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domingo, 24 de agosto de 2014

Palestina Ocupada/GAZA, COM O GÁS NA MIRA

July 24, 2014, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)



Para compreender melhor uma das razões do ataque israelense contra Gaza é necessário se ir em profundidade, exatamente a 600 metros abaixo do nível do mar, a  30 Km da costa litoral. Lá, nas águas territoriais palestinianas encontra-se um grande depósito de gás natural, Gaza Marinha, estimado em 30 bilhões de metros cúbicos, num valor de bilhões de dólares. Outros depósitos de gás e petróleo, de acordo com um mapa estabelecido pela U.S. Geological Survey (agência governamental dos Estados Unidos), encontram-se em terra firme, em Gaza e na Cisjordânia.

Em 1999, com um acordo assinado por Yasser Arafat, a Autoridade Palestiniana confiou a exploração da Gaza Marinha a um consórcio formado pelo “British Group” e “Consolidated Contractors” (companhia particular palestiniana), com respectivamente 60% e 30% das ações, nas quais o Fundo de Investimento da Autoridade Palestiniana tem um porcentagem de 10%. Dois poços de petróleo foram abertos, Gaza Marinha-1 e Gaza Marinha-2. Mas eles nunca jamais entraram em função, porque foram bloqueados por Israel, que queria todos os dividendos desse gás confiscados.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ERIC HOBSBAWM SOBRE GAZA

27 julho 2014, Pravda.ru
(em 2009! Mas... ATÉ QUANDO?!)
London Review of Books, vol. 31, n. 2, sessão "Cartas":
"Responses to the War in Gaza", 29/1/2009, pages 5-6 (traduzido)
http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/11/eric-hobsbawm-sobre-gaza-2009_18.html  

Já há três semanas a barbárie está exposta aos olhos da opinião pública universal, que está vendo, julgando e, com poucas exceções, rejeitando o terrorismo armado que Israel emprega contra meio milhão de palestinos cercados, desde 2006, na Faixa de Gaza. 

Jamais qualquer explicação oficial para a invasão foi mais patentemente refutada por uma combinação de imagens de televisão e aritmética; ou o papaguear dos jornais sobre "alvos militares", pelas imagens de crianças ensanguentadas e escolas incendiadas. 

domingo, 20 de julho de 2014

ISRAEL, PALESTINA E A ESTRATÉGIA DE BDS

13 julho 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


É necessário ampliar ainda mais a denúncia dos crimes que o Estado fascista e racista de Israel comete, com a permanente cobertura, apoio e cumplicidade dos EUA. Mas o facto de o sionismo empreender a ferro e fogo a consolidação de um Grande Israel em que a discriminação racial constitui um elemento central não deve conduzir a um paralelo imediato com o regime do apartheid. O caminho seguido por Israel é muito pior do que esse.

O sofrimento ocasionado pelas acções de Israel nos Territórios Ocupados tem causado séria preocupação pelo menos entre alguns israelitas. Durante muitos anos Gideon Levy, colunista de Haaretz, tem sido um dos mais abertos, escrevendo que “haveria que condenar e castigar Israel por tornar insuportável a vida sob a ocupação, [e] pelo facto de um país que afirma figurar entre as nações mais ilustradas continuar a abusar de um povo inteiro, noite e dia”.

Tem sem dúvida razão, e haveria que acrescentar alguma coisa mais: haveria também que condenar e castigar os Estados Unidos por proporcionar apoio militar, económico, diplomático e ideológico decisivo a estes crimes. Na medida em que o continue a fazer, há poucas razões para esperar que Israel suavize as suas brutais medidas políticas.

Um distinto especialista académico israelita, Zeev Sternhell, escreve, analisando a maré nacionalista reaccionária do seu país, que “a ocupação

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ONU: Venezuela defende direito da Palestina a Estado independente



26 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A Venezuela defendeu, nesta terça-feira (26), na Assembleia Geral da ONU, o direito dos palestinos de ter um Estado independente, livre da ocupação israelense e de seus crimes contra a população civil.


"O povo palestino tem o direito legítimo de continuar a buscar a dignidade, justiça e seu direito inalienável à autodeterminação como um Estado independente, com Jerusalém Oriental como sua capital e as fronteiras anteriores a 1967", disse o representante venezuelano na ONU, Samuel Moncada.

Na continuação do debate sobre a questão palestina, iniciado nesta segunda-feira (25) na Assembleia, o diplomata sul-americano advertiu que ainda há uma dívida para com o este povo árabe para a realização de suas aspirações.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

BRASIL, MERCOSUL E A MORAL SELETIVA NOS NEGÓCIOS COM ISRAEL



3 junho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
 
A relação comercial atual do Mercosul com Israel viola o direito comercial, os direitos humanos, os estatutos e as práticas do bloco sul-americano, compromissos políticos do Brasil com o povo palestino e tem prejudicado as relações com outros parceiros comerciais. Além de tudo isso, Israel viola as disposições do próprio Tratado de Livre Comércio, exportando ilegalmente os produtos dos assentamentos. O que é preciso para simplesmente tratar Israel como se trataria qualquer outro país? Por Maren Mantovani.

Uma qualidade essencial aos ativistas Palestinos é o agudo senso de ironia. Para se ter uma ideia, as políticas recomendadas pela cartilha da Organização Mundial do Comércio (OMC) são denunciadas por movimentos sociais de todo o mundo por conta dos ataques às soberanias política, econômica, cultural, e até mesmo alimentar dos povos. A Palestina é, possivelmente, o único lugar onde a situação é tão calamitosa que a implementação das normas da OMC seria um progresso. No entanto, na Palestina ocupada, até mesmo essas regras são desrespeitadas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brasil celebra Dia Internacional de Solidariedade à Palestina


28 novembro 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br/

Nesta terça-feira (29) é celebrado o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Serão realizados eventos em vários estados e municípios brasileiros para marcar a data. As comemorações em São Paulo acontecem nesta segunda-feira (28) em ato na Assembleia Legislativa do estado. No Rio de Janeiro e em Florianópolis, a homenagem ao povo palestino será realizada na terça-feira (29). A capital federal realizará um ato com o mesmo fim no dia 1º de dezembro.

O dia foi criado pela ONU em 1977. Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, além das cidades de Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), São Borja (RS), Santa Maria (RS), Quarai (RS), Acegua (RS), Pelotas (RS) e Marília (SP), instituíram, por meio de lei, o Dia de Solidariedade.

Histórico
Em 1977, a Assembleia Geral do ONU pediu que fossem celebrados todos os anos, no dia 29 de novembro (resolução 32/40 B), o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Com efeito, foi nesse dia que, no ano de 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução sobre a divisão da Palestina [resolução 181 (II)].

No dia 3 de dezembro de 2001, a Assembleia tomou nota das medidas adotadas pelos estados membros para celebrar o dia e pediu-lhes que continuassem a dar a essa manifestação a maior publicidade possível (resolução 56/34). Reafirmando que as Nações Unidas têm uma responsabilidade permanente no que se refere à questão da Palestina, até que se resolva satisfatoriamente, no respeito pela legitimidade internacional, a Assembleia autorizou, no dia 3 de dezembro de 2001, o Comitê para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino a continuar a promover o exercício de tais direitos, a adaptar o seu programa de trabalho em função dos acontecimentos e a insistir na necessidade de mobilizar a ajuda e o apoio ao povo palestino (resolução 56/33).

Foi solicitado ao Comitê que continuasse a cooperar com as organizações da sociedade civil palestina e outras, a fim de mobilizar o apoio da comunidade internacional a favor da realização, por parte do povo palestino, dos seus direitos inalienáveis e de uma solução pacífica para a questão da Palestina, e que envolvesse mais organizações da sociedade civil no seu trabalho.

Em 1947 a ONU era integrada por 57 países e o ambiente político era completamente dominado pelos EUA, que fizeram pressão sobre as pequenas nações. Com 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções e, sem o consentimento dos legítimos donos da terra – o povo palestino, foi decidida a divisão da Palestina. A resolução de nº 181 determinou a divisão da Palestina em dois Estados: o Palestino e o Israelense. Na partilha do território, 56% da área caberiam aos israelenses que, na fundação de seu Estado, ocuparam 78% do espaço e se valeram da força para promover a expulsão dos palestinos de seus lares e terras – que se refugiaram em acampamentos na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria. Em 1967, Israel ocupou o restante do território que a divisão da ONU destinara à construção do Estado Palestino.

A efetivação do Estado Palestino independente, com capital em Jerusalém, e o retorno dos refugiados (Resolução 194 da ONU) são questões cruciais à construção de uma paz verdadeira no Oriente Médio, que precisa ser justa e respeitada para ser duradoura.


Agenda

São Paulo – SP
Ato Público e Sessão Solene
Dia: 28 de novembro de 2011 (segunda-feira)
Hora: 20 horas
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201, São Paulo – SP

Rio de Janeiro
Ato Público na Cinelândia: Fora Sionismo da Palestina e Tire as garras da Síria
Dia: 29 de novembro
Horário: 17 horas
Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e Comunidade Síria

Florianópolis – SC
Sessão Solene
Dia: 29 de novembro de 2011 (terça-feira)
Hora: 19 horas
Local: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina
Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310, Centro - Florianópolis – SC

Santa Maria - RS:
Sessão Solene
Dia: 29 de novembro de 2011 – terça-feira
Hora: 19 horas
Local: Câmara de Vereadores
Rua Vale Machado, 1415 Santa Maria - RS

Brasília:
Sessão Solene em comemoração ao “Dia do Povo Palestino”
Dia: 1º de dezembro de 2011 (quinta-feira)
Hora: 19 horas
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal
SIG QD 02 LOTE 5
PRAÇA MUNICIPAL – DF

Da Redação

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Chanceler racista de Israel pede mediação brasileira

22 julho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

O racista de ultradireita Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, falou manso e pediu uma mediação brasileira no Oriente Médio, durante sua visita a Brasília nesta quarta-feira (22). Na coletiva ao lado de Lieberman, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, sentiu-se na obrigação de explicar que ''o Brasil tem uma política de diálogo'' e ''não dialoga só com quem concorda em tudo''.

Por Bernardo Joffily

O Brasil é a primeira escala de Lieberman em uma turnê por dez países latino-americanos. O objetivo é tirar Israel do isolamento na região, tarefa dificultada pelo perfil do visitante, considerado um extremista de ultradireita.

Carreira de extrema direita
Em 1999, Lieberman abandonou o principal partido da direita israelense, o Likud, por achá-lo moderado demais. Fundou e passou a chefiar o partido de extrema direita Israel Beytenou (''Israel Nossa Casa''). Natural da Moldávia, ele vive em um assentamento judeu na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel na guerra de 1967.

Em 2002, quando estoura a segunda Intifada (rebelião palestina nos territórios ocupados), Lieberman prega o bombardeio de postos de gasolina, bancos e centros comerciais palestinos; como o governo não aceita a proposta, demite-se do cargo de ministro em protesto.

Em 2004 é derrubado do gabinete do governo Ariel Sharon por se opor ao desengajamento de Israel na faixa de Gaza. Propõe na época um Estado de Israel ''etnicamente homogêneo'', onde só permaneceriam os árabes que tivessem ''um vínculo profundo''.

Em 2006 propõe que Israel ataque o Irã, a pretexto de que o programa de energia nuclear daquele país representaria uma ameaça para o Estado judeu.
Em 2008 deixa o gabinete do governo liderado pelo Kadima, por se opor às negociações de paz com os palestinos patrocinada pelo presidente George W. Bush, em Annapolis, EUA.

Sarkozy: ''Livrem-se dessa pessoa''
Nas eleições de 2009, o Israel Beytenou é a grande surpresa. O partido ultradireitista de Lieberman torna-se o terceiro mais votado do país (depois do Likud e do Kadima), com 15 deputados em um total de 120. Entra no governo do primeiro ministro Benjamin Netanyahou, do Likud, e assume a pasta estratégica das Relações Exteriores.

A presença de Lieberman no governo é vista como um atestado da guinada ainda mais à direita que Israel realiza este ano. Ele mantém a pregação em favor de um Israel étnico e da incorporação oficial de parte da Cisjordânia ao território israelense. Prega uma política de linha dura em relação à população árabe-palestina que possui cidadania israelense, sob o lema ''Sem lealdade não há cidadania'', pois considera-a uma ''quinta coluna'' e um ''inimigo interno''.

Em recente visita de Netanyahou à França, o próprio presidente francês, Nicolas Sarkozy, que é de direita, pediu ao primeiro ministro que tirasse Lieberman do gabinete. ''Você tem que se livrar dessa pessoa'', disse Sarkozy, segundo o jornal israelense Haaretz. O governo francês não confirmou a afirmação, transmitida em off.
''O Brasil, mais do que qualquer país''...

Durante a coletiva em Brasília ficou evidente o interesse de Lieberman em não quebrar louça. ''O Brasil tem ótima relação com a Síria e com os palestinos e acredito que possa contribuir para o diálogo direto entre Israel e seus vizinhos'', disse ele.

''O Brasil, talvez mais do que qualquer outro país, pode convencer os iranianos a parar seu programa nuclear e a convencer os palestinos a conversar diretamente conosco'', ainda Lieberman durante coletiva de imprensa no Brasil.

Segundo Lieberman, ''há mal-entendidos e desentendimento entre Brasil e Israel talvez pela falta de diálogo direto entre os dois países''. Ele disse ainda que ''nós estamos tentando ser mais atuantes na América do Sul, especialmente no Brasil''.

A numerosa comunidade brasileira de origem árabe-palestina sentiu-se chocada com a presença do chefe do Israel Beytenou no Brasil – antes de Brasília ele também fez uma escala em São Paulo. Embora compreendendo que a diplomacia brasileira mantenha relações normais com Israel, e até acreditando em um possível papel positivo do Itamaraty no conflito do Oriente Médio, os árabe-brasileiros vêem Lieberman como um típico representante do pensamento que os leva a considerar o sionismo como uma forma de racismo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Brasil/Amorim defende aplicação de resolução da ONU em Gaza

13 janeiro 2009/Agência Estado

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro que o Brasil defende a aplicação imediata da Resolução 1.860 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza. A afirmação foi feita em entrevista coletiva em Jerusalém, horas após o chanceler se reunir com o premiê palestino, Salam Fayad, em Ramallah, Cisjordânia.
Em uma missão diplomática que busca aumentar o peso do Brasil em questões de política internacional para além da América Latina, Amorim afirmou que é necessário um cessar-fogo urgente para evitar que civis continuem morrendo nos bombardeios israelenses. "Precisamos demonstrar solidariedade para com os palestinos (de Gaza), que são os que mais têm sofrido", afirmou, para acrescentar que isso é um consenso entre grande parte da comunidade internacional.
"Israel tem percebido a pressão internacional", afirmou o ministro. Segundo ele, até mesmo os Estados Unidos não vetaram a resolução na ONU, o que deixa claro um desconforto americano com as ações israelenses em Gaza. Na avaliação do chanceler, no longo prazo, Israel não pode viver em uma realidade hostil e, por esse motivo, deve lutar pela paz.
O encontro com Fayad ocorreu um dia após Amorim se reunir com o presidente sírio, Bashar Assad, em Damasco, e com a chanceler israelense, Tzipi Livni, em Jerusalém. Ele não se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, pois este viajou para Jordânia, próximo destino do chanceler brasileiro, antes de ir para o Egito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.