. (Notícias)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Exportações brasileiras para Angola crescem 60 por cento

Luanda, 4 setembro 2007 - As exportações do Brasil para Angola cresceram 60 porcento em 2006, passando de 520 milhões de dólares norte-americanos, em 2005, para 836 milhões no ano passado.


A informação foi dada hoje (terça-feira), em Luanda, pelo ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais, na abertura do seminário sobre as relações comerciais Brasil/Angola.


Segundo o governante, o fluxo de comércio entre os dois países voltou a crescer nos primeiros cinco meses deste ano, desta vez, numa percentagem de 14%.


Na base do crescimento do fluxo comercial, disse o ministro, estão as facilidades financeiras concedidas através do Programa de Financiamento as Exportações (Proex) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil.


Em 2005, o volume de financiamento atingiu cerca de 475 milhões de dólares norte-americanos e, no ano seguinte, a cifra foi ampliada para 750 milhões.


Afirmou que, actualmente, os dois países estudam a possibilidade de expandir estas facilidades financeiras, tendo em conta o nível de absorção por parte das autoridades angolanas deste fluxo de financiamento.


"A participação de produtos brasileiros no conjunto das importações de Angola tem sido cada vez maior. Em 2003, as exportações brasileiras representaram cerca de 4,3 do global das importações angolanas. Em 2004 e 2005 (seis porcento) e em 2006 a proporção passou para cerca de sete porcento", disse.


Entre os principais produtos da República Federativa do Brasil exportados para Angola destacam-se, entre outros, o açúcar de cana beterraba e sacarose, gasolina, tubos de ferro, aço para gasoduto e oleoduto, tractores, assim como chassis com motor diesel e cabine.


Angola é o quarto país africano que mais importou, em 2006, produtos diversos do Brasil, depois da África do Sul, Nigéria e Egipto.


Promovido pela embaixada do Brasil em Angola, o seminário sobre relações comerciais bilaterais, que encerrou ainda hoje, realizou-se no âmbito dos 185 anos da independência do Brasil, a comemorar-se no dia 07 de Setembro. (AngolaPress)