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A que pese o esgotamento e as
conseqüências nefastas dos quais foram vítimas os povos africanos, diante do
tráfico internacional de trabalhadores escravizados, longe ainda estava o
território negro, ao longo do século XIX, de ter esgotado sua participação como
continente vitimado por ações espoliativas, para a construção e a prosperidade
dos atuais estados europeus, ditos civilizados.
O solo e o subsolo africanos eram
um atrativo por demais poderosos à ganância imperialista das potências
ocidentais, ávidas por aumentar seus domínios mundo a fora - o que hoje
chamaríamos de globalização da economia.
O expansionismo europeu pode muito
bem ser traduzido através do pensamento de Cecil Rhodes [Conquistador, político
inglês, organizador da anexação por parte da Grã-Bretanha de extenso território
na África do Sul, dono de grande fortuna conseguida através da exploração de
diamantes e ouro na região do Transvaal.]. “... essas estrelas... esses vastos
mundos que nunca poderemos atingir.”
E afirmava:
“Se eu pudesse, anexaria os planetas.” A conquista ou partilha da África
(1884/1885) não se deu, contudo, sem resistência, em que pese a superioridade
bélica dos Estados espoliadores.
De todas as formas
tentaram os africanos resistir à investida colonialista:
lutando de forma aberta, criando sociedades secretas, realizando pactos, ou
ainda individualmente. Os povos negros não deram tréguas aos conquistadores
que,