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sábado, 12 de setembro de 2015

LOS MOVIMIENTOS SOCIALES Y SUS NUEVOS ROLES FRENTE A LOS GOBIERNOS PROGRESISTAS

7 septiembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org http://www.rebelion.org (México)


1. Hoy está en centro de la discusión en muchos países el tema del nuevo rol que tienen que tener los movimientos sociales frente a los gobiernos progresistas que han teñido de esperanza a la mayoría de los países de América Latina.

2. Antes de abordar directamente el tema, quisiera desarrollar algunas ideas.

3. Creo que la situación en la década de los 80 y 90 en América Latina puede compararse en ciertos aspectos a la vivida por la Rusia prerrevolucionaria de comienzos del siglo XX. Lo que fue para ella la guerra imperialista y sus horrores ha sido para nuestra región el neoliberalismo y sus horrores: la extensión del hambre y la miseria, un reparto cada vez más desigual de la riqueza, el desempleo, la destrucción de la naturaleza, la pérdida creciente de nuestra soberanía.

4. En estas circunstancias, varios de nuestros pueblos dicen “basta” y “echan a andar”, resistiendo primero y, luego, pasando a la ofensiva, fruto de lo cual empiezan a triunfar candidatos presidenciales de izquierda o centro izquierda en la región que se enfrentan a la siguiente disyuntiva: o refundan el modelo capitalista neoliberal —evidentemente que con cambios, entre ellos una mayor preocupación por lo social, pero movido por la misma lógica capitalista—, o avanzan en la construcción de un proyecto alternativo movido por una lógica humanista y solidaria, que pone a la persona humana en el centro.

Los movimientos sociales: a la vanguardia de la lucha contra el neoliberalismo

5. Con la caída del muro de Berlín y la derrota del socialismo soviético, los partidos y organizaciones sociales de izquierda que se inspiraban en dicho modelo salen muy golpeados. A ello se añade el golpe a las organizaciones sindicales debido al debilitamiento de la clase obrera producto de la fragmentación social provocada por el neoliberalismo. Esto explica que hayan sido nuevos movimientos sociales –y no los partidos y

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A DITADURA DO CAPITAL E SPECULATIVO

1º. fevereiro 2015, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)

Emir Sader

Quando se procura no dicionário o significado da palavra ‘spread’, lá no final, como uma das alternativas, aparece um provável sentido real: “banquete”

Spread é uma expressão – mantida em inglês para facilitar a camuflagem do seu significado –, que indica o ganho líquido dos bancos, a diferença entre o que pagam pelo dinheiro que captam e o que recebem pelo que emprestam. Leve R$ 100 reais ao banco para uma aplicação, e no mês seguinte retire R$ 100,50. Dê a volta no balcão e consulte o mesmo funcionário sobre quanto pagará se quiser tomar emprestado a mesma nota de R$ 100. Ele provavelmente dirá que você terá de devolver, no mês seguinte, algo próximo R$ 110. A diferença é o spread, o ganho improdutivo, à custa do suor alheio.

Quando se procura no dicionário o significado da palavra, lá no final, como uma das alternativas, aparece um provável sentido real: “banquete”. Porque disso se trata, de um banquete especulativo. O capital financeiro nasceu como

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O REGRESSO DO FASCISMO – A propósito do Charlie Hebdo

13 janeiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Jorge Beinstein

Como era de prever, o ataque contra o Charlie Hebdó desencadeou uma onde mediática global de condenação ao "terrorismo islâmico". Sente-se um certo fedor de "11 de Setembro à francesa" [1] . Como também era de prever, a direita ocidental capitaliza essa onda procurando orientá-la para uma combinação de islamofobia e autoritarismo, de justificação da cruzada colonial contra a periferia muçulmana e ao mesmo tempo de impulso no ocidente à discriminação interna contra as minorias de imigrantes árabes, turcos e outras. E como também era de prever, não faltaram cortesãos progressistas do sistema que – depois de abrir o guarda-chuva assinalando em primeiríssimo lugar que o "ataque terrorista"... "deve ser condenado sem atenuantes"atribuindo-o ao "fanatismo religioso" (obviamente islâmico) – passam sisudamente a enumerar algumas culpas ocidentais sem darem tempo para um mínimo de prudência e decoro diante de um assunto que cheira a podre.

O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo ingressou velozmente no pântano da confusão. Os dois supostos atacantes foram liquidados dois dias depois dos ataque, ainda não se sabe bem como foram tão facilmente identificados numas poucas horas – salvo se aceitarmos a incrível versão policial de que um deles esqueceu o seu documento de identidade no automóvel utilizado no atentado. Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, assinala que "a polícia encontrou o cartão de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio (próximo da sede do Charlie Hebdo). Soa familiar? Recordem que as autoridades (estado-unidenses) afirmaram haver encontrado o passaporte intacto de um dos supostos sequestradores do 11 de Setembro entre as ruínas das torres gémeas. Uma vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais

A HIPOCRISIA DO MEME “EU SOU CHARLIE” E DA TAL “LIVRE MANIFESTAÇÃO”

13 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real; de outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito. É o ópio do povo. (Marx)

O ataque à redação de Charlie Hebdo chocou o público, horrorizado pela morte violenta de 12 pessoas, no centro de Paris. As imagens de vídeo, vistas por milhões, dos pistoleiros disparando e matando um policial já ferido, deram extraordinária atualidade aos eventos da 4ª-feira (7/1/2015).

Imediatamente depois do tiroteio, estado e imprensa-empresa imediatamente se puseram a tentar explorar o medo e o estado de confusão em que a opinião pública foi lançada. Mais uma vez, aí está exposto o caráter do terrorismo, de total fracasso político e de ação essencialmente

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DEMITAM-NOS!

26 novembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

Temos de remover os economistas (neoliberais e neoclássicos) das suas posições de poder e influência. Tira-los dos bancos centrais, ministérios, comunicação social, universidades, onde quer que eles estejam e espalhem a sua perniciosa ignorância. Eles não fazem a mínima ideia do que estão a falar e fazem por ignorar toda a evidência que contradiz as suas teorias. (p.2-3)

De acordo com o mito capitalista todo o progresso está dependente dos capitalistas. Eles são os únicos capazes de conduzirem a iniciativa e os grandes esquemas. (…) Sem eles nós cairíamos na estagnação e as nossas sociedades colapsariam na anarquia. Todos os déspotas, monarcas e imperadores através dos tempos venderam esta história. (p.133)
in Sack the economists 
[1]

1- O pensamento neoliberal: uma pseudo ciência económica 
Os economistas a que Geoff Davies se refere são os neoliberais e os neoclássicos. Trata-se de uma obra que à semelhança de outros trabalhos, por exemplo de Mike Whitney, Michael Hudson, Paul Craig Roberts, James Petras, J. Stiglitz, só mencionando não marxistas, não deixam pedra sobre pedra do edifício neoliberal, o capitalismo atual, na sua fase senil, incapaz de dar solução aos problemas que cria.

Para G. Davies o pensamento neoliberal “está centrado no mercado “livre” e no

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

SOCIALISMO E COMUNISMO, MODO DE USO: MANUAL DIDÁTICO

24 novembro 2014, Vermelho htt p://www.vermelho.org.br (Brasil)
Ainda me surpreendo com gente que afirma repudiar os ideais comunistas ou socialistas porque eles “não deram certo” em parte alguma. Em resposta a essa afirmação o que me vem em mente é uma pergunta: Então o capitalismo deu certo?

Por Rita Almeida*, na Carta Maior


Bom, parece que segundo matéria recente publicada no Globo, o capitalismo deu muito certo. Pelo menos para as 85 pessoas mais ricas do mundo ou cerca de 1% da população. Segundo a pesquisa citada, essa elite de 85 pessoas acumula a mesma riqueza que os 3,5 bilhões mais pobres do planeta. A matéria afirma ainda que cerca de 1% da população detém a metade da riqueza mundial. Sendo assim, minha pergunta também pode ser feita de outro modo: se é que o capitalismo deu certo, deu certo pra quem?

Suspeito que, quando se supõe que o capitalismo tenha “dado certo”, se queira dizer que o capitalismo triunfou. Infelizmente, disso eu não tenho dúvidas. Se é eticamente permitido que ao dividirmos uma pizza gigante ao meio, metade dela seja fatiada para 85 pessoas e a outra metade seja fatiada para 3,5 bilhões de pessoas, então só podemos confirmar que o capitalismo triunfou. Ou seja,

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Brasil/O QUE É A INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL (Parte 1)

16 setembro 2014, ADITAL, Agência de Informação Frei Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)

O QUE É O BANCO CENTRAL (BC)?

Carlos Alberto Lungarzo*

Nas democracias modernas, o Banco Central é uma instituição que se ocupa principalmente dos problemas monetários. Os mais importantes desses problemas são
1) Inflação (aumento de preços)
2) Taxa de juros
3) Taxa de câmbio entre a moeda nacional e outras.
4) Emissão de moeda
5) Supervisão da reserva monetária.
6) Operações de mercado aberto (como leilões), depósitos compulsórios, políticas de crédito, redesconto. Empréstimos e similares.
Em alguns países, o BC atua como vigilante dos Bancos Comerciais, para garantir que estes Bancos cumpram as Normas que o Banco Central formula.

Exemplos:
1. O BC vigila para que os bancos não façam empréstimos a uma taxa de juros maior.
2. Vigila, também, que os bancos comerciais apliquem a taxa de câmbio dentro da faixa fixada pelo BC, etc.

Em alguns países, o BC se limita a estabelecer a política monetária (inflação, juros, superávit, câmbio, etc.), mas não controla os outros bancos.

O termo "Banco Central” é usado em toda América Latina, salvo no México, onde se chama Banco do México ou "Banxico” ou "Banco Nacional”.
Nos EUA não há um único BC, mas um sistema de Bancos, cada um dos quais é um "Banco da Reserva Federal”. (Federal Reserve Bank) A rede formada por todos esses bancos chama-se "Sistema da Reserva Federal” (Federal Reserve System). Há um banco em cada

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

LA FASE DEMENCIAL DEL TOTALITARISMO NEOLIBERAL

05/08/2014, Alai-amlatina America Latina en Movimiento http://alainet.org

Alberto Rabilotta*

ALAI AMLATINA -- No hay que ser un experto para ver que en los últimos meses, y de manera cada vez más acelerada, el imperialismo estadounidense y sus aliados de la OTAN están tratando de crear todas las condiciones para transformar las relaciones internacionales en un nuevo teatro de confrontaciones con vistas a mantener el ya cuestionado sistema internacional unipolar y la hegemonía neoliberal.

Hace apenas tres años, cuando alboreaba la multipolaridad con los esfuerzos de creación de UNASUR y de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC), con Rusia tratando de consolidar una región euroasiática y los BRICS explorando una alternativa a la tiranía neoliberal, el imperialismo se lanzó a la creación de nuevos focos de tensión, interviniendo en

terça-feira, 24 de junho de 2014

"MARX HA VUELTO": Una miniserie argentina sobre el Manifiesto Comunista se convirtió en un fenómeno en las redes sociales

23 junio 2014, Telam http://www.telam.com.ar (Argentina)

"Marx ha vuelto", que con una historia de ficción, archivos de imágenes y la presencia del mismo Carlos Marx -interpretado por el actor Carlos Weber- discute conceptos del "Manifiesto Comunista", lleva más de 280 mil visitas sólo en Youtube.

La serie cuenta con cuatro capítulos de cerca de 15 minutos cada uno, mientras que se está rodando el quinto, que estará disponible en la web a partir de mediados de julio

"Marx ha vuelto". Burgueses y proletarios [Cap. 1°]

Sólo a través de Youtube, la serie lleva más de 280.000 visitas, sin sumarle las que se realizan a través de la plataforma de Vimeo -donde también está disponible- y de la viralización que la ha acompañado y posicionado en distintos canales.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

DAVID HARVEY: AS CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO

29 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

David Harvey é professor de antropologia e geografia do Centro de Graduação da City University of New York (CUNY). Dá aulas sobre O Capital de Marx há mais de 40 anos e é autor de um 'guia de leitura', em dois volumes, para ler a grande obra de Marx. Essa leitura microscópica de O Capital é fruto de uma série de 13 conferências, cujos vídeos Harvey distribuiu online.

11/4/2014, entrevista a Jonathan Derbyshire, Prospect Magazine, UK - http://goo.gl/0Fac3k

Seu livro mais recente é 17 Contradições e o Fim do Capitalismo.[1] O livro começa com uminsight de Marx - que crises periódicas são endêmicas nas economias capitalistas - e oferece uma análise da atual conjuntura histórica. Conversei com o professor Harvey em Londres, semana passada.
________________________________

Prospect Magazine: No início do livro, o senhor observa, como outros também observaram, que há algo de diferente na mais recente crise do capitalismo, a crise financeira global de 2008. "Seria de esperar que todos" - o senhor escreveu lá - "tivessem diagnósticos concorrentes a oferecer sobre o que está errado, e que houvesse uma proliferação de propostas de o que fazer para corrigir tudo. O que mais surpreende hoje é a miséria de pensamento novo e de novas políticas." Por que não há nem diagnósticos nem propostas nem ideias novas? 

David Harvey: Uma hipótese é que a concentração de poder de classe que se vê hoje é de tal modo gigantesca, que não há por que a classe capitalista precise ou queira ver qualquer tipo de pensamento novo. A situação, por mais que seja disruptiva para a economia, não é necessariamente disruptiva para a capacidade de os ricos acumularem

sábado, 10 de maio de 2014

Venezuela/LA BURGUESÍA VENEZOLANA Y SU LUCHA POR RETORNAR AL PODER POLÍTICO

10 mayo 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


Desde el inicio de la Revolución Bolivariana la burguesía nacional en su afán de restablecer el poder político en Venezuela ha efectuado diversas acciones desestabilizadoras con el propósito de debilitar y acabar por completo con el proceso revolucionario que se ha venido llevando a cabo desde el año 1999.
 
Sin duda es una lucha de clases, los dos principales factores sociales predomínate en la actualidad, la burguesía y la clase trabajadora colisionan con más contundencia en todos los escenarios existentes y posibles en comparación con otras épocas, la burguesía acostumbrada al poder político en el país se siente minimizada por ausencia de dicho poder, y por la otra parte, la clase trabajadora en su lucha incansable por obtener por completo el poder político está dispuesta asumir la responsabilidad que obedece gran cambio social a pesar de los inconvenientes y obstáculos reformistas y reaccionarios que hoy en día envuelven al proceso revolucionario, dificultando el salto definitivo a la implementación del estado socialista. 

Desde el inicio del proceso revolucionario en el año 1999 tras la promulgación de la nueva carta magna se pensaba llevar a cabo un modelo social

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

FALEMOS A SÉRIO SOBRE A DESIGUALDADE

21 fevereiro 2014,Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
http://www.resistir.info/eua/zoltan_11fev14_p.html

por Zoltan Zigedy*

"A tenacidade dos yankees… é resultado do seu atraso teórico e do seu desprezo anglo-saxão por qualquer teoria. E à conta disso são penalizados por uma fé supersticiosa em todos os absurdos filosóficos e económicos, por um sectarismo religioso, e por experiências económicas idiotas, com as quais, apesar de tudo, certas cliques burguesas lucram". Frederich Engels, carta a Sorge , Londres, 6 de Janeiro, 1892. Tradução para inglês de Leonard E. Mins (1938)

Cento e vinte e dois anos depois, os yankees mantêm-se à margem das teorias ao mesmo tempo que se agarram a todos os esquemas peregrinos que prometem restringir o apetite de um sistema capitalista insaciável. Funcionando sem interrupção, o capitalismo gera cada vez maior riqueza para os seus amos enquanto devora todos os outros à sua volta. Da reforma reguladora a estilos de vida alternativos, de políticas fiscais a esforços cooperativos, os auto-proclamados opositores deste monstro económico voraz têm anunciado êxitos recém-cozinhados no seu caminho destruidor. Enquanto… "as pessoas [nos EUA] têm que tomar consciência dos seus interesses sociais, fazendo asneiras atrás de asneiras…", conforme Engels exprimiu numa outra carta para o seu amigo americano Frederich Sorge, os capitalistas satisfeitos continuam a lucrar alegremente.

A brutal acusação de Engel da alergia norte-americana à teoria e a afinidade por um activismo sem norte foi aligeirada por um optimismo baseado mais na esperança do que na realidade: "O movimento vai passar por muitas e desagradáveis fases, desagradáveis especialmente para os que vivem no país e têm que passar por elas. Mas estou firmemente convencido de que as coisas agora vão avançar aí… apesar do facto de que os americanos por enquanto irão aprender quase exclusivamente com a prática e não tanto com a teoria".

Essa convicção pode parecer desajustada hoje visto que muitos do que afirmam a sua oposição ao capitalismo continuam a desprezar a teoria e a investir em esquemas utópicos e a isolar questões escaldantes de uma crítica geral do capitalismo e das suas políticas sociais.

Nada ilustra melhor o diagnóstico de Engels do que a actual discussão pública sobre a desigualdade e a pobreza. É uma tentação

domingo, 14 de julho de 2013

PROBLEMAS NO PARAÍSO



8 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Problemas no Inferno parecem compreensíveis – sabemos por que as pessoas estão protestando na Grécia ou na Espanha, mas por que é que há problemas no Paraíso, em países prósperos ou que, ao menos, passam por um período de rápido desenvolvimento, como a Turquia, a Suécia e o Brasil? Por Slavoj Žižek

Slavoj Žižek  

Em seus textos de juventude, Marx descreveu a situação alemã como aquela em que a solução de problemas particulares só era possível através da solução universal (revolução global radical). Ali reside a fórmula mais resumida da diferença entre um período reformista e um revolucionário: em um período reformista, a revolução global continua a ser um sonho que, na melhor das hipóteses, sustenta nossas tentativas para aprovar alterações locais – e, no pior dos casos, impede-nos de concretizar mudanças reais –, ao passo que uma situação revolucionária surge quando se torna claro que apenas uma mudança global radical pode resolver os problemas particulares. Nesse sentido puramente formal, 1990 foi um ano revolucionário: tornou-se claro que as reformas parciais dos Estados comunistas não seriam suficientes, que era necessário uma ruptura global radical para resolver até mesmo problemas parciais (fornecimento adequado de alimentos etc.).

Então onde é que estamos, hoje, em relação a essa diferença? Seriam os problemas e protestos dos últimos anos sinais de uma crise global que está gradual e inexoravelmente se aproximando, ou seriam estes apenas pequenos obstáculos que podem ser contidos, se não resolvidos, por meio de intervenções precisas e específicas? A característica mais estranha e ameaçadora sobre eles é que não estão explodindo apenas (ou principalmente) nos pontos fracos do sistema, mas também em lugares que eram até agora tidos como histórias de sucesso.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Brasil/Theotonio dos Santos, Premio Economista Marxista 2013: “El camino es la integración”



11 junio 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org (Brasil)

Osvaldo León

ALAI AMLATINA -- En el acto de apertura del VIII Foro de la Asociación Mundial de Economía Política (Florianópolis, 23-26 de mayo de 2013), el científico social brasileño Theotonio dos Santos fue galardonado con el Premio Economista Marxista 2013, que otorga esta entidad desde el año 2011, como reconocimiento a su dilatada producción intelectual que tiene como uno de los ejes la “Teoría de la Dependencia”, habida cuenta de que participó en la sustentación inicial de ella.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bolivia/García Linera participará en Foro de la Izquierda 2013 en New York


5 junio 2013, Agencia Boliviana de Información (ABI) http://www3.abi.bo (Bolivia)
 
La Paz (ABI) -- El vicepresidente Álvaro García Linera participará del 7 al 9 de junio en el Left Forum (Foro de la Izquierda) 2013 que se realizará en la Universidad Pace de la ciudad de New York, donde se abordarán temas referidos a la 'Movilización para la Transformación ecológica- económica', informaron fuentes oficiales.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Brasil/CURSO DE INTRODUÇÃO AO MARXISMO

Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho – CeCAC : http://www.cecac.org.br

CeCAC e Jornal Arma da Crítica promovem Curso de Introdução ao Marxismo
· Marx: sua obra no contexto histórico e revolucionário

· Conceitos básicos sobre a teoria marxista (2 aulas)
· A questão do Estado e as revoluções socialistas

Duração: 4 semanas (1 aula por semana)
Horários disponíveis: Segunda, de 18h30 às 21h, Quarta, de 14h às 17h, Sábado, de 10h às 13h

Contribuição: R$ 40 reais Para estudante: R$ 20,00 + cópia dos textos (opcional)
Inscrições no local ou por telefone até 10 de setembro

Aberto de segunda à sexta, entre 14h e 18h
Contato: cecac@terra.com.br

Tels: (21) 2524-6042   e (21) 8892-5202
Início das aulas: 15 de setembro

"Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de formas diferentes. Trata-se, porém, de transformá-lo"(Karl Marx)
Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho – CeCAC : http://www.cecac.org.br

Rua Haddock Lobo, 408 / sala 101 (térreo) - Tijuca (próximo ao Metrô Afonso Pena) - Rio de Janeiro/RJ
Telefones: (21) 2524-6042 e (21) 8892-5202

E-mail: cecac@terra.com.br  - sítio: www.cecac.org.br

sábado, 14 de abril de 2012

ESPAÑA, ¿CUÁL ESPAÑA?

13 abril 2012/Agencia Latinoamericana de Informacion http://alainet.org (Ecuador)
email: info@alainet.org

Atilio Boron*

ALAI AMLATINA -- El entredicho entre el gobierno argentino y la empresa Repsol-YPF ha desencadenado una virulenta reacción de parte de funcionarios del gobierno ultraconservador español. Las declaraciones del Ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo; de la Vicepresidenta del Gobierno, Soraya Sáenz de Santamaría y la del Secretario de Estado de España para la Unión Europea, Iñigo Méndez de Vigo, revelan que a pesar del largo tiempo transcurrido estos funcionarios de la Corona todavía no se percataron del resultado de la batalla de Ayacucho que, en 1824, terminó de demoler los restos del imperio español en esta parte del mundo. Tanto su “puesta en escena” –rostros endurecidos de furia, frases altisonantes, dedo índice en ristre de García-Margallo- como el contenido amenazante de sus declaraciones, especialmente la del tal Méndez de Vigo diciendo que la Argentina se convertiría en un “apestado internacional” y sufriría “consecuencias malísimas” en caso de que se afectaran los intereses de Repsol-YPF son un oportuno recordatorio de que, lamentablemente, las peores tradiciones del colonialismo español siguen vivas y regurgitan cada vez que sienten que alguna de sus antiguas colonias se aparta del curso de acción fijado por la antigua metrópolis.

La violencia simbólica desatada en estos días se inscribe en el sórdido panorama que presenta la España actual, atribulada por una profunda crisis económica y por el fenomenal retroceso experimentado en materia de derechos ciudadanos y libertades públicas. Hace apenas un par de días que el presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, hizo pública su intención de vigilar y maniatar las redes sociales por lo que toda convocatoria a protestas o manifestaciones políticas de cualquier tipo hecha a través de las mismas será tipificada nada menos que como un delito penal. A partir de esa iniciativa, el gobierno español podrá perseguir a quienes, en su peligroso delirio, califica como “grupos radicales antisistema” involucrados en novísimas formas de “guerrilla urbana”. Todo esto con el afán de impedir que las víctimas del brutal ajuste neoliberal impulsado por el Partido Popular puedan oponer resistencia y luchar contra la injusticia de un proyecto al que sola y exclusivamente le preocupa salvaguardar los intereses del capital, no el bienestar del pueblo. Pese a ello son muchos quienes con ingenuidad todavía confunden un régimen capaz de producir estas muestras de despotismo con la “democracia.”

El argumento más socorrido por estos enardecidos funcionarios de la Corona es que cualquier agresión a Repsol-YPF sería un ataque a España y, por ende, a los españoles. No hay que caer en esa trampa. El pleito no es con España o los españoles sino con su burguesía, que explota y desangra a los pueblos tanto fuera como dentro de España, cosa que hoy es evidente hasta para un ciego. Porque España no es esa pandilla de saqueadores profesionales, dignos descendientes de quienes cometieron en nuestras tierras el mayor genocidio de la historia, amparados por la maléfica alianza entre la cruz y la espada. España no son esos especialistas en vaciar empresas y en arrancar pingües ganancias como lo han hecho por toda Latinoamérica y el Caribe bajo la protección de sus padrinos políticos, sean estos Felipe González, José María Aznar o Mariano Rajoy. España no es esa Corona nauseabunda y parasitaria, hundida en una ciénaga de escándalos que “la prensa seria” de la península se encarga de disimular. Para nosotros España es la poesía de Miguel Hernández, Rafael Alberti y Federico García Lorca; las pinturas de Pablo Picasso; la música de Manuel de Falla y Pablo Casals; la filosofía de Manuel Sacristán Luzón, y de mi inolvidable maestro Adolfo Sánchez Vázquez. España es la extraordinaria labor de los republicanos exiliados en México: Wenceslao Roces, José Gaos y Eugenio Imaz, entre otros, eximios traductores al castellano de El Capital y otros textos de Karl Marx, así como de muchos otros autores del pensamiento clásico. España, por último, es el indoblegable heroísmo de la Pasionaria y los anarquistas y comunistas que lucharon contra la barbarie franquista, de la cual Rajoy, Aznar y el Partido Popular son sus indiscutibles herederos. Estos energúmenos, tardíos sobrevivientes de un conjuro medieval, representan con sus exabruptos de hoy lo peor de España. Son los perros guardianes de los filibusteros de traje y corbata que siembran miseria dentro y fuera de España. La lucha es contra esa España, no contra los españoles ni mucho menos contra la otra España, con la cual nos sentimos hermanados.

* Dr. Atilio Boron, director del Programa Latinoamericano de Educación a Distancia en Ciencias Sociales (PLED), Buenos Aires, Argentina www.centrocultural.coop/pled http://www.atilioboron.com

terça-feira, 10 de abril de 2012

LA REVOLUCIÓN NACIONAL BOLIVIANA, 60 AÑOS DESPUÉS

10 abril 2012/Rebelión http://www.rebelion.org (México)


La prensa, incluida la que tiene inclinaciones izquierdistas, parece no haber reparado que en un día como ayer, sesenta años atrás, el 9 de Abril de 1952, se producía el triunfo de la Revolución Nacional Boliviana, la más radical después de la Revolución Mexicana (1910-1917) y, en más de un sentido, precursora de la Revolución Cubana. Fue una jornada heroica, que culminó cuando el ejército, perro guardián de la oligarquía minera y terrateniente, fue derrotado, desarmado y disuelto por los mineros tras dos días de fieros combates. Como en México antes, y en Cuba después, la derrota del ejército es la marca decisiva de toda revolución. Como veremos más abajo los acontecimientos de Bolivia impactaron enormemente al joven Ernesto Guevara, años antes de que se convirtiera en el Che. También a otro joven, brillante como él, Fidel Castro, que en su célebre alegato “La Historia me Absolverá” (del 16 de Octubre de 1953) decía a sus jueces que “Se ha querido establecer el mito de las armas modernas como supuesto de toda imposibilidad de lucha abierta y frontal del pueblo contra la tiranía. Los desfiles militares y las exhibiciones aparatosas de equipos bélicos, tienen por objeto fomentar este mito y crear en la ciudadanía un complejo de absoluta impotencia. Ningún arma, ninguna fuerza es capaz de vencer a un pueblo que se decide a luchar por sus derechos.. Los ejemplos históricos pasados y presentes son incontables. Está bien reciente el caso de Bolivia, donde los mineros, con cartuchos de dinamita, derrotaron y aplastaron a los regimientos del ejército regular.”1

La historia de la Revolución Boliviana ofrece numerosas enseñanzas de gran utilidad para las luchas emancipatorias que libran nuestros pueblos. Sus logros iniciales fueron inmensos, imposibles de subestimar. Pero carecieron del sustento político, económico e ideológico necesario para garantizar su irreversibilidad. La revolución empezó a gestarse pocos meses antes, en 1951, cuando el Movimiento Nacionalista Revolucionario (MNR) liderado por Víctor Paz Estenssoro triunfa en las elecciones presidenciales de ese año. Poco después se produce un golpe de estado, promovido por la oligarquía minera, que instala una Junta Militar con el objeto de impedir el acceso al poder del jefe del MNR, que debe exiliarse en la Argentina. Lo que sigue es una creciente inquietud social y política que se traduce primero en una impetuosa movilización de mineros y campesinos y, poco después, a lo que la teoría marxista denomina una “dualidad de poderes.” Es decir, una profunda grieta en el estado burgués que, debilitado por la rebelión de “los de abajo”, pierde su capacidad para reclamar y obtener la subordinación a sus mandatos y que, por lo tanto, no puede impedir el surgimiento de un formidable antagonista, un poder real, efectivo, no formal ni constitucional sino un poder constituyente basado en el inmenso apoyo popular del bloque formado por los campesinos y mineros en armas. Tal como lo advirtiera Lenin, situaciones de este tipo son altamente inestables y rápidamente se definen en una u otra dirección. Eso fue precisamente lo que ocurrió el 9 de Abril del 1952, en la masiva insurrección popular que tuvo como epicentros La Paz y Oruro. Allí el ejército fue derrotado y desmantelado, reemplazado por milicias populares de mineros y campesinos, al mejor estilo de la Comuna de París. Estas jornadas, bañadas por la sangre de por lo menos medio millar de muertos, abrieron el camino para la conformación de un gobierno provisional al mando de Hernán Siles Suazo, otro de los dirigentes del MNR, y el más importante dirigente sindical de ese tiempo, el minero Juan Lechín Oquendo, quienes fueron literalmente instalados en el Palacio Quemado por las masas a la espera del retorno al país de quien consideraban su legítimo presidente, Víctor Paz Estenssoro.

La derrota y disolución del ejército fue uno de los grandes logros revolucionarios de los sucesos de Abril de 1952. Pero hubo otros: poco después, en Julio de ese mismo año, se aprueba una nueva legislación otorgando el sufragio universal a las mujeres, los analfabetos y los indígenas. En Octubre se nacionalizaron las minas, y principalmente las de estaño, tradicionalmente en manos de una tríada de grandes propietarios conocida como “los barones del estaño”: Simón Iturri Patiño, Carlos Víctor Aramayo y Mauricio Hochschild. Con la nacionalización estas empresas pasaron a formar parte de una nueva corporación estatal minera, la COMIBOL, al paso que el gobierno asumía el monopolio de la exportación del estaño. Al mismo tiempo se lanzan programas para promover la industrialización del estaño en Bolivia y fomentar las actividades petroleras en el Oriente boliviano y en el Sur y, más generalmente, afianzar la soberanía nacional sobre los recursos naturales del país y construir caminos que permitieran unir el Occidente del altiplano con los llanos orientales. De enorme importancia es el reparto agrario, que se institucionaliza con la Ley de Reforma Agraria de Agosto de 1953, y que permite la destrucción del latifundio, concentrado en las regiones andinas, y la distribución de la tierra a los indígenas, a la vez que favorece la sindicalización de los campesinos. La creación de la COB (Central Obrera Boliviana) tuvo lugar días después del triunfo de la insurrección. La COB fue uno de los pilares fundamentales de apoyo al nuevo gobierno por su activa participación en todas las ramas del aparato estatal. Su líder histórico, Juan Lechín Oquendo, fue elegido Secretario General de la COB y nombrado Ministro de Minas y Petróleo del nuevo gobierno. Fue uno de los líderes populares más conscientes de que sin armar adecuadamente a las milicias populares la estabilidad del nuevo gobierno se vería comprometida. Lamentablemente, sus palabras cayeron en saco roto.

Decíamos más arriba que más allá de sus logros la Revolución Boliviana no pudo evitar seguir un curso descendente que la condujo hasta su definitiva derrota el 4 de Noviembre de 1964 con el golpe de estado de René Barrientos Ortuño, siniestro personaje que como presidente de Bolivia orquestaría, junto con la CIA y el Pentágono, la cacería y posterior asesinato del Che en Bolivia. Pero la derrota de la revolución ya latía en su seno desde mucho antes. En primer lugar, por la política de alianzas porque aun cuando en su fase inicial el poder real descansaba en manos de obreros y campesinos armados la representación política de la revolución le fue confiada al MNR y sus líderes, exponentes de un sector social que pese a su vocinglería antioligárquica conservaba estrechos lazos con esa clase y la burguesía boliviana. Peor aún, tanto Paz Estenssoro como Siles Suazo demostraron ser fácilmente co-optables por la astuta diplomacia norteamericana. Contrariamente a lo habitual esta no demoró en reconocer al nuevo gobierno surgido de los hechos revolucionarios de Abril, pese a que en ese mismo momento preparaba una invasión de mercenarios para deponer al gobierno de Jacobo Arbenz en Guatemala. La importancia que el estaño tenía para la industria militar de Estados Unidos y su atesoramiento de reservas minerales estratégicas en el marco de la Guerra de Corea y el peligro de una Tercera Guerra Mundial es sin duda uno de los factores que explica actitudes tan diferentes en uno u otro caso. Mientras Washington tenía muchos países que podían venderle el café o las bananas que exportaba Guatemala, no había tantos que pudieran ofrecerle el estaño que requería su aparato industrial y militar. De hecho, poco más de la mitad de las exportaciones de ese mineral eran adquiridas por Estados Unidos, lo que colocaba al imperio en inmejorables condiciones de negociación para imponer sus políticas. Además, la debilidad estructural de la economía boliviana, sin salida al mar y lastrada por siglos de opresión y explotación, la tornaba muy dependiente de los programas de “ayuda” dispuestos por Washington. Y las debilidades ideológicas de la pequeña burguesía del MNR, so pretexto de la necesidad de ser “realistas” y no antagonizar a los intereses imperiales, permitieron cerrar el círculo de la sujeción al imperialismo. Uno de los elementos cruciales que Estados Unidos manejó con mucha sagacidd fue la necesidad “técnica” de reconstituir al derrotado ejército. De hecho, dos años después del triunfo de la revolución se reabría la Escuela Militar y comenzaba el proceso de liquidación de las milicias populares. Sería el ejército quien, en 1964, dispararía el tiro de gracia a la revolución. En todo caso fue esta necesidad de mantener “buenas relaciones” con el imperio la que signó el inicio del Termidor revolucionario. La Revolución Nacional no sólo fue una revolución traicionada sino también una revolución interrumpida. Cuenta uno de sus biógrafos que mientras Ernesto Guevara, de paso por Bolivia en su segundo viaje por América Latina, esperaba para ser recibido por un alto funcionario del recientemente establecido Ministerio de Asuntos Campesinos se encontró con un grupo de indios que habían llegado al lugar para recoger los títulos de propiedad prometidos por el reparto agrario. Pero antes de llegar a la oficina del funcionario a cargo del expediente se los hizo formar y se los roció con un insecticida. Guevara comentaría, en una de sus cartas que "el “MNR hace la revolución con DDT.”
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El drama de 1952 podría resumirse así: una revolución hecha por obreros mineros y campesinos, que juntos empuñan las armas y destruyen al sostén fundamental del decrépito orden oligárquico, el ejército, para luego cederle el control del estado a los aliados pequeño burgueses del campo popular y aceptar que sean ellos, y no quienes hasta ese momento tenían el poder real en sus manos, es decir, las armas, los que fijarían el rumbo del gobierno surgido de una revolución pero cuyo destino sería, doce años después, ser víctima de una contrarrevolución. Otros factores que también operaron fueron los siguientes: (a) el reparto agrario que al no estar acompañado de intensa labor de organización y educación políticas terminó por replegar a los campesinos hacia su pequeña parcela y abandonar la escena política. Ocurrió aquí algo similar a lo acontecido con los campesinos parcelarios franceses analizados por Marx en su Dieciocho Brumario de Luis Bonaparte : el fetichismo que crea la propiedad privada sobre una ínfima -¡a menudo misérrima!- porción de tierra los desmovilizó y, peor aún, durante algún tiempo los convirtió en bases de apoyo de diversos gobiernos anti-revolucionarios, como el del ya mencionado René Barrientos Ortuño. (b) Por otra parte, los sectores mineros no lograron establecer una sólida y duradera alianza con los campesinos, y el progresivo aislamiento de los primeros facilitó, pocas décadas después, su debilitamiento organizacional hasta concluir con su desaparición como actor económico o político de relevancia en la Bolivia contemporánea. (c) El activismo norteamericano para frustrar procesos revolucionarios, desde fuera –con presiones económicas y políticas, mentirosas promesas de colaboración, o amenazas veladas o abiertas de intervención- tanto como desde dentro, atrayendo a su hegemonía a los sectores de un cierto nacionalismo popular que, en su ilusión, soñaban con un proyecto nacional sin que al mismo tiempo fuese socialista y radicalmente anti-imperialista, cosa que una y otra vez ha demostrado ser imposible. (d) Por último, la violación en la Bolivia del MNR de una suerte de “ley de hierro” de todas las revoluciones y/o procesos de reformismo radical: o se avanza resueltamente hacia nuevas metas que profundicen la estabilidad e irreversibilidad de los logros iniciales, o el proceso se estanca, languidece y muere. 

Pero más allá de este breve balance de triunfos y derrotas hoy es justo y necesario rendir homenaje al heroísmo y la abnegación demostrada por el pueblo boliviano en las épicas batallas libradas sesenta años. Los méritos de los revolucionarios de Abril no se empañan por la capitulación del fallido gobierno instaurado por la revolución. La labor de la insurrección no fue todo lo metódica y radical que habría sido deseable, más allá de las obvias preguntas contrafácticas acerca de si las cosas podrían o no haber ocurrido de otra manera. En todo caso lo cierto es que con la clausura del ciclo revolucionario abierto en aquella ocasión habrían de transcurrir cincuenta largos años -años de sufrimientos, de miseria y de muerte para el pueblo boliviano- para que, a inicios de este siglo, se pusiera fin a tanta decadencia con las grandes movilizaciones populares que, en 2005, culminarían con la elección de Evo Morales a la presidencia de Bolivia abriendo así un nuevo y luminoso capítulo en la historia de ese hermano país.

1 Fidel Castro Ruz, La Historia me Absolverá [edición definitiva y anotada] (Buenos Aires: Ediciones Luxemburg, 2005), p. 57.

2 Ver Frank Niess, Che Guevara (Madrid: EDAF, 2004), pg. 43. Esta anécdota también la narra el Che en América Latina. Despertar de un continente , una recopilación de sus notas de viaje. (La Habana: Ocean Press, 2003), p.71.En una de sus cartas el Che decía que una revolución que actúa de ese modo con los campesinos “no puede ser una revolución verdadera.”