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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Brasil/Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Brasil/Já se encontra em Maputo a máquina brasileira da primeira fábrica de remédios contra Sida em Moçambique
Depois de quase sete anos de expectativa, chegou esta quarta-feira (27) a Maputo a primeira máquina da fábrica de remédios de combate à sida do país, que está a ser montada com auxílio do Brasil. O equipamento, uma emblistadeira, foi trazido do Rio de Janeiro para Maputo num avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB).
A máquina serve para moldar e embalar comprimidos. Foi levada para o local definitivo, um galpão na cidade vizinha da Matola, onde funciona uma fábrica de soro fisiológico e glicose propriedade do governo moçambicano.
“Os técnicos começam o treinamento já nos próximos dias. Eles vão aprender a montar um equipamento deste porte, bem como utilizar o maquinário depois”, disse a coordenadora do projecto, a brasileira Lícia de Oliveira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela acompanhou a chegada da máquina na pista do aeroporto, junto com representantes da embaixada brasileira, três técnicos e o futuro director da fábrica, o também brasileiro Roberto Castrignani.
A Fiocruz será responsável pela gestão técnica da unidade, a primeira pública a produzir antirretrovirais em África. Laboratórios privados produzem remédios anti-sida em pequena escala em Uganda, no Quênia e na África do Sul.
Além da emblistadeira, outras máquinas virão do Brasil.
“Esta foi emprestada pela Fiocruz. As definitivas já foram compradas e chegam a partir de março do ano que vem”, explicou Lícia. Também foram encomendados diversos equipamentos para fabricação, controle de qualidade e armazenamento de remédios.
A fábrica de antirretrovirais é um desejo antigo de Moçambique. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 2003, a intenção de ajudar o projecto, durante a sua primeira visita a Moçambique. O Congresso brasileiro libertou a verba em dezembro do ano passado. Na visita que fará a Moçambique no mês que vem, entre os dias 9 e 10, o presidente Lula deve visitar o local onde a fábrica vai funcionar.
Moçambique é um dos dez países mais afectados pela Sida no mundo, com um índice de prevalência de 11,5% (no Brasil, por exemplo, é de 0,5%). Tem 1,5 milhão de infectados numa população de 22 milhões de pessoas. Diariamente, 85 crianças nascem com o vírus HIV no país. Segundo o escritório local do Programa das Nações Unidas para HIV-sida (Unsida), 200 mil moçambicanos são tratados com antirretrovirais. Bem mais que os 6 mil registados em 2005, mas longe do necessário.
Em setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Baloi, informou, em reunião das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio, que, mesmo com o avanço, o país não conseguirá atingir o seu objectivo no combate ao HIV. “Menos custo vai significar mais gente a ser atendida, porque teremos verba para comprar mais medicamentos, pagar mais médicos. É um ganho imenso”, relativizou o porta-voz do Ministério da Saúde moçambicano, Leonardo Chavane.
Além de antirretrovirais, a fábrica da Matola vai produzir medicamentos para combater a tuberculose e a malária. O prazo para o início das actividades depende, além da chegada dos equipamentos, do fim das obras de adequação do edificio (RM/Agência Brasil)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Brasil/Lula da Silva em Moçambique: apoio no combate a Sida e aula magna na Universidade Pedagógica
O continente africano foi uma das regiões escolhidas pelo governo brasileiro para diversificar laços comerciais e de relacionamento diplomático. Desde que assumiu o poder, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esteve em 27 países desta região do mundo.
A última visita antes de deixar o cargo será a Moçambique, entre os dias 9 e 10 de novembro, a caminho do encontro dos líderes do G20 (grupo das maiores economias mundiais, incluindo países emergentes) em Seul, capital da Coreia do Sul.
Em Maputo, Lula vai conhecer o local onde será instalada uma fábrica de medicamentos antirretrovirais, para tratamento da sida, a ser gerida pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). A planta será instalada num galpão ao lado do local onde hoje já funciona uma fábrica de soros do governo moçambicano.
Será a primeira fábrica pública de medicamentos contra a Sida em África. Até agora, o continente abriga apenas pequenas plantas privadas na África do Sul, no Quênia e em Uganda. O presidente brasileiro vai também dar uma aula magna na Universidade Pedagógica na capital moçambicana, que está prestes a tornar-se a primeira instituição estrangeira a integrar a Universidade Aberta do Brasil, que forma e qualifica educadores por meio do ensino a distância.
Estes são dois exemplos dos mais de 30 projectos de cooperação que o Brasil mantém ou auxilia em Moçambique. “É uma responsabilidade que está no contracheque dos países que abraçam grandes causas no cenário internacional”, disse o embaixador brasileiro em Moçambique, Antônio Souza e Silva. “São os encargos de quem tem a posição que o Brasil tem hoje em dia, de líder no G20 financeiro, de participante activo das discussões da OMC [Organização Mundial do Comércio] e de aspirante a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
Instituições públicas brasileiras também apoiam Moçambique a implementar uma série de projectos, entre eles o curso de formação profissional no sector manufactureiro, com o apoio do Serviço Nacional da Indústria (Senai); o mestrado para ciências da saúde, com o apoio da Fiocruz; e a informatização da Previdência Social do país, com acompanhamento da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
Entre os projectos, estão ainda o de melhoramento agrícola, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) nas áreas de reflorestamento de Machipanda, na fronteira com o Zimbabwe, e o de desenvolvimento do Pró-Savana, programa nos moldes da parceria com o Japão que viabilizou uma série de culturas no cerrado brasileiro.
Também é da Embrapa um dos projectos mais ousados em andamento em África para melhoria de culturas agrícolas: o desenvolvimento de tecnologia de aperfeiçoamento do algodão em países pobres como o Benin, Burkina Fasso, o Chade e Mali. Em toda a África, são mais 150 projectos de cooperação. Segundo a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), os programas movimentam recursos da ordem de 40 milhões de dólares.
Além da actuação diplomática, o Brasil também passou a disputar espaço no crescente mercado africano, como já fazem os emergentes Índia e China. De acordo com o Panorama Econômico Africano 2010, elaborado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o crescimento econômico médio do continente, entre 2006 e 2008, estava na casa dos 6% ao ano. Caiu para 2,5% no ano passado como consequência da crise mundial.
Entre 2002 e 2008, as exportações brasileiras para a África aumentaram 340%, três quartos de itens manufacturados.
Antes da crise, o volume total de negócios bateu a casa dos 26 bilhões de dólares em 2008. No ano passado, a corrente comercial foi de 17,2 bilhões de dólares, sendo 8,7 bilhões em exportações e 8,5 bilhões em importações. Em 2002, não passava de US$ 5 bilhões.
Os principais grupos de produtos exportados para a África são açúcar e confeitarias; veículos e peças sobressalentes; carnes; óleo refinado de petróleo; máquinas e similares; minérios; óleos; cereais; materiais eléctricos e electrônicos; e produtos de ferro e aço.
Angola é o principal parceiro comercial brasileiro no continente e um dos maiores destinos de exportações brasileiras em geral, à frente do Canadá, dos Emirados Árabes Unidos, da Austrália e Índia. Também são parceiros no continente a África do Sul, Nigéria e o Egipto.
Empresas brasileiras de grande porte já actuam na região, como a Camargo Corrêa, Votorantim, Embraer, Petrobras, Odebrecht, WEG e Vale, que recentemente lançou a pedra fundamental de uma mina de cobre na Zâmbia. A empresa também vai começar a exportar, em meados do ano que vem, carvão mineral da região moçambicana de Moatize, na Província de Tete. (Com a Agência Brasil)
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
OMS elogia Brasil e Cuba por prevenção e combate à Aids
Os programas de prevenção e combate à aids desenvolvidos no Brasil e em Cuba foram elogiados nesta terça-feira (28), em Nova York, em uma das discussões da 65ª Assembleia Nacional da Organização das Nações Unidas (ONU). O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), ligada à ONU, Yves Souteyrand, disse que o Brasil está entre 14 países que ampliaram o tratamento para crianças e adolescentes.
"Alguns países já atingiram uma cobertura de 80% no tratamento. Oito deles, inclusive Cuba, conseguiram o acesso universal ao tratamento antirretroviral”, disse o especialista da OMS. “Em 15 países, incluindo a África do Sul, há o fornecimento do tratamento antirretroviral para prevenir a transmissão de mãe para filho. Em outros 14 [países], incluindo o Brasil, há o acesso universal ao tratamento pediátrico”, elogiou.
As informações são da agência de notícias da ONU. Souteyrand lembrou que o Brasil e Cuba são países de economias em desenvolvimento e mesmo assim conseguiram avançar na prevenção e no combate ao vírus HIV. Porém, ele advertiu que ainda existem dificuldades e que elas precisam ser vencidas.
A OMS divulgou hoje, em Nova York, um relatório informando sobre a situação em 144 países em desenvolvimento. No documento, os especialistas afirmam que os principais obstáculos são a falta de recursos para investimentos, a escassez de profissionais e dificuldades no fornecimento de medicamentos e diagnósticos.
O documento foi elaborado em uma parceria da OMS, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Os órgãos pedem aos líderes mundiais que renovem os compromissos políticos e invistam mais nessa causa. (Fonte: Agência Brasil)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Moçambique/Lançada campanha de combate à Sida "Militar corajoso faz o teste"
A campanha "militar corajoso faz o teste", que vai providenciar testes de HIV/SIDA entre militares aquartelados e não aquartelados, incluindo a população circunvizinha dos quartéis, pretende mitigar os efeitos da doença e reduzir os índices de contaminação nos militares.
Segundo fonte militar, negar fazer o teste, por receio de discriminação, pode ser um dos maiores desafios a ser encarados durante a campanha.
"Encorajamos os nossos militares e seus familiares a saberem o seu estado de saúde, para termos uma força de defesa saudável", disse António Alves, chefe do Estado Maior do batalhão de Manica, na abertura da campanha.
Além de baixar a seroprevalência entre os militares, a campanha pretende ainda reduzir o comportamento de risco, que expõe os militares à contaminação pelo vírus da SIDA. Entre os comportamentos de risco, se inclui a prática de sexo sem o uso do preservativo e a troca de favores por sexo.
Manica, com 18 porcento de seroprevalência, é uma das províncias mais afectados pela epidemia na região centro do país, devido à sua localização geográfica: no corredor que liga Zimbabwe, Malawi e Botswana -- países cujas taxas de seroprevalência listam nas mais altas do mundo. A média nacional é de 16 porcento.
"Esperamos testar 600 militares durante os três meses da duração da campanha (Julho a Setembro). Igualmente esperamos a adesão dos militares, considerando que os testes são voluntários", disse à Agência Lusa Micheque Jemusse, assistente da PSI, em Manica.
Um estudo realizado pelo sector da saúde militar, em 2009, revelou existir um índice muito alto de seropositividade entre os militares.
Segundo um trabalho do Instituto para os Estudos de Segurança, baseado em Pretória, África do Sul, nos países com epidemias mais antigas as forças armadas apresentam taxas de seroprevalência de 50 a 60 porcento.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Moçambique/No local de trabalho : Empresários empenhados no combate à SIDA
9 de Março de 2010, Notícias
Falando em entrevista ao “Notícias” na cidade da Beira, Filipe Jorge disse que um grosso número de empregadores participa activamente em acções de impacto para que seus trabalhadores não se infectem ou reinfectem por virus que provoca a SIDA.
A ECO-SIDA é uma organização nacional que mobilize ao empresariado na luta contra o HIV/SIDA. Filipe Jorge, que se encontra a trabalhar na região centro com escritórios na Beira, disse que o trabalho que este organismo tem vindo a levar a cabo nas provincias de Manica, Sofala e Tete, encontra os trabalhadores vivendo ou não com o HIV motivados, empenhados para salvar outros.
“ Os empresários que aderem ao programa de combate à SIDA no local de trabalho dizem ser uma experiência excepcional, pois há mais confiança entre o empregador e trabalhador, permitindo assim um clima harmonioso”.
Nas três províncias são no total 53 empresas que aderiram e os técnicos da ECO-SIDA disseminem as actividades de combate ao SIDA. Os empregadores fazem os seus programas e criam um grupo de trabalho, um ponto focal, educadores de pares e depois se avança na informação, educação e comunicação, onde se aborda questões relacionadas com o HIV/SIDA.
O nosso interlocutor referiu que muitas outras firmas estão em vias de aderir ao programa desenvolvido pelo ECO-SIDA, porque vêem noutros que já estão a implementar o mesmo a aumentar a produtividade. “O trabalhador dá o seu máximo no trabalho quando a confiança é mutual, quando sabe que o seu empregador se empenha e lhe defende seja qual for a sua condição”, disse Jorge.
A ECO-SIDA, organismo que está sob direcção de Natividade Bule, está implantada na região centro do país desde 2007. Cada ano ano que passa o número de empresas que apreciam as suas actividades tem estado a aumentar. O governador de Sofala, Maurício Vieira, que recentemente visitou a Associação Comercial da Beira (ACB), apelou aos agentes económicos no sentido de defenderem os seus trabalhadores contra doenças como a SIDA. Aquela organização foi apontada como uma das grandes parceiras tanto dos empresários como da mão-de-obra. (Rodrigues Luís)
sábado, 29 de agosto de 2009
Fábrica de anti-retrovirais em Moçambique: Brasileiros aprovam 7,47 milhões de dólares
29 agosto 2009, Notícias
Segundo a Agência Câmara – veículo de informação da Câmara dos Deputados - o projecto agora deve ser encaminhado ao Senado brasileiro, onde também será avaliado.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - uma instituição de ciência e tecnologia em saúde vinculada ao Governo brasileiro e que desenvolve vários projectos de cooperação em Moçambique, inclusive o da implantação da fábrica – calcula que a instalação da primeira fase da fábrica custará cerca de nove milhões de dólares, dos quais dois milhões são de contrapartida do Governo moçambicano, o que inclui obras, equipamentos, utensílios, insumos e medicamentos.
Desde 2003, ocasião da visita do presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva a Moçambique, fala-se sobre a implantação desta fábrica. Entretanto, apenas nos últimos meses foi possível uma previsão real, ou seja, estimar que no princípio do próximo ano começará a funcionar a primeira etapa da produção dos anti-retrovirais em território moçambicano, que é o processo de embalagem dos medicamentos.
“É importante dizer que este projecto nunca parou. Há vários anos técnicos brasileiros e moçambicanos estão a trabalhar no desenvolvimento deste projecto, mas é um projecto complexo, que pode ser considerado também ousado e desafiador. Mas acreditamos que será muito útil a Moçambique”, afirmou a directora do Escritório Regional da Fiocruz em África, Célia Almeida.
Além da fábrica, a Fiocruz apoia outros programas relacionados com o HIV e Sida em Moçambique, como o Mestrado em Ciências da Saúde, em cooperação com o Instituto Nacional de Saúde (INS); a capacitação profissional em Saúde materno-infantil; a criação do Instituto Nacional da Mulher e da Criança, em parceira com o MISAU e o acordo Trilateral entre Moçambique, Brasil e os Estados Unidos.
Em relação a este último programa, chega a Maputo na próxima semana uma comitiva de técnicos brasileiros para trabalhar com os parceiros moçambicanos e norte-americanos nas actividades prioritárias acordadas entre as partes nas áreas de capacitação em monitoria e avaliação de programas e de logística; fortalecimento do controle social por parte da sociedade civil na resposta nacional contra o HIV e SIDA, entre outros temas.
Em meados de Setembro técnicos brasileiros da Fiocruz virão a Moçambique para discutir assuntos relacionados com a cooperação na área da saúde materno-infantil. (ANRS)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Moçambique e Brasil/Fábrica de anti-retrovirais espera ratificação do Senado
21 julho 2009/Notícias
Esta informação foi ontem prestada ao Presidente da República, Armando Guebuza, pelo presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gedalha, que corporiza a parceira operacional da implementação do projecto.
O “Notícias” soube, na ocasião, que o projecto já foi aprovado pelas diversas comissões no Congresso em debates antecedentes. Aparentemente, segundo a percepção deixada por Paulo Gedalha, o Senado deverá dar luz verde, ratificando o projecto, mesmo que seja com alguma oposição.
Soubemos igualmente que as poucas dúvidas que se colocam não estão ligadas ao mérito do projecto, mas ao facto de uma cooperação desta dimensão e especificidade, que inclui igualmente a transferência de tecnologia, não ter antecedentes históricos na política de assistência brasileira e no Congresso Brasileiro.
Há aspectos da legislação brasileira que, eventualmente, podem ter de ser mexidos para melhor materialização do projecto.
De acordo com o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, quando a aprovação ocorrer no Senado em Agosto, tudo será feito para que em Agosto de 2010 a fábrica esteja operacional.
O presidente Armando Guebuza disse compreender os trâmites que têm que ser seguidos, sem contudo deixar transparecer a ânsia que o governo de Moçambique tem em ver concretizado o projecto, considerado estratégico para O país que regista uma taxa de sero-prevalência de 16 por cento.
Armando Guebuza visitou demoradamente as imponentes e complexas instalações da Fundação Oswaldo Cruz, que são o ponto focal da política de relações exteriores em Saúde. Para além da fábrica de anti-retrovirais, a Fundação mantém um conjunto de programas com o ministério moçambicano da Saúde, alguns dos quais considerados inéditos. Está a ser conjecturada a possibilidade de criação em Moçambique de um instituto da mulher e da criança, fundamentalmente virado a responder às altas taxas de mortandade materno-infantil.
Paulo Gedalha disse que o salto que se está a dar na cooperação com Moçambique significa incorporar ao apoio o reforço institucional para que as capacidades adquiridas através de vários cursos de formação e de pós-graduação sejam melhor aproveitadas.
terça-feira, 17 de março de 2009
Brasil garante doação de antiretrovirais a países lusófonos
Segundo a Agência Brasil, o anúncio da doação aconteceu num encontro que aconteceu até domingo - em Fortaleza, no Ceará - e reuniu autoridades do setor de saúde para discutir a cooperação entre os países do sul e outras entidades.
A rede Laços Sul-Sul é composta ainda por Bolívia, Paraguai e Nicarágua, nações que também serão beneficiados com a doação dos medicamentos.
A rede Laços Sul-Sul foi criada em 2004 - por iniciativa do governo brasileiro, através do Programa Nacional de DST/Aids - e tem como objetivo contribuir com o fortalecimento das políticas e dos esforços nacionais em apoiar o acesso universal ao tratamento antiretroviral.
Em declarações à Agência Brasil, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) no Brasil, Alana Armitage, afirmou que durante o encontro cada país apresentou um plano de ação para o tratamento, a prevenção e o controle da Aids pensado nas necessidades de cada país.
"O objetivo era fortalecer os processos de cooperação entre os países membros, trocar experiências sobre os progressos, avanços e desafios e discutir os obstáculos comuns para criar fundos de prevenção e tratamento", afirmou Armitage.
"A Unfpa ainda vai realizar a doação de preservativos masculinos e femininos", disse.
A representante da agência da ONU explicou que este ano o número de casos de Aids entre as mulheres foi um tema importante.
"Os países estão a reconhecer a feminilização da doença e a questão da mulher está a ser mais observada, principalmente nos países que requerem uma maior atenção no assunto", acrescentou Armitage.
Participam ainda na rede entidades como o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para o combate à Aids (Onusida) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Moçambique receberá tecnologia brasileira para produzir medicamentos contra Aids
1 dezembro 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Rio de Janeiro - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje (1º) uma parceria que prevê transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos contra a aids para Moçambique. Os anti-retrovirais são produzidos pela Farmanguinhos, unidade da Fiocruz.
O diretor da Farmanguinhos, Eduardo Costa, explicou que estão sendo pesquisados produtos específicos para o continente africano. Serão desenvolvidos medicamentos em versões para adultos e crianças, alguns não utilizados no Brasil.
Inicialmente, a partir de maio 2010, serão fornecidos ao país africano os anti-retrovirais Lamivudina, Zidovudina e a combinação Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina. “A idéia é dar suporte na área de atendimento e investir em profissionais e programas integrados”, disse Costa.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Marchiori Buss, a preisão é que o processo de transferência de tecnologia seja concluído em aproximadamente cinco anos.
“Estamos apostando em um trabalho global para acabar com pacotes prontos que europeus e americanos costumam fazer e que não têm compromisso com a população local, oferecendo formação profissional e condições de trabalho para que eles tenham pequenos institutos, um sistema de saúde, por menor que ele seja, para não dependerem [de outros países].”
O projeto é financiado por fundos internacionais, organizações não-governamentais e pelo próprio Brasil, que irá investir um total de US$ 8 milhões. Uma fábrica de propriedade do governo Moçambicano deve passar a embalar os medicamentos, primeira fase da transferência.
O presidente da Fiocruz informou que em Moçambique há 620 médicos para cerca de 20 milhões pessoas, uma média de 2,5 profissionais para cada 100 mil habitantes. O mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 38 médicos para cada 100 mil habitantes.
“Esse trabalho com Moçambique vem do esforço da política externa brasileira de solidariedade, por um lado, e de tornar o Brasil presente em países que têm piores condições que nós, com quem temos um compromisso histórico”, ressaltou Paulo Marchiori Buss.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/01/materia.2008-12-01.0832504361/view
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Moçambique/ FNUAP apresenta o relatório sobre situação mundial da população -2008
O governo moçambicano está optimista em relação ao processo de desenvolvimento da população. Uma das apostas para sustentar esse sentimento é o trabalho em curso, visando a redução do índice de prevalência da pobreza dos 54 por cento em 2003, para 45 em 2009, privilegiando, sobretudo, os grupos populacionais que exigem maior atenção, tais como mulheres, crianças, idosos e portadores de deficiência.
Este pronunciamento foi feito ontem em Maputo pelo Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, após a cerimónia da apresentação do Relatório sobre a Situação da População Mundial referente ao ano 2008, intitulado Construindo Consenso: Cultura, Género e Direitos Humanos.
Os actuais indicadores no que tange ao desenvolvimento populacional são, segundo o ministro de Planificação e Desenvolvimento, positivos, apesar da interferência negativa da pandemia do HIV/SIDA que, ao mesmo tempo, concorre para a elevação da pobreza absoluta.
No que diz respeito ao género, Cuereneia destacou o papel crucial da mulher como mãe, educadora de gerações com responsabilidades acrescidas de transmitir o legado cultural às novas gerações, através de manifestações artísticas nos domínios da dança, canção, escrita entre outros.
Para a representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Moçambique, Patrícia Guzman, o relatório ontem apresentado é um apelo para a proactividade na busca de conhecimento, sensibilização e engajamento cultural nos esforços para a promoção do desenvolvimento e direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres.
Guzman lembrou que uma das principais mensagens do relatório é que a mudança que se pretende no contexto cultural não pode ser imposta de fora se se almejar que seja sustentável, afirmando que a mudança tem que vir de dentro.
"A cultura é criada por pessoas e as pessoas podem mudá-la. As comunidades têm que velar pelos seus valores e práticas culturais e determinar se elas impedem ou promovem a realização dos direitos humanos. Com esse exercício será possível conhecer as práticas positivas e mudar o que é negativo", disse.
Reconheceu a força das tradições e crenças culturais em relação às leis. pois em muitos países ainda prevalecem os casamentos precoces assim como a violência baseada no género, apesar de tais práticas serem ilegais.
Patrícia Guzman enalteceu o trabalho do Governo e da Sociedade Civil na criação de condições para que as mulheres tenham iguais oportunidades, trabalho que segundo ela é traduzido pela aprovação de leis e implementação de planos de desenvolvimento que defendem a igualdade do género e emponderamento da mulher.
De acordo com o censo populacional de 2007, a população moçambicana situa-se em 20,5 milhões de habitantes com uma taxa de crescimento anual de 2,4 por cento. Deste universo, as mulheres representam 52 por cento da população e cerca de 80 por cento vivem em zonas rurais tendo a agricultura e a exploração de recursos naturais como o principal meio de sobrevivência e de geração de rendimentos.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Brasil/Congresso internacional avalia cumprimento das Metas do Milênio
Vinicius Konchinski, repórter da Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
22 setembro 2008
São Paulo - Cerca de mil pessoas estarão reunidas nesta semana em São Paulo para avaliar o cumprimento das oito Metas do Milênio, estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de assegurar o desenvolvimento global. Elas participam do 2º Congresso Internacional de Direitos Humanos, aberto nesse domingo (21) no auditório do Anhembi.
De acordo com o presidente do evento, Ricardo Castilho, a intenção é fazer um balanço do que está sendo feito no Brasil e no mundo para que os oito objetivos pactuados por 191 países sejam alcançados: acabar com a fome e a miséria; oferecer educação básica e de qualidade para todos; promover a igualdade entre sexos e valorizar a mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a aids, a malária e outras doenças; aumentar qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente; trabalhar conjuntamente pelo desenvolvimento.
Castilho explicou que as nações da ONU têm até 2015 para cumprir as oito metas. Porém, disse ele, “se continuarmos como estamos, não vamos alcançá-las. A maior parte dos países em desenvolvimento avançou pouco. O Brasil não é diferente”.
Ele lembrou que, anualmente, 1 milhão de pessoas morrem de malária por ano no país, 18 milhões de brasileiros ainda são analfabetos e muitos cidadãos sobrevivem com menos de U$ 1 (cerca de R$ 1,80) por dia. “Nossas políticas de combate à fome e à miséria são um engodo. Talvez por conta delas, as pessoas não saem nunca da pobreza”, acrescentou, criticando programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família.
Castilho afirmou, entretanto, que no combate à aids o Brasil vai bem. “Somos o único país em desenvolvimento com uma política de combate à aids considerada modelo”.
A partir do encontro, disse o presidente, será elaborada a Carta Brasil de Direitos Humanos 2008. O documento vai ser enviado a órgãos governamentais e não-governamentais nacionais e do exterior, e também à própria ONU.
De acordo com Ricardo Castilho, inicialmente, esta carta deve conter um pedido para que as Nações Unidas incluam uma nona meta no rol de objetivos para o milênio: a não-discriminação.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/21/materia.2008-09-21.0426589921/view
terça-feira, 15 de abril de 2008
Moçambique/Cantor ganha prémio Nobel do ambiente
Feliciano que lidera a banda moçambicana Massukos, é distinguido pelo seu trabalho na divulgação dos problemas da saúde, água e Sida.
As Nações Unidas estimam que as doenças diarreicas matam por ano 1.8 milhões de pessoas. Feliciano recebeu o prémio numa cerimónia na cidade norte-americana de São Francisco.
Em declarações, Feliciano começa por descrever o que sentiu quando soube que tinha sido distinguido.
“Foi uma surpresa, pensei que fosse brincadeira, nunca pensei que estando na província do Niassa no norte de Moçambique tão longe do mundo, não acreditei que fosse possível”.
Feliciano acredita que a música tem poder para fazer passar mensagens para o público.
“Em África quando se toca um batuque, as pessoas aglomeram-se e aquele é o momento próprio para começar a transmitir aos outros aquilo que lhe vai no coração”.
Música sobre latrinas serviu para alertar para problemas de higiene. “Eu sinto que a música tem um poder muito forte e transmite aquilo que são as nossas necessidades básicas”.
A motivação de Feliciano surgiu das más condições de higiene e da má qualidade da água que tinha disponível na província do Niassa.
Em 1992, depois de ter formado a banda Massukos, ele promoveu em conjunto com a Unicef um projecto para promover as latrinas.
Em 1996, ele estabeleceu a ONG “Estamos”, que tem por objectivo promover melhores condições de vida através de melhores condições sanitárias.
“Este prémio serve para as pessoas perceberem que não interessa de onde nós vimos, o que é importante é realizar coisas que marcam a diferença”, refere Feliciano dos Santos.
O prémio de 150 mil dólares vai servir para "alertar para os problemas que as populações de Moçambique e de África enfrentam no dia-a-dia", conclui. (AngolaPress)
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Congo/Brasil: Executivos assinam quatro acordos de cooperação
Brazzaville, 17 outubro 2007 - Quatro novos acordos nos domínios da saúde e da agricultura foram assinados terça-feira pelos Governos do Congo e do Brasil, com vista a reforçar a cooperação entre os dois países, no termo de uma visita de 24 horas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brazzaville, informou hoje a "Panapress".
Segundo a fonte, estes acordos abrangem um apoio aos programas congoleses de luta contra o paludismo e a sida, a formação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, bem como a cultura da cana-de-açúcar e da palmeira de dendém.
"Estes acordos inauguram uma nova era nas relações entre o Congo e o Brasil.
Ao deixar o Congo, estou certo que plantamos uma nova árvore nas relações entre os nossos dois Estados", declarou Lula da Silva, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso.
"A nossa visita ao Congo é uma nova partida nas relações frutuosas entre os dois países", congratulou-se o chefe do Estado brasileiro, acrescentando que Brasília está a tomar uma decisão relativa à dívida congolesa estimada em 400 milhões de dólares, que propôs transformá-la em oferta de serviço, ou a sua anulação, respeitando os acordos do Brasil com o Clube de Paris.
"Nos próximos dias, vamos tomar uma decisão para o tratamento da dívida congolesa", insistiu o Presidente Lula da Silva, reafirmando a disponibilidade do seu Governo em progredir nas negociações com vista a chegar a uma solução através dos acordos específicos que reflectem a solidariedade do Brasil para com o continente africano.
Por seu turno, o chefe de Estado congolês convidou os empresários brasileiros a investir no Congo, porque numerosas oportunidades existem no seu país.
"Exorto-vos a vir investir no Congo", lançou Sassou Nguesso, na abertura de um seminário de empresários brasileiros e congoleses destinado à apresentação das oportunidades dos dois países.
Esta visita é a primeira de um Presidente do Brasil ao Congo desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois Estados em Março de 1980.
O Presidente do Brasil deixou Brazzaville terça-feira à tarde para a África do Sul, terceira etapa de uma digressão africana que já o conduziu ao Burkina Faso. (AngolaPress)
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
São Tomé e Príncipe/Brasil vai ajudar na estruturação do sistema de saúde
São Tomé, 2 Agosto 2007 - O ministro da Saúde de São Tomé e Príncipe, Arlindo Vicente de Assunção Carvalho, disse hoje à Lusa que conta com a ajuda do Brasil para a estruturação do sistema de saúde no país.
Em visita oficial ao Brasil, Assunção Carvalho fez um périplo por Salvador, Brasília e Rio de Janeiro, capitais onde visitou hospitais, laboratórios, fundações da área de saúde e se encontrou com autoridades do sector.
"Faço um balanço extremamente positivo dessa visita ao Brasil, que pode oferecer-nos assistência à pesquisa, capacitação profissional e apoio para estruturar o Instituto de Saúde Pública de São Tomé e Príncipe", assinalou à Lusa.
Em Brasília, o ministro são-tomense encontrou-se com o seu homólogo brasileiro, José Gomes Temporão, a quem agradeceu o envio ao arquipélago africano este mês de uma missão de técnicos brasileiros, integrada também por profissionais norte-americanos, para apoiar o projecto de cooperação para o controlo da malária.
A taxa de incidência da doença no arquipélago, que há dois anos era de 25 por cento, tem registado quedas significativas.
Actualmente, a taxa de incidência da malária na ilha de São Tomé é de seis por cento e em Príncipe, de 0,6 por cento, mas a preocupação das autoridades locais é com a sustentabilidade do processo.
Para isto, São Tomé e Príncipe vai contar com a ajuda do Brasil e dos Estados Unidos que, em Março deste ano, anunciaram uma parceria para apoiar países africanos.
Outra área em que os são-tomenses contam com a cooperação brasileira é no combate e prevenção da SIDA.
São Tomé e Príncipe, assim como Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor-Leste, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), recebe há cerca de três anos sete medicamentos anti-retrovirais produzidos por laboratórios oficiais brasileiros para tratamento de pacientes.
Após dez dias no Brasil, Assunção Carvalho regressa hoje a São Tomé e Príncipe. (Noticias Lusófonas)