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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uruguay/Murió el pastor Emilio Castro



8 abril 2013, Agencia Uruguaya de Noticias http://www.uypress.net (Uruguay)




Montevideo (Uypress) -- El pastor metodista que fuera además secretario general del Consejo Mundial de Iglesias, Emilio Castro, que jugó además un destacado papel en la resistencia a la dictadura, falleció en esta capital a los 86 años de edad.

Emilio Castro fue el cuarto secretario del Consejo Mundial de Iglesias, pastor responsable de varias parroquias, ocupó distintos cargos en organismos ecuménicos de cooperación en América Latina y también fue director de la Comisión de Misión Mundial y Evangelización en 1973.

El año 2009, la Intendencia Municipal lo declaró "Ciudadano Ilustre de la Ciudad de Montevideo", recordando que "abogó por la esperanza de la recuperación democrática en Uruguay y el resto de América en tiempos de dictaduras en la región". En esa ocasión, se recordó que "Emilio Castro compartió, como tantos uruguayos, los golpes de la dictadura" y se reconoció que "su disposición solidaria fue fundamental para muchos uruguayos que padecieron el exilio".

Entre las múltiples actividades de apoyo a la resistencia Emilio Castro logró que el Consejo Mundial de Iglesias fuera una de las entidades que junto a IPS Inter Press Service colaborará con la agencia de noticias PRESSUR con sede en Roma.

También se señaló que el religioso se reunió en por lo menos tres ocasiones con el líder histórico cubano, Fidel Castro, y también con el sudafricano Nelson Mandela poco después de que éste salió de la cárcel.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Brasil/"... SOU HUMANA! E O MARCO FELICIANO NÃO ME REPRESENTA"


Brasil/O LADO "BOM" DE FELICIANO



11 abril 2013, O Tempo (Brasil)

Murilo Rocha

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) protagoniza, há um mês, manchetes de noticiários em todo o Brasil. Desde o acordo para a sua eleição na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Feliciano desfere um festival de idiotices, desrespeito e estupidez, principalmente, quando tenta se defender de acusações de racismo e homofobia. Todos os dias surgem novos vídeos com declarações absurdas do parlamentar, como, por exemplo, a da existência de uma maldição sobre os negros ou a da interferência divina no assassinato de John Lennon por este ter cometido heresia quando comparou a popularidade dos Beatles à de Jesus Cristo.

Há quem veja como ruim esse excesso de publicidade - mesmo sendo negativa - dada ao político de opiniões tão esdrúxulas. E isso é realmente perigoso. Ao criticar Feliciano, a imprensa acaba dando uma visibilidade nunca imaginada pelo pastor. Parece impossível, mas a cada nova polêmica, se ganha críticas, ele também ganha novos adeptos. Brincadeira ou não, seu nome já foi até cogitado por seus colegas de partido para uma disputa à Presidência da República.

No entanto, nem tudo está perdido. O preconceito exalado por Feliciano e sua trupe no último mês também evidenciou como há um segmento de pessoas no Brasil pensando dessa maneira e, alguns deles, ocupando importantes cargos públicos. Mesmo se não fosse eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano continuaria a existir dentro do Congresso com as mesmas ideias. Dar voz ao parlamentar e espaço para seus preconceitos, amparados pelo uso falacioso de textos religiosos, também é uma forma de desqualificá-lo e desencadear reações reprovando o comportamento do pastor até de representantes de outras igrejas evangélicas.

É sempre um risco, nestes tempos de reação e falta de utopias, dar espaço ao conservadorismo e ao desrespeito, mas, no caso de Feliciano, parece estar surtindo um efeito contrário e positivo. A impropriedade e o anacronismo de seu pensamento fazem despertar, em igual proporção, o quanto é criminoso o preconceito racial e a homofobia. Como é grave, também, a exploração de pessoas mais pobres por meio de um charlatanismo religioso descarado, no qual, para se chegar a uma bênção divina, aceita-se pagamento em vale-transporte, em tíquete refeição ou em cartão de crédito dividido em dez parcelas.

Tão importante quanto brigar pela saída do deputado e pastor Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos é combater a disseminação de suas ideias na vida cotidiana, nas instituições públicas e, também, nas privadas. Nesse ponto, as redes sociais têm desempenhado um importante papel.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasil/Ao STF, Feliciano reafirma que 'africanos são amaldiçoados'



5 abril 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

Alan Marques, Folhapress


Manifestantes protestam contra Marco Feliciano do lado de fora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter. Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. "Isso é fato", escreveu no microblog. O post depois foi deletado. As declarações provocaram protestos que tomaram conta de redes sociais e das sessões da comissão. A Procuradoria Geral da República o denunciou ao STF - onde também responde a uma ação acusado de estelionato.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia. Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista. Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

"Africanos descendem de Cão"
"Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições", afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

"Ao comentar [no Twitter] acerca da 'maldição que acomete o continente africano', diz sua defesa, o deputado quis afirmar que é "como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu".

A defesa do deputado diz ainda que há uma forma de "curar a maldição", entregando "os seus caminhos ao Senhor". "Tem ocorrido isso no continente africano. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado", diz o texto.

Historicamente, interpretações distorcidas do trecho da Bíblia citado pelo pastor serviram como justificativa para atitudes e manifestações racistas, como as dos proprietários de escravos no Brasil e nos EUA no século 19.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays - diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.

Fé e mandato
O pastor também afirma que seu mandato está atrelado à religião, embora tenha dito durante a atual crise que sua crença não afeta sua atuação na Câmara. Usou esse argumento para se manter na presidência da comissão. Ao STF, afirmou que suas manifestações no Twitter estão "ligadas ao exercício de seu mandato". As estratégia é vincular as declarações à imunidade parlamentar.

Fonte: Folha de S.Paulo

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