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sábado, 11 de abril de 2015

Reclama Maduro en Panamá derogatoria de decreto contra Venezuela

11 abril 2015, Prensa-Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Maduro: Vengo en nombre de los venezolanos a exigirle a Obama que derogue el decreto

Panamá (PL) -- El presidente Nicolás Maduro exigió hoy a su homólogo estadounidense, Barack Obama, derogar el decreto ejecutivo que señala a Venezuela como una amenaza contra la nación norteña.

Al intervenir en la VII Cumbre de las Américas, que se efectúa en Panamá, el mandatario venezolano calificó esa medida como indignante y peligrosa, y reiteró que constituye la más grave agresión proferida contra su país en 200 años.

Traigo más de 10 millones de firmas de compatriotas que repudian esa orden. Vengo en nombre de 30 millones de venezolanos, dijo, y recordó el amplio respaldo internacional a la campaña contra el decreto.

Ante los jefes de Estado y Gobiernos, y altos representantes de las 35 naciones americanas, reiteró la disposición de su gobierno a dialogar con

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Colômbia/«NUNCA SE AVANÇOU TANTO, COM UMA AGENDA E A TERRA COMO PRIMEIRO PONTO»

19 agosto 2013,  ODiario.infohttp://www.odiario.info/ (Portugal)

Ainara Lertxundi*

Dick Emanuelsson tem feito, como correspondente para a América Latina, a cobertura do conflito na Colômbia no decurso de quase três décadas. Viveu de perto os processos de Casa Verde, San Vicente del Caguán e o que actualmente se desenvolve em Cuba. Em 2005 teve de deixar a sua casa de Bogotá devido a ameaças de morte. Os serviços secretos tinham uma pasta com 476 folios sobre a sua pessoa.

Casa Verde, San Vicente del Caguán e Havana. Três processos de negociações entre as FARC-EP e o Governo colombiano que fazem parte da dilatada trajetória profissional do jornalista sueco Dick Emanuelsson como correspondente para América Latina. Em mais de uma ocasião penetrou nas montanhas colombianas para entrevistar a guerrilha, tem investigado a morte de sindicalistas às mãos de paramilitares e retratado a situação do campesinato.

Visitando Euskal Herria, Emanuelsson veio à redacção de GARA para relatar a sua experiência em Colômbia e as suas impressões sobre as conversações de Havana.

¿Como realiza um jornalista o seu trabalho sabendo que está sendo espiado e que essa vigilância pode pôr em perigo as suas fontes?

Quando cheguei à Colômbia e me registei como jornalista, um colega disse-me ‘Dick, tem muita cautela

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ERIC HOBSBAWM SOBRE GAZA

27 julho 2014, Pravda.ru
(em 2009! Mas... ATÉ QUANDO?!)
London Review of Books, vol. 31, n. 2, sessão "Cartas":
"Responses to the War in Gaza", 29/1/2009, pages 5-6 (traduzido)
http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/11/eric-hobsbawm-sobre-gaza-2009_18.html  

Já há três semanas a barbárie está exposta aos olhos da opinião pública universal, que está vendo, julgando e, com poucas exceções, rejeitando o terrorismo armado que Israel emprega contra meio milhão de palestinos cercados, desde 2006, na Faixa de Gaza. 

Jamais qualquer explicação oficial para a invasão foi mais patentemente refutada por uma combinação de imagens de televisão e aritmética; ou o papaguear dos jornais sobre "alvos militares", pelas imagens de crianças ensanguentadas e escolas incendiadas. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMO ACTUA A CONTRA-INSURREIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

20 junho 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Entre as similitudes do fascismo clássico com os regimes de George W. Bush e Barack Obama, López y Rivas destaca a componente militarista das cruzadas neocoloniais actuais, a fé cega na tecnologia bélica, o favoritismo concedido às grandes corporações do chamado complexo militar-industrial, o ultranacionalismo, o racismo genocida que aniquila povos inteiros e o social darwinismo resultante da imposição a ferro e fogo das políticas neoliberais. 

Com base em dois manuais do Pentágono e num «guia cultural» das forças especiais dos Estados Unidos, Gilberto López y Rivas dá-nos uma obra [1] de grande actualidade que nos permite compreender, se também lermos as entrelinhas, o que se passou no quadro de uma falsa guerra às drogas durante o mandato de Felipe Calderón [N.do T.: presidente do México de 2006 a 2012], e o que está agora a acontecer em termos de segurança e violência, no regime autoritário de Enrique Peña Nieto.

O texto parte do conceito de «terrorismo global de Estado» para caracterizar a violenta política do capitalismo na sua actual fase, e mostra alguns traços neofascistas das guerras coloniais dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos começos do século XXI.

Para isso, o autor recorre a uma definição clássica de fascismo formulada em 1935 pela Internacional Comunista, que coloca ser «o fascismo no poder uma ditadura clara e terrorista dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro».

terça-feira, 27 de maio de 2014

DONALD RUMSFELD E A DEMOLIÇÃO DO WTC 7

27 maio 2014, Resistir.infohttp://www.resistir.info (Portugal)

por Kevin Ryan* 

Quando perguntaram ao antigo secretário da Defesa Donald Rumsfeld acerca do World Center Building 7 (WTC 7), ele afirmou que nunca ouvira falar dele . Isto aconteceu apesar da destruição sem precedente daquele edifício de 47 andares e do seu relacionamento com os eventos do 11/Set que marcaram a carreira de Rumsfeld. Embora não atingido por um avião, o WTC 7 experimentou uma queda livre dentro do seu próprio terreno na tarde do 11/Set – pelo caminho que deveria ter sido o de maior resistência. A agência do governo encarregada de investigar a destruição do edifício acabou por admitir que ele estivera em queda livre durante uma parte da sua descida. O facto torna a demolição explosiva a única explicação lógica. Considerar como o WTC 7 pode ter sido demolido conduz a alguns factos interessantes acerca de Rumsfeld e seus associados.

O único grande inquilino do WTC 7 era a Salomon Smith Barney (SSB), a companhia que ocupava 37 dos 47 pisos no WTC 7. Um facto pouco discutido é que Rumsfeld era o presidente do comité consultivo da SSB e Dick Cheney também era membro do mesmo. Rumsfeld actuou como presidente do comité consultivo do SSB desde o seu início em 1999. Segundo as revelações financeiras que ele fez no seu processo de nomeação, durante o mesmo período Rumsfeld também actuou como um consultor pago para o Director da Central Intelligence Agency, George Tenet.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fidel Castro descifra el pensamiento de Obama

En una nueva reflexión publicada este jueves, el líder de la Revolución cubana aseguró, que Cuba no cambiará su sistema político para recuperar Guantánamo, porque ese ''es un precio contra el cual Cuba ha luchado durante medio siglo'' y además alertó que Obama sigue la política del gobierno de George W. Bush en Medio Oriente, por lo que lo responsabilizó ''de compartir el genocidio contra los palestinos''.

30 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El líder de la Revolución cubana, Fidel Castro, advirtió al presidente de Estados Unidos, Barack Obama, que su exigencia de un cambio en el sistema político cubano, "es un precio contra el cual Cuba ha luchado durante medio siglo".
En un nuevo artículo intitulado Descifrando el pensamiento del nuevo presidente de Estados Unidos, Fidel Castro le recordó a Obama que "mantener una base militar en Cuba contra la voluntad de nuestro pueblo, viola los más elementales principios del derecho internacional" y que no respetar esa norma, sin condición alguna, "constituye un acto de soberbia y un abuso de su inmenso poder contra un pequeño país".
El líder cubano criticó de igual manera la posición asumida por el nuevo presidente estadounidense con relación a la agresión israelí contra pueblo palestino, en la que Obama y Biden deciden apoyar la relación con el gobierno sionista y comprometerse con "la seguridad de Israel", continuando así con la política de su predecesor Georges W. Bush.
A continuación TeleSUR transmite íntegramente el artículo intitulado "Descifrando el pensamiento del nuevo presidente de Estados Unidos", del líder de la Revolución cubana, Fidel Castro.
Descifrando el pensamiento del nuevo presidente de Estados Unidos.
No es demasiado difícil. Después de su toma de posesión, Barack Obama declaró que la devolución del territorio ocupado por la Base Naval de Guantánamo a su legítimo dueño debía sopesar, en primer término, si afectaba o no en lo más mínimo, la capacidad defensiva de Estados Unidos.
Añadía de inmediato, que respecto a la devolución a Cuba del territorio ocupado por la misma, debía considerar bajo qué concesiones la parte cubana accedería a esa solución, lo cual equivale a la exigencia de un cambio en su sistema político, un precio contra el cual Cuba ha luchado durante medio siglo.
Mantener una base militar en Cuba contra la voluntad de nuestro pueblo, viola los más elementales principios del derecho internacional. Es una facultad del Presidente de Estados Unidos acatar esa norma sin condición alguna. No respetarla constituye un acto de soberbia y un abuso de su inmenso poder contra un pequeño país.
Si se desea comprender mejor el carácter abusivo del poder del imperio debe tomarse en cuenta las declaraciones publicadas en el sitio oficial de Internet por el gobierno de Estados Unidos el 22 de enero de 2009, después del acceso al mando, de Barack Obama. Biden y Obama deciden apoyar resueltamente la relación entre Estados Unidos e Israel, y consideran que el incontrovertible compromiso en Oriente Medio debe ser la seguridad de Israel, el principal aliado de Estados Unidos en la región.
Estados Unidos nunca se distanciará de Israel y su presidente y vicepresidente "creen resueltamente en el derecho de Israel de proteger sus ciudadanos", asegura la declaración de principios, que retoma en esos puntos la política seguida por el gobierno del predecesor de Obama, George W. Bush.
Es el modo de compartir el genocidio contra los palestinos en que ha caído nuestro amigo Obama. Edulcorantes similares ofrece a Rusia, China, Europa, América Latina y el resto del mundo, después que Estados Unidos convirtió a Israel en una importante potencia nuclear que absorbe cada año una parte significativa de las exportaciones de la próspera industria militar del imperio, con lo cual amenaza, con una violencia extrema, a la población de todos los países de fe musulmana.
Ejemplos parecidos abundan, no hace falta ser adivino. Léase, para más ilustración, las declaraciones del nuevo Jefe del Pentágono, experto en asuntos bélicos.

Fidel Castro Ruz

29 de enero de 2009

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/41682-NN/fidel-castro-descifra-el-pensamiento-de-obama/

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Reflexiones del compañero Fidel

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Portugal/Boaventura de Sousa Santos acredita que o FSM pode assumir um papel relevante na crise

22 janeiro 2009/O Outro Lado da Noticia http://www.outroladodanoticia.com.br

Em entrevista ao site Fórum, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, uma das personalidades mais atuantes nas edições do Fórum Social Mundial (FSM), analisa as possibilidades do governo Obama e enxerga no enfrentamento à crise global uma importante oportunidade para o movimento social.

Veja a entrevista:

Fórum – O senhor costuma sempre passar uma parte do ano nos Estados Unidos. Comemorou a eleição de Barack Obama ou chegou a se emocionar com a festa dos estadunidenses?

Boaventura de Sousa Santos – É evidente que pela minha formação marxista não estou acostumado a que os homens individualmente transformem a história e tenho reservas em relação a esperar demasiado de uma pessoa quando o sistema que a elegeu praticamente se mantém o mesmo. Mas, dito isto, não há dúvida para uma pessoa que, para lembrar José Martí, vive nas entranhas do monstro, onde este sentimento de crítica à orientação imperialista agravou-se extraordinariamente durante o governo Bush, que a vitória do Obama foi um acontecimento muito especial. Aliás, especial não apenas para os EUA como para o mundo.

Em 2009, um presidente negro vai entrar em uma Casa Branca que foi construída por escravos. Há 40 anos, em alguns estados nos quais ele ganhou eleitoralmente, branco não podia casar com preto. Sua mulher descende de escravos e vai entrar para a Casa Branca como primeira dama. É uma grande transformação simbólica, um grande ato de política simbólica e não uma vitória qualquer. Um ativista dos direitos civis nos anos 60 e 70, ao ver a vitória de Obama, me disse: “Durante todos os anos tenho me considerado um afroamericano, mas a partir de hoje tenho a impressão de que eu sou simplesmente um americano”. É uma transformação simbólica de identidade.

Depois que a autoestima dos americanos foi completamente corrompida pela incompetência, avareza, belicismo inconsequente e absolutamente frustrante, esta transformação é importante para os Estados Unidos. Foram guerras ilegais e agressivas que não resolveram nenhum dos problemas apontados, exceto aquele objetivo nunca confessado, que era assegurar o controle da produção de petróleo no Oriente Médio.

Apesar de terem sido grande referência para muita gente no mundo, já que a globalização cultural é também a americanização através da grande indústria do entretenimento, a imagem dos EUA degradou-se extraordinariamente, a tal ponto que os americanos às vezes tinham vergonha de visitar alguns países, uma situação absolutamente inaudita para eles. É evidente que deste ponto de vista a eleição do Obama permitiu o orgulho de outra vez serem americanos.

Isto pode ser bom e pode ser mau. Pode trazer de volta o triunfalismo e o sensacionalismo porque foram capazes de fazer o provável pior presidente dos EUA, Bush, mas também de eleger um negro num país que teve uma situação de escravatura e discriminação racial tão fortes.

Fórum – E para além dos Estados Unidos?

Boaventura – Essa eleição também é importante para a Europa, que tem uma certa arrogância em relação aos EUA. Mas o que aconteceu nos Estados Unidos não podia acontecer lá. A Alemanha tem 800 mil cidadãos turcos, em uma população de imigrantes por volta de 3 milhões. A França também tem muitos imigrantes com cidadania. Mas quando olhamos para seus parlamentos a composição é quase totalmente branca. Na Inglaterra, de 600 membros da Casa dos Comuns, 15 pessoas não são brancas. Dá-me a impressão de que a Europa se vê em um contrapé da história, porque os EUA são capazes de eleger um presidente que não tem a história a que os europeus se habituaram como sendo as suas próprias, sobretudo depois do que temos visto com a xenofobia, as leis de imigração, os Berlusconi e Sarkozy que têm transformado a Europa em uma fortaleza, a se defender sobretudo dos imigrantes, e que tenta evitar a todo custo que eles possam se estabilizar com suas famílias, que suas culturas possam enriquecer a cultura do continente.

Não podemos minimizar em termos políticos o significado da vitória de Obama. É evidente que ela ocorre no pior período dos Estados Unidos, e talvez só por isso tenha sido possível. Não só por causa das guerras que não se pode ganhar e que foram erradas desde o primeiro momento, mas também da crise financeira que vai ter certamente as mesmas dimensões da Grande Depressão.

Nesse momento de declínio entra um homem de uma etnia que não é a eurocêntrica que sempre dominou os EUA. Ele pode ter algum êxito e ser a afirmação que a diversidade deste país enriquece politicamente. E, se as coisas correrem mal, tenho certeza de que muitos racistas deste país – que não deixou de ser racista no dia 4 de novembro – vão dizer que as coisas não deram certo porque um negro não deu conta da situação

Ele já trouxe inovações extraordinárias de campanha que foram uma vitória para a democracia liberal. Não para a democracia participativa, como a defendemos, mas com alguma virtualidade desta. Um novo conceito entrou no vocabulário político, que são os netroots, pessoas que contribuíram com seu dinheiro, percorrendo bairro a bairro, exatamente uma estratégia das organizações comunitárias, e que o levaram ao poder. Num cenário otimista, se estes grupos não se desarmarem, continuarem ligados, mantiverem a sua rede, sua lista, poderão e deverão cobrar o presidente por promessas que, sem essa cobrança, ele não viria a cumprir. E esta energia não terminaria nas eleições. É uma suspensão histórica que acontece em determinados momentos. Como eu disse, é a realidade que foi almoçar e vamos ver como regressa do almoço. E ela está a regressar.

Fórum – Há sinais de algum movimento organizado já cobrando Obama, como por exemplo o chamado feito na imprensa estadunidense pelo movimento das Liberdades Civis para que já no primeiro dia o presidente tome algumas medidas para sinalizar a disposição de mudança, entre elas a de fechar Guantánamo. Que medidas tomadas no início poderão indicar o rumo que terá esse governo?

Boaventura – De alguma forma aconteceu nos EUA algo comparável ao que aconteceu com o Lula, quando alguém de um grupo discriminado, um metalúrgico, chegou à presidência do Brasil. De alguma maneira os movimentos sociais, com exceção talvez do MST, se desarmaram um pouco no primeiro momento, porque tinham um amigo no Planalto. Não pode acontecer isso nos Estados Unidos. Os movimentos não podem se desarmar, e muito especificamente o movimento negro e o movimento dos direitos civis, que são muito grandes.

Política simbólica é algo que tem efeitos reais imediatos mas que não afeta o sistema no seu núcleo duro. Fechar Guantánamo é uma coisa que se pode fazer, não é tão difícil. São 255 detidos dos quais. São todas pessoas detidas ilegalmente e, se não há nenhuma razão para estarem lá, por que não soltá-los?

Por outro lado há os que devem ser julgados. O próprio Obama já disse que as comissões militares são tribunais fantoches, uma farsa de Justiça, e portanto devem ser julgados em tribunal convencional. Pode ser um sistema novo, porque no tribunal vão ser mostradas muitas provas consideradas secretas e se considera que isto afeta a segurança dos Estados Unidos. Isso naturalmente cria uma fricção dentro do próprio grupo de Obama. Mas fechar Guantánamo não é tão difícil. É preciso coragem para tirá-los de lá e pensar como poderão regressar aos seus países de origem. Em alguns casos, não poderão. E aí, com toda franqueza, por que os EUA não os podem aceitar se não há nada contra eles? Não cometeram nenhum crime como aquele caso escandaloso dos 17 chineses que foram detidos porque foram encontrados no Afeganistão, sem nada a ver com terrorismo. Foi um ato de autoritarismo da pior espécie, quase primitivo. Há uma possibilidade de Obama responder positivamente a esta demanda e é fácil acabar com Guantánamo porque é um tumor cancerígeno instalado dentro de Cuba.

Fórum – Com a celebração da vitória de Obama, o senhor disse que a realidade foi almoçar mas já estava voltando. Acho que a parte da realidade que já voltou tem a ver com as finanças mundiais. Pergunto qual a palavra certa: estamos vivendo uma crise ou um colapso do sistema?

Boaventura – Nós assistimos de fato a um colapso de uma parte, exatamente o sistema financeiro que existiu até agora. Dá-me a impressão que o neoliberalismo se autodestruiu. Se calhar, nem foi derrubado pelos movimentos sociais que têm lutado contra os paraísos fiscais ou defendendo a taxa Tobin. Tantas coisas que têm sido promovidas pelos movimentos sociais para por fim a este capitalismo de cassino que funcionou nos últimos 30 anos, e ele se autodestruiu. Como Marx disse, o limite do capitalismo é o próprio capital, que tem uma ambição tão grande por acumulação que acaba por destruir as fontes que poderiam lhe dar sustentabilidade, portanto entra regularmente em crise. A crise significa o colapso do sistema financeiro, mas não é uma crise final do capitalismo, é um realinhamento que se vai dar mas não sabemos com que perfil.

É difícil caracterizar essa crise. Tudo leva a crer que pelo menos nos próximos anos, se não houver uma política agressiva de promoção de emprego, teremos uma recessão. É preciso lembrar que a recessão de 1929 só chegou ao bolso das famílias em 1933, levou tempo porque o sistema tem uma certa inércia. Mas não estamos em 1929 e penso que existem muitos mecanismos internacionais que não existiam antes e que agora estão a forçar o controle da crise.

Uma reivindicação dos movimentos sociais é acabar com o Banco Mundial, FMI e OMC, e que se volte o sistema para as Nações Unidas e a Unctad e instituições onde a Assembleia da ONU tenha um papel mais democrático. O FMI foi autorizado agora a analisar a situação dos Estados Unidos, mas é ridículo, eles não vão se deixar analisar pelo FMI, tampouco pelas organizações dos direitos humanos quando as violações são óbvias neste país.

Um dos papeis fundamentais vai ser jogado pelos países que, desde o primeiro Fórum, dizemos que só se eles se unissem teríamos uma mudança no sistema. Os grandes países periféricos, de desenvolvimento intermediário, e com uma população grande, que são o Brasil, Índia, África do Sul e talvez a China; se estes países se unissem, este sistema hipócrita que impõe o liberalismo a todos, menos na Europa e nos EUA, acabaria. Para esses países, é uma janela de oportunidade para impor outras regras. Os próprios chineses estão muito divididos, porque investiram demasiado nos EUA, ao contrário do Brasil e da África do Sul, e estão muito mais dependentes do futuro da economia norte-americana. A última coisa que podem querer é o aprofundamento da crise.

Lula deixa muito claro que não pode tolerar o alinhamento total com os EUA, pelo contrário, fez um alinhamento em termos econômicos, de promoção neoliberal, mas politicamente escolheu uma certa solidariedade com os países irmãos na América Latina. Esse regionalismo a emergir na região é muito evidente também na África, com a proposta de uma unidade monetária como na Europa, e também na Ásia há sinais de um certo regionalismo que atende mais às necessidades dos países. Se assim for, poderíamos ter relações menos imperialistas e mais difusas em função de o mundo ser mais partilhado por estes grandes regionalismos que podem enfrentar Europa e EUA.

Eu, ao contrário dos que pensam que a solução tem de vir da Europa e dos EUA, penso que eles precisam ser pressionados pelo resto do mundo, porque é fora dos EUA e da Europa que hoje estão as energias transformadoras do sistema. O Brasil, por exemplo, está numa posição diferente, mas se houver uma recessão na China ela vai se refletir no Brasil. Agora, a arrogância unilateral dos EUA, a arrogância unilateral das organizações multilaterais, que são multilaterais apenas no nome, essa terminou. Portanto, vamos ver como as coisas vão se posicionar e que janelas de oportunidades existem para algumas questões no movimento social. Por exemplo, para a Via Campesina, é muito importante eliminar o capital especulativo nesta área de soberania alimentar. No momento, há aqui alguma oportunidade quando as estruturas hegemônicas estão um pouco fragilizadas. Mas não sabemos até que ponto.

Fórum – O presidente Lula, na discussão em Washington sobre a solução para a crise internacional, fala em concluir a rodada de Doha, e isso soa um pouco estranho ao movimento social depois de tanta luta para desgastar a OMC, que hoje realmente não tem mais o papel que pretendia. O que o senhor pensa disso?

Boaventura – O Brasil é a ambiguidade dos países semiperiféricos, tem uma capacidade de manobra que lhe dá uma certa arrogância neste momento. Nota-se na área da biotecnologia, porque o Brasil tem uma grande diversidade, mas tem também uma indústria biotecnológica que quer produzir e portanto as suas posições na área do patenteamento da biodiversidade são muito ambíguas.

A diplomacia brasileira é que tem sido muito boa em muitos níveis. O desgaste dos Estados Unidos e do sistema que até agora era imposto na Organização Mundial de Comércio (OMC), e contra o qual o Brasil lutava ao questionar o protecionismo na Europa e nos EUA, criou novas possibilidades para o que este grupo vinha colocando dentro da OMC. O que temos de ver é se o que é bom para o Brasil é também para os países do Quarto Mundo, os periféricos, que não estão nesta fatia intermediária do rendimento mundial. Estou falando da África e de muitos países da América Latina, da Ásia e de muitos outros que são dependentes em relação a estes países, como a Tailândia é em relação à China. Eu ainda temo que este regime seja tão viciado que as potências intermediárias, como no caso brasileiro, quando têm alguma capacidade de manobra, comportem-se como virtuais potências hegemônicas.

Aqui, o distanciamento de um Chávez é muito salutar. Ou nós temos uma lógica não-capitalista, uma lógica outra, ou não vamos a lado nenhum. E o Brasil não tem tido de modo nenhum esta posição, pelo contrário: faz desalinhamento político mas alinhamento econômico, o que funcionou até agora porque coincidiu com o grande boom da China, que resolveu muitos problemas brasileiros, se não contarmos com os indígenas e camponeses que estão sofrendo com o alargamento da fronteira agrícola e a destruição da Amazônia, que ocorre no Pará e no Mato Grosso do Sul. Mas isso obviamente permitiu ao Brasil o que até agora não tinha tido, que é uma certa autonomia em relação ao FMI e portanto houve um segundo Grito do Ipiranga: Nós podemos ditar nossa política.

Mas a burguesia nacional, altamente transnacionalizada desde a ditadura, não mudou com a democratização, está totalmente vinculada a este sistema, e quando tem qualquer margem de manobra para ter os seus lucros, não vai querer mais mexer no sistema e nem nesta ideia de que não se pode ter tratado de comércio sem direitos sociais e econômicos e sem uma outra política ambiental. Porque há uma crise econômica, energética e climática. Não podemos usar a lógica economicista do neoliberalismo, temos de usar uma lógica mais ampla, e o Brasil está relativamente atrasado porque entrou naquela onda do agrocombustível, que se chama no Brasil biocombustível, mas que é um nome errado porque não é energia renovável e é extremamente destruidor da soberania elementar. Energia renovável são os ventos, o sol e as ondas. O Brasil não tem mostrado muito interesse nisso mas sim nos combustíveis fósseis e no agrodiesel. Como vai se comportar neste momento que vai trazer as questões climáticas para o centro das discussões, mesmo nos EUA.

Foi um erro do Lula desvincular-se de algumas outras políticas ambientais que estavam em curso para uma aliança com os EUA, não se dando conta de que seria de curta duração porque não é uma energia renovável. No domínio energético e climático não vejo o Brasil muito bem equipado para uma resposta inovadora porque não foi por aí que a diplomacia se orientou. Mas vamos ver porque não acredito muito naquilo que os governos podem fazer, mas no que os movimentos podem pressionar.

Penso que o FSM pode assumir uma liderança maior, com espaço aberto. Se os movimentos sociais estivessem preparados com propostas muito concretas do que pode ser feito, neste momento de suspensão do sistema mundial devido à crise e ao novo governo dos EUA, penso que algumas alianças poderiam ser feitas com organizações e mesmo com partidos dentro do establishment que percebem que suas soluções não funcionaram.

Fórum – Então vou citar uma fala de Chomsky que não vê nessa crise o ocaso da economia dos EUA e que também não vê sinal de alternativas construídas pelo movimento para um momento destes, em um artigo bem recente. Em sendo verdade, isto significa que o processo do FSM falhou ao afirmar a possibilidade de outro mundo?

Boaventura – Estamos provavelmente em um processo de transformação que é quase simétrico a este outro que nós estamos analisando. Desde o final de 1989, quando tivemos a queda do Muro de Berlim, aquelas alternativas socialistas, pelo menos as que haviam sido desenhadas ao longo do século XX, entraram em crise. Muita gente pensou que era só a revolução e o socialismo que estavam em crise, mas que o reformismo socialdemocrata, pelo contrário, teria sua vingança e o seu momento de apogeu. Longe disso. Quando morreu a revolução, morreu também o reformismo socialdemocrata. O capitalismo livre de quaisquer ligações e regulações keynesianas dos Estados tentou libertar-se dos direitos laborais e da regulamentação e foram estes anos que nós tivemos.

No fundo, a busca do Fórum Social Mundial de uma sociedade alternativa começou com uma crise que agora atinge este sistema. Começou no final da década de 80 e foi um período de rejeição e um grande inconformismo com a situação de desigualdade social dos últimos anos. E também uma maturidade que ajuda a florescer um sentimento muito vago de que não temos alternativas. Por isso que a gente diz que um outro mundo é possível, é um “outro mundo” porque não sabemos qual é esse mundo.

Para muitos movimentos, falar do socialismo é um erro. Se vamos para a África ou para a Ásia vão nos dizer que o socialismo é uma armadilha eurocêntrica como qualquer outra. Não sou tão negativo como Chomsky e é curioso que um intelectual por quem temos um grande respeito possua essa ambiguidade que vem do movimento anarquista. Por um lado, fazem uma luta por todos os movimentos de base e têm uma desconfiança total dos Estados terroristas, mas todos os Estados o são, a começar pelos Estados Unidos. São grandes críticos deste sistema mas ao mesmo tempo são maximalistas.

Se quisermos uma revolução ou uma alternativa verdadeiramente pós-capitalista, não imagino que isso seja possível sem termos um Estado que seja efetivamente democrático e popular. Nunca uma ditadura de um partido único. Mas enquanto não tivermos um governo mundial, democrático, que seria o sonho do movimento social internacionalizado mas que está como uma possibilidade utópica, nós, os movimentos sociais em nível regional e internacional, poderíamos ter interlocutores fortes com quem se possa promover políticas fortes. E não conheço nenhuma instância que garanta direitos senão os Estados. Vamos entrar no domínio das religiões e da filantropia? Francamente, não é uma solução socialista.

Eu acho que o movimento de esquerda deixou-se desarmar extraordinariamente nos últimos anos, exatamente porque aquela alternativa não era possível, o marxismo deixou de estar na moda, deixou de estar na agenda, de estar nas universidades, no movimento social. Curiosamente está voltando porque a situação financeira veio a provar que Marx tinha muita razão na análise que fazia da sociedade capitalista. O marxismo regressa, mas só pode regressar parcialmente, como uma análise lúcida das crises do capitalismo e, portanto, de que é preciso uma sociedade pós-capitalista. Mas uma sociedade assim não pode ser aquela nos termos em que previu.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Venezuela/Chávez elogia Obama, mas afirma que 'revolução continua'

Caracas, 20 janeiro 2009 (Lusa) - O chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, enviou uma saudação ao presidente norte-americano, Barack Obama, por ocasião da sua posse, manifestando esperança numa melhoria das relações bilaterais, mas sublinhando que "a revolução continua".

"Espero que as relações melhorem. Nós, pela nossa parte, continuamos avançando. A revolução continua e continuará, não importa quem seja o novo presidente dos Estados Unidos", disse.

As declarações do presidente da Venezuela foram feitas diante de milhares de simpatizantes, no Estado venezuelano de Anzoátegui (400 quilômetros a leste de Caracas) durante um ato favorável à reforma da Constituição, para permitir a reeleição presidencial indefinida.

"Respeito a soberania e a liberdade do povo norte-americano, mas nós continuaremos avançando independentemente de quem seja o presidente dos Estados Unidos. A revolução bolivariana continuará construindo a presidência na Venezuela", disse.

Chávez citou também o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, que "deve se despedir [da presidência)]com vergonha". "Foi o presidente com mais baixa popularidade em todo o mundo (...) Bye, Bye, Bush", declarou.

"Foi o mais repudiado no seu próprio país e em todo o mundo (...) Adeus senhor Bush, adeus a um governo que encheu de terror todo o mundo", enfatizou.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

OBAMA E NÓS

Emir Sader

19 janeiro 2009/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

A partir de agora já podemos escrever a expressão que os norte-americanos progressistas mais queriam poder escrever: “o ex-presidente G.W. Bush”. Mas o que vem agora? Será revertida a onda direitista que tomou conta dos EUA há quatro décadas?

Desde a vitória de Richard Nixon, em 1968 - em plena guerra do Vietnã e das maiores mobilizações populares, pelos direitos civis e contra a guerra que a história do país tinha conhecido -, mobilizando o que ele chamou de “maioria silenciosa”, os EUA viveram uma profunda e prolongada guinada à direita que já dura 40 anos, uma verdadeira contra revolução conservadora. Seus pontos mais altos foram os 5 mandatos – 20 anos – de Reagan e Bush, pai e filho, que não foram radicalmente cortados apenas pelos três mandatos democratas – de Carter e Clinton -, mas apenas amainados.

Processou-se uma transformação profunda na sociedade norte-americana com essa contra revolução conservadora, desde os consensos de valores éticos e ideologia política, passando pela composição dos Tribunais de Justiça até a orientação da grande mídia e os temas prioritários de pesquisa, para chegar ao privilégio das escolas religiosas. A sociedade em sua globalidade virou-se para a direita. Momento essencial foi a campanha reaganiana de criminalização do aborto.

De um direito da mulher de dispor do seu corpo e decidir livremente sobre sua vida, passou a ser um suposto crime, com os conservadores assumindo a “defesa da vida” contra os que promoveriam a morte de inocentes. Dali em diante, em praticamente todos os grandes temas contemporâneos, deslocou-se o eixo para a direita. Um momento importante foi protagonizado por Clinton, que assinou formalmente o fim do Estado de bem estar social.

Os dois mandatos de G.W. Bush representaram o auge da hegemonia direitista, sob o patrocínio dos chamados neocons e fundado na doutrina bushiana de guerra permanente. Reivindicava-se, da forma mais sectária, a idéia da “missão predestinada” dos EUA de implantar a “democracias” pelo mundo agora, na ponta das baionetas, somado à promoção das doutrinas mais reacionárias na mídia, nas escolas, nas igrejas.

Por maior a ruptura que Obama pretendesse, um ou dois mandatos não seriam suficientes, tal o enraizamento que o pensamento conservador conseguiu na sociedade norte-americana. Pensemos que com tanta coisa a seu favor – apoio de menos de 10% de Bush, recessão econômica, problemas graves nas guerras do Iraque e do Afeganistão, apoio dos maiores jornais, de formadores de opinião importantes como Oprah, de Hollywood, com um desempenho muito bom na campanha – ainda assim Obama teve 52% contra 48 de McCain.

Vamos nos deter aqui no que pode mudar para nós, Brasil e América Latina. Como se vê pelas próprias declarações de Obama e da sra. Clinton, muitas posições conservadoras se cristalizaram nas posições norte-americanas, mais além do governo Bush. Se quer instalar também na política internacional a mudança que Obama prometeu e que o elegeu, ele teria que ir muito mais longe das tímidas medidas que promete.

Ter uma relação de diálogo com a América Latina e o Caribe é, antes de tudo, ter uma relação de reciprocidade. Cuba não coloca sequer a retirara da base naval de Guantanamo, nem tampouco a libertação dos 5 cubanos que faziam trabalho antiterrorista nos EUA e estão condenados a penas altíssimas, sem nenhuma justificativa, para normalizar as relações entre os dois países. Significa terminar unilateralmente o bloqueio norte-americano a Cuba, atitude unilateral e que tem quer terminada unilateralmente, com os dois países respeitando os regimes políticos escolhidos por cada um dos dois povos.

Reciprocidade significa também não se imiscuir nos assuntos internos de nenhum país do continente, seja ele Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Brasil, Colômbia, México, Nicarágua, Paraguai e todos os outros – como questão de princípio. O continente não tolera mais a atitude de tutores, de que os embaixadores dos EUA têm tido em relação aos países do nosso continente e não estamos mais dispostos a aceitar isso. A expulsão recente do embaixador dos EUA da Bolívia foi resultado da interferência aberta e reiterada na política boliviana, reunindo-se e incitando a oposição golpista a seguir nesse caminho. A escandalosa tentativa de golpe contra Hugo Chavez, presidente legitimamente eleito e reconfirmado pelo voto do povo venezuelano, teve participação direta do governo dos EUA.

O tom das declarações agressivas contra a Venezuela, acusada de fomentar e financiar as FARC, sem nenhuma prova concreta, não augura uma atitude substancialmente diferente. Séculos de relação de cima para baixo, acreditando que encarnam a liberdade no mundo, que sempre têm razão – levam a uma postura petulante.

No caso da América Latina, devem tentar construir um bloco ideal de alianças, que lhes permita dividir o bloco progressista atual e tentar romper o isolamento em que se encontram seus aliados – México, Colômbia, Peru. Para isso necessitar desesperadamente tentar separar o Brasil do bloco de integração latinoamericana e buscar juntar o Chile. Uma tarefa muito difícil, mas de que depende o sucesso dos EUA na região.

A impressão que se tem é que Obama não tem a mínima idéia do que é a América Latina e menos ainda o que ela é hoje. Repete os chavões que os informes dos seus assessores lhe dizem. Uma viagem bastará para que se dê conta que as coisas não tão são simples como o primeiro encontro – com o presidente mexicano, Calderón - lhe pode fazer crer.

Bush vai embora sem ter entendido nada, isolado e derrotado. Aqui também a herança de Obama não é nada leve.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=262

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Venezuela/James Petras: "DISCURSO SOBRE MERCADO DE LIBRE COMERCIO ESTÁ EN QUIEBRA"

James Petras*

Escuche declaraciones para RNV del investigador norteamericano, James Petras
Haga click para escuchar el audio

(Número de descargas: 553)

Tras una semana de duras negociaciones, los líderes legislativos del Congreso estadounidense habían anunciado el domingo un acuerdo para lanzar un plan de rescate financiero de 700 mil millones de dólares, propuesto por el Gobierno del presidente, George W. Bush, el cual fue rechazado este lunes en la votación de la Cámara de Representantes.

El norteamericano, James Petras, informó este lunes, en horas de la noche, durante una entrevista telefónica en el programa "Con todos los Hierros" transmitido por Radio Nacional de Venezuela (RNV), que "el rechazo al plan de rescate financiero, produjo una fuerte caída en Wall Street y en las bolsas latinoamericanas. Es una situación catastrófica", enfatizó.

Petras señaló además que Estados Unidos no tiene lectura, ni discurso, para sostener la tesis sobre mercado de libre comercio, pues la misma está en quiebra.

"El fondo del problema no es el congelamiento de crédito, el problema a la crisis financiera estadounidense reside en un sistema disfuncional, donde muchas entidades financieras van a recibir esta inyección de dinero y no son solventes", expresó James.

"El sumo de deuda es superior a los 700 mil millones de dólares, ¿entonces porqué gastar dinero, cuando el problema es reconstruir a partir del Estado un sistema financiero público?", manifestó.

Asimismo, indicó que "más del 90 por ciento de la población norteamericana, muestra un rechazo a cualquier financiamiento de Wall Street, y este repudio del pueblo tiene un efecto negativo en las venideras elecciones".

Las tasas de interés interbancarias se dispararon, como un reflejo de la falta de liquidez en los mercados debido a la desconfianza de los bancos para prestarse dinero unos a otros.

Finalmente, Petras estimó que "es una mala señal hacia los mercados, que vean al Congreso incapaz de aprobar un plan". Al mismo tiempo destacó que es necesario nuevas formaciones políticas y colisiones sociales para lanzar un nuevo proyecto financiero.

* James Petras es un profesor emérito jubilado de Sociología en la Binghamton University, SUNY, Nueva York, EE.UU. y profesor adjunto en Saint Mary's University, Halifax, Nova Scotia, Canadá. Petras se describe a sí mismo como un "revolucionario y anti-imperialista" activista y escritor. Ha trabajado con el movimiento de trabajadores de los sin tierra brasileño y el movimiento obrero en Argentina. De 1973-76 trabajó en el Tribunal Bertrand Russell sobre la represión en América Latina.

http://www.rnv.gov.ve/noticias/?act=ST&f=17&t=79876

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Venezuela/Canciller Maduro: Complot contra vida de Chávez emana de la Casa Blanca

Agencia Bolivariana de Noticias http://www.abn.info.ve

Caracas, 11 september 2008 (ABN) - La conspiración develada contra la vida del presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, y en contra de la estabilidad de la democracia venezolana, “se une a una línea de acción que emana de la Casa Blanca, del Gobierno decadente de Bush para desestabilizar a las regiones del mundo”.

Así lo aseveró el canciller de la República, Nicolás Maduro, este jueves, al declarar a La Noticia, de VTV, desde la sede de la Cancillería.

Maduro no descartó el hecho de que detrás de este complot esté el Gobierno del presidente de Estados Unidos (EEUU), George W. Bush.

Recalcó que, en todo caso, al avanzar las investigaciones en torno a este caso se conocerán de qué manera están vinculados los organismos del Gobierno de EEUU para atentar contra la vida de Chávez Frías y la democracia venezolana.

“Mientras más se acerca la fecha final de ese clan que ha gobernado a EEUU en los últimos años, ellos pretenden desestabilizar y llenar de violencia y sangre al mundo entero”, enfatizó el canciller.

El conductor del programa La Hojilla, Mario Silva, transmitió la noche de este miércoles un video que revela un plan de golpe de Estado y de magnicidio, planificado por militares retirados y activos sin mando de tropa de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana, contra el presidente Chávez Frías.

En el video se escuchan conversaciones telefónicas entre el general de División del Ejército Wilfredo Barroso Herrera; el vicealmirante Millán Millán y el general de Brigada de la Aviación Eduardo Báez Torrealba.

Los involucrados hablan de tomar el Palacio de Miraflores y señalan, como objetivo principal, dirigir todos los esfuerzos hacia donde esté “el señor”, refiriéndose al presidente Hugo Chávez.

“Si está en Miraflores, hacia allá hacemos el esfuerzo”, se escucha en las conversaciones sostenidas por los planificadores del golpe.

“Hemos entrado en contacto y conocimiento de esta denuncia grave, lo que ya el Jefe de Estado venía alertando y preparando a la opinión pública al respecto, porque ya había información acerca de la preparación de un complot contra la vida de Chávez Frías y una conspiración contra la democracia venezolana”, sostuvo Maduro.

Igualmente, señaló: “Aparecen ya testimonios y pruebas de este complot al escuchar de la voz directa de oficiales retirados que traicionan el compromiso de paz, de vida que asumieron durante su formación como oficiales, incluso hablan de volar el avión presidencial y de atacar el Palacio de Miraflores”.

No obstante, el canciller hizo la salvedad de que Venezuela, a diferencia de cuando ocurrieron las conspiraciones de 2001, 2002 y 2003, está más fortalecida y reconstruida, con una democracia popular activada de forma permanente, con instituciones más fuertes y con un pueblo más organizado y una sociedad más estable.

Maduro informó que esta denuncia la llevarán a todos los gobiernos del mundo y los distintos organismos internacionales.

Ratificó el llamado al pueblo a que se movilice con mucha fuerza y decisión a denunciar con nombre y apellido el rostro de este complot y a las instituciones que están encargadas de hacer justicia a que precisamente hagan justicia, “porque tienen que estar detrás de las rejas los responsables, con nombres y apellidos”.

Lea también:
Canciller Maduro calificó como sumamente grave planes de magnicidio
Presidente Chávez solicitó iniciar investigaciones sobre plan conspirativo
MIJ maneja pruebas de planes para un magnicidio

sexta-feira, 23 de maio de 2008

LE MONDE: O PODER SOBRE O PETRÓLEO MUDOU DE LADO

No início dos anos 1970, quando o barril de "ouro negro" valia menos de US$ 2, ninguém jamais iria imaginar que um presidente americano se encontraria um dia na situação de ser obrigado a implorar perante o rei da Arábia Saudita por um aumento da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com o objetivo de forçar uma redução dos preços. O Ocidente, entretanto, chegou a este ponto.

Por Jean-Michel Bezat, para o Le Monde

22 maio 2008/Fonte: Vermelho http://www.vermelho.org.br

Depois de esbarrar numa primeira recusa grosseira, em meados de janeiro, George W. Bush voltou a insistir neste pedido, na sexta-feira (16/05), por ocasião do seu encontro em Riad com o rei Abdala. A tentativa fracassou mais uma vez, pois tudo o que o presidente americano conseguiu foi um aumento limitado e temporário.

Já vai longe a época em que a Standard Oil of New Jersey, a Anglo-Persian, a Gulf Oil e suas quatro outras "irmãs" dominavam o mercado mundial. O tempo em que o presidente Roosevelt conseguiu obter do então rei Ibn Saud a abertura dos poços sauditas para as companhias estrangeiras em troca da proteção militar americana (1945). A época em que era possível derrubar impunemente o primeiro-ministro iraniano Mossadegh (1953), culpado de ter nacionalizado os hidrocarbonetos. O tempo em que fingiam acreditar que o petróleo era uma riqueza inesgotável.

O poder de mercado mudou de lado. Ele escapou dos países consumidores e das grandes multinacionais do setor (Exxon, Chevron, Shell, BP). A evolução do preço de referência do barril (que se aproxima atualmente de US$ 130) está sendo decidida nos bastidores do Kremlin e nas obscuras ante-salas do poder iraniano, no meio dos manguezais nigerianos e nas ribanceiras do Orenoco venezuelano, nos corredores vienenses da Opep e nas agitadas salas da New York Mercantile Exchange (NYMEX, a bolsa especializada na energia e nos metais). E, sobretudo, nos palácios sauditas.

Duzentos dólares

O mundo está vivendo um terceiro choque do petróleo - mais lento do que os anteriores, de 1973 e de 1980. O preço do barril, cujo montante foi multiplicado por seis no espaço de seis anos, é hoje mais elevado em dólares constantes do que era no início de 1981. O seu preço poderá eventualmente refluir de dez ou vinte dólares dentro dos próximos meses, mas nada é menos certo. Alguns analistas tão influentes como os do banco de negócios Goldman Sachs prevêem a manutenção da sua cotação em US$ 141 em média no decorrer do segundo semestre, e em US$ 148 em 2009. A OPEP, por sua vez, não exclui mais que ele venha a alcançar US$ 200.

A Arábia Saudita, o único país capaz de liberar a injeção de um milhão de barris suplementares no mercado, está relutando a proceder desta forma. Ele até mesmo modificou a orientação do seu discurso, recentemente, anunciando que iria limitar o teto da sua produção cotidiana a 12,5 milhões de barris entre 2009 e 2020, de maneira a preservar as suas reservas e, junto com elas, os interesses das gerações futuras. "Toda vez que vocês descobrirem novas jazidas, deixem-nas no solo, pois os nossos filhos delas irão precisar", decidiu o rei.

Nada consegue convencer os sauditas a abrirem as comportas. Eles avaliam que o mercado está suficientemente abastecido e que os estoques de petróleo bruto e de gasolina se mantêm em níveis satisfatórios. Eles estão preocupados, acima de tudo, com a política energética dos Estados Unidos, que visa a reduzir a sua "dependência petroleira" em relação ao Oriente Médio - uma palavra de ordem que foi lançada pelo presidente Bush e retomada em coro pelos pré-candidatos à eleição presidencial John McCain e Barack Obama. Basta ouvir os inflamados discursos acusatórios do ministro saudita da energia contra os biocombustíveis que vêm sendo desenvolvidos no continente americano, para compreender os interesses que estão em jogo. A isso, deve ser acrescentada a vontade de alguns parlamentares americanos de submeter o mercado petroleiro às regras anticartéis do comércio internacional, e até mesmo de suspender as vendas de armas se Riad continuar se recusando a aumentar a sua produção de petróleo.

Essas iniciativas preocupam e irritam os dirigentes da Opep. A estratégia do cartel de Viena, que renunciou desde 2003 a determinar um valor máximo e outro mínimo para o preço do petróleo, parece simples: seguir abastecendo o mercado para evitar toda ruptura, reduzir o "colchão de segurança" ao mínimo (2 milhões de barris por dia) e manter desta forma os preços tão elevados quanto possível, sem comprometer o crescimento econômico. Por serem proprietários dos três quartos das reservas mundiais, os treze Estados membros da Opep detêm todo o poder de barganha necessário para imporem a política que eles bem entendem.

Explosão dos preços

A dependência dos países consumidores está vinculada à fragilidade das multinacionais. Os Estados petrolíferos e as suas companhias públicas nacionais compartilham entre si 85% das reservas mundiais. Com isso, os gigantes multinacionais hoje não detêm mais do que 15% dessas reservas e enfrentam problemas para reconstituí-las à medida que elas vão extraindo a matéria-prima.

Qual será o peso real do "gigante" ExxonMobil, a maior companhia cotada, se comparado com a Gazprom ou a Saudi Aramco? O acesso das grandes companhias ocidentais aos campos petrolíferos - após se verem "barrados" na Arábia Saudita, no Kuwait e no México, a sua penetração está cada vez mais difícil na Rússia, na Venezuela e na Argélia - implicaria "no retorno ao período anterior ao das nacionalizações realizadas nos anos 1970", avalia Nicolas Sarkis, o diretor da revista especializada "Pétrole et gaz arabes".

Será preciso travar uma guerra para reconquistar o precioso líquido? Esta opção é inimaginável, mesmo se a necessidade de petróleo veio a ser um dos motivos da invasão americana do Iraque em 2003, conforme reconheceu o antigo presidente do Fed (o banco central americano), Alan Greenspan. Além disso, esta guerra permitiria obter qual benefício? Ao atiçar as tensões no Oriente Médio e ao reduzir a oferta, a guerra no Iraque contribuiu para a explosão dos preços. A luta para tomar posse dessas reservas por meio da força não passaria de "uma batalha de retaguarda", uma vez que os países petroleiros se encontram atualmente "numa posição de força", comenta Nicolas Sarkis. Eles podem vender as suas enormes reservas em dólares e impedir que os beligerantes do petróleo dele se apoderem, oferecendo-as a países mais pacíficos. Antes para a China do que para a América!

Um bom número de países industrializados tirou as lições das crises de 1973 e 1980 e optou por reduzir a sua dependência. Hoje, eles precisam de menos "ouro negro" para criarem a mesma riqueza. Nos Estados Unidos, as administrações sucessivas tomaram decisões que foram na contramão desta tendência, valendo-se de argumentos do tipo: "O modo de vida americano não é negociável". Por conta disso, a sua taxa de dependência em relação ao petróleo importado acabou passando de 60% para 80%.

Neste exato momento, o problema é de natureza geopolítica: o acesso ao recurso petroleiro está minguando. Num futuro próximo, ele passará a ser geológico. Nas reservas conhecidas, hoje sobra o equivalente a 1,2 trilhão de barris de petróleo, ou seja, o suficiente para quarenta anos de consumo mundial, seguindo-se o ritmo de extração atual. Os mais otimistas multiplicam este número por três, acrescentando os tipos de petróleo bruto chamados de "não-convencionais" (óleos pesados, areias betuminosas). Infelizmente, a extração destes últimos é muito mais cara. Enquanto isso, as reservas dos campos vêm diminuindo inexoravelmente na Arábia Saudita, na Rússia, na Noruega, no México, na Indonésia...

A única resposta prática reside numa diminuição do consumo. Ora, a explosão dos preços não resultou numa redução da demanda, a não ser de maneira marginal, uma vez que os transportes funcionam, numa proporção de 97%, apenas por meio dos derivados do petróleo bruto. Contudo, a redução do consumo nunca foi tão vital, seja para reforçar a segurança energética, seja para lutar contra o aquecimento climático.

O mais barato e o mais limpo de todos os tipos de petróleo continua sendo aquele que não é queimado.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=37577

sexta-feira, 16 de maio de 2008

AMÉRICA LATINA - OS PATRIOTAS E A 4ª FROTA DOS EUA

Altamiro Borges *

15 maio 2008 (ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

www.adital.com.br

Adital - Os graves incidentes na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, fizeram ressurgir o debate sobre a soberania nacional e a integridade territorial do país. Diante deste tema estratégico, que merecia tratamento mais equilibrado, alguns se aproveitaram para lançar confusão na sociedade. Até quem não tem qualquer compromisso com a nação e com seu sofrido povo resolveu posar de patriota para justificar a violência contra os indígenas. É o caso do sinistro prefeito de Pacaraima, Paulo Quartieiro, que preside o entreguista Demo (ex-PFL) e armou a sua milícia de jagunços.

O curioso é que nesta mesma semana os EUA anunciaram que irão reativar a sua Quarta Frota na América Latina. Diante desta decisão, que realmente coloca em risco a soberania e a integridade dos países da região, não houve gritaria. A mídia burguesa, sempre tão servil ao império, não deu qualquer destaque à notícia. Poucos foram os autênticos patriotas que levantaram sua voz contra a crescente de militarização na América Latina. Vale destacar a postura revolucionária de Fidel Castro e da nova presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), a brasileira Socorro Gomes.

"Recado à Venezuela e à região"

Nas suas "reflexões" no jornal Granma, o líder cubano lembra que a 4ª Frota de Intervenção dos EUA foi criada em 1943 para combater os submarinos nazistas durante a II Guerra Mundial. Em 1950, foi desativada por ser desnecessária. "Porém, 58 anos depois, ela acaba de renascer e não é preciso esforço para mostrar seus fins intervencionistas. Os próprios chefes militares o divulgam em suas declarações, de forma natural, espontânea e até direta". O chefe do Comando Sul, James Stavrides, afirmou que o aparato militar ajuda no "mercado de idéias a ganhar corações e mentes das populações da região". Já o diretor de operações navais, almirante Gary Roughead, informou que o objetivo da 4ª Frota é "combater o terrorismo e as atividades ilícitas no continente".

Fidel Castro chama a atenção de que o anúncio do retomada da 4ª Frota ocorreu em abril, poucas semanas após a Colômbia invadir o território do Equador, "com armas e tecnologias dos EUA, o que causou profunda repulsa entre os líderes latino-americanos na reunião do Grupo do Rio". Outra coincidência é que a decisão surge "quando é quase unânime o repúdio à desintegração da Bolívia promovida pelos EUA" e estimulada pelo seu embaixador no país, Philip Goldberg. Para o líder cubano, não há dúvida de que a retomada das operações navais visa intimidar os governos progressistas da América Latina. "É um recado à Venezuela e ao resto da região".

A "guerra preventiva" de Bush

No mesmo rumo, Socorro Gomes, dirigente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) e recém-eleita presidente do CMP, condenou a iniciativa dos EUA. "O anúncio da recriação da Quarta Frota, destinada a realizar missões navais agressivas nas regiões do Caribe, América Central e América do Sul, é uma grave ameaça à paz, à segurança e à soberania dos povos da nossa região. Recentemente, ao respaldar a ação militar da Colômbia em território equatoriano, o governo dos EUA intentou dar vigência no continente aos pressupostos da guerra preventiva, uma doutrina fascista a serviço do terrorismo do Estado".

"Agora, com o restabelecimento da 4ª Frota, os EUA fomentam a militarização do continente, a corrida armamentista e a ameaça nuclear, já que ela é equipada com porta-aviões nucleares. Tal medida merece nosso mais veemente repúdio. É o que se espera dos governos progressistas, dos movimentos populares e das lideranças patrióticas de toda a região", afirmou. Socorro também criticou os recentes exercícios navais dos EUA em águas territoriais brasileiras e argentinas, na chamada operação conjunta Unitas. O exercício teve como principal equipamento o porta-aviões George Washington, considerado a maior arma de guerra da atualidade - ele transporta em seus aviões de seis a dez bombas nucleares e torpedos Tomahawks.

"A consciência patriótica não pode aceitar estes exercícios como atos de rotina. O seu caráter é agressivo. Sua existência e realização freqüente aviltam a soberania dos países que servem como cenário das operações. A 4ª Frota como força intervencionista e os exercícios no Atlântico Sul fazem parte da política de guerra do imperialismo ianque, contra a qual se ergue a consciência democrática, independentista e pacifista dos latino-americanos". No caso dos exercícios navais, a própria Constituição, no seu artigo 21, afirma que "toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional".

O medo dos "regimes esquerdistas"

O objetivo intervencionista da 4ª Frota e dos exercícios conjuntos, criticado por Fidel Castro e Socorro Gomes e subestimado por alguns patriotas, foi reconhecido pelo próprio jornal Gazeta Mercantil, que faz a cabeça da elite. "Essa decisão chega quando os regimes esquerdistas eleitos pelo voto popular, como o do presidente Hugo Chávez, contestam cada vez mais a influência norte-americana na América Latina e no Caribe. Além disso, os países sul-americanos, entre eles Venezuela, Brasil e Equador, estão aumentando os seus gastos militares".

A 4ª Frota deverá entrar em operação em 1º de junho. Ela terá sob sua responsabilidade mais de 30 países do continente, cobrindo 15,6 milhões de milhas. O imperialismo ianque tem hoje dez porta-aviões do tipo Nimitz, com capacidade de deslocamento de 101 mil a 104 mil toneladas de carga, incluindo 90 aviões e dois reatores nucleares. O último construído leva o nome de George H.W. Bush, pai do atual presidente-terrorista, e entrará em operação em dois meses. Segundo o Pentágono, os exercícios conjuntos em abril já fazem parte do plano de implantação da 4ª Frota.

Como afirma Fidel Castro, "nenhum país do mundo possui um único navio semelhantes a estes, todos equipados com sofisticadas armas nucleares, que podem se aproximar até poucas milhas de qualquer um dos nossos países. O próximo porta-aviões, o Gerald Ford, terá tecnologia Stealth, invisível aos radares... Os porta-aviões e a bombas nucleares que ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo. Deveriam servir ainda para envergonhar os cúmplices do império e multiplicar as atividades de solidariedade aos povos".


[Autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi)].

* Jornalista, editor da revista Debate Sindical

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33043

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Ecuador/Correa impõe condições para solucionar conflito diplomático com Colômbia


Mylena Fiori/Agência Brasil


Foto: Presidente Rafael Caldera em conferencia de imprensa em Brasília


Brasília, 4 marzo 2008 - O presidente do Equador, Rafael Correa, impôs três condições para a solução da crise diplomática com a Colômbia após a morte de militantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano na semana passada.

Correa exigiu um pedido de desculpas do governo colombiano sem justificativa das ações e um compromisso formal de que operações militares do tipo nunca mais se repetirão. Ele também pediu o reconhecimento de que a Colômbia montou uma farsa para vincular o governo do Equador às Farc.

O presidente equatoriano apresentou as exigências hoje (4) à noite, logo após chegar a Brasília. Amanhã (5), Correa terá uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista coletiva, Correa referiu-se ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, com termos agressivos, como “mentiroso” e “canalha”.

Segundo Correa, desde o princípio, Uribe sabia onde estava Raúl Reyes, o número dois das Farc, morto na operação militar.

Correa também ressaltou que Uribe tinha conhecimento de que estava em andamento uma negociação para libertar 12 reféns das Farc, incluindo a ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt. “Ele [Uribe] deixou para atacar quando liberação dos reféns era iminente para abortar acordo humanitário”, acusou.

O presidente equatoriano repudiou ainda as alegações do governo colombiano de que a operação militar representou uma defesa legítima. “Não houve enfrentamento, mas um massacre”, declarou. “Foi uma descarada agressão à soberania de um país.”

Correa negou que o Equador esteja ajudando as Farc e alegou que o contato com o grupo guerrilheiro foi apenas de caráter humanitário: “O único contato que tivemos com as Farc foi para tratar da libertação dos 12 reféns”.

Na avaliação de Correa, a apresentação de indícios pelo governo colombiano foi uma farsa montada por Uribe. “Seria impossível saírem três computadores intactos com informações após um bombardeio como o que ocorreu”, ponderou.

Segundo o presidente do Equador, Uribe quer fomentar guerra na região. “Este é um problema regional. O presidente Uribe não quer a paz, quer a guerra. Isso é um perigo para a região”, afirmou. “Espero que a comunidade internacional não apóie apenas o Equador, mas sim, os princípios do direito internacional.”

Correa chegou hoje (4) á noite vindo do Peru. Amanhã (5), ele encontra Lula às 10h. Depois, o líder equatoriano segue para Venezuela, Panamá, Nicarágua e República Dominicana. No giro, ele pedirá apoio dos países da região em repúdio à ação da Colômbia.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/04/materia.2008-03-04.6230157236/view

Parlamentarios británicos protestaron en Londres contra Exxon Mobil

4 marzo 2008 / TeleSUR / http://www.telesurtv.net

Un grupo de parlamentarios europeos, que participò en la protesta, manifestó su preocupación porque una trasnacional Mobil que tiene reconocidos vínculos con el presidente de EEUU, George W. Bush, intente apropiarse de los recursos del Estado venezolano.
Una marcha de protesta encabezada por parlamentarios británicos recorrió este martes las calles de Londres, al grito de "Exxon no, Venezuela sí ", por el litigio que la trasnacional estadounidense lleva en contra de la estatal Petróleos de Venezuela (Pdvsa).
Tres laboristas del grupo parlamentario Amigos de Venezuela, un nacionalista galés y un representante del Partido Verde participaron en la protesta organizada frente a la sede del Tribunal Superior en Londres.
Los asistentes a esta manifestación coincidieron en señalar que la intención de la corporación estadounidense es política y busca debilitar la voluntad del pueblo venezolano de recuperar sus recursos naturales.
La convocatoria de la ONG Venezuela Information Centre (VIC) contó con amplio respaldo, el cual quedó evidenciado a las afueras de la sede del Tribunal Superior de Inglaterra y Gales, que lleva el proceso judicial en su sala 21.
"Se tiene que saber que las multinacionales están trabajando contra el pueblo de Venezuela -y de hecho- contra todos los pueblos del mundo", dijo el ministro consejero de la embajada de Venezuela en Reino Unido, Félix Plasencia a las afueras del Tribunal Superior.
Según el representante venezolano, las acciones de Exxon "son un ataque a Venezuela y van más allá de una mera disputa entre dos empresas.
Origen del conflicto
Exxon Mobil y Pdvsa están inmersas en un litigio en ese tribunal después de que la trasnacional estadounidense lograra que se abriera un proceso judicial a fin de asegurarse el eventual pago de una indemnización por la nacionalización de un proyecto suyo en Venezuela.
En marzo de 2007, el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, emitió un Decreto Ley por el que el país asumía el control accionario de los proyectos de la faja petrolífera. La normativa establece que la compañía estatal Petróleos de Venezuela (Pdvsa) tenga una participación accionaria mínima de 60 por ciento en las asociaciones mediante la creación de empresas mixtas.
Para formalizar su migración al esquema de empresa mixta, representantes de las empresas Total, Chevron Texaco, Sinopec, National Petroleum Corporation , Ineparia y Veba Oil and Gas aceptaron, mientras que Exxon se negó a integrarse en el sistema plantado que por orden constitucional, rige el negocio petrolero en Venezuela.
La multinacional Exxon Mobil optó por la vía judicial, lo que ha llevado al Gobierno venezolano a declarar que la empresa pretende "dañar la imagen de PDVSA en el mundo", sostiene el presidente del grupo parlamentario Amigos de Venezuela, Colin Burgon.
"Estamos muy preocupados porque una multinacional como Exxon intente amenazar la independencia y soberanía del Estado venezolano para disponer de sus recursos naturales", denunció Burgon.
El parlamentario aseguró que "Exxon pretende perturbar la economía venezolana y perjudicar al Gobierno", porque "a las multinacionales no les gusta que nadie les diga lo que tienen que hacer", como ha hecho el Estado venezolano.
Interés imperial
Tanto Burgon como Keith Sonnet, subsecretario general del importante sindicato Unison, también presente en la protesta, creen que detrás de la estrategia de Exxon Mobil hay "una motivación política", ya que la petrolera "tiene una larga historia de vinculación con (el presidente estadounidense) George W. Bush".
Los organizadores de la protesta, en la que participaron varias decenas de personas, entregaron una declaración de apoyo con firmas de personalidades británicas al ministro consejero Plasencia, quien agradeció "la solidaridad del pueblo británico".
Al cierre de la actividad de calle, miembros del Parlamento Europeo, congresistas de cinco partidos británicos y destacados escritores y lideres sindicalistas, suscribieron un documento entregado a Plasencia en el que expresan su apoyo al derecho que tiene Venezuela a determinar su propia política en relación con su petróleo y recursos naturales.

http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/25066/parlamentarios-brit-aacutenicos-protestaron-en-londres-contra--exxon-mobil/