Mostrando postagens com marcador bloqueio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bloqueio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Angola/Cuba dialoga com os EUA sem abdicar de princípios

15 de Julho, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao ()

João Dias

A cooperação no domínio dos Petróleos, Saúde e formação de quadros dominou ontem o encontro entre o Vice-Presidente da República de Angola, Manuel Vicente, e o Vice-Presidente do Conselho de Ministros cubano, Ricardo Cabrizas Ruíz, que se encontra desde segunda-feira em Angola.

Em declarações à imprensa, o Vice-Presidente do Conselho de Ministros de Cuba disse que o encontro permitiu fazer uma  revisão das relações existentes entre os dois países com vista ao seu reforço.
 
“Fizemos uma rápida revisão das excelentes relações que temos. Reafirmamos a nossa vontade e decisão de continuar a cooperar e aprofundar as

Reportagem sobre o bloqueio da Transnístria

Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia
A República não reconhecida da Transnístria pode ser atacada pela Ucrânia de um lado e pela Moldávia do outro. Saiba mais sobre esse pequeno país. Acesse o s...
YOUTUBE.COM

------

НОВОСТИ ДОНБАССА: КОЛОННА БРОНЕТЕХНИКИ И БЛОКПОСТ ОККУПАНТОВ НА ЗАПОРОЖСКОЙ ТРАССЕ ЛИКВИДИРОВАНЫ

Дата публикации: 14 Июль 2015, 11:51
Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia


------

Первая серия проекта танковые асы армии ДНР, созданная производственной группой "ИВ" по заказу Батальона "ДИЗЕЛЬ" Герой первой серии профессиональный военный...
Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia
14 h · 
Ases tanquistas de Donetsk, Parte 1 - Camarada "Kaiser".
YOUTUBE.COM
Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia

------

DONBASS-INFORMATION -15-07-2015 / 2
Facebook Reinhard Lenfant
4 h · Editado · 

DONBASS-INFORMATION -15-07-2015 / 2
Meanwhile Ukies getting more and more armor to the frontline ,only few km from ‪#donezk ‪#osce to bussy with hookers?https://www.youtube.com/watch?v=ISThyzWbHsg 
UAF lost 5 soldiers near ‪#Bolotennoye / ‪#LPR killed by a landmine explosion… Because of shelling yesterday 2 NAF soldiers died and 4 got wounded. Also 1 woman died and 3 other civilians got wounded. ‪#Ukrainefascist army bomb ‪#Gorlovka ‪#Donetsk from heavy artillery prohibited on front line. BREAKING : intel shows big UKRNAZI offensive on #donetsk in 48 h !! ‪#naf #donetsk ‪#Novorossiya. DPR intelligence reports 11 Ukrainian self-propelled artillery pieces moved up to line of contact.https://twitter.com/novorossia_su/status/621269494380535809 …. More wounded as Kiev troops continue to shell Gorlovka civilians Meanwhile Ukies getting more and more armor to the frontline ,only few km from #donezk #osce to bussy with

terça-feira, 24 de março de 2015

Angola/CUBA MANTÉM IDEAIS

23 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

O Primeiro Vice-Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, afirma, em entrevista ao Jornal de Angola, que o seu país está a passar por importantes reformas económicas, mas mantém os mesmos ideais de independência e liberdade.

JORNAL DE ANGOLA - Cuba está num processo de reformas que afectam indiscutivelmente a população. Gostaríamos de conhecer qual é o fundamento dessas reformas, quais foram as mudanças que ocorreram e as medidas que estão a ser tomadas pelo Governo cubano para proteger o sector da população com baixa renda e que precisa de subsídios.

MIGUEL DÍAZ-CANEL BERMÚDEZ -
 Cuba já passou pela primeira fase deste processo, onde foram eliminados os obstáculos existentes para o desenvolvimento das forças produtivas. As mudanças que estão a ocorrer em Cuba são destinadas a defender a construção do socialismo, mantendo o papel central do Estado como proprietário dos principais meios de produção, mas combinado com formas de propriedade cooperativa e particular, bem como a participação de outras maneiras de gestão não estatal. O planeamento socialista da economia continua a ser mantido, no qual são incorporados elementos de mercado. Ressalta-se neste processo, o conceito de não deixar ninguém desamparado. A qualidade de vida da população será melhorada, os princípios éticos que

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nações Unidas/VITÓRIA DE CUBA. 187 PAÍSES APÓIAM RESOLUÇÃO CONTRA O BLOQUEIO!

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL)
27 outubro 2010/ ADITAL http://www.adital.com.br

Bruno Rodríguez Parrilla *

Tradução: ADITAL

[As Nações Unidas ratificaram hoje por décima nona vez o rechaço mundial ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há quase meio século e o isolamento de Washington na manutenção desse assédio. A solidão do governo norteamericano voltou a ficar em evidência na Assembleia Geral durante a votação de uma resolução intitulada Necessidade de colocar fim ao bloqueio econõmico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba].

Discurso do Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

Senhor Presidente,

Graves e eminentes perigos ameaçam a existência de nossa espécie. Para preservar a vida humana temos que preservar a paz. Somente o emprego de uma parte ínfima do enorme arsenal nuclear mundial implicaria no fim da espécie. A única garantia de que as armas nucleares não podem ser usadas por Estados nem por ninguém, será sua destruição, junto à geração de armas convencionais de quase similar letalidade desenvolvidas no período recente. A única solução é o desarme.

Para sobreviver, é imprescindível um salto na consciência da Humanidade, somente possível mediante a difusão de informação veraz sobre esses temas que a maioria dos políticos escondem ou ignoram, a imprensa não publica e que, para as pessoas, são tão horrorosos que parecem incríveis.

Estamos em uma nova época e, em nossa opinião, corresponde a esta Assembleia Geral, com toda urgência, como, incessantemente, pede Fidel Castro, liderar uma mobilização mundial para exigir o respeito ao direito dos seres humanos e ao direito dos povos a viver.

Construamos outra ordem mundial; fundemos uma ética coletiva baseada na solidariedade humana e na justiça; encontremos solução aos conflitos mediante o diálogo e a cooperação; cessem o egoísmo e o despojo que levam à guerra e ao uso da força. Ante o sério perigo, afastemos o que nos confronta ou divide e unamo-nos para salvar a paz, o planeta e a vida das futuras gerações.

Senhor Presidente,

Especialmente nessas circunstâncias, a política dos Estados Unidos contra Cuba não tem nenhuma sustentação ética ou legal, não tem credibilidade ou apoio. Os 180 votos nesta Assembleia Geral das Nações Unidas demonstram o que, nos últimos anos, têm sido reclamado: o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro.

No relatório do Secretário Geral posto à nossa disposição, mais de 180 países e agências especializadas do sistema das Nações Unidas documentam sua oposição a essa política.

O rechaço da América Latina e do Caribe é enérgico e unânime. A Cúpula da Unidade, celebrada em Cancún, em fevereiro de 2010, assim o expressou. Os líderes da região comunicaram isso diretamente ao presidente norteamericano. Ele pode assegurar-se que o repúdio expresso ao bloqueio e à Lei Helms-Burton identifica, como poucos temas, ao acervo político da região.

Visões igualmente inequívocas têm sido referendadas pelo Movimento de Países Não Alinhados, pelas Cúpulas Iberoamericanas, pelas Cúpulas da América Latina e Caribe com a União Europeia, pela União Africana, pelas Cúpulas do Grupo ACP e praticamente por qualquer conjunto de nações que tenham se pronunciado a favor do Direito Internacional e do respeito aos princípios e propósitos da Carta da ONU.

É amplo e crescente o consenso na sociedade norteamericana e na emigração cubana nesse país contra o bloqueio e a favor da mudança de política em relação à Cuba. Pesquisas recentes demonstram que 71% dos estadunidenses advogam pela normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos, enquanto que 64% deles e similar proporção dos cubanos residentes no sul da Flórida se opõem à proibição de viajar a Cuba, o que desrespeita seus direitos cidadãos.

Senhor Presidente,

Como em outros temas, dois anos depois do presidente dos Estados Unidos ter proclamado "um novo começo com Cuba", os fatos confirmam que nada mudou, nem utilizou suas amplas prerrogativas para flexibilizar o bloqueio.

As sanções contra Cuba permanecem intactas e se aplicam com todo rigor.

Em 2010, o cerco econômico endureceu e seu impacto cotidiano continua sendo visível em todos os aspectos da vida em Cuba. Tem consequências particularmente sérias em esferas tão sensíveis para a população, como a saúde e a alimentação.

Os serviços oftalmológicos cubanos não podem empregar a Terapia Térmica Transpupilar, por meio do microscópio cirúrgico, no tratamento a crianças que padecem de tumor retinoblastoma; isto é, câncer na retina, porque é impossível adquirir os equipamentos para esse tratamento, que somente podem ser comprados à companhia norteamericana Íris Medical Instruments. Sem essa tecnologia, não é possível tratar o tumor da retina e conservar o olho atingido.

As crianças cubanas não podem dispor do medicamento Servofluorane, o mais avançado agente anestésico geral inalatório, ou seja, anestesia para operar as crianças, porque seu fabricante, a companhia norteamericana ABBOT está proibida de vendê-lo a Cuba.

Tampouco se pode adquirir o Tomógrafo de Coerência Ótica (OCT) para estudos de retina e do nervo ótico da empresa alemã Carl Zeiss porque tem componentes fabricados pela companhia norteamericana Humphrey. As onerosas e discriminatórias condições que prevalecem para as compras de alimentos norteamericanos, que supostamente se amparam em uma exceção humanitária, enquanto todas as normas do comércio internacional são violadas, têm repercutido na drástica diminuição dessas operações no último ano. Essa realidade não somente prejudica ao nosso povo, mas também aos agricultores norteamericanos. Estaríamos faltando com a verdade se alguém nessa sala voltasse a qualificar de "sócio comercial" a um país ao que Cuba não pode vender nem uma dose de medicamento, nem uma grama de níquel.

Apesar de que Washington autorizou muito seletivamente alguns intercâmbios culturais, acadêmicos e científicos, esses continuam sujeitos a severas restrições e múltiplos projetos desse tipo não puderam ser realizados devido às negativas de licenças, vistos e outras autorizações. É pouco conhecido que se proíbe aos artistas cubanos receber remuneração por suas apresentações nesse país.

A perseguição contra os bens e ativos cubanos tem aumentado e também contra as transferências comerciais e financeiras desde e para Cuba ou que envolvem instituições e indivíduos estabelecidos em nosso país.

As multas dos Departamentos do Tesouro e Justiça contra entidades de seu país e da Europa nesse último ano, por transações realizadas com Cuba, entre outros Estados, superam em seu conjunto os 800 milhões de dólares.

O governo norteamericano, em uma evidente escalada, apropriou-se também de transferências em moedas de terceiros países, como o euro. A confiscação de uma transferência de mais de 107 mil euros pertencentes à Companhia Cubana de Aviação e realizada por meio do Banco Popular Espanhol desde Madrid para Moscou, constituiu um roubo.

O dano econômico direto ocasionado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio, supera nesses cinquenta anos os 751 bilhões de dólares, em valor atualizado dessa moeda.

Senhor Presidente,

Apesar do rechaço universal a esta política, altos funcionários deste governo têm reiterado que se manterá invariável. No passado 2 de setembro, o próprio presidente Obama ratificou as sanções contra Cuba, aludindo ao suposto "interesse nacional" dos Estados unidos. Porém, todos sabem que a Casa Branca continua prestando a maior atenção aos "interesses especiais", bem financiados, de uma exígua minoria que tem feito da política contra Cuba um negócio muito lucrativo.

É evidente que os Estados Unidos não têm nenhuma intenção de eliminar o bloqueio. Nem sequer se vislumbra a vontade de seu governo para desmontar os aspectos mais irracionais do que já é o conjunto de sanções e medidas econômicas coercitivas mais abrangente e prolongado jamais aplicado a qualquer país.

Historicamente, cada vez que caem por terra os pretextos esgrimidos como supostos obstáculos ao levantamento do bloqueio contra Cuba, estes são substituídos por novas desculpas para justificar a continuidade de uma política que é insustentável desde todo ponto de vista.

Recentemente, segundo várias agências de imprensa, no dia 19 de outubro, o presidente Obama qualificou de insuficientes os processos que, em seu julgamento, acontecem em Cuba e condicionou qualquer novo passo à realização das mudanças internas que querem ver acontecer em nosso país.

O presidente se equivoca ao assumir que tem direito a imiscuir-se e a qualificar os processos que acontecem atualmente em Cuba. É lamentável que esteja tão mal informado e assessorado.

As transformações que atualmente empreendemos respondem aos anseios dos cubanos e às decisões soberanas de nosso povo. Destinam-se a atualizar e tornar eficiente nosso modelo econômico; aperfeiçoar nossa sociedade; aprofundar nossa cultura e desenvolver nosso socialismo. Não se propõem para comprazer os desejos ou satisfazer os interesses do governo dos Estados Unidos, até hoje sempre opostos ao interesses do povo cubano.

Para a superpotência, tudo o que não conduz ao estabelecimento de um regime que se subordine a seus interesses será insuficiente; porém, isso não vai acontecer porque muitas gerações de cubanos têm dedicado e dedicam o melhor de suas vidas a defender a soberania e a independência de Cuba.

Além disso, o governo norteamericano tem ignorado as múltiplas declarações e as propostas apresentadas pelo governo de Cuba, em público e em privado, que ratificam nossa vontade de estabelecer um diálogo sério, construtivo, em condições de igualdade e pleno respeito à nossa independência.

Não houve resposta sobre os novos projetos de cooperação apresentados durante o ano de 2010 pelo governo cubano, para avançar em temas de interesse comum, como o combate ao narcotráfico e ao terrorismo, a proteção do meio ambiente, a prevenção de desastres naturais e, inclusive, no enfrentamento a possíveis acidentes na exploração petroleira no Golfo do México. Novamente, perde-se a oportunidade de avançar em áreas que beneficiariam a ambos os povos.

Ao contrário, dito governo tem continuado a arbitrária prática de colocar Cuba nas espúrias listas, incluída na dos Estados que supostamente patrocinam o terrorismo internacional, fabricadas pelo Departamento de Estado para qualificar o comportamento de outras nações. Esse país não tem a autoridade moral para elaborar tais listas que, como regra, teria que encabeçar; nem existe uma só razão para incluir Cuba em nenhuma dessas listas.

O governo norteamericano também mantém o injusto castigo aos Cinco cubanos lutadores antiterroristas que são mantidos presos há doze anos, em suas prisões, cuja causa tem acarretado a mais ampla solidariedade da comunidade internacional.

Cuba, que foi e é vítima do terrorismo de Estado, reclama a dito governo que ponha fim ao ataque a à impunidade de que gozam em seu território os autores confessos de atos de terrorismo que se gestaram amparados pela política anticubana desse país, concebida com a finalidade de desestabilização, nos anos 60, e que incluiu a sabotagem, o sequestro, o assassinato e a agressão armada. Isso seria uma verdadeira contribuição ao combate internacional contra esse flagelo.

Senhor Presidente,

É indignante e insólito que a política de bloqueio e subversão dos Estados Unidos contra Cuba continue sendo guiada pela lógica do memorando do subsecretário assistente de Estado, Lester Mallory, escrito no dia 6 de abril de 1960 e desclassificado há poucos anos, cujo texto cito:

"A maioria dos cubanos apoiam a Castro [...]. Não existe uma oposição política efetiva [...]. O único meio possível para fazer com que percam o apoio interno é provocar o desengano e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...]. Temos que clocar em prática rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica [...], negando a Cuba dinheiro e subministros, com o fim de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e o derrocamento do governo".


Trata-se de uma política de agressão, cruel e absolutamente contrária ao Direito Internacional que este governo persiste em manter mesmo sabendo que causa danos, provoca sofrimento e viola os direitos humanos de todo um povo.

Não é uma questão bilateral, como costumam repetir os representantes norteamericanos. Seu marcado caráter extraterritorial está referendado nas leis e existem exemplos de sobra da aplicação das medidas coercitivas a cidadãos e entidades de terceiros países.

O bloqueio, por sua natureza e sua amplitude, qualifica como um ato de genocídio, em virtude do Artigo II da Convenção de Genebra, de 1948, para a Prevenção e para a Sanção do Delito de Genocídio; e também como um ato de guerra econômica, de acordo com a Declaração Relativa ao Direito da Guerra Marítima adotada em 1909.

É um ato hostil e unilateral que deve cessar unilateralmente.

Cada vez mais, em nome do povo de Cuba, solicito aos representantes de todos os países aqui reunidos votar a favor do projeto de resolução que tenho a honra de apresentar com o título "Necessidade de por fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro do Governo dos Estados Unidos da América contra Cuba".

Senhor Presidente,

Os cubanos, nos sentimos orgulhosos de nossa obra. Se esta guerra econômica, mesmo provocando privações, não custa vidas humanas e não consegue causar dano traumático e generalizado a nossa população é graças ao esforço e sacrifício dos cubanos e à vontade e empenho de seu Governo.

Apesar de que a perseguição econômica constitui o principal obstáculo para o desenvolvimento do país e para a elevação dos níveis de vida do povo, Cuba mostra resultados inegáveis na eliminação da pobreza e da fome, em índices de saúde e educação que são referência mundial; na promoção da igualdade de gênero; na liberdade e no bem estar equitativo dos cubanos; no consenso social; na participação democrática dos cidadãos nas decisões do país; na reversão do deterioro ambiental e no desenvolvimento da cooperação internacional como uma centena de países do Terceiro Mundo.

Cuba pode declarar aqui, semanas atrás, um elevado e excepcional cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Esses resultados, alcançados por Cuba, ainda são uma utopia para uma grande parte da população do planeta.

Os cuvanos assumimos nosso destino histórico com otimismo, compromisso e criatividade. O que nos inspiram são sentimentos de paz, justiça e solidariedade que caracterizam nosso povo e a amizade através da qual o mundo se identifica com nossa ilha livre e rebelde.

Cuba continuará disposta a entabular relações de paz e respeito com os Estados Unidos, como as que disfruta com a imensa maioria da comunidade internacional e com todo o hemisfério.

Cuba jamais recuará na denúncia do bloqueio e não deixará de reclamar o direito legítimo de seu povo a viver e trabalhar por seu desenvolvimento socioeconômico em condições de igualdade, em cooperação com o resto das nações, sem cerco econômico, nem pressões externas.

Cuba agradece à comunidade internacional a firme solidariedade com nosso povo, segura de que algum dia será feita justiça e esta resolução já não será necessária.

Muito obrigado.


* Ministro de Relações Exteriores de Cuba


Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ONU: bloqueio contra Cuba novamente no banco dos réus

25 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A Assembléia Geral da ONU, irá reiterar nesta terça-feira (26) o seu pedido de suspensão do bloqueio que os EUA impõem a Cuba, que tem causado perdas de 751 bilhões e 363 milhões de dólares para a ilha. É o 19º ano consecutivo que o órgão máximo da ONU apresenta esta mesma demanda.

A questão é o 41º ponto de pauta, na ordem de trabalhos da Assembleia, sob o título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Em outubro do ano passado, 187 dos 192 países membros da organização mundial decidiram dar fim ao bloqueio dos EUA, com apenas três votos contra (Estados Unidos, Israel e Palau) e duas abstenções (Ilhas Marshall e Micronésia).

O relatório anual apresentado por Cuba sobre o assunto perante a ONU diz que o cerco permanece intacto, com o emaranhado complexo de leis e dispositivos legais que o regem.

Direito Internacional
Trata-se da mais longa e dura medida que os Estados Unidos já aplicaram, ao longo de sua história, contra qualquer país, apesar de violar o Direito Internacional e ser contrária aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

Além disso, constitui, em sua essência e objetivos, um ato de agressão unilateral e uma ameaça permanente à estabilidade de um país, "uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo".

O documento afirma que o bloqueio é uma política absurda, ilegal e moralmente indefensável, que gera escassez e sofrimento para a população, restringe e retarda o desenvolvimento do país e prejudica gravemente a economia de Cuba.

Há um mês atrás, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse à Assembleia Geral que o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não parece disposto a retificar sequer os aspectos mais irracionais e universalmente rechaçados da sua política contra Cuba.

Prerrogativas de Obama
O ministro disse que nos últimos dois anos não houve qualquer alteração na política de bloqueio e de subversão contra Cuba, embora Obama tenha prerrogativas suficientes para implementar uma mudança real.

Pelo contrário, nesse período foi reforçada a natureza extraterritorial do bloqueio, com o aumento das multas, sanções e da perseguição às transações financeiras cubanas com outros países.

No entanto, Rodriguez disse que, apesar da política do governo dos EUA, dentro da comunidade norte-americana há uma oposição sem precedentes ao bloqueio contra Cuba.

A votação desta terça ocorre menos de um mês depois do debate geral anual da Assembleia, onde os chefes de Estado e de Governo e chanceleres de dezenas de países denunciaram o bloqueio dos EUA contra o país caribenho. (Fonte: Prensa Latina. Tradução: Luana Bonone)


--------------------- LER TAMBEM



Espanha pede à União Europeia fim do bloqueio a Cuba

25 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A luta de Cuba contra o bloqueio conquistou nesta segunda-feira (25) um importante ponto, no mesmo momento em que as Nações Unidas se preparam para votar resolução pedindo a suspensão da injusta medida.

Em campanha pelo fim do bloqueio a que é submetida desde 1962, Cuba conseguiu o apoio do governo da Espanha.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Trinidad Jiménez, pediu à União Europeia (UE) que estabeleça uma "nova relação" com Cuba a fim de colaborar com o fortalecimento do “processo de reformas” no país.

Jiménez fez o pedido durante reunião do Conselho de Ministros dos Assuntos Europeus, em Luxemburgo.

As informações são da agência estatal da Argentina, a Telam. Para o ministro espanhol, os primeiros sinais de mudanças em Cuba foram a libertação dos prisioneiros e o anúncio de reformas econômicas.

Segundo Jiménez, as iniciativas se referem à necessidade de uma nova relação" entre a União Europeia e Cuba.

Segundo o chanceler, é importante estabelecer novas bases para o relacionamento com Cuba. "É mais necessário do que nunca para encontrar um novo relacionamento que se baseia no respeito e na confiança", disse. (Informações Agência Brasil)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cuba pede apoio de países para encerrar bloqueio dos EUA

20 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma moção que será encaminhada a todos os países em favor do fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos aos cubanos. As autoridades querem o apoio da comunidade internacional para encerrar com 38 anos de bloqueio a Cuba.

Sob embargo norte-americano desde 1962, Cuba se esforça para evitar o agravamento da crise no país ao anunciar a abertura do mercado de trabalho, demissão de cerca de 500 mil funcionários públicos e a aproximação da União Europeia.

"O bloqueio continua intacto e não são utilizadas as prerrogativas institucionais gerais, como a que autorizava o Executivo a introduzir mudanças importantes”, diz o documento, aprovado pelos parlamentares da comissão. As informações são do jornal oficial de Cuba, Granma.

Segundo as autoridades cubanas, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intensificou o bloqueio econômico a Cuba. As autoridades cubanas reclamam das dificuldades de exportação de alimentos para o país. De acordo com os cubanos, o discurso de campanha de Obama é oposto ao que ele tem colocado em prática na sua gestão na Casa Branca.

Em setembro, na 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, condenou o bloqueio a Cuba em vigor há 38 anos. Ele classificou o embargo como um “ilegítimo bloqueio”.

O bloqueio a Cuba envolve restrições econômicas, financeiras, políticas e diplomáticas. De acordo com o governo cubano, as medidas se tornaram mais intensas nos governos norte-americanos dos presidentes Bill Clinton, George W. Bush e agora de Obama. Os cubanos reivindicam, inclusive, que filiais estrangeiras de empresas dos Estados Unidos negociem com Cuba.

Antes de ir a Nova York, Amorim esteve em Havana, capital de Cuba. Em Havana, o chanceler se reuniu com o presidente cubano, Raúl Castro, e várias autoridades cubanas. Nas conversas, o ministro disse que o Brasil está disposto a intensificar as parcerias com o país.

Uma das ideias é repassar a experiência e o conhecimento sobre desenvolvimento de pequenas e médias empresas a fim de diminuir o número de informais na economia de Cuba. Amorim costuma afirmar que o diálogo próximo e permanente entre Cuba e Brasil permite que os brasileiros sejam interlocutores diferenciados na busca do fim do bloqueio ao país.

No mês passado, o ministro das Relações Exteriores de cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou Obama de reforçar o embargo. Segundo o chanceler, as severas restrições fizeram Cuba acumular, ao longo dos anos, um prejuízo de US$ 751,3 bilhões. (Fonte: Agência Brasil)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cuba/Cientistas dos EUA elogiam saúde cubana e pedem fim do bloqueio

3 maio 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Os Estados Unidos devem por fim às restrições ao comércio de medicamentos que impõem contra Cuba há 50 anos no contexto do bloqueio econômico. É o que está escrito na revista científica Science, que reflete a opinião dos cientistas e é considerada uma das melhores publicações do gênero no mundo. “Uma melhor política inclusive seria a eliminação total do bloqueio comercial”, defenderam em um artigo os professores Paul Drain e Michele Barry, da escola de Medicina da Universidade de Staford.

Os dois afirmam que o fim do bloqueio permitiria que os Estados Unidos estudem e aprendam com o exitoso sistema universal de saúde cubano. “Apesar de meio século de bloqueio, Cuba possui melhores resultados em saúde pública que a maioria das nações da América Latina”, escreveram. "Seus êxitos", agregam, "são comparáveis aos dos países mais desenvolvidos".

Em relação à América Latina e ao Caribe, Cuba exibe a mais alta taxa de expectativa de vida (78,6 anos), assim como o maior número de médicos por habitantes (59 para cada 10 mil). Possui também a menor taxa de mortalidade infantil (5 para cada mil nascimentos) e entre crianças (7 em mil), segundo Drain e Barry.

Cuba também tem “um dos maiores índices de vacinação e de nascimentos de todo o mundo, atendidos por especialistas em saúde”. Esses feitos, estimam, se deve principalmente à ênfase que Cuba confere à atenção primária à saúde, mais do que a magnitude dos recursos financeiros disponíveis para o sistema médico nacional.

Mediante a educação popular sobre a prevenção de enfermidades e promoção da saúde, Cuba depende menos de recursos médicos para manter uma população saudável. "Os Estados Unidos ganhariam estudando a experiência exitosa da Ilha e adotando algumas de suas políticas para o setor e isto também poderia ser um bom primeiro passo para a normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos", concluem os professores no artigo publicado pela Science. (Com Prensa Latina)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cúpula das Américas: AL E EUA, INTERESSES ANTAGÔNICOS

Entre o espetáculo em torno do que é cosmético, produzido pela colossal máquina de ilusionismo da mídia imperialista sofregamente replicada pelas mídias locais latinoamericanas e a dura realidade, é preciso dizer com simplicidade e clareza: nada mais antagônico do que os interesses dos países e povos latino-americanos, incluindo os governos progressistas em muitos países da região, e os do imperialismo estadunidense.

Por José Reinaldo Carvalho


20 abril 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Estamos vivendo tempos realmente novos na América Latina e no mundo. A onda democrática-popular e independentista que percorre a região, a crise profunda do sistema capitalista com epicentro nos Estados Unidos, as derrotas sofridas pelo imperialismo norte-americano na tentativa de impor manu militari o seu projeto de domínio sobre o Oriente Médio, o desgaste da imagem dos Estados Unidos em todo o mundo provocado pelos desmandos e tropelias do governo Bush, que despertou um inaudito movimento anti-americano, no sentido antiimperialista do termo, fazem com que o stablishment dos EUA dê início a uma mudança de tática visando a recompor-se das derrotas, com o objetivo final de assegurar os mesmos planos de sempre de dominação mundial.
Faz parte da nova tática a afirmação do novo presidente dos Estados Unidos como um líder mundial portador de idéias renovadoras e protagonista de práticas há muito tempo sepultadas seja pelo Departamento de Estado, seja pela própria diplomacia presidencial, como homem do diálogo, do multilateralismo, do respeito ao direito internacional e disposto à cooperação e às parcerias.
Não há como negar que Barak Obama é um político diferenciado no quadro estadunidense e que seu perfil se distingue, sobretudo quando se o compara com os últimos presidentes dos Estados Unidos – Reagan, Bush pai e filho e o democrata Clinton. Seu discurso e seus gestos sinalizam uma postura distinta em face dos grandes temas internacionais e que pelo menos na formulação, nas iniciativas e nos métodos faz esforços para se diferençar da Doutrina Bush, muito embora os elementos essenciais dessa doutrina ainda não tenham sido tocados, pois são ligados menos às conjunturas do que aos interesses permanentes da superpotência.
A cúpula das Américas, realizada no último final de semana em Trinidad e Tobago, foi exaustivamente usada para firmar a nova imagem dos Estados Unidos perante a região. De concreto a reunião resultou muito pouco. O documento final não ganhou a unanimidade, rechaçado que foi pelos países integrantes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas). Sem abordar com frontalidade a injustiça flagrante que é a exclusão de Cuba, sem sequer mencionar o criminoso bloqueio imposto à revolucionária Ilha e ao passar por cima da gravidade e do caráter da crise do capitalismo, perde-se em generalidades sobre prosperidade e novas abordagens para a questão energética.
Quando se tratou de anunciar uma ajuda financeira como sinal de cooperação, os Estados Unidos foram bem menos generosos do que tem sido com os bancos: o valor da tal ajuda corresponde a 0,028% da que foi concedida a estes. Os sorrisos, as fotos, os apertos de mão, as trocas de gentilezas, afagos e demonstrações de simpatia emolduraram o anúncio da “nova era de cooperação”. Não faltaram exageros e demonstrações de servilismo por parte de alguns para com a superpotência e deslumbramento com o novo líder.
Para os povos da América Latina e do Caribe, o novo momento político é uma vitória de suas lutas históricas. O novo grito de independência, afirmação de democracia, soberania e direitos dos povos é que obriga os Estados Unidos a se apresentarem nesta cúpula com um discurso e gestos diferentes do que marcou a história das suas relações com a região ao longo do século 20 e nesta primeira década do século 21. Estas relações nunca foram cifradas por verdadeira cooperação, por parte dos Estados Unidos, mas por um brutal intervencionismo que cobrou rios de sangue aos povos desde o Rio Bravo à Terra do Fogo.
Os povos latinoamericanos e caribenhos seguirão seu caminho e prosseguirão a luta emancipadora, por transformações profundas na sociedade, por uma verdadeira e libertadora integração, pelo desenvolvimento independente, por uma América livre da dominação imperialista estadunidense. Sem cair em vãs ilusões, vão explorar à exaustão o novo momento, consolidar as vitórias alcançadas e abrir novos horizontes para as suas lutas. A tarefa é gigantesca e mal começou, há dez anos, quando o presidente Hugo Chávez ganhou pela primeira vez as eleições presidenciais na Venezuela, abrindo caminho para a sucessão de vitórias democráticas, entre as quais a eleição e a reeleição de Lula no Brasil. Mas não é uma caminhada isenta de acidentes nem de retrocessos temporários.
A luta contra a Quarta Frota, instrumento de ameaça e intervenção, a vigilância em relação às manobras antidemocráticas das classes dominantes internas que sempre contam com o apoio de órgãos da inteligência norte-americana e a altivez em face dos julgamentos sobre o que é ou não democrático, fazem parte das tarefas dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda e dos governos progressistas da região neste novo momento político.
A luta contra o bloqueio a Cuba é uma dessas tarefas. Obama se antecipou com habilidade e restaurou uma situação anteriormente vigente quanto às viagens e remessas de dólares por parte de residentes nos Estados Unidos a seus familiares cubanos. O bloqueio é odioso, injusto, iníquo. Por isso é uma vitória do povo cubano que a luta pelo seu fim tenha entrado como agenda não escrita na cúpula das Américas. É positivo que Obama tenha feito uma flexão, mas não é tolerável que pretenda estabelecer condicionamentos. O fim do bloqueio sem que Cuba mude o regime que seu povo escolheu através da Revolução e sem abrir mão dos seus princípios, da sua soberania e da sua autodeterminação será uma vitória que mais dia, menos dia se incorporará às atuais conquistas dos povos latinoamericanos e caribenhos.

*José Reinaldo Carvalho é jornalista, Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil e diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz).

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=54621

sábado, 18 de abril de 2009

Trinidad e Tobago/Em cúpula, Chávez diz querer ser 'amigo' de Obama

18 abril 2009/Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez, trocaram um breve cumprimento nesta sexta-feira, pouco antes da abertura da sessão inaugural da 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago.
Em um ato que o governo venezuelano está classificando como "uma saudação histórica", os dois líderes se cumprimentaram e Chávez afirmou querer se tornar "amigo" de Obama.
"Com esta mesma mão, há oito anos, eu cumprimentei (o ex-presidente norte-americano George W.) Bush. Quero ser seu amigo", disse Chávez a Obama, segundo a página de internet do Ministério das Comunicações da Venezuela.
Ainda segundo o governo venezuelano, Obama teria agradecido a saudação.
As relações entre a Venezuela e os Estados Unidos foram bastante tensas durante os oito anos do governo de George W. Bush.
Chávez costumava fazer duras críticas às políticas do ex-presidente dos Estados Unidos e, durante a 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2006, chegou a chamá-lo de "diabo".

Expectativa
Há uma grande expectativa a respeito da atuação de Obama durante a Cúpula das Américas, já que este é seu primeiro encontro oficial com a maior parte dos líderes da região.
Analistas e políticos esperam que Obama sinalize, durante a cúpula, mudanças em relação à diplomacia norte-americana para a América Latina.
Estas expectativas aumentaram ainda mais com fato de a Casa Branca ter anunciado, apenas alguns dias antes do encontro, o relaxamento de algumas restrições a viagens e envio de remessas a Cuba que haviam sido implementadas durante do governo Bush.

Críticas
Mesmo assim, antes mesmo do início da reunião em Trinidad e Tobago, Chávez anunciou que "vetaria" a declaração final da Cúpula, que termina no próximo domingo.
Entre as principais críticas de Chávez está o fato de Cuba não estar representada na Cúpula das Américas. A ilha caribenha foi suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962.
Também nesta sexta-feira, os líderes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), um bloco formado por países latino-americanos com governos de tendência esquerdista - entre os quais estão Venezuela e Cuba - divulgaram um documento onde classificam a declaração final da Cúpula das Américas como "inaceitável".
Segundo os países da Alba, o rascunho da declaração final - que já foi divulgado - "exclui injustificadamente" o debate sobre o fim do bloqueio americano a Cuba e "não dá respostas" à crise econômica internacional. (Texto: Fonte: BBC Brasil)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a1c5aff9679455a233086e26b72b9a06&cod=3881

---

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

APELO RENOVADO A QUE A AG DA ONU ACTUE AO ABRIGO DA RESOLUÇÃO 377

O Conselho de Segurança da ONU fracassou na travagem dos maciços crimes de guerra israelenses em Gaza

É imperiosa e possível uma acção urgente da Assembleia-geral da ONU

É preciso que a acção colectiva da comunidade mundial ponha fim à impunidade de Israel

por Tribunal de Bruxelas [*]

Depois de quase duas semanas de impotência, durante as quais foram mortos cerca de 790 palestinos em Gaza, incluindo 230 crianças, e feridas mais 1080 crianças entre os 3300 feridos, o Conselho de Segurança das NU aprovou – com a abstenção dos EUA – uma resolução débil e imprecisa que não serviu para forçar o Estado de Israel a acabar com o seu ataque criminoso à população de Gaza ocupada, cercada e impotente para evitar ser massacrada.

Hoje, o gabinete de segurança do governo israelense, comprovando mais uma vez o seu desprezo pelas suas obrigações enquanto estado membro das NU, rejeitou esta resolução em termos bem claros, dizendo que o Estado de Israel nunca concordou em que "qualquer órgão do exterior" determinasse a sua política militar, considerando que a resolução "não era praticável" – apesar dessa resolução estar distorcida a seu favor, ao não referir o Hamas, o governo eleito da Palestina. Por outras palavras, o massacre vai continuar, quer o Conselho de Segurança exija o seu termo quer não.

Impunidade israelense, cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU

Este desfecho é prova de que Israel age com uma impunidade sistemática. Também é prova, como reconheceu o presidente da Assembleia Geral das NU, Miguel d'Escoto-Brockmann, que o Conselho de Segurança "funciona mal", desculpando por omissão graves e maciças violações dos direitos humanos quando perpetrados por um dos seus membros permanentes ou seus aliados.

Ao proceder assim, e perante as provas esmagadoras – transmitidas muitas delas pela televisão – dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade perpetrados por Israel em Gaza, equivalentes a provas concretas do crime de genocídio contra o povo palestino, o Conselho de Segurança mostrou de facto que não pode – ou não está disposto a – manter a paz e segurança internacionais e respeitar o direito nacional do povo palestino de viver pacificamente e em liberdade no seu país.


A união para uma solução de paz


O mundo não precisava de assistir a este horror. Existe um mecanismo que pode arrancar das mãos do Conselho de Segurança a protecção da paz e segurança internacionais, e do povo palestino e entregá-la à comunidade mundial no seu conjunto, representada pela Assembleia-Geral [1] . O presidente da Assembleia-Geral, d'Escoto-Brockmann, apoia esse mecanismo e a Malásia já preencheu a obrigação processual que impõe que seja um estado membro das NU a propô-lo.

Estava prevista a realização de uma sessão de emergência da Assembleia Geral horas antes de o Conselho de Segurança aprovar uma resolução redigida de modo tão débil e despojado de quaisquer mecanismos de imposição que Israel pôde pô-la de lado. Tudo indica que foi só essa possibilidade que forçou o Conselho de Segurança a agir, em grande parte para bloquear a invocação da Resolução 377. Perante o resultado, e dada a rejeição de Israel da autoridade do Conselho de Segurança, é urgente que essa sessão se realize e imponha a Israel um cessar-fogo imediato, de acordo com a vontade esmagadora da comunidade internacional e de gente de toda a parte, ou incorra no ostracismo internacional.

Israel receia a Resolução 377

Segundo a Resolução 377 da Assembleia-geral das NU, justificam-se sessões especiais de emergência da Assembleia-geral para agir quando o Conselho de Segurança "não consiga exercer a sua responsabilidade principal para a manutenção da paz e segurança internacionais". [2] Foi o próprio governo de Israel quem assegurou o fracasso do Conselho de Segurança quanto ao exercício da sua responsabilidade principal pela manutenção da paz e segurança internacionais.

Que as violações de Israel à lei internacional dos direitos humanos e humanitários em Gaza sejam tão flagrantes, e que Israel rejeite a autoridade do Conselho de Segurança à primeira vista, indica como única via possível – um último recurso para o povo palestino em Gaza – a reunião duma sessão de emergência da Assembleia-geral onde não é possível invocar qualquer veto, para impor a Israel um cessar-fogo imediato sustentado por medidas colectivas credíveis.

Apelo urgente para acção

Tal como afirmado pela comunidade palestina dos direitos humanos no seu pedido de 30 de Dezembro para invocar a Resolução 377 [3] : "A população civil da Faixa de Gaza ocupada vai continuar inevitavelmente a sofrer pesadas baixas sem a intervenção externa da comunidade internacional".

Renovando o pedido para invocar a Resolução 377, apoiamos a exigência do Relator Especial, Richard Falk, para que "todos os estados membros, assim como aos funcionários e a todos os órgãos relevantes do sistema das Nações Unidas, actuem numa base de emergência não só para condenarem as graves violações de Israel, mas para desenvolver novas abordagens a fim de proporcionar uma protecção real ao povo palestino".

Apenas a Assembleia-geral pode impor, quando o Conselho de Segurança fracassa, um cessar-fogo imediato em Israel.


Apelamos aos grupos de direitos humanos, advogados e organizações de leis, sindicatos, intelectuais, movimentos anti-guerra e a todas as pessoas de consciência que apoiem o presidente d'Escoto-Brockmann, exijam que seja convocada uma sessão de emergência da Assembleia -geral sob a autoridade da Resolução 377 e participem no crescente movimento internacional para boicote, embargo e sanções contra Israel.

Apelamos para que o sistema dos direitos humanos das NU autorize uma investigação eficaz dos crimes de guerra e crimes contra a humanidade de Israel, incluindo as suas matanças deliberadas, o uso de armas proibidas internacionalmente, a destruição de infra-estruturas civis, o ataque a escolas, a instituições superiores de ensino, a mesquitas e a escudos humanos, e até mesmo a trabalhadores da assistência humanitária internacional. O Conselho dos Direitos Humanos das NU tem a obrigação de investigar estes elementos de genocídio e, ao fazê-lo, de contribuir para lhe pôr termo.

Como um sinal para Israel, apelamos a todos os estados para que cortem imediatamente as relações diplomáticas com Israel e às 'High Contracting Parties' das Convenções de Genebra que realizem uma conferência de urgência para restabelecer o respeito pela lei humanitária internacional. Com base na sua impunidade passada e presente, Israel deve ser expulsa das Nações Unidas.

Todos devíamos exigir um cessar-fogo israelense imediato, a retirada imediata de todas as forças militares beligerantes israelenses e o fim do bloqueio. Após a sua concretização, deviam ser tomadas medidas colectivas a todos os níveis para pôr fim à ocupação da Palestina por Israel e obrigar a sociedade israelense a respeitar a igualdade dos direitos humanos. Até que termine a ocupação da Palestina, subscrevemos o direito legal e garantido do povo palestino a resistir à agressão israelense por todos os meios.

A Comissão do Tribunal de Bruxelas

9 de Janeiro de 2009
Por favor assine e faça circular esta declaração o mais possível.

PARA ASSINATURAS INDIVIDUAIS E DE ORGANIZAÇÕES: info@brusselstribunal.org


[1] "Uniting for Peace Resolution", Resolução 377 (V) da Assembleia-geral da ONU, 3 de Novembro 1950, http://un.org/Docs/journal/asp/ws.asp?m=A/RES/377(V)
[2] Carta da embaixadora israelense Gabriela Shalev ao presidente da Assembleia-geral da ONU, Manuel d'Escoto-Brockmann, 8 de Janeiro 2009, http://innercitypress.com/protestPGA010809.doc
[3] "Gross Human Rights Violations and War Crimes in the Gaza Strip", 30 de Dezembro 2008, http://pchrgaza.org/files/PressR/English/2008/un_human.html

O original encontra-se em http://brusselstribunal.org/UNGA377.htm . Tradução de Margarida Ferreira.

Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .

---------------------


RENEWED CALL FOR UNGA TO ACT UNDER RESOLUTION 377

The UN Security Council has failed to stop massive Israeli war crimes in Gaza.

Urgent action by the UN General Assembly is warranted and possible.

Israeli impunity must be ended by the collective action of the world community.


After almost two weeks of impotence, during which an estimated 790 Palestinians in Gaza have been killed, including 230 children, a further 1080 children among the 3300 injured, the UN Security Council passed — with US abstention — a weak and indeterminate resolution that has failed to force the State of Israel to halt its criminal onslaught on the occupied people of Gaza, encircled and unable to avoid being massacred.
Today, the security cabinet of the Israeli government, proving again its contempt for its obligations as a member state of the UN, rejected this resolution in no uncertain terms, saying that the State of Israel has never agreed that “any outside body” would determine its military policy, deeming the resolution “not practical” — this a resolution that was even biased towards it, failing to mention Hamas, the elected government in Palestine. In other words, the slaughter will continue whether the Security Council demands that it end or not.

Israeli impunity, UNSC complicity

This outcome is proof that Israel acts with systematic impunity. It is also proof, as recognized by President of the UN General Assembly Miguel d’Escoto-Brockmann, that the Security Council is “dysfunctional”, excusing by omission massive and grave human rights abuses when perpetrated by one of its permanent members or their allies.
In doing so, and in the face of overwhelming evidence — much televised — of Israel war crimes and crimes against humanity in Gaza, amounting to substantive evidence of the crime of genocide against the Palestinian people, the Security Council has effectively shown that it cannot — or is not willing to — maintain international peace and security and satisfy the Palestinian people’s national right to live peacefully, free on its land.

Uniting for peace resolution

The world need not endure this horror. A mechanism exists that can take the protection of international peace and security, and the Palestinian people, out of the hands of the Security Council and give it to the world community as a whole, represented by the General Assembly.[1] General Assembly President d’Escoto-Brockmann supports this mechanism and Malaysia already fulfilled the procedural obligation that one UN member state proposes it.
Hours before the Security Council voted on a resolution made so weak and bereft of mechanisms of enforcement that Israel could dismiss it, a General Assembly emergency session was due to be held. There is evidence that this prospect alone forced the Security Council to act, largely to block invocation of Resolution 377. Given the result, and given Israel’s rejection of Security Council authority, it is urgent that this session convenes and imposes upon Israel an immediate ceasefire, according to the overwhelming will of the international community and people everywhere, or face international ostracism.

Israel fears Resolution 377

According to UN General Assembly Resolution 377, emergency special sessions of the General Assembly are warranted to act when the Security Council “fails to exercise its primary responsibility for the maintenance of international peace and security.”[2] The government of Israel itself has ensured the failure of the Security Council to exercise its primary responsibility for the maintenance of international peace and security.

That Israel’s violations of international humanitarian and human rights law in Gaza are so flagrant, and that Israel rejects the authority of the Security Council prime facie, suggests as the only route possible — a last resort for the Palestinian people in Gaza — the convening of an emergency session of the General Assembly where no veto could be invoked, to impose on Israel an immediate ceasefire backed by credible collective measures.


Urgent call for action


As stated by the Palestinian human rights community in their 30 December call to invoke Resolution 377[3]: “The civilian population of the occupied Gaza Strip will inevitably continue to suffer heavy losses without the external intervention of the international community.”
In renewing the call to invoke Resolution 377, we support Special Rapporteur Richard Falk’s demand on “all Member States, as well as officials and every relevant organ of the United Nations system, to move on an emergency basis not only to condemn Israel’s serious violations, but to develop new approaches to providing real protection for the Palestinian people.”

Only the General Assembly can impose, where the Security Council fails, an immediate ceasefire on Israel.

We call upon human rights groups, lawyers and legal organizations, trade unions, intellectuals, the anti-war movement and all people of conscience to support President d’Escoto-Brockmann, demand that an emergency session of the General Assembly be convened under authority of Resolution 377, and to participate in the growing international boycott, divestment and sanctions movement against Israel.
We call upon the UN human rights system to authorize an effective investigation of Israel’s war crimes and crimes against humanity, including its wilful killings, use of internationally prohibited weapons, destruction of civilian infrastructure, targeting of schools, higher education institutions, mosques and civilian shelters, and even international humanitarian aid workers. The UN Human Rights Council has an obligation to investigate these elements of genocide and in doing so contribute to ending it.
As a signal to Israel, we call upon all states to cut diplomatic relations with Israel forthwith and for the High Contracting Parties of the Geneva Conventions to hold an immediate conference to re-establish respect for international humanitarian law. On the basis of its past and present impunity, Israel should be expelled from the United Nations.
All should demand an immediate Israeli ceasefire, the immediate withdrawal of all belligerent Israeli military forces, and the end of the blockade. Upon realization, collective measures should be taken at all levels to end Israel’s occupation of Palestine and to oblige Israeli society to respect the equality of human rights. Until the occupation of Palestine ends, we underline the legal and guaranteed right of the Palestinian people to resist Israeli aggression by all means.

The BRussells Tribunal Committee

9 January 2009

Please sign and circulate this statement widely.

For individual and organizational endorsements: info@brusselstribunal.org

________________________________________

[1] “Uniting for Peace Resolution”, UN General Assembly Resolution 377 (V) A 1950, 3 November 1950, http://un.org/Docs/journal/asp/ws.asp?m=A/RES/377(V)
[2] Letter from Israeli Ambassador Gabriela Shalev to UN General Assembly President Manuel d’Escoto-Brockmann, 8 January 2009, http://innercitypress.com/protestPGA010809.doc
[3] “Gross Human Rights Violations and War Crimes in the Gaza Strip”, 30 December 2008, http://pchrgaza.org/files/PressR/English/2008/un_human.html

sábado, 3 de novembro de 2007

Nações Unidas/Pela 16ª vez, ONU pede o fim do bloqueio a Cuba

Nova resolução aprovada nesta terça-feira pela Organização das Nações Unidas pede que EUA suspendam embargo econômico, comercial e financeiro que já dura quatro décadas. Medida fere Carta da ONU e direito internacional.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou, nesta terça-feira, pelo 16° ano consecutivo, uma resolução para pressionar os Estados Unidos a suspender seu embargo de quatro décadas contra Cuba. Intitulada de “necessidade de encerrar o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba”, a resolução foi aprovada com 184 votos a favor, quatro contra e uma abstenção.

A medida não teve nenhum impacto na política norte-americana nas ocasiões anteriores e o mesmo deve ocorrer agora. Na semana passada, o presidente George W. Bush rejeitou qualquer relaxamento das sanções sem que haja o que denominou de “transição democrática completa no país”. Segundo Bush, o fim das sanções apenas incentivaria a permanência do atual governo no comando da ilha.

"Arrogância unilateral"

O relator especial de Direito à Alimentação da ONU, Jean Ziegler, condenou o embargo realizado pelos EUA contra Cuba, qualificando-o como uma “arrogância unilateral” e um ataque à ordem internacional. Em matéria de alimentação, destacou Ziegler, Cuba lida “com muita criatividade com as limitações e com o sofrimento que o bloqueio ocasionou”, o qual, segundo dados do governo cubano, já provocou perdas de 89 bilhões de dólares em mais de 45 anos de vigência.

O bloqueio total do comércio entre EUA e Cuba foi decretado formalmente mediante uma ordem executiva do presidente John F. Kennedy, no dia 3 de fevereiro de 1962. No entanto, as medidas punitivas contra a ilha começaram poucas semanas depois o triunfo da Revolução Cubana, em 1° de janeiro de 1959. No dia 12 de fevereiro daquele ano, os EUA negaram a concessão de um crédito para Cuba manter a estabilidade da moeda nacional.

Posteriormente, foram sendo aplicadas outras medidas como a restrição do fornecimento de combustível pelas empresas transnacionais norte-americanas, a paralisação de plantas industriais, a proibição de exportações a Cuba e a supressão parcial, e depois total, da quota de açúcar. Todas essas medidas tinham como objetivo asfixiar economicamente a recém-nascida revolução cubana.

Em função do bloqueio, Cuba não pode, entre outras restrições, exportar nenhum produto para o mercado norte-americano, nem receber turistas vindos dos EUA. Além disso, não tem acesso a créditos e nem pode utilizar o dólar em suas transações com o exterior. Os navios e aviões cubanos estão proibidos de tocar portos e aeroportos dos EUA. Essa política tem um caráter extraterritorial, uma vez que impede importações de subsidiárias norte-americanas instaladas em outros países e sanciona investimentos estrangeiros em Cuba.

Os aliados dos EUA: Israel, Palau e Ilhas Marshall

A resolução aprovada pela ONU exortou “mais uma vez todos os Estados a absterem-se de promulgar ou aplicar o embargo e aos que o aplicam a deixar de o fazer, em conformidade com as obrigações que lhes impõem a Carta (das Nações Unidas) e o direito internacional que, nomeadamente, consagram a liberdade de comércio e de navegação”. Como ocorreu em 2006, além dos EUA, Israel, Palau e ilhas Marshall votaram contra a resolução. Já a abstenção ficou por conta da Micronésia.
As resoluções da Assembléia Geral da ONU não têm efeito vinculativo. No caso do bloqueio a Cuba, refletem a crescente e majoritária oposição internacional à política patrocinada pelos EUA. A cada ano que passa o bloqueio vem sendo condenado por uma maioria crescente de Estados. Quando a primeira resolução foi apresentada, em 1992, obteve apenas 59 votos a favor. Subiu para 179 em 2004 e 183 em 2006.
Representantes de vários países manifestaram-se contra o bloqueio. O embaixador da Venezuela, Jorge Valero, disse que as recentes manifestações de Bush, rejeitando o fim do bloqueio e defendendo a mudança de regime na ilha, representam uma “nova e vã tentativa de derrotar a revolução e reconquistar Cuba”. Já o representante do Egito, Maged Abdelaziz, falando em nome dos países não-alinhados, disse que o embargo “além de ser unilateral e contrário à Carta da ONU, ao direito internacional e ao princípio da boa vizinhança, está causando danos materiais e econômicos ao povo de Cuba”.

O grupo dos 77, através do representante paquistanês Farukh Amil, também pediu que os EUA “substituam a política de embargo pelo diálogo e pela cooperação”. O Brasil também votou favoravelmente ao fim do bloqueio comercial contra a ilha.

http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14694&boletim_id=374&componente_id=6989