Dia:
01/07/2019 às 20:55:22, Portal
Vermelho OPINIÃO http://www.vermelho.org.br (Brasil) http://www.vermelho.org.br/noticia/321698-1
O governo
Bolsonaro chega ao marco do primeiro semestre com um saldo que pode ser
nominado, sem hipérbole, como trágico. Ele aparece com mais dramaticidade na
esfera da economia, com a adoção de uma agenda ultraliberal e neocolonial,
respaldada por ameaças de autoritarismo, que resultou numa verdadeira multidão
amargando o desemprego, o mais perverso efeito social dessa situação, sem
nenhuma perspectiva de que, com esse governo, as coisas vão melhorar.
Mas é importante enfatizar que essa calamidade é decorrência de um projeto de poder. Bolsonaro e sua trupe chegaram ao governo dizendo abertamente o que pretendiam, a começar pela revisão da política externa, agora caudatária dos ditames da Casa Branca. Essa subordinação, fundada no conteúdo ideológico – submisso, da parte brasileira - que une no mesmo universo o Itamaraty e o Pentágono, fez o governo do Brasil ser uma peça irrelevante no cenário mundial, mero joguete de Washington no tabuleiro da geopolítica.
Mas é importante enfatizar que essa calamidade é decorrência de um projeto de poder. Bolsonaro e sua trupe chegaram ao governo dizendo abertamente o que pretendiam, a começar pela revisão da política externa, agora caudatária dos ditames da Casa Branca. Essa subordinação, fundada no conteúdo ideológico – submisso, da parte brasileira - que une no mesmo universo o Itamaraty e o Pentágono, fez o governo do Brasil ser uma peça irrelevante no cenário mundial, mero joguete de Washington no tabuleiro da geopolítica.
Ao abrir mão do seu papel de protagonista global, o governo brasileiro deixou de constar como ator no concerto das nações e deu as costas para os organismos erigidos a duras penas para constituir um mínimo de força e soberania regional na disputa entre os grandes blocos comerciais e políticos em âmbito mundial. O desdobramento dessa política externa se manifesta

