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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Brasil/ DOROTHY STANG, VÍTIMA DO LATIFÚNDIO -- Frei Betto

12 fevereiro 2015, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra--MST http://www.mst.org.br (Brasil)

Por Frei Betto


Quem de fato matou Dorothy Stang foi o latifúndio, conforme denúncia dos bispos católicos brasileiros reunidos em Aparecida, em abril de 2013.

Eram 7h30 da manhã de 12 de fevereiro de 2005. Irmã Dorothy Stang, religiosa estadunidense naturalizada brasileira, 73, se dirigia à área do Projeto Esperança de Desenvolvimento Sustentável, em Anapu (PA).

No caminho, Rayfran das Neves a abordou. Perguntou se estava armada. Dorothy exibiu a Bíblia: “Eis a minha arma.” E leu trechos em voz alta.

O rapaz não se intimidou. A recompensa pelo crime importava mais que a vida da missionária que defendia pequenos agricultores, posseiros e sem-terras. Sacou a arma e descarregou nela sete tiros, sendo um na cabeça.


Há tempos, Dorothy sofria ameaças. Poucos dias antes havia escrito: “Não vou fugir nem abandonar a luta desses agricultores desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.”

Rayfran, condenado a 27 anos de prisão, teve como mandante o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado, em 2013, a 30 anos. Passou por três julgamentos. O primeiro, em

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasil/Ao STF, Feliciano reafirma que 'africanos são amaldiçoados'



5 abril 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

Alan Marques, Folhapress


Manifestantes protestam contra Marco Feliciano do lado de fora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter. Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. "Isso é fato", escreveu no microblog. O post depois foi deletado. As declarações provocaram protestos que tomaram conta de redes sociais e das sessões da comissão. A Procuradoria Geral da República o denunciou ao STF - onde também responde a uma ação acusado de estelionato.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia. Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista. Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

"Africanos descendem de Cão"
"Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições", afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

"Ao comentar [no Twitter] acerca da 'maldição que acomete o continente africano', diz sua defesa, o deputado quis afirmar que é "como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu".

A defesa do deputado diz ainda que há uma forma de "curar a maldição", entregando "os seus caminhos ao Senhor". "Tem ocorrido isso no continente africano. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado", diz o texto.

Historicamente, interpretações distorcidas do trecho da Bíblia citado pelo pastor serviram como justificativa para atitudes e manifestações racistas, como as dos proprietários de escravos no Brasil e nos EUA no século 19.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays - diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.

Fé e mandato
O pastor também afirma que seu mandato está atrelado à religião, embora tenha dito durante a atual crise que sua crença não afeta sua atuação na Câmara. Usou esse argumento para se manter na presidência da comissão. Ao STF, afirmou que suas manifestações no Twitter estão "ligadas ao exercício de seu mandato". As estratégia é vincular as declarações à imunidade parlamentar.

Fonte: Folha de S.Paulo

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Brasil/O DIA DAS BOAS ALMAS

18 outubro, 2010/Afinsophia http://afinsophia.wordpress.com

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu ao Partido dos Trabalhadores liminar para que a Policia Federal apreendesse panfletos que seriam distribuídos em igrejas com conteúdos caluniosos contra a candidata Dilma Rousseff.

Segundo os proprietários da Editora Gráfica Panda, em Cambuci, na Zona Sul de São Paulo, onde o material foi imprimido, o pedido teria sido feito pelo bispo dom Luiz Gonzaga da Diocese da Regional Sul 1. O pedido foi de 20 milhões de exemplares para serem distribuídos aos fieis de várias igrejas. Como a gráfica não tem suporte para imprimir a quantidade pedida, os coordenadores da campanha de Dilma acreditam que outras gráficas estão fazendo o trabalho.

Com a liminar, a Polícia Federal apreendeu mais de 1 milhão de impressos que foram levados para a Justiça Eleitoral para exame, e saber se se trata de crime eleitoral. Na ocasião a Polícia Federal recebeu dos proprietários da gráfica Alexander Ogawa, pai, e Paulo Ogawa, filho, que acompanharam a operação, documentos que trazem a assinatura do bispo cabo eleitoral de Serra.

Com mais essa descoberta de atuação da campanha de Serra, fica mais do que comprovado que essa eleição para a direita não tem nenhum sentido político. Nada de democracia, mas tentativa irracional de se apossar do poder, não importando se os meios sejam os mais espúrios, sórdidos e doentios.

# O bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o mesmo bispo que no dia 3 de outubro, dia das eleições, distribuiu em sua igreja panfletos contra a candidata Dilma e o Partido dos Trabalhadores, afirmando que Dilma é a favor do aborto, está sendo acusado como o responsável pelo pedido de impressão de mais de 20 milhões de panfletos na Editora Gráfica Panda, com o mesmo conteúdo, que seria distribuído em algumas igrejas católicas. Como já ocorreu em igrejas de São Paulo e Minas Gerais. A declaração contra o bispo foi feita pelo pai do dono da gráfica, que afirmou que a pessoa que contratou o serviço disse que era colaborador do bispo, cabo eleitoral de Serra.

Como o ocorrido envolve o reincidente bispo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniu em caráter extraordinário para examinar a denúncia contra dom Luiz Gonzaga, que faz parte da ala ultra-direita da CNBB. A ala fundamentalista que não tem Cristo como seu senhor, mas tão somente suas pulsões inconscientes que o levam a ter essa posição da forma prepotente que vem apresentando.

Diante do ocorrido, que só confirma a forma sórdida como vem sendo a campanha de Serra, o que depõe contra a democracia, a campanha de Dilma entrou com duas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma argumenta que se trata de uma propaganda eleitoral que oculta tal intenção. A segunda que argumenta que material de propaganda política não pode ser financiado por entidades religiosas.

O deputado Adriano Diogo argumentou que a CNBB não autoriza que sua logomarca seja colocada em manifesto político, por isso ele entende que há algo mais perigoso no fato. “Esse documento é falso. Falsificou o timbre da CNBB, falsificou o texto, que não é da CNBB. O documento é frio, não tem nada que ver com a CNBB. As assinaturas dos bispos são frias. É falsidade ideológica.

Nenhuma igrejinha pode rodar uma tiragem desta. Há alguém muito poderoso, com muita bala na agulha, mandando rodar o material. Ninguém pode afirmar que tem algum partido político por trás disso. Mas o teor é totalmente partidário. Não é um documento eclesial.

Isso é a campanha do obscurantismo. Não tem nada a ver com política. É a campanha dos porões, dos subterrâneos. Eles estão desesperados. Querer usar a fé, falsificar assinatura de bispo, isso é coisa criminosa, é um delírio”, afirmou Diogo.

Aproveitando a campanha de calúnia contra Dilma promovida pelo membros do partido da direita, mais padres, bispos, pastores e grupos nazistas, Serra, Tasso Jereissati, Mão Santa, Lúcio Alcantara e outros foram à igreja de São Francisco de Canindé fazer campanha política. Quando o padre percebeu o intento do grupo, parou a celebração e se opôs contra a distribuição de panfletos que obrigavam os fiéis a não votar em Dilma. “Acusam a candidata do PT em nome da igreja. Não é verdade. A igreja não está autorizando esta coisas”, disse o padre Francisco Gonçalves, ao mesmo tempo que era aplaudido pelos fiéis.

“Gostaria que a missa não fosse tumultuada com os políticos que chegaram. Se vieram com outra intenção, peço que saiam assim como entraram. Isso é uma profanação”, afirmou o padre Francisco Gonçalves, que enquanto falava olha diretamente para Serra, Tasso, e todos do grupo que se encontravam na primeira fila.

O padre afirmou que eram mentirosos os panfletos que estavam sendo distribuídos difamando Dilma. Nesse momento, Tasso, que se encontrava sentado próximo ao padre se levantou seguindo em direção ao sacerdote gritando que ele era “um padre petista”. Formou-se uma confusão e o padre teve que sair escoltado por seguranças.

Os fiéis não gostaram do ato do candidato da direita, José Serra, que não respeita nem Jesus Cristo, posto que usa seu nome em vão, e vaiaram com entusiasmo Serra e sua trupe de exploradores da fé cristã.

Essa, a forma como a turma do Serra faz campanha. A forma mais torpe jamais vista em toda a história do Brasil.



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Brasil/Evangélicos e católicos se unem em favor de Dilma

14 outubro 2010/Afinsophia http://afinsophia.wordpress.com

MANIFESTO DE CRISTÃOS E CRISTÃS EVANGÉLICOS/AS E CATÓLICOS/AS EM FAVOR DA VIDA E DA VIDA EM ABUNDÂNCIA!

“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40)

Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras. Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás Velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, líder ecumênico, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular. Ceará
Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana, Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato, RS
Frei Ildo Perondi – Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos – Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza, agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel
108. Marcelo Tibaes
109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás
110. Claudio de Oliveira Ribeiro. Pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
106. Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ
107. Sílvia Pompéia.
108. Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
110. Mosara Barbosa de Melo
111. Maria de Fátima Pimentel Lins
112. Prof. Renato Thiel, UCB-DF
114 . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
115 Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
116. Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
117. Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
118. Irene Maria G.F. da Silva Telles
119. Manfredo Araújo de Oliveira
120. Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
121. Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
122. Adriano Carvalho.
123. Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
124. Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
125. Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
126. Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
127. M. Candida R. Diaz Bordenave
128. Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
129. Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
130. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
131. Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
132. Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
133. Targelia de Souza Albuquerque
134. Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
135. Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.
136. Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
137. Adjair Alves (Professor – UPE)
138. Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
139. Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
140. Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
141. Carlos Cardoso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBA.
142. Isabel Tooda
143. Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
144. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
145. Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
146. Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
147. Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
148. Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
149. Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
150. Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
151. Nercina Gonçalves
152. Hélio Rios, pastor presbiteriano
153. João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
154. Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155. Maria Tereza Sartorio, educadora, ES
156. Maria José Sartorio, saúde, ES
157. Nilda Lucia Sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
158. Ângela Maria Fernandes -Curitiba 159. Lúcia Adélia Fernandes
160. Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
161. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
162. Otávio Velho, antropólogo
163. Iraci Poleti,educadora
164. Antonio Canuto
165. Maria Luisa de Carvalho Armando
166. Susana Albornoz
167. Maria Helena Arrochellas
168. Francisco Guimarães
169. Eleny Guimarães

terça-feira, 2 de setembro de 2008

UMA MUDANÇA NO PARAGUAI: OS INDÍGENAS TÊM UM GRANDE LUGAR NO CORAÇÃO DE FERNANDO LUGO


por Margot Bremen

1 setembro 2008/Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br

Fernando Lugo, novo presidente do Paraguai, não viveu –nem como padre nem como bispo- dando as costas a seu povo, indiferente à sua dor e exclusão. Já na sua juventude os pobres entraram no seu coração e ele no deles e desde ali agora vai servir a seu povo. Para assumir a presidência, ele foi promovido ao estado laical; pois leigo vem de laos o que significa nada menos que povo. Com este fato, Fernando voltou a se inserir em seu povo para servir-lhe desde ali como filho e vizinho seu no oficio de presidente.

Segundo a Bíblia, aquele é o verdadeiro lugar para dar culto a Deus cuja paixão é justamente a vida de um povo unido em interdependência livremente assumida e praticada. O livro Josué lembra-nos o desafio que implica o serviço de doze diferentes “tribos” de diversas culturas e tendências, que querem formar uma unidade, a do Povo de Israel.

Naquela assembléia popular, à de Siquém, o servidor de Deus Josué, pergunta a seu povo dezenove vezes se também eles querem servir Deus. Era e é a pergunta existencial para organizar e construir o sentido de pertencer a um povo, pois o verdadeiro serviço a Deus é realizado no serviço ao povo. A causa do Deus da Bíblia é a de um povo que se une em igualdade, solidariedade, autonomia, justiça, soberania e que mantêm e fortalece a união, graças a sua fé em Deus que os libertou para formar uma convivência alternativa, o povo de Deus.

Estar ao serviço deste projeto divino, é dar verdadeiramente culto a Deus, pois assim já entendeu a Igreja antiga na liturgia; o que sempre implicava muito mais que um conjunto de ritos e celebrações. Essa liturgia, esse culto, foi celebrada, juntos na Praça da Democracia o 15 de agosto de 2008, baixo o esquema oficial da transmissão do mandato presidencial para Fernando Lugo.

A interpretação atrevida tem seu fundamento em um fato significativo que ocorreu na véspera daquele memorável dia, quando representantes de todo o povo paraguaio, haviam se adiantado em convocar Fernando Lugo para enunciar sua adesão e apoio solidário. No sentido bíblico, aqui o povo expressou sua disponibilidade de colocar-se a serviço do projeto do seu novo presidente na construção de um novo Paraguai juntos. Más também reclamaram disponibilidade dele para que se ponha a serviço do povo. Assim perguntaram, se ele ia lutar por este povo para que sejam respeitadas as leis e a constituição da República e se trabalharia para este povo, promovendo os direitos humanos e a vigência de um Estado social de direito, sem exclusões. Fernando o afirmou perante 20.000 pessoas com um “sim juro”.Concluiu à assembléia popular com a benção da terra dos Nhanderu de diversos povos do Chaco Paraguaio para consagrar-lhe deste modo como servidor do povo.

A nova aliança entre o povo despertado e organizado e um presidente com opção pelo povo (e não pelo dinheiro), levou à nossa memória um valor característico dos povos originários desta terra guarani que é a reciprocidade, tanto em nível económico-material (jopoi) como em nível de trabalho (potirõ/minga). A reciprocidade no serviço é uma das propriedades mais distintivas de nossos povos indígenas do Continente latino-americano. Também a Bíblia proclama e reclama a través de múltiplas advertências de troca de relações desta forma, o que estabelece e re-estabelece os laços de unidade e igualdade dentro da diversidade de funções e serviços.

Já os sábios do povo de Israel aconselharam ao rei: “Si tu serves ao povo, o povo te servirá” (1 Re 12,7) e o sábio por excelência, Jésus, aconselhava seus discípulos que o comportamento (o de cada um) seja para “o que manda como para quem serve” (lc22.26), ele mesmo o ilustra simbolicamente com o lava pés. Fernando, mediante esta aliança de serviço em reciprocidade com seu povo, enxergou o que ele quer ser e fazer nos seguintes cinco anos: “não quer fazer da política seu destino de vida, e sim somente uma missão de serviço como o fez em toda sua vida”, assim o interpretou com acerto Leonardo Boff.

Insurgência Indígena

Os indígenas têm um grande lugar no coração de Fernando desde os tempos em que ele acompanhava, como missionário, aos povos originários no Equador sob a guia do sábio bispo quíchua Mons. Proaño. Além disso, Fernando é sensível aos sinais dos tempos. Ele percebe a atual insurgência indígena em todo o Continente Latino-americano, pessoas com a mesma dignidade que foram silenciados e humilhados durante mais de 500 anos. Nos séculos “da catacumba” sabiam cuidar e cultivar sua identidade na resistência contra todo o in-humano. Conservaram os tesouros da espiritualidade e sabedoria herdados de seus pais e fizeram releituras do passo das mudanças históricas, sempre com respeito e fidelidade. Mantiveram e defenderam sua cosmo visão holística, sua admirável coerência e sobre tudo, sua imensa capacidade de relacionar tudo o que os rodeava centrando-o numa grande rede de inter-relações. Hoje, estes povos estão despertados e se fazem publicamente presentes nas diversas nações de nosso Continente.

Já Mons. Proaño, mestre querido de Fernando Lugo, havia manifestado ao final de sua vida que os indígenas “começaram abrir os olhos, começaram enxergar, começaram desatar sua língua, começaram caminhar, começaram a se organizar, realizar ações para eles, para os países de América...”.

Uma questão nova e muito antiga está emergindo em nosso Continente. O despertar do mundo indígena está acompanhado pela Igreja latino-americana; ela o manifesta com seu recente Documento de Aparecida de 2007 em que reconhece que as culturas milenares dos povos originários são a “matriz cultural da população latino-americana”, “eles estão na raiz primeira da identidade latino-americana” (DA 65), já que “constituem a população mais antiga do Continente” (DA88).

Uma mostra desta insurgência indígena no Paraguai é a designação de Margarita Mbywangi do povo Aché, como nova presidenta do Instituto Nacional do Indígena (INDI); na época de Stroessner ela foi vendida aos brancos para semi-escrava.

Novos sonhos com profundas Raízes

Neste momento de transição de uma época a outra, de um governo a outro, Fernando percebe a importância das utopias que marcaram a história do Paraguai. São elas as que dão agora força e as que indicam o rumo para o futuro. E quanto mais profundas são as raízes destes sonhos, tanto mais solidez e extensão terão este “sonho de um futuro com identidade paraguaia”. Textualmente dize o magnífico presidente em seu discurso inaugural: “nos queremos encontrar seus valores e seus significados (os do passado) para que na semiótica do futuro se encontrem nítidas as motivações que clamam por um amanhã que reitere as conquistas e não repita seus erros”.

Fernando Lugo conhece e aprecia os saberes indígenas os que podem contribuir hoje muito na construção de uma nova convivência inter-cultural; são valores que ajudam a resistir e enfrentar nosso entorno corrupto, desonesto, violento, com uma “iniqüidade de saciedade e fome”, o sinal mais feroz da exclusão. Especialmente um valor, mui arraigado nas culturas indígenas, o da inclusão, foi novamente resgatado por Fernando, ao proclamar: “Nos queremos um Paraguai em que cresçam TODOS”.

No coração de cada paraguaio lateja ainda o sonho guarani de uma terra sem mal, que se faz presente, implicitamente na fala, no sentir e pensar da língua guarani. Fernando, na praça da democracia pediu licença a seu povo para não pronunciar seu discurso inaugural na língua dos paraguaios, o guarani: falou em espanhol por respeito aos convidados estrangeiros. Fundamento dos sonhos paraguaios, tanto em nível pessoal como nacional é sempre a “busca da terra sem mal” da grande nação guarani. Também a padroeira do povo paraguaio, a Virgem de Caacupé, nutre suas raízes nesta utopia. Não se trata de uma nostálgica olhada para trás, e sim estamos em busca de novo futuro. Quem poderia ser a pessoa mais indicada para recuperar o mito logúmenon da “terra sem mal” (yvy marane’y) que Margarita Mbyawangi, a magnífica titular do INDI, quem disse com toda consciência no seu discurso inaugural o dia 20 de agosto que “só unidos podemos conseguir aquilo que nossos avôs, nossos antepassados sempre amaram e buscaram; assim estaremos cada vez mais perto do yvy marane’y”.

São palavras que interpelam para um serviço mutuo na construção comum de uma nova história na qual cada parte deve dar sua “semente”. Para que nossa semente de um novo Paraguai possa crescer, necessitamos erradicar antes a mata espessa do individualismo, do caudilhismo, da prepotência, do patrão e depois semear as sementes da liderança coletiva, de uma nova unidade desde a diversidade, de uma necessária austeridade e de uma soberania popular em todos os níveis: território, cultura, identidade. Tomara não aconteça que ao não querer semear sobre a pedra, se impunha e se afirme também aqui o principio da vida e de sua semelhança com o reino de Jesus revelada mediante a parábola do grão de mostarda. Sendo sua semente uma das menores, tem dentro de si a força da vida para crescer tornando-se uma árvore, a maior de toda a horta, onde os pássaros do céu vem para fazer seus ninhos nas suas ramas (Mt 13,31-32) Regra de vida é que o novo começa desde o menor, o grãozinho de mostarda, desde o mais profundo, a “terra sem mal”, desde o deixar morrer muito em nos, renunciando aos interesses próprios e à busca de vantagem próprias a favor do crescimento vital dos sempre desfavorecidos e excluídos. “Se o grão de trigo não cai em terá e não morre, fica só; porém se morre da muito fruto” (Jn12, 24). A possibilidade de uma nova história desde a “matriz cultural indígena” deu-se em um dos paises menores de nosso Continente latino-americano. Tomara seja como o grão de mostarda, ofereça fermento, a muitos outros países.

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