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sábado, 14 de novembro de 2015

Moçambique/Empoderamento da mulher no país: políticas vigentes devem ser cumpridas

13 novembro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Para garantir maior participação da mulher nas diferentes áreas de actividade que possam contribuir para o desenvolvimento do país, os governantes têm um papel fundamental no cumprimento das políticas vigentes que visam capitalizar os valores éticos e morais através do seu envolvimento no processo de construção do país.

Esta tese foi recentemente defendida na Beira por mulheres académicas de diversos pontos do mundo durante a sua participação no I Congresso Internacional sobre o Género e Segurança Alimentar pela Sustentabilidade da África Austral, evento que foi organizado pela Universidade do Zambeze (UniZambeze) que juntou mais de duas mil pessoas, na sua maioria do sexo feminino.

Em entrevista

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Moçambique/Em Nova Iorque: Verónica Macamo na reunião das líderes parlamentares do mundo

25 Agosto 2015, Jornal Noticiashttp://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A Presidente da Assembleia da República (AR), Verónica Macamo, participa a partir da próxima segunda-feira, em Nova Iorque, na X Conferencia Mundial das Mulheres Presidentes de Parlamento, encontro subordinado ao tema “Promoção da equidade do género para o envolvimento da mulher nos fóruns de tomada de decisão”.

Para o efeito, a Presidente do Parlamento deixa a capital do país ainda esta semana com destino àquela cidade norte-americana onde

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Brasil/Em marcha no Rio, mulheres negras defendem inclusão social

26 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A Pré-Marcha de Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver reuniu neste domingo (26), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, centenas de representantes e simpatizantes da causa, como encerramento das comemorações do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, lembrado ontem (25). O evento é preparatório à marcha nacional, que ocorrerá no dia 18 de novembro, em Brasília.

Cartaz da marcha Mulheres Negras 2015 
Contra o Racismo e a Violência e Pelo Bem Viver

Cláudia Vitalino, da União de Negros pela Igualdade (Unegro), destacou que a mobilização visa a tirar a invisibilidade das mulheres negras que, segundo índices oficiais, são as que mais morrem no país e recebem os menores salários, inclusive em relação a mulheres brancas e a homens negros.

Uma das organizadoras do encontro Clátia Vieira explicou que a finalidade é pregar a equidade de direitos e a inclusão social. “A gente precisa ir para a rua para dizer que do jeito que está não dá para ficar”, destacou. Ela espera

Brasil/Série "Empoderadas" mostra sucesso de mulheres negras

27 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Na série do Facebook, as personagens se tornam referência para que outras mulheres negras desenvolvam talentos e mudem suas vidas.



terça-feira, 14 de julho de 2015

Abya Yala, Patria Grande/INFORMACIÓN CONVOCATORIA II CONGRESO DE ESTUDIANTES MAPUCHE

14 julio 2015, Mapuexpress http://www.mapuexpress.org (Wallmapu)

II Congreso de Estudiantes Mapuche
viernes, 28 de Agosto de 2015, 08:00 hs - sábado, 29 de Agosto de 2015, 20:00 hs
Uruguay, 1720, Universidad de la Frontera, Temuco, Wallmapu.
Eventioz https://eventioz.cl (Chile)
Como estudiantes Mapuche nos encontramos organizando el "II Congreso de Estudiantes Mapuche" el cual se realizará los días 28 y 29 de agosto. Este tiene como finalidad profundizar la discusión a nivel estudiantil Mapuche, con el fin de contribuir  al desarrollo de la sociedad Mapuche, para ello hemos planteado los siguientes temas a tratar:

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Moçambique/Género e desenvolvimento: protocolo da SADC continua um desafio

29 Abril 2014, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O governo e a sociedade civil devem trabalhar numa agenda comum que conduza à definição de acções concretas visando o alcance das 28 metas do Protocolo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre Género e Desenvolvimento.

A aposta, segundo a Ministra da Mulher e Acção Social, Iolanda Cintura, é superar os desafios ainda existentes, entre os quais o aumento dos serviços de saúde para a mulher e o combate à violência.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Angola/Luanda acolhe reunião extraordinária sobre género da CPLP

Luanda, 9 maio 2011 - O Centro de Conferências do Talatona, em Luanda, acolhe de 10 a 11 deste mês, a reunião extraordinária de ministros responsáveis pela Igualdade de Género da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O encontro antecede a reunião de peritos (técnicos), agendada para hoje, segunda-feira, e decorrerá sob o lema "Género, Saúde e Violência".

Uma nota do Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINFAMU), chegada a Angop, indica que o certame visa essencialmente confirmar o engajamento dos países membros da comunidade na implementação do objectivo do milénio número três.

Este objectivo diz respeito a transversalidade da abordagem do género nas políticas sectoriais nos estados membros da CPLP.

De acordo com o informe, o conclave vai ainda adoptar o Plano Estrategico sobre a Igualdade de Genero da Comunidade, bem como aprovar o Plano de Acção proposto por Angola.

O fórum vai também confirmar a transferência rotativa das pastas do secretariado executivo sobre as questões de género da CPLP de Portugal para Angola, país que ocupa actualmente a presidência da comunidade de países falantes da língua portuguesa.

Fazem parte da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Mocambique, Portugal, São Tomé e Princípe e Timor Leste.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Angola/Ministra destaca importância da igualdade no género

Luanda, 22 novembro 2010 (Angola Press) – A ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, destacou hoje, em Luanda, a importância da igualdade no género, como um dos pressupostos indispensáveis para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa.

Falando na abertura do seminário com o tema “Género e Governação Local”, considerou importante ressaltar a importância da Política Nacional de Igualdade e Equidade de Género, que constituirá um instrumento orientador para a implementação das acções viradas às mudanças de comportamento, atitudes e práticas discriminatórias que impedem o desenvolvimento sustentável.

Segundo a governante, o desenvolvimento sustentável exige, entre outros pressupostos, descentralizar recursos materiais, cognitivos e financeiros, concedendo às comunidades a oportunidade e as condições favoráveis para o seu desenvolvimento e consequentemente do país.

Para si, uma boa governação, apoiada pela participação de toda sociedade, em especial das mulheres, constituem um pré-requisito para desenvolvimento sustentável, bem como a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Do seu ponto de vista, é ponto assente que o desenvolvimento só será efectivo se todos (homens, mulheres, rapazes e raparigas) participarem desse processo.

Avançou, por outro lado, que a necessidade de incluir as mulheres em todas as estruturas da governação baseia-se no facto de as disparidades na representação serem não só uma violação aos direitos humanos básicos das mulheres, mas também desfavoráveis ao desenvolvimento socioeconómico a longo prazo.

O seminário, que contou com o apoio do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Cooperação Espanhola e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foi organizado pelo Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade no Género.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Angola/Protocolo da SADC demonstra empenho do Governo no desenvolvimento do género

Luanda, 3 agosto 2010 (Angola Press) – A adesão de Angola ao Protocolo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre género e desenvolvimento aprovado hoje, terça-feira, pela Assembleia Nacional, inscreve-se nos esforços do Estado angolano para a concretização dos objectivos do desenvolvimento do milénio, a serem atingidos num prazo de 25 anos.

Esta posição foi manifestada pela vice-ministra da Família e Promoção da Mulher, Paula do Sacramento, quando procedia a apresentação do referido instrumento jurídico, aprovado por unanimidade, durante a segunda sessão extraordinária da Assembleia Nacional, orientada pelo líder parlamentar, António Paulo Kassoma.

Nessa perspectiva, disse, no âmbito sub-regional da SADC os Chefes de Estado e Governo adoptaram a Declaração do Género e Desenvolvimento, em 1997, no Malawi, cujo objectivo visou alargar o espaço e a consistência do progresso em prol do alcance da igualdade do género na região.

Segundo a responsável, tal sucede com objectivo, na altura, de garantia de, pelo menos 30 porcento de participação e representação feminina nos órgãos de poder e de tomada de decisão, a todos os níveis, até ao ano 2005.

Entretanto, referiu, a Declaração não reconheceu a sua integral implementação pelos Estados, mormente face ao seu carácter não vinculativo e não obrigatório, levando a que, deste modo, apenas alguns países da SADC atingissem a cifra estabelecida de representatividade de mulheres em posições políticas e de tomada de decisão.

Por outro lado, o projecto de resolução refere que o Estado angolano está interessado na consolidação e no desenvolvimento de sinergias entre os vários compromissos relativos aos direitos das mulheres, da igualdade e da equidade de género, através de um instrumento regional mais abrangente.

O documento refere que este instrumento deverá ajudar a melhorar, tanto a implementação como a monitorização dos referidos instrumentos a nível nacional e enfrentar novos desafios regionais, sobretudo a feminização da pobreza e do VIH/Sida, a segurança alimentar e o empoderamento das mulheres.

A segunda sessão extraordinária da Assembleia Nacional aprovou igualmente, na generalidade, o Orçamento Geral de Estado revisto, a Lei de Contratação Pública, bem como o Projecto de resolução para autorização legislativa do Decreto sobre o Regime de Delimitação e Coordenação de Actuação da Administração Central e Local do Estado.

Os parlamentares deram igualmente parecer favorável, para ratificação, a Convenção de Auxílio Judiciário em matéria Penal entre os Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Convenção sobre a Transferência de pessoas Condenadas da Comunidade, a Convenção de Extradição entre os Estados Membros da CPLP e a criação de uma Rede de Cooperação Jurídica e Judiciária Internacional.

A apreciação do Projecto de resolução do Relatório de Execução Orçamental e Conta da Assembleia Nacional relativo ao exercício económico de 2009, assim como o Orçamento do parlamento para o ano de 2011 mereceram também aval positivo dos deputados.

Antes da aprovação da agenda de trabalhos, foi prestada por parte dos deputados e membros do Executivo uma homenagem a PauloTeixeira Jorge, membro da bancada parlamentar do MPLA, recentemente falecido.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Moçambique/ FNUAP apresenta o relatório sobre situação mundial da população -2008

27 novembro 2008/Notícias

O governo moçambicano está optimista em relação ao processo de desenvolvimento da população. Uma das apostas para sustentar esse sentimento é o trabalho em curso, visando a redução do índice de prevalência da pobreza dos 54 por cento em 2003, para 45 em 2009, privilegiando, sobretudo, os grupos populacionais que exigem maior atenção, tais como mulheres, crianças, idosos e portadores de deficiência.
Este pronunciamento foi feito ontem em Maputo pelo Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, após a cerimónia da apresentação do Relatório sobre a Situação da População Mundial referente ao ano 2008, intitulado Construindo Consenso: Cultura, Género e Direitos Humanos.
Os actuais indicadores no que tange ao desenvolvimento populacional são, segundo o ministro de Planificação e Desenvolvimento, positivos, apesar da interferência negativa da pandemia do HIV/SIDA que, ao mesmo tempo, concorre para a elevação da pobreza absoluta.
No que diz respeito ao género, Cuereneia destacou o papel crucial da mulher como mãe, educadora de gerações com responsabilidades acrescidas de transmitir o legado cultural às novas gerações, através de manifestações artísticas nos domínios da dança, canção, escrita entre outros.
Para a representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Moçambique, Patrícia Guzman, o relatório ontem apresentado é um apelo para a proactividade na busca de conhecimento, sensibilização e engajamento cultural nos esforços para a promoção do desenvolvimento e direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres.
Guzman lembrou que uma das principais mensagens do relatório é que a mudança que se pretende no contexto cultural não pode ser imposta de fora se se almejar que seja sustentável, afirmando que a mudança tem que vir de dentro.
"A cultura é criada por pessoas e as pessoas podem mudá-la. As comunidades têm que velar pelos seus valores e práticas culturais e determinar se elas impedem ou promovem a realização dos direitos humanos. Com esse exercício será possível conhecer as práticas positivas e mudar o que é negativo", disse.
Reconheceu a força das tradições e crenças culturais em relação às leis. pois em muitos países ainda prevalecem os casamentos precoces assim como a violência baseada no género, apesar de tais práticas serem ilegais.
Patrícia Guzman enalteceu o trabalho do Governo e da Sociedade Civil na criação de condições para que as mulheres tenham iguais oportunidades, trabalho que segundo ela é traduzido pela aprovação de leis e implementação de planos de desenvolvimento que defendem a igualdade do género e emponderamento da mulher.
De acordo com o censo populacional de 2007, a população moçambicana situa-se em 20,5 milhões de habitantes com uma taxa de crescimento anual de 2,4 por cento. Deste universo, as mulheres representam 52 por cento da população e cerca de 80 por cento vivem em zonas rurais tendo a agricultura e a exploração de recursos naturais como o principal meio de sobrevivência e de geração de rendimentos.

sábado, 4 de outubro de 2008

Plataforma Portuguesa denuncia falta de cumprimento dos compromissos

Lisboa, 2 outubro 2008 - A Plataforma Portuguesa Eu Acuso denunciou hoje (quinta-feira) o incumprimentro por parte do Governo dos compromissos assumidos em matéria de migrações na Cimeira UE-África , sobretudo no que toca ao equilíbrio entre a promoção da imigração legal e controlo securitário.

A falta de equilíbrio entre a promoção da imigração legal e o controlo securitário das fronteiras, uma gestão dos fluxos que ignora a protecção internacional de refugiados e a falta de promoção das ligações entre migração e desenvolvimento são alguns dos elementos que fazem parte da primeira acusação formal contra Portugal, lançada hoje pela Plataforma, em Lisboa.

Esta acusação "põe a tónica nas migrações e nos compromissos que o Governo português e os restantes Estados-membros da UE anunciaram em relação a tratar o assunto dos fluxos migratórios como um processo de integração e não na óptica securitária", explicou à Agência Lusa Cláudia Pedra, coordenador da Plataforma Portuguesa Eu Acuso, também hoje apresentada oficialmente.

Esta Plataforma, composta por 13 organizações da sociedade civil, foi criada para avaliar os "(in)cumprimentos" dos objectivos estabelecidos na Cimeira UE-África de 2007 e no Fórum da Sociedade Civil pelos países europeus e africanos em áreas como as "migrações, cooperação para o desenvolvimento, segurança alimentar, questões de género, Objectivos do Milénio da ONU e Paz e Segurança", explicou a responsável.

Na área das migrações,"afirmou-se que se ira facilitar a mobilidade e a livre circulação de pessoas em Árica e na UE, promover e gerir melhor a migração por vias legais, tendo em vista apoiar o desenvolvimento socioeconómico dos países de origem e destino", lembrou.

"Também que se iria tratar das causas profundas da migração e dos fluxos de refugiados e reforçar a capacidade para assegurar a protecção internacional das pessoas que dela necessitam", entre outros, acrescentou.

Porém, Cláudia Pedra lamentou que a União Europeia, incluindo Portugal, "pouco tenham feito", encontrando-se ambos, mas especialmente Lisboa, por ter sido promotor da dita Cimeira, em "clara violação dos compromissos assumidos".

quinta-feira, 12 de junho de 2008

LATINO AMÉRICA/LA CRUDA REALIDAD DE LOS NIÑOS QUE TRABAJAN EN EL CAMPO

Agencia Boliviana de Información https://www.abi.bo

Quito, 12 junio 2008 (Zoraida Portillo - Alai-amlatina, especial para ABI) - Juancito F. ya no puede ir al colegio. Los dolores de cabeza son cada vez más intensos y las náuseas casi no lo abandonan. Su mamá no sabe qué hacer porque en el establecimiento de salud le han dicho que todo está "normal". "Mañoso será pues, si no quiere ir al colegio tendrá que trabajar", dice Teresa, su madre, una campesina peruana de 43 años.

"Yo sí sé que le pasa, está intoxicado con tanto plaguicida", dice con resignación Ana López, su maestra, mientras lanza un suspiro y pasea su mirada por los alrededores de su escuelita rural. Sus ojos cansados parecen saberlo todo.

"He visto tantas veces estos síntomas en mis alumnitos que no necesito ser experta, estos niños fumigan por largas temporadas, los padres creen que es un trabajo sencillo y los mandan a fumigar a ellos, sin saber el peligro al que los exponen", dice. "A Juancito ya no lo van a mandar al colegio, lo obligarán a trabajar más y a fumigar más", añade dolida.

Estamos en un caserío del Callejón de los Conchucos, en la vertiente occidental de los Andes peruanos. Aquí, como en numerosos poblados rurales de la región andina y del mundo en desarrollo, la fumigación es una actividad que forma parte de la cotidianeidad de cientos de niños y adolescentes campesinos. Lo que sus padres ignoran es que la exposición permanente a pequeñas dosis de plaguicidas altera sus procesos hormonales y resquebraja sus sistemas inmunológicos.

En consecuencia, muchos desarrollarán alergias, presentarán extrañas picazones en el cuerpo o hasta llagas y tendrán los extraños síntomas de Juancito, pero muchísimos más tendrán secuelas internas: trastornos neurológicos, déficit de atención, incapacidad o lentitud para aprender y hasta cáncer a diversos órganos con el paso del tiempo. Las niñas sumarán a esos riesgos, cuando estén en edad de concebir, abortos espontáneos, alumbramiento de bebés con trastornos genéticos, etc.

Así lo demostró un estudio realizado en la década de los 90 por el Centro Internacional de la Papa y el Centro Internacional de Investigaciones para el Desarrollo (IDRC en inglés) de Canadá, en la provincia ecuatoriana de El Carhi, entre una población altamente expuesta al uso de agroquímicos en los sembríos de papa.

El estudio demostró que infantes y adolescentes de las áreas rurales están expuestos por varias vías a estos potentes agrotóxicos: los envases son almacenados en condiciones precarias dentro de las viviendas, participan o están presentes durante la fumigación y no toman las precauciones debidas para la eliminación de los envases, patrones que ellos mismos reproducirán más tarde cuando sean adultos.

Con razón la Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO), la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Organización Mundial de la Salud (OMS), así como numerosas organizaciones no gubernamentales que velan por la salud de los menores de edad, señalan a los plaguicidas como uno de los peores peligros al que se enfrenta la infancia y la adolescencia en las zonas rurales de los países en desarrollo.

Lamentablemente no es el único problema. El transporte de fardos y cargas pesadas, el pastoreo y crianza de ganado, las extenuantes jornadas de trabajo, que a veces se extienden hasta más de 12 horas, y que incluyen la apertura de surcos, el manejo de maquinaria o guiar a las avionetas fumigadoras, son otras particularidades del trabajo infantil en el área rural.

Muchas veces los niños son retirados de la escuela por los propios padres porque necesitan mano de obra barata en el campo.

"De esta manera, lo único que consiguen es hacerse más pobres", se lamenta la profesora López. "Yo lo he visto: los papás me dicen ‘qué hago señorita, lo necesito para que me ayude en el campo’ y se llevan al niño, lo hacen trabajar de sol a sol, se enferma, se convierte en una carga, es marginado y así va marcando su destino", relata. "No hay cómo romper este círculo vicioso", reflexiona.

Y aunque Ana no lo menciona explícitamente, las niñas llevan la peor parte pues ellas no sólo son retiradas más rápidamente de las escuelas que los varones, sino que además de las tareas agrícolas -generalmente deshierbe o apertura de surcos- deben combinar su jornada de trabajo con las tareas domésticas, entre ellas el acarreo de agua y de leña desde fuentes distantes a veces a varias leguas de distancia.

"Las chicas se embarazan muy rápidamente después que dejan la escuela y pasan de fungir de mamás de sus hermanitos a ser madres verdaderas y como ya no pueden ir al campo se llenan de hijos muy rápido", señala López.

"A veces las encuentro, con su hijito a la espalda, las manos ocupadas con bostas de vaca o leña para cocinar, algunas me desvían la mirada, creo que sienten vergüenza, a mí se me encoge el alma", dice.

"Sin posibilidad de asistir a la escuela y de jugar, sin formación y experiencia que les respalde, sin instrucciones precisas, ni conocimientos sobre las medidas de seguridad y a menudo utilizando herramientas diseñadas para manos de adultos, los niños son particularmente vulnerables a los riesgos que encierra el trabajo en la agricultura, la silvicultura, la pesca y en el procesado, transporte y comercialización de alimentos y productos agrícolas", subraya la FAO en su último informe sobre la niñez rural, publicado en diciembre de 2007.

De por sí, la cantidad de menores de edad que trabajan en el área rural en condiciones riesgosas para su salud e integridad física es todo un desafío: 132 millones de niños y niñas entre los 5 y 14 años, según la FAO.

Por su parte, la OIT afirma que el 70 por ciento de niños que trabajan en el mundo lo hacen en el sector agrícola. Es decir siete de cada diez niños y con un agravante: cerca de 20 por ciento de los trabajadores infantiles tienen menos de 10 años, en promedio, de acuerdo con datos recopilados por el Programa Internacional para la Eliminación del Trabajo Infantil de la OIT.

En América Latina y el Caribe el porcentaje de niños rurales trabajadores ha descendido 16 al 5 por ciento entre 2000 y 2004, según la FAO. Más aún, el porcentaje de niños involucrados en trabajos peligrosos ha bajado en 26 por ciento. Paraguay, Bolivia y Perú ostentan las tasas más altas de niños trabajadores rurales.

EXPLOTACIÓN INFANTIL

Para caracterizar debidamente el problema, sin embargo, hay que comenzar por aclarar los términos pues los organismos internacionales no están en contra de todas las actividades que los niños realizan en el campo, muchas de las cuales obedecen a las particulares características del sector rural.

"Participar de cierta forma en actividades de subsistencia de la familia, en especial si no implica trabajos pesados o peligrosos, o no interfiere con la escolarización, es legítimo y puede ser importante para desarrollar habilidades necesarias para llegar a ser agricultor, pescador o silvicultor en la vida adulta", aclara Eve Crowley, de la Dirección de Género, Equidad y Empleo Rural de la FAO.

"Por el contrario, no hay excusa para el trabajo infantil que puede resultar dañino, sea abusivo o suponga la explotación de los menores y les prive de su derecho a la educación", añade.

De acuerdo con la OIT, el "trabajo infantil" es aquel que perjudica la salud del niño, impide que asista a la escuela y puede poner en entredicho su desarrollo y crecimiento futuros. Por lo tanto, aquellas tareas ligeras que no interfieren con su asistencia a la escuela son aceptables a partir de los 12 años de edad, al igual que los trabajos calificados de no peligrosos para los adolescentes de 15 y 16 años.

Al analizar la problemática de infantes y adolescentes que trabajan en el campo, un aspecto bastante dejado de lado por las estadísticas oficiales se refiere a la situación de los menores migrantes, la mayor parte de los cuales va a trabajar al campo, especialmente en las zonas fronterizas.

Ese es un problema que va en aumento en México, por ejemplo. Según el Centro Coordinador y Difusor de Estudios Latinoamericanos de la Universidad Nacional Autónoma de México, cada año unos 150 mil menores intentan pasar la frontera.

De ellos, una tercera parte lo hace solo, sin la compañía de ningún pariente o amistad. Para el Centro, la principal motivación de esos niños es la económica y por ello un gran porcentaje de los 90 mil en promedio que logran trasponer anualmente la frontera se quedan trabajando en plantaciones agrícolas de los Estados Unidos, en precarias condiciones pues no existen ni como ciudadanos ni, legalmente, como personas.

En Guatemala, de otro lado, la edad promedio para comenzar a trabajar como jornaleros agrícolas es de 6 años, según informes de ONGs que laboran en ese país. No obstante, no existen estadísticas oficiales de cuántos menores trabajan en el campo, la mayoría de los cuales pertenecen a las etnias indígenas de ese país centroamericano.

"No nos gusta echar veneno (plaguicidas) porque huele feo y no nos deja respirar", fue una de las respuestas que los niños trabajadores del campo de Nicaragua dieron a un grupo de educadores que realizó una encuesta entre 1,500 niños y adolescentes que trabajan. También se quejaron de las herramientas que tienen que utilizar "demasiado grandes y difíciles de manejar". No obstante, niños al fin, reconocieron que "aprender a manejarlas da prestigio y reconocimiento dentro de los campesinos".

Preguntados sobre los riesgos que confrontan, los encuestados señalaron el peligro de sufrir un accidente, el dolor y el cansancio que significa trabajar muchas horas agachados o en posiciones poco cómodas, el peligro de contraer enfermedades y el no poder asistir regularmente al colegio.

En el Perú, coincidiendo con su ingreso a la primaria, las niñas rurales se encargan del pastoreo del ganado, cuidado de animales menores, recojo de leña y acarreo de agua, etc., señala la Red de Acción Social por la Niñez. A medida que crecen, estas responsabilidades se incrementan, por lo que no disponen ya de tiempo ni condiciones adecuadas para continuar estudiando.

Como resultado, una de cada cuatro adolescentes entre los 12 y 17 años deja de estudiar. Otras 200.000 entre los cinco y 17 años nunca han ido a la escuela, según el Instituto Nacional de Estadística e Informática.

https://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080612104116&l=200806120090_La_pobreza_castiga_con_mayor_fuerza_a_los_ni%F1os_del_campo._(Archivo).