Mostrando postagens com marcador Historia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Historia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de junho de 2013

ÁFRICA Y LOS AFRICANOS EN EL ESPEJO DE LOS DEMÁS



21 junio 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://www.alainet.org

Generalmente suelen prevalecer dos enfoques opuestos, casi dogmáticos, en el análisis de las realidades africanas, que son el afropesimismo crónico y el afrooptimismo de complacencia. Es preciso apartarse de estos paradigmas para caminar hacia el afrorrealismo o la afroresponsabilidad, consistente en explicar aquellas realidades, no a partir de sus efectos, sino de sus causas históricas y actuales, estructurales y coyunturales, externas e internas, al margen de las simplificaciones abusivas y fáciles.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CPLP/Língua deve ser factor de união para se impor na arena internacional

Luanda, 21 julho 2010 (Angola Press) - O presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, o moçambicano Lourenço do Rosário, defendeu nesta terça-feira, em Luanda, que a língua dever ser um factor de união para levar a CPLP a se impor no contexto das nações, nas diversas organizações mundiais do sistema da ONU e das instituições continentais.

Em declarações prestadas à Angop, sobre os desafios futuros da CPLP, o também docente moçambicano realçou ser necessário também elevar-se o desenvolvimento espiritual dos povos em termos de auto-estima, identificando-se com as respectivas regiões onde se encontram, mas sabendo que pertencem a outra comunidade maior e mais dispersa pelo mundo.

Na sua óptica, a CPLP deve marcar a diferença como comunidade de integração com história e culturas comuns muito concretas.

“Muitas vezes cria-se uma espécie de desilusão porque a comunidade tem fraquezas, não respondendo às aspirações dos povos dos respectivos países. Esquecemo-nos de que cada um dos Estados que a compõem está já integrado nas referidas regiões, e é nessas que devem procurar o desenvolvimento económico”, sustentou.

Defendeu, a título de exemplo, que Timor-Leste não deva ter apenas uma grande cooperação financeira, comercial ou económica com Portugal ou com o Brasil, mas talvez dar a Timor o peso específico de pertencer a essa comunidade.

“Quem fala em Timor fala de outros países como São Tomé, Guiné-Bissau ou Cabo Verde, dos mais pequenos, porque os restantes já estão inseridos em regiões económicas muito fortes”, enfatizou.

Lourenço do Rosário considerou, na mesma senda, ser necessário a imposição e consolidação da sociedade civil da CPLP e que possam intercalar criando opinião. “Angolanos, moçambicanos portugueses, brasileiros devem procurar objectivos comuns em termos dos direitos humanos, saúde, educação entre outros aspectos”, advogou.
Outro aspecto que o docente disse identificou como objectivo comum da comunidade e que deve ser consolidado é a livre circulação.

Em seu entender, a destruição de barreiras nas regiões, como a SADC, UE, Mercosul, já é uma conquista e os dirigentes da CPLP deviam encontrar soluções para que os povos de língua portuguesa possam circular entre os seus países de uma forma completamente livre, até porque já não existem grandes perigos de migração.

O presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa está em Angola para participar dos trabalhos que antecedem a VIII Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que acontece nesta sexta-feira, 23.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Portugal/“REVISÃO INACEITÁVEL DA HISTÓRIA”

8 junho 2010/Esquerda.Net http://www.esquerda.net

Deputado bloquista critica comemoração da República em Aveiro que envolve desfile de crianças envergando a farda da extinta Mocidade Portuguesa e fazendo a saudação fascista.

O deputado Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, criticou a evocação da Mocidade Portuguesa numa cerimónia comemorativa do Centenário da República, prevista para ocorrer em Aveiro, considerando-a “uma revisão inaceitável da História”.

O evento está previsto para esta quarta-feira em praças e ruas de Aveiro, e faz parte das comemorações do centenário da República em Portugal. Mais de 1200 crianças de quatro jardins-de-infância e cinco escolas do 1.º ciclo do município participam. Entre os grupos que representam instituições ou personalidades da República, algumas dezenas de crianças irão marchar com a farda da extinta Mocidade Portuguesa, organização de enquadramento da juventude que existia no regime fascista.

Segundo o Diário de Aveiro, Alcina Moura, professora e coordenadora do projecto de comemoração da efeméride argumenta que apenas um pai se manifestou contra a participação da filha com aquela idumentária (que inclui um cinto com a fivela em forma de “S”, de Salazar), mas afirma que foi um caso isolado entre os alunos e alunas de três turmas do quarto ano da escola do 1º ciclo das Barrocas escolhidas para tomar parte na parada envergando réplicas de fardas, a entoar o hino da Mocidade e de mão esticada (saudação fascista).

“Como se percebe pelas palavras do próprio director do agrupamento, o que está em causa, e cito, é um belo momento de revisão da História. Vão fazer um momento de apresentação de revisão da História portuguesa aos aveirenses e isso é algo que nos choca”, afirmou o deputado bloquista.

Soares recordou que naquele distrito “existiram muitas pessoas que lutaram contra o fascismo e contra o Estado Novo, algumas delas foram presas, outras torturadas”.

Para Pedro Filipe Soares, este processo de revisão, feito por aqueles que são acríticos da História, “é um processo completamente inaceitável”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AMÉRICA LATINA DEJA ATRÁS LA IGNORANCIA

9 septiembre 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

"La alfabetización es más, mucho más que leer y escribir. Es la habilidad de leer el mundo, es la habilidad de continuar aprendiendo y es la llave de la puerta del conocimiento", afirma el pedagogo brasileño Paulo Freire.

Por: Mariela Pérez Valenzuela

En una escalada sin precedente en la historia de la Educación, América Latina comienza a alejarse de la ignorancia que dominó el panorama de esa región durante siglos, con la aniquilación del analfabetismo en cinco países y la ejecución de programas con igual fin en otros.

Ecuador se convertirá este martes, según anunciaron sus autoridades gubernamentales, en el quinto país del área e igual número de miembros de la Alianza Bolivariana para los pueblos de América (ALBA) en ser declarado libre de analfabetismo, tras disminuir la cifra de iletrados hasta un 2,7 por ciento, inferior al cuatro por ciento exigido por la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) para obtener tal condición.

Son casi un millón de ecuatorianos los que durante meses se sentaron en un aula, por primera vez, para identificar las letras del abecedario, aprender a escribir su nombre, sus pensamientos, sus opiniones.

Para la oligarquía latinoamericana es fundamental mantener a los pueblos sumidos en la ignorancia, pues así resultan incapaces de pensar por si mismos y de comprender la necesidad de los cambios estructurales en una región que hasta hace apenas una década atrás vivía sumida en males de siglos, heredados primero de la colonización española y luego de las políticas de Estados Unidos y sus seguidores.

Con la asunción de gobiernos de corte progresista y de izquierda, empeñados en transformar la calidad de vida de sus ciudadanos, uno de los primeros programas sociales puestos en marcha fueron las Campañas de Alfabetización, apoyadas por la experiencia de Cuba en la materia, pues fue el primer país en dejar atrás ese flagelo en 1961.

El gobierno y pueblo cubanos, con su ejemplar solidaridad, ha puesto a disposición de las naciones que así lo han solicitado a sus asesores y profesores, quienes han sido de valiosa ayuda pues han llegado hasta los lugares más recónditos de América Latina para sacar de la ignorancia a sus habitantes de menos recursos.

Asimismo, en las Campañas fue utilizado el reconocido método de alfabetización Yo sí Puedo, creado por una experimentada profesora, mediante el cual incluso se puede alfabetizar en lenguas autóctonas.

EL ALBA: DETONANTE CONTRA LA IGNORANCIA
Millones de personas iletradas se abren paso al conocimiento gracias al ALBA, cuyos nueve Estados miembros tienen entre sus prioridades acabar con el analfabetismo en sus territorios para el 2010, y colaborar en ese propósito con otras naciones del área.

En Ecuador no se realizó una tradicional campaña de alfabetización, sino que el proceso de enseñar a leer y a escribir a varios miles de sus ciudadanos se efectuó mediante el Programa de Educación Básica para Jóvenes y Adultos ''Manuela Sáenz'' e iniciativas locales.

El citado Programa se propuso como primer objetivo reducir el analfabetismo, según las exigencias de la ONU, en agosto pasado, apenas dos años después de que el presidente Rafael Correa asumiera el cargo por primera vez.

Tras alcanzar esta meta, que libera oficialmente a los ecuatorianos del analfabetismo, el gobierno de Correa continuará en el empeño de incorporar a las aulas a aquellas personas que, por diversas razones no pudieron hacerlo en esta etapa, hasta reducir la cifra a cero.

El proyecto educacional ''Manuela Sáenz'', también basado en el método cubano, está diseñado para individuos con características específicas; de ahí que conste de varios sub-programas, entre otros, los que permiten alfabetizar a indígenas en sus lenguas ancestrales pues desconocen el Español, individuos privados de libertad, personas con capacidades especiales, y los que viven en zonas de frontera.

Al igual que en Cuba, Venezuela, Bolivia y Nicaragua, la alfabetización en Ecuador es solo un primer paso victorioso contra la ignorancia en que estuvo sumido la población más pobre, pues es interés de sus dirigentes mantener a los nuevos estudiantes en las aulas para que alcancen niveles superiores de enseñanza.

NICARAGUA TAMBIÉN DIJO ADIÓS A LA IGNORANCIA
En los últimos días Nicaragua también fue declarada libre de analfabetismo, tras reducir el índice de iletrados al 3,56 por ciento, también una cifra avalada por la UNESCO.

Sólo otras tres naciones del área ostentan esa condición: Cuba (1961), que logró tan difícil meta dos años después del triunfo de la Revolución cuando más de un millón de personas aprendieron a leer y a escribir; Venezuela (2005) y Bolivia (2008).

En Venezuela y Bolivia hubo un gran movimiento de masas que apoyó las respectivas Campañas hasta en los lugares más recónditos, con la asesoría cubana y el método de aprendizaje Yo, sí Puedo.

El presidente nicaragüense, Daniel Ortega, retomó la campaña de alfabetización iniciada cuando triunfó la Revolución Sandinista en la década de los 80 y ese país centroamericano, miembro del ALBA, tenía un índice de iletrados de 53 %, el cual fue disminuido hasta un 12 por ciento.

Luego, durante 16 años de gobierno neoliberal, la educación sufrió un retroceso, pues dejó de ser una prioridad para los gobernantes. En ese tiempo, el porcentaje de analfabetos se elevó de nuevo al 30% de la población.

En la ceremonia donde se declaró a la tierra de Augusto Sandino libre de analfabetismo, hace apenas unos días, Ortega señaló que ''la gran meta que tenemos es que Nicaragua pueda sentirse orgullosa cuando llegue al bicentenario de su independencia, en el 2021, sin analfabetos y con un nivel mínimo de bachillerato en su ciudadanía''

El presidente centroamericano exhortó al Ministro de Educación a alfabetizar a los nicas en el conocimiento de la Constitución Nacional - cuyos artículos son desconocidos para la mayoría de la ciudadanía- ''porque así, precisó, podrán defender sus derechos. Mientras mas se aprenda mas libre serán los hombres y mujeres, puntualizó el ex líder guerrillero.

Autoridades nicaragúenses reiteraron que en lo adelante continuará profundizándose el proceso de educación. La meta es mantener este año en las aulas a 300 mil personas recién alfabetizadas.

El objetivo es que para el 2015 la población que fue iletrada hasta hace unos días tenga vencido el nivel de sexto grado.

En Honduras, otro país centroamericano miembro del ALBA, el gobierno del presidente constitucional Manuel Zelaya, quien fue víctima de un golpe de Estado el pasado 28 de junio, se había propuesto declarar a ese territorio libre de analfabetismo en enero del 2010, cuando concluía oficialmente su mandato. En Honduras, antes de que comenzara la campaña de alfabetización, con el método Yo sí Puedo, existían más de un millón 300 mil analfabetos, en una población de más de siete millones y medio de habitantes.

El interés de los gobiernos y de las personas por estudiar, una posibilidad vedada para millones de latinoamericanos una década atrás, abre nuevos caminos en diversas ramas del conocimiento y en la formación de los obreros, técnicos y profesionales que necesita la región.

El analfabetismo va quedando atrás en las tierras latinoamericanas. Son varias las naciones, como México, Paraguay y República Dominicana, que sin pertenecer al ALBA, se han acogido al modelo cubano de alfabetización con resultados alentadores.

Este es uno de los logros sociales mas importantes alcanzados a partir de la creación del ALBA, en diciembre del 2004, cuando Cuba y Venezuela dejaron constituido ese bloque regional.

Cada país que se declara libre de ese mal embrutecedor es una nueva victoria en la definitiva liberación de los pueblos latinoamericanos.

Lea también
Los medios y el fracaso de la manifestación mundial contra Chávez
Cholusat sur: Honduras se levanta
EE.UU. invade y ocupa Pakistán

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

IMPERIALISMO, GEOPOLÍTICA Y URUGUAY

1 septiembre 2009TeleSUR http://www.telesurtv.net

Por: Julio A. Louis

Las grandes potencias han usado o pretendido usar a Uruguay. Como país debemos aprender del rol integrador, que le compete a un Estado pequeño situado entre poderosos. La nueva relación argentino-brasileña fue la base de la conversión del Mercosur en un proyecto político-estratégico. Y por consiguiente, fue recibida con disgusto por los estrategas del imperialismo.

La República y otros medios han informado que papeles oficiales de la Casa Blanca desclasificados el 17 de agosto confirman lo denunciado por las fuerzas democráticas. Nixon reveló al primer ministro británico Heath que su gobierno y el de Garrastazú Médici intervinieron en Uruguay con diversas operaciones. Además ambos gobiernos trabajaron para derrocar a Allende, pues ''deben intentar y prevenir nuevos Allendes y Castros''. A confesión de parte relevo de prueba.

Por si alguna perla faltara en el collar, el general brasileño De Paula confesó que el presidente colorado Pacheco le solicitó ''ayuda'' a Brasil en 1971. En fin, se constata que el IV Ejército brasileño, con sede en Río Grande, permaneció en la frontera esperando la orden de invadir Uruguay de haber triunfado el Frente Amplio.

Es la confirmación explícita de que la sucesión de golpes de Estado y actividades represivas preparatorias bajo la Doctrina de la Seguridad Nacional ¬el primero de los cuales se produce en Brasil ( 1964), seguido de otros en los países del Cono Sur¬ fueron orquestados por EEUU y los fascistas brasileños. Es la confirmación del rol antinacional que algunos civiles y los militares cumplieron (salvo excepciones): ser títeres del imperialismo y asesinos de sus pueblos.

A la luz de esta documentación es preciso que, trascendiendo la inmediatez de la campaña electoral, se reflexione sobre cuestiones medulares de orden geopolítico.

Hans W. Weigert (''Geopolítica, generales y geógrafos'') define a la geopolítica como ''geografía política aplicada a la política del poder nacional y a su estrategia de hecho en la paz y en la guerra''. Vivian Trías (''Imperialismo y geopolítica en América Latina'') agrega: ''La geopolítica [...] estudia la influencia de los factores geográficos en la vida y evolución de los Estados. Y, lo que es singularmente importante, los estudia con el fin de extraer conclusiones capaces de orientar la política de los mismos.''

En el artículo ''La condición de Estado tapón'' se ha reflexionado acerca de la importancia geopolítica de la creación de Uruguay para América del Sur y especialmente para el Cono Sur. Pero hay otro aspecto aún de mayor gravitación para estos: la relación entre Argentina y Brasil.

El profesor Nicholas J. Spykman (''Estados Unidos frente al mundo'', 1942) sostiene que EEUU hereda de Gran Bretaña la política de equilibrio de poderes. Durante el siglo XIX, especialmente después de la derrota de Napoleón (1815), Gran Bretaña equilibra los poderes de los estados europeos, lo que asegura su propio liderazgo gracias al dominio de los mares. En América, Spykman propone la integración liderada por EEUU, venciendo las resistencias latinoamericanas, lo que EEUU intentaba desde la creación de la Unión Panamericana (1889). Pero para lograrlo en América del Sur, estima vital mantener enfrentados a Argentina y Brasil, pues su entendimiento resulta clave para la integración antiimperialista y nacionalista.

Más allá de otras valoraciones sobre los gobiernos de Lula y de Kirchner-Fernández, no cabe dudas que han intentado una relación de cooperación en pos de la integración, sin que de todos modos hayan querido o podido superar las disputas entre sus burguesías dominantes. Y esa relación fue mal vista por el gobierno de Batlle y no la ha valorado este gobierno. Incluso, previo a la asunción del gobierno de Vázquez, el futuro ministro Astori hizo cuestionamientos al Mercosur, señalando la inconveniencia del surgimiento de su Parlamento.

Como país debemos aprender del rol integrador, que le compete a un Estado pequeño situado entre poderosos. Bélgica ¬el ''tapón'' europeo creado a nuestra semejanza¬ ha zafado del rol de sus creadores para convertirse en artífice de la Unión Europea y Bruselas es su capital. Filadelfia, primera capital de EEUU, pertenece al estado central de Pennsylvania, articulador entre los estados del norte y del sur para permitir el nacimiento de EEUU.

La nueva relación argentino-brasileña fue la base de la conversión del Mercosur en un proyecto político-estratégico. Y por consiguiente, fue recibida con disgusto por los estrategas del imperialismo. El comandante James Hill, jefe del Comando Sur, informó al Comité de las FFAA de la Cámara de Representantes de EEUU (24-3-2004) que la seguridad hemisférica exige combatir al ''populismo radical'', expresado por el Consenso de Buenos Aires, firmado por Lula y Kirchner. Y ello, obsérvese el desparpajo, ''porque prioriza los intereses de los países pobres frente a las obligaciones económicas y democráticas internacionales de esos estados.''

La Historia es una fuente de enseñanzas y los gobernantes deberían conocerla. Las grandes potencias han usado o pretendido usar a Uruguay. La izquierda uruguaya se debe a sí misma una profundización de la temática histórica y geopolítica para extraer conclusiones.

* Analista de asuntos políticos.
http://www.larepublica.com.uy

terça-feira, 11 de agosto de 2009

LAS BASES YANQUIS Y LA SOBERANÍA LATINOAMERICANA

Agencia Bolivariana de Notícias (ABN) http://www.abn.info.ve

La Habana, 10 agosto 2009 (ABN) (Fidel Castro) - El concepto de nación surgió de la suma de elementos comunes como la historia, lenguaje, cultura, costumbres, leyes, instituciones y otros elementos relacionados con la vida material y espiritual de las comunidades humanas.

Los pueblos de la América, por cuya libertad Bolívar realizó las grandes hazañas que lo convirtieron en El Libertador de pueblos, fueron llamados por él a crear, como dijo: “la más grande nación del mundo, menos por su extensión y riquezas que por su libertad y gloria”.

Antonio José de Sucre libró en Ayacucho la última batalla contra el imperio que había convertido gran parte de este continente en propiedad real de la corona de España durante más de 300 años.

Es la misma América que decenas de años más tarde, y cuando ya había sido cercenada en parte por el naciente imperio yanki, Martí llamó Nuestra América.

Hay que recordar una vez más que, antes de caer en combate por la independencia de Cuba, último bastión de la colonia española en América, el 19 de mayo de 1895, horas antes de su muerte, José Martí escribió proféticamente que todo lo que había hecho y haría era “…para impedir a tiempo con la independencia de Cuba que se extiendan por las antillas Estados Unidos y caigan con esa fuerza más sobre nuestras tierras de América”.

En Estados Unidos, donde las 13 colonias recién liberadas no tardaron en extenderse desordenadamente hacia el Oeste en busca de tierra y oro, exterminando indígenas hasta que arribaron a las costas del Pacífico, competían los Estados agrícolas esclavistas del Sur con los Estados industriales del Norte que explotaban el trabajo asalariado, tratando de crear otros Estados para defender sus intereses económicos.

En 1848 arrebataron a México más del 50 por ciento de su territorio, en una guerra de conquista contra el país, militarmente débil, que los llevó a ocupar la capital e imponerle humillantes condiciones de paz. En el territorio arrebatado estaban las grandes reservas de petróleo y gas que más tarde suministrarían a Estados Unidos durante más de un siglo y lo siguen en parte suministrando.

El filibustero yanki William Walker, estimulado por “el destino manifiesto” que proclamó su país, desembarcó en Nicaragua en el año 1855 y se autoproclamó Presidente, hasta que fue expulsado por los nicaragüenses y otros patriotas centroamericanos en 1856.

Nuestro Héroe Nacional vio cómo el destino de los países latinoamericanos era destrozado por el naciente imperio de Estados Unidos.

Después de la muerte en combate de Martí se produjo la intervención militar en Cuba, cuando ya el ejército español estaba derrotado.

La Enmienda Platt, que concedía al poderoso país derecho a intervenir en la Isla, fue impuesta a Cuba.

La ocupación de Puerto Rico, que ha durado ya 111 años y hoy constituye el llamado “Estado Libre Asociado”, que no es Estado ni es libre, fue otra de las consecuencias de aquella intervención.

Las peores cosas para América Latina estaban por venir, confirmando las geniales premoniciones de Martí. Ya el creciente imperio había decidido que el canal que uniría los dos océanos sería por Panamá y no por Nicaragua. El istmo de Panamá, la Corinto soñada por Bolívar como capital de la más grande República del mundo concebida por él, sería propiedad yanki.

Aun así, las peores consecuencias estaban por venir a lo largo del Siglo XX. Con el apoyo de las oligarquías políticas nacionales, los Estados Unidos se adueñaron después de los recursos y de la economía de los países latinoamericanos; las intervenciones se multiplicaron; las fuerzas militares y policiales cayeron bajo su égida. Las empresas transnacionales yankis se apoderaron de las producciones y servicios fundamentales, los bancos, las compañías de seguros, el comercio exterior, los ferrocarriles, barcos, almacenes, los servicios eléctricos, los telefónicos y otros, en mayor o menor grado pasaron a sus manos.

Es cierto que la profundidad de la desigualdad social hizo estallar la Revolución Mexicana en la segunda década del Siglo XX, que se convirtió en fuente de inspiración para otros países. La revolución hizo avanzar a México en muchas áreas. Pero el mismo imperio que ayer devoró gran parte de su territorio, hoy devora importantes recursos naturales que le restan, la fuerza de trabajo barata y hasta lo hace derramar su propia sangre.

El TLCAN es el más brutal acuerdo económico impuesto a un país en desarrollo. En aras de la brevedad, baste señalar que el Gobierno de Estados Unidos acaba de afirmar textualmente: “En momentos en que México ha sufrido un doble golpe, no solo por la caída de su economía sino también por los efectos del virus A H1N1, probablemente queremos tener la economía más estabilizada antes de tener una larga discusión sobre nuevas negociaciones comerciales.” Por supuesto que no se dice una sola palabra de que, como consecuencia de la guerra desatada por el tráfico de drogas, en la que México emplea 36 mil soldados, casi cuatro mil mexicanos han muerto en el 2009. El fenómeno se repite en mayor o menor grado en el resto de América Latina. La droga no solo engendra problemas graves de salud, engendra la violencia que desgarra a México y a la América Latina como consecuencia del mercado insaciable de Estados Unidos, fuente inagotable de las divisas con que se fomenta la producción de cocaína y heroína, y es el país de donde se abastecen las armas que se emplean en esa feroz y no publicitada guerra.

Los que mueren desde el Río Grande hasta los confines de Suramérica son latinoamericanos. De este modo, la violencia general bate récord de muertes y las víctimas sobrepasan la cifra de 100 mil por año en América Latina, engendradas fundamentalmente por las drogas y la pobreza.

El imperio no libra la lucha contra las drogas dentro de sus fronteras; la libra en los territorios latinoamericanos.

En nuestro país no se cultivan la coca ni la amapola. Luchamos con eficiencia contra los que intentan introducir drogas en nuestro país o utilizar a Cuba como tránsito, y los índices de personas que mueren a causa de la violencia se reduce cada año. No necesitamos para ello soldados yankis. La lucha contra las drogas es un pretexto para establecer bases militares en todo el hemisferio. ¿Desde cuándo los buques de la IV Flota y los aviones modernos de combate sirven para combatir las drogas'

El verdadero objetivo es el control de los recursos económicos, el dominio de los mercados y la lucha contra los cambios sociales. ¿Qué necesidad había de restablecer esa flota, desmovilizada al final de la Segunda Guerra Mundial, hace más de 60 años, cuando ya no existe la URSS ni la guerra fría' Los argumentos utilizados para el establecimiento de siete bases aeronavales en Colombia es un insulto a la inteligencia.

La historia no perdonará a los que cometen esa deslealtad contra sus pueblos, ni tampoco a los que utilizan como pretexto el ejercicio de la soberanía para cohonestar la presencia de tropas yankis. ¿A qué soberanía se refieren' ¿La conquistada por Bolívar, Sucre, San Martín, O´Higgins, Morelos, Juárez, Tiradentes, Martí' Ninguno de ellos habría aceptado jamás tan repudiable argumento para justificar la concesión de bases militares a las Fuerzas Armadas de Estados Unidos, un imperio más dominante, más poderoso y más universal que las coronas de la península ibérica.

Si como consecuencia de tales acuerdos promovidos de forma ilegal e inconstitucional por Estados Unidos cualquier gobierno de ese país utilizara esas bases, como hicieron Reagan con la guerra sucia y Bush con la de Iraq, para provocar un conflicto armado entre dos pueblos hermanos, sería una gran tragedia. Venezuela y Colombia, nacieron juntos en la historia de América tras las batallas de Boyacá y Carabobo, bajo la dirección de Simón Bolívar. Las fuerzas yankis podrían promover una guerra sucia como hicieron en Nicaragua, incluso emplear soldados de otras nacionalidades entrenados por ellos y podrían atacar algún país, pero difícilmente el pueblo combativo, valiente y patriótico de Colombia se deje arrastrar a la guerra contra un pueblo hermano como el de Venezuela.

Se equivocan los imperialistas si subestiman igualmente a los demás pueblos de América Latina. Ninguno estará de acuerdo con las bases militares yankis, ninguno dejará de ser solidario con cualquier pueblo latinoamericano agredido por el imperialismo.

Martí admiraba extraordinariamente a Bolívar y no se equivocó cuando dijo: “Así está Bolívar en el cielo de América, vigilante y ceñudo… calzadas aún las botas de campaña, porque lo que él no dejó hecho, sin hacer está hasta hoy: porque Bolívar tiene que hacer en América todavía.”

Fidel Castro Ruz

Agosto 9 de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Honduras/MUERE EL GOLPE O MUEREN LAS CONSTITUCIONES

Cubadebate http://www.cubadebate.cu

Publicado el 10 Julio 2009 en Especiales, Reflexiones de Fidel

Los países de América Latina luchaban contra la peor crisis financiera de la historia dentro de un relativo orden institucional.
Cuando el Presidente de Estados Unidos Barack Obama, de viaje en Moscú para abordar temas vitales en materia de armas nucleares, declaraba que el único presidente constitucional de Honduras era Manuel Zelaya, en Washington la extrema derecha y los halcones maniobraban para que éste negociara el humillante perdón por las ilegalidades que le atribuyen los golpistas.
Era obvio que tal acto significaría ante los suyos y ante el mundo su desaparición de la escena política.
Está probado que cuando Zelaya anunció que regresaría el 5 de julio, estaba decidido a cumplir su promesa de compartir con su pueblo la brutal represión golpista.
Con el Presidente viajaban Miguel d´Escoto, presidente pro témpore de la Asamblea General de la ONU, y Patricia Rodas, la canciller de Honduras, así como un periodista de Telesur y otros, hasta 9 personas. Zelaya mantuvo su decisión de aterrizar. Me consta que en pleno vuelo, cuando se aproximaba a Tegucigalpa, se le informó desde tierra sobre las imágenes de Telesur, en el instante que la enorme masa que lo esperaba en el exterior del aeropuerto, estaba siendo atacada por los militares con gases lacrimógenos y fuego de fusiles automáticos.
Su reacción inmediata fue pedir altura para denunciar los hechos por Telesur y demandar a los jefes de aquella tropa que cesara la represión. Después les informó que procedería al aterrizaje. El alto mando ordenó entonces obstruir la pista. En cuestión de segundos vehículos de transporte motorizados la obstruyeron.
Tres veces pasó el Jet Falcon, a baja altura, por encima del aeropuerto. Los especialistas explican que el momento más tenso y peligroso para los pilotos es cuando naves rápidas y de poco porte, como la que conducía al Presidente, reducen la velocidad para hacer contacto con la pista. Por eso pienso que fue audaz y valiente aquel intento de regresar a Honduras.
Si deseaban juzgarlo por supuestos delitos constitucionales, ¿por qué no le permitieron aterrizar?
Zelaya sabe que estaba en juego no solo la Constitución de Honduras, sino también el derecho de los pueblos de América Latina a elegir a sus gobernantes.
Honduras es hoy no solo un país ocupado por los golpistas, sino además un país ocupado por las fuerzas armadas de Estados Unidos.
La base militar de Soto Cano, conocida también por su nombre de Palmerola, ubicada a menos de 100 kilómetros de Tegucigalpa, reactivada en 1981 bajo la administración de Ronald Reagan, fue la utilizada por el coronel Oliver North cuando dirigió la guerra sucia contra Nicaragua, y el Gobierno de Estados Unidos dirigió desde ese punto los ataques contra los revolucionarios salvadoreños y guatemaltecos que costaron decenas de miles de vidas.
Allí se encuentra la “Fuerza de Tarea Conjunta Bravo” de Estados Unidos, compuesta por elementos de las tres armas, que ocupa el 85 por ciento del área de la base. Eva Golinger divulga su papel en un artículo publicado en el sitio digital Rebelión el 2 de julio de 2009, titulado “La base militar de Estados Unidos en Honduras en el centro del golpe”. Ella explica que “la Constitución de Honduras no permite legalmente la presencia militar extranjera en el país. Un acuerdo ‘de mano’ entre Washington y Honduras autoriza la importante y estratégica presencia de los cientos de militares estadounidenses en la base, por un acuerdo ‘semi-permanente’. El acuerdo se efectuó en 1954 como parte de la ayuda militar que Estados Unidos ofrecía a Honduras… el tercer país más pobre del hemisferio.” Ella añade que “…el acuerdo que permite la presencia militar de Estados Unidos en el país centroamericano puede ser retirado sin aviso”.
Soto Cano es igualmente sede de la Academia de la Aviación de Honduras. Parte de los componentes de la fuerza de tarea militar de Estados Unidos está integrada por soldados hondureños.
¿Cuál es el objetivo de la base militar, los aviones, los helicópteros y la fuerza de tarea de Estados Unidos en Honduras? Sin duda que sirve únicamente para emplearla en Centroamérica. La lucha contra el narcotráfico no requiere de esas armas.
Si el presidente Manuel Zelaya no es reintegrado a su cargo, una ola de golpes de Estado amenaza con barrer a muchos gobiernos de América Latina, o quedarán éstos a merced de los militares de extrema derecha, educados en la doctrina de seguridad de la Escuela de las Américas, experta en torturas, la guerra psicológica y el terror. La autoridad de muchos gobiernos civiles en Centro y Suramérica quedaría debilitada. No están muy distantes aquellos tiempos tenebrosos. Los militares golpistas ni siquiera le prestarían atención a la administración civil de Estados Unidos. Puede ser muy negativo para un presidente que, como Barack Obama, desea mejorar la imagen de ese país. El Pentágono obedece formalmente al poder civil. Todavía las legiones, como en Roma, no han asumido el mando del imperio.
No sería comprensible que Zelaya admita ahora maniobras dilatorias que desgastarían las considerables fuerzas sociales que lo apoyan y solo conducen a un irreparable desgaste.
El Presidente ilegalmente derrocado no busca el poder, pero defiende un principio, y como dijo Martí: “Un principio justo desde el fondo de una cueva puede más que un ejército.”

Fidel Castro Ruz

Julio 10 de 2009
6 y 15 p.m.

URL del artículo : http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2009/07/10/muere-el-golpe-o-mueren-las-constituciones/

quarta-feira, 25 de março de 2009

Chile/'LOS MAPUCHES LLEVAN CINCO SIGLOS SIENDO VÍCTIMAS DEL TERROR DE ESTADO'

Eduardo Hughes Galeano periodista y escritor uruguayo, una de las personalidades más destacadas de la literatura latinoamericana. Sus libros han sido traducidos a varios idiomas. Sus trabajos trascienden géneros ortodoxos, combinando documental, ficción, periodismo, análisis político e historia. Galeano niega ser un historiador: "Soy un escritor que quisiera contribuir al rescate de la memoria secuestrada de toda América, pero sobre todo de América Latina, tierra despreciada y entrañable". Se clasifica como un periodista que estudia la globalización y sus efectos.

Mario Casasús

25 marzo 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

"A muchos nos parece un escándalo que se siga aplicando la Ley Antiterrorista a las víctimas del terror de Estado y a las víctimas del terror del gran capital -el gran terrorista del mundo, el que está acabando con el planeta- los atentados más feroces contra la gente y contra el mundo los cometen los que después son recompensados y en cambio se consideran terroristas a sus víctimas".

A Eduardo Galeano (Montevideo, 1940) se le ve radiante caminando por Xalapa; Hoy 26 de marzo recibirá el Doctorado Honoris Causa por la Universidad Veracruzana, junto al poeta Ernesto Cardenal. "Estoy feliz de compartir con Ernesto, sobre todo en estos momentos difíciles para él, somos viejos amigos, recuerdo que me regaló su primera escultura".

Eduardo Galeano hizo una pausa para hablar -con total libertad de extensión- sobre el zapatismo, la literatura "política", Arnaldo Orfila y el Siglo XXI, sus vocaciones fallidas (pintor, futbolista o párroco), Neruda y Rulfo, la Ley Antiterrorista contra la comunidad mapuche, en fin, nombrar el mundo patas arriba y otras palabras andantes …

MC.- En rueda de prensa habló de los desafíos del EZLN en contra de la "bobalización" dijo: "El zapatismo es un hito antiguo que deviene modernísimo" (29.02.2000). ¿Cómo siguió las hojas y rutas de las marchas zapatistas en 2001 y 2006?

EG.- Se publicaron algunas noticias en Uruguay -no muchas-, leí artículos contradictorios, unos estaban a favor del EZLN, otros no entendían muy bien al Subco; yo desde afuera no me animo a opinar sobre si estuvo bien o mal, si debía o no debía haber botado a López Obrador, por eso no puedo decirte nada; salvo que el zapatismo es un movimiento que yo sigo respetando y amando, que se desencadenó en Chiapas y que tiene raíces muy profundas y que seguramente va más allá de las peripecias políticas circunstanciales, de los episodios políticos que se van sucediendo.

MC.- El Subcomandante Marcos dijo: "la figura literaria de Hispanoamérica que más admiro es Eduardo Galeano" (Corte de caja, 2008); a su vez, usted ha reconocido una influencia inconciente del Canto general de Neruda en Memoria del fuego. El Che Guevara compartía la poesía de Neruda con la guerrilla cubana y boliviana. ¿Qué reciprocidad ha leído entre Literatura y Revolución?

EG.- El Canto general fue la obra más ambiciosa de Neruda, la más abarcadora; y cuando me han comparado Memoria del fuego con el Canto general a mí se me ha hinchado el pecho de orgullo, porque es un libro que yo admiro mucho. Curiosamente creo que contra la mayoría de los lectores sienten, que no es en los temas políticos o llamados "políticos" donde Neruda mostraba su mejor vena poética, no sólo porque algunos de los poemas más políticos después resultaron desautorizados por la Historia, como aquella Oda a Stalin, sino también porque se sentía más obligado a decir, que el llamado a decir; en la mayoría de los casos de los poemas políticos, uno no siente arder esa llama que espontáneamente le brotaba en el pecho cuando Neruda escribía de otros temas; también porque yo creo que con el paso del tiempo se va haciendo más claro que la literatura política no es la que se refiere a los temas políticos, que es una confusión que ya lleva tiempo muy largo, pero por suerte empieza -no a desvanecerse- sí a ser superada de a poquito: la literatura política no es la literatura de temas políticos, además no hay un tema que de alguna manera no sea político y en la medida en que todos los temas son sociales, no hay ningún hombre o mujer del todo solo o sola, como para poder sentir, pensar, escribir algo que esté divorciado de los demás, ni siquiera el último aborigen hallado en el fondo más remoto de la selva amazónica está del todo solo y cuando uno escribe está lleno de gente, uno expresa tantas cosas que no importa el tema, cuando Neruda cantaba a la cebolla, yo creo que era un poeta políticamente profundo, hondo y en definitiva América Latina tiene un sentido político positivo, toda la literatura que nos ayude a saber quiénes somos y quiénes podemos ser.

MC.- En México celebramos los 75 años del Fondo de Cultura Económica (1934-2009), uno de sus emblemáticos directores, Arnaldo Orfila fundó la casa editorial que lo trajo del Sur a México y España. ¿Cuándo conoció y cómo recuerda a Arnaldo Orfila?

EG.- Él fue uno de los fundadores del Fondo de Cultura Económica, también fue fundador de Siglo XXI -cuando lo echaron del FCE de muy mala manera- con un grupo de gente amiga fundó esta editorial, que después se proyectó -con el paso de los años- como una de las más importantes y prestigiosas de la lengua española; yo lo conocí cuando escribí Las venas abiertas de América Latina (1971) porque la presenté al concurso de Casa de las Américas y perdió, el Jurado no lo consideró un libro serio, quizás porque en esa época todavía se creía que un libro que no era aburrido no podía ser serio; se identificaba la seriedad con el aburrimiento y quizás por eso, porque nunca escuché de parte de uno de los Jurados ninguna otra objeción, más que ese tipo de cosas: "bueno, no era un libro profundo" ya está, el libro perdió, y entonces al no haber ganado el concurso de Casa, arreglé una edición en el Uruguay con la Universidad de la República, pero yo quería una edición internacional y le mandé el libro a don Arnaldo y le dije -"mire, este libro perdió el concurso de Casa, pero por ahí le interesa publicarlo" él me dijo: -"sí, lo publicó", al libro le fue bastante mal el primer año -no vendió casi nada-, don Arnaldo me mandó una carta muy cariñosa diciéndome: -"no se desanime, en nuestra América las cosas son difíciles" y después el libro hizo su camino, bueno, fue sobre todo muy impulsado por las dictaduras militares, las que más ayudaron a que ese libro se difundiera fueron las dictaduras que lo prohibieron y que prohibiéndolo lo elogiaron; y con Arnaldo a partir de ahí se armó, se fue enhebrando una amistad muy linda, yo lo vi muchas veces, comíamos juntos, conversábamos, hasta cuando ya tenía 100 años, era un hombre con una memoria prodigiosa: se olvidaba de todo lo que había ocurrido la semana pasada, pero sabía todo lo que había ocurrido hacía un siglo, él había llegado a México cuando estaban todavía vivos Emiliano Zapata y Pancho Villa, vino como delegado de la Reforma de Córdoba -joven estudiante argentino- se enamoró de esta tierra y aquí se quedó, un hombre que hizo una obra espléndida, maravillosa, era muy austero, una especia de Santo de las Letras, jamás se guardó un peso en el bolsillo, no tenía dinero, todo lo que tenía lo daba a esa noble causa de la difusión de la literatura, que él consideraba que era una gran herramienta de cambio social y de educación popular.

MC.- Antes lo leíamos semanalmente en Brecha y La Jornada o cada quincena en Punto Final. ¿Se ha jubilado de las redacciones periodísticas?

EG.- Sí, ahora estoy haciendo poco periodismo, estoy más dedicado a los libros, porque me absorbe mucho tiempo.

MC.- Además de escribirlos, en Uruguay usted hace sus libros; háblenos de Ediciones del Chanchito …

EG.- Lo hicimos con unos amigos, porque veíamos que los libros míos no circulaban bien en Uruguay, había la posibilidad de desarrollar mejor la edición de mis cosas en el país, utilizando la maqueta que se hacía en España o en México de cada libro nos mandaban lo que en una época eran las películas, ahora los medios tecnológicos son otros; se publica lo mismo, pero con otras carátulas que yo diseñé -porque lo que más me gusta a mí es el diseño- además dibujé el emblema del chanchito.

MC.- En España, al presentar Bocas del tiempo (2004) y durante una entrevista con La Jornada a propósito de Espejos (2008) dijo: "me pidieron que eligiera a los escritores más importantes en mi formación literaria. Yo contesté: Juan Rulfo, Juan Rulfo y Juan Rulfo". Al poeta Marco Antonio Campos le dijo: "Rulfo me enseñó que se escribe con el lápiz, pero ante todo debe cortarse con el hacha". Casi puedo citar dos versos del relato sobre Rulfo en Memoria del fuego: "hizo el amor de hondísima manera y después se quedó dormido". ¿Reconsideraría reescribir un ensayo sobre Rulfo sumando las declaraciones que usted ha hecho a la prensa?

EG.- No, porque justamente es lo que me enseñó -fue mi amigo- le debo mucho, esa lección de silencio que nos dio a todos, él nos enseñó a valorar el silencio, a saber que las palabras están de antemano condenadas porque compiten con el silencio que es el más hondo de los lenguajes y uno sabe que va a perder. Aplica aquello que Onetti -otro gran maestro- me enseñó "nunca dejes en el papel escritas palabras que no te parezcan mejores que el silencio, palabras que no te parezcan mejores que el silencio sacalas, suprimilas", claro a mí se me va la mano -a veces- porque saco todo, me quedan dos o tres palabras sin publicar; esa fue una lección que aprendí de Rulfo y que no olvidé nunca -Onetti después la complementó- ese valor inmenso del silencio y el desafío que implica, entonces hay que saber callarse, los escritores tenemos que saber callarnos, cuando creo que he dicho una cosa de una manera redondita y que está bien y expresa lo que quiero, como lo que dije de Rulfo: "había escrito poco en cantidad, pero lo había escrito de tal modo, con tanta intensidad y con tan alta perfección que eso era como alguien que hace el amor de hondísima manera y después se queda dormido" eso no hay que palabrearlo, creo que la vida no hay que palabrearla. Muchas veces recibo libros que están muy bien hechos, bien armados, pero están muy palabreados, a mí me gusta que la vida viva, no una vida palabreada.

MC.- Trataré hacer otra cita textual del tercer volumen de Memoria del fuego (El siglo del viento, 1986) en La casa de Neruda describe el funeral emboscado por "militares erizados de ametralladoras". Hasta el año pasado el copyright de Neruda se invertía en la empresa del principal asesor de Pinochet. ¿El mundo patas arribas?

EG.- Lo que sé sobre la Fundación Neruda es lo que tú escribiste, lo que he leído en tus artículos y entrevistas que publicamos también en Brecha, si mal no recuerdo; me parece, como a ti, un escándalo, eso suele ocurrir con el género humano, o con una parte de él, una traición a la memoria de los que ya no están y no pueden defenderse, no sólo con Neruda, ha ocurrido con muchos más.

MC.- Usted es un interlocutor de la palabra indígena, por ejemplo en: Las venas abiertas de América Latina, Memoria del fuego y Espejos. En Chile se aplican Leyes Antiterroristas en contra de la comunidad mapuche (único país de la región con semejante marco legislativo). ¿Cómo entender el prefijo Terrorista impuesto a los mapuches?

EG.- A muchos nos parece un escándalo que se siga aplicando la Ley Antiterrorista a las víctimas del terror de Estado y a las víctimas del terror del gran capital -el gran terrorista del mundo, el que está acabando con el planeta- los atentados más feroces contra la gente y contra el mundo los cometen los que después son recompensados y en cambio se consideran terroristas a sus víctimas. El "zapatista de Irak" -Muntadar al-Zaidi- yo lo llamo así, lo condenaron a 3 años de cárcel y en cambio Bush es el terrorista de Estado que más gente asesinó en los últimos años, es un "serial killer" y está de lo más feliz en su casa de Texas …

MC.- Leí que Bush impartió tranquilamente una "conferencia" en Canadá …

EG.- Sí, además está riéndose todo el tiempo y duerme a pata suelta como la gente que no tiene conciencia, mi mamá me decía cuando yo era chiquito: "tenés que portarte bien, porque tenemos conciencia y la conciencia no te va a dejar dormir si sos malo, si hacés cosas malas" ¡ah bueno mamá! -le decía yo- con el paso del tiempo -pobrecita mamá- advertí hasta qué punto ella era una ignorante de la vida, porque los que no tienen conciencia son los que mejor duermen, a los que nos cuesta dormir es a los que tenemos conciencia, la gente que tiene conciencia, es la atormentada por la angustia y a veces eso te conduce a la muerte, como el caso de algunos desesperados que han terminando suicidándose; pero los grandes asesinos de la humanidad duermen a pata suelta -aunque sea verano y haya mosquitos- no tienen el menor problema, la conciencia es un músculo que se da poco, así que no tienen ningún problema de seguir actuando como actúan los grandes terroristas del mundo, por ejemplo: los terroristas fueron los invasores de Irak, no los invadidos -encabezados por este gran cacique del terrorismo que es Bush-, me gustaría saber si el Tribunal Penal Internacional de La Haya va a comenzar a existir en serio y de verdad y va a citar a este señor culpable de una incontable cantidad de muertes, lo "incontable" es un signo -como el hecho de la aplicación de la Ley Antiterrorista contra los mapuches- de que el racismo no ha sido vencido en el planeta, para nada, este mundo sigue siendo racista, yo saludo la victoria de Obama, como una victoria contra la discriminación racial en los Estados Unidos, pero en la escala internacional global el racismo sigue en pie ¿por qué? Porque hay ciudadanos de primera, de segunda, de tercera y de cuarta y por lo mismo hay muertos de primera, de segunda, de tercera y de cuarta, cuando tú lees las noticias en los diarios están las cifras exactas de los invasores norteamericanos muertos en Irak, pero de los invadidos, nada -ni sombra- las cifras son de lo más locas: 100 mil, 200 mil, medio millón, un millón, nadie sabe ¿por qué? Porque son muertos de cuarta y los otros son muertos de primera, lo mismo con esta absurda aplicación de la Ley Antiterrorista contra las víctimas del terror de Estado en Chile, cuando los mapuches son las principales víctimas del terror de Estado, no de ahora, llevan cinco siglos, más de cinco siglos siendo víctimas del terror de Estado, desde que América descubrió el capitalismo gracias a la gentileza de Colón.

MC.- En la página web de Siglo XXI leí el censo de las traducciones de sus libros al: inglés, holandés, alemán, checo, japonés, noruego, griego, italiano, portugués, sueco, ruso, rumano, hebreo, chino, coreano y Braille ¿Le han propuesto traducir algún libro o relato a cualquiera de nuestras lenguas indígenas?

EG.- No, creo que no.

MC.- ¿A cuál de nuestras lenguas indígenas le gustaría ser traducido?

EG.- La guaraní es la que más me gusta.

MC.- ¿Por la cercanía?

EG.- Por la cercanía, el Uruguay tuvo una influencia guaraní enorme, a pesar de que oficialmente no se reconoce; además por la belleza del idioma, es una lengua muy hermosa, musical y poética. Justamente ahora que hablábamos de los mosquitos, los guaranís llaman a los mosquitos "uñas del diablo" (risas); es un rarísimo caso en que una lengua de los vencidos que se convierte en lengua de los vencedores, el guaraní porfiadamente sobrevive a tal punto que llega a ser punto de los vencedores. En el Paraguay a la hora de la verdad -que es la hora del humor y del amor- los paraguayos hablan guaraní, no español; ahora el guaraní tiene categoría de lengua oficial -estuvo prohibido- los paraguayos hablan castellano y en un país todavía racista les cuesta bastante reconocer esa tradición indígena indudable se manifiesta todos los días por la boca, a la hora de hablar y decir las cosas que verdaderamente importan. En la selva del Alto Paraná me dieron ganas de llorar, durante una de mis travesías por ahí, andaba con un camionero muy nervioso, decía que el espacio que atravesaríamos estaba lleno de indios y que nos iban a matar: -"vamos a pasar lo más rápido que podamos, en Asunción están terminando de hacer un zoológico para encerrar a los indios" ¡ah -le respondí-, no me diga! ¿así que los van a encerrar ahí? kilómetros más adelante subieron dos amigos del camionero, blancoides como él, me saludaron, estuvieron hablando conmigo en castellano, yo no les decía nada, y después se pusieron a hablar entre ellos -los tres- y por supuesto hablaban en guaraní; hablaban la lengua de "esos" indios a los que querían enviar al zoológico, sin darse cuenta que la lengua es mucho más que la lengua, cuando uno habla y usa palabras de una lengua indígena está expresando toda una cultura y toda una memoria histórica larguísima, cada lengua es un tesoro de la humanidad y por eso deberíamos llorar cuando muere una lengua y se mueren a un ritmo de más de un día. En otros países las lenguas indígenas han sobrevivido gracias a que han sobrevivido -milagrosamente y contra toda evidencia- los indígenas a cinco siglos de persecución y desprecio; son los indígenas quienes mantienen viva la memoria de su lengua y la memoria de sus mejores tradiciones: la comunión con la naturaleza.

MC.- Dos últimas preguntas, llama la atención que en El fútbol a sol y sombra (1995) haga un remate en cada Mundial FIFA de 1962 a 1998 con la cita: "Fuentes bien informadas de Miami anunciaban la inminente caída de Fidel Castro", en 2006 adhirió al manifiesto: La soberanía de Cuba debe ser respetada". ¿Qué reflexiones tenés de la nueva realidad cubana?

EG.- Es verdad, el libro presenta cada Copa del Mundo como un noticiario, daba cuenta de lo que ocurría para que el lector situara el contexto y se diera una idea que los partidos de fútbol no se disputaban en los campos de Júpiter o Marte, sino en la tierra; entonces está agregada esa frase que citás en cada uno de los textos porque siempre me resultaba muy revelador que ocurriera eso: que en Miami anunciaban que la caída de Fidel era cosa de minutos y él seguía tan campante. En 2006, con la renuncia de Fidel, yo firmé ese manifiesto en defensa de la autodeterminación de Cuba, parecía que el sueño de Bush y otros 10 presidentes norteamericanos poder ir a desayunar a La Habana sin cuchillo ni tenedor, ponerse la servilleta al cuello, había que defender a Cuba, Cuba es muy defendible, por todo lo que la Revolución hizo, todo lo que la Revolución encarnó y encarna todavía como símbolo de dignidad en América Latina, no ha habido ningún país más solidario que Cuba -en proporción a su población, a su fuerza y riqueza- nadie ha sido más generoso que Cuba, esos valores deben ser defendidos y sostenidos. Al mismo tiempo, sigo aplicando el consejo de Rosa Luxemburgo cuando decía "El acto más revolucionario es decir lo que uno piensa" entonces yo no me cayó mis discrepancias con Cuba pensando que estoy haciéndole "un servicio al imperialismo" como algunos creen cada que alguien critica lo que hace un gobierno que uno admira y quiere, como si la política fuera religión, como si la adhesión política implicara fanatismo religioso.

http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=217

domingo, 24 de agosto de 2008

CUANDO LOS ASESINOS PASAN A SER INOCENTES

Paradojas de la historia argentina

Por María Victoria Romero, desde la redacción de APM

8 agosto 2008

Genocidas y etapas nefastas de la historia latinoamericana homenajeados en monumentos, billetes y avenidas.

Los grandes relatos de la historia homenajean asesinos, convierten en próceres a traidores y exaltan genocidios que desaparecieron un pueblo y cambiaron una historia. En efecto, la historia de América Latina se quiebra con la masacre a sus habitantes originarios y continúa su suplicio con las posteriores políticas de exterminio a indígenas en pos de sus tierras.

En lugar de homenajear victimas, se recuerdan a los asesinos con monumentos, nombres de calles e imágenes en billetes. Es el caso de Perú y Francisco Pizarro. La historia lo recuerda y además lo venera con monumentos como el español que subyugó a la civilización Inca.

De igual modo, se veneran todos los verdugos de la historia latinoamericana con el festejo del Día del “descubrimiento” de América, fecha que ignora que años antes de la llegada de la “ilustración” europea, en América ya se desarrollaba una cultura y una historia.

En ese sentido, el historiador argentino Felipe Pigna, se pregunta “¿Qué festejamos el 12 de octubre? “Festejamos la introducción en América de los secuestros extorsivos. El asesino Hernán Cortés secuestró y mató a Moctezuma a pesar de que los aztecas pagaron un rescate de toneladas de oro y plata. Lo mismo hará su compañero Pizarro con Atahualpa en el Perú. La conquista le costó a América 80 millones de vidas que quedaron en las minas, en los obrajes, en las haciendas, para enriquecer al reino de España y a los banqueros europeos”.

El historiador agrega que a más de 500 años, la conquista sigue la lucha desigual de los mapuches contra el emporio Benetton, dueño de 900.000 hectáreas en la Patagonia argentina. “En este territorio entrarían varios estados europeos, pero no les alcanza y quieren quitarle la poca tierra que les quedó a nuestros habitantes originarios después del saqueo de Roca y sus secuaces. ¡Nunca Más día de la Raza! ¡No festejemos el saqueo, la violación y el asesinato! ¡Recordemos cada 11 de octubre a los que nos antecedieron en esta tierra y que enseñaron a sus hijos a cuidarla porque, como dice un proverbio mapuche, nadie es dueño de la tierra, la recibe en préstamo cuando nace y la debe devolver a la naturaleza más próspera y fértil cuando se va”, señala.

En efecto, Julio Argentino Roca, el militar y ex presidente argentino, cuya estatua permanece incólume en pleno centro porteño, a pesar de haber dado la “solución final” al problema del indio en el entonces desierto patagónico.

“La campaña fue un verdadero genocidio que dejó un saldo de miles de muertos y más de 14 mil prisioneros. Lo importante para Roca y su campaña política no eran las víctimas que ni siquiera eran consideradas como tales por la sociedad de la época, sino los millones de hectáreas "recuperadas" a los indios y su consecuente prestigio político militar”, explica Pigna.

La Campaña al Desierto dejó un saldo de miles de pobladores originarios muertos, 14 mil reducidos a la servidumbre, y la ocupación de 15 mil leguas cuadradas que se destinarían, teóricamente, a la agricultura y la ganadería. Asimismo, las enfermedades contraídas por el contacto con los blancos, la pobreza y el hambre, aceleraron la mortandad de los indígenas patagónicos sobrevivientes, un castigo también vivido por los indígenas con la llegada de los europeos a estas tierras.

Paradojas de la historia, el “Conquistador del Desierto” merecedor por su genocidio de la presidencia de un país, fue premiado con la inmortalidad en monumentos, billetes, estampillas, calles, instituciones. Y en cambio, sus víctimas obtuvieron el olvido y el sufrimiento eterno.

En los últimos años, surgieron en varias ciudades argentinas, movimientos destinados a hacer justicia. Con la consigna ``Las mujeres seguimos haciendo historia`` se acaba de lanzar una campaña en todo el país con el objetivo de juntar firmas de apoyo al proyecto de ley que propone reemplazar la imagen de Julio Argentino Roca por la de Juana Azurduy en los billetes de 100 pesos. Juana Azurduy fue teniente coronel del Ejército de la Independencia del Alto Perú, hoy Bolivia.

Por otro lado, los represores de la última dictadura militar argentina de 1976, Jorge Rafael Videla, Emilio Massera y Orlando Agosti, merecieron durante años cuadros con su imagen en la Escuela de Mecánica del Armada (ESMA), centro clandestino de detención y tortura, y actual Museo de la Memoria.

Los genocidas homenajeados se suceden en varias etapas de la historia. Quienes llevaron adelante el primer golpe de Estado en Argentina, gozan de la gloria y la perpetuidad. En efecto, los generales José Félix Uriburu y Agustín P. Justo, tienen calles a su nombre a pesar de haber derrocado al gobierno constitucional de Hipólito Yrigoyen, el 6 de septiembre de 1930.

La gesta de imponer una dictadura no fue el único mérito de Uriburu para merecer calles y puentes con su nombre, sino que bajo su régimen se llevó adelante el primer fusilamiento por razones políticas. En la noche del 9 de septiembre de 1930, al pie de unos barrancos ubicados junto al puente Saladillo, de Rosario, sin juicio previo ni otras formalidades, fue fusilado el anarquista Joaquín Penina, albañil catalán de 26 años, que vivía en una pieza de la calle Salta 1581, en Rosario, provincia de Santa Fé.

En el cuadernillo editado por el Comité Pro Presos y Deportados de Rosario, en julio de 1932 se señala que Penina tenía alma de apóstol y que “no pudo traducir rencor sino lástima hacia los criminales de la patria”.

En ese sentido, el escritor e historiador argentino Osvaldo Bayer, en el artículo ‘El culto por los genocidas’ señala: “Pero, tal vez, la actitud más perversa de ponerse de rodillas ante los tiranos fue la decisión de bautizar con el nombre del militar José Félix Uriburu al puente que cruza el Riachuelo. El fascista uniformado que aprovechó las armas para derrocar al presidente constitucional Hipólito Yrigoyen, quebrando así el orden constitucional nacido en 1916 tiene ahí su monumento. El déspota barato y brutal ordenó fusilamientos, cárcel y fue el que oficializó la tortura con la picana eléctrica de Lugones hijo, padre legítimo de los Patti y Bussi actuales”.

Perpetuados en monumentos, estatuas, calles, instituciones, algunos protagonistas de la historia, despiertan en lugar de respeto, indignación. La historia de América Latina presenta ausencias, silencia sufrimiento, muertes y desapariciones e impone un manto de cinismo y mentira de grandes relatos que emblematizan a asesinos y traidores como magnánimos hombres de la patria.

vromero@prensamercosur.com.ar

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Creado grupo de pesquisa de la Historia General de Angola

Luanda, 20 agosto 2008 (Angop) - El Ministerio de Cultura creó recientemente, en Luanda, un grupo preparatorio de los trabajos de la futura Comisión de Redacción de la Historia General de Angola.
De acuerdo con un despacho conjunto de los ministerios de Cultura, Educación y la Secretaría de Estado para la Enseñza Superior, enviado a la redacción de la Angop, el elenco tiene el objetivo de preparar los proyectos para la investigación e inicio del proceso.
Integran el referido grupo los historiadores Rosa Cruz e Silva, Maria Alexandra Aparicio y Manuel Maria Difwila, así como los maestrados en Historia, Constança da Rosa Ferreira de Ceita y Fernando Gamboa.
Los antropólogos João Alexandre y José Garcia Lumanizáquio, así como el demógrafo José Garcia Lencastre, forman igualmente parte del colectivo que podrá también solicitar la colaboración de otros especialistas, con vista a una mejor prosecución de sus atribuciones.
El grupo tendrá como incumbencias y objetivos generales presentar un cronograma de actividades y un memorando sobre las tareas y desafíos que se imponen para la redacción de la Historia General de Angola.
Esgrimir propuestas de intercambio científico pasibles de estudios e investigación, presupuestos materiales y humanos necesarios para la constitución de una Comisión de Redacción, así como un informe técnico final, en el plazo de 90 días.
El documento técnico final debe elucidar, entre otros aspectos, las líneas generales y específicas de la redacción de la Historia General de Angola y sus competencias.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Pesquisadora brasileira é condecorada em Cabo Verde

Cidade da Praia, 03 Jul (Lusa) - O presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, vai condecorar a pesquisadora brasileira Simone Caputo e três portugueses, em uma iniciativa que faz parte das comemorações do 32º aniversário da independência do país. O decreto presidencial da condecoração afirma que "o conhecimento e a expansão da história e da cultura de Cabo Verde, deve-se em parte à ação apaixonada de estudiosos e pesquisadores espalhados por diferentes quadrantes do mundo, que se interessaram pelas especificidades da criação que a mundividência cabo-verdiana juntou ao patrimônio comum da humanidade".
Simone é autora de publicações e estudos sobre a literatura cabo-verdiana, enquanto o português Ilídio Amaral é professor da Universidade de Lisboa e autor de "Santiago de Cabo Verde, A terra e os homens", e os também portugueses Alberto de Carvalho e Elsa Rodrigues dos Santos são pesquisadores de literatura cabo-veridana.
O decreto justifica a escolha pelo fato de os trabalhos realizados quer seja de pesquisa, conferências e palestras, cursos universitários, ou através de diversas outras atividades intelectuais, "enalteceram a gesta crioula, promovendo a divulgação da sua história e da sua cultura e contribuindo deste modo para reforçar o prestígio e o reconhecimento de Cabo Verde no mundo".
Os três pesquisadores serão condecorados com a chamada ordem do Vulcão, distinção máxima da Presidência da República de Cabo Verde.
Leia mais

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Angola / Historiador defende uma África desenvolvida

O historiador angolano Pedro Almeida Capumba defendeu hoje, em Luanda, a necessidade da realização de projectos socioeconómicos e culturais que mostrem uma imagem diferente e real do continente africano no mundo ocidental.
Em entrevista à Angop, à margem da mesa redonda subordinada ao tema "O presente e o futuro da historiografia africana" realizada hoje, na sala de reuniões do Instituto Superior de Ciências de Educação (Isced), o também professor universitário defende que a visão dos dirigentes africanos deve estar estrategicamente virada para o desenvolvimento do continente.

Segundo ele, os projectos de desenvolvimento devem reflectir as transformações positivas na vida das pessoas, por forma que os beneficiários se revejam nesse quadro de realizações, sem qualquer tipo de discriminação.

"É necessário acabar com esta imagem negativa que o mundo ocidental tem sobre África e para tal é obrigatório que os dirigentes africanos se apliquem a fundo no que toca a tarefa de desenvolvimento"- disse.

Para a concretização de tal objectivo, Pedro de Almeida Catumba aponta como vias a contrução de mais escolas, acções de formação, criação de condições de habitabilidade e acabar as mortes por doenças que se podem prever e previnir.

Outros factores que podem ajudar nesta luta, diz o historiador, é garantir mais emprego e fazer com que a juventude não fique desemparada e a mulher seja observada, não apenas como uma companheira, mais como uma pessoa de quem se pode esperar tanto como se espera dos homens.

"Deve-se acabar com os problemas da habitação, água, luz e estradas e mostrar que África e os africanos são tão iguais como os cidadãos do ocidente"- reforçou.

Quanto ao papel do africanista Joseph Ki-Zerbo, adiantou ter sido uma pessoa preocupada em satisfazer os interesses mais profundos da população.

"Demonstrou, ao longo da sua vida, que África e os africanos tinham a sua história e que não eram meros assistentes no proceso de desenvolvimento e integração mundial"- disse.

O conhecimento que se tinha da África naquela altura era surpeficial, facto que, de acordo com o entrevistado, levou Joseph Ki-Zerbo a procurar que se destacasse a realidade africana no quadro dos seus reais sentimentos.

A mesa redonda de hoje enquadrou-se no âmbito das actividades relativas ao 25 de Maio, Dia de África, a ser assinalado na próxima sexta-feira. (AngolaPress / 23 de maio de 2005)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Hoje na Historia / Hoy en la Historia

1781 - Dia do Tupac Amaru / Supliciado com a esposa Micaela Bastidas, e esquartejado vivo por 4 cavalos, o mestiço José Gabriel Kunturkanki, 38 anos, Tupac Amaru II, líder da inssurreição indígena peruana de 1780 contra o jugo espanhol. Ele levanta 10 mil homens em armas e chega a tomar Cuzco, antes de ser traído e entregue a seus algozes

1895 / Nasce na Nicarágua Augusto Sandino, o revolucionário General de Homens Livres, que empresta seu nome ao Movimento Sandinista de Libertação.