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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sob proposta de Moçambique: África discutiu saúde da mulher e da criança
28 julho 2010/Notícias
“Foi apresentado (o tema) como proposta para agenda da União Africana. Sentimo-nos honrados por em tão curto espaço de tempo o assunto ter sido considerado para o debate”, recordou o Presidente, avançando que o mesmo constituirá tema central da UA até 2015.
Guebuza indicou que Moçambique considera a saúde materno-infantil crucial, tendo dado como exemplo do esforço do Governo nesse sentido a iniciativa presidencial sobre a saúde da mulher e da criança, lançada em 2008 no país.
O Executivo moçambicano dedica 12,5 porcento das suas despesas à saúde materno-infantil, números considerados, entretanto, ainda insuficientes.
Sabe-se, no entanto, que a mortalidade infantil está a reduzir de forma consistente no país, tendo passado de 249 por mil nascimentos em 1990 para 138 actualmente, o que ainda não satisfaz. No entanto, o mesmo já não acontece com a mortalidade materna que ronda uma média de 500 por mil nascimentos, o que constitui neste momento uma das grandes preocupações das autoridades.
Falando sobre um outro tema candente deste encontro relacionado com o conflito somali, Guebuza disse que Moçambique não vai enviar tropas à Somália, mas partilhará a experiência que possui neste domínio e insurgiu-se contra o que chamou de ilegalidade do Tribunal Penal Internacional.
A cimeira decidiu ainda enviar mais dois mil efectivos para reforçar a missão da UA na Somália, doravante com mandato de realizar ofensivas e não apenas de autodefesa, como vinha acontecendo. Sobre o assunto, Guebuza disse que o nosso país não vai contribuir com homens, mas poderá partilhar a sua experiência. Neste momento, estão no terreno seis mil militares do Uganda, Burundi e Etiópia, devendo este número passar agora para oito mil.
Sobre o mandado de captura contra o Presidente sudanês, Omar al-Bashir, pelo Tribunal Penal Internacional, o Chefe do Estado moçambicano disse não haver fundamentos para a implementação da decisão do tribunal e que se os houver que sejam tratados e com África a desempenhar o seu papel.
Para Guebuza, não pode haver condenação sem julgamento, como o é o caso de Omar al-Bashir. “Estamos contra a impunidade, mas também contra a ilegalidade”, disse. Reprovou a intenção do TPI de estabelecer um escritório seu em Addis-Abeba, sede da União Africana, alegadamente para aconselhar a organização continental. “Porque é que não fazem aconselhamento junto de outras organizações de outros continentes?”, questionou. (Lázaro Manhiça, em Kampala)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Moçambique/Lançada campanha de combate à Sida "Militar corajoso faz o teste"
A campanha "militar corajoso faz o teste", que vai providenciar testes de HIV/SIDA entre militares aquartelados e não aquartelados, incluindo a população circunvizinha dos quartéis, pretende mitigar os efeitos da doença e reduzir os índices de contaminação nos militares.
Segundo fonte militar, negar fazer o teste, por receio de discriminação, pode ser um dos maiores desafios a ser encarados durante a campanha.
"Encorajamos os nossos militares e seus familiares a saberem o seu estado de saúde, para termos uma força de defesa saudável", disse António Alves, chefe do Estado Maior do batalhão de Manica, na abertura da campanha.
Além de baixar a seroprevalência entre os militares, a campanha pretende ainda reduzir o comportamento de risco, que expõe os militares à contaminação pelo vírus da SIDA. Entre os comportamentos de risco, se inclui a prática de sexo sem o uso do preservativo e a troca de favores por sexo.
Manica, com 18 porcento de seroprevalência, é uma das províncias mais afectados pela epidemia na região centro do país, devido à sua localização geográfica: no corredor que liga Zimbabwe, Malawi e Botswana -- países cujas taxas de seroprevalência listam nas mais altas do mundo. A média nacional é de 16 porcento.
"Esperamos testar 600 militares durante os três meses da duração da campanha (Julho a Setembro). Igualmente esperamos a adesão dos militares, considerando que os testes são voluntários", disse à Agência Lusa Micheque Jemusse, assistente da PSI, em Manica.
Um estudo realizado pelo sector da saúde militar, em 2009, revelou existir um índice muito alto de seropositividade entre os militares.
Segundo um trabalho do Instituto para os Estudos de Segurança, baseado em Pretória, África do Sul, nos países com epidemias mais antigas as forças armadas apresentam taxas de seroprevalência de 50 a 60 porcento.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Moçambique/Saúde: Novas técnicas podem diminuir mortalidade
12 maio 2010/Notícias
A nova directora científica deu esta informação no primeiro dia das VI Jornadas Científicas que decorrem até amanhã sob o lema “A investigação científica contribuindo para o alcance dos objectivos do milénio”.
Mortalidade modelo e humanização do parto introduzem iniciativas que aumentam a atenção às mulheres grávidas, respeitando aspectos que aparentemente são supérfluos. De acordo com Salia, a experiência mostra que as mulheres grávidas precisam de atenção reforçada durante o período do parto.
Por outro lado, é necessária muita segurança no equipamento utilizado nas salas de parto e acautelar outros aspectos que rodeiam o ambiente em que são feitos os partos.
Por exemplo, a directora considera que durante o parto algumas grávidas exigem o acompanhamento e presença do marido, tias ou outras pessoas mais queridas. Quando assim for é preciso satisfazer a vontade dessas mulheres.
“Estas iniciativas são acompanhadas por meios possíveis e necessários, o que decorre da própria realidade do país no que tange a meios humanos e materiais”, disse a directora.
É por esta razão que o Instituto Superior de Ciências de Saúde tem estado a formar técnicos especializados em saúde materna e infantil direccionados para os distritos visto que é lá onde mais problemas existem.
No entender da fonte, é preciso que haja, de forma efectiva, uma ligação entre o que se estuda na universidade e as necessidades de saúde das comunidades.
Aliás, a missão das jornadas é exactamente encorajar e incentivar a prática de actividades científicas no seio dos estudantes, em primeiro lugar, e nos docentes e demais participantes, em segundo ponto.
“Acreditamos que no final destas jornadas todos os participantes poderão perceber os benefícios sociais, económicos e culturais dos resultados da investigação com impacto na sociedade”, sublinhou ela.
No evento serão apresentados projectos de investigação relacionados com epidemiologia, saúde comunitária e doenças infecciosas, ciências sócio-sanitárias, prestação de cuidados de saúde, qualidade de formação em saúde bem como processo de ensino e aprendizagem.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Cuba/Cientistas dos EUA elogiam saúde cubana e pedem fim do bloqueio
Os Estados Unidos devem por fim às restrições ao comércio de medicamentos que impõem contra Cuba há 50 anos no contexto do bloqueio econômico. É o que está escrito na revista científica Science, que reflete a opinião dos cientistas e é considerada uma das melhores publicações do gênero no mundo. “Uma melhor política inclusive seria a eliminação total do bloqueio comercial”, defenderam em um artigo os professores Paul Drain e Michele Barry, da escola de Medicina da Universidade de Staford.
Os dois afirmam que o fim do bloqueio permitiria que os Estados Unidos estudem e aprendam com o exitoso sistema universal de saúde cubano. “Apesar de meio século de bloqueio, Cuba possui melhores resultados em saúde pública que a maioria das nações da América Latina”, escreveram. "Seus êxitos", agregam, "são comparáveis aos dos países mais desenvolvidos".
Em relação à América Latina e ao Caribe, Cuba exibe a mais alta taxa de expectativa de vida (78,6 anos), assim como o maior número de médicos por habitantes (59 para cada 10 mil). Possui também a menor taxa de mortalidade infantil (5 para cada mil nascimentos) e entre crianças (7 em mil), segundo Drain e Barry.
Cuba também tem “um dos maiores índices de vacinação e de nascimentos de todo o mundo, atendidos por especialistas em saúde”. Esses feitos, estimam, se deve principalmente à ênfase que Cuba confere à atenção primária à saúde, mais do que a magnitude dos recursos financeiros disponíveis para o sistema médico nacional.
Mediante a educação popular sobre a prevenção de enfermidades e promoção da saúde, Cuba depende menos de recursos médicos para manter uma população saudável. "Os Estados Unidos ganhariam estudando a experiência exitosa da Ilha e adotando algumas de suas políticas para o setor e isto também poderia ser um bom primeiro passo para a normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos", concluem os professores no artigo publicado pela Science. (Com Prensa Latina)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Moçambique/Todos os distritos têm pelo menos um médico
21 abril 2010/Notícias
De acordo com o titular do pasta de Saúde, Paulo Ivo Garrido, que não revelou o número de médicos enviados para cada distrito, a meta é continuar a reduzir o rácio de habitante/médico que neste momento está próximo dos 20 mil habitantes por médico, num período em que o país conta com um total de 1042 profissionais.
No quadro da mesma iniciativa, no quinquénio 2005-2009 o MISAU fez 5528 colocações de pessoal em todas as províncias. Assim, no último ano as direcções provinciais receberam 1705 técnicos recém-formados. Deste número 138 são médicos generalistas, 77 técnicos superiores de saúde, 865 de nível médio e 725 de nível básico.
De acordo com Paulo Ivo Garrido, que falava ontem em Maputo, na cerimónia de abertura do XXXV Conselho Coordenador do MISAU, o último distrito a receber um médico foi o de Mecula, em Cabo Delgado, o que ocorreu numa altura em que alguns postos administrativos também já contavam com os serviços destes profissionais.
“Angónia e Dómuè, na província de Tete, Entre-Lagos, no Niassa, Chalucuane, em Gaza, e algumas áreas da Manhiça são os casos de postos administrativos que já possuem médicos efectivos à sua disposição”, assegurou o governante.
Entretanto, segundo a mesma fonte, o sector ainda necessita de mais pessoal médico para fazer face à carência de recursos humanos especializados, situação que contribui para o enfraquecimento do Serviço Nacional de Saúde.
Associado `à insuficiência de médicos, o Serviço Nacional de Saúde debate-se com o fraco envolvimento comunitário nas actividades ligadas à promoção da saúde e prevenção de doenças. A baixa cobertura de infra-estruturas, principalmente de centros de saúde urbanos e rurais, a falta de medicamentos, artigos médicos e dos respectivos locais de armazenamento são outros factores que emperram o desenvolvimento do sistema.
“O país tem um défice de 700 centros de saúde rurais e não temos sequer um único hospital ou um armazém de medicamentos e artigos médicos com gestão informatizada”, referiu Paulo Ivo Garrido, para quem o ritmo de crescimento da rede sanitária continua inaceitavelmente lento, não obstante os esforços que estão a ser feitos para contrariar o cenário.
Acrescentou que o peso das doenças, em particular das infecciosas como o HIV/Sida, a malária, a tuberculose e as doenças diarréicas, todas agravadas pela desnutrição é elevado, por um lado, em consequência da situação da pobreza em que a maior parte da população ainda vive e, por outro, pela limitada capacidade de resposta do sistema.
O XXXV Conselho Coordenador do MISAU, que decorre sob o lema “por um maior envolvimento comunitário nos cuidados de saúde” terá como tónica dominante a prestação de contas do exercício de 2009, para dar inicio á implementação do novo plano quinquenal do Governo 2010-2014.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Portugal/Manifestação contra arroz transgénico
No último sábado, diversos manifestantes estiveram reunidos na Praça do Rossio contra a importação e comercialização de arroz transgénico na União Europeia.
Segundo a Plataforma Transgénicos Fora, o Ministério da Agricultura deve ser chamado ainda em 2010 para votar em Bruxelas a proposta de aprovação para importação e comercialização da primeira variedade de arroz transgénico na União Europeia, o que seria também o primeiro transgénico dirigido essencialmente ao consumo humano.
Integrada no dia internacional de acção contra os transgénicos, a manifestação teve como principal foco o actual problema da tentativa de introdução de Arroz Transgénico em Portugal. Em comunicado de Imprensa a Plataforma Transgénicos Fora lembra que o nível de consumo per capita de arroz em Portugal é o mais alto da Europa e que é urgente lançar o debate público sobre agricultura transgénica.
Argumentam ainda que a introdução do arroz transgénico não é uma reivindicação dos portugueses e que a variedade em questão, LL62, nunca foi objecto de uma avaliação científica independente e que, devido à sua tolerância ao herbicida glufosinato, cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz.
Advertem ainda para o facto desta eventual permissão ter como efeito um efectivo impulsionar da produção deste arroz, ainda não produzido, em países mais vulneráveis ao lobby industrial e com menos preocupações de protecção ambiental. “O arroz sem transgénicos irá tornar-se uma coisa do passado”.
Para a Plataforma Transgénicos Fora e as entidades que a compõem acreditam que só é possível salvaguardar um futuro com arroz tradicional se for chumbado o pedido da Bayer de introduzir arroz transgénico na União Europeia.
Leia o comunicado da Plataforma Transgénicos Fora
Fotos da Manifestação aqui
Leia também: “Alguém quer arroz transgénico?”
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Moçambique/Saúde da Mulher e da Criança : Taxas de mortalidade preocupantes no país
Esta é uma das razões que levou ontem o Presidente da República, Armando Guebuza, a lançar a Iniciativa Presidencial para a Saúde da Mulher e da Criança, cujo objectivo principal é de fazer a mobilização de todos os intervenientes a nível familiar, comunitário, sectores público e privado para acelerarem o progresso na redução da mortalidade materna, neonatal e infantil. Pretende-se, em última análise, a promoção da saúde da família em Moçambique, através da intensificação e fortalecimento de acções multisectoriais, assegurando a mobilização de recursos para o reforço dos sistemas de saúde e o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), nesta área.
Ontem, no quadro desta iniciativa, o Chefe do Estado moçambicano reuniu-se com os trabalhadores do sector com o objectivo de trocar impressões e ouvir deles ideias sobre como reduzir as mortes maternas, neonatais e infantis e melhorar a saúde das mães e das crianças.
Tratou-se do primeiro de uma série de encontros com o mesmo objectivo que, ao longo desta semana, o estadista vai manter com os representantes de diversos segmentos da sociedade, nomeadamente com as próprias mulheres e ainda com líderes religiosos e comunitários.
A Iniciativa Presidencial para este sector específico da saúde em Moçambique constitui a expressão do cometimento político ao mais alto nível da liderança do país, despertando o conhecimento, iniciativas e acções tendentes a colocar a saúde e o bem-estar da mulher e da criança na mais elevada prioridade em todos os níveis de liderança e de intervenção.
É que, a despeito de muito ter sido feito, ao longo dos anos em prol da saúde da mãe e da criança, as actuais tendências mostram que se não forem feitos esforços adicionais para atingir os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio nesta área será pouco provável que sejam alcançados. “Por esse facto, temos que fazer esforços adicionais para não comprometermos nossos objectivos ”, disse o Presidente da República, para quem a morte de uma mãe constitui uma tragédia no seio da família e uma grande perda na sua comunidade, pois, de acordo com as suas palavras, ela é o suporte moral, social e económico da família e da comunidade.
Assinalou ainda que a morte de uma mãe devido a complicações de gravidez ou parto, constitui em qualquer sociedade uma das piores tragédias, pois isto pode quase sempre ser evitado.
“Toda a mulher que vai à maternidade para ter parto espera trazer ao mundo uma nova vida e não para morrer”, disse o Chefe do Estado. (Teodósio Ângelo/Notícias)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Moçambique/Estratégias para saúde da mulher e criança
Nos encontros, a decorrerem durante cinco dias no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Chefe do Estado pretende colher o que mais se pode fazer para melhorar o estado de saúde da mulher e da criança, que constituem dois terços da população moçambicana.
É, com efeito, sobre este grupo social que ocorrem as altas taxas de mortalidade, uma situação que preocupa sobremaneira o Chefe do Estado.
“Nos encontros o Presidente da República pretende ouvir as diversas sensibilidades sobre o que mais se pode fazer em prol da saúde da mulher e da criança e que contribuição é que cada um pode dar”, disse ontem em Maputo o titular da pasta da Saúde, Ivo Garrido, ao anunciar o lançamento da iniciativa presidencial.
Disse que no primeiro Guebuza vai se reunir com os trabalhadores do sector da Saúde e, no dia seguinte com as mulheres e líderes religiosos, para no terceiro se encontrar com os líderes comunitários. No dia 25 de Fevereiro corrente o estadista vai presidir a abertura da Reunião Nacional de Saúde Materno Infantil.
Referiu que a reunião com o pessoal da Saúde resulta do facto de ser este que trata os doentes, sendo que o encontro com a mulher visa permitir que esta possa falar da sua saúde e da criança, cuja situação é descrita como preocupante, sobretudo nas zonas rurais. Actualmente calcula-se que a taxa de mortalidade infantil seja de 124 em cada 1000 nados vivos com um ano de idade.
Há dois anos o Presidente da República chamou o pessoal da Saúde, a quem manifestou a sua preocupação porque o estado de saúde não registava melhorias, tendo na ocasião lançado a iniciativa presidencial de luta e prevenção do HIV/SIDA, conforme assinalou o titular da pasta do sector.
Espera-se que depois dos encontros que iniciam amanhã se possam tomar decisões sobre estratégias a adoptar com vista a melhorar a saúde da mulher e da criança. (Notícias)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Brasil/Proibição de venda de bebida alcoólica nas estradas é demanda da sociedade, diz secretário
Danilo Macedo/Agência Brasil
"Governo e sociedade chegaram à conclusão de que é grande o prejuízo naqueles que utilizam bebida alcoólica ao longo das rodovias federais. A medida é fruto de discussões conduzidas pelo Conselho Nacional Antidrogas e pela Câmara Especial de Discussão sobre o Álcool, em que a sociedade comparece e traz suas idéias. O governo, quando emite uma medida como essa, está apoiado em uma demanda da própria sociedade”, disse.
A fiscalização ficará a cargo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas a sociedade, acrescentou, terá que colaborar: “A PRF vai se estruturar, vai se organizar. Mas quando falamos de polícia, de qualquer órgão fiscalizador, temos que lembrar que todos os cidadãos são fiscais da lei.”.
Uchôa ressaltou que todos os estabelecimentos comerciais, mesmo os situados em área urbana, mas que estejam na faixa de domínio das rodovias federais, estarão proibidos de vender bebidas alcoólicas.
Em relação ao projeto de lei assinado pelo Presidente da República com o objetivo de alterar a classificação de bebida alcoólica, para fins de propaganda, o secretário explicou que a idéia é todas as bebidas alcoólicas terem as mesmas restrições impostas hoje somente àquelas consideradas mais fortes, as destiladas.
“A questão da propaganda vai além do horário: tem a forma como aparece, a vinculação com o adolescente, com o jovem, a exploração da figura feminina, a vinculação com esporte”, lembrou.
O projeto, que foi enviado para discussão no Congresso, só permite a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nas emissoras de rádio e televisão entre as 21 horas e as 6 horas. E a regulamentação caberia à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), explicou.
Medida provisória proíbe venda de bebidas alcoólicas em estradas federais
Ministro quer enviar ao Congresso no início de 2008 projetos que tratam de bebidas alcóolicas
Senado aprova projeto que proíbe venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina
Governo prepara projeto que altera classificação de bebidas alcoólicas para fins publicitários
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Moçambique/Fábrica de medicamentos anti-retrovirais estará pronta em 18 meses
Maputo, Moçambique, 21 janeiro 2008 - A instalação em Moçambique de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais poderá ficar concluída dentro num prazo de 18 meses, afirmou sábado em Maputo a embaixadora cessante do Brasil em Moçambique, Leda Camargo.
No final da audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, a quem foi apresentar cumprimentos de despedida, Leda Camargo informou que o ministro da Saúde de Moçambique, Ivo Garrido, está de visita à Fundação Osvaldo Cruz, com sede no Rio de Janeiro, Brasil, para finalizar os últimos pormenores sobre a instalação da fábrica.
A diplomata disse que foi criado um grupo de trabalho interministerial em Moçambique encarregue de tratar do assunto, facto que alimenta a esperança de ver a fábrica implantada e em plena produção, nos próximos 18 meses.
"Só podia sair de Moçambique porque a fábrica de anti-retrovirais está decidida", disse Camargo, acrescentando que pediu ao seu ministério no Brasil para que flexibilizasse a questão antes de ela terminar o mandato, que durou três anos e meio. (macauhub)
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Moçambique/Integração não deve ignorar desafios sociais – defende Virgília Matabele
Maputo, 1 Novembro 2007 - O processo de integração regional que se perspectiva não deve deixar de fora os desafios sociais que daí advirão, entre os quais os elevados índices de propagação do HIV/SIDA, que devem ser controlados, permitindo que às formas tradicionais encarar a sexualidade marquem passos positivos de mudança. O facto foi defendido pela Ministra da Mulher e da Acção Social, Virgília Matabele, na abertura do encontro regional sobre HIV/SIDA, que decorre desde ontem em Maputo.
Segundo a ministra, a estabilização e redução do número de infecções pelo HIV/SIDA requer o desenho e implementação de políticas e estratégias concretas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis que tenham em conta a situação da mulher. Indicou que, pese embora o esforço no combate ao HIV/SIDA a nível dos países da região, a realidade mostra que o espectro da doença já atingiu uma dimensão cujos reflexos começam a perigar o desenvolvimento económico e social.
A pandemia está a ter um efeito devastador e catastrófico nas mulheres, facto que está, em parte, relacionado com a questão da desigualdade, sob o ponto de vista económico e social, colocando-a numa situação de risco e agravando a sua vulnerabilidade.
Referindo-se ao contexto específico de Moçambique, indicou que a redução do número de novas infecções do actual nível de 500 por dia, para 350 em cinco anos e 150 em dez anos, consta como um dos sete objectivos prioritários. “Hoje está mais claro que a divulgação de informação simplificada sobre a doença, suas manifestações e formas de protecção constitui uma das mais preciosas intervenções para reveter os índices de contaminação do HIV cada vez mais crescentes na região”, disse, acrescentando que há que assegurar que a informação que chega a cada um dos países seja clara, sugestiva e persuasiva, e tenha em conta as diferenças estruturais, comportamentais e socioculturais.
O encontro ontem iniciado e com a duração de três dias, tem em vista, segundo a secretária executiva do Conselho Nacional de Combate ao SIDA, Joana Mangueira, debater o trabalho do sexo, atendendo à intrínseca relação deste fenómeno com a multiplicidade de parceiros e as relações intergeracionais, acompanhadas pela prática de sexo inseguro que, no seu conjunto, constituem factores principais para o aumento dos níveis de infecção pelo HIV. Segundo indicou, a realidade vivida nos nossos países confirma que a SIDA “continua a ter cara de mulher, com uma face oculta que é das crianças”.
Basicamente, os 150 participantes de cinco países, estão a trocar experiências sobre como proteger, aumentar o seu poder de negociação, criar mais oportunidades de acesso aos serviços de Saúde, Educação e à informação, bem como garantir o seu envolvimento em iniciativas que ajudem a reduzir o seu nível de vulnerabilidade. Conforme o coordenador das Nações Unidas em Moçambique, Ndolamb Ngokwey, com mais parceria, tratamento, cuidados e apoio, bem como a contínua discussão sobre o assunto, é possível melhorar a prevenção. Esta acção será mais forte se as pessoas envolvidas no trabalho do sexo participarem activamente na concepção e implementação de programas. (Notícias)