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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Brasil/Em marcha no Rio, mulheres negras defendem inclusão social

26 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A Pré-Marcha de Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver reuniu neste domingo (26), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, centenas de representantes e simpatizantes da causa, como encerramento das comemorações do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, lembrado ontem (25). O evento é preparatório à marcha nacional, que ocorrerá no dia 18 de novembro, em Brasília.

Cartaz da marcha Mulheres Negras 2015 
Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver

Cláudia Vitalino, da União de Negros pela Igualdade (Unegro), destacou que a mobilização visa a tirar a invisibilidade das mulheres negras que, segundo índices oficiais, são as que mais morrem no país e recebem os menores salários, inclusive em relação a mulheres brancas e a homens negros.

Uma das organizadoras do encontro Clátia Vieira explicou que a finalidade é pregar a equidade de direitos e a inclusão social. “A gente precisa ir para a rua para dizer que do jeito que está não dá para ficar”, destacou. Ela espera

Brasil/Série "Empoderadas" mostra sucesso de mulheres negras

27 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Na série do Facebook, as personagens se tornam referência para que outras mulheres negras desenvolvam talentos e mudem suas vidas.



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Brasil/Dilma: “Temos que ter orgulho de ser uma nação multiétnica e plural"

24 junho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que serão realizados pela primeira vez neste ano, representam um momento único de fortalecimento da identidade cultural e de resgate e valorização das manifestações e tradições indígenas, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (23), ao participar da cerimônia de lançamento da competição, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Os jogos terão grande visibilidade, pela importância que todos vão dar a esse evento, 
como a ONU, a mídia e toda a sociedade internacional, disse Dilma. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta disse considerar que o encontro terá extrema relevância e importância, “que vai marcar a história das etnias no mundo. Daí, eu acho, a importância que todos vão dar a esse evento, como a ONU, a mídia e toda a sociedade internacional”.

O Brasil é admirado mundo afora por suas belezas naturais, pela hospitalidade do povo e, sobretudo, pela capacidade de integração com todas as culturas,

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Moçambique/PR no adeus ao general José Moiane: Choramos a partida de um combatente corajoso

24 Fevereiro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)


“Este é o momento em que choramos a partida sem regresso de um homem que foi um combatente inquestionável pela liberdade”, estas foram as primeiras palavras proferidas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante velório do general na reserva, José Moiane, cujos restos mortais foram ontem a depositar na cripta da Praça dos Heróis Moçambicanos, na capital do país.

“Choramos a partida de um comandante corajoso, de um governante determinado, de um conselheiro”, enalteceu ainda o Chefe do Estado no

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brasil/Ao STF, Feliciano reafirma que 'africanos são amaldiçoados'



5 abril 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

Alan Marques, Folhapress


Manifestantes protestam contra Marco Feliciano do lado de fora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter. Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. "Isso é fato", escreveu no microblog. O post depois foi deletado. As declarações provocaram protestos que tomaram conta de redes sociais e das sessões da comissão. A Procuradoria Geral da República o denunciou ao STF - onde também responde a uma ação acusado de estelionato.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia. Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista. Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

"Africanos descendem de Cão"
"Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições", afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

"Ao comentar [no Twitter] acerca da 'maldição que acomete o continente africano', diz sua defesa, o deputado quis afirmar que é "como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu".

A defesa do deputado diz ainda que há uma forma de "curar a maldição", entregando "os seus caminhos ao Senhor". "Tem ocorrido isso no continente africano. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado", diz o texto.

Historicamente, interpretações distorcidas do trecho da Bíblia citado pelo pastor serviram como justificativa para atitudes e manifestações racistas, como as dos proprietários de escravos no Brasil e nos EUA no século 19.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays - diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.

Fé e mandato
O pastor também afirma que seu mandato está atrelado à religião, embora tenha dito durante a atual crise que sua crença não afeta sua atuação na Câmara. Usou esse argumento para se manter na presidência da comissão. Ao STF, afirmou que suas manifestações no Twitter estão "ligadas ao exercício de seu mandato". As estratégia é vincular as declarações à imunidade parlamentar.

Fonte: Folha de S.Paulo

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sábado, 5 de setembro de 2009

Brasil/CARTA DE APOIO DA CNBB AO 15º GRITO DOS EXCLUÍDOS

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina http://www.adital.com.br
[ADITAL] 4 setembro 2009

CNBB *


Irmãos e Irmãs!

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz - CNBB, juntamente com a coordenação nacional do Grito dos Excluídos, Pastorais Sociais e Movimentos Populares, convida as comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais, a participarem das diversas atividades do Grito dos Excluídos Nacional, que se realiza em localidades de todos os Estados do País, na semana que antecede o dia 7 de setembro.

O Grito dos Excluídos, em seus 15 anos de existência, vem se afirmando como importante mobilização popular, na Semana da Pátria, em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.

O tema deste ano, "Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular", pretende anunciar, através das diferentes manifestações, sinais de esperança, unidade, organização e da luta popular, e denunciar as formas de injustiça social e degradação do Planeta.

No dia 7 de setembro, junto com o 15º Grito dos Excluídos, acontece, em Aparecida, (SP), a 22ª Romaria dos Trabalhadores com o lema: "A sabedoria dos pobres derrota as armas dos poderosos". O grito visa também; lutar contra as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e, muitas vezes, sem perspectiva de futuro; denunciar a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; construir alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; multiplicar assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular.

Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

Dom Pedro Luiz Stringhini
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

04/09/2009

* Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Perú/Lucha indígena amazónico-andina actual

(ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
22 abril 2009/http.www.adital.com.br

Hugo Blanco *

A partir del 9 de abril, en el campo peruano, se está desarrollando un levantamiento de los pueblos indígenas amazónicos de 1350 comunidades y de diversas etnias, mencionamos algunas: Awajun, Wampis, Shawi, Cocama, Cocamilla, Machiguengas, Kichuas, Arabelas, Achuar, Yaneshas, Matsés, Yines.
El levantamiento abarca zonas de la selva norte, centro y sur de la Amazonía peruana, que es la región más extensa y con menos población.
Está siendo apoyado por la población mestiza de la zona, rural y urbana e inclusive por algunas autoridades locales.
A esta lucha se están plegando poblaciones indígenas serranas del centro y del sur.
El Perú está compuesto por tres regiones: Costa desierta con valles regados por ríos que descienden de los Andes. Sierra, la cordillera andina. Selva amazónica. La población indígena andina, quechua y aymara, heredera del Tawantinsuyo o cultura Inca, habita la sierra. La selva en su mayoría no fue parte de Tawantinsuyo, está habitada por diversas nacionalidades, son las menos contaminadas por la sociedad de consumo.
A la vanguardia de la lucha actual están las poblaciones amazónicas, más colectivistas y mejor coordinadas, más combativas.
El motivo
Su lucha fundamental es en defensa de la selva contra la criminal depredación de empresas multinacionales fundamentalmente de hidrocarburos. Otros agresores son las empresas madereras, la minería, la construcción de hidroeléctricas. Los extractores de hidrocarburos envenenan el agua de los ríos que es uno de los fundamentales sostenes de la vida amazónica, no sólo provee de agua sino también de peces, una de las bases de la alimentación de la población selvática.
El Poder Ejecutivo y el parlamento están incondicionalmente al servicio de las empresas multinacionales, para legalizar la depredación y el saqueo han emitido diversas leyes (entre otras una ley Forestal y de Fauna Silvestre y una de Recursos Hídricos) y Decretos Leyes (DL) que favorecen el saqueo y la depredación. Las fuerzas policiales y la marina de guerra también están al servicio de los depredadores.
Además hay DL contra la organización colectiva de los nativos.
A pesar de que la comisión multipartidaria del Congreso de la República, presidida por la legisladora Gloria Ramos, recomendó la derogatoria de doce decretos legislativos por ser "nocivos para los pueblos andinos y amazónicos", el Congreso no hace. Róger Najar, presidente de la Comisión de Pueblos Andinos y Amazónicos del Congreso, señaló que "no hay voluntad política en el Congreso ni en el Ejecutivo para resolver el paro amazónico".
Los indígenas amazónicos tienen completa claridad acerca del ataque al pueblo y a la naturaleza peruana que significan los Tratados de Libre Comercio (TLC), por eso piden la anulación de ellos, con Estados Unidos, con la Unión Europea y con Chile, "por atentar contra la ecología y la biodiversidad".
Conscientes de que la Constitución ha sido elaborada por los opresores, exigen la convocatoria a Asamblea Constituyente.
Reclaman respeto a sus comunidades que habitan esas tierras desde milenios antes de la invasión europea (En la toma de un aeródromo un indígena dijo "Es indignante que a través de sus leyes, García considere esta zona como de saqueo porque nosotros somos los dueños y la vamos a seguir defendiendo para que nuestros hijos la disfruten").
Cumplimiento del convenio 169 de la Organización Internacional de Trabajo (OIT) que afirma que cualquier medida que afecte a las poblaciones indígenas debe ser previamente consultada con ellas. Ese convenio es Ley Peruana pues fue aprobada por el Parlamento y tiene carácter constitucional, lo que inclusive desde el punto de vista de la legalidad existente convierte en anticonstitucionales la gran cantidad de leyes y decretos leyes neoliberales emitidos últimamente para favorecer la depredación
Piden que se restituya el derecho constitucional que señalaba que el territorio de las comunidades indígenas era inalienable, inembargable e imprescriptible.
Plantean la creación de un Vice-Ministerio de Salud Intercultural y el Ministerio de Educación Intercultural.
Aunque no figura en su plataforma escrita los indígenas plantean la vacancia de la presidencia de la república pues saben muy bien que Alan García está al servicio de los depredadores.
Un dirigente local manifestó: "Ya estamos cansados de enviar tantos memoriales, pronunciamientos y que hasta ahora los pueblos indígenas nos seamos escuchados (...) estamos esperando que nuestros dirigentes nacionales puedan entablar un diálogo con el gobierno porque los indígenas no van a permitir que los sigan meciendo" (en lenguaje popular se dice "mecer" a las maniobras dilatorias de las autoridades que prometen cosas que no cumplen).
Anteriormente, luego de que la fecha pactada con el Primer Ministro (el "izquierdista" Yehude Simon) fue postergada unilateralmente por éste, el dirigente encargado de la coordinación dijo: "El Premier tiene que entender que en la sabiduría amazónica no existe el mesianismo que hay en su gobierno; sino una consulta y consenso de los pueblos, por eso nuestra propuesta fue para que en esa fecha todos los representantes estén presentes".
Hoy, 20 de abril, está programada una reunión entre el Presidente del Consejo de Ministros y la representación indígena, uno de cuyos representantes dijo que el gobierno "parece que está acostumbrado a que el pueblo endurezca sus medidas para que recién atienda sus reclamos".
La comisión indígena dijo que ésta era la última reunión a la que aceptaba asistir.
Cómo es el levantamiento
Una de las causas de la no trascendencia internacional de esta importante lucha es que no hay muertos ni heridos.
Esto se debe a la estrategia indígena que quiere evitar que los haya.
Han planificado una lucha a largo plazo, que consiste en tomar instalaciones de las empresas depredadoras, bloquear caminos, tomar aeródromos, interrumpir el transporte fluvial. Saben que quienes más utilizan las vías de comunicación terrestres, aéreas o fluviales son las empresas depredadoras.
Cuando acude la policía o la marina bien armadas a contrarrestar sus acciones, se retiran tranquilamente denunciando que el uso de la fuerza es una prueba de que el gobierno no quiere negociar pacíficamente sino reprimir en forma sangrienta, exigen que intervenga la Defensoría del Pueblo.
Luego ocupan otra instalación o bloquean la vía terrestre en otro tramo.
En cuanto a la interrupción del transporte fluvial es difícil de ser contrarrestado por las fuerzas represivas, cuando son ellas las que pasan por los ríos, simplemente se las deja pasar. No existe el personal represivo suficiente para escoltar a las embarcaciones de las empresas depredadoras.
No se sabe cuánto ha de durar el "levantamiento", los indígenas son pacientes.
Extensión a la sierra
En el sur, indígenas del departamento del Cusco hicieron una movilización y paralizaron el transporte inclusive turístico hacia Machupicchu y hacia el lago Titicaca.
En el centro, Pasco y Junín, se levantaron los indígenas criadores de camélidos andinos protestando por los precios bajos de la fibra de alpaca, ahí hubo 8 heridos.
Trabajadores mineros interrumpieron el tránsito protestando contra los despidos, la empresa retrocedió.
Necesaria solidaridad
Pedimos a todos quienes luchan por "otro mundo posible", a los ecologistas, a los socialistas, a los libertarios, que no esperen que haya muertos para elevar su voz solidaria. Envíen mensajes de solidaridad a esta importante lucha que desarrollan los hermanos indígenas amazónicos, quienes no sólo luchan por su propio interés, sino están defendiendo la humanidad al defender la selva amazónica que es el principal pulmón del mundo.
Hagan llegar sus mensajes de solidaridad al noticiero indígena por Internet:
servindi-noticias@googlegroups.com

* Servindi

http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=38316

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Brasil/Direitos dos povos indígenas não podem ser cumpridos pela metade, defende advogado


«Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim» -- advogada Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana
(Foto de arquivo)



Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

27 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Em defesa da demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF ), o advogado representante da comunidade indígena Socó Paulo Machado Guimarães defendeu há pouco, no plenário da Corte, que o direito dos povos indígenas não podem ser cumpridos "pela metade".

“Demarcações em ilhas não existe. Ou se demarca por ato administrativo correto, ou não se demarca. Não existe meio termo ao respeito do direito constitucional dos povos indígenas”, argumentou.

Guimarães afirmou ainda que o procedimento administrativo, iniciado em 1977, não prosseguia, porque há “fortes interesses econômicos, políticos e de estados envolvidos”. O advogado também defendeu a validade do laudo antropológico que determina a posse da terra aos índios.

“É um trabalho de perito, que na ciência social só tem uma pessoa que possa fazer: o antropólogo. Ele é o único que detém o conhecimento científico para isso. O estudo foi feito e confirmou a presença da ocupação tradicional”, explicou.

Em seguida, a advogada e índia Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana, falou pelas Comunidades Indígenas Barro, Maturuca, Jawari, Tamanduá, Jacarezinho e Manalai. É a primeira vez que um índio sobe à tribuna para fazer uma sustentação oral na história do Supremo. “Estamos há mais de 30 anos esperando a conclusão desse processo e, nesse tempo, 21 lideranças indígenas foram assassinadas, várias ameaças foram feitas e registradas pelas autoridades. Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim”, afirmou.

A advogada pediu que a terra não seja retalhada em pedaços. Para ela, a demarcação descontínua coloca em risco não só a cultura dos povos indígenas, mas também a conservação ambiental da região. “Em maio o Ibama apresentou uma multa de mais de R$ 300 milhões pelos impactos ambientais causados pelos arrozeiros. Mas eles continuam plantando”, contestou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.8167938981/view

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

PERÚ -ENTENDIENDO LA SUBLEVACIÓN INDÍGENA

Wilfredo Ardito Vega *

[ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina www.adital.com.br

19 agosto 2008

Hace menos de un año, la delegación peruana ante las Naciones Unidas promovió activamente una Declaración sobre Derechos de los Pueblos Indígenas donde se consagraba el respeto a los territorios tradicionales de los indígenas y a la participación de sus autoridades en las decisiones que les afecten, entre otros derechos políticos, sociales y culturales.

Estos derechos ya habían sido reconocidos por el Estado peruano en 1993, cuando ratificó el Convenio 169 de la OIT sobre Pueblos Indígenas. Sin embargo, las protestas que millares de nativos amazónicos llevan a cabo desde el 9 de agosto reflejan su descontento porque los compromisos internacionales del gobierno están muy alejados de su verdadero comportamiento.

Desde la violenta expedición de Francisco de Orellana, quien hacía capturar y torturar a los indígenas que hallaba a su paso para que confesaran donde se encontraba El Dorado, en sucesivos períodos históricos, la mayor desgracia para los indígenas amazónicos ha sido la codicia que despiertan las riquezas existentes en sus tierras, sean reales o supuestas.

Sin embargo, en el siglo XVIII, los españoles habían perdido el control sobre la Amazonía debido a dos acontecimientos. En 1742, Juan Santos Atahualpa dirigió una masiva sublevación de asháninkas, yáneshas y nomatsiguengas en la Selva Central, expulsando a las misiones franciscanas y a los soldados que les apoyaban. Un cuarto de siglo después, en 1767, fue la propia Corona española la que dispuso la expulsión de los misioneros jesuitas que laboraban en los actuales departamentos de Loreto y Amazonas.

De esta forma, cuando San Martín proclamó la Independencia, los indígenas amazónicos vivían libres e independientes desde hacía varias décadas. Sin embargo, los nuevos gobernantes criollos no los percibían como ciudadanos ni como peruanos y consideraban al suelo amazónico res nullius, es decir sin ningún propietario reconocido. Por lo tanto, el Estado se consideraba facultado para adjudicarlo a quien quisiera, menos a los propios indígenas.

Con este respaldo legal, se produjo la ocupación de la Selva Central por los colonos europeos y, con el auge del caucho, miles de indígenas fueron capturados violentamente para trabajar como esclavos en las plantaciones de Arana, Fitzcarrald y otros individuos inescrupulosos. Los reclamos internacionales por los abusos cometidos eran considerados por las autoridades como una inaceptable interferencia en los asuntos internos.

Luego que las plantaciones de caucho decayeron, continuó promoviéndose la colonización indiscriminada de la Amazonía, lo cual no solamente afectaba la propiedad de los indígenas, sino su propia vida. Uno de los episodios más crueles es relativamente reciente: los indígenas matsés o mayorunas fueron bombardeados por la Fuerza Aérea Peruana durante el primer gobierno de Fernando Belaúnde.

Recién en 1974, durante el gobierno de Velasco, se dictó la Ley de Comunidades Nativas y la Constitución de 1979 estableció que sus tierras sólo podían ser vendidas si dos tercios de sus integrantes estaban de acuerdo. Sin embargo, la relación que los indígenas tienen con la tierra va más allá del derecho occidental de propiedad: muchas veces son los nativos quienes sienten que pertenecen a ella. Por eso, les parece absurda la posibilidad de vender las tierras comunales.

En la actualidad, los títulos de propiedad parecen tener poco valor para las autoridades peruanas, porque el Estado otorga concesiones a empresas petroleras o de gas sin ninguna consulta o información previa a los indígenas. Aún las actividades extractivas que se realizan fuera de los territorios comunales pueden tener consecuencias negativas para el medio ambiente y a la salud de los nativos. La ausencia o la complicidad de las autoridades hacen muy difícil que estos hechos sean sancionados. El canon o las regalías que pagan las empresas tiene el mismo destino que las donaciones por el terremoto: la población no percibe ningún beneficio concreto.

El gobierno de Alan García parece empeñado en otorgar toda la Amazonía en concesión y, para que no queden dudas de sus intenciones, hace unas semanas, mediante el Decreto Legislativo 1064, dispuso que pueden realizarse actividades extractivas en las comunidades aunque lo rechacen los nativos, mediante la imposición de una servidumbre.

De hecho, para el actual gobierno los indígenas amazónicos parecen ser, en el mejor de los casos, un atractivo turístico. Para mí, siempre ha sido conmovedor ver a los nativos izar la bandera y cantar el Himno Nacional en sus comunidades, porque demuestran lealtad hacia un Estado que no se preocupa por respaldar sus derechos.

Cuando, en lugar de bailar y para los turistas, los indígenas exigen respeto, se vuelven sumamente incómodos y, entonces, el Estado sí se hace presente, pero para reprimir de manera violenta e indiscriminada, como sucedió en marzo en Andoas y en julio en Puerto Maldonado.

El gobierno ha anunciado que no derogará las normas cuestionadas por los nativos. ¿Pretenderá nuevamente resolver esta crisis en base a la violencia o comenzará a cumplir con sus compromisos internacionales?

* Abogado. Master en Derecho Internacional de los DH. Catedrático universitario. Miembro de la Mesa para la No Discriminación de la Coordinadora Nacional de DH. Resp. del Prog. de Jueces de Paz del Inst. de Defensa Legal

Perú/Envío de tropas militares aumenta tensión en Amazonía peruana

Las 65 etnias amazónicas de Perú que ocupan las instalaciones petroleras en la amazonía peruana exigen la derogación de un paquete de leyes que a su juicio vulnera sus derechos como los de reunión y libre tránsito, además de responder a exigencias de un Tratado de Libre Comercio (TLC) con Estados Unidos, afirman.

20 agosto 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El envío de tropas militares por parte del Gobierno de Perú para controlar las instalaciones petroleras y carreteras tomadas por 60 etnias amazónicas de ese país, intensificó este martes la tensión en torno al conflicto que hasta ahora no parece vislumbrar una solución.

El primer ministro peruano, Jorge del Castillo, confirmó la movilización de tropas del Ejército y la Policía Nacional, luego que el Gobierno decretara este lunes, el estado de emergencia por treinta días en cuatro provincias peruanas.

Las 65 etnias amazónicas de Perú que ocupan las instalaciones petroleras en la amazonía peruana exigen la derogación de un paquete de leyes que a su juicio vulnera sus derechos como los de reunión y libre tránsito, además de responder a exigencias de un Tratado de Libre Comercio (TLC) con Estados Unidos, afirman.

Las movilizaciones que se han mantenido durante diez días, ya han dejado como resultado al menos nueve heridos, siete de ellos de la policía nacional.

Alberto Pizango presidente de la Asociación Interétnica de la Selva Peruana (Aidesep) y vocero de las protestas por parte de los nativos, aseguró que los indígenas no se dejan amedrentar y están dispuestos a morir en defensa de sus derechos a la tierra y el territorio.

Asimismo, Pizango advirtió que la medida por parte del estado, respecto al envío de tropas es una provocación que puede derivar más enfrentamientos y constituye una medida de declaratoria de guerra contra los indígenas.

Desbloquean puente Bagua

Luego de una reunión este martes en Bagua, departamento de la Amazonía peruana de los representantes de la Organización Regional de los Pueblos Indígenas de la Amazonía Nor Oriental del Perú (Orpian), acordaron el desbloqueo del puente Corra Quemado, que une la costa con la selva peruana tomado desde el pasado 9 de agosto.

En la reunión, ambas partes acordaron el pase por 24 horas de los vehículos por el puente Corral Quemado, estará abierto sin restricciones hasta el miércoles.

Por parte de la Policía Nacional, el general Víctor Castañeda Parrales se comprometió a que los efectivos policiales no operen en el lugar, también se conoció que los representantes indígenas de Orpan anunciaron liberar a dos policías que mantienen retenidos desde el pasado domingo.

Por su parte, la Oficina de Prensa del Parlamento peruano anunció que en la noche de este martes el presidente del Congreso peruano, Javier Velásquez Quesquén, se reunirá con los dirigentes de las comunidades indígenas para buscar a través del diálogo una posible solución.

Las intensas protestas de los los indígenas amazónicos también han generado problemas de desabastecimiento en la zona, además de que continúa la suspensión de las operaciones del oleoducto Norperuano como medidas de prevención.