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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Brasil/ATAQUES A LULA ATINGEM AS CONQUISTAS DO POVO BRASILEIRO

27 de Outubro de 2015, Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Incomodada há exatamente um ano com a quarta derrota seguida numa eleição presidencial, a oposição direitista não dá tréguas à presidenta Dilma e, ao mesmo tempo, promove uma verdadeira campanha de desconstrução da imagem do ex-presidente Lula. 

A trama oposicionista não tem escrúpulos e ocorre de forma articulada com a mídia, que lhe dá ampla repercussão. À tentativa de vincular o ex-presidente às investigações da Polícia Federal e à acusação de haver tirado proveito pessoal através de lobby em favor de empresas brasileiras no exterior, soma-se atos de pura e simples difamação com a utilização de bonecos detratores que circulam nas capitais e em algumas cidades brasileiras.

Lula é alvo de ataques desde que ocupava a Presidência da República. O auge foi em 2005 através do chamado “mensalão” e o intuito era impedir sua reeleição em 2006, interrompendo, ainda nos primeiros anos, o ciclo de desenvolvimento econômico e inclusão social que agora completa 13 anos.

Ao encerrar o período de oito anos como presidente da República em 2010, Lula ostentava 87% de aprovação popular. O índice é um recorde

terça-feira, 29 de julho de 2014

ECONOMIA DE ANGOLA É DAS MAIS PUJANTES

28 julho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adriano de Melo

O Secretário Executivo da Comissão Económica para a África das Nações Unidas, Carlos Lopes, diz que Angola tem uma das economias mais pujantes de África, embora ainda dependa muito das suas exportações petrolíferas.

Sobre a situação em África defende uma aposta na indústria transformadora. Carlos Lopes publicou 20 livros, como autor ou organizador, e 180 artigos académicos. Foi o impulsionador do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano da África Austral, com prefácio de Nelson Mandela.

Jornal de Angola - Qual o contributo da economia angolana no crescimento económico do continente africano?

Carlos Lopes -
 A economia angolana é uma das mais pujantes do planeta e continua a crescer consideravelmente. As economias africanas já ultrapassaram o dobro do seu Produto Interno Bruto, desde o princípio do século. Angola já faz parte

domingo, 20 de julho de 2014

ISRAEL, PALESTINA E A ESTRATÉGIA DE BDS

13 julho 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


É necessário ampliar ainda mais a denúncia dos crimes que o Estado fascista e racista de Israel comete, com a permanente cobertura, apoio e cumplicidade dos EUA. Mas o facto de o sionismo empreender a ferro e fogo a consolidação de um Grande Israel em que a discriminação racial constitui um elemento central não deve conduzir a um paralelo imediato com o regime do apartheid. O caminho seguido por Israel é muito pior do que esse.

O sofrimento ocasionado pelas acções de Israel nos Territórios Ocupados tem causado séria preocupação pelo menos entre alguns israelitas. Durante muitos anos Gideon Levy, colunista de Haaretz, tem sido um dos mais abertos, escrevendo que “haveria que condenar e castigar Israel por tornar insuportável a vida sob a ocupação, [e] pelo facto de um país que afirma figurar entre as nações mais ilustradas continuar a abusar de um povo inteiro, noite e dia”.

Tem sem dúvida razão, e haveria que acrescentar alguma coisa mais: haveria também que condenar e castigar os Estados Unidos por proporcionar apoio militar, económico, diplomático e ideológico decisivo a estes crimes. Na medida em que o continue a fazer, há poucas razões para esperar que Israel suavize as suas brutais medidas políticas.

Um distinto especialista académico israelita, Zeev Sternhell, escreve, analisando a maré nacionalista reaccionária do seu país, que “a ocupação

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SOBRE EL PARAMILITARISMO Y LA CONTRARREVOLUCIÓN ARMADA

24 febrero 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


A raíz de la violencia contrarrevolucionaria que ha vivido Venezuela en las últimas semanas y del notorio accionar de paramilitares colombianos en el Estado de Táchira, queremos compartir con ustedes este documento que desarrolló nuestra organización hace algunos años para analizar al paramilitarismo y a la contrarrevolución armada y que hoy adquiere más vigencia que nunca. (Resistencia Antimperialista)

Introducción:
El paramilitarismo y la contrarrevolución son dos formas de acción que utilizan el imperialismo y sus cipayos para combatir, en momentos históricos diferentes, a las fuerzas revolucionarias.

Ambas formas de organizar sus fuerzas tienen una base de carácter político-militar, y por lo tanto operan con criterios clandestinos para preservar tanto su estrategia como a sus componentes y medios, para ello el secreto es esencial. Intentaremos, pues, establecer las diferencias entre estos dos conceptos de uso común, pero que tienen alcances claramente diferenciados.
Podríamos afirmar que el paramilitarismo es la forma extrema que adquiere la acción de un Estado burgués en contra del Movimiento Popular, cuando éste amenaza con rebasarlo. Para ello, estructura fuerzas organizadas de carácter paraestatal que concentran su misión combativa en contener a las fuerzas populares mediante el terror, aniquilando sus cuadros de vanguardia, buscando aislar a las fuerzas insurgentes de sus bases de apoyo.

El paramilitarismo se constituye generalmente con integrantes de las fuerzas armadas y civiles de ultraderecha, contratando eventualmente a delincuentes sociales para acciones puntuales, principalmente el sicariato urbano. Usa, por tanto, todos los recursos del Estado, es decir: financiamiento, inteligencia, logística, medios de comunicación, soporte jurídico, etc.

Sus operaciones tienen un alto componente sicológico. Recordemos que se busca inhibir, contener, y desestructurar la movilización popular, procurando su repliegue o reflujo. Para ello, la tortura, el descuartizamiento, las desapariciones forzadas y todas aquellas tácticas inscritas en la llamada “Guerra Sicológica” (recordemos la Escuela de las Américas), tan usada por las fuerzas del imperio, desde la llamada Doctrina de Seguridad Nacional hasta el Plan Colombia, cobran especial relevancia.

Las experiencias más desarrolladas en este terreno las encontramos en la Triple A (Alianza Argentina Anticomunista) en la década de los 70, en los Escuadrones de la Muerte

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Livro/TWO NATIONS ONE VISION: A TRAJECTÓRIA COMUM DE MOÇAMBIQUE E ÁFRICA DO SUL



19 junho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Um livro sobre as relações entre Moçambique e a África do Sul acaba de ser lançado em Maputo, no que é visto como um contributo para que ambas nações continuem a construir relações viradas para o bem comum dos dois países.

Da autoria da diplomata Thandi Lujabe-Rankoe, a obra, “Two Nations One Vision” (Duas nações, uma visão) aborda vários aspectos da trajectória comum dos dois países, sempre com enforque na multiplicidade de relações que vêm sendo construídas desde tempos passados.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

União Africana, Brasil/Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de comemoração do Cinquentenário da União Africana



25 maio 2013 Presidência da República Planalto.gov.br http://www2.planalto.gov.br (Brasil)

Adis Abeba-Etiópia, 25 de maio de 2013

Excelentíssimo senhor Hailemariam Desalegn, primeiro-ministro da Etiópia.
Excelentíssimas senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo dos países União Africana e dos países convidados.
Senhora Dlamini Zuma, presidente da Comissão da União Africana.
Senhor Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas.
Senhoras e senhores membros das delegações.
Senhoras e senhores,

É com emoção e honra que participo dessa histórica reunião em que se celebram os 50 anos da União Africana. Agradeço ao primeiro-ministro Hailemariam Desalegn, presidente da União Africana, a calorosa hospitalidade e o felicito pela liderança que vem demonstrando  à frente da organização da União Africana.

Quero também expressar minha enorme satisfação ao ver uma mulher tão competente à frente da Comissão da União Africana, a senhora Dlamini Zuma.

Suas excelências, senhores chefes de Governo,

Hoje estamos reunidos na histórica Adis Abeba para celebrar meio século desse grandioso projeto que é a União Africana. Um projeto de integração, um projeto de solidariedade e um projeto de construção de um destino comum. Minha geração teve como uma de suas referencias políticas centrais o movimento de descolonização da África que marcou de forma indelével a segunda metade do século passado. Os escritos e exemplos dos grandes líderes, dos pais fundadores da emancipação africana sempre estiveram presentes nas ações e nas reflexões dos que no Brasil e na América Latina lutaram contra a opressão, pela democracia e por uma sociedade justa capaz de oferecer. oportunidades iguais a seus filhos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Moçambique/Cooperação com China não é recolonização --- Guebuza



19 maio 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, refutou hoje as alegações de certos círculos ocidentais de que China tenciona recolonizar os países africanos para ter acesso aos seus vastos recursos, vincando que “este país amigo de Moçambique” já provou que a sua intenção é ajudá-los e cooperar com eles na base de ganhos mútuos.

Falando em conferência de imprensa, que marcou o fim da visita de trabalho de sete dias à China, que descreveu como “muito boa e um sucesso total”, Guebuza explicou que o relacionamento entre a China e África iniciou nos tempos em que os seus povos lutavam contra a colonização.

sábado, 17 de novembro de 2012

Brasil/Ex-presidente Lula se encontra com presidente sul-africano Jacob Zuma

16 novembro 2012/ http://www.institutolula.org (Brasil)

Roteiro de viagem do ex-presidente Lula inclui ainda Moçambique, Etiópia e Índia


Em viagem ao continente africano, o ex-presidente Lula fez uma visita cordial ao presidente sul-africano Jacob Zuma. O encontro, que durou cerca de uma hora e dez minutos, foi acompanhado pela chanceler Maite Emily Nkoana-Mashabane, ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul.

O ex-presidente Lula reforçou um convite para que Zuma participe do encontro “Novos enfoques unificados para acabar com a fome”, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da União Africana. Esse encontro, que acontecerá nos dias 4 e 5 de março do ano que vem em Adis Abeba, na Etiópia, conta com o apoio do Insituto Lula e discutirá o combate à fome e à miséria nos países africanos. Estão sendo convidados para a reunião chefes de Estado e de Governo africanos, estudiosos, especialistas, comunidades econômicas e organismos multilaterais que atuam na África, empresas, investidores e as principais ONGs e fundações dedicadas à ajuda humanitária no continente.

Durante uma conversa amigável, Lula lembrou ainda que, durante a organização da última Copa do Mundo, a África do Sul colecionou experiências que podem ser valiosas para o Brasil.

A colaboração com o continente africano é um dos eixos de trabalho do Instituto Lula.

Para baixar imagens em alta resolução e ver notícias relacionadas, acesse http://www.institutolula.org


PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Encontro com o presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma
Palestra para empresários

Sábado, 17 de novembro de 2012
Encontro com jovens sul-africanos na Fundação Steve Biko
Encontro com dirigentes da Cosatu (Congresso dos Sindicatos Sul-africanas) na sede da entidade

 
Sobre o mesmo assunto

 
Lula visita terra de heróis retomando roteiro previsto em 2011

8 novembro 2012/ http://www.institutolula.org (Brasil)

Entre os dias 16 e 23 de novembro, o ex-presidente Lula visitará a África do Sul, Moçambique, Etiópia e Índia, em roteiro que relembra grandes lutas sociais nos dois continentes.

No dia 16 de novembro, na África do Sul, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia um roteiro por quatro países e dois continentes. Na viagem, Lula encontrará chefes de estado e de governo, jovens, dirigentes sindicais, lideranças populares e empresários. Lula deve retornar ao Brasil no dia 24 de novembro.

Lutas pela independência, contra o racismo, pela democracia e por justiça social marcam os países que serão visitados nesta viagem. As atividades do ex-presidente relembram nomes importantes da história mundial como Nelson Mandela, Steve Biko, Samora Machel, Indira Gandhi e Jawaharlal Nehru.

Esse roteiro estava pronto para ser seguido no ano passado, mas teve de ser adiado em função do câncer diagnosticado no ex-presidente. Recuperado, ele retoma essa agenda dando continuidade, na África, ao trabalho de aproximação com os países do continente que o Instituto Lula vem desenvolvendo desde sua criação.

Nos contatos com os chefes de Estado, e particularmente em sua visita à sede da União Africana, Lula tratará do grande encontro organizado pela FAO, em parceria com a União Africana, que acontecerá em 4 e 5 de março de 2013, em Adis Abeba. O evento tem apoio do Instituto Lula e terá como tema a coordenação das ações de combate à fome na África.

Como em todos os encontros que Lula tem fora do Brasil, a crise econômica mundial, o sucesso das políticas sociais brasileiras, o desenvolvimento sustentável e a paz serão temas presentes.

Na Índia, última parada do roteiro, Lula receberá o Prêmio Indira Gandhi. O ex-presidente também fará discurso em homenagem a Jawaharlal Nehru, líder da luta pela independência indiana e primeiro primeiro-ministro da história do país.

Após a visita à Índia, o ex-presidente retorna ao Brasil.
 

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Encontro com o presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma
Palestra para empresários

Sábado, 17 de novembro de 2012
Encontro com jovens sul-africanos na Fundação Steve Biko
Encontro com dirigentes da Cosatu (Congresso dos Sindicatos Sul-africanas) na sede da entidade

Segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Encontro com Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza
Evento em homenagem a Samora Machel no Centro de Documentação Samora Machel

Terça-feira, 20 de novembro de 2012
Palestra para empresários

Quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Encontro com Primeiro Ministro da República Democrática Federal da Etiópia, Hailemariam Desalegne

Encontro com a presidenta da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma, em visita à sede da União Africana


Quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Cerimônia de entrega do prêmio Indira Gandhi

Encontro com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Manmohan Singh


Sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Palestra para empresários

Conferência no Nehru Memorial

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Moçambique/Festival moçambicano homenageia activista anti-apartheid Ruth First


17 Abril 2012/Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz

                                                     Ruth First e Nelson Mandela



A capital moçambicana, Maputo, vai acolher, entre os dias 4 e 12 de maio, o sétimo festival internacional de música clássica, que este ano homenageia a activista sul-africana anti-apartheid Ruth First, assassinada há 30 anos em Moçambique.

Jornalista, professora universitária e activista sul-africana, Ruth First nasceu a 4 de maio de 1926 e morreu no dia 17 de agosto de 1982, em Maputo, vítima de uma carta-bomba, durante a luta contra o apartheid.

O espectáculo vai arrancar com uma sessão de gala no Conselho Municipal de Maputo onde serão recordados os feitos da então mulher de Joe Slovo, comunista sul-africano, Ruth First, que leccionou na Universidade Eduardo Mondlane e participou na criação do Centro de Estudos Africanos da maior e mais antiga instituição do ensino superior público de Moçambique. 

Além da participação de artistas de Moçambique e Portugal, o sétimo festival internacional de música clássica contará com a presença de músicos dos Estados Unidos, Lituânia, Japão, Polónia e Noruega.

Segundo os organizadores do evento, Portugal será representado por Carlos Pinillos e Filipa Castro, bailarinos principais da Companhia Nacional de Bailado, de Lisboa.

Durante nove dias, Maputo será a capital da música clássica, com recitais de piano, espetáculos de dança clássica e um concerto de consciencialização do HIV/Sida, epidemia que atinge 11 por cento dos 22 milhões de moçambicanos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Embajador Roy Chaderton rechaza en la OEA agresión israelí en Gaza

15 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Este miércoles el embajador venezolano Roy Chaderton Matos, representante permanente de la República Bolivariana de Venezuela ante la Organización de Estados Americanos (OEA), ofreció su dircurso en rechazo a la ofensiva israelí que pesa actualmente sobre el pueblo palestino y ante el evidente genocidio que ha enlutado a miles de familias en el Medio Oriente.

Durante la sesión ordinaria del Consejo Permanente de la OEA, el embajador Chaderton se refirió a la llamada ''Enmienda a la Ley del Talión y solidaridad con el pueblo palestino'', en la cual destacó la posición firme del Gobierno de Venezuela sobre la inconformidad manifiesta por la agresión e hizo un llamado al cese de la violencia en la Franja de Gaza.

A continuación el discurso completo:

"El silencio cómplice y la actitud pusilánime de la comunidad internacional fueron factores facilitadores del genocidio contra el pueblo judío en vísperas de la Segunda Guerra Mundial y durante su transcurso.

Una visión de la historia desde siglos atrás hasta hoy demuestra que el antisemitismo es fundamentalmente un fenómeno de sociedades cristianas. Aunque son innegables las raíces judías del cristianismo, esta perversión se ha manifestado en recurrentes episodios cíclicos en el mundo cristiano.

Sin ir más lejos, podríamos identificar como etapas de fanatismo religioso y persecución de infieles, aquí hablamos de otras religiones, a las cruzadas, que fueron un asalto sobre la cultura, los bienes y los territorios musulmanes, pasando mucho más adelante por la inquisición y la caza de herejes, la diáspora judía a partir de 1492, desde España, en el Siglo XX el holocausto generado bajo el silencio cuando no la acción cómplice de católicos y protestantes alemanes comprometidos con las hordas del cristiano Adolfo Hitler, así como la delación de judíos por parte de algunos católicos polacos antes de su propio exterminio por los nazis; contraste, por cierto, con el sacrificio del Padre Kolbe, quien entregó su vida para salvar la de un judío en Auschwitz.

No olvidemos los pogramas estimulados por el ex seminarista ortodoxo georgiano Joseph Stalin, la explosión del Macartismo y su cacería de brujas, la prohibición de admisión de judíos en los más exclusivos clubes de ricos protestantes en los Estados Unidos en los años 40 y 50 y el asesinato de activistas judíos pro-derechos civiles en el sur de este país en los años 60, que configuran un cuadro cultural y religioso siniestro que rechazamos quienes aspiramos a dar testimonio de nuestro compromiso con los más altos valores cristianos.

Por el contrario, la historia demuestra también que en general la actitud de los musulmanes ha sido de tolerancia, convivencia y protección del pueblo judío, particularmente en los momentos más difíciles. Por eso pudieron establecerse entre las comunidades musulmanas en Marruecos, Argelia, Turquía, Irán, Irak y Yemen entre otros. También hubo sociedades cristianas que les tendieron la mano, como Holanda que les abrió sus puertas en los Siglos XV y XVI, de donde pasaron a Aruba, Bonaire y Curazao y de allí a Venezuela, donde también fueron bienvenidos como nuestros ciudadanos. Igual ocurrió en Tesalónica, Grecia y en los Balcanes en general. Recordemos, por otra parte, la valiente y solidaria actitud del Rey Mohamed V de Marruecos, quien recibió y protegió a los judíos perseguidos y acosados por el III Reich.

Volvemos ahora al presente para expresar el horror y el dolor que siente el Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela, junto con su pueblo, ante la crisis humanitaria que estamos presenciando en Gaza, inermes y con nuestras manos atadas, junto a la gran mayoría de la comunidad internacional. Primero fue un getto, luego un campo de concentración y de seguidas un campo de exterminio, hablo de Gaza, ante los ojos de un mundo que observa atónito como una arrogante y mediocre élite militarista, en vísperas de las elecciones generales en Israel, no entiende sino el lenguaje de la violencia y se dedica a la matanza de inocentes con la excusa de estar castigando culpables.

En el Medio Oriente el Gobierno de Israel ha introducido una enmienda a la Ley del Talión, considerada ya bárbara desde hace siglos. Ya no es ojo por ojo y diente por diente; ahora es: tú matas uno de los míos y yo mato quinientos de los tuyos; tú matas uno de mis niños y yo te bombardeo una escuela; tú matas uno de mis ancianos y yo acribillo a los refugiados protegidos por las Naciones Unidas; tú me mandas cohetes artesanales y yo te respondo con misiles teleguiados, con F-16, con cañoneras, con tanques y con tropas invasoras.

Este genocidio no contará con el silencio del Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela. Por eso, el Presidente Hugo Chávez Frías decidió medidas diplomáticas radicales destinadas a llamar la atención de la humanidad sobre esta tragedia e impedir que cómplices o timoratos la oculten o banalicen. ¡Jamás el silencio!

Un muerto, un hogar destruido, un barrio arrasado, en uno u otro lado de este interminable y absurdo conflicto, nos obliga en este foro continental a hacer escuchar nuestra voz de preocupación.

La adicción a la guerra, tan esparcida últimamente, está contribuyendo a la multiplicación de los conflictos y al ensoberbecimiento de quienes creen que la solución está en sus músculos y no en sus cerebros y almas.

La invasión al Líbano en 1982 produjo el nacimiento de Hizbollah. La represión de la Intifada a partir de 1987 dio lugar al nacimiento de la organización Hamas. Estos antecedentes deberían ser educativos para quienes creen que el uso de la fuerza soluciona los conflictos. Por eso nuestra solidaridad con el pueblo palestino.

El terrorismo individual, colectivo o de Estado, exige la condena de la comunidad internacional. No hay justificación posible cuando cae muerto un inocente de uno u otro lado de los conflictos, pero ocurre que como no es una guerra convencional, al terrorismo no se le derrota sin atacar sus causas.

Antecedentes históricos recientes nos muestran de cómo en algunas ocasiones "el terrorista" de ayer se pudo convertir en el héroe nacional de hoy. Recuerdo las imágenes horrorosas en noticieros, diarios y filmes que la propaganda occidental daba de los Mau-Mau. Pasados los años, el Reino Unido reconoció la independencia de Kenia y el líder Mau-Mau Jomo Kenyatta, acusado de terrorista, terminó como Jefe de Estado de su país, con el reconocimiento de la comunidad internacional.

Los miembros del Frente de Liberación Nacional de Argelia que luchaban por la liberación de su país también fueron acusados de terroristas, hasta que fueron suscritos los Acuerdos de Evian que pusieron fin a la sangrienta guerra entre argelinos y franceses y selló la independencia de Argelia. Pero de esa historia no podemos olvidar la gigantesca figura física, intelectual y espiritual de un estadista como pocos, el General Charles De Gaulle, cuya sabiduría construyó con la también sabia resistencia argelina una paz que parecía imposible.

El Ejército Republicano Irlandés, también calificado de terrorista, recibió durante muchos años el apoyo económico y moral de la comunidad católica irlandesa de los Estados Unidos. Gran disgusto causó en el Nº 10 de Downing Street en Londres cuando el Presidente Bill Clinton recibió a Gerry Adams, uno de los líderes históricos de este movimiento católico militar. Sin embargo, no mucho tiempo después se suscribió la paz con una intervención muy especial del Senador George Mitchell de los Estados Unidos y hoy vemos como la figura del Reverendo Ian Paisley conocido antes como un monstruo de la ultra derecha protestante y el Señor Martin McGuinness, calificado de terrorista implacable y ex jefe del ala militar del Ejercito Republicano Irlandés co-gobiernan Irlanda del Norte.

Terroristas también llamaban los dirigentes de la minoría blanca en Suráfrica y sus aliados internacionales a los miembros del clandestino Congreso Nacional Africano, antes de la reconciliación en ese país y la liberación del "terrorista" Nelson Mandela, probablemente la más reconocida personalidad histórica viviente.

Los impresionantes éxitos anteriores en procura de la paz y la reconciliación fueron logrados por la firmeza de líderes iluminados que renunciaron a la solución militar y al propósito de destruir a la otra parte.

Si retrocedemos a los años 40 en Palestina o Israel, encontramos algunos personajes israelitas acusados en su momento de terroristas, entre ellos Menachem Begin, líder de la organización Irgun, responsable de la voladura del Hotel Rey David en Jerusalén en 1946 y del asesinato del Conde Folke Bernardotte, Mediador de las Naciones Unidas para Palestina, quien abogó por los derechos de los palestinos. Menachem Begin, muchos años después, fue el Primer Ministro israelita quién suscribió, en presencia del Presidente Jimmy Carter, los Acuerdos de Camp David junto con el Presidente egipcio Anwar El Sadat, quien pagó con su vida su compromiso con la paz.

A lo largo de la historia, Dios ha dado al pueblo judío, privilegiador de la educación, la cosecha de muchos hombres y mujeres de condiciones relevantes. Para mencionar unos pocos históricos o sobresalientes, entre decenas de miles, escojamos de inmediata memoria a Maimonides, Carlos Marx, Rosa Luxemburgo, León Trostky, Irving Berlin, Hannah Arendt, Bob Dylan, Norman Mailer, Ariel Dorfman, Joseph Stiglitz, Frida Kahlo y el intelectual internacionalmente más reconocido hoy, Noam Chomsky.

Habría que pedirle a Dios que también le dé estadistas al pueblo de Israel y que no sean asesinados como en el caso de Yitzhak Rabin, quien también cayó ante un fanático religioso por haber procurado la paz con nuestros hermanos palestinos. Y al pensar en Palestina quiero exaltar la figura de Jasser Arafat, el líder histórico de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), estigmatizado ayer como "terrorista" y hoy, ya fallecido, héroe palestino y de todo el pueblo árabe.

Son antecedentes para la reflexión y para rescatar el valor de la diplomacia frente a la barbarie anti-palestina de la élite militarista que controla al Estado de Israel.

Ya es la hora de que los diplomáticos y los políticos sustituyamos a los violentos y digamos, ¡si podemos!. Se pudo muchos años atrás, antes de 1492 cuando convivieron musulmanes, judíos y cristianos en España, también llamada Al Ándaluz o Sefarad antes de que el obscurantismo se apropiase de la cultura cristiana de la época. Sí pudieron los negros y blancos cristianos, los musulmanes y judíos, que marcharon juntos en los años 60 por los derechos civiles en los Estados Unidos diciendo a coro junto a Martin Luther King "yo tengo un sueño". Sí pudieron los blancos y negros en Suráfrica con Nelson Mandela a la cabeza.

Sí podrán los judíos críticos que en América Latina, en Europa, en Norteamérica y en Israel comienzan a protestar y a rebelarse contra quienes matan en su nombre.
Sí podrá Palestina ser libre, democrática e independiente.

Muchas Gracias, Señor Presidente".

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/40417-NN/embajador-roy-chaderton-rechaza-en-la-oea-agresion-israeli-en-gaza/

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A VIGOROSA ATUALIDADE DAS IDÉIAS DE CHE GUEVARA, 41 ANOS DEPOIS...

Beto Almeida *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

9 outubro 2008

Há 41 anos, num 8 de outubro como hoje, a humanidade recebia a notícia da covarde execução de Ernesto Guevara por um agente da CIA na Bolívia, horas após ter sido aprisionado por uma patrulha do exército boliviano controlado pelo exército dos EUA. A troca rápida de telefonemas entre os comandos militares de La Paz e Washington deixou antever a pressa em eliminar a presa, antes que todo um mundo de manifestações gigantescas se levantassem mundo afora para exigir a libertação de Che. Já era prova do temor às suas idéias, ao seu exemplo, à sua função na história.

Hoje, toneladas de papel continuam sendo escritas sobre ele, o debate segue com vigor. O aparato ideológico capitalista é obrigado a dar continuidade ao trabalho de demolição da imagem histórica de Che, comprovando, contra a sua vontade, que seu exemplo e suas idéias seguem amedrontando os donos do capital e do poder. Os publicitários capitalistas apenas superam-se na capacidade de insultos e ofensas à personalidade do Che, revelando, involuntariamente, sua incapacidade de apagar da história este personagem, que, ao contrário, se agiganta. Especialmente agora, quando os fantasmas de uma nova crise do capitalismo especulativo baseado em moeda falsa desequilibra a mais potente economia capitalista do mundo, ramificando a crise por todos os lados, dada a extraordinária dependência que a economia mundial construiu em torno de alguns destes pólos capitalistas, hoje em crise. O fantasma de Che tira o sono dos capitalistas, ele mesmo que deu continuidade à abordagem teórica de Marx e Lênin sobre a inevitabilidade da crise do sistema do capital, e, ao mesmo tempo, também desenvolveu importantes aspectos da crítica que Trotsky fazia à burocratização da União Soviética, que, tal como fanáticos religiosos, muitos partidos comunistas, entre eles um que traiu criminosamente ao Che, o boliviano, classificavam incorretamente como socialismo.

A previsão de Trotsky, feita lá em 1936, de que a URSS se desmoronaria não pela invasão militar externa, mas pela não realização da revolução política interna que retomasse a democracia soviética vivida em plenitude nos sete primeiros anos revolucionários, - a única forma de democracia livre da tirania do capital - só veio a ser cumprida, dramaticamente, em 1990, com a sua dissolução. Quarenta anos depois, as críticas de Che àquela estrutura burocratizada, distante dos ideais socialistas, degenerada na sua forma de funcionamento interno, também adquirem vigor e atualidade, como a crítica de Trotsky; para desespero dos catálogos publicitários a soldo do capital, como a Revista Veja aqui no Brasil. Estes, diante da monumental comprovação de toda uma análise histórica e um desenvolvimento teórico magistral rigorosamente confirmado pelos acontecimentos, contra-atacam apenas com falsificações históricas e insultos, chegando a ponto de usar como "argumento" contra Che... "que ele cheirava mal", numa confissão de sua desqualificada estatura intelectual. Esta crítica de Che à economia soviética burocratizada ganhou ampla divulgação recentemente - 40 anos depois de elaborada - por meio da publicação do indispensável livro "Apontamentos críticos à economia política", infelizmente, ainda não publicado no Brasil até hoje, desafiando o mundo editorial e em particular aos partidos de esquerda, inclusive alguns que elogiam religiosamente a Che, mas não o publicam. Por quê?

De sua personalidade enriquecida pela inteligência, pelo estudo persistente, pela bravura desprendida e infinita e pela ética revolucionária haveria muito sobre o que escrever, estudar, aprender, desenvolver, e, sobretudo, aplicar dialeticamente para as contradições da luta de classes atual. Mas, num artigo limitado no espaço e no tempo, mencionemos apenas algumas destas características que confirmam aquela vigorosa atualidade reivindicada ao início: o Che comunicador revolucionário, o Che médico-revolucionário e o Che ministro-revolucionário.

O comunicador Che Guevara

Uma das facetas desta extraordinária personalidade é o jornalista Che Guevara. Não é o caso de detalhar aqui sobre suas atividades como foto-jornalista e seus escritos denunciando as injustiças das veias hemorragicamente abertas da América Latina antes mesmo de vincular-se ao movimento revolucionário cubano no México, após escapar da invasão ianque à Guatemala rebelde do coronel Jacob Arbenz. Mas, o organizador revolucionário também na área da comunicação logo se expressou quando, ainda durante os combates em Sierra Maestra, Che organizou a fundação de um periódico, cuja impressão foi possível em gráfica montada com equipamentos levados a lombo de burro e em várias viagens clandestinas para o quartel-general da guerrilha comandada por Fidel. Logo depois, um passo ainda mais audaz: a fundação da Rádio Rebelde, também em território liberado de Sierra Maestra. Os transmissores foram igualmente para lá conduzidos em lombo de burro e as emissões puderam ser captadas por rádios venezuelanas que, por sua vez, retransmitiam muitas dessas alocuções de Fidel e de Che, possíveis de serem captadas por rádios da Argentina. A Revolução Cubana começava a construir seu sistema de comunicação social revolucionário.

A Rádio Rebelde desceu da Sierra Maestra na ponta do fuzil e existe atualmente, continua coerentemente fazendo jornalismo revolucionário. Após a tomada do poder, Che continuou tomando iniciativas como comunicador, era extraordinariamente consciente da imperiosa necessidade de travar a batalha das idéias contra o dilúvio de manipulação e mentiras que até hoje se lançam contra Cuba Socialista. Baseado numa iniciativa de um seu conterrâneo, o general Juan Domingos Perón, outro dirigente igualmente atento para a necessidade de enfrentar o sistema imperialista de desinformação, razão pela qual criou na Argentina uma Agência Latina de Notícias, Che Guevara foi um dos principais responsáveis pela criação da Agência Prensa Latina, ainda hoje desempenhando imprescindível papel nesta luta de classes ideológica e informativa, especialmente revelando as maquinações do terrorismo midiático incessante contra Cuba e contra todos os governos e povos que adotam posições de transformação social, soberania e independência ante o império.. Che, sempre organizador, foi ainda o criador da Verde Olivo, revista das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, no que se revela a importância da questão militar e da nova função revolucionária atribuída aos militares. Um detalhe: na sua primeira edição, a Verde Olivo trazia na capa o próprio Che. Informado, enfureceu-se, foi até a gráfica e determinou a inutilização de todas aquelas capas e a reimpressão de outra capa, sem qualquer possibilidade de que se alguém insinuasse culto à personalidade.

Hoje, seguindo o rastro de iniciativas organizativas revolucionárias de Che no campo da comunicação libertadora e confirmando a atualidade de seu pensamento em torno de uma informação anti-hegemônica temos a Telesur. A emissora televisiva multi-estatal demonstra a possibilidade de integração e cooperação em várias áreas, inclusive na informação e na cultura, e vai consolidando-se a passos largos permitindo que se tenha nas telas o protagonismo dos povos do sul, divulgando amplamente o processo de transformação da Bolívia, no Equador, Nicarágua, Venezuela, nacionalizando suas riquezas, derrotando o analfabetismo, realizando a integração social e energética, comunicando aos quatro ventos que a ALBA é uma realidade. Nas telas de Telesur pela primeira vez se mostrou o bombardeio da direita contra a Casa Rosada em 1955, se contou a verdadeira história do que foi o processo de transformação social na era peronista, assim como se contam histórias dos processos revolucionários dirigidos por Pancho Villa e Zapata, retira do ostracismo com toda força a personalidade de Eliecer Gaitan, se divulgam os filmes latino-americanos, inacessíveis nas telas gringas e colonizadas. Trata-se de vigorosa atualidade do pensamento de Che. Que deveria servir de reflexão e estímulo, por exemplo, ao PT que, até hoje, com vários anos de governo, ainda não tem imprensa própria de circulação nacional, embora prometida na última eleição de sua direção nacional.

Medicina e revolução

O Che médico já atendia aos camponeses nas zonas liberadas de Sierra Maestra. A consulta gratuita era acompanhada de fervorosa e apaixonada argumentação em defesa da revolução cubana, na qual, também se explicava o peso das condições sócio-econômicas na causa e determinação das enfermidades. A tal ponto que um menino camponês que observava atentamente as consultas de Che disse a sua mãe: não leve a sério este médico, ele diz para todos que a culpa dos problemas é do capitalismo...

Seguindo aquele exemplo do médico revolucionário, milhares de médicos cubanos estão espalhados hoje por 77 países dos vários continentes prestando serviço médico solidário, levando o exemplo revolucionário humanista do povo cubano, alcançando as zonas mais inóspitas, nas quais a medicina capitalista não chega, demonstrando assim todo o seu desprezo pelas camadas mais pobres da população.

Para ilustrar a presença do exemplo do médico Che no profissionalismo solidário dos médicos de Cuba, conto que em visita recente ao Timor Leste, rigorosamente do outro lado do mundo, deparei-me com a presença de 350 médicos cubanos. Inclusive, foram os médicos cubanos os que ofereceram os primeiros-socorros ao presidente timorense Ramos-Horta, vítima de atentado terrorista em fevereiro deste ano, episódio ainda envolto em dramáticas interrogações, sobretudo a partir das inevitáveis ramificações que pode ter com a imensa e cobiçada riqueza petroleira que aquela jovem nação oceânica é possuidora. O presidente Ramos-Horta me contou que quando se anunciou a chegada dos 350 médicos cubanos àquela ilha, o embaixador dos EUA ali não teve vergonha em manifestar sua insatisfação, pressionando para que os cubanos não fossem aceitos. Em resposta, Ramos-Horta perguntou ao embaixador quando médicos dos EUA atuavam no Timor. Diante da resposta "nenhum" - reveladora do mais alto grau de desprezo social - Ramos-Horta lhe disse: Cuba nos oferece uma ajuda desinteressada, além de oferecer bolsas para 600 timorenses estudarem medicina na Escola Latino-Americana de Medicina. Gratuitamente, tal como estudam lá aproximadamente 500 jovens pobres norte-americanos, em sua maioria negros, oriundos dos bairros proletários do Harlem e do Brooklin. Um deles me contou que se tivesse ficado nos EUA jamais teria a possibilidade de tornar-se um médico, e que, muito provavelmente, estaria com vínculos ao tráfico de drogas, como muitos de seus amigos que lá ficaram...

Esta vigorosa atualidade do pensamento de Che, encarnado em política do Estado Socialista de Cuba, é uma consciência que se espalha pelo mundo, fruto da generosidade de uma revolução que, apesar dos limitados recursos de que dispõe, faz da partilha de seus recursos humanos com outros povos uma razão de estado, uma ética de nação, transformando em realidade concreta um pensamento infinitas vezes repetido pelo próprio Guevara: tremeremos de indignação por qualquer ser humano oprimido, onde quer que ele esteja. Materializando este pensamento revolucionário, Cuba desenvolveu um método de alfabetização para indígenas da Nova Zelândia, e outro, para ser operado por meio do rádio, para alfabetizar em dialeto creolo, que nem escrita possui, ponderáveis parcelas da população da Haiti. Isto desenvolvido por pedagogos de uma Ilha que já vendeu o analfabetismo há décadas!!!. Estão vivas ou não as idéias de Che?

O Ministro revolucionário e visionário

Os 350 mil homens e mulheres cubanos que foram a Angola para lutar em defesa do bravo povo de Agostinho Neto, agredido pelo exército nazista do apartheid sul-africano, era um prolongamento lógico e inevitável do pensamento internacionalista de Che Guevara, alma da consciência internacionalista proletário do povo cubano e uma decisão de estado, comandada diretamente por Fidel Castro. Como disse Mandela, foi na Batalha de Cuito Cuanavale, no sul de Angola, em 1988, "o começo do fim do apartheid", abrindo uma nova era para o sul do continente africano, cujo mapa político registra governos progressistas e antiimperialistas que desenvolvem a cooperação para enfrentar a herança nefasta do colonialismo. O internacionalismo proletário, a solidariedade internacionalista, são políticas do estado socialista cubano, em cuja fase inicial tinha um Che como ministro, infatigável na luta contra a falta de especialistas, agravada pela fuga de cérebros, o terrorismo lançado contra Cuba, as limitações tecnológicas, a herança colonial e, a seguir, o bloqueio. Ali estava um exemplo vivo de administrador socialista, sempre incorporando a participação coletiva, considerando respeitosamente a diferença de opiniões, mas, intransigente na defesa da estatização, do monopólio do comércio exterior, da planificação estatal. Não é que Che fosse um romântico que desprezasse o poder, ao contrário, desprezava sim o poder pessoal, era atento aos perigos profissionais do poder, mas era, sobretudo, um intransigente construtor do poder proletário, lutou incansavelmente pela tomada do poder das mãos dos capitalistas, pela destruição de todo poder do capital.

Todos estes exemplos estão cada vez mais vivos na história revolucionária mundial e encontram ressonância em muitos lados, como, por exemplo, nas diretrizes adotadas pela Revolução Bolivariana, comandada por Chávez, uma delas na preocupação pela diversificação produtiva, pela industrialização, pela crescente intervenção do estado, pelo desenvolvimento de laços de cooperação estratégica com países que afirmem a integração latino-americana, com o sentido de reduzir a dependência da economia capitalista mundial, hoje afetada por uma crise ainda sem controle. Estes foram temas tratados à exaustão pelo Ministro da Indústria Che Guevara. E agora, diante desta crise financeira capitalista, da falência sucessiva de bancos, da nacionalização de bancos que se procedeu, por exemplo, na Inglaterra, não vemos mais do que outra vez confirmar a vigência das idéias de Che Guevara, intransigente defensor da estatização, da economia real produtiva, crítico severo e mordaz dos arranjos criados pelos países imperialistas para seguir com sua rapina e sua acumulação usurpadora, em nome de uma financeirização virtual e artificial, às custas da economia produtiva e dos que produzem, os trabalhadores, sempre atirados nos abismos mais profundos da miséria e da opressão.

O Che ministro era também exemplo de criatividade: fundou o Instituto de Investigações dos Derivados da Cana-de-açúcar, e , no discurso no dia inauguração fez uma previsão visionária que além de indicar sua insaciável curiosidade científica e tecnológica, encontra hoje ampla confirmação. Disse o Che: chegará o dia em que o açúcar será apenas um dos derivados da cana e não o mais importante. Atualmente, da cana já é possível produzir medicamentos, o etanol, a álcool-química, com seus plásticos biodegradáveis e fertilizantes orgânicos que tornarão possível a libertação da agricultora de petro-dependência atual, cara, insustentável ambientalmente e também para a saúde dos povos. Relativizando a importância do açúcar ao longo do tempo, inclusive em razão de seus complexos vínculos com um sistema de comércio internacional no qual Cuba não tinha e ainda não tem controle dos preços, Che nada mais fez que se antecipar a uma situação que de fato tornou-se realidade. Hoje Cuba desmantelou praticamente metade de sua produção açucareira e, segundo informa o Granma, dá início à implantação de 11 centros de produção de etanol em território venezuelano, num projeto binacional que confirma, uma vez mais, a importância das iniciativas em curso para a integração latino-americana. Combinada com a cooperação agrícola em curso entre Brasil, Venezuela, e Cuba, iniciativas como esta, impulsionadora do desenvolvimento de energia renovável num mundo com restrição de energia fóssil, viabilizam novas opções produtivas, colaborando com esforço já em curso para a transformação da agricultura dos dois países, e, fundamentalmente, revelando, novamente, a vigorosa atualidade das idéias de Che Guevara.

* Jornalista, presidente da TV Comunitária de Brasília e membro do conselho editorial do Brasil de Fato

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