Visitando Euskal Herria, Emanuelsson veio à redacção de GARA para relatar a sua experiência em Colômbia e as suas impressões sobre as conversações de Havana.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Colômbia/«NUNCA SE AVANÇOU TANTO, COM UMA AGENDA E A TERRA COMO PRIMEIRO PONTO»
Visitando Euskal Herria, Emanuelsson veio à redacção de GARA para relatar a sua experiência em Colômbia e as suas impressões sobre as conversações de Havana.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Perfil: PIEDAD CÓRDOBA E A LUTA PELA PAZ NA COLÔMBIA
Depois de sofrer violência, discriminação e de também ter sido sequestrada - no caso dela, pelos paramilitares de direita - a senadora colombiana Piedad Córdoba dedicou-se a lutar pela libertação dos reféns que ainda existem em seu país.
As imagens de Piedad Córdoba que o mundo conhece mostram a senadora colombiana, de 55 anos, embarcando em helicópteros brasileiros e partindo rumo a lugares perdidos na selva colombiana, enquanto jornalistas de meio mundo ficam olhando para o céu. Ela volta algumas horas depois, em companhia de reféns libertados.
No entanto, quando as luzes das câmeras se apagam, o país que deveria lhe agradecer pelo trabalho e pelos esforços não apenas deixa de fazê-lo como também, em várias ocasiões, retribui o favor com insultos e desqualificações.
Iván Cepeda Castro é o porta-voz do Movice (Movimento das Vítimas de Crimes de Estado) e foi eleito recentemente para o Congresso. Conhece Piedad desde a época em que ela e seu pai mantinham uma íntima relação pessoal e de trabalho.
"Esta relação com meu pai", conta Iván, "foi muito significativa para ela e, de algum modo, transformou sua visão da realidade do país. Por muito tempo eles compartilharam projetos de defesa dos direitos humanos no parlamento e, quando mataram meu pai, foi um golpe muito duro para ela, não só em termos políticos, mas também pessoais. A busca de justiça pela morte de meu pai nos aproximou muito. Minha amizade com Piedad nasce como uma herança de meu pai, que ao longo dos anos fortificamos e estreitamos."
Os ataques a Piedad, segundo Iván, se explicam pelo fato de a senadora ter desafiado a crença de que somente pela via militar, com a guerra, é possível pôr fim ao conflito colombiano.
"A busca de negociações e acordos é uma postura que se defende com relativa facilidade em um momento de consenso social sobre a paz, mas é muito difícil de defender em momentos nos quais a sociedade dá preferência a uma ideologia de segurança quase dogmática, que acredita apenas na guerra e na opção militar", conta.
E completa: "Creio que parte da virtude e da novidade política da posição de Piedad Córdoba reside no fato de ela ter desafiado essa política de segurança democrática, criando a possibilidade de uma prática humanitária em condições muito adversas, uma prática que levou à libertação, até agora, de 14 pessoas."
A definição de Piedad Córdoba como uma mulher que conseguiu desafiar e vencer as adversidades é compartilhada por Olga Amparo Sanchez, diretora da Casa da Mulher de Bogotá e amiga da senadora desde os tempos de universidade.
"É uma mulher que encarna o grande esforço necessário na Colômbia para romper múltiplas formas de discriminação, tanto por sua condição de mulher e de afrodescendente quanto pelo perfil de opositora com convicções políticas alternativas. Por isso acredito que Piedad é uma mulher que venceu e vence a cada dia a discriminação e o preconceito. Este valor e sua inesgotável capacidade criativa de gerar iniciativas políticas que resultem em espaços novos, de encontrar saída para os problemas da Colômbia, são as características que mais me motivam a respeitá-la e admirá-la".
O jornalista Hollman Morris, que acompanhou durante anos o trabalho da senadora na área social, declarou ao Opera Mundi: "Piedad Córdoba é uma pessoa capaz de gerar dinâmicas com suas ações políticas, o que permite que suas posições e iniciativas ocupem o centro do debate político. Isso vale não só para sua dedicação à busca da paz na Colômbia, mas também no âmbito dos direitos humanos. Piedad é uma das poucas figuras políticas da Colômbia que promoveram grandes processos legislativos e debates políticos favoráveis aos setores mais excluídos. Isso apesar de pertencer ao Partido Liberal, que faz parte do establishment político do país."
Violência
Piedad é também uma vítima da violência estatal e paramilitar na Colômbia - e sofreu esta violência de várias formas. Em 1999, a senadora foi sequestrada pelo chefe paramilitar Carlos Castaño, que só a libertou graças a uma forte pressão internacional. Ela decidiu viver um período no Canadá que definiu como exílio. Assim que voltou à Colômbia, foi alvo de dois atentados, o que a obrigou a separar-se da família, que por isso ainda vive naquele país.
"Acredito que a partida para o Canadá foi o momento mais difícil", diz Olga. "Ela teve de deixar tudo para trás e, sem ajuda do Estado e de seu partido, cuidar dos filhos em uma situação muito difícil, abandonando suas causas e lutas. Até hoje Piedad vive uma vida de grandes sacrifícios, quase sempre confinada em casa. Não é fácil para ela, que tanto ama a música, a dança, e é uma excelente dançarina de salsa. Mas isso, ou simplesmente ir a um restaurante ou supermercado, são atividades que hoje ela não pode se dar o luxo de praticar. Ela teve de eliminá-las de sua vida por segurança, por causa da perseguição da imprensa e da pressão do governo. Aprendeu a lidar com a situação com sua própria força, renunciando até mesmo a uma escolta do Estado. É uma mulher forte, mas também muito sensível, capaz de superar essas situações - que não deixam de lhe causar muita dor. Para mim, o que lhe dá força para continuar é ter um objetivo muito claro, que hoje é o de libertar os reféns".
Repúdio e simpatia
Iván explica desta forma a rejeição de alguns setores da opinião pública: "Trata-se de uma série de campanhas midiáticas artificiais de deslegitimação e difamação, que em alguns contextos levaram a golpes muito baixos contra ela, por sua condição racial e de mulher, como no famoso voo Bogotá-Caracas no qual alguns passageiros insultaram e quase a agrediram fisicamente. Mas não é verdade que Piedad seja uma mulher repudiada pela sociedade colombiana. O que ocorre é que alguns meios de comunicação e alguns ideólogos do governo de Uribe exageram esses ataques na tentativa de transformá-los em crença social. Assim como há esse tipo de reação, há manifestações de ampla simpatia e respaldo".
Citando um episódio específico para exemplificar, ele continua: "Lembro-me perfeitamente do momento em que acompanhamos a libertação do ex-deputado Sigfrido Lopez, do departamento de Valle. Quando chegamos à praça central de Cáli, havia uma manifestação com milhares de pessoas. Não conseguíamos chegar à tribuna por causa da quantidade de demonstrações de respeito, admiração e carinho por Piedad. Ela é uma mulher admirada e respeitada por muitos setores da sociedade. A população e seus votos comprovam isso." (Fonte: Opera Mundi)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
MARULANDA, HERÓI DA AMÉRICA LATINA

Neste artigo Miguel Urbano Rodrigues recorda a trajectória revolucionária do comandante Manuel Marulanda e as circunstâncias em que conheceu na selva o dirigente das FARC, no qual identifica um herói da América Latina.
Miguel Urbano Rodrigues
28 maio 2008/Odiario.info (Portugal)
Sucessivos governos da Colômbia anunciaram a sua morte vinte vezes. As cadeias de televisão e a grande imprensa da Europa e dos EUA comentaram esse acontecimento e, com poucas excepções, insultaram e caluniaram o combatente. Depois divulgaram desmentidos para o ressuscitar. Porque Manuel Marulanda continuava vivo, lutando nas montanhas e selvas do seu país.
Ele sabia que não era eterno. Faleceu no dia 26 de Março. Mas, para decepção do fascismo colombiano e do imperialismo não foram as bombas e mísseis que abateram o comandante-chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-FARC. Marulanda morreu de um enfarte, algures na selva, com a sua companheira ao lado, rodeado de camaradas.
É necessário subir até Bolívar para encontrar na história da América Latina alguém com uma trajectória comparável. Ambos lutaram no mesmo cenário; ambos realizaram feitos que trazem à memória heróis mágicos da Ilíada de Homero. Mas, ao contrário do Libertador, Marulanda nasceu pobre numa família de camponeses do Quindio. Foram o espectáculo da miséria das populações rurais da Cordilheira e o sentimento de revolta contra a repressão de que elas eram alvo que fizeram dele um revolucionário. O guerrilheiro que aprendeu a ler já adulto, tornou-se comunista ao compreender que a autodefesa dos camponeses era inseparável de uma luta maior, de dimensão planetária, contra a engrenagem de poder responsável pela violência que os esmagava e pela situação semi-colonial da sua pátria.
Quando a oligarquia bogotana e antioquenha identificou uma ameaça naquela «rebelde» que recusava amnistia e não se submetia, mobilizou um exército de 10.000 homens para destruir o grupo guerrilheiro que na remota Marquetália não entregava as armas.
Marulanda contava somente com 46 combatentes. Ocorreu então um dos muitos impossíveis que iriam marcar a sua vida de lutador. A guerrilha, combatendo quase diariamente, rompeu o cerco. Essa saga esteve na raiz das FARC. A guerrilha de Marquetália, armada com uma ideologia humanista e revolucionária, transformou-se com o rodar dos anos no Exército Revolucionário do Povo, uma força avaliada em 15.000 combatentes, que se bate hoje, 44 anos após a sua criação, contra o Exército de Uribe em 60 Frentes.
O escritor Arturo Alape, num livro belo, recorda situações e factos que, pela atmosfera de excepcionalidade, mais parecem coisa de magia.
Mas foram reais.
Marulanda atravessou muitas vezes os Andes, combatendo. Na Colômbia a Cordilheira ciclópica divide-se em três ramificações, separadas por vales profundos. E uma coluna das FARC, sob o seu comando, repetiu o que era considerado absolutamente impossível. Cruzou a Cordilheira Central, de Ocidente para Oriente, através de desfiladeiros ocupados pelo exército, rompendo sucessivos cercos numa campanha que leva Arape a concluir que Marulanda como estratego somente encontra precedentes em Alexandre, Aníbal e Napoleão.
ENCONTRO COM TIRO FIJO
A vida proporcionou-me a oportunidade de encontrar uma vez Marulanda. Foi em Junho de 2001 na aldeia amazónica de La Macarena, após um almoço oferecido pelas FARC a delegações da Cruz Vermelha e de diferentes países que tinham acompanhado o processo de intercâmbio humanitário de prisioneiros. As FARC, em gesto unilateral, tinham libertado naquela manhã uns 300 prisioneiros quase todos militares capturados em combate.
Foi o comandante Raúl Reyes, de quem eu era convidado, que me apresentou ao comandante-chefe das FARC, o então já legendário Tiro Fijo, como era conhecido pela sua pontaria. Durou escassos minutos a troca de palavras porque Marulanda estava rodeado de embaixadores de países europeus.
Chovia torrencialmente e a água que se despenhava do céu em cataratas sobre a cobertura de plástico que protegia o terreiro do almoço produzia um ruído tão forte que dificultava as conversas. Mas não esqueci que os diplomatas se dirigiam com muito respeito ao dirigente revolucionário, disputando-lhe a atenção.
Nenhum dos presentes poderia naquele dia prever que a União Europeia, cedendo a pressões de Washington, iria definir as FARC como organização terrorista e que o futuro governo de Uribe colocaria a prémio, por milhões de dólares, a cabeça de Manuel Marulanda.
Recordo também ter pedido ao comandante-chefe que me concedesse uma entrevista.
Quase lhe escuto ainda a sua resposta ao pedido, pronunciada com a lentidão que lhe tornava a voz inconfundível. Sugeriu uma data posterior ao meu regresso a Havana, cidade onde então eu residia.
Pedi-lhe então que respondesse apenas a três perguntas que enviaria por uma colega cubana, que, essa sim, poderia entrevistá-lo no dia proposto. Marulanda concordou e cumpriu. A entrevista foi publicada no Avante!
A LUTA DAS FARC PROSSEGUE
Desde essa jornada na Macarena, o governo da Colômbia anunciou várias vezes que Marulanda falecera ou estava moribundo. Mentia. Como mentiu ao repetir em diferentes ocasiões que as FARC tinham recebido golpes tão duros que estavam à beira da desagregação.
Não obstante aparecerem, com os seus 380.000 homens, como as mais poderosas da América Latina – equipadas com armas que Washington somente fornece a Israel – as Forças Armadas da Colômbia acumularam derrotas em todas as ofensivas que tinham por objectivo o aniquilamento das FARC. O resultado decepcionante do Plano Patriota nos Departamentos do Caquetá e do Meta ficou, aliás, transparente na renúncia de meia dúzia de generais do Exército.
O povo colombiano tem hoje consciência de que a escalada belicista de Uribe fracassou e que não há solução militar para a guerra civil.
Mas o governo neofascista de Bogotá fecha as portas ao intercâmbio humanitário de prisioneiros nas bases propostas pelas FARC que implicariam a retirada prévia de todas as forças militares dos municípios de Florida e Pradera.
As FARC numa demonstração de boa vontade, entregaram, entretanto, à Cruz Vermelha Internacional alguns prisioneiros em gesto unilateral. Mas Uribe respondeu inviabilizando a mediação de Hugo Chávez e da senadora liberal Piedad Cordoba.
A campanha, de matizes farisaicos que exige incondicionalmente a libertação de Ingrid Betancourt veio porém criar, paradoxalmente uma situação muito incómoda para Uribe. Ao tomar conhecimento de contactos entre o comandante Raúl Reyes e o governo francês, o presidente colombiano concebeu e executou – com a cumplicidade da Casa Branca e do Pentágono – o plano cujo desfecho foi o assassínio daquele comandante das FARC e de mais vinte dos seus camaradas na acção criminosa que violou a soberania do Equador.
A morte de Marulanda ocorreu a 26 de Março no auge da campanha de desinformação promovida pelo fascismo uribista – depois da manipulação dos computadores de Raúl Reyes – com o fim de comprometer os presidentes da Venezuela e do Equador e de apresentar as FARC como envolvidas em negócios do narcotráfico e de armas.
Tornar publico o falecimento de Marulanda nos dias em que Uribe proclamava, triunfalista, que as FARC estavam em processo de destruição como força de combate permitiria ao presidente neofascista utilizar o acontecimento para promover a confusão e a desinformação.
A divulgação da notícia foi assim atrasada durante muitas semanas até chegar ao conhecimento do governo de Bogotá.
A partir de então ocorreu o que se previa. Para além da torrente de calúnias da propaganda oficial, os epígonos do uribismo não se limitaram a festejar a morte de Marulanda, apresentando-o como bandoleiro e assassino. De especulação em especulação identificaram no desaparecimento do comandante-chefe da organização guerrilheira o prólogo do seu fim iminente. As Forças Armadas chegaram ao absurdo de afirmar que teria morrido possivelmente durante um bombardeamento do seu acampamento.
Perante as proporções da orquestração reaccionária, o secretariado do Estado-Maior Central das FARC considerou chegado o momento de tornar pública a morte de Manuel Marulanda. A notícia foi divulgada através de um comunicado lido pelo comandante Timoleón Jimenez e transmitido em primeira-mão pela Telesur venezuelana. Nesse documento a direcção das FARC informa que o novo comandante-chefe é o Comandante Alfonso Cano. E prestando comovida homenagem a Marulanda, pela sua capacidade de liderança, lucidez ideológica e talento como estratego militar, sublinham a decisão inquebrantável de prosseguir em todas as Frentes até â vitória final a luta pelo «poder político, por uma sociedade de justiça social e pelo socialismo».
As campanhas de calúnias contra as FARC vão continuar, paralelas à guerra cujo objectivo é o seu aniquilamento.
O fim desta guerra não tem data no calendário. Mas o povo da Colômbia já percebeu que Uribe e os seus ministros somente deixaram marcas na História pelos seus crimes. E está consciente de que Manuel Marulanda conquistou já a eternidade, ocupando lugar ao lado de Bolívar no panteão dos heróis autênticos da América Latina.
Serpa, 27 de Maio de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Ecuador, Colombia y Venezuela sellaron compromiso de no agresión y sortearon crisis
El papel del presidente venezolano fue clave para lograr la conciliación de posiciones entre los mandatarios. Si bien persiste el diferendo territorial con Nicaragua, tanto Venezuela como Ecuador dieron por superada la crisis con Colombia y aseguraron la total normalización de las relaciones.
Los mandatarios de Ecuador, Rafael Correa, de Colombia, Álvaro Uribe, y de Venezuela, Hugo Chávez, alcanzaron este viernes en República Dominicana, a instancias del presidente venezolano, un compromiso para que no se repitan violaciones a la soberanía de una nación latinoamericana por parte de otra.
El entendimiento entre los países en crisis llegó tras un agrio debate en el seno de la XX Cumbre de Jefes de Estado y de Gobierno del Grupo de Río, que concluyó con abrazos y apretones de manos, a los que se sumó el mandatario de Nicaragua, Daniel Ortega.
Antes, durante la jornada de discusiones, el presidente colombiano recibió críticas generalizadas de sus homólogos regionales a su acción unilateral en la nación vecina.
"Se logró con el diálogo superar un gravísimo conflicto. Dios bendiga a República Dominicana, Dios bendiga a ese hermano entrañable como es el pueblo colombiano, Dios bendiga a Ecuador, Dios bendiga a América Latina", dijo Rafael Correa al finalizar el emotivo momento.
"Era las excusas sin atenuantes de Colombia, han sido dadas, no de manera explícita, pero hay un documento donde constan, el compromiso de nunca más agredir a un país hermano", añadió
El malestar se superó con un reconocimiento por parte de Colombia de que, efectivamente, violó la soberanía de Ecuador, con un pedido de disculpas al vecino por la incursión ilegal y con el compromiso formal entre los gobernantes de que no se repetirán acciones unilaterales similares, sino que se privilegiará el diálogo y la concertación política.
No obstante, no se pudo zanjar el rechazo de Uribe a la creación de un grupo de naciones amigas que sirvan de interlocutoras para buscar un acuerdo humanitario en su país, ni la exigencia de Nicaragua de que Colombia respete la soberanía nicaragüense sobre el Archipiélago de San Andrés.
A pesar de ello, el presidente Ortega afirmó que "Nicaragua da para atrás en la ruptura de relaciones con Colombia".
Chávez jugó papel clave
El papel del presidente venezolano fue clave para lograr la conciliación de posiciones y el compromiso entre los mandatarios, plasmada después en la declaración final de la Cumbre.
Su exposición, antes de la reconciliación, se distanció de las acaloradas discusiones entre los demás protagonistas del diferendo durante la jornada, a la vez que hizo un llamado a la mesura y a la conciliación, en nombre de la estabilidad regional.
"El conflicto se desborda, vean ustedes la amenaza que eso representa para la paz, para región", advirtió. "Busquemos el camino a la paz, alejémonos de la posibilidad de más guerra".
Chávez fue quien dio el primer paso para poner fin a la crisis diplomática, al plantear que lo que estaba en juego era algo muy serio para los pueblos de la región.
"Es tiempo de reflexiones y acciones, estamos a tiempo de detener una vorágine de la cual pudiéramos arrepentirnos y no sólo nosotros, sino nuestros pueblos, hijos y comunidades, no sabemos durante cuánto tiempo", alertó.
"Detrás de esto está el Gobierno de Estados Unidos y el guerrerismo del Imperio, hay que decirlo", lamentó. "Hay un interés del ala más guerrerista del Gobierno de EEUU de que no acabe esta guerra en Colombia".
Las paces con Uribe
Chávez se extendió largamente al hablar sobre la nueva crisis con Colombia, relató sus años en el Ejército y crisis bilaterales anteriores, como la del secuestro del guerrillero Rodrigo Granda, que "fue en Caracas, y no como dijeron primero, que había sido en la frontera".
Aunque terminó haciendo declaraciones de amistad hacia el vecino país, fue polémico en sus revelaciones.
Cuando él mismo era capitán, perseguía a la guerrilla "dentro de Colombia", dijo, y recordó faenas y "operaciones conjuntas" en un pueblo llamado Caracol, en el departamento del Arauca.
"De capitán, yo patrullé territorio colombiano", aseveró Chávez bajo la mirada disgustada de Uribe. Fue "con tropas venezolanas y tropas colombianas, porque aquellos gobiernos de Venezuela asumían que eso era un conflicto común, un conflicto de los dos países".
"Por eso era que la guerrilla atacaba unidades venezolanas, por supuesto, Venezuela estaba en guerra también".
Aseguró que en febrero de 1995, el ejército colombiano mató a 14 soldados venezolanos en el departamento del Meta, en un confuso incidente con la guerrilla, "porque en ese tiempo Venezuela participaba en el conflicto colombiano".
El entonces presidente Ernesto Samper "me acusó de que yo había 'comandado' el ataque, no eran unos datos en una computadora, no. Yo, junto con un señor a quien apodan 'Gabino', uno de los jefes del ELN (Ejército de Liberación Nacional)", dijo Chávez.
¿Tú sabes cuándo vine yo a conocer a Gabino? Ahora en noviembre (de 2007), vino a Caracas Gabino", exclamó, en referencia a la visita que el líder guerrillero hizo a la capital venezolana paralelamente a las negociaciones con las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), de la cual resultaron liberados posteriormente seis rehenes civiles.
No hay relación con las FARC
Tanto Chávez como Correa reiteraron en sus intervenciones que las acusaciones de Colombia sobre financiamiento o apoyo militar a las FARC eran falsas, y que su participación en las iniciativas humanitarias ha sido a pedido de los mandatarios colombianos, como ocurrió con Andrés Pastrana y ahora con Uribe.
Chávez dijo que, en casos mucho más graves de falsas acusaciones, nunca nadie lo había amenazado de manera "temeraria, sin ninguna prueba en la mano", de llevarlo a la Corte Internacional de Justicia, a referirse a la demanda que Uribe anunció que entablaría contra él en la corte de Naciones Unidas.
A pesar de ello enfatizó que "yo no considero a la guerrilla terrorista", sino que son "movimientos insurgentes que deberían tener estatutos de beligerancia".
"Yo lo que he ayudado a financiar son actividades económicas en Colombia, con toda la buena fe, un Gasoducto Transguajiro que costó mil 500 millones de dólares", dijo Chávez, al evocar la obra inaugurada por él, Correa y Uribe a fines del año pasado.
Correa, por su parte, se mostró muy molesto y enfatizó que el conflicto es de Colombia, y que es el deber de ese país cuidar sus fronteras, donde tiene miles de militares destacados, para evitar que la guerrilla entre en Ecuador.
"Nadie discute el sufrimiento del pueblo colombiano, pero Ecuador es víctima también de ese conflicto", dijo.
Sobre los supuestos documentos rescatados en las computadoras de las FARC, que según Uribe implicaban a Ecuador y Venezuela con el asesinado Raúl Reyes, Correa pidió que se las facilitaran "para entregarlos a la oposición política (de Ecuador) para que sean investigadas".
Previamente, el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, había comentado ante el foro que sería "muy difícil" certificar la autenticidad de las computadoras, presuntamente tomadas por el ejército colombiano del territorio ecuatoriano donde ocurrió la matanza.
"Tendríamos mucha dificultad para certificar su veracidad", dijo Insulza sobre la posibilidad que las máquinas puedan ser presentadas como prueba en una eventual investigación.
Final inesperado
Tras la larga diatriba, la cumbre tuvo un final inesperado, pues el mandatario Leonel Fernández, anfitrión de la Cumbre, aprovechó el impacto del discurso de Chávez para llamar a los países a poner en práctica el espíritu de la concordia expresado en estas palabras. "Aquí todos quieren la paz, aquí todos queremos contribuir con Colombia, con Ecuador, con Venezuela, con todos para que efectivamente podamos vivir en las mejores relaciones posibles, relaciones armoniosas, relaciones fraternas, relaciones de amistad", dijo.
Uribe se levantó para estrecharle la mano a Correa y luego atravesó la amplia sala de la Cancillería dominicana para estrechar también la mano de Chávez, mientras un sonoro aplauso de los presentes se escuchaba en el recinto.
Correa concluyó saludando a la "dos mujeres extremadamente valiosas que para mí son ejemplo de vida: la senadora Piedad Córdoba, colombiana, y a Yolanda Pulecio, madre de Ingrid Betancourt, bienvenidas compañeras", quienes estaban presentes en la reunión.
"En segundo lugar quería agradecer a ustedes, colegas hermanos, latinoamericanos por todo ese apoyo", expresó.
La XX Cumbre del Grupo de Río cumbre puso fin a una semana de tensiones desatada por el asesinato en Ecuador de 24 personas, entre ellas el comandante de las FARC Raúl Reyes, por parte de fuerzas militares colombianas el pasado sábado 1 de marzo.
Si bien persiste el diferendo territorial con Nicaragua, tanto Venezuela como Ecuador dieron por superada la crisis con Colombia y aseguraron la total normalización de las relaciones.
Respecto al papel del Grupo de Río, foro de concertación política creado en 1986, demostró que no ha perdido su vigencia como mecanismo eficaz para la solución de controversias en la región.
Del mismo modo, probó ser autosuficiente respecto a instancias multilaterales mayores, que a lo largo de la historia reciente han emitido resoluciones apáticas sobre conflictos que convulsionan a distintas regiones latinoamericanas y del mundo.
También su declaración superó en contundencia al documento emitido el miércoles por la OEA, durante la reunión extraordinaria del Consejo Permanente. (TeleSUR / mc – MC)
http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/25213/ecuador-colombia-y-venezuela-sellaron-compromiso-de-no-agresi-oacuten-y-sortearon-crisis/
Chávez llamó a sus homólogos a buscar camino de la paz y no el de la guerra Colombia rechaza creación de comisión multilateral para buscar la paz Daniel Ortega aboga por creación de grupo de países para lograr la paz en Colombia Argentina pide a Colombia que actúe dentro de la legalidad Correa a Uribe: ''No culpe a sus vecinos de sus problemas'' Uribe admite haber violado la soberania de Ecuador
domingo, 2 de março de 2008
Jorge Arreaza: Colombia demuestra que quiere continuar con la guerra

Caracas, 1 marzo (ABN) - El presidente de Fundayacucho, Jorge Arreaza, señaló que para alcanzar la paz en Colombia es necesario que el gobierno de ese país trabaje con métodos pacíficos, ya que luego del bombardeo de éste sábado, en el cual falleció el líder de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc), Raúl Reyes, “sólo se demuestra que quieren seguir con la guerra'.
http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=122380&lee=Array[0]
Colômbia/LA ÚLTIMA ENTREVISTA AL COMANDANTE RAÚL REYES
Negociación y actualidad
Cuando se puso en marcha la famosa “Operación Emmanuel” finalmente se tuvo que retrasar a causa de operaciones militares estatales realizadas cerca de donde se iban a hacer las liberaciones. ¿Qué objetivo creen las FARC que podía existir detrás de la táctica militarista de Uribe al realizar esas actividades en pleno lugar de la Operación (departamento de Meta) poniendo en peligro la vida de los rehenes?
Detrás de la táctica militarista de Uribe de impedir la liberación, sanos y salvos de los prisioneros, está el absoluto rechazo de este gobierno al canje y las salidas concertadas. En nada le importa poner en grave riesgo la vida de los prisioneros. Finalmente son más de cinco años sin que este gobierno se haya interesado en facilitar la liberación de esta gente producto de la firma del acuerdo humanitario, el cual requiere del despeje de los municipios de Pradera y Florida, garantía negada por el presidente Uribe y sin la cual las FARC no aceptan entrevistas con funcionarios del gobierno actual en ningún lugar.
¿Qué cambio le produciría a las FARC, y al contexto colombiano en general, si se cumpliese la propuesta de Chávez de otorgarle el estatus de actor beligerante en un conflicto armado nacional y de repercusión internacional?
El reconocimiento de Beligerancia propuesto por el Presidente Hugo Chávez, expresa conocimiento cabal del conflicto interno colombiano. Cuya solución definitoria requiere de salidas políticas y de reconocer la existencia de dos ejércitos enfrentados por intereses políticos, sociales y económicos muy distintos. El ejército oficial apoyado en el paramilitarismo de Estado y del otro lado el ejército conformado por las guerrillas revolucionarias de las FARC y del Ejército de Liberación Nacional (ELN). El canje o intercambio de prisioneros igual se hará entre el gobierno y las FARC. Una de las trabas interpuestas por el mismo gobierno colombiano para firmar acuerdos con la insurgencia revolucionaria es negar su existencia histórica en la vida política de Colombia. Se obstina en cerrar los ojos ante una realidad que el presidente Chávez sí observa con criterio bolivariano y por su empeño generoso de aportarle a la paz de los colombianos. En ninguna parte del mundo es posible lograr la reconciliación y la paz entre los contendientes sin reconocer la existencia del adversario político.
¿Qué opinión hay respecto al movimiento que hubo, a nivel nacional y con acciones internacionales, el pasado 4 de Febrero en rechazo a las FARC? ¿Qué comparativa se puede hacer con la respuesta a ese movimiento anunciada para el 6 de Marzo (Movimiento Víctimas de Crímenes de Estado)?
La marcha del pasado 4 de Febrero fue organizada, promovida y financiada por el gobierno de Álvaro Uribe. La cual contó con el aporte de los medios de comunicación, los paramilitares llamaron a participar de ella. Los funcionarios y empleados oficiales estatales fueron forzados a vincularse a la misma. Las embajadas y los consulados recibieron la instrucción de la cancillería de salir a la marcha y solicitar de sus amigos los apoyos en cada país. Es la marcha del gobierno de la para-política contra el canje o intercambio de prisioneros y la búsqueda de la paz. Con el propósito de generar ambiente nacional e internacional para promover la segunda reelección de Álvaro Uribe.
Se ha difundido que las FARC van a elaborar una nueva liberación de 3 o 4 presos políticos. ¿Qué meta se busca con ello tanto a nivel nacional como internacional?, ¿se cree que existirá alguna respuesta de Uribe?
La liberación de los ex congresistas Luis Eladio Pérez, Gloria Polanco, Orlando Beltrán y Jorge Eduardo Gechen Turbay y antes de Consuelo González y de Clara Rojas es el logro de la persistencia humanitaria y de la sincera preocupación por la paz de Colombia del Presidente Hugo Chávez y de la Senadora Piedad Córdoba. También es la más contundente manifestación de la voluntad de canje de las FARC, el cual requiere el despeje militar de Pradera y Florida por 45 días, con presencia guerrillera y comunidad internacional como garantes, para pactar con el gobierno en ese espacio, la liberación de los guerrilleros y de los prisioneros de guerra en poder de las FARC.
Internacionalismo
Referente a una visión más internacionalista, la caída de la URSS afectó negativamente al comunismo internacional. ¿Creen las FARC que la retirada de Fidel como presidente del gobierno cubano afectará al socialismo cubano y en consecuencia al auge de los movimientos sociales latinoamericanos y a los gobiernos izquierdistas?
La inesperada caída de la URSS, sí afecto negativamente a buena parte de los Partidos Comunistas y sobre todo la construcción socialista en los países de Europa, tuvo un serio y largo retroceso. El derrumbe del socialismo ruso, mostró sin lugar a equívocos grandes falencias ideológicas, políticas y estructurales en ese modelo. Al tiempo que debilitó los partidos, también produjo a su interior la depuración de los elementos farsantes y traidores que regresaron al sistema capitalista sin vergüenza alguna. Los Partidos y sus militantes de convicciones sólidas, se mantuvieran fieles al acervo de los clásicos del Marxismo Leninismo. Sin dejarse confundir por la tormenta del capitalismo proclamando el fin del socialismo se mantuvo Cuba, conducida por su Partido y el Comandante en jefe de esa revolución triunfante. Las FARC, representadas por el Comandante Jacobo Arenas (fallecido el 10 del 90) expresaron con contundencia la traición cocinada en Rusia por Gorvachov tras la entelequia de la perestroika y la Glasnot. Dijimos en aquella época, con la caída del muro de Berlín y del Socialismo, el hambre,ni la pobreza, ni la miseriadesaparecieron de entre los pobres, por ello la lucha por la liberación de los pueblos y la construcción socialista conserva plena vigencia...
Hoy como en esos tiempos nos ratificamos una vez más en que la opción de la humanidad es el socialismo.
El Comandante Fidel Castro sigue alumbrando con luz propia y experimentada la edificación del socialismo. El partido, su pueblo y el nuevo jefe de Estado y de Gobierno de Cuba avanzan sin pausa por el camino trazado por Fidel y sus camaradas de lucha heroica.
Historia y conflicto con el ELN
Hace varios años se iniciaron diversos enfrentamientos entre el ELN y las FARC, en departamentos como Arauca, Nariño, Valle del Cauca y Cauca. ¿Cómo sucedió todo? ¿Qué repercusión ha tenido respecto al conflicto contra el Estado uribista? y ¿qué solución ve las FARC al respecto?
En realidad nada justifica los enfrentamientos armados entre el ELN y las FARC, por tratarse de dos organizaciones revolucionarias comprometidas con la creación de las premisas de la lucha por la conquista del poder político para dar inicio a la construcción de la sociedad libre de explotadores y sin explotados. Explicar los históricos factores de confrontación entre las dos fuerzas es sumamente complicado en este espacio y de ninguna manera considero prudente cargar toda la responsabilidad en una de las partes. A mi juicio existe de parte y parte alguna culpa. Distinto que en la búsqueda de soluciones se encuentre menor o mayor responsabilidad en el ELN o en las FARC. Lo más importante por ahora, es parar la confrontación entre revolucionarios, asumiendo en ambos lados, el compromiso con la ubicación de los elementos infiltrados del enemigo que alimentan la conseja, la descalificación, el irrespeto a combatientes y masas, además de propalar rumores para acrecentar hostilidades o crearlas donde no existen. Estamos en mora de efectuar una entrevista de las dos jefaturas, que ponga fin a esta situación y se fortalezca la unidad de acción, con miras a consolidar la lucha contra el imperialismo y la oligarquía, por la nueva Colombia, la Patria Grande y el Socialismo.
En septiembre de 1987 se creó la Coordinadora Guerrillera Simón Bolívar, una coalición entre diferentes grupos insurgentes (ELN, FARC, M-19, EPL, Frente Quintín Lame, MIR, PRT). En la actualidad, ¿las FARC creen que sería positivo, y si es posible, realizar la recreación de la Coordinadora para unir el proyecto revolucionario contra el gobierno de Uribe?
La unidad de la izquierda revolucionaria donde están las guerrillas del EPL, ELN y de las FARC, es una necesidad de orden estratégico. El nombre de Coordinadora Guerrillera Simón Bolívar se enmarca justamente dentro de nuestra convicción bolivariana, sin embargo lo más importante es superar la forma fatal de solucionar las diferencias.
Las FARC, todo y fundarse como autodefensas campesinas más tarde su objetivo fue la conquista del poder estatal para hacer la revolución socialista. Actualmente la táctica-estrategia parlamentaria ha sido la mayormente utilizada en la izquierda latinoamericana desde la victoria de Hugo Chávez en 1999. A esto, ¿las FARC siguen defendiendo la posibilidad de llegar al poder mediante la lucha armada-ataque o solo utilizan esta táctica como defensa de represión con posibilidades de futuras reformas izquierdistas con un gobierno más socialdemócrata?
Las FARC son una organización política militar que aplica la combinación de todas las formas de lucha revolucionaria por la conquista del poder. Coherentes con esta definición de principio no subestima la vía electoral mediante una gran coalición de fuerzas antiimperialistas, bolivarianas, progresistas, revolucionarias que mediante una programa de gobierno garantice la superación de la crisis, se comprometa con el canje de prisioneros y las salidas políticas al conflicto interno de los colombianos. Esta idea está explícita en nuestra Plataforma Bolivariana y en el Manifiesto firmado por nuestro Secretariado para un nuevo gobierno garante de la paz con democracia y justicia social.
En los años 80, tras las negociaciones de paz con Belisario Betancourt se fundó la Unión Patriótica como referente político de la izquierda y la posibilidad de una futura negociación de paz. ¿Con la alta represión, y los miles de asesinatos que se sufrieron en las filas de la UP, hace a las FARC repensarse la posibilidad de volver a realizar una misma estrategia como proceso de paz?
El genocidio a cargo del terrorismo de Estado contra la Unión Patriota y parte considerable del Partido Comunista colombiano, demostró ante el mundo la intolerancia y la criminalidad de la clase gobernante de mi país, que además empuja a los revolucionarios a engrosar las filas guerrilleras para salvar sus vidas y mantener la lucha política con las armas en la mano. La UP fue liquidada por los enemigos de las salidas políticas a tiros. Hecho que obliga a privilegiar el trabajo clandestino, como el Partido Comunista Clandestino y el Movimiento Bolivariano por la Nueva Colombia cuya militancia para subsistir y crecer se mantiene en la clandestinidad.
Regionalismo revolucionario latinoamericano
¿Cómo ven la situación de América Latina a partir de la ola de gobiernos progresistas en la región junto a otros directamente revolucionarios? Se observa en América Latina un positivo viraje hacia la izquierda revolucionaria con el liderazgo de gobiernos antiimperialistas, progresistas, independientes, bolivarianos, camino al socialismo, con el compromiso de cumplir el mandato del Libertador de proporcionar la mayor suma felicidad posible a sus pueblos. Colombia no será la excepción, como bolivarianos en medio de la confrontación con el gobierno de la ultraderecha fascista y paramilitar, vamos por el mismo camino sin que nadie ni nada lo impida.
¿Cuál es el papel que debe cumplir la solidaridad internacionalista como muro de contención frente a la terrible problemática que viven los pueblos de América Latina, los colapsos financieros y las guerras en momentos en los que el imperio arrecia con planes de desestabilización y la conocida estrategia de la CIA y el Estado de Israel como factores de extrema peligrosidad?
El camino está en el fortalecimiento de la unidad antiimperialista, progresista y de la izquierda revolucionaria en el propósito de unir esfuerzos, aprender de las experiencias de cada lugar, para cerrar filas contra los siniestros planes de los imperios y las oligarquías criollas empeñadas en perpetuarse en el poder a costa de la destrucción de las organizaciones y proyectos políticos contrarios a sus políticas de explotación, expoliación, enriquecimiento ilícito, narcotráfico, corrupción, opresión, pobreza y miseria, vertidas sobre los pueblos del continente. Se impone incrementar el internacionalismo, como expresión de solidaridad de clase.
Este cuestionario fue realizado antes de la liberación de los 4 ex congresistas, pero respondido después de esta liberación.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Piedad Córdoba: Chávez es el único mediador que aceptan las guerrillas colombianas
TeleSUR / 31 enero 2008 / http://www.telesurtv.net
Según la senadora colombiana tanto las FARC como el ELN le “han dejado claro que la única persona en la que confían y con la que están dispuestas a conversar es con Chávez”.
En declaraciones ofrecidas desde Washington, Estados Unidos, la senadora colombiana Piedad Córdoba aseguró que las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), y el también insurgente Ejército de Liberación Nacional (ELN), sólo aceptan la mediación del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, para un eventual acuerdo de paz en la nación neogranadina.
La congresista colombiana realizó estos señalamientos durante un foro organizado por el Centro de Pensamiento Diálogo Interamericano, el cual se centró en las precondiciones o "inamovibles" fijados por el Gobierno colombiano para iniciar un proceso de intercambio de prisioneros y retenidos con las FARC.
Según Córdoba, tanto las FARC como el ELN le "han dejado claro que la única persona en la que confían y con la que están dispuestas a conversar es con Chávez", al tiempo que sostuvo que "tanto el intercambio humanitario como la paz entre la guerrilla y el Gobierno de Colombia definitivamente deben pasar por Caracas".
En ese sentido, la senadora afirmó que, pese a la negativa del presidente colombiano, Álvaro Uribe, Chávez se mantendrá políticamente activo en el tema del conflicto de la nación neogranadina.
Asimismo, la legisladora consideró que la mediación de Chávez en el conflicto es necesaria para lograr una salida negociada y política para el intercambio humanitario, "son una realidad que el pueblo colombiano debe aceptar".
Enfatizó que construir un espacio de confianza con las FARC fue sumamente difícil, proceso en el que "Chávez jugó y sigue jugando un papel muy importante" para lograr un acuerdo humanitario con la guerrilla.
"Las FARC van a seguir exigiendo que Chávez permanezca en el acuerdo", insistió Córdoba al señalar que el presidente venezolano se ha ganado "una confianza y cierta legitimidad" por parte de la guerrilla, gracias a algunas acciones que ha realizado en el pasado, "como la nacionalización en Venezuela de una gran cantidad de ciudadanos colombianos desplazados por el conflicto" en ese país.
A juicio de la senadora, "es la primera vez en mucho tiempo que la guerrilla colombiana empieza a creer que hay posibilidades de un acuerdo".
A través de le mediación del mandatario venezolano se concretó el pasado 10 de enero la liberación de las políticas colombianas Clara Roja y Consuelo González de Perdomo, que permanecieron por espació de poco menos de seis años en manos de las FARC.
Al mismo tiempo, la parlamentaria también destacó que nada puede hacerse sin el aval del presidente Álvaro Uribe, por lo que realizó una invitación para que éste se siente junto a Chávez a dialogar.
"El conflicto entre Colombia y Venezuela es artificial. Son Chávez y Uribe los que tiene que sentarse a solucionarlo", dijo.
Córdoba adelantó que no apoyará la marcha contra el secuestro que está prevista para el próximo lunes si ésta termina siendo sólo en condena hacia las FARC, al considerar que, de ser así, la misma podría exacerbar los ánimos.
"No podemos marchar para un solo lado. Yo apoyo una marcha en favor del intercambio humanitario pero no una que busca exacerbar los ánimos", indicó la senadora.
De igual modo, aprovechó la ocasión para reiterar su exhortación al Gobierno colombiano para que defina si le apuesta a una salida política al conflicto, en lugar de proponer una solución por la vía de la intervención militar.