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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Chile/Camila Vallejo denuncia governo Piñera por criminalização das marchas estudantis

12 fevereiro 2012/Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil) 

A alta representante da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay e o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, receberam na sede da ONU, em Genebra, Suíça, Camila Vallejo, a carismática dirigente estudantil hoje vice-presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Karol Cariola, secretária geral das Juventudes Comunistas do Chile e Jorge Murúa, dirigente do Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos.

Christian Palma - De Santiago do Chile

Santiago - Líderes sindicais e estudantis chilenos denunciaram em diferentes instâncias da ONU a “criminalização” que viveu no ano passado, por parte das autoridades, o movimento de protesto social encabeçado pelos estudantes e que convocou também os trabalhadores, os ambientalistas, a comunidade homossexual, os povos originários e os milhares de anônimos cansados de um governo de direita que não os representa.

A alta representante da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay e o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, receberam na sede da ONU, em Genebra, Suíça, Camila Vallejo, a carismática dirigente estudantil hoje vice-presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Karol Cariola, secretária geral das Juventudes Comunistas do Chile e Jorge Murúa, dirigente do Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos. Ao grupo se uniram também os relatores especiais das Nações Unidas para a Educação e a Pobreza Extrema.

Nesse cenário, os três dirigentes denunciaram a vontade do governo de Sebastián Piñera de “criminalizar” os protestos cidadãos através de um projeto de lei do Ministério do Interior, conhecido também como “Lei Hinzpeter”, em alusão ao titular dessa pasta.

Segundo contaram, esta iniciativa legal penaliza com três anos de prisão toda forma de protesto social similar aos que se desenvolveram em 2011, como ocupações de serviços públicos, cortes de trânsito e outras formas de ocupação pacífica. “As penas não são apenas para os que cometem estes atos, mas aos que os convocam”, sustentou Vallejo.

“A repressão não passa só pelo amedrontamento político e ameaças constantes, mas também pela repressão física e detenções ilegais que hoje aumentam dentro de um marco ilegal”, agregou a líder universitária.

Vallejo disse ainda que “parece que não há conhecimento pleno na ONU do que acontece no Chile. Também mostrou confiança de que os contatos mantidos em Genebra, onde tem sua sede os organismos da ONU especializados em direitos humanos, sirvam para mostrar o que acontece no país sul-americano. Espera, ainda, que os relatores da ONU sobre Educação, Liberdade de Expressão, Tortura e Detenções Extrajudiciais, visitem o Chile, pois a seu ver, “estas são temáticas muito sensíveis no nosso país”.

“Somos um país cada vez mais desigual apesar do crescimento do produto interno bruto”, sentenciou.

Por sua parte, Cariola explicou que o projeto político que Piñera defende é adaptado a nossa realidade política e cultural, que é diferente das de outras partes do mundo”.

“Nós não queremos que todos sejam comunistas nem somos donos do movimento, somos instrumentos do povo chileno”, disse.

Consultada sobre a queda do modelo comunista no passado, assegurou sobre os jovens: “Aprendemos do passado, das experiências vividas em outros lugares para construir um novo futuro”.

Murúa, por sua vez, disse que dentro do movimento social chileno existe o convencimento de que “a repressão e a perseguição estão asseguradas” para este ano.

Como representante dos trabalhadores, mencionou que explicará ao diretor da OIT “as violações das leis trabalhistas e das convenções coletivas no Chile, que transgridem as regulamentações internacionais em matéria de trabalho”.

Com sua visita a Suíça, os dirigentes concluem uma agenda de pouco mais de duas semanas pela Europa, na que participaram de diversos fóruns juvenis e sindicais na Alemanha e Suécia, convidados pela Fundação Rosa Luxemburgo -ligada ao partido alemão Die Linke (A Esquerda)- para expor a experiência do movimento estudantil chileno em 2011.

“No Chile, teus direitos dependem de tua capacidade econômica, onde se não tens dinheiro tens que endividar-te (para ter saúde ou educação)”, sustentou a dirigente antes de partir para a Europa com a idéia de conhecer o desenvolvimento do movimento social nesse continente.

Com respeito ao futuro político do país, com eleições municipais em outubro e presidenciais em dezembro de 2013, a líder estudantil opinou que ainda não estão dadas as condições para unificar a esquerda.

No entanto, sustentou que um grande desafio para este ano é ver como se
institucionaliza o movimento social e como é capaz de construir propostas de governo.

“O movimento social não pode ficar à margem. Necessitamos disputar espaços institucionais”, sublinhou ao mesmo tempo em que prenunciou que é difícil que neste ano se repitam os protestos do ano passado. “Já demonstramos a força do movimento estudantil, agora as formas de mobilização vão ser diferentes”, concluiu.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

SEPA LO QUE ES EL CAPITALISMO

27 julio 2011/ Agencia de Información Fray Tito para América Latina

ADITAL http://www.adital.com.br

Atilio Borón

Doctor en Ciência Política por la Universidad de Harvard y profesor titular de Teoria Política en la UBA (Universidad de Buenos Aires)

El capitalismo tiene legiones de apologistas. Muchos lo hacen de buena fe, producto de su ignorancia y por el hecho de que, como decía Marx, el sistema es opaco y su naturaleza explotadora y predatoria no es evidente ante los ojos de mujeres y hombres. Otros lo defienden porque son sus grandes beneficiarios y amasan enormes fortunas gracias a sus injusticias e inequidades. Hay además otros ("gurúes" financieros, "opinólogos", "periodistas especializados", académicos "bienpensantes" y los diversos exponentes del "pensamiento único") que conocen perfectamente bien los costos sociales que en términos de degradación humana y medioambiental impone el sistema. Pero están muy bien pagados para engañar a la gente y prosiguen incansablemente con su labor. Ellos saben muy bien, aprendieron muy bien, que la "batalla de ideas" a la cual nos ha convocado Fidel es absolutamente estratégica para la preservación del sistema, y no cejan en su empeño.

Para contrarrestar la proliferación de versiones idílicas acerca del capitalismo y de su capacidad para promover el bienestar general examinemos algunos datos obtenidos de documentos oficiales del sistema de Naciones Unidas. Esto es sumamente didáctico cuando se escucha, máxime en el contexto de la crisis actual, que la solución a los problemas del capitalismo se logra con más capitalismo; o que el G-20, el FMI, la Organización Mundial del Comercio y el Banco Mundial, arrepentidos de sus errores pasados, van a poder resolver los problemas que agobian a la humanidad. Todas estas instituciones son incorregibles e irreformables, y cualquier esperanza de cambio no es nada más que una ilusión. Siguen proponiendo lo mismo, sólo que con un discurso diferente y una estrategia de "relaciones públicas" diseñada para ocultar sus verdaderas intenciones. Quien tenga dudas mire lo que están proponiendo para "solucionar" la crisis en Grecia: ¡las mismas recetas que aplicaron y siguen aplicando en América Latina y África desde los años ochenta!

A continuación, algunos datos (con sus respectivas fuentes) recientemente sistematizados por CROP, el Programa Internacional de Estudios Comparativos sobre la Pobreza radicado en la Universidad de Bergen, Noruega. CROP está haciendo un gran esfuerzo para, desde una perspectiva crítica, combatir el discurso oficial sobre la pobreza elaborado desde hace más de treinta años por el Banco Mundial y reproducido incansablemente por los grandes medios de comunicación, autoridades gubernamentales, académicos y "expertos" varios.

Población mundial: 6800 millones, de los cuales

• 1020 millones son desnutridos crónicos (FAO, 2009)
• 2000 millones no tienen acceso a medicamentos (www.fic.nih.gov)
• 884 millones no tienen acceso a agua potable (OMS/UNICEF 2008)
• 924 millones "sin techo” o en viviendas precarias (UN Habitat 2003)
• 1600 millones no tienen electricidad (UN Habitat, "Urban Energy”)
• 2500 millones sin sistemas de drenajes o cloacas (OMS/UNICEF 2008)
• 774 millones de adultos son analfabetos (www.uis.unesco.org)
• 18 millones de muertes por año debido a la pobreza, la mayoría de niños menores de 5 años.
(OMS)
• 218 millones de niños, entre 5 y 17 años, trabajan a menudo en condiciones de esclavitud y en tareas peligrosas o humillantes como soldados, prostitutas, sirvientes, en la agricultura, la construcción o en la industria textil (OIT: La eliminación del trabajo infantil: un objetivo a nuestro alcance, 2006)
• Entre 1988 y 2002, el 25 % más pobre de la población mundial redujo su participación en el ingreso mundial desde el 1.16 por ciento al 0.92 por ciento, mientras que el opulento 10 % más rico acrecentó sus fortunas pasando de disponer del 64,7 al 71.1 % de la riqueza mundial . El enriquecimiento de unos pocos tiene como su reverso el empobrecimiento de muchos.
• Ese solo 6.4 % de aumento de la riqueza de los más ricos sería suficiente para duplicar los ingresos del 70 % de la población mundial, salvando innumerables vidas y reduciendo las penurias y sufrimientos de los más pobres. Entiéndase bien: tal cosa se lograría si tan sólo se pudiera redistribuir el enriquecimiento adicional producido entre 1988 y 2002 del 10 % más rico de la población mundial, dejando intactas sus exorbitantes fortunas. Pero ni siquiera algo tan elemental como esto es aceptable para las clases dominantes del capitalismo mundial.

Conclusión: si no se combate a la pobreza (¡ni se hable de erradicarla bajo el capitalismo!) es porque el sistema obedece a una lógica implacable centrada en la obtención del lucro, lo que concentra la riqueza y aumenta incesantemente la pobreza y la desigualdad económico-social.

Después de cinco siglos de existencia esto es lo que el capitalismo tiene para ofrecer. ¿Qué esperamos para cambiar al sistema? Si la humanidad tiene futuro, será claramente socialista. Con el capitalismo, en cambio, no habrá futuro para nadie. Ni para los ricos ni para los pobres. La sentencia de Friedrich Engels, y también de Rosa Luxemburgo: "socialismo o barbarie", es hoy más actual y vigente que nunca. Ninguna sociedad sobrevive cuando su impulso vital reside en la búsqueda incesante del lucro, y su motor es la ganancia. Más temprano que tarde provoca la desintegración de la vida social, la destrucción del medio ambiente, la decadencia política y una crisis moral. Todavía estamos a tiempo, pero ya no queda demasiado.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Chile/'LOS MAPUCHES LLEVAN CINCO SIGLOS SIENDO VÍCTIMAS DEL TERROR DE ESTADO'

Eduardo Hughes Galeano periodista y escritor uruguayo, una de las personalidades más destacadas de la literatura latinoamericana. Sus libros han sido traducidos a varios idiomas. Sus trabajos trascienden géneros ortodoxos, combinando documental, ficción, periodismo, análisis político e historia. Galeano niega ser un historiador: "Soy un escritor que quisiera contribuir al rescate de la memoria secuestrada de toda América, pero sobre todo de América Latina, tierra despreciada y entrañable". Se clasifica como un periodista que estudia la globalización y sus efectos.

Mario Casasús

25 marzo 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

"A muchos nos parece un escándalo que se siga aplicando la Ley Antiterrorista a las víctimas del terror de Estado y a las víctimas del terror del gran capital -el gran terrorista del mundo, el que está acabando con el planeta- los atentados más feroces contra la gente y contra el mundo los cometen los que después son recompensados y en cambio se consideran terroristas a sus víctimas".

A Eduardo Galeano (Montevideo, 1940) se le ve radiante caminando por Xalapa; Hoy 26 de marzo recibirá el Doctorado Honoris Causa por la Universidad Veracruzana, junto al poeta Ernesto Cardenal. "Estoy feliz de compartir con Ernesto, sobre todo en estos momentos difíciles para él, somos viejos amigos, recuerdo que me regaló su primera escultura".

Eduardo Galeano hizo una pausa para hablar -con total libertad de extensión- sobre el zapatismo, la literatura "política", Arnaldo Orfila y el Siglo XXI, sus vocaciones fallidas (pintor, futbolista o párroco), Neruda y Rulfo, la Ley Antiterrorista contra la comunidad mapuche, en fin, nombrar el mundo patas arriba y otras palabras andantes …

MC.- En rueda de prensa habló de los desafíos del EZLN en contra de la "bobalización" dijo: "El zapatismo es un hito antiguo que deviene modernísimo" (29.02.2000). ¿Cómo siguió las hojas y rutas de las marchas zapatistas en 2001 y 2006?

EG.- Se publicaron algunas noticias en Uruguay -no muchas-, leí artículos contradictorios, unos estaban a favor del EZLN, otros no entendían muy bien al Subco; yo desde afuera no me animo a opinar sobre si estuvo bien o mal, si debía o no debía haber botado a López Obrador, por eso no puedo decirte nada; salvo que el zapatismo es un movimiento que yo sigo respetando y amando, que se desencadenó en Chiapas y que tiene raíces muy profundas y que seguramente va más allá de las peripecias políticas circunstanciales, de los episodios políticos que se van sucediendo.

MC.- El Subcomandante Marcos dijo: "la figura literaria de Hispanoamérica que más admiro es Eduardo Galeano" (Corte de caja, 2008); a su vez, usted ha reconocido una influencia inconciente del Canto general de Neruda en Memoria del fuego. El Che Guevara compartía la poesía de Neruda con la guerrilla cubana y boliviana. ¿Qué reciprocidad ha leído entre Literatura y Revolución?

EG.- El Canto general fue la obra más ambiciosa de Neruda, la más abarcadora; y cuando me han comparado Memoria del fuego con el Canto general a mí se me ha hinchado el pecho de orgullo, porque es un libro que yo admiro mucho. Curiosamente creo que contra la mayoría de los lectores sienten, que no es en los temas políticos o llamados "políticos" donde Neruda mostraba su mejor vena poética, no sólo porque algunos de los poemas más políticos después resultaron desautorizados por la Historia, como aquella Oda a Stalin, sino también porque se sentía más obligado a decir, que el llamado a decir; en la mayoría de los casos de los poemas políticos, uno no siente arder esa llama que espontáneamente le brotaba en el pecho cuando Neruda escribía de otros temas; también porque yo creo que con el paso del tiempo se va haciendo más claro que la literatura política no es la que se refiere a los temas políticos, que es una confusión que ya lleva tiempo muy largo, pero por suerte empieza -no a desvanecerse- sí a ser superada de a poquito: la literatura política no es la literatura de temas políticos, además no hay un tema que de alguna manera no sea político y en la medida en que todos los temas son sociales, no hay ningún hombre o mujer del todo solo o sola, como para poder sentir, pensar, escribir algo que esté divorciado de los demás, ni siquiera el último aborigen hallado en el fondo más remoto de la selva amazónica está del todo solo y cuando uno escribe está lleno de gente, uno expresa tantas cosas que no importa el tema, cuando Neruda cantaba a la cebolla, yo creo que era un poeta políticamente profundo, hondo y en definitiva América Latina tiene un sentido político positivo, toda la literatura que nos ayude a saber quiénes somos y quiénes podemos ser.

MC.- En México celebramos los 75 años del Fondo de Cultura Económica (1934-2009), uno de sus emblemáticos directores, Arnaldo Orfila fundó la casa editorial que lo trajo del Sur a México y España. ¿Cuándo conoció y cómo recuerda a Arnaldo Orfila?

EG.- Él fue uno de los fundadores del Fondo de Cultura Económica, también fue fundador de Siglo XXI -cuando lo echaron del FCE de muy mala manera- con un grupo de gente amiga fundó esta editorial, que después se proyectó -con el paso de los años- como una de las más importantes y prestigiosas de la lengua española; yo lo conocí cuando escribí Las venas abiertas de América Latina (1971) porque la presenté al concurso de Casa de las Américas y perdió, el Jurado no lo consideró un libro serio, quizás porque en esa época todavía se creía que un libro que no era aburrido no podía ser serio; se identificaba la seriedad con el aburrimiento y quizás por eso, porque nunca escuché de parte de uno de los Jurados ninguna otra objeción, más que ese tipo de cosas: "bueno, no era un libro profundo" ya está, el libro perdió, y entonces al no haber ganado el concurso de Casa, arreglé una edición en el Uruguay con la Universidad de la República, pero yo quería una edición internacional y le mandé el libro a don Arnaldo y le dije -"mire, este libro perdió el concurso de Casa, pero por ahí le interesa publicarlo" él me dijo: -"sí, lo publicó", al libro le fue bastante mal el primer año -no vendió casi nada-, don Arnaldo me mandó una carta muy cariñosa diciéndome: -"no se desanime, en nuestra América las cosas son difíciles" y después el libro hizo su camino, bueno, fue sobre todo muy impulsado por las dictaduras militares, las que más ayudaron a que ese libro se difundiera fueron las dictaduras que lo prohibieron y que prohibiéndolo lo elogiaron; y con Arnaldo a partir de ahí se armó, se fue enhebrando una amistad muy linda, yo lo vi muchas veces, comíamos juntos, conversábamos, hasta cuando ya tenía 100 años, era un hombre con una memoria prodigiosa: se olvidaba de todo lo que había ocurrido la semana pasada, pero sabía todo lo que había ocurrido hacía un siglo, él había llegado a México cuando estaban todavía vivos Emiliano Zapata y Pancho Villa, vino como delegado de la Reforma de Córdoba -joven estudiante argentino- se enamoró de esta tierra y aquí se quedó, un hombre que hizo una obra espléndida, maravillosa, era muy austero, una especia de Santo de las Letras, jamás se guardó un peso en el bolsillo, no tenía dinero, todo lo que tenía lo daba a esa noble causa de la difusión de la literatura, que él consideraba que era una gran herramienta de cambio social y de educación popular.

MC.- Antes lo leíamos semanalmente en Brecha y La Jornada o cada quincena en Punto Final. ¿Se ha jubilado de las redacciones periodísticas?

EG.- Sí, ahora estoy haciendo poco periodismo, estoy más dedicado a los libros, porque me absorbe mucho tiempo.

MC.- Además de escribirlos, en Uruguay usted hace sus libros; háblenos de Ediciones del Chanchito …

EG.- Lo hicimos con unos amigos, porque veíamos que los libros míos no circulaban bien en Uruguay, había la posibilidad de desarrollar mejor la edición de mis cosas en el país, utilizando la maqueta que se hacía en España o en México de cada libro nos mandaban lo que en una época eran las películas, ahora los medios tecnológicos son otros; se publica lo mismo, pero con otras carátulas que yo diseñé -porque lo que más me gusta a mí es el diseño- además dibujé el emblema del chanchito.

MC.- En España, al presentar Bocas del tiempo (2004) y durante una entrevista con La Jornada a propósito de Espejos (2008) dijo: "me pidieron que eligiera a los escritores más importantes en mi formación literaria. Yo contesté: Juan Rulfo, Juan Rulfo y Juan Rulfo". Al poeta Marco Antonio Campos le dijo: "Rulfo me enseñó que se escribe con el lápiz, pero ante todo debe cortarse con el hacha". Casi puedo citar dos versos del relato sobre Rulfo en Memoria del fuego: "hizo el amor de hondísima manera y después se quedó dormido". ¿Reconsideraría reescribir un ensayo sobre Rulfo sumando las declaraciones que usted ha hecho a la prensa?

EG.- No, porque justamente es lo que me enseñó -fue mi amigo- le debo mucho, esa lección de silencio que nos dio a todos, él nos enseñó a valorar el silencio, a saber que las palabras están de antemano condenadas porque compiten con el silencio que es el más hondo de los lenguajes y uno sabe que va a perder. Aplica aquello que Onetti -otro gran maestro- me enseñó "nunca dejes en el papel escritas palabras que no te parezcan mejores que el silencio, palabras que no te parezcan mejores que el silencio sacalas, suprimilas", claro a mí se me va la mano -a veces- porque saco todo, me quedan dos o tres palabras sin publicar; esa fue una lección que aprendí de Rulfo y que no olvidé nunca -Onetti después la complementó- ese valor inmenso del silencio y el desafío que implica, entonces hay que saber callarse, los escritores tenemos que saber callarnos, cuando creo que he dicho una cosa de una manera redondita y que está bien y expresa lo que quiero, como lo que dije de Rulfo: "había escrito poco en cantidad, pero lo había escrito de tal modo, con tanta intensidad y con tan alta perfección que eso era como alguien que hace el amor de hondísima manera y después se queda dormido" eso no hay que palabrearlo, creo que la vida no hay que palabrearla. Muchas veces recibo libros que están muy bien hechos, bien armados, pero están muy palabreados, a mí me gusta que la vida viva, no una vida palabreada.

MC.- Trataré hacer otra cita textual del tercer volumen de Memoria del fuego (El siglo del viento, 1986) en La casa de Neruda describe el funeral emboscado por "militares erizados de ametralladoras". Hasta el año pasado el copyright de Neruda se invertía en la empresa del principal asesor de Pinochet. ¿El mundo patas arribas?

EG.- Lo que sé sobre la Fundación Neruda es lo que tú escribiste, lo que he leído en tus artículos y entrevistas que publicamos también en Brecha, si mal no recuerdo; me parece, como a ti, un escándalo, eso suele ocurrir con el género humano, o con una parte de él, una traición a la memoria de los que ya no están y no pueden defenderse, no sólo con Neruda, ha ocurrido con muchos más.

MC.- Usted es un interlocutor de la palabra indígena, por ejemplo en: Las venas abiertas de América Latina, Memoria del fuego y Espejos. En Chile se aplican Leyes Antiterroristas en contra de la comunidad mapuche (único país de la región con semejante marco legislativo). ¿Cómo entender el prefijo Terrorista impuesto a los mapuches?

EG.- A muchos nos parece un escándalo que se siga aplicando la Ley Antiterrorista a las víctimas del terror de Estado y a las víctimas del terror del gran capital -el gran terrorista del mundo, el que está acabando con el planeta- los atentados más feroces contra la gente y contra el mundo los cometen los que después son recompensados y en cambio se consideran terroristas a sus víctimas. El "zapatista de Irak" -Muntadar al-Zaidi- yo lo llamo así, lo condenaron a 3 años de cárcel y en cambio Bush es el terrorista de Estado que más gente asesinó en los últimos años, es un "serial killer" y está de lo más feliz en su casa de Texas …

MC.- Leí que Bush impartió tranquilamente una "conferencia" en Canadá …

EG.- Sí, además está riéndose todo el tiempo y duerme a pata suelta como la gente que no tiene conciencia, mi mamá me decía cuando yo era chiquito: "tenés que portarte bien, porque tenemos conciencia y la conciencia no te va a dejar dormir si sos malo, si hacés cosas malas" ¡ah bueno mamá! -le decía yo- con el paso del tiempo -pobrecita mamá- advertí hasta qué punto ella era una ignorante de la vida, porque los que no tienen conciencia son los que mejor duermen, a los que nos cuesta dormir es a los que tenemos conciencia, la gente que tiene conciencia, es la atormentada por la angustia y a veces eso te conduce a la muerte, como el caso de algunos desesperados que han terminando suicidándose; pero los grandes asesinos de la humanidad duermen a pata suelta -aunque sea verano y haya mosquitos- no tienen el menor problema, la conciencia es un músculo que se da poco, así que no tienen ningún problema de seguir actuando como actúan los grandes terroristas del mundo, por ejemplo: los terroristas fueron los invasores de Irak, no los invadidos -encabezados por este gran cacique del terrorismo que es Bush-, me gustaría saber si el Tribunal Penal Internacional de La Haya va a comenzar a existir en serio y de verdad y va a citar a este señor culpable de una incontable cantidad de muertes, lo "incontable" es un signo -como el hecho de la aplicación de la Ley Antiterrorista contra los mapuches- de que el racismo no ha sido vencido en el planeta, para nada, este mundo sigue siendo racista, yo saludo la victoria de Obama, como una victoria contra la discriminación racial en los Estados Unidos, pero en la escala internacional global el racismo sigue en pie ¿por qué? Porque hay ciudadanos de primera, de segunda, de tercera y de cuarta y por lo mismo hay muertos de primera, de segunda, de tercera y de cuarta, cuando tú lees las noticias en los diarios están las cifras exactas de los invasores norteamericanos muertos en Irak, pero de los invadidos, nada -ni sombra- las cifras son de lo más locas: 100 mil, 200 mil, medio millón, un millón, nadie sabe ¿por qué? Porque son muertos de cuarta y los otros son muertos de primera, lo mismo con esta absurda aplicación de la Ley Antiterrorista contra las víctimas del terror de Estado en Chile, cuando los mapuches son las principales víctimas del terror de Estado, no de ahora, llevan cinco siglos, más de cinco siglos siendo víctimas del terror de Estado, desde que América descubrió el capitalismo gracias a la gentileza de Colón.

MC.- En la página web de Siglo XXI leí el censo de las traducciones de sus libros al: inglés, holandés, alemán, checo, japonés, noruego, griego, italiano, portugués, sueco, ruso, rumano, hebreo, chino, coreano y Braille ¿Le han propuesto traducir algún libro o relato a cualquiera de nuestras lenguas indígenas?

EG.- No, creo que no.

MC.- ¿A cuál de nuestras lenguas indígenas le gustaría ser traducido?

EG.- La guaraní es la que más me gusta.

MC.- ¿Por la cercanía?

EG.- Por la cercanía, el Uruguay tuvo una influencia guaraní enorme, a pesar de que oficialmente no se reconoce; además por la belleza del idioma, es una lengua muy hermosa, musical y poética. Justamente ahora que hablábamos de los mosquitos, los guaranís llaman a los mosquitos "uñas del diablo" (risas); es un rarísimo caso en que una lengua de los vencidos que se convierte en lengua de los vencedores, el guaraní porfiadamente sobrevive a tal punto que llega a ser punto de los vencedores. En el Paraguay a la hora de la verdad -que es la hora del humor y del amor- los paraguayos hablan guaraní, no español; ahora el guaraní tiene categoría de lengua oficial -estuvo prohibido- los paraguayos hablan castellano y en un país todavía racista les cuesta bastante reconocer esa tradición indígena indudable se manifiesta todos los días por la boca, a la hora de hablar y decir las cosas que verdaderamente importan. En la selva del Alto Paraná me dieron ganas de llorar, durante una de mis travesías por ahí, andaba con un camionero muy nervioso, decía que el espacio que atravesaríamos estaba lleno de indios y que nos iban a matar: -"vamos a pasar lo más rápido que podamos, en Asunción están terminando de hacer un zoológico para encerrar a los indios" ¡ah -le respondí-, no me diga! ¿así que los van a encerrar ahí? kilómetros más adelante subieron dos amigos del camionero, blancoides como él, me saludaron, estuvieron hablando conmigo en castellano, yo no les decía nada, y después se pusieron a hablar entre ellos -los tres- y por supuesto hablaban en guaraní; hablaban la lengua de "esos" indios a los que querían enviar al zoológico, sin darse cuenta que la lengua es mucho más que la lengua, cuando uno habla y usa palabras de una lengua indígena está expresando toda una cultura y toda una memoria histórica larguísima, cada lengua es un tesoro de la humanidad y por eso deberíamos llorar cuando muere una lengua y se mueren a un ritmo de más de un día. En otros países las lenguas indígenas han sobrevivido gracias a que han sobrevivido -milagrosamente y contra toda evidencia- los indígenas a cinco siglos de persecución y desprecio; son los indígenas quienes mantienen viva la memoria de su lengua y la memoria de sus mejores tradiciones: la comunión con la naturaleza.

MC.- Dos últimas preguntas, llama la atención que en El fútbol a sol y sombra (1995) haga un remate en cada Mundial FIFA de 1962 a 1998 con la cita: "Fuentes bien informadas de Miami anunciaban la inminente caída de Fidel Castro", en 2006 adhirió al manifiesto: La soberanía de Cuba debe ser respetada". ¿Qué reflexiones tenés de la nueva realidad cubana?

EG.- Es verdad, el libro presenta cada Copa del Mundo como un noticiario, daba cuenta de lo que ocurría para que el lector situara el contexto y se diera una idea que los partidos de fútbol no se disputaban en los campos de Júpiter o Marte, sino en la tierra; entonces está agregada esa frase que citás en cada uno de los textos porque siempre me resultaba muy revelador que ocurriera eso: que en Miami anunciaban que la caída de Fidel era cosa de minutos y él seguía tan campante. En 2006, con la renuncia de Fidel, yo firmé ese manifiesto en defensa de la autodeterminación de Cuba, parecía que el sueño de Bush y otros 10 presidentes norteamericanos poder ir a desayunar a La Habana sin cuchillo ni tenedor, ponerse la servilleta al cuello, había que defender a Cuba, Cuba es muy defendible, por todo lo que la Revolución hizo, todo lo que la Revolución encarnó y encarna todavía como símbolo de dignidad en América Latina, no ha habido ningún país más solidario que Cuba -en proporción a su población, a su fuerza y riqueza- nadie ha sido más generoso que Cuba, esos valores deben ser defendidos y sostenidos. Al mismo tiempo, sigo aplicando el consejo de Rosa Luxemburgo cuando decía "El acto más revolucionario es decir lo que uno piensa" entonces yo no me cayó mis discrepancias con Cuba pensando que estoy haciéndole "un servicio al imperialismo" como algunos creen cada que alguien critica lo que hace un gobierno que uno admira y quiere, como si la política fuera religión, como si la adhesión política implicara fanatismo religioso.

http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=217

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Embajador Roy Chaderton rechaza en la OEA agresión israelí en Gaza

15 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Este miércoles el embajador venezolano Roy Chaderton Matos, representante permanente de la República Bolivariana de Venezuela ante la Organización de Estados Americanos (OEA), ofreció su dircurso en rechazo a la ofensiva israelí que pesa actualmente sobre el pueblo palestino y ante el evidente genocidio que ha enlutado a miles de familias en el Medio Oriente.

Durante la sesión ordinaria del Consejo Permanente de la OEA, el embajador Chaderton se refirió a la llamada ''Enmienda a la Ley del Talión y solidaridad con el pueblo palestino'', en la cual destacó la posición firme del Gobierno de Venezuela sobre la inconformidad manifiesta por la agresión e hizo un llamado al cese de la violencia en la Franja de Gaza.

A continuación el discurso completo:

"El silencio cómplice y la actitud pusilánime de la comunidad internacional fueron factores facilitadores del genocidio contra el pueblo judío en vísperas de la Segunda Guerra Mundial y durante su transcurso.

Una visión de la historia desde siglos atrás hasta hoy demuestra que el antisemitismo es fundamentalmente un fenómeno de sociedades cristianas. Aunque son innegables las raíces judías del cristianismo, esta perversión se ha manifestado en recurrentes episodios cíclicos en el mundo cristiano.

Sin ir más lejos, podríamos identificar como etapas de fanatismo religioso y persecución de infieles, aquí hablamos de otras religiones, a las cruzadas, que fueron un asalto sobre la cultura, los bienes y los territorios musulmanes, pasando mucho más adelante por la inquisición y la caza de herejes, la diáspora judía a partir de 1492, desde España, en el Siglo XX el holocausto generado bajo el silencio cuando no la acción cómplice de católicos y protestantes alemanes comprometidos con las hordas del cristiano Adolfo Hitler, así como la delación de judíos por parte de algunos católicos polacos antes de su propio exterminio por los nazis; contraste, por cierto, con el sacrificio del Padre Kolbe, quien entregó su vida para salvar la de un judío en Auschwitz.

No olvidemos los pogramas estimulados por el ex seminarista ortodoxo georgiano Joseph Stalin, la explosión del Macartismo y su cacería de brujas, la prohibición de admisión de judíos en los más exclusivos clubes de ricos protestantes en los Estados Unidos en los años 40 y 50 y el asesinato de activistas judíos pro-derechos civiles en el sur de este país en los años 60, que configuran un cuadro cultural y religioso siniestro que rechazamos quienes aspiramos a dar testimonio de nuestro compromiso con los más altos valores cristianos.

Por el contrario, la historia demuestra también que en general la actitud de los musulmanes ha sido de tolerancia, convivencia y protección del pueblo judío, particularmente en los momentos más difíciles. Por eso pudieron establecerse entre las comunidades musulmanas en Marruecos, Argelia, Turquía, Irán, Irak y Yemen entre otros. También hubo sociedades cristianas que les tendieron la mano, como Holanda que les abrió sus puertas en los Siglos XV y XVI, de donde pasaron a Aruba, Bonaire y Curazao y de allí a Venezuela, donde también fueron bienvenidos como nuestros ciudadanos. Igual ocurrió en Tesalónica, Grecia y en los Balcanes en general. Recordemos, por otra parte, la valiente y solidaria actitud del Rey Mohamed V de Marruecos, quien recibió y protegió a los judíos perseguidos y acosados por el III Reich.

Volvemos ahora al presente para expresar el horror y el dolor que siente el Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela, junto con su pueblo, ante la crisis humanitaria que estamos presenciando en Gaza, inermes y con nuestras manos atadas, junto a la gran mayoría de la comunidad internacional. Primero fue un getto, luego un campo de concentración y de seguidas un campo de exterminio, hablo de Gaza, ante los ojos de un mundo que observa atónito como una arrogante y mediocre élite militarista, en vísperas de las elecciones generales en Israel, no entiende sino el lenguaje de la violencia y se dedica a la matanza de inocentes con la excusa de estar castigando culpables.

En el Medio Oriente el Gobierno de Israel ha introducido una enmienda a la Ley del Talión, considerada ya bárbara desde hace siglos. Ya no es ojo por ojo y diente por diente; ahora es: tú matas uno de los míos y yo mato quinientos de los tuyos; tú matas uno de mis niños y yo te bombardeo una escuela; tú matas uno de mis ancianos y yo acribillo a los refugiados protegidos por las Naciones Unidas; tú me mandas cohetes artesanales y yo te respondo con misiles teleguiados, con F-16, con cañoneras, con tanques y con tropas invasoras.

Este genocidio no contará con el silencio del Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela. Por eso, el Presidente Hugo Chávez Frías decidió medidas diplomáticas radicales destinadas a llamar la atención de la humanidad sobre esta tragedia e impedir que cómplices o timoratos la oculten o banalicen. ¡Jamás el silencio!

Un muerto, un hogar destruido, un barrio arrasado, en uno u otro lado de este interminable y absurdo conflicto, nos obliga en este foro continental a hacer escuchar nuestra voz de preocupación.

La adicción a la guerra, tan esparcida últimamente, está contribuyendo a la multiplicación de los conflictos y al ensoberbecimiento de quienes creen que la solución está en sus músculos y no en sus cerebros y almas.

La invasión al Líbano en 1982 produjo el nacimiento de Hizbollah. La represión de la Intifada a partir de 1987 dio lugar al nacimiento de la organización Hamas. Estos antecedentes deberían ser educativos para quienes creen que el uso de la fuerza soluciona los conflictos. Por eso nuestra solidaridad con el pueblo palestino.

El terrorismo individual, colectivo o de Estado, exige la condena de la comunidad internacional. No hay justificación posible cuando cae muerto un inocente de uno u otro lado de los conflictos, pero ocurre que como no es una guerra convencional, al terrorismo no se le derrota sin atacar sus causas.

Antecedentes históricos recientes nos muestran de cómo en algunas ocasiones "el terrorista" de ayer se pudo convertir en el héroe nacional de hoy. Recuerdo las imágenes horrorosas en noticieros, diarios y filmes que la propaganda occidental daba de los Mau-Mau. Pasados los años, el Reino Unido reconoció la independencia de Kenia y el líder Mau-Mau Jomo Kenyatta, acusado de terrorista, terminó como Jefe de Estado de su país, con el reconocimiento de la comunidad internacional.

Los miembros del Frente de Liberación Nacional de Argelia que luchaban por la liberación de su país también fueron acusados de terroristas, hasta que fueron suscritos los Acuerdos de Evian que pusieron fin a la sangrienta guerra entre argelinos y franceses y selló la independencia de Argelia. Pero de esa historia no podemos olvidar la gigantesca figura física, intelectual y espiritual de un estadista como pocos, el General Charles De Gaulle, cuya sabiduría construyó con la también sabia resistencia argelina una paz que parecía imposible.

El Ejército Republicano Irlandés, también calificado de terrorista, recibió durante muchos años el apoyo económico y moral de la comunidad católica irlandesa de los Estados Unidos. Gran disgusto causó en el Nº 10 de Downing Street en Londres cuando el Presidente Bill Clinton recibió a Gerry Adams, uno de los líderes históricos de este movimiento católico militar. Sin embargo, no mucho tiempo después se suscribió la paz con una intervención muy especial del Senador George Mitchell de los Estados Unidos y hoy vemos como la figura del Reverendo Ian Paisley conocido antes como un monstruo de la ultra derecha protestante y el Señor Martin McGuinness, calificado de terrorista implacable y ex jefe del ala militar del Ejercito Republicano Irlandés co-gobiernan Irlanda del Norte.

Terroristas también llamaban los dirigentes de la minoría blanca en Suráfrica y sus aliados internacionales a los miembros del clandestino Congreso Nacional Africano, antes de la reconciliación en ese país y la liberación del "terrorista" Nelson Mandela, probablemente la más reconocida personalidad histórica viviente.

Los impresionantes éxitos anteriores en procura de la paz y la reconciliación fueron logrados por la firmeza de líderes iluminados que renunciaron a la solución militar y al propósito de destruir a la otra parte.

Si retrocedemos a los años 40 en Palestina o Israel, encontramos algunos personajes israelitas acusados en su momento de terroristas, entre ellos Menachem Begin, líder de la organización Irgun, responsable de la voladura del Hotel Rey David en Jerusalén en 1946 y del asesinato del Conde Folke Bernardotte, Mediador de las Naciones Unidas para Palestina, quien abogó por los derechos de los palestinos. Menachem Begin, muchos años después, fue el Primer Ministro israelita quién suscribió, en presencia del Presidente Jimmy Carter, los Acuerdos de Camp David junto con el Presidente egipcio Anwar El Sadat, quien pagó con su vida su compromiso con la paz.

A lo largo de la historia, Dios ha dado al pueblo judío, privilegiador de la educación, la cosecha de muchos hombres y mujeres de condiciones relevantes. Para mencionar unos pocos históricos o sobresalientes, entre decenas de miles, escojamos de inmediata memoria a Maimonides, Carlos Marx, Rosa Luxemburgo, León Trostky, Irving Berlin, Hannah Arendt, Bob Dylan, Norman Mailer, Ariel Dorfman, Joseph Stiglitz, Frida Kahlo y el intelectual internacionalmente más reconocido hoy, Noam Chomsky.

Habría que pedirle a Dios que también le dé estadistas al pueblo de Israel y que no sean asesinados como en el caso de Yitzhak Rabin, quien también cayó ante un fanático religioso por haber procurado la paz con nuestros hermanos palestinos. Y al pensar en Palestina quiero exaltar la figura de Jasser Arafat, el líder histórico de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), estigmatizado ayer como "terrorista" y hoy, ya fallecido, héroe palestino y de todo el pueblo árabe.

Son antecedentes para la reflexión y para rescatar el valor de la diplomacia frente a la barbarie anti-palestina de la élite militarista que controla al Estado de Israel.

Ya es la hora de que los diplomáticos y los políticos sustituyamos a los violentos y digamos, ¡si podemos!. Se pudo muchos años atrás, antes de 1492 cuando convivieron musulmanes, judíos y cristianos en España, también llamada Al Ándaluz o Sefarad antes de que el obscurantismo se apropiase de la cultura cristiana de la época. Sí pudieron los negros y blancos cristianos, los musulmanes y judíos, que marcharon juntos en los años 60 por los derechos civiles en los Estados Unidos diciendo a coro junto a Martin Luther King "yo tengo un sueño". Sí pudieron los blancos y negros en Suráfrica con Nelson Mandela a la cabeza.

Sí podrán los judíos críticos que en América Latina, en Europa, en Norteamérica y en Israel comienzan a protestar y a rebelarse contra quienes matan en su nombre.
Sí podrá Palestina ser libre, democrática e independiente.

Muchas Gracias, Señor Presidente".

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/40417-NN/embajador-roy-chaderton-rechaza-en-la-oea-agresion-israeli-en-gaza/