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quinta-feira, 29 de maio de 2014

DAVID HARVEY: AS CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO

29 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

David Harvey é professor de antropologia e geografia do Centro de Graduação da City University of New York (CUNY). Dá aulas sobre O Capital de Marx há mais de 40 anos e é autor de um 'guia de leitura', em dois volumes, para ler a grande obra de Marx. Essa leitura microscópica de O Capital é fruto de uma série de 13 conferências, cujos vídeos Harvey distribuiu online.

11/4/2014, entrevista a Jonathan Derbyshire, Prospect Magazine, UK - http://goo.gl/0Fac3k

Seu livro mais recente é 17 Contradições e o Fim do Capitalismo.[1] O livro começa com uminsight de Marx - que crises periódicas são endêmicas nas economias capitalistas - e oferece uma análise da atual conjuntura histórica. Conversei com o professor Harvey em Londres, semana passada.
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Prospect Magazine: No início do livro, o senhor observa, como outros também observaram, que há algo de diferente na mais recente crise do capitalismo, a crise financeira global de 2008. "Seria de esperar que todos" - o senhor escreveu lá - "tivessem diagnósticos concorrentes a oferecer sobre o que está errado, e que houvesse uma proliferação de propostas de o que fazer para corrigir tudo. O que mais surpreende hoje é a miséria de pensamento novo e de novas políticas." Por que não há nem diagnósticos nem propostas nem ideias novas? 

David Harvey: Uma hipótese é que a concentração de poder de classe que se vê hoje é de tal modo gigantesca, que não há por que a classe capitalista precise ou queira ver qualquer tipo de pensamento novo. A situação, por mais que seja disruptiva para a economia, não é necessariamente disruptiva para a capacidade de os ricos acumularem

sexta-feira, 10 de maio de 2013

América Latina/Simpósio sobre juventude indígena recebe inscrição de trabalhos até 30 de junho



9 maio 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)  

Tatiana Félix
Jornalista da Adital

Os/as interessados/as em debater sobre o tema juventude indígena durante o "I Congresso Internacional de Povos Indígenas da América Latina, séculos XIX – XXI. Avanços, perspectivas e desafios”, poderão inscrever seus trabalhos no simpósio "Juventudes Indígenas. Debate e Abordagens Etnográficas" até o dia 30 de junho. 

O simpósio faz parte das atividades do Congresso Internacional sobre Povos Indígenas da América Latina, que será realizado

terça-feira, 7 de maio de 2013

Brasil/Ciências da Religião: Seminário Nacional Contra a Intolerância Religiosa no Brasil



2 maio 2013, Pontifícia Universidade Católica Minas Gerais http://www.pucminas.br (Brasil)

O Programa de Pós-graduação das Ciências da Religião realiza, de quinta a sábado, 9 a 11 de maio, o I Seminário Nacional Multidisciplinar de Diálogo Inter-religioso Contra a Intolerância Religiosa no Brasil. O evento, que ocorrerá no Centro Cultural da UFMG (av. Santos Dumont, 174, Centro de Belo Horizonte), é resultado de uma parceria com o Grupo de Pesquisa de Formação de Professores e Relações Étnico-raciais da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e os Programas de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Celebran advenimiento de Año Nuevo Aymara 5517 con llamados a la unidad de Bolivia

Agencia Boliviana de Informacion (ABI)

La Paz, 21 junio 2009 (ABI) - Miles de personas celebraron el domingo en la milenaria ciudad de Tiwanaku, a 72 km de La Paz, el Año Nuevo Aymara 5517, con llamados a la unidad de Bolivia formulados por el ministro de Culturas, Pablo Groux.

Groux consideró que ese ritual de renovación espiritual con la Madre Tierra "es un referente de integración y unidad" nacionales.

"Debe entenderse este Solsticio, este Año Nuevo Aymara como un punto de encuentro en que coinciden gente del campo y de las ciudades, del país y de otros lugares del mundo abrazándose como hermanos, estrechándose en esa emoción que significa ver los primeros rayos de sol de Los Andes"•, proclamó.

"Estos primeros rayos de sol de este nuevo año nos trae ilusión, esperanza, energía y fuerza para seguir adelante en lo que hemos iniciado", agregó.

Miles de personas provenientes de diversos puntos del país celebraron el rito ancestral más prominente del mundo andino en los alrededores de la explanada del templete semisubterráneo del Kalasasaya, en medio de las ruinas de la ciudad de Tiwanaku, cuna de la civilización precolombiana más longeva de América, nacida diez siglos antes de Cristo y perecida poco antes de la llegada de los incas a estas tierras dominadas por el Lago Minchín, o Ballivián, ahora el celebérrimo Titicaca.

Los indios andinos celebran hace más de cinco milenios y que corresponde al instante en que la posición del Sol en el cielo se encuentra a su mayor distancia angular al otro extremo del plano ecuatorial.

El Solsticio, fuente de energía y renovación espiritual, se registra como fenómeno natural entre el 20 de junio y el 23 de junio en el hemisferio sur.

Se trata del día más corto o la noche más larga del año, en los umbrales del cambio de estación del Otoño a Invierno y, para los agricultores andinos, el advenimiento del tiempo de preparación y tributo a la Pachamama (Madre Tierra, en aymara).

Tiwanacu, una ciudad de 15.000 habitantes, vive del turismo que recae sobre las ruinas de los que fue, en el siglo VII después de Cristo, el centro ceremonial de la urbe más poblada del planeta.

El programa de celebraciones arrancó el sábado con una ofrenda a la Madre Tierra en el cerro denominado Qimsachata y tomó fuerza hasta el amanecer con una velada animada por artistas llegados de diversos puntos del país.

La baladista Guisela Santa Cruz, el grupo folclorista Bonanza, de Sucre, y otros del mismo género tales como los Mayas, animaron una jornada signada por la ritualidad y el divertimento.

Antes se había abierto una Feria de Biodiversidad y Arte Popular, y una conferencia por investigadores arqueólogos y antropólogos sobre la civilización andina.

El alba fue recibido con alborozo por los asistentes, según la alcaldía de Tiwanacu, alrededor de 30.000 personas.

Paralelamente a las celebraciones en Tiwanaku, se verificaron ritos en la localidad de Copacabana, provincia Manco Kapac y el sector de La Cumbre, en el ingreso de los Yungas a La Paz.

También en el Machaq Mara, el templete subterráneo de Miraflores y en el Rapticio y Rocticio en la ciudad de El Alto.

Así también en Pampa Aullagas, en el departamento de Oruro, el Fuerte de Samaipata, en Santa Cruz, con el "Yasitata Euasu" (Lucero del alba) y el cerro de Inkarakay en Cochabamba, donde se hallan emplazadas unas ruinas arqueológicas preincaicas.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasil/A VISÃO DO STF SOBRE OS INDÍGENAS: ALGO A COMEMORAR?

Cabe agora refletir não apenas sobre o significado e efeitos da decisão final adotada, mas também sobre o grau de compreensão(ou incompreensão) do Tribunal sobre a temática indígena

Rosane Lacerda

1 abril 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Após anos de espera, chegou ao fim, em 19 de março, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do caso da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O caso foi, sob diversos aspectos, um marco na história das decisões da Corte. Cabe agora refletir não apenas sobre o significado e efeitos da decisão final adotada, mas também sobre o grau de compreensão (ou incompreensão) do Tribunal sobre a temática indígena. É a respeito desta última questão que trata o presente artigo.
A histórica negação da alteridade
Para o antropólogo François Laplantine, as descobertas feitas pelos viajantes europeus no século XVI relativas ao continente americano e seus habitantes, fizeram emergir uma “dupla resposta ideológica” da visão do ocidental sobre os indígenas: ora o “bom selvagem” a ser protegido e convertido, ora o selvagem perigoso a ser combatido e escravizado. Essa dupla visão teria o seu momento crucial em 1550, nos debates entre o bispo Bartolomé de Las Casas e o jurista Ginés de Sepúlveda. De um lado, a visão dos índios como aptos à cristianização e ao serviço de Sua Majestade. Do outro, a certeza de que seriam inferiores, devendo ser combatidos pela espada e escravizados.
Esta dupla resposta ideológica atravessou séculos, revelando a incapacidade do mundo ocidental em perceber a alteridade: os indígenas não seriam vistos e respeitados em suas distintas maneiras de ser e viver. Seriam tratados como humanos ou inumanos, capazes ou incapazes, aliados ou inimigos, a partir da sua correspondência – ou não, às expectativas e necessidades da metrópole. Tal lógica se reproduziu na modernidade com o surgimento dos estados nacionais, onde os indígenas passaram a símbolo da contribuição primeira para o surgimento de uma identidade nacional comum.
No Brasil, com a Independência (1822) e posteriormente com a República (1889), eles passaram a integrar o mito fundador da brasilidade: seriam os “primeiros brasileiros”, e por este motivo (só por este motivo), dignos de respeito e admiração. Ao mesmo tempo, os que resistissem à liberação, para a implantação de novos projetos de colonização, das terras que lhes restaram, desciam à categoria de inimigos da pátria.
A proteção tutelar rondoniana iniciada em 1910 com o Serviço de Proteção ao Índio, ao argumento de “fazer do índio um índio melhor”, se contrapôs às propostas de extermínio então veiculadas. Mas a proteção justificava-se não no respeito à alteridade, e sim no suposto dever moral do não-índio em proporcionar-lhes a oportunidade de deixarem sua condição “primitiva”. Um projeto político calcado na suposta segurança de uma homogeneidade étnica e cultural. Fazer do índio um índio melhor era transformá-lo em brasileiro comum, pequeno agricultor, trabalhador rural e, de preferência, um conscrito protetor das fronteiras. Aos índios, tidos como culturalmente incapazes de discernimento, era dado o “direito” de corresponder a tais expectativas.
A perspectiva evolucionista que marcou o positivismo filosófico e político no trato com os indígenas no início da República andava de braços com o evolucionismo e o colonialismo das primeiras teorias antropológicas. Os indígenas estariam nos estágios iniciais de uma escala evolutiva cujo ápice era o modelo ocidental de progresso.
A partir da década de 1970, sobretudo com a Declaração de Barbados, a Antropologia veio a rever, de modo mais comprometido com as transformações da realidade social, os seus conceitos sobre essa posição inferiorizada. Expressões como “tribo”, “aculturação”, “silvícolas”, “primitivos”, pela sua relação com o evolucionismo, caíram em desuso. No final da década de 1980 concluiu-se que a “integração”, como resquício da dominação colonial, deveria ser substituída pelo respeito às diferenças.
Tais mudanças refletiram-se em instrumentos internacionais de proteção a minorias étnicas, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, e nos paradigmas da CF/88 em relação aos indígenas. A idéia básica ali conquistada é o reconhecimento do direito às suas identidades próprias, e o respeito às suas formas de organização sócio-cultural, independentemente do grau de contato estabelecido com a sociedade regional, ou dos processos de mudança cultural vivenciados.
No STF, o avanço que não houve
No contexto dos 20 anos da Constituição “Cidadã”, e tendo em vista os avanços da Antropologia contemporânea e o acúmulo de mais de 30 anos de lutas do movimento indígena, aguardava-se do STF, no caso Raposa Serra do Sol, uma posição no mínimo à altura do seu tempo em termos de reconhecimento da alteridade indígena. Em linhas gerais, contudo, não foi o que ocorreu. Apesar de reconhecer a demarcação, o STF mostrou-se apegado a conceitos ultrapassados e menos disposto a mudanças, do que os indígenas que com freqüência são apontados como de mentalidade atávica, imutável.
É bem verdade que o voto do Relator, ministro Ayres Britto, ao manifestar-se favoravelmente à demarcação, ofereceu passagens significativas em termos de percepção da riqueza cultural daqueles povos, de sua relação com a terra e o meio-ambiente, e de suas contribuições históricas à defesa do território brasileiro na fronteira. Contudo, predominou no conjunto aquela dupla resposta ideológica: ou os indígenas são vistos como em condições de satisfazer às expectativas de um projeto político nacional de matriz positivista (ou seja, evolucionista, integracionista) – sendo assim considerados merecedores de respeito –, ou são uma ameaça à soberania nacional por não compatibilizarem, com aquele, os seus projetos próprios de vida.
Assim, os votos apelavam ao espírito de brasilidade dos indígenas como condição para o gozo dos direitos territoriais constitucionalmente reconhecidos. Não que não sejam de fato e de direito, cidadãos brasileiros. Mas a insistência na tal brasilidade se fazia soar menos como reconhecimento, e mais como advertência.
Conceitos há muito em desuso como “primitivos” (pouco evoluídos), “silvícolas” (das selvas), “aculturados” (sem a cultura ancestral), “tribais” (sociedade rústica), e “integração” (evolução pelo ingresso n’outra forma de vida), foram utilizados sem qualquer preocupação com sua correção científica. Assim, a idéia de aculturação exposta no voto do ministro Ayres Britto (ironicamente o mais substancialmente favorável aos direitos indígenas), como uma adaptação por “vontade livre e consciente” (§77), sem perdas culturais para os índios, há tempos foi objeto de revisão crítica pela Antropologia. Contrariando a mudança paradigmática da CF/88 o relator chegou a afirmar (§78) que a mesma “busca integrar os nossos índios” para que possam se beneficiar “de um estilo civilizado de vida que é tido como de superior qualidade”.
O mesmo tipo de compreensão embasou o voto contrário do ministro Marco Aurélio, para quem a integração teria levado aos índios enormes benefícios, como os que resultaram de medidas do Marquês de Pombal no século XVIII: “voltado à miscigenação, e estimulando-se o estabelecimento de relação carnal e sentimental entre portugueses e índias”, tal política teria resultado no “avanço intelectual de descendentes de índios”, como os ex-governadores Amazonino Mendes e Gilberto Mestrinho (!).
Idéias equivocadas como “preservação” e “isolacionismo” foram também utilizadas. Enquanto para o Relator a demarcação levaria a “mais eficazmente poderem preservar” a sua identidade, para o ministro Aurélio ela significaria o seu “isolamento”. Repetem-se aí dois jargões que indigenistas e antropólogos há muito combatem.
Nunca foram reivindicadas pelos povos indígenas e seus aliados, na Constituinte (87/88) ou em período posterior, quer o isolamento, quer a preservação (congelamento) cultural. Prova disso é a participação das organizações indígenas nos fóruns locais, regionais e nacionais por políticas públicas de respeito à diversidade. Neste sentido chega a ser desrespeitosa (além de desinformada) a afirmação do ministro Aurélio de que “a demanda dos índios é por postos de saúde e não pela volta do pajé”. O que se conquistou na CF/88 não foi a “preservação”, mas o direito ao respeito; não foi o “isolamento”, mas o direito à privacidade – assim como no lar de qualquer brasileiro.
Preocupante também a negação, em seu voto-vista (p.53), da dívida histórica do país para com indígenas e quilombolas: “Que a visão romântica, calcada em resgate de dívida caduca (!) – e porque não falar dos quilombolas –, seja alijada deste julgamento”, disse o ministro. Por estes e outros graves equívocos (como as 18 condições propostas pelo ministro Menezes Direito, muitas atropelando o processo legislativo em curso no Congresso Nacional), o STF perdeu uma histórica oportunidade de, no seu conjunto, se por à altura dos profundos avanços trazidos pela Constituinte, de um relacionamento com os povos indígenas fundado no respeito à alteridade.

Rosane Lacerda é advogada, Mestre em Direito pela UnB, professora universitária e integrante dos grupos de pesquisa O Direito Achado na Rua e Sociedade, Tempo e Direito, daquela universidade. É também autora do livro “Os Povos Indígenas e a Constituinte”, publicado em 2008 pelo Conselho Indigenista Missionário – Cimi.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/a-visao-do-stf-sobre-os-indigenas-algo-a-comemorar

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Brasil/Direitos dos povos indígenas não podem ser cumpridos pela metade, defende advogado


«Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim» -- advogada Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana
(Foto de arquivo)



Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

27 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Em defesa da demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF ), o advogado representante da comunidade indígena Socó Paulo Machado Guimarães defendeu há pouco, no plenário da Corte, que o direito dos povos indígenas não podem ser cumpridos "pela metade".

“Demarcações em ilhas não existe. Ou se demarca por ato administrativo correto, ou não se demarca. Não existe meio termo ao respeito do direito constitucional dos povos indígenas”, argumentou.

Guimarães afirmou ainda que o procedimento administrativo, iniciado em 1977, não prosseguia, porque há “fortes interesses econômicos, políticos e de estados envolvidos”. O advogado também defendeu a validade do laudo antropológico que determina a posse da terra aos índios.

“É um trabalho de perito, que na ciência social só tem uma pessoa que possa fazer: o antropólogo. Ele é o único que detém o conhecimento científico para isso. O estudo foi feito e confirmou a presença da ocupação tradicional”, explicou.

Em seguida, a advogada e índia Joênia Batista de Carvalho, da etnia Wapichana, falou pelas Comunidades Indígenas Barro, Maturuca, Jawari, Tamanduá, Jacarezinho e Manalai. É a primeira vez que um índio sobe à tribuna para fazer uma sustentação oral na história do Supremo. “Estamos há mais de 30 anos esperando a conclusão desse processo e, nesse tempo, 21 lideranças indígenas foram assassinadas, várias ameaças foram feitas e registradas pelas autoridades. Nós somos acusados de invasores dentro da nossa própria terra, discriminados e caluniados. Isso tem que ter um fim”, afirmou.

A advogada pediu que a terra não seja retalhada em pedaços. Para ela, a demarcação descontínua coloca em risco não só a cultura dos povos indígenas, mas também a conservação ambiental da região. “Em maio o Ibama apresentou uma multa de mais de R$ 300 milhões pelos impactos ambientais causados pelos arrozeiros. Mas eles continuam plantando”, contestou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/27/materia.2008-08-27.8167938981/view

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Antropólogos debaten en México sobre los primeros pobladores del continente


Ante las evidencias que se tienen sobre la llegada del hombre a México, el experto de esa nación manifestó que "son los esqueletos humanos que están fechados: uno es el esqueleto a la mujer del peñón de los baños que tiene doce mil 700 años, tenemos de diez mil 500 y tenemos de siete mil 500 y cuatro mil 500 años".

26 agosto 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Nuevas teorías acerca de cómo llegaron los primeros pobladores al continente americano durante la época de la glaciación fueron expuestas en Ciudad de México por antropólogos de varios países la pasada semana.

En principio, se cree que los primeros hombres que llegaron al continente americano durante la era del hielo provenían de Asia nororiental, siguiendo a los mamíferos, de los cuales se alimentaban, conociéndose así la "teoría del poblamiento tardío".

Teoría que ha predominado desde mediados hasta la última década del siglo XX. Sostiene que un grupo de seres humanos ingresó al continente americano en el periodo en que disminuyó el nivel de las aguas, durante la era del hielo.

Un especialista de la Universidad de Colorado, presente en México, Seteven Holen, manifestó que hay efectos en cráneos y huesos encontrados, "que sólo pueden haber sido causados por humanos", lo cual indica que "los humanos comenzaron a llegar a Norteamérica cuando Canadá estaba cubierto de hielo".

Al momento de congelarse las aguas se establecieron conexiones que, según la teoría más sustentada, permitieron que el hombre se encontraba en Siberia pasara al continente americano a través del Estrecho de Bering, que separa a Asia de América.

Sin embargo, ésta no es la única hipótesis que actualmente se maneja.

Por su parte, la antropóloga argentina Laura Miotti explicó que, en la actualidad, "las hipótesis que se manejan son las de la costa pacífica, la de Bering también, la de la costa atlántica y bueno, hay una que no tiene mucho chance de comprobarse que es vía Antártida, desde Australia hacia la Patagonia de Suramérica".

Durante muchos años, los antropólogos han estudiado el fenómeno echando mano de las huellas de los pies, fragmentos de cráneo y restos de proyectiles fosilizados encontrados.

"Se han encontrado otras evidencias, como son huesos de animales que han sido triturados o usados por los humanos", dijo el antropólogo mexicano José Concepción.

Hasta la fecha, los restos óseo a humanos más antiguos que han aparecido en América se han ubicado en México.

Ante las evidencias que se tienen sobre la llegada del hombre a México, el experto de esa nación manifestó que "son los esqueletos humanos que están fechados: uno es el esqueleto a la mujer del peñón de los baños que tiene doce mil 700 años, tenemos de diez mil 500 y tenemos de siete mil 500 y cuatro mil 500 años".

Es gracias a todas esas evidencias que se sabe que no hubo una sola inmigración, sino que, a través de miles de años, diferentes grupos humanos de diversos orígenes llegaron a este continente siguiendo rutas distintas.

El debate científico sobre la llegada del los primeros pobladores a América se desató a inicios del siglo XX y continúa hasta nuestros días.

Se calcula que los primeros llegaron entre 25 y 30 mil años atrás, pero la verdad es que no existe una fecha precisa de cuándo esto ocurrió.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/31905-NN/antropologos-debaten-en-mexico-sobre-los-primeros-pobladores-del-continente/