Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sábado, 2 de julho de 2016
EUROPA, BREXIT E BRASIL
sábado, 23 de maio de 2015
Moçambique/Xenofobia na África do Sul: Detalhes são importantes para compreender o fenómeno
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Moçambique/Zuma pede desculpas pelos ataques xenófobos
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
O REGRESSO DO FASCISMO – A propósito do Charlie Hebdo
O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo ingressou velozmente no pântano da confusão. Os dois supostos atacantes foram liquidados dois dias depois dos ataque, ainda não se sabe bem como foram tão facilmente identificados numas poucas horas – salvo se aceitarmos a incrível versão policial de que um deles esqueceu o seu documento de identidade no automóvel utilizado no atentado. Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, assinala que "a polícia encontrou o cartão de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio (próximo da sede do Charlie Hebdo). Soa familiar? Recordem que as autoridades (estado-unidenses) afirmaram haver encontrado o passaporte intacto de um dos supostos sequestradores do 11 de Setembro entre as ruínas das torres gémeas. Uma vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais
A HIPOCRISIA DO MEME “EU SOU CHARLIE” E DA TAL “LIVRE MANIFESTAÇÃO”
SOBRE OS ASSASSINATOS NO CHARLIE-HEBDO
Sua Eminência, Hassan Nasrallah, do Hezbollah: “Takfiris
ofendem muito mais o Profeta que a tal revista”
Imã Mahdi em Beirute em 9/1/2015
EU NÃO SOU CHARLIE, JE NE SUIS PAS CHARLIE
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Brasil/"... SOU HUMANA! E O MARCO FELICIANO NÃO ME REPRESENTA"
Brasil/O LADO "BOM" DE FELICIANO
Há quem veja como ruim esse excesso de publicidade - mesmo sendo negativa - dada ao político de opiniões tão esdrúxulas. E isso é realmente perigoso. Ao criticar Feliciano, a imprensa acaba dando uma visibilidade nunca imaginada pelo pastor. Parece impossível, mas a cada nova polêmica, se ganha críticas, ele também ganha novos adeptos. Brincadeira ou não, seu nome já foi até cogitado por seus colegas de partido para uma disputa à Presidência da República.
No entanto, nem tudo está perdido. O preconceito exalado por Feliciano e sua trupe no último mês também evidenciou como há um segmento de pessoas no Brasil pensando dessa maneira e, alguns deles, ocupando importantes cargos públicos. Mesmo se não fosse eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano continuaria a existir dentro do Congresso com as mesmas ideias. Dar voz ao parlamentar e espaço para seus preconceitos, amparados pelo uso falacioso de textos religiosos, também é uma forma de desqualificá-lo e desencadear reações reprovando o comportamento do pastor até de representantes de outras igrejas evangélicas.
É sempre um risco, nestes tempos de reação e falta de utopias, dar espaço ao conservadorismo e ao desrespeito, mas, no caso de Feliciano, parece estar surtindo um efeito contrário e positivo. A impropriedade e o anacronismo de seu pensamento fazem despertar, em igual proporção, o quanto é criminoso o preconceito racial e a homofobia. Como é grave, também, a exploração de pessoas mais pobres por meio de um charlatanismo religioso descarado, no qual, para se chegar a uma bênção divina, aceita-se pagamento em vale-transporte, em tíquete refeição ou em cartão de crédito dividido em dez parcelas.
Tão importante quanto brigar pela saída do deputado e pastor Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos é combater a disseminação de suas ideias na vida cotidiana, nas instituições públicas e, também, nas privadas. Nesse ponto, as redes sociais têm desempenhado um importante papel.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Portugal/GREVE GERAL: O GRITO DE UM POVO
24 novembro 2011/Esquerda.net http://www.esquerda.net
A greve geral é um grande protesto contra a desastrosa política de austeridade imposta pelo governo PSD e pela troika. Nesta luta constrói-se unidade para mudar a situação no país, juntam-se pontes para lutar pela mudança na UE.
Esta é a sétima greve geral1 convocada em Portugal desde o 25 de abril de 1974, a terceira convocada em conjunto por CGTP e UGT e a segunda no espaço de um ano. E não é por acaso que se realiza nova greve geral em tão curto espaço de tempo.
Enfrentamos a mais violenta política dos últimos 37 anos contra a maioria da população. Uma política de aumento desenfreado de impostos, de cortes de subsídios, salários e pensões, de aumentos de horários de trabalho, numa palavra de roubo descarado do salário, de aumento desenfreado da exploração.
Uma política conduzida por um governo, que em menos de seis meses rompeu com todas as promessas que os partidos que o compõem fizeram, rasgando o contrato eleitoral com que foram eleitos. Um governo que mente descaradamente e em que, na própria véspera da greve, o seu ministro mais importante, tem o descaramento de vir dizer que “não é tempo de alimentar animosidades, conflitos ou divisões” nem de “concentrar a atenção em interesses particulares e corporativos”. Exatamente o que esse ministro pratica à frente das finanças do país, cortando salários e pensões, para desviar dinheiro para bancos e setores financeiros. Ministro, que afinal mais não faz que aplicar estritamente as ordens do banco central europeu e da direita alemã.
Esta greve geral é, pois, um grito de protesto, uma ação pacífica, mas enérgica, contra a desmedida violência governamental.
A greve geral de 24 de novembro de 2011 é, no entanto, muito mais que um protesto. É um passo num caminho. Um passo de unidade, um dar as mãos entre trabalhadores e desempregados, precários e não precários, funcionários públicos e trabalhadores do setor privado. Pode ainda ser um elo essencial para unir diferentes setores sociais de trabalhadores, nomeadamente industriais e de serviços.
E, pela primeira vez em Portugal, será uma greve geral acompanhada de ampla mobilização popular, com concentrações e manifestações por todo o país. Ações que mostrarão que não se trata de um dia feriado mas de um dia de protesto, e que pelo exemplo mostra o caminho que inevitavelmente teremos de trilhar no enfrentamento da política austeritária.
Já há um ano a greve geral que então se realizou em Portugal, se incorporou num conjunto de ações que se verificavam nalguns países europeus, nomeadamente na Grécia.
Desta vez, porém, esta greve geral junta pontes numa luta que perpassa por toda a Europa. De facto, este governo está a aplicar zelosamente a política imposta na União Europeia pelos Governos de Alemanha, França e Reino Unido. Uma política de feroz austeridade contra a maioria da população e de favorecimento descarado e desmedido do capital financeiro, dos 1% mais ricos do planeta, como muito bem foi denunciado pelos movimentos Occupy.
Mas esta política do diretório da União Europeia, protagonizada pela direita política de Alemanha, França e Reino Unido, mas que tem tido o apoio e participação dos partidos da Internacional socialista, só tem um ponto de convergência: lançar as consequências da crise sobre quem trabalha, para proteger os lucros e as benesses do setor financeiro e dos mais ricos da Europa. É uma política de egoísmo de classe, de austeridade sobre quem trabalha, de aumento da exploração, redução drástica dos salários e corte nos serviços públicos. Uma política contra a maioria esmagadora da população europeia, contra a Europa social e o modelo social europeu.
Contudo, esta política tem a consequência de erguer de novo os terríveis fantasmas da história europeia, que por vezes se pensava para sempre enterrados. Já está a espalhar a xenofobia, nomeadamente quando os governantes dos países do norte da Europa acusam os povos do sul de serem os responsáveis da crise, acusação acompanhada dos piores insultos. Mas como política egoísta, inevitavelmente levantará todos os demónios da história europeia, não é por acaso que vemos aumentarem as discordâncias e conflitos entre as principais potências da UE, apesar dos seus governantes partilharem da mesma visão austeritária.
A greve geral de hoje, neste pequeno país de apenas 10 milhões de habitantes, é assim também um contributo para lançar pontes entre os povos europeus, para juntar forças numa exigência comum: Defendemos uma Europa social e dos povos, defendemos a liberdade e, por isso, lutaremos cada vez próximos e mais unidos contra a política austeritária que faz renascer os piores horrores da história da Europa.
1 A primeira greve geral após o 25 de Abril realizou-se a 12 de fevereiro de 1982, tendo seis meses depois (a 11 de maio) havido nova greve geral. A terceira, e a primeira convocada conjuntamente por CGTP e UGT, teve lugar a 28 de março de 1988. A quarta greve geral teve lugar a 10 de dezembro de 2002 e a quinta a 30 de maio de 2007, ambas convocadas apenas pela CGTP. A sexta greve geral foi há um ano, a 24 de novembro de 2011. (ler a propósito “Greves gerais: de 1911 a 2002”)
*Carlos Santos Dirigente do Bloco de Esquerda.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Portugal/SOLIDARIEDADE COM A NORUEGA, PARA VENCER O ÓDIO
Uma petição lançada por 22 organizações e colectivos do movimento social e político português está aberta à subscrição pública na internet. O texto alerta para a ameaça das ideologias racistas e xenófobas que promovem o ódio na política e recorda que "as armas precisarão sempre do ódio como munição".
3 Agosto 2011/Esquerda.net http://www.peticaopublica.com
A petição, que está disponível para subscrição aqui, começa por endereçar a solidariedade e condolências aos familiares e camaradas das vítimas e ao povo norueguês.
Os promotores da petição dizem compreender "a ameaça representada por ideologias racistas, xenófobas e fascistas, sobretudo quando encontram eco nos discursos e crenças políticas que nos entram pelas casas dentro todos os dias".
"Quando se vota no ódio e na exclusão, quando líderes políticos põem em causa os valores do multiculturalismo, quando as minorias são transformadas em bodes expiatórios para os erros de sistemas políticos que promovem a exclusão e a discriminação, o ódio passa a ser aceite na política", alerta a petição.
"Responderemos com mais democracia", concluem os promotores, após reafirmarem o seu "compromisso com a luta pelo respeito, diversidade, justiça e paz e por uma sociedade verdadeiramente democrática e inclusiva".
A petição é promovida por vinte e duas organizações: Artigo 21.º, Associação 25 de Abril, Associação Abril, Associação República e Laicidade, ATTAC Portugal, Bloco de Esquerda, Convergência e Alternativa, Crioulidades - Arte e Cultura na Diáspora, Fartos/as d'Estes Recibos Verdes, M12M, Movimento Escola Pública, Não Apaguem a Memória, Opus Gay, Panteras Rosa, PES Portugal, Portugal Uncut, Precários Inflexíveis, Rainbow Rose Portugal, Renovação Comunista, Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, União de Mulheres Alternativa e Resistência, Vidas Alternativas.
PARA ASSINAR:
PETIÇÃO PÚBLICA http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N12904
Petição Solidariedade com a Noruega ::
Solidarity with Norway
Para: todos os cidadãos
Português:
Acompanhámos, num misto de choque, fúria e profunda tristeza, o horror que aconteceu em Oslo e Utoya no dia 22 de Julho. Antes de mais, pensamos, obviamente, nas vítimas, famílias, amigos e camaradas. Aceitem as nossas mais sentidas condolências e solidariedade.
Enquanto activistas de diferentes movimentos sociais e políticos portugueses, estendemos as nossas condolências à Liga dos Jovens Trabalhistas e também ao povo norueguês. E ainda a todos aqueles que, como nós, na Europa e no resto do mundo, compreendem a ameaça representada por ideologias racistas, xenófobas e fascistas, sobretudo quando encontram eco nos discursos e crenças políticas que nos entram pelas casas dentro todos os dias.
Quando se vota no ódio e na exclusão, quando líderes políticos põem em causa os valores do multiculturalismo, quando as minorias são transformadas em bodes expiatórios para os erros de sistemas políticos que promovem a exclusão e a discriminação, o ódio passa a ser aceite na política. E as armas precisarão sempre do ódio como munição.
Podia ter sido qualquer um de nós. Por isso, a maior homenagem que podemos prestar a todos os que morreram, ficaram feridos ou perderam entes queridos é o nosso compromisso com a luta pelo respeito, diversidade, justiça e paz e por uma sociedade verdadeiramente democrática e inclusiva. Responderemos com mais democracia.
English:
We followed, in shock, anger and deep sadness the horrendous events in Oslo and Utoya on the 22nd of July. Our first thoughts are towards the victims, their family, friends and comrades. Please accept out heartfelt condolences and solidarity.
As activists from different social and political movements in Portugal, we extend our condolences to the AUF, but also to the people of Norway. And towards all of us in Europe and the rest of the world who understand and aknowledge the threat posed by racist, xenophobic, fascist ideologies, too frequently endorsed by mainstream political discourses and beliefs everywhere.
When people vote for hate and exclusion, when political leaders question multicultural values, when minorities are chosen as scapegoats for the failures of political systems aimed at exclusion and discrimination, hate has been accepted into mainstream politics. And guns will always need hate as ammunition.
It could have been any of us, political activists whose biggest tribute to those who perished, sustained injuries or have lost loved ones is our pledge to keep on struggling for respect, diversity, justice, peace and a truly democratic and inclusive society. We will answer with more democracy.
Artigo 21.º * Associação 25 de Abril * Associação Abril * Associação República e Laicidade * ATTAC Portugal * Bloco de Esquerda * Convergência e Alternativa * Crioulidades - Arte e Cultura na Diáspora * Fartos/as d'Estes Recibos Verdes * M12M * Movimento Escola Pública * Não Apaguem a Memória * Opus Gay * Panteras Rosa * PES Portugal * Portugal Uncut * Precários Inflexíveis * Rainbow Rose Portugal * Renovação Comunista * Sindicato dos Professores da Grande Lisboa * União de Mulheres Alternativa e Resistência * Vidas Alternativas
Os signatários

