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domingo, 14 de julho de 2013

A PARTILHA DA ÁFRICA E A RESISTÊNCIA AFRICANA



Portal São Francisco http://www.portalsaofrancisco.com.br (Brasil)

O texto completo encontra-se em PARTILHA DA ÁFRICA http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/africa-do-sul/partilha-da-africa.php



A que pese o esgotamento e as conseqüências nefastas dos quais foram vítimas os povos africanos, diante do tráfico internacional de trabalhadores escravizados, longe ainda estava o território negro, ao longo do século XIX, de ter esgotado sua participação como continente vitimado por ações espoliativas, para a construção e a prosperidade dos atuais estados europeus, ditos civilizados.

O solo e o subsolo africanos eram um atrativo por demais poderosos à ganância imperialista das potências ocidentais, ávidas por aumentar seus domínios mundo a fora - o que hoje chamaríamos de globalização da economia.

O expansionismo europeu pode muito bem ser traduzido através do pensamento de Cecil Rhodes [Conquistador, político inglês, organizador da anexação por parte da Grã-Bretanha de extenso território na África do Sul, dono de grande fortuna conseguida através da exploração de diamantes e ouro na região do Transvaal.]. “... essas estrelas... esses vastos mundos que nunca poderemos atingir.”

E afirmava: “Se eu pudesse, anexaria os planetas.” A conquista ou partilha da África (1884/1885) não se deu, contudo, sem resistência, em que pese a superioridade bélica dos Estados espoliadores.

De todas as formas tentaram os africanos resistir à investida colonialista: lutando de forma aberta, criando sociedades secretas, realizando pactos, ou ainda individualmente. Os povos negros não deram tréguas aos conquistadores que,

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Angola / Historiador defende uma África desenvolvida

O historiador angolano Pedro Almeida Capumba defendeu hoje, em Luanda, a necessidade da realização de projectos socioeconómicos e culturais que mostrem uma imagem diferente e real do continente africano no mundo ocidental.
Em entrevista à Angop, à margem da mesa redonda subordinada ao tema "O presente e o futuro da historiografia africana" realizada hoje, na sala de reuniões do Instituto Superior de Ciências de Educação (Isced), o também professor universitário defende que a visão dos dirigentes africanos deve estar estrategicamente virada para o desenvolvimento do continente.

Segundo ele, os projectos de desenvolvimento devem reflectir as transformações positivas na vida das pessoas, por forma que os beneficiários se revejam nesse quadro de realizações, sem qualquer tipo de discriminação.

"É necessário acabar com esta imagem negativa que o mundo ocidental tem sobre África e para tal é obrigatório que os dirigentes africanos se apliquem a fundo no que toca a tarefa de desenvolvimento"- disse.

Para a concretização de tal objectivo, Pedro de Almeida Catumba aponta como vias a contrução de mais escolas, acções de formação, criação de condições de habitabilidade e acabar as mortes por doenças que se podem prever e previnir.

Outros factores que podem ajudar nesta luta, diz o historiador, é garantir mais emprego e fazer com que a juventude não fique desemparada e a mulher seja observada, não apenas como uma companheira, mais como uma pessoa de quem se pode esperar tanto como se espera dos homens.

"Deve-se acabar com os problemas da habitação, água, luz e estradas e mostrar que África e os africanos são tão iguais como os cidadãos do ocidente"- reforçou.

Quanto ao papel do africanista Joseph Ki-Zerbo, adiantou ter sido uma pessoa preocupada em satisfazer os interesses mais profundos da população.

"Demonstrou, ao longo da sua vida, que África e os africanos tinham a sua história e que não eram meros assistentes no proceso de desenvolvimento e integração mundial"- disse.

O conhecimento que se tinha da África naquela altura era surpeficial, facto que, de acordo com o entrevistado, levou Joseph Ki-Zerbo a procurar que se destacasse a realidade africana no quadro dos seus reais sentimentos.

A mesa redonda de hoje enquadrou-se no âmbito das actividades relativas ao 25 de Maio, Dia de África, a ser assinalado na próxima sexta-feira. (AngolaPress / 23 de maio de 2005)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Angola / ISCED realiza mesa redonda sobre ´O presente e o futuro da historiografia africana´

O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), da Universidade Agostinho Neto, realiza hoje, quarta-feira, em Luanda, uma mesa redonda subordinada ao tema "O presente e o futuro da historiografia africana", uma homenagem ao historiador Joseph Ki-Zerbo.

Segundo um documento do ISCED a que a Angop teve hoje acesso, o encontro enquadra-se nas actividades comemorativas ao Dia de Africa, que se assinala a 25 do corrente mês.

Joseph Ki-Zerbo em toda a sua vida preocupou-se em resgatar o passado da África enterrado durante o período da colonização.

Natural de Burkina Faso, Joseph Ki-Zerbo morreu no dia quatro de Dezembro de 2006. (AngolaPress / 23 de Maio de 2007)